Diante da incompetência do Estado em fornecer condições mínimas de segurança para a reabertura das escolas estaduais, a assessoria jurídica do CPERS trabalha para impedir o reinício das aulas nesta terça (20).

Na última sexta-feira, o escritório Buchabqui & Pinheiro Machado ingressou com um mandado de segurança. No entanto, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Voltaire de Lima Moraes, declinou da competência para o julgamento em plantão.

Nesta segunda, o escritório ingressou com ação civil pública. Ao invés de deferir de imediato, como pede a urgência da matéria, o juiz Cristiano Vilhalba Flores deu um prazo de 24h para o Estado se manifestar.

Os processos são fundamentados na completa ausência dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) prometidos pelo Estado e na falta crônica de profissionais para efetuar a higienização das escolas.

A ação também sustenta que a Justiça deve anular a transferência de atribuições, que imputa às equipes diretivas e aos educadores(as) a responsabilidade pela segurança do ambiente escolar sem qualquer compromisso de apoio ou fiscalização.

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Em nota publicada no dia 15, o presidente da Famurs e prefeito de Taquari, Maneco Hassen, reitera a posição da Federação, que mantém a recomendação de não retorno ao ensino presencial no estado.

“Não é de bom tom o fato do governo do Estado condicionar o retorno de outras atividades ao retorno das aulas. A situação, inclusive, contraria o próprio discurso do governador de respeitar a autonomia dos municípios, dita por ele quando anunciou o calendário escolar há cerca de 30, 40 dias atrás”, pontua.

Para o presidente, não há comparação entre as atividades, pois cada uma possui as suas peculiaridades e protocolos específicos, como a educação. “Até então, temos autonomia e a liberdade de formalizar um decreto mais rigoroso em relação às atividades escolares presenciais”, ressalta Maneco, que considera a retomada das escolas privadas dos municípios mais viável que as instituições públicas. “Com a melhor estrutura dessas escolas, há melhor condição para aderir aos protocolos sanitários, não só pensando na instituição de ensino, mas também fora dela, como o transporte escolar, determinante para a volta às aulas”, observa.

A Famurs mantém as orientações destacadas na última nota pública referente a volta às aulas e o condicionamento da liberação das atividades do Rio Grande do Sul, reiterando a orientação de não retomada das atividades escolares presenciais enquanto não houver segurança para toda a comunidade escolar, bem como garantir cumprimento integral da legislação e protocolos e manter as atividades remotas de ensino conforme vem ocorrendo até o momento.

Hassen destaca que haverá nova reunião com o governador Eduardo Leite nesta semana. Na oportunidade, a Famurs deve cobrar a revisão de alguns pontos do anúncio do governador. “Esperamos que a decisão seja revertida e a autonomia dos municípios possa ser respeitada, e que o governo mantenha o bom diálogo que tem tido conosco até o presente momento”, salienta.

O CPERS mapeou mais de 100 municípios que já vetaram o calendário proposto pelo Estado.

Confira os municípios que, por decreto, não permitem a reabertura de escolas estaduais no dia 20
(atualizada em 20/10 às 11h – 132 municípios)

