A falta de ações, os cortes orçamentários e a inexistência de políticas públicas articuladas de enfrentamento à pandemia do coronavírus (Covid-19) são considerados pela ONU como agravantes da crise educacional no Brasil.

Esta é a avaliação divulgada em relatório publicado pela Organização, voltado a analisar os impactos da pandemia no setor.

A resposta insuficiente do país é duramente criticada pela relatora especial da ONU para o direito à educação, Boly Barry. “Medidas de austeridade e cortes no orçamento dos sistemas públicos de ensino enfraqueceram a capacidade de administrar a crise educacional e garantir a proteção a todos”, relata.

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Outros mecanismos da ONU e a alta comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, endossam a avaliação de Boly e criticam o governo de Jair Bolsonaro por sua ineficaz e cruel gestão da crise.

Especialistas da entidade pediram, em maio deste ano, a revogação da Emenda Constitucional 95 (teto de gastos) e outras medidas de austeridade “contrárias ao direito internacional dos direitos humanos”.

Apesar de não resultar em sanções, as análises da ONU abalam ainda mais a credibilidade e a imagem do Brasil diante dos outros países.

▶  Por enquanto, o relatório está disponível apenas em inglês. Clique aqui para acessar a íntegra do documento

Documento contou com a participação de especialistas brasileiras

Convidadas pela ONU, Andressa Pellanda, coordenadora geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e Catarina de Almeida Santos, integrante do Comitê Diretivo, enviaram subsídios que foram incorporados ao relatório.

Uma lista de preocupações sobre as consequências da Covid-19 para a educação e recomendações baseadas no direito a disponibilidade, acessibilidade, aceitabilidade e adaptabilidade foram incorporadas.

“Temos atuado através da Coalizão Direitos Valem Mais pela derrubada da EC 95, do Teto de Gastos, que asfixia todas as políticas sociais e, se já era non sense antes da pandemia, agora está totalmente fora de qualquer seriedade manter uma política de austeridade como essa”, explica Andressa.

Educação a distância deve ser temporária

No documento da ONU, a relatora destaca que a implementação da Educação a Distância durante a pandemia deve ser vista apenas como solução temporária.

A digitalização da educação, segundo Barry, nunca deve substituir a educação presencial. “A enorme entrada de atores privados ligados à tecnologia digital deve ser considerada um grande perigo para os sistemas educacionais e ao direito à educação de todos no longo prazo”, afirma.

O relatório traz uma série de recomendações. Entre elas:

– Uma avaliação minuciosa para compreender, em cada contexto local, a dinâmica em jogo que levou ao aumento da discriminação na realização do direito à educação durante a crise, incluindo uma análise das crescentes desigualdades devido às medidas adotadas para enfrentar a pandemia;

– Uma investigação sobre a sustentabilidade dos modelos econômicos e financeiros por trás dos sistemas de ensino, incluindo as consequências do baixo financiamento das instituições públicas de ensino;

– Uma análise do papel dos atores privados na educação, já que considera que a chegada massiva de atores privados por meio da tecnologia digital representa um grande perigo para os sistemas educacionais e o direito à educação a longo prazo, e deve ser controlada de acordo com os padrões existentes, incluindo os Princípios de Abidjan;

– Uma avaliação da adequação da proteção social oferecida aos trabalhadores da educação, inclusive no setor privado;

– Escrutínio da falta de cooperação entre as administrações dos Estados, instituições educacionais, professores, alunos, pais e comunidades, de forma a garantir gestão democrática e, portanto, participação nos processos decisórios.

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Após pressão nas redes, Maia promete votar PEC do novo Fundeb semana que vem
Câmara aprova texto-base de MP que flexibiliza o ano letivo da Educação Básica e Ensino Superior

 

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Em nota pública, a Frente de Servidores Públicos (FSP/RS) e a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG), denunciam o envio em caráter de urgência à Assembleia Legislativa de dois projetos que atentam contra os mecanismos de gestão e fiscalização do IPE Saúde, limitando a participação dos servidores(as) na diretoria do Instituto e aumentando o número de indicações do governo Leite.

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O CPERS é um dos signatários da nota, reproduzida abaixo.

NOTA PÚBLICA EM DEFESA DA GESTÃO DEMOCRÁTICA DO IPE SAÚDE

A Frente dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul e a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública, manifestam repúdio aos Projetos de Lei nº 115/2020 e 116/2020, de autoria do Poder Executivo, que promovem mais um duro ataque ao funcionalismo estadual, dessa feita contra o Instituto de Previdência do Estado, mais precisamente em face do IPE Saúde.

Através deles, o governo Eduardo Leite busca alterar o modelo de indicação do Conselho de Administração do IPE Saúde de forma que os dirigentes sejam escolhidos exclusivamente pelo governo estadual, limitando a participação das entidades representativas dos servidores da composição do conselho.

A Lei nº 15.144/18, sancionada no governo Sartori, estabeleceu a criação do Conselho de Administração, cujos integrantes deveriam ser indicados pelas entidades classistas e nomeados em até 180 dias, a partir da data de publicação da lei, em 06 de abril de 2018. As entidades de classe indicariam membros dentro do prazo estipulado. Entretanto, passados mais de dois anos, o Conselho ainda não foi formado, atitude ilegal que teve continuidade na gestão atual de Eduardo Leite.

