→ Vania Bronzoni, está nomeada como professora de educação física (40h) do Ensino Fundamental e Médio, em Santa Catarina. Deseja permuta para Cruz Alta, Rio Grande do Sul. Contato: (47) 988242899.

→ Valeria Bonetti é professora da rede estadual do Rio Grande do Sul (40h) e quer permutar para Santa Catarina. Contato: (55) 991701941. E-mail: valeriabonetti2010@gmail.com / valeriabonetti@hotmail.com

→ Catiuscia Rocha da Cunha, está nomeada como professora de história (20h) do Ensino Médio, em Paraná. Deseja permuta para Santa Vitória do Palmar, Rio Grande do Sul. Contato: (53)999194633

→ Cristiane Bonetti, está nomeada como professora de matemática (20h) do Ensino Médio, em Caxias do Sul. Deseja permuta para Santa Catarina. Contato: (54)9912 48623.

→ Angela Demarchi, Educadora na Educação Infantil (20h), na prefeitura de Dom Pedrito. Deseja permuta para Santana do Livramento. Contato: (53) 999606475.

→ Ana Carolina Torres, Professor G1AI, em Caxias do Sul e deseja permutar para Novo Hamburgo ou região do Vale do Rio dos Sinos/Metropolitana de Porto Alegre. Telefone para contato: (51) 992993238.

→ Michele Felkl é professora de Espanhol (20h) na Prefeitura de Capão da Canoa e deseja permutar para Santa Maria. Contato: (51) 996128745.

→ Fabiana Santos é professora de Artes (30hs) em Porto Alegre e gostaria de permutar em 2022 para escola próxima a Florianópolis/SC. Contato (51) 994859229.

→ Sirlete Silva de Azambuja é professora de séries iniciais (20h), no município de Rio Grande, e quer permutar para Guaíba ou cidades vizinhas. Contato: (53) 991664229.

→ Camila Lima trabalha como professora de inglês (40h), em Alvorada, e quer permutar para Gravataí. Contato: (51) 98615.4689.

→ Neusa Terezinha Coutinho Duarte trabalha como merendeira (20h), em Novo Hamburgo, e quer permutar para Porto Alegre. Contato: (51) 98153.3235.

→ Graciela Santos de Souza trabalha como professora de educação infantil (40h), em São Lourenço do Sul, e quer permutar para Pelotas. Contato: (53) 98432-1976.

→ Angélica Rohden trabalha como professora anos iniciais (20h), em Novo Hamburgo, e quer permutar para Cerro Largo. Contato: (51) 99760-4398 ou (55) 99916-4239.

→ Marina Dias trabalha como professora da Educação Infantil (20h), em Viamão, e quer permuta para Esteio ou municípios vizinhos. Contato: (51) 99824-4334.

→ Liana Depieri Amorim trabalha como professora de língua portuguesa e literatura em Porto Alegre e tem interesse em permutar para o litoral norte do RS. Contato: (51) 993892320

→ Luiza Depieri Amorim trabalha como professora de matemática em Porto Alegre e tem interesse em permutar para o litoral norte do RS. Contato: (51) 989527722

Quer deixar um aviso de permuta aqui? Envie seu pedido em nossas redes sociais!

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Trabalho feito é salário pago, certo?

Não para o governador Eduardo Leite (PSDB), que até hoje não pagou as aulas recuperadas pelos educadores(as) grevistas.

São mais de 27 mil trabalhadores(as) castigados com descontos que chegam a 30% do contracheque desde dezembro de 2019.

O massacre – justificado por Leite para, em suas palavras “desestimular a prática grevista” – continua em plena pandemia.

Trata-se de uma punição cruel e injusta, calculada friamente para frear futuras mobilizações e facilitar o desmonte da educação.

O corte do ponto e a luta para reverter o calote do governador gaúcho são o tema do 3º episódio do podcast ContraTurno.

Ouça e siga na sua plataforma favorita:

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Episódios anteriores:

▶ 2º episódio: Eduardo Leite e o confisco dos aposentados
▶ 1º episódio: Enem, pandemia e desigualdade

Leia também:

▶ Chega de Calote! CPERS lança encarte na edição desta segunda do Correio do Povo 
▶ Pela vida dos gaúchos: Conselho Geral defende fechamento total das escolas do Estado
▶ Governo pede que escolas comprem EPIs com recursos que o Estado não repassa
▶ Escola se rebela contra imposições da Seduc e exige garantias para adotar salas virtuais
 É preciso fechar completamente as escolas do RS enquanto há tempo
▶ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

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O CPERS lançou, nesta segunda-feira (22), um encarte impresso de distribuição casada com o Correio do Povo.