  1. Ajuricaba
  2. Alpestre
  3. Alvorada
  4. Ametista do Sul
  5. Arambaré 
  6. Arroio do Sal
  7. Arroio dos Ratos
  8. Arroio Grande
  9. Arvorezinha
  10. Augusto Pestana
  11. Balneário Pinhal
  12. Barão do Triunfo
  13. Barra do Ribeiro
  14. Bossoroca
  15. Bozano
  16. Butiá
  17. Caçapava
  18. Cacequi
  19. Cachoeira do Sul
  20. Cachoeirinha
  21. Caibaté
  22. Caiçara
  23. Camaquã
  24. Campo Bom
  25. Canguçu
  26. Capão da Canoa
  27. Capão do Cipó
  28. Capão do Leão
  29. Capela de Santana
  30. Capivari do Sul
  31. Caraá
  32. Carazinho
  33. Catuípe
  34. Cerrito
  35. Cerro Largo
  36. Charqueadas
  37. Chuí
  38. Cidreira
  39. Condor
  40. Constantina
  41. Coqueiro baixo
  42. Coronel Barros
  43. Cruz Alta
  44. Dezesseis de Novembro
  45. Dom Pedro de Alcântara
  46. Doutor Ricardo
  47. Eldorado do Sul
  48. Encruzilhada do Sul
  49. Entre-Ijuís
  50. Faxinalzinho
  51. Garruchos
  52. General Câmara
  53. Guaíba
  54. Hulha Negra
  55. Ijuí
  56. Ilópolis
  57. Imbé
  58. Itacurubi
  59. Itaqui
  60. Itati
  61. Jaguari
  62. Jari
  63. Jóia
  64. Maçambara
  65. Mampituba
  66. Maquiné
  67. Mariana Pimentel 
  68. Mata
  69. Mato Queimado
  70. Minas do Leão
  71. Montenegro
  72. Morrinhos do Sul
  73. Mostardas
  74. Nova Bréscia
  75. Nova Esperança do Sul
  76. Nova Palma 
  77. Nova Ramada
  78. Nova Santa Rita
  79. Novo Xingú
  80. Osório
  81. Palmares Do Sul
  82. Panambi
  83. Passo Fundo
  84. Pejuçara
  85. Piratini
  86. Planalto
  87. Portão
  88. Porto Xavier 
  89. Progresso
  90. Putinga
  91. Quaraí
  92. Relvado
  93. Rio Grande
  94. Rosário do Sul
  95. Salvador das Missões
  96. Santa Vitória do Palmar
  97. Santana do Livramento
  98. Santiago
  99. Santo Ângelo
  100. Santo Antônio da Patrulha
  101. Santo Antônio das Missões
  102. Santo Augusto
  103. São Borja
  104. São Francisco de Paula
  105. São Gabriel
  106. São Jerônimo
  107. São José do Norte
  108. São Leopoldo
  109. São Luiz Gonzaga
  110. São Nicolau
  111. São Paulo das  Missões
  112. São Pedro do Sul 
  113. São Vicente do Sul
  114. Sertão Santana
  115. Tabaí
  116. Tapes
  117. Taquari
  118. Tavares
  119. Terra De Areia
  120. Torres
  121. Tramandaí
  122. Três Cachoeiras
  123. Três Forquilhas
  124. Triunfo
  125. Tupanciretã
  126. Ubiretama
  127. Unistalda
  128. Uruguaiana
  129. Vale Real
  130. Viamão
  131. Vicente Dutra
  132. Xangri-Lá
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Às vésperas da reabertura, Eduardo Leite (PSDB) foi incapaz de cumprir o que prometeu: falta estrutura, EPIs e funcionários, falta testagem em massa e repasses em dia.

Quem vive na pele a realidade das escolas sabe que não há condições para o retorno seguro.

Mas, o que dizem os especialistas?

Neste episódio, trazemos a posição do presidente da Sociedade Riograndense de Infectologia, Alexandre Schwartzbold, e da professora de epidemiologia e reitora da UFCSPA, Lucia Pellanda. Confira!

#EscolasFechadasVidasPreservadas

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Episódios anteriores:

▶  6° episódio: Escolas Fechadas, Vidas Preservadas

▶  5° episódio: #AprovaFundeb: o que está em jogo?