Não obstante esse flagrante descumprimento, através dos referidos projetos de lei, o Poder Executivo propõe que a escolha do diretor-presidente, dos diretores Administrativo-Financeiro e de Provimento de Saúde do Instituto sejam efetuadas por meio de indicação do governo estadual, restringindo poderes das entidades dos servidores, as quais auxiliam na administração do IPE por meio do Conselho de Administração.

O próprio conselho também ficaria nas mãos do Executivo, cabendo exclusivamente aos integrantes indicados pelo governo o poder de eleger a presidência e a vice-presidência do colegiado. Um devedor contumaz não pode gerir o patrimônio dos seus credores, como o IPE Saúde.

Tais ações ocorrem em um contexto de pandemia, sem possibilidade de mobilização presencial das entidades dos servidores junto aos parlamentares. Os projetos foram remetidos para a Assembleia Legislativa em regime de urgência, sem que houvesse o mínimo debate com as entidades representativas dos servidores.

A Frente dos Servidores Públicos e a União Gaúcha denunciam o caráter antidemocrático da iniciativa, que visa a excluir os servidores de um mecanismo que tem por objetivo principal fiscalizar a gestão de instituição que atende a cerca de um milhão de pessoas no Estado, pugnando pela defesa do caráter público, do controle social e da transparência, princípios de fundação e funcionamento do Instituto de Previdência do Estado e do IPE Saúde.

Integram a Frente dos Servidores:

ADUFRGS, AFAGRO, AFOCEFE-Sindicato, ANDES-SN, ANDES/UFRGS ASSAGRA, ASSUFRGS, ASSERLEGIS, CEAPE-Sindicato, CGTB, CPERS, CTB/RS, CUT/RS, FETRAFI, INTERSINDICAL, PÚBLICA, SEASOP, SEMAPI, SENERGISUL, SIMPA, SIMPE-RS, SINASEFE, SINDIÁGUA, SINDICAIXA, SINDISPGE/RS, SINDJUS/RS, SINDPERS, SINDSEPE/RS, SINDISERF/RS SINPRO/RS, SINTERGS, SINTRAJUFE-RS e UGEIRM.

Integram a União Gaúcha:

ABOJERIS, ADPERGS, AFAFE, AFISVEC, AFOCEFE, AJURIS, APMPA, AMPRS, APERGS, APROJUS, ASDEP, ASEGERGS, ASJ/RS, ASOFBM, ASPGE, ASTC, CEAPE/TCE, CEJUS, FASP, SERVIPOL, SINAPERS, SINDICIRGS, SINDJUS, SINDIFISCO RS, SIMPE/RS, SINTERGS.

Leia também:

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Nesta quarta-feira (8), às 19h a Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA) promove o webinário “Escolas infantis durante e depois da pandemia: alternativas possíveis”.

A videoconferência ocorrerá pela plataforma Zoom e contará com a participação da pedagoga Andreia Fernandes da Rocha, o psiquiatra e membro egresso da SPPA, Marcelo Vaz, a acadêmica de Psicologia Cristiane Feijó e a doutora em Educação, Simone Santos de Albuquerque.

A psicanalista Alice Becker Lewkowicz coordenará o encontro virtual.

Para participar da atividade basta inscrever-se antecipadamente AQUI.

Após a inscrição o participante receberá um e-mail de confirmação  com informações de como acessar a videoconferência.

Mais informações pelo site: www.sppa.org.br 

Foto de capa: Valter Campanato / Agência Brasil 

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A mobilização nacional para que o Congresso aprove a PEC 15/2015, que torna permanente e com mais recursos da União o novo Fundeb, bombou nas redes e atraiu a atenção dos parlamentares.

O CPERS aderiu à campanha convocada pela CNTE.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), prometeu votar a matéria na próxima semana. Na terça-feira (30), a hashtag #VotaFundeb alcançou a 8ª posição nos assuntos mais comentados do Twitter, com 10 mil menções.

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Pela legislação, o Fundeb que é a principal fonte de financiamento da educação básica no Brasil, se extingue no fim do ano.

O texto, apresentado pela deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), deve sofrer alteração em relação à participação do governo federal nesse financiamento, que atualmente é de 10%. A sugestão da deputada é começar em 15% e ir aumentando um ponto percentual por ano, até atingir o índice de 20% em um prazo de seis anos.

Para Maia, esse incremento da participação da União no fundo deverá se dar mais lentamente em razão da crise provocada pela pandemia o novo coronavírus (Covid-19).

Na avaliação do presidente da CNTE, Heleno Araújo, a PEC ainda não é a ideal. A direção da confederação, o movimento estudantil e diversas entidades da educação discordam de muitos itens, consideram que os recursos não são suficientes, mas todos apoiam a proposta porque entendem a importância do tema e sabem que o prazo para renovação o fundo está se esgotando.