A sobrecapa amplia a campanha por respeito, salário digno e o fim dos calotes do governo estadual, denunciando os ataques aos educadores(as) e à educação pública em meio à pandemia, a manutenção de escolas abertas e o autoritarismo da gestão Leite (PSDB).

▶ Baixe o material aqui

A campanha, iniciada há duas semanas, pressiona por reverter os descontos de greve e neutralizar a escalada de ataques à categoria, como o caos no contracheque, o atraso recorde de salários, a falta de diálogo no tema da volta às aulas, a redução de adicionais e o desconto dos aposentados(as).

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▶ Chega de calote: CPERS lança campanha de denúncia a pressão por dignidade e salários
Pela vida dos gaúchos: Conselho Geral defende fechamento total das escolas do Estado
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▶ Escola se rebela contra imposições da Seduc e exige garantias para adotar salas virtuais
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Em edição histórica do Conselho Geral do CPERS, a primeira realizada a distância, cerca de 130 conselheiros(as) e dirigentes do Sindicato de todas as regiões do Rio Grande do Sul debateram e aprovaram, por unanimidade, o fechamento total das escolas estaduais em face da pandemia.

O crescente número de casos confirmados de Covid-19 no seio da comunidade escolar pautou o debate, que ocorreu na tarde desta sexta-feira (19).  Embora publicamente o governo Leite (PSDB) afirme que as escolas já estão fechadas por conta da suspensão das aulas presenciais, a realidade é outra.

Direções, funcionários(as), professores(as), pais e estudantes têm arriscado a vida em aglomerações desnecessárias para entregar ou receber materiais e cumprir demandas da Secretaria da Educação e suas Coordenadorias Regionais. O resultado, previsto e denunciado pelo CPERS desde o início da pandemia, tem sido a disseminação do contágio entre trabalhadores(as) que atendem centenas de milhares de estudantes gaúchos.

“Não podemos permitir essa exposição gratuita ao vírus. Não é uma questão de defender somente as nossas vidas, mas as de todos os gaúchos. “, comenta a presidente Helenir Aguiar Schürer. A falta de protocolos claros, treinamento, EPIs e mesmo recursos para adquirir materiais de proteção e limpeza, também foram apontados pelos presentes.

“O governo não nos inclui nas discussões sobre o retorno das aulas presenciais, mas nos bota na linha de frente da contaminação. Isso é o mesmo que jogar nos ombros dos educadores a responsabilidade sobre possíveis contágios que ocorrerem nas instituições”, ponderou Helenir.

O caos das aulas programadas e do contracheque, o aprofundamento dos ataques de Eduardo Leite (PSDB) à categoria, seu alinhamento com Bolsonaro na retirada de direitos e nas políticas de mercantilização e destruição dos serviços públicos, a necessidade de articular a resistência apesar das dificuldades de mobilização e o adiamento das eleições internas do Sindicato devido à pandemia também foram pontos de pauta e de deliberação.

Devido a dificuldades técnicas e à extensão do debate, o Conselho Geral não se encerrou nesta sexta e a apreciação das propostas que vão orientar a luta da categoria continua na próxima semana.

Confira os cinco pontos já aprovados

1. Fechamento de todas as escolas em face da pandemia.

2. Os núcleos devem articular movimento com as direções das escolas e no sentido de ações de resistência às pressões do governo na sobrecarga de trabalho e na responsabilização do retorno às aulas sem segurança para os/as trabalhadores/as em educação e comunidade escolar;

3. Campanha publicitária potencializando a luta contra o autoritarismo e crueldade do Governo Leite(PSDB), articulando a visibilidade da campanha em todo o estado. Agregar na campanha a temática da sobrecarga de trabalho e pressão aos/às educadores/as e direções de escola, bem como a o atropelo, imposição e falta de condições para as atividades remotas.

4. Adiar as eleições do CPERS em face da pandemia, estabelecendo o calendário eleitoral no primeiro conselho geral presencial, por ocasião do retorno às aulas.