▶  4° episódio: A gestão democrática como instrumento de resistência na pandemia

▶ 3° episódio: Greve e castigo: o calote de Eduardo Leite nos educadores gaúchos

▶ 2º episódio: Eduardo Leite e o confisco dos aposentados

▶ 1º episódio: Enem, pandemia e desigualdade

Leia mais:

>> Carta ao Povo Gaúcho em Defesa da Vida

>>Escolas de Caxias do Sul publicam manifesto contra retomada das aulas presenciais

>> Em carta, direções de Palmeira das Missões e região rejeitam volta às aulas presenciais

>> Comunidades escolares de Cruz Alta dizem não ao retorno das aulas presenciais

>> Em carta aberta, escola Presidente Roosevelt explica por que não retomará atividades presenciais

>> Na pressão: núcleo de São Leopoldo cobra apoio de prefeitos contra a reabertura das escolas

>> Santa Cruz do Sul resiste! Escolas lançam carta em defesa da vida e contra o retorno às aulas presenciais

>> Unidas pela vida! Mais de 60 escolas da capital realizam ato contra a volta às aulas presenciais

>> Comunidade do Cândido Godói decide manter a escola fechada e preservar vidas

>> Em defesa da vida: direções de Rio Grande não assinam Termo de Conformidade para volta às aulas presenciais

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Às vésperas do calendário de retomada das aulas presenciais, tudo indica que o ensaio autoritário de Eduardo Leite (PSDB) enfrentará uma brava resistência em todas as frentes.

Além da própria incompetência em fornecer os EPIs e as condições necessárias para a retomada, o governo esbarra em diversas escolas que – em comum acordo com suas comunidades – decidiram não abrir, a baixa adesão de pais e estudantes e a posição de quase uma centena de prefeitos que vetaram, por decreto, os planos do Estado.

Até o fim da tarde desta sexta-feira (16), o CPERS identificou ao menos 110 Municípios que já prorrogaram o prazo de suspensão das aulas presenciais nas instituições da rede estadual.

Os decretos variam em teor, estendendo o prazo até o dia 30, por período indeterminado ou até 2021.

Na região do 29º Núcleo (Santiago), todos os municípios  decretaram nesta sexta o  não retorno presencial às aulas e total apoio a causa dos educadores(as) que temem uma nova onda de contaminação com o retorno sem EPIs, sem recursos humanos e sem testagem em massa. 

Confira abaixo a lista dos municípios que, por decreto, não permitiram a reabertura de escolas estaduais no dia 20 (Obs: lista em revisão; caso encontre erros, contate os canais do CPERS)

  1. Ajuricaba
  2. Alpestre
  3. Alvorada
  4. Ametista do Sul
  5. Arambaré 
  6. Arroio do Sal
  7. Arroio dos Ratos
  8. Arroio Grande
  9. Arvorezinha
  10. Augusto Pestana
  11. Balneário Pinhal
  12. Barão do Triunfo
  13. Barra do Ribeiro
  14. Bossoroca
  15. Bozano
  16. Butiá
  17. Caçapava
  18. Cacequi
  19. Cachoeira do Sul
  20. Cachoeirinha
  21. Caibaté
  22. Caiçara
  23. Camaquã
  24. Campo Bom
  25. Canguçu
  26. Capão da Canoa
  27. Capão do Cipó
  28. Capão do Leão
  29. Capela de Santana
  30. Capivari do Sul
  31. Caraá
  32. Carazinho
  33. Catuípe
  34. Cerrito
  35. Cerro Largo
  36. Charqueadas
  37. Chuí
  38. Cidreira
  39. Condor
  40. Constantina
  41. Coqueiro baixo
  42. Coronel Barros
  43. Cruz Alta
  44. Dezesseis de Novembro
  45. Dom Pedro de Alcântara
  46. Doutor Ricardo
  47. Eldorado do Sul
  48. Encruzilhada do Sul
  49. Entre-Ijuís
  50. Faxinalzinho
  51. Garruchos
  52. General Câmara
  53. Guaíba
  54. Hulha Negra
  55. Ijuí
  56. Ilópolis
  57. Imbé
  58. Itacurubi
  59. Itaqui
  60. Itati
  61. Jaguari
  62. Jari
  63. Jóia
  64. Maçambara
  65. Mampituba
  66. Maquiné
  67. Mariana Pimentel 
  68. Mata
  69. Mato Queimado
  70. Minas do Leão
  71. Montenegro
  72. Morrinhos do Sul
  73. Mostardas
  74. Nova Bréscia
  75. Nova Esperança do Sul
  76. Nova Palma 
  77. Nova Ramada
  78. Nova Santa Rita
  79. Novo Xingú
  80. Osório
  81. Palmares Do Sul
  82. Panambi
  83. Passo Fundo
  84. Pejuçara
  85. Piratini
  86. Planalto
  87. Portão
  88. Porto Xavier 
  89. Progresso
  90. Putinga
  91. Quaraí
  92. Relvado
  93. Rio Grande
  94. Rosário do Sul
  95. Salvador das Missões
  96. Santa Vitória do Palmar
  97. Santana do Livramento
  98. Santiago
  99. Santo Ângelo
  100. Santo Antônio da Patrulha
  101. Santo Antônio das Missões
  102. Santo Augusto
  103. São Borja
  104. São Francisco de Paula
  105. São Gabriel
  106. São Jerônimo
  107. São José do Norte
  108. São Leopoldo
  109. São Luiz Gonzaga
  110. São Nicolau
  111. São Paulo das  Missões
  112. São Pedro do Sul 
  113. São Vicente do Sul
  114. Sertão Santana
  115. Tabaí
  116. Tapes
  117. Taquari
  118. Tavares
  119. Terra De Areia
  120. Torres
  121. Tramandaí
  122. Três Cachoeiras
  123. Três Forquilhas
  124. Triunfo
  125. Tupanciretã
  126. Ubiretama
  127. Unistalda
  128. Uruguaiana
  129. Vale Real
  130. Viamão
  131. Vicente Dutra
  132. Xangri-Lá