Entidades do campo da educação também compartilharam a campanha, como a Internacional da Educação e o perfil “De olho nos planos”, que monitora o cumprimento dos Planos de Educação.

apoio internacional da educacao votaFundeb

deolhonosplanos vota fundeb

Leci Brandão, sambista, cantora, compositora e deputada estadual por São Paulo também aderiu à campanha.
leci brandao vota fundeb 2020 recorte

Pelas redes sociais, senadores como Humberto Costa (PT-PE) participam da campanha #VotaFundeb para aprovar a matéria na Câmara.

humberto costa apoio fundeb

“Ajude a pressionar deputados e deputadas a votarem o Fundeb (PEC 15/2015) com urgência. Se o Fundeb não for renovado, 94% dos alunos da educação básica pública serão prejudicados!”, alertou o senador.

Deputados do PT e a página da CUT Nacional no Twitter, também estão na campanha.

maria do rosario vota fundeb 2020

Recursos

Só em 2019, dos R$ 248 bilhões aplicados nas escolas públicas do país, 65% do total saíram do Fundeb. O fundo recolhe verbas públicas e reparte o montante entre todas as 26 redes estaduais (mais a do Distrito Federal) e as 5.570 redes municipais de ensino. Ele é composto por 20% de diversas receitas, entre elas o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Pelo menos 60% dos recursos do Fundeb têm de ser usados na remuneração de professores, diretores e orientadores educacionais. O restante vai para despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino, como o pagamento de outros profissionais ligados à educação, a compra de equipamentos e a construção de escolas.

PECs no Senado

Além da PEC na Câmara, duas outras propostas de emenda à Constituição (PEC 33/2019 e PEC 65/2019), que asseguram a continuidade do Fundeb, aguardam votação no Senado.

A PEC 33/2019, do senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), aprimora o Fundeb e torna esse fundo permanente. A proposta ainda prevê que a complementação da União ao fundo passe, em três anos, a corresponder a 30% do aporte feito pelos governos estaduais e municipais.

De autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a PEC 65/2019, além de criar o novo Fundeb na forma de política de Estado no texto da Constituição, aperfeiçoa a ideia em sintonia com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

Randolfe defende, na proposta, que a complementação da União passe de 10% para 40%, no mínimo, do total de recursos do fundo. Além disso, define uma fonte de custeio — a taxação de lucros e dividendos repassados pelas empresas a seus sócios e acionistas — para alimentar essa maior participação de verbas federais.

“A não renovação do Fundeb prejudicará a maioria dos alunos da educação básica! Será mais um agravo na educação do país, que depois de ter sofrido nas mãos de [Abraham] Weintraub, hoje nem sequer tem ministro! Precisamos proteger a educação das garras desse governo de incompetentes”, declarou Randolfe na internet.

O senador Flávio Arns (Rede-PR) é o relator dessa proposta. Ele deu voto favorável à matéria.

Com informações da CNTE e da CUT

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Nota publicada pela CNTE

A MP 934, que estabelece normas excepcionais sobre o ano letivo da educação básica e do ensino superior como enfrentamento da pandemia, teve seu texto-base aprovado no último dia 30 em sessão virtual do plenário da Câmara dos Deputados.

Ainda estão pendentes de votação os destaques apresentados em plenário pelos parlamentares, em data a ser definida.

A MP tem validade até 14 de agosto. Depois de concluída sua tramitação na Câmara, seguirá para deliberação do Senado Federal.

A CNTE considera que houve importantes avanços em relação à proposta inicial do governo, que previa apenas a dispensa da obrigatoriedade dos 200 dias letivos previstos na Lei 9.394/96 (LDB), em decorrência da crise sanitária.

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O governo pretendia se abster de qualquer responsabilidade no processo educacional durante e depois da pandemia, prática adotada na educação, na saúde e em outras áreas sociais.

Atendendo a reivindicações da sociedade, especialmente da comunidade educacional, a Câmara dos Deputados acrescentou mecanismos que observam o caráter interfederativo (regime de colaboração) para a oferta escolar durante e após a pandemia.

Com o novo texto, a União fica obrigada a participar de diversas ações de coordenação e de auxílio técnico e financeiro aos sistemas estaduais, distrital e municipais de educação, inclusive podendo utilizar parte do “orçamento de guerra” para financiar as demandas escolares.

Além disso, o ano letivo de 2020 poderá adentrar o calendário de 2021 com novos arranjos e respeitando-se a autonomia das escolas e universidades.

O Enem e os programas do MEC para ingresso no ensino superior terão que se adaptar aos novos calendários, devendo os sistemas subnacionais de ensino serem consultados previamente sobre esses assuntos como forma de assegurar a equidade no calendário escolar e a aprendizagem aos estudantes (ver abaixo a lista completa das ações indicadas pela MP 934).

Ainda sobre as ações interfederativas, a referida MP dialoga com o PL 2949, de coautoria de deputados da oposição, o qual complementa outros aspectos da gestão democrática voltados para a formulação dos protocolos de retorno às atividades escolares presenciais.

E esse projeto precisa ser aprovado com urgência pelo Congresso, com alguns acréscimos condizentes às garantias de emprego e renda para os profissionais da educação no atual momento da pandemia, uma vez que a MP 934 também se mostrou silente sobre esses assuntos que foram destacados durante a votação na Câmara Federal.

Outro projeto correlato à MP 934 diz respeito ao PL 3165/2020, que prevê auxílio financeiro na ordem de R$ 31 bilhões para compensar as perdas tributárias de estados, DF e municípios com o financiamento da educação básica pública. Essa cifra poderá ser alocada de novas fontes do governo federal ou do orçamento de guerra já previsto na MP 934.