5. Manter a contribuição sindical do valor anterior à mudança do plano de carreira do magistério.

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Conversar sobre a luta da categoria, os ataques a direitos pelo governo Eduardo Leite (PSDB) e a ansiedade desencadeada pelo momento de enfrentamento ao Coronavírus (COVID-19), mas além disso matar a saudade mesmo que de forma virtual. Hoje foi a vez dos aposentados(as) do núcleo de Estrela (8º) se encontrarem, ainda que a distância.

A série de videoconferências realizada pelo Departamento dos Aposentados(as) do CPERS tem levado informação para os professores e funcionários de escola aposentados dos núcleos do Sindicato. Até o momento a reunião virtual já ocorreu nos núcleos de Porto Alegre, Três de Maio, São Luiz Gonzaga, Bento Gonçalves, Frederico Westphalen, Santiago e Estrela.

A educadora Glaci Weber, coordenadora do Departamento dos Aposentados do Sindicato, é quem comanda a reunião. Ela ressaltou a admiração pela adaptação dos aposentados nesse momento.

“Estou encantada com os aposentados se adaptando a essa nova realidade e lidando muito bem com a tecnologia. Queríamos fazer esses encontros presenciais e todos poderem se abraçar, mas infelizmente não podemos nesse momento. E esse foi o jeito que o departamento encontrou de ficarmos juntos e levar até os aposentados as informações do CPERS ”, afirmou.

A diretora Alda Bastos de Souza falou da felicidade de ver todos na reunião e destacou a luta que a categoria deve enfrentar com o governo estadual e federal, além da luta contra o COVID19. “Nunca vimos tantos ataques a categoria tanto no âmbito estadual quanto federal. Aí vem um vírus que nos ataca desta forma com tantas mortes. Nunca vivemos nada tão difícil. E vimos que é preciso união, solidariedade. De quanto precisamos um do outro. ”

“São momentos difíceis, momentos de mudanças, mas teremos que nos adequar a isso. Vamos ter que nos reconstruir. E vamos passar por tudo isso bem”, frisou o diretor do núcleo, Gerson Luís Johann.

O 2º vice-presidente, Edson Garcia, ressaltou a importância da iniciativa. “É um momento muito importante e muito difícil. Quero parabenizar a Glaci e a Alda pela iniciativa. Essa é uma forma para nos vermos, vermos que está todo mundo bem e organizar a luta. E estamos aqui para dizer que estamos na luta e seguiremos lutando pelos nossos direitos e pela nossa valorização”, afirmou.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, chamou atenção para a luta que a categoria realizou contra o desconto da previdência para os aposentados. Mas que, infelizmente, por Eduardo Leite ter a maioria dos votos na Assembleia Legislativa, a vitória não foi possível.

Helenir falou sobre a pressão que a categoria fez na Câmara e no Senado em relação ao PLP 39/2020. Para que os educadores ficassem fora do congelamento salarial, previsto até 2022. “Mas Bolsonaro, com o aval do nosso governador, vetou. Agora nossa pressão será para derrubar o veto no Congresso. Isso vai garantir que em janeiro possamos receber reajuste salarial”, defende.

Atenção, educador: pressione os deputados para derrubarem o congelamento salarial

Outra questão levantada por Helenir é o retorno às aulas presenciais. “O governo está preocupado com as maçanetas, com o distanciamento, mas não está preocupado com as crianças que não vão poder abraçar seus colegas, professores, a tia da merenda. Temos colegas que foram infectados só em ir até a escola entregar cestas básicas e trabalhos. Se nós não nos rebelarmos contra isso, o governo vai dizer que a culpa das infecções é das direções das escolas. E colocar nas nossas costas mais isso”, destacou Helenir.

Informe jurídico

O advogado Marcelo Fagundes aborda durante as reuniões os principais pontos de interesse: desconto da previdência, alteração do Plano de Carreira do Magistério, confusão dos contracheques, suspensão dos consignados do Banrisul, entre outras questões levantadas pelos participantes durante a atividade.

Marcelo explicou a tramitação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) ajuizada com outras entidades para impedir o desconto da previdência.

“Nós teremos o julgamento nos próximos dois ou três meses. Esse desconto é muito sério, esse é o dinheiro que faz falta no final do mês para um remédio ou médico. Vamos fazer o possível para barrar esse desconto. Vamos trabalhar muito para ter um êxito e vencermos ”.