Lista em constante revisão, última atualização dia 20/10 às 11h.

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A entidade informa que as renovações anuais dos pensionistas (realizadas no mês de aniversário) estão sendo realizadas automaticamente pelo sistema, sem necessidade de comparecimento às unidades do IPE Prev.

O instituto que está com o atendimento suspenso, reforça que não é necessário realizar contato com o IPE Prev por telefone ou e-mail e nem o envio ou entrega de documentação neste momento.

Confira a tabela a seguir para verificar as datas em que as renovações foram realizadas conforme o mês de aniversário:

Atenção:

– A comprovação das condições que os habilitam ao benefício pensão por morte deste semestre deverá ser realizada no ato da renovação no primeiro semestre de 2021.

– Os pensionistas que não estiverem estudando neste semestre ou tiverem concluído o curso, deverão obrigatoriamente informar tal condição ao IPE Prev, encaminhando a desistência de cota pensão para o e-mail atendimento-estudante@ipe.rs.gov.br, informando o motivo da desistência, nome completo, matrícula IPE, CPF e anexando um documento de identidade digitalizado.

 Confira na tabela as datas em que as renovações foram realizadas conforme o semestre:

Acompanhe aqui o atendimento do IPE Prev durante a pandemia.

Para mais informações acesse o site da entidade.

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A data que deveria ser de comemoração foi marcada por protestos da classe dos educadores(as) em todo o estado.

No Dia do Professor, a categoria foi às ruas denunciar a postura genocida do governo Eduardo Leite, que impõe o retorno às aulas presenciais a partir do dia 20 sem oferecer as condições sanitárias necessárias para um retorno seguro.

Em frente ao Piratini, um Termo de Responsabilidade foi entregue a representantes da Casa Civil e do gabinete do governador, solicitando que Eduardo Leite se responsabilize pelas vidas dos educadores, estudantes e comunidade escolar.

“Entregamos o termo e acreditamos que o governador vá assinar, já que ele afirma ser seguro voltarmos às escolas. Se não assinar, estará assumindo que não há segurança para nos mandar de volta às salas de aula”, relatou, na saída do Palácio, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

“Aqui no Rio Grande do Sul se trabalha com a doença e não com a prevenção, pois o governo libera tudo com base na disponibilidade de leitos nas UTIs. Precisamos de segurança e prevenção com testagem em massa”, acrescentou Helenir.