Confira as principais medidas previstas na MP 934:

  1. O Conselho Nacional de Educação (CNE) editará diretrizes nacionais com vistas à implementação das medidas dispostas na MP 934.
  1. Os estabelecimentos de ensino de educação básica (públicos e privados), em caráter excepcional, no ano da pandemia, ficam dispensados:
  • em âmbito da educação infantil, de observarem o mínimo de 200 dias de trabalho e de 800 horas anuais previstos no inciso II do art. 31 da Lei nº 9.394; e
  • no ensino fundamental e no ensino médio, da obrigatoriedade dos 200 dias de efetivo trabalho escolar, desde que cumprida a carga horária mínima anual estabelecida na LDB, sem prejuízo da qualidade do ensino e da garantia dos direitos e objetivos de aprendizagem.
  1. A reorganização do calendário escolar obedecerá aos princípios do art. 206 da Constituição Federal, notadamente a igualdade de condições para o acesso e permanência nas escolas, e contará com a participação das comunidades escolares para sua definição.
  1. Para o cumprimento dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, a integralização da carga horária mínima do ano letivo afetado poderá ser feita no ano subsequente, inclusive por meio da adoção de um continuum de duas séries ou anos escolares, observadas as diretrizes nacionais editadas pelo CNE, a BNCC e as normas do respectivo sistema de ensino
  1. A critério dos sistemas de ensino, no ano letivo afetado, poderão ser desenvolvidas atividades pedagógicas não presenciais:
  • Os sistemas de ensino que optarem por adotar atividades pedagógicas não presenciais como parte do cumprimento da carga horária anual deverão assegurar, em suas normas, que os alunos e os professores tenham acesso aos meios necessários para a realização dessas atividades.
  • As diretrizes nacionais editadas pelo CNE e as normas dos sistemas de ensino, no que se refere a atividades pedagógicas não presenciais, considerarão as especificidades de cada faixa etária dos estudantes e de cada modalidade de ensino, em especial quanto à adequação da utilização de tecnologias de informação e comunicação, e a autonomia pedagógica das escolas assegurada pelos arts. 12 e 14 da Lei nº 9.394 (LDB).
  • Caberá à União, em conformidade com o disposto no § 1º do art. 211 da Constituição Federal, prestar assistência técnica e financeira de forma supletiva aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal no provimento dos meios necessários ao acesso dos profissionais da educação e dos alunos da educação básica pública às atividades pedagógicas não presenciais adotadas pelos sistemas de ensino, durante o estado de calamidade pública.
  • Para fins de cumprimento das demandas listadas acima, a União poderá utilizar os recursos oriundos do regime extraordinário fiscal, financeiro e de contratações instituído pela Emenda Constitucional nº 106, de 7 de maio de 2020.
  1. A União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal implementarão, em regime de colaboração, estratégias intersetoriais de retorno às atividades escolaresregulares nas áreas de educação, de saúde e de assistência social.
  1. Fica facultado aos sistemas de ensino, em caráter excepcional e mediante disponibilidade de vagas na rede pública, possibilitar ao aluno concluinte do ensino médio matricular-se para períodos de estudos de até um ano escolar suplementar.
  1. O Ministério da Educação ouvirá os sistemas estaduais de ensino para a definição das datas de realização do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem)
  • Os processos seletivos de acesso aos cursos das instituições de educação superior que tenham aderido ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e ao Programa Universidade para Todos (Prouni) serão compatibilizados com a divulgação dos resultados do Enem.
  1. O retorno às atividades escolares regulares observará as diretrizes das autoridades sanitárias e as regras estabelecidas pelo respectivo sistema de ensino.
  1. Caberá à União, em conformidade com o disposto no § 1º do art. 211 da Constituição Federal, prestar assistência técnica e financeira de forma supletiva aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal para a adequada implementação das medidas necessárias ao retorno às atividades escolares regulares.
  • Para cumprimento da finalidade acima disposta, a União poderá utilizar recursos oriundos do regime extraordinário fiscal, financeiro e de contratações instituído pela Emenda Constitucional nº 106 (“orçamento de guerra”).
  1. Será assegurado atendimento educacional adequado aos estudantes enfermos (que não possam se deslocar à escola), garantidos, aos das redes públicas, programas de apoio, de alimentação e de assistência à saúde, entre outros.
  1. Serão mantidos os programas públicos suplementares de atendimento aos estudantes da educação básica e os programas públicos de assistência estudantil da educação superior, devendo ser considerados os 200 dias letivos para fins de financiamento desses programas.

Brasília, 02 de julho de 2020

Diretoria da CNTE

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Cotado para novo ministro da Educação, Renato Feder já defendeu o fim do próprio Ministério da Educação.

Embora sem oficialização até as 17h desta sexta, o empresário é dado como ministro pela imprensa.

Em livro publicado no ano de 2007, intitulado Carregando o Elefante – Como Transformar o Brasil no País Mais Rico do Mundo, Feder defende a privatização total de escolas e universidades.

Seria a devastação do setor público e o fim da educação gratuita e universal.

Feder e o coautor do livro, Alexandre Ostrowiecki, também fazem afirmações como  “Alunos das escolas públicas estudam com professores semianalfabetos, tirando as piores notas de Matemática do mundo” e que os profissionais do Magistério são “habitualmente oriundos dos 30% com as piores notas.”