De acordo com o advogado, a novela dos contracheques deve continuar por alguns meses. Marcelo chamou atenção para quem tem convocação incorporada. “Estamos vendo que é onde está dando mais problemas nos contracheques”, pontuou.

Marcelo destaca para os aposentados compararem os últimos contracheques e se ver que o salário baixou mais que desconto da previdência, se isso ocorrer os educadores devem procurar o jurídico.

Marcelo ainda lembrou que devido aos parcelamentos e atrasos de salários, muitos educadores tiveram que buscar empréstimos e grande parte da categoria encontra-se endividada.

“Podemos notar que muitas dessas financeiras estão cobrando juros abusivos, então quem perceber que isso está acontecendo pode nos procurar para entrar com uma ação. Muitas financeiras vão ter que devolver dinheiro para os educadores”, destacou.

Veja como ingressar com ação revisional contra juros abusivos das financeiras

A aposentada Sandra Mara Karpiuk falou sobre a situação de miserabilidade da categoria, que mesmo com muita luta tem tido perdas consideráveis.  “É falta de remédio, é falta de comida. Reconhecemos a luta que o CPERS vem fazendo, mas lastimamos as perdas que tivemos até agora. Temos colegas que estão se afundando em dividas. Para defender as suas casinhas. O que se pode fazer, além dessa luta jurídica? Podemos acionar os direitos humanos? ”

“A base do governo Leite é a base do governo Bolsonaro. Estamos em uma situação que ainda somos privilegiados porque temos uma casa e como honrar nossas contas. Mas fica claro que os dois governos estão juntos. Temos colegas que estão na penúria, sem nem ter o que comer”, falou a aposentada Luzia Regina Pereira Herrmann.

A aposentada Diema Pretto parabenizou a direção central do CPERS e a direção do núcleo pela realização da atividade. “Vocês organizaram uma reunião tão boa, tão valiosa que podemos estar participando no conforto da casa da gente. E tem muitas pessoas que querem participar que não conseguiram dar o contato a tempo. Foi muito boa mesmo”,

O diretor Cassio Ritter fez uma breve analise sobre o Coronavírus ,  ressaltando que  o Brasil e o mundo não estavam preparados para enfrentar uma pandemia.

“Esses sacanas desses governos estão se aproveitando para retirar mais direitos de nós trabalhadores. Na reunião de Bolsonaro com os ministros, Guedes falou como se fossemos privilegiados, que ficaríamos dois anos sem reajuste.  Então vemos relatos como o da Sandra que os nossos colegas estão passando por diversas dificuldades”, destacou.

Na opinião do diretor, para sairmos desta situação temos que mudar de governo. “Bolsonaro acabou comas leis trabalhistas, acabou com a previdência”, concluiu.

“A luta vai ser muito grande, temos que nos cuidar. E todos os aposentados tem que fortalecer nosso sindicato. Que é o único que luta pela gente, pelos nossos direitos. Então boa luta para todos”, finalizou.

Também participaram da reunião a secretária-geral do CPERS, Candida Beatriz Rosseto e as diretoras Rosane Zan e Vera Maria Lessês.

No fechamento do encontro virtual Glaci saldou a todos e falou da estar feliz e satisfeita com as reuniões. “Vencemos a timidez, vencemos a tecnologia e estamos nos preparando para as próximas lutas.”

Na próxima semana ocorrerão dois encontros virtuais dos aposentados dia 24, no 42º núcleo (Camaquã) e dia 25, no 14º núcleo (São Leopoldo).

Veja também: 

▶️  Aposentadas e aposentados de Santiago debatem direitos da categoria em reunião online

▶️ Aposentadas do núcleo de Frederico Westphalen participam de reunião digital

▶️ Aposentadas de Bento Gonçalves debatem luta da categoria por reunião virtual

▶️ Educadoras aposentadas de São Luiz Gonzaga participam de reunião online com a direção central

▶️ Aposentadas e conectadas: educadoras do núcleo de Três de Maio dialogam com direção central por videoconferência

▶️ Sempre Ativas e sempre juntas: educadoras aposentadas debatem conjuntura por videoconferência

 

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Em ofício enviado na última segunda-feira (15) às escolas estaduais, o governo Leite orienta que as instituições efetuem a compra de máscaras, álcool em gel e outros materiais de proteção e limpeza com recursos da autonomia financeira.