“Não é justo que o governo queira que a responsabilidade pelas vidas dos nossos estudantes e de toda a categoria seja nossa. Não adianta só mandar termômetro e máscara. As escolas estão sucateadas, não possuem estrutura para a proteção necessária. Assim como o governador pede que os pais que não levarem seus filhos à escola assinem um termo de responsabilidade, estamos pedindo que ele também se responsabilize pelas nossas vidas, já que está nos colocando em risco”, observou a diretora do CPERS, Vera Lesses.

Instantes antes da entrega do documento, o estudante da escola Emílio Massot, Mateus Vicente leu o Termo de Responsabilidade para conhecimento da população.

O segundo vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, observou que passados sete meses de pandemia, as escolas ainda não receberam nenhum tipo de investimento em estrutura e recursos humanos.

“Nós damos aulas em escolas sem ventilação, sem estrutura para garantir o distanciamento necessário. Além disso, nossa categoria tem um número expressivo de professores(as) em grupo de risco que estão com medo de voltar às salas de aula. É um crime, esperamos que o governo reveja esse encaminhamento irresponsável. A contaminação não baixou. Não queremos morrer.”

Governo mente; EPIs ainda não chegaram às escolas

Os(as) professores expuseram os riscos que a retomada do ensino presencial, sem testagem em massa, EPIs e estrutura, representa para a vida de educadores, funcionários de escola, estudantes e comunidade escolar.

“Estou aqui lutando pela preservação da vida. O governador mente quando diz que investiu milhões para garantir a nossa segurança. Nós ainda não recebemos os equipamentos de proteção para cumprir com os protocolos de segurança. É urgente que a comunidade escolar entenda que não temos condições de voltar, é muito arriscado”, observou a professora Marceliza, de Alvorada.

A professora Cleuza também frisou as dificuldades que as escolas terão para cumprir os protocolos. “Apenas duas escolas receberam uma quantidade ínfima de materiais de higiene e limpeza. Não temos profissionais suficientes para garantir a limpeza e não há espaço suficiente para manter a distância necessária entre os alunos. Não é meia dúzia de vidros de álcool que vai nos proteger.”

Durante a caminhada de um grupo de professores da capital, que percorreu as ruas do centro, o professor da escola Caldas Júnior, Matheus Schneider, ressaltou que impor o retorno presencial é uma grande irresponsabilidade. “Infelizmente o governo está demonstrando que não respeita as comunidades escolares e os educadores, pois quer reabrir as escolas quando os índices de contaminação pelo coronavírus ainda é alto. Em nenhum lugar do mundo se viu a abertura em um momento como esse”, frisou.

Para a diretora do CPERS, Rosane Zan, a atitude do governador demonstra que a vida dos educadores e de toda comunidade escolar não é prioridade. “O governador está nos colocando no caminho da morte. Deveríamos estar protegidos, mas a nossa saúde parece não ser prioridade para o governo.”

“Estamos na eminência de voltar as aulas presenciais sem garantias sanitárias. Estamos aqui para exigir testagem em massa, sem isso é como andar no escuro. O governo não paga nossos salários em dia, não nos valoriza e agora quer colocar nossas vidas e da comunidade escolar em risco”, frisou o diretor do sindicato, Cássio Ritter.

“O governador está atendendo a pressão do setor privado e dos interesses eleitorais. O retorno imposto vem gerando angústia e medo nas escolas, pois não temos condições de garantir um retorno seguro”, destacou Daniel Damiani, dirigente do CPERS.

 Assembleia do CPERS define resistência pela vida e contra o retorno presencial das aulas

Em Assembleia Geral realizada no último dia 8, quase 2 mil educadores(as) de todo o estado debateram e aprovaram uma firme resistência contra o retorno às aulas presenciais.

A continuidade do ensino remoto, a exigência de testagem em massa (RT-PCR) de professores(as), funcionários(as) e estudantes, recursos humanos e financeiros, EPIs e condições estruturais para as escolas e fomentar a resistência junto a conselhos escolares e aos COEs foram algumas das deliberações.