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As ideias estão de todo alinhadas com o pensamento ultraliberal do ministro Paulo Guedes, que defende abertamente a adoção de sistemas de “vouchers” na educação básica, além de ser

À frente da Secretaria Estadual de Educação do Paraná desde 2019, Feder fez uma gestão marcada pela falta de diálogo, retirada de direitos, sucateamento da educação e ataque à gestão democrática – tentando alterar a legislação para a eleição de diretores de escola.

No dia 29 de abril, em votação de dar calafrios, a Assembleia Legislativa do Paraná extinguiu o cargo dos funcionários(as) de escola e autorizou a terceirização dos quadros. Projeto de Feder.

Em dezembro passado, o governo paranaense demitiu arbitrária e ilegalmente mais de 500 educadores(as) PSS, semelhantes aos contratos emergenciais no Rio Grande do Sul. Em junho, a APP-Sindicato, que representa as redes estadual e municipais, reverteu a decisão na Justiça.

“Ele não sabe lidar com a divergência, nega a natureza política do cargo. No primeiro conflito, ele simplesmente rompeu a mesa de negociação. Ele lida com a Secretaria como se fosse uma empresa, é o dono e pronto”, afirmou Walkiria Mazeto, secretária de Finanças da APP, à Folha.

Sua gestão também contratou sem licitação uma empresa obscura, responsável pela criação da TV Bolsonaro, para o desenvolvimento do aplicativo Aula Paraná, utilizado durante a pandemia.

Novamente com dispensa de licitação, Feder contratou uma rede afiliada da TV Record para transmitir vídeo-aulas, mas o alcance do sinal deixou de fora alunos de 165 município do estado.

Na visão de Andressa Pellanda, coordenadora geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o novo ministro segue a mesma linha do anterior.

“Feder defende privatizações e uma perspectiva de educação reducionista. Merece a mesma desconfiança. O estrago do ‘técnico’ é o mesmo do ‘ideológico’: ambos seguem a mesma ideologia antidireitos e anticiência do Bolsonarismo.”

Para a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, também não há surpresas.

“Para o atual presidente, o Brasil gasta demais com educação. Estava no plano de governo de Bolsonaro para quem quisesse ver. Não podemos esperar nada diferente do que desmonte, precarização e mercantilização.”

No currículo, Feder também responde a duas denúncias do Ministério Público, tanto do MP do Rio de Janeiro quanto do MP de São Paulo por fraude fiscal totalizando R$ 22 milhões. 

O CPERS mantém a posição do seu Conselho Geral: não adianta mudar o ministro. É preciso cassar a chapa Bolsonaro e Mourão e mudar todo o governo.

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Na próxima semana, o Departamento de Funcionários(as) da Educação do CPERS inicia um ciclo de reuniões virtuais com os servidores(as) que atuam no chão da escola.

Informes jurídicos, conjuntura e a luta pela valorização do segmento estarão em pauta em todo o estado.

As reuniões serão divididas por regiões e preferencialmente realizadas às quintas-feiras através de videoconferência pela Plataforma Zoom.

O primeiro encontro será realizado na próxima quinta-feira (9) e reunirá funcionários(as) dos núcleos de Uruguaiana, Alegrete e São Gabriel.

Para participar você só precisa contatar o seu núcleo do CPERS e se informar sobre os procedimentos. É necessário ter um celular ou PC disponível, com acesso a whatsapp, para receber as instruções necessárias. Participe!

▶️ Clique aqui para conferir os contatos de cada núcleo. 

Links para instalar a plataforma Zoom:

Confira abaixo o calendário completo dos encontros para saber quando será a vez da sua região*: 

  • Grupo 1 – 09 de julho (5ª feira) – 15h

          Núcleos: Uruguaiana, Alegrete e São Gabriel

  • Grupo 2 – 16 de julho(5ª feira) – 15h

Núcleos: Ijuí, Cruz Alta e Cerro Largo

  • Grupo 3 – 23 de julho(5ª feira) – 15h

Núcleos: Bagé e Santana do Livramento

  • Grupo 4 – 30 de julho (5ª feira) – 15h

Núcleos: Pelotas

  • Grupo 5 – 06 de agosto (5ª feira) – 15h

Núcleos: Rio Grande, Camaquã e Guaíba

  • Grupo 6 – 13 de agosto (5ª feira) – 15h

Núcleos: Caxias do Sul, Vacaria, Bento Gonçalves e Guaporé

  • Grupo 7 – 20 de agosto (5ª feira) – 15h

Núcleos: Santiago, São Borja e São Luiz Gonzaga

  • Grupo 8 – 27 de agosto (5ª feira) – 15h

Núcleos: Erechim, Passo Fundo e Lagoa Vermelha

  • Grupo 9 – 03 de setembro (5ª feira) – 15h

Núcleos: Três de Maio, Santa Rosa e Santo Ângelo

  • Grupo 10 – 10 de setembro (5ª feira) – 15h

Núcleos: Três Passos, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões

  • Grupo 11 – 17 de setembro (5ª feira) – 15h

Núcleos: Soledade, Estrela e Carazinho

  • Grupo 12 – 24 de setembro (5ª feira) – 15h

Núcleos: Santa Maria, Santa Cruz do Sul e Cachoeira do Sul

  • Grupo 13 – 1º de outubro (5ª feira) – 15h

Núcleos: 38º Porto Alegre, Canoas, Taquara e Montenegro

  • Grupo 14 – 08 de outubro (5ª feira) – 15h

Núcleos: 39º Porto Alegre, São Leopoldo, Gravataí e Osório

*As datas e os horários do cronograma poderão sofrer alterações.

