Aposentadas do núcleo de Frederico Westphalen participam de reunião digital


O 26º Núcleo (Frederico Westphalen) realizou, na tarde desta sexta-feira (5), sua edição regional do encontro de professores(as) e funcionários(as) de escola aposentados(as) por videoconferência, realizada pelo Departamento dos Aposentados do CPERS.

Aposentadas e aposentados do núcleo obtiveram informações sobre a luta da categoria, do jurídico e da saúde do trabalhador.

A coordenadora do Departamento dos Aposentados, Glaci Weber deu as boas-vindas para os presentes e destacou o momento importante pelo qual passa a categoria.

“Esse é o jeito que encontramos de continuar a luta. Nossas reuniões online estão ocorrendo em todos os núcleos e buscam informar os aposentados do que está ocorrendo e também par anos prepararmos para a luta. Mesmo em meio à pandemia, não podemos parar”, afirmou.

“É uma satisfação estar participando dessa reunião importante. Agradecemos a iniciativa para levar informações até os nossos aposentados. Nesse momento difícil, nossa vontade é estar junto e abraçar todos. Mas como não podemos, matamos a saudade assim”, declarou Maria Cleni da Silva, diretora do 26º núcleo.

A diretora Alda Souza Bastos também falou da alegria de estar reunida como grupo e informou que se encontra à disposição.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, fez um breve histórico sobre a luta contra a Reforma da Previdência.

“Eles taxam quem trabalha para ajudar aqueles que especulam e não trabalham. Nós fizemos uma grande luta e quero agradecer muito os aposentados, que sempre lotaram a praça. Os aposentados estão sofrendo na carne a injustiça desse desconto da previdência, além dos salários atrasados e há seis anos sem reajuste”, frisou.

Ouça o 2º espiódio do podcast ContraTurno, sobre o confisco do salário dos aposentados(as).

Helenir também falou do atraso recorde da folha de maio, que sequer tem nem data prevista.

Para a presidente esse é o resultado do voto sem consciência, de quem não conhece o partido e nem o candidato. “Percorremos todo estado informando a categoria que o projeto do Eduardo Leite (PSDB) era o mesmo de Sartori. É importante a gente fiscalizar a política, ver quais os partidos que votam contra nós. Se continuarmos elegendo partidos que retiram nossos direitos, vamos continuar na mesma situação sempre, só lutando para não perder o que temos.”

Dúvidas X Direitos

A hora mais aguardada pelos participantes é a hora de retirar dúvidas, sejam eles pessoais ou de interesse geral. E as duas situações que estão afligindo essa importante parte da categoria no momento são:  o desconto da previdência e a confusão dos contracheques.

O advogado Marcelo Fagundes falou sobre o desconto da previdência, explicando a tramitação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) ajuizada com outras entidades.

“Nós teremos o julgamento nos próximos dois ou três meses. Se colocarmos na ponta do lápis o que os aposentados perdem com esse desconto, será o valor do seu 13º. É um valor que faz falta no final do mês para um remédio ou médico. Vamos fazer o possível para barrar esse desconto”.

De acordo com o advogado, a novela dos contracheques deve continuar por alguns meses. Marcelo chamou atenção para quem tem convocação incorporada. “Estamos vendo que é onde está dando mais problemas nos contracheques”, pontuou.

Marcelo informou aos participantes que, nesta segunda-feira (8) a direção central do CPERS se reunirá com o pessoal da Secretaria da Fazenda. “Esse será o momento onde estaremos pontuando e cobrando explicações para diversos casos.”

Marcelo também falou que, ao tentar suspender o pagamento consignados do Banrisul durante a pandemia, constatou que algumas financeiras estão cobrando juros abusivos dos professores e funcionários de escola.  “Identificamos que nossa categoria está muito endividada. As financeiras estão emprestando dinheiro com juros abusivos. Nós acionamos essas financeiras. Se alguém está com problema nos procure para que possamos analisar esses contratos”, finalizou.

A diretora Vera Maria Lessês, responsável pelo Departamento da Saúde do Trabalhador do Sindicato, falou sobre a pandemia e também sobre o IPE Saúde.

“No brasil estamos com mais 33 mil mortes, mas isso tudo se deve pela forma que os governos olharam a pandemia. E essa forma de olhar fez com que tivesse menos impacto em algumas regiões e maiores em outras. ”

Vera reforçou a importância do cuidado e do isolamento social neste momento. “Temos que nos cuidar, pois, somos muito importantes para nossas famílias. Vamos seguir os protocolos, fazer o isolamento social para garantirmos a nossa saúde”, destacou.

A diretora frisou que, assim que surgiu a pandemia, o IPE Saúde incluiu os exames da COVID-19. “Muitos educadores do interior me cobram, mas os laboratórios têm que se certificar para poder fazer os exames. Infelizmente os laboratórios não estão investindo em pessoas e equipamentos. Então reforço aqui, que por enquanto a melhor saída para quem precisa e fazer o exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, declarou.

A educadora também falou sobre os reajustes do PAMES e PAC e das dúvidas frequentes sobre eles. “ As tabelas foram corrigidas a partir de 1º de junho, como todos os anos acontece. O que vejo é que vai aumentar em torno de 3 a 4 reais”, concluiu.

No final do encontro Glaci chamou a atenção para a campanha que o presidente Jair Bolsonaro está fazendo nas mídias. “Ele está colocando a população contra o funcionário público. Pedindo que a população peça para os deputados e senadores não permitirem que os servidores tenham reajustes, em vista da pandemia. A luta continua e terá que ser forte logo ali na frente”, finalizou Glaci.

O próximo encontro virtual semana que vem será com os aposentados e aposentadas do 29º Núcleo (Santiago).

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