O problema: o Estado não repassa a verba em dia há meses. Estamos em junho e os valores referentes ao mês de maio ainda não foram pagos. Os de abril foram depositados no mês seguinte e os de março também atrasaram.

Veja a íntegra do ofício aqui.

Os materiais deveriam dar um mínimo de segurança aos profissionais que – a despeito da suspensão das aulas presenciais – ainda precisam comparecer às escolas, conforme denúncia recente do CPERS.

O documento também cita a possível utilização da verba permanente – geralmente utilizada para a aquisição de bens duráveis -, desde que justificada. Mas o repasse referente ao ano de 2020 sequer aconteceu. Algumas escolas receberam apenas uma parcela.

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De acordo com Dulce Delan, funcionária de escola e representante do CPERS no Conselho Estadual de Educação, o atraso é apenas um agravante.

“O problema principal da verba é que o valor recebido pelas escolas está totalmente desatualizado. É o mesmo desde, pelo menos, 2010. Já não era suficiente antes e agora a maioria das escolas não vai conseguir comprar tudo o que a portaria exige”.

Claudete Sattler Scherer, diretora Escola São Bento, de Carazinho, confirma. Ela relata que o valor recebido em abril especificamente para adquirir materiais de proteção e limpeza não foi o suficiente.

“Recebemos na metade de abril o valor exato de R$ 500 para aquisição de álcool em gel, água sanitária, sabonete e os dispensers para distribuir na escola. No entanto, quando fomos fazer a aquisição destes produtos, o gasto foi de R$946 comprando só o básico, como 15 litros de cada produto.” 

A professora e atual diretora da escola aberta EEEF Vila Cruzeiro do Sul, Jaqueline Pontes Ferreira, também está enfrentando dificuldades para a aquisição dos materiais, inclusive por outras imposições da Seduc. 

“Já investimos um pouco em EPIs, porém, estamos com muitos gastos em xerox para suprir as atividades a distância. Nossa  comunidade não tem acesso à Internet, o que impossibilita  aulas no ClassRoom, e a nossa máquina estragou, então tivemos que arrumar. O dinheiro é pouco para tudo, isso é fato”.

Em março, no início da pandemia, a Seduc mantinha as escolas abertas com a desculpa de entregar merenda. Ocorre que o repasse para a aquisição dos itens alimentícios também estava atrasado.

Os fatos reforçam a posição do Sindicato: se em tempos normais o Estado não consegue honrar seus compromissos com as escolas, não terá capacidade de mantê-las abertas e em segurança em meio à pandemia.

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Chega de calote: CPERS lança campanha de denúncia a pressão por dignidade e salários

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Cansado da bandalheira de Eduardo Leite com o seu contracheque, educador(a)? Nós também estamos!

Vamos dar uma basta no calote?

Lançamos, nesta segunda-feira (8), uma ampla campanha de denúncia e pressão nas ruas e nas redes.

O objetivo é reverter os descontos de greve e neutralizar a escalada de ataques à categoria, como o caos no contracheque, o atraso recorde de salários, a falta de diálogo no tema da volta às aulas, a redução de adicionais e o desconto dos aposentados(as).

Além dos spots nas principais emissoras de rádio de alcance estadual, a campanha estará em dezenas de pontos de outdoor e contará com inserções na mídia impressa e ações coordenadas nas redes.

A campanha está só começando. Precisaremos do engajamento de todas e todos para ter visibilidade e resultados.

Fique atento e mobilizado. Compartilhe as peças com os seus colegas de escola e de luta.

Chega de calote!

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), elaborou um documento no qual apresenta diretrizes para a educação escolar durante e após o período da pandemia da Covid-19, com foco nos seguintes temas:

-Retomada das aulas presenciais somente em situação de plena segurança sanitária;

-Critérios para aplicação ou não de avaliação das atividades remotas durante a pandemia;

-Recomposição do calendário letivo presencial com possibilidade ou não de cômputo das atividades remotas;

-Organização do trabalho dos profissionais da educação, observados os critérios de segurança sanitária e de novas rotinas escolares;

-Novas estruturas físicas e pedagógicas para garantir qualidade e equidade no atendimento escolar, sobretudo nas redes públicas.

Confira a íntegra do documento aqui

O documento destaca que o mais importante, nesse momento, é a defesa da vida e a unidade contra as desigualdades na educação.