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Na manhã desta quinta-feira (2), o 1º Núcleo do CPERS, Caxias do Sul, reuniu direções e representantes de treze escolas da região.

A iniciativa responde a uma das propostas aprovadas no último Conselho Geral da categoria, realizado no dia 24 de junho, que orienta os núcleos a articularem ações de resistência às pressões do governo relativas à sobrecarga de trabalho e à segurança no retorno às aulas.

Os diretores e vice-diretores das instituições compartilharam as pressões que sofrem diariamente com a abertura das escolas para a entrega e recebimento de atividades, a falta de verbas para comprar EPIs e ter Internet de qualidade e a falta de profissionais para higienização das escolas, além da dificuldade de utilizar o Google Classroom.

O diretor geral do 1º Núcleo, David Orsi Carnizella, falou da preocupação com o contágio do COVID19.

“Sabemos da infecção de colegas em mais de uma escola. Isso é muito grave. A CRE diz que não pode fechar as escolas. E mesmo os educadores que tiveram contato com os infectados, tem que ir realizar os plantões. Colocando em risco a vida de mais pessoas ainda”, afirmou.

David destacou também a preocupação com a volta às aulas. “Sabemos que uma hora teremos que voltar. Mas temos que ter o máximo de segurança para voltar, como testagem do Coronavírus para todos os colegas e EPIs para todos os educadores e estudantes. ”

O advogado que atende o Núcleo, Guido Vinicius da Costa, participou da reunião e respondeu algumas perguntas dos participantes.

“É muito complicado o momento para iniciar a abertura das escolas. Já sabemos que os casos só aumentaram e que educadores contraíram COVID19 até mesmo nas escolas. As próprias CREs estão fechando fazendo atendimento somente por e-mail e telefone. Os diretores não podem estar assumindo esse risco, já que nem as coordenadorias estão”, destacou.

O advogado discutiu alguns pontos do protocolo criado pelo governo, incluindo a garantia de material individual e higienizado. “Ele cria um protocolo, mas não passa as ferramentas necessárias para que as escolas cumpram esse protocolo.”

Guido também falou sobre a reunião entre a direção do CPERS e representantes do Ministério Público Estadual, realizada na tarde desta quarta-feira (1º). Os principais assuntos tratados na reunião foram a urgência do fechamento das escolas em defesa da vida e a falta de condições para o trabalho remoto.

Educadores(as) denunciam falta de verba e profissionais para atender o protocolo do governo

A coordenadora pedagógica da Escola Melvin Jones, Aline Miotto denunciou que a escola tem apenas uma funcionária da limpeza para atender 800 estudantes.

“Não tem como termos a higienização necessária se temos apenas uma pessoa para atender a escola. Precisaríamos de no mínimo duas pessoas para medir a temperatura das crianças no portão e verificar se estão de máscara”, relatou.

A diretora da instituição, Leila Ramos afirma que o dinheiro que o governo repassa para a escola não é o suficiente para a compra dos EPIs necessários.

“Gastamos R$ 1.300,00 para compra de máscaras, luvas, e álcool em gel.  Recebemos somente R$ 800,00 do governo, o resto tivemos que tirar da verba do colégio. Sendo que esse é o dinheiro que temos para pagar papel e toner para entregar os materiais impressos para os estudantes”, desabafou.

Aline frisou que 50% dos estudantes da escola não tem acesso à internet. “Para esses teremos que fazer uma revisão. Dar as ferramentas necessárias para recuperar essas aulas. Está bem complicado esse retorno. ”

▶ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

A diretora Leila destacou ainda que o curso que o governo está oferendo aos professores não é suficiente para que eles aprendam realmente a plataforma digital Google Classroom. “A maioria não sabe mexer na ferramenta. Essas lives da Secretaria Estadual de Educação não nos ensinam nada”, concluiu.

O coordenador pedagógico da Escola Presidente Vargas, Rafael Nunes, destacou a preocupação com os contágios do Coronavírus na cidade de Caxias do Sul. “Talvez a gente pule da bandeira laranja para preta, pois os casos só aumentam. ”

Sâmara Becker de Lima, vice-diretora da escola no turno da manhã apontou que a instituição, além de enfrentar todos os problemas relatados pelos outros colegas, ainda está sem a vice-diretora do turno da tarde, pois a educadora está em tratamento de câncer. “A demanda é grande. A CRE cobra muitas coisas. A solução que eles deram foi que eu assuma o financeiro, mas eu tenho 20h e não 40h no Estado”, afirmou.

O ex-diretor do 1º núcleo, Antônio Staudt é o atual diretor da Escola Clauri Flores. Ele conta que está evitando ao máximo chamar os colegas nas terças e quintas como a CRE exige para os plantões.