“Não queremos que nossas escolas passem de um espaço de transmissão de conhecimento para transmissão de Covid-19. A nossa orientação às escolas é para que resistam mostrando que não há condições de retomar o ensino presencial”, frisou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

No interior, os núcleos do CPERS também organizaram atos, entregando o termo de responsabilidade aos representantes das Coordenadorias Regionais da Educação. 

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Sem maiores explicações, recorrendo à ladainha de que é impossível e caro demais, o governo gaúcho descartou a possibilidade de testagem em massa para professores(as), funcionários(as) e estudantes da rede estadual antes da volta às aulas.

Mas a estratégia – além de estar alinhada ao que preconizam especialistas e órgãos internacionais – está sendo adotada por diversos estados e municípios no Brasil.

Em São Paulo, estado governador pelo mesmo partido (PSDB) de Eduardo Leite, Dória anunciou neste mês testes para alunos e servidores da rede estadual não só para diagnosticar possíveis contaminações pelo novo coronavírus, mas também como método para pensar as estratégias adicionais na volta às aulas.

Os testes vão abranger escolas distribuídas por 20 municípios. O governo estadual paulista pretende aplicar os testes em 100 alunos por escola. Já os servidores passarão TODOS por testes de Covid-19.

No Rio de Janeiro, os testes serão realizados antes mesmo do retorno, através de uma parceria entre as secretarias estaduais de Saúde e de Educação. 

No Ceará, o governo anunciou que alunos, professores e demais funcionários de instituições de ensino irão realizar testes de diagnóstico para coronavírus semanalmente abrangendo todos os níveis de ensino, tanto da rede pública, quanto particular de todas as regiões que se tornarem aptas ao retorno presencial do ensino.

No
Amazonas, o primeiro estado a retomar as aulas presenciais na rede pública no Brasil, 619 profissionais de educação apresentaram diagnóstico positivo para Covid-19 após dez dias de testagem em massa.

Por lá, desde o início da utilização de um aplicativo para o monitoramento da situação, no dia 13 de agosto, foram notificados 170 casos suspeitos de Covid-19. Desse total de notificação, 164 eram professores, um aluno e outros cinco são profissionais da comunidade escolar.

A experiência amazonense reforça a declaração de Lucia Pallanda, reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e presidente do Comitê Cientifico de Apoio ao Enfrentamento da Pandemia Covid-19 no Rio Grande do Sul. Segundo ela, o risco de contaminação para os professores e funcionários é muito maior, já que esses tem contato com muitos estudantes. 

Ela ainda recomenda que somente se considere o retorno às atividades presenciais quando houver desaceleração significativa do número de casos e capacidade de rastreamento e testagem de todos os novos casos nas escolas.

Em
entrevista ao jornal Estadão, Pedro Hallal, epidemiologista e reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), responsável pela pesquisa EpiCovid-19, declarou que qualquer retomada de atividades deve vir acompanhada de um protocolo de testagens.

“A iniciativa de testar todos os estudantes e professores antes de retomar às aulas é uma ótima ideia e tem de ser elogiada”, disse Hallal sobre a iniciativa do governo de São Paulo.

O especialista também explicou que a testagem deve ser usada de forma contínua e que a cada vez que haja uma contaminação na escola, deve haver um protocolo de ação previamente pensado.

Na mesma reportagem, Domingos Alves, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), destacou que as testagens são importantes, mas o ideal seria mesmo a vacina. “As evidências que existem em qualquer pandemia é que proteção é dada por vacina”, declarou.

Na última Assembleia Geral Extraordinária do CPERS, uma das propostas aprovadas pelos quase 2.000 educadores que participaram foi a exigência de testagem RT-PCR em massa para professores, funcionários e estudantes, de forma imediata e com periodicidade.

O retorno das aulas presenciais e a segundo onda de casos de Covid-19

Em diversos países, principalmente da Europa, o retorno das aulas presenciais está diretamente ligado ao surgimento de novos casos de Covid-19, a chamada segunda onda. 