O texto também faz duras críticas à falta de ações do governo federal, destacando que o presidente se esforça para desacreditar as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e especialistas da área e, no campo da educação, em deteriorar a oferta pública a fim de substituí-la por alternativas privadas.

Mesmo antes da pandemia, continua o documento, o MEC se preocupou apenas em atacar estudantes, profissionais da educação e as próprias instituições de ensino, negando-lhes financiamento digno, gestão democrática, acesso a novas vagas de graduação e pesquisa e valorização das carreiras de servidores, indo, diametralmente, em caminhos opostos de preceitos constitucionais e do Plano Nacional de Educação.

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Assim como fez o governo Leite no estado, o Conselho Nacional de Secretários de Educação elaborou uma série de referências para a retomada das aulas presenciais sem ouvir representantes de quem realmente conhece a situação das escolas.

A Confederação Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE) lançou uma nota pública criticando a falta de diálogo. Confira a íntegra abaixo:

CONSED lança diretrizes para a retomada das aulas presenciais, mas se esquece de ouvir os profissionais da educação e os estudantes, bem como parece desconhecer o princípio constitucional da gestão democrática na educação

O Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED), que reúne as Secretarias de Educação dos Estados e do Distrito Federal, tornou público um documento chamado “Diretrizes para protocolo de retorno às aulas presenciais”, datado de junho de 2020. Elaborado a partir de referências de algumas entidades nacionais e internacionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Federação Nacional de Escolas Particulares, SEBRAE, Todos pela Educação, UNESCO e UNICEF, o documento do CONSED se esqueceu de ouvir a comunidade escolar.

Além da participação de técnicos das secretarias de educação, o referido documento sequer mencionou os resultados de recente pesquisa de iniciativa da UNDIME e do próprio CONSED, que contou com o apoio do CIEB e da Fundação Itaú de Educação e Cultura. Essa pesquisa indicou, com dados sistematizados junto às secretarias municipais de educação de todo o país (que abrangeu 3.978 redes municipais como respondentes da pesquisa, de todas as regiões do Brasil), que apenas 46% das famílias brasileiras contam com computadores e que há enormes indefinições legais sobre as aulas a distância nas redes de ensino, além de constatar a completa ausência de formação dos/as professores/as no uso de tecnologias da informação.

O mais grave, no entanto, é a completa ausência de diálogo com as representações dos/as trabalhadores/as em educação e dos/as estudantes. Falam em protocolo para retomada das atividades presenciais nas escolas sem ouvir e colher a opinião de dois importantes segmentos da comunidade escolar. Sugerem diretrizes, mas não convidam a CNTE e tampouco a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) para contribuir com esse difícil processo por qual atravessa o país e o mundo.

Exigimos o diálogo social e político, bem como a efetiva participação social de toda a comunidade escolar. A ausência do princípio da gestão democrática e de qualquer menção às instâncias de participação da comunidade escolar no documento do CONSED, além de qualquer debate sobre a necessária pactuação interfederativa na organização da retomada das atividades presenciais em nossas escolas, indica que a representação política das secretarias de educação pode estar capturada pelos interesses de setores privados da educação brasileira.

Não podemos admitir a invisibilidade que querem impor aos/às trabalhadores/as em educação nesse debate, bem como dos outros segmentos da comunidade escolar. Trata-se de um erro grotesco e o processo de retomada das atividades presenciais nas escolas brasileiras será tão mais exitoso quanto mais todos os segmentos da comunidade escolar estiverem envolvidos nessa discussão.

Brasília, 16 de junho de 2020. 

Direção Executiva da CNTE

Foto de capa: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O veto do presidente Bolsonaro que congela os salários de educadores(as) e outras categorias até 2022 deve ser apreciado em breve pelo Congresso Nacional;

Para a categoria, estará em jogo a possibilidade de aumento no próximo ano junto à elevação do Piso Nacional do Magistério. 

Em maio, o governador Eduardo Leite (PSDB) apoiou o veto de Bolsonaro. No Rio Grande do Sul, o congelamento já é uma realidade – mesmo sem previsão legal – desde novembro de 2014.

A hora é de salvar vidas e não de retirar direitos

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) convoca a categoria a se mobilizar em torno da tag #DerrubaOveto. 

É urgente que o Congresso Nacional aprove leis que cobrem de quem tem mais e não daqueles que dependem única e exclusivamente dos seus salários para sobreviver.