“Estamos expondo todo mundo e os casos só aumentam aqui no Rio Grande do Sul. Isso é muito preocupante. Se todos os diretores tivessem a mesma postura de não abrir as escolas e atender somente de forma remota. Eles teriam que aceitar”, observou.

“Os diretores têm que se unir, falar a mesma língua para nós conseguirmos alguma coisa”, apoiou a vice-diretora da Escola Victorio Webber, Rosângela Vargas.

A vice-diretora da Escola Olga Maria Kaiser e secretaria geral do 1º núcleo, Alessandra Lazzari denunciou que o governo não repassa verba para o pagamento da internet da escola desde novembro.

“Temos internet só na secretaria, então se os professores quiserem fazer as aulas online daqui não tem como, pois não temos acesso à internet na escola”, delatou Alessandra.

A vice-diretora também alertou que os preços do EPIs feitos no orçamento pedido pela CRE já aumentaram.  “Mesmo que o governo mande a verba para compra dos equipamentos, não será o suficiente, pois os valores já aumentaram”, frisou.

Já a diretora da Escola Galopolis, Grasiela Pasinato diz que é impossível suprir as demandas do decreto do governo para a futura retomada das aulas.

“Temos apenas uma servidora da limpeza pela parte da manhã na escola. Os turnos tarde e noite ficam à deriva. Um medidor de temperatura custa 500 reais. Como vou garantir máscaras para todos se não temos verbas? Como garantir higiene se não temos quem a faça? Nossa curva está aumentando e não achatando. Como garantir a segurança dos estudantes, professores e funcionários?”, indagou.

A coordenadora pedagógica da Escola Helen Keller, Jailza Martins declarou que o governo está retirando os adicionais, mesmo incorporados dos professores em setor de escolas especiais, como é o caso dela. A educadora conta que perdeu cerca de R$ 500,00 com a retirada desse benefício.

O advogado Guido falou da importância dos relatos dos educadores. “Esses relatos são muitos bons para a gente estar compreender a realidade do que está acontecendo.”

“O documento que sairá daqui hoje é importante para termos embasamento para nossas ações, assim como para a defesa dos educadores”, finalizou.

Também participou do encontro virtual a vice-diretora do 1º Núcleo, Ana Paula Santos, que disse estar a disposição dos colegas para os que precisarem.

No fechamento da reunião, o diretor David constituiu uma comissão para formular o documento que deve conter os relatos dessa reunião e da próxima que será realizada na terça-feira (7), com representantes de mais escolas da região.

O documento será encaminhado para a 4ª CRE  e a Seduc.

Escolas não devem realizar plantão sem necessidade, afirma Seduc em reunião com o CPERS

Questionada pela direção central do CPERS na manhã desta quinta, a secretária adjunta, Ivana Flores, foi categórica: “não tem que ir se não tem necessidade. Não temos nem interesse que isso aconteça no frio.”

As escolas só devem realizar expediente presencial em caso de agendamento ou para realizar tarefas importantes. Não podem, portanto, trabalhar em regime permanente de plantão.

A orientação vale para professores(as), funcionários(as) e equipes pedagógicas e diretivas.

Como as orientações contradizem as ordens das CREs, o Sindicato pediu para que a Seduc coloque as diretrizes no papel e as comunique claramente às mantenedoras e à categoria.

Leia a matéria sobre a reunião da direção central com o secretário Faisal aqui.

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“Não tem que ir se não tem necessidade. Não temos nem interesse que isso aconteça no frio.”

Questionada pela direção do CPERS em reunião na manhã desta quinta (2), a secretária-adjunta da Educação, Ivana Flores, foi categórica.

As escolas só devem realizar expediente presencial em caso de agendamento ou para realizar tarefas importantes. Não podem, portanto, trabalhar em regime permanente de plantão.

A orientação vale para professores(as), funcionários(as) e equipes pedagógicas e diretivas.

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Mesmo quando houver necessidade, o plantão deve se restringir a três dias por semana com até 50% dos recursos humanos. No caso de bandeira vermelha, a restrição é de no máximo dois dias com 25% do quadro.

Profissionais que se enquadram no grupo de risco, mesmo contratados(as), não devem comparecer às escolas. Já a entrega de materiais das aulas programadas pode ser agendada até o dia 31 de julho.

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Como as orientações contradizem as ordens das CREs, o Sindicato pediu para que a Seduc coloque as diretrizes no papel e as comunique claramente às mantenedoras e à categoria.

A necessidade de fechamento total das instituições, o número crescente de casos positivos de Covid-19 na categoria, a pressão sobre os educadores(as), as aulas remotas e as perdas salariais pautaram a segunda reunião virtual entre direção do CPERS e o secretário Faisal Karam.

A audiência foi marcada após uma visita surpresa da direção à Seduc na última semana.

Desconto da Greve

O impasse dos pontos cortados em razão da greve da categoria, apesar das aulas recuperadas, voltou à pauta.

Na audiência passada, Faisal se mostrou disposto a buscar a recomposição. A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, começou a reunião cobrando um retorno do secretário.

“Todos nós sabemos que a categoria perdeu muito com as mudanças que aconteceram. Nós precisamos dar um fim a esta questão e amenizar o sofrimento e o problema financeiro dessas milhares de famílias”, disse Helenir.