Segundo estudo publicado pela revista Lancet, a reabertura das escolas pode levar a uma segunda onda de infecções, com pico previsto para dezembro de 2020. Ainda de acordo com a pesquisa, a segunda onda poderá ter até 2,3 vezes o tamanho da atual. 

O estudo, divulgado pelo Dieese, também aponta que a capacidade de rastreamento de casos estará ligada a esse aumento ou não das infecções. 

Tipos de testagem

O CPERS exige o teste RT-PCR, que são amostras coletadas com cotonetes inseridos no nariz ou na garganta. Esse tipo de teste traduz um cenário mais atual de contaminações em comparação com um inquérito sorológico, que analisa amostras de sangue.

O RT-PCR foi o método preferido pela Prefeitura de São Paulo, por exemplo, o que garante monitoramento em tempo real da circulação do vírus nas áreas testadas. 

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🤚🏽 #EscolasFechadasVidasPreservadas

Diante da confirmação do calendário nesta tarde, o CPERS mantém seu posicionamento: o retorno às aulas presenciais é prematuro e irresponsável.

A imensa maioria das escolas sequer recebeu os EPIs prometidos. Faltam profissionais, faltam recursos financeiros, falta estrutura e organização. Falta seriedade e respeito à vida.

Diversos estados, como São Paulo, governado por um colega de partido de Eduardo Leite (PSDB), anunciaram a realização de testes em massa antes da reabertura das escolas. Aqui a hipótese sequer é discutida.

É vergonhoso assistir o governador exibindo o artigo da Constituição sobre o direito à educação para justificar a retomada. O seu governo acaba de fechar seiscentas (600) turmas de EJA, efetivamente negando este direito a dezenas de milhares de jovens e adultos.

Desde que assumiu o Piratini, sua única política para a área é a da tesoura: cortar, enxugar, excluir. Ademais, se respeitasse a Constituição Estadual, honraria a promessa de campanha e faria o mínimo: pagar em dia quem educa.

Eduardo Leite também declara que profissionais pertencentes ao grupo de risco devem continuar em teletrabalho, mas empurra contratados(as)`para as escolas ao ameaçá-los com a dispensa após 15 dias de atestado. Para muitos, será preciso escolher entre o emprego ou a vida.

O governador mente, ainda, ao dizer que as entidades de classe foram consultadas. Primeiro porque o CPERS jamais recebeu qualquer convite formal para contribuir ao tema. Segundo; os resultados da consulta online do governo – que excluiu o maior Sindicato do estado – foram desrespeitados.

Também causa estranheza a falta de critérios do secretário Faisal Karam, que afirma: “muitos professores com mais de 60 anos ligaram pedindo para voltar ao trabalho pois não aguentam mais ficar em casa”. Nenhum embasamento ou dado concreto é apresentado para endossar esta curiosa percepção pessoal.

Como é de conhecimento público, as pesquisas realizadas até aqui demonstram que os gaúchos são amplamente contrários à volta das aulas presenciais. O retorno, portanto, não atende às necessidades ou ao desejo da comunidade escolar, mas aos interesses de agentes privados que valorizam o lucro acima da vida.

Este não é um governo confiável. Suas promessas e suas palavras são vazias.

Ao contrário do governador, nós temos compromisso e responsabilidade com a educação. Jamais deixamos de cumprir nossas obrigações. Apesar da sobrecarga, da exclusão, do cansaço, dos salários atrasados e cortados, do desrespeito e da falta de reconhecimento, nós preferimos viver. A educação escolhe a vida.

Conclamamos a sociedade a se manifestar em todos os espaços possíveis, pressionando vereadores e prefeitos, eleitos ou candidatos, em defesa da vida.

Pedimos que resistam; não levem seus filhos às escolas, não assinem o termo de responsabilidade exigido pelo governo, não troquem um futuro possível por uma ilusão de normalidade. Não carreguem esta culpa para o resto da vida.

Escolas fechadas, vidas preservadas.