Por um país mais justo, em defesa da vida e dos serviços públicos, conclamamos os deputados gaúchos na Câmara Federal a corrigir essa enorme injustiça.

Contate o deputado da sua região e exija a revogação do veto:

– Alceu Moreira (MDB) 

Twitter: @Alceu_Moreira

E-mail: dep.alceumoreira@camara.leg.br 

– Afonso Motta (PDT)

Twitter: @afonso_motta

E-mail: dep.afonsomotta@camara.leg.br 

– Afonso Hamm (PP)

Twitter: @DepAfonsoHamm 

E-mail: dep.afonsohamm@camara.leg.br 

– Bibo Nunes (PSL)

Twitter: @bibonunes1

E-mail: dep.bibonunes@camara.leg.br 

– Bohn Gass (PT)

E-mail: dep.bohngass@camara.leg.br 

– Carlos Gomes (PRB)

Twitter: @carlosgomesdep

E-mail:dep.carlosgomes@camara.leg.br 

– Danrlei de Deus (PSD)

Twitter: @danrlei_oficial

E-mail: dep.danrleidedeushinterholz@camara.leg.br 

– Daniel Trzeciak (PSDB)

Twitter: @TrzeciakDaniel

E-mail: dep.danieltrzeciak@camara.leg.br 

– Fernanda Melchiona (Psol)

Twitter: @fernandapsol

E-mail: dep.fernandamelchionna@camara.leg.br 

– Giovani Scherini (PR)

Twitter: @giovanicherini

E-mail: dep.giovanicherini@camara.leg.br 

– Giovani Feltes (MDB)

Twitter: @GiovaniFeltes

E-mail: dep.giovanifeltes@camara.leg.br 

– Henrique Fontana (PT) 

Twitter: @HenriqueFontana

E-mail: dep.henriquefontana@camara.leg.br 

– Heitor Schuch (PSB)

Twitter: @HeitorSchuch

E-mail: dep.heitorschuch@camara.leg.br 

– Jerônimo Goergen (PP)

Twitter: @jeronimogoergen

E-mail: dep.jeronimogoergen@camara.leg.br 

– Liziane Bayer (PSB)

Twitter: @LizianeBayer

E-mail: dep.lizianebayer@camara.leg.br 

– Lucas Redecker (PSDB)

Twitter: @LucasRedecker

E-mail: dep.lucasredecker@camara.leg.br 

– Márcio Biolchi (MDB)

Twitter: @marciobiolchi

E-mail: dep.marciobiolchi@camara.leg.br 

– Maria do Rosário (PT-RS)

Twitter: @_mariadorosario

E-mail: dep.mariadorosario@camara.leg.br 

– Maurício Dziedricki (PTB)

Twitter: @mauricioptbrs

E-mail: dep.mauriciodziedricki@camara.leg.br 

– Marcelo Brum (PSL)

E-mail: dep.marcelobrum@camara.leg.br 

– Marcel Van Hattem (NOVO)

Twitter: @marcelvanhattem

E-mail: dep.marcelvanhattem@camara.leg.br 

– Marcelo Moraes (PTB)

Twitter: @marcelomoraes

E-mail: dep.marcelomoraes@camara.leg.br 

– Marcon (PT)

E-mail: dep.marcon@camara.leg.br 

– Marlon Santos (PDT)

Twitter: @deputado_marlon

E-mail: dep.marlonsantos@camara.leg.br 

– Nereu Crispin (PSL)

Twitter: @nereucrispin

E-mail: dep.nereucrispim@camara.leg.br 

– Osmar Terra (MDB)

E-mail: dep.osmarterra@camara.leg.br 

– Paulo Pimenta (PT-RS)

Twitter: @deputadofederal

E-mail: dep.paulopimenta@camara.leg.br 

– Pedro Westphalen (PP)

Twitter: @pedrowestphalen

E-mail: dep.pedrowestphalen@camara.leg.br 

– Pompeo de Mattos (PDT-RS)

Twitter: @PompeodeMattos

E-mail: dep.pompeodemattos@camara.leg.br 

– Ronaldo Santini (PTB)

Twitter: @dep_santini

E-mail: dep.santini@camara.leg.br 

– Ubiratan Sanderson (PSL)

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Foto destaque: Arquivo Agência Brasil 

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