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A presidente afirmou, ainda, que o Sindicato retira a ação da Justiça caso o governo realize a devolução dos valores confiscados. Com a pandemia, não há previsão para o julgamento do recurso no pleno do TJ, que precisa se reunir presencialmente.

Segundo Faisal, a Fazenda terminou de “levantar o montante” que seria devido há duas semanas, e concluiu que o pagamento esbarra no agravamento da situação financeira do Estado.

“Precisaríamos de mais tempo para recompor, não tem como pagar nos próximos 30 dias”, respondeu. Na sequência, no entanto, afirmou que a possibilidade de retirar o processo da justiça é uma informação nova que será levada ao conhecimento do governo.

Uma próxima reunião ficou agendada para terça-feira (7), com a promessa de retorno sobre o tema e as demais questões abordadas.

Chega de calote: CPERS lança campanha de denúncia e pressão por dignidade e salários

Reajuste para funcionários(as)

Outro ponto pendente da última audiência – a possibilidade de um reajuste para funcionários(as) de escola no mesmo índice do Piso Nacional do Magistério – recebeu um retorno negativo.

De acordo com o secretário, o reajuste é impossível nas atuais condições e se dará apenas na proporção da elevação do salário mínimo regional.

Ocorre que a proposta do Executivo, que prevê uma reposição de 4,5%, está parada na Assembleia Legislativa desde março na forma do PL 35/2020.

“Todo mês estamos fazendo uma ginástica orçamentária para poder fechar o salário”, justificou Faisal.

“Nossa esperança é conseguir chegar a uma maior complementação do Fundeb por parte da União, e aprovar outras verbas de auxílio para a educação na pandemia”, complementou.

Sonia Solange, diretora do Departamento de Funcionários(as) do CPERS, pediu a palavra.

“Quero deixar registrado aqui: se os professores estão com dificuldades, nossos funcionários estão na miséria. Escolhendo entre comer e pagar as contas. É preciso encontrar uma alternativa”, asseverou.

Protocolos sanitários

Helenir expressou a preocupação do Sindicato e de toda a comunidade escolar com uma possível volta às aulas e reivindicou, mais uma vez, espaços para que a categoria possa participar da construção dos protocolos.

“Não somos agentes de saúde e os protocolos não preveem a atuação de profissionais da área nas escolas. O governo não nos inclui nas discussões e coloca uma responsabilidade enorme sobre os nossos ombros”, disse a presidente.

Faisal informou que ainda não há uma data segura para o retorno às aulas e que a falta de uma definição clara e unificada do governo federal, que sequer tem ministro da Educação, dificulta a definição dos protocolos.

Ivana disse que um aplicativo será utilizado para manter os educadores(as) em contato direto com profissionais da saúde e notificar qualquer suspeita ou sintoma.

A secretária geral do CPERS, Candida Rossetto, reiterou: “Haverá recursos humanos para medir temperatura e limpar a escola? Os plantões que estão acontecendo, a tensão com a possibilidade de voltar e os problemas financeiros resultam em um grande processo de adoecimento psicológico.”

Ainda segundo Ivana, o Sindicato será convidado a participar das discussões do Centro de Operação de Emergências (COE) Estadual.

Aulas remotas

Cerca de 450 mil estudantes já teriam criado contas e acessado a plataforma Google Classroom, o que representaria cerca de 60% do alunado.

Questionado pela 1ª vice-presidente do CPERS, Solange Carvalho, Faisal negou que os educadores(as) tenham que cumprir metas de adesão das suas turmas para garantir a efetividade.

Entre os professores(as), por volta de 2,3 mil ainda não efetuaram o cadastro. Faisal afirmou que o auxílio que será dado aos educadores(as) para acessar Internet é condicionado ao acesso à ferramenta.

O uso da plataforma por parte do profissional também será um critério para a efetividade.

Edson Garcia, 2º vice-presidente, questionou: “Há colegas sem equipamentos, que não conseguem acessar a Internet nem em casa e nem na escola.”

Nestes casos, conforme a Seduc, os trabalhadores(as) devem justificar a situação e informar a CRE para evitar penalizações.

Há, no entanto, instituições que não adotaram a plataforma por determinação dos seus próprios conselhos escolares, utilizando-se da autonomia e da gestão democrática para definir suas metodologias de ensino durante a pandemia.

O fato foi questionado pelo diretor Daniel Damiani. Faisal disse que os casos serão analisados, mas que a orientação é para que todos que têm condições adotem a ferramenta.

Por fim, Ivana disse que a Secretaria tem externado em todos os espaços de governo o reconhecimento pelo esforço dos professores(as), apesar de todas as dificuldades.

Rosane Zan, diretora do Departamento de Educação, finalizou: “nossos colegas estão se reinventando e trabalhando muito mais do que a sua carga para fazer o melhor que podem. Devolver os descontos da greve seria o mínimo de reconhecimento que esperamos.”

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Em nota, o IPE Saúde informa que a cobertura do exame para detecção da Covid-19 é válida apenas para solicitações realizadas por médico credenciado em caso de internação hospitalar, tratamento ambulatorial ou no pronto atendimento.

Não há, portanto, cobertura para exames solicitados em consultórios.

A portaria que regulamenta o serviço foi publicada no dia 18 de março. 

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