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Nesta quarta-feira (14), o Departamento de Funcionários de Escola do CPERS realizou o 15º Encontro Virtual dos Funcionários(as) com os núcleos de Osório, Gravataí, São Leopoldo e Porto Alegre (39º).

A reunião online findou os encontros que contemplaram os 42 núcleos do Sindicato e levaram até milhares de educadores informações jurídicas e o debate de diversos assuntos como a volta às aulas, pandemia, alterações com as reformas de Eduardo Leite (PSDB), a conjuntura estadual e federal, além das lutas da categoria.

O 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, que também integra o Departamento de Funcionários(as) de Escola do Sindicato falou que estaria substituindo na atividade a coordenadora do departamento, Sônia Solange Viana que está em repouso devido a um procedimento cirúrgico.  “Vou tentar substituir da melhor maneira.”

“Se cada colega (funcionário de escola) soubesse da força que tem, ninguém conseguiria pará-los. São vocês que nos amparam para o bom andamento das nossas escolas”, destacou Edson sobre a importância dos agentes educacionais.

A vice-presidente do CPERS, Solange Carvalho, saudou a todos presentes e ressaltou a importância de os educadores compartilharem o que presenciaram no encontro com os colegas que não puderam estar presentes.

“Sabemos que muitos agentes educacionais estão trabalhando nos plantões da escola, mas quem está aqui vai poder partilhar com os colegas ausentes”, destacou.

O coordenado do Departamento da Juventude do Sindicato Daniel Damiani, falou brevemente da live que estava acontecendo no momento, onde o governador Eduardo Leite (PSDB) e o secretário da educação, Faisal Karam tratavam justamente sobre a volta às aulas presenciais. Daniel destacou a pressão que o governo está fazendo para o retorno.

“Sabemos que as escolas não têm como seguir esses protocolos. Nós procuramos o Ministério Público e a justiça e esses estão em um alinhamento absurdo com o governo. Por isso, a nossa saída é a comunidade escolar e a nossa resistência”, observou.

Luiz Henrique Becker, diretor do 14° Núcleo (São Leopoldo), relatou as demandas da região, ressaltando o medo dos colegas contratados de serem demitidos, já que mesmo no grupo de risco estão indo trabalhar. Há também alguns professores que estão sem turmas visto que o governo suspendeu as matrículas de EJAs, Neejas e Cursos técnicos.

“A apreensão está muito grande, além de todos esses problemas temos que lidar com a ameaça constante do governo de privatização e terceirização. Mas fico muito contente com a presença de todos aqui, pois, isso mostra a unidade e disposição de luta”, finalizou.

“Só é possível a escola se organizar e se manter com o trabalho dos nossos funcionários. Muitas vezes nossos alunos têm mais afinidade com os nossos funcionários do que com o professor”, destacou a diretora do 39º núcleo (Porto Alegre – Sul), Christiane Ribeiro Gomes.

“A grande maioria dos funcionários de escola foram convocados e estão na escola, e isso é o que mais me preocupa e aqui hoje o jurídico vai poder orientar como se dará essa volta”, continuou Christiane.

Anderson de Lima Vicente, diretor do 22° Núcleo (Gravataí), apontou que  os governos federal e estadual acabaram se aproveitando da pandemia e da crise econômica para retirar direitos dos trabalhadores.

“Eles retiram dos trabalhadores para tentar salvar seus lucros. É importante manter a nossa mobilização, pois, teremos anos duros pela frente. A nossa luta vai continuar sendo muito necessária”, reforçou.

Marli Aparecida de Souza, diretora do 13º Núcleo (Osório) e funcionária de escola, apontou a preocupação com o deslocamento dos colegas para o retorno às aulas.

“Muitos funcionários e professores terão que pegar ônibus com pessoas que não se cuidam, não usam máscara. O risco não é só estar na escola, mas temos que ir e vir com transporte público.”

“Já perdemos funcionários para Covid aqui na região.  Ontem tivemos cinco óbitos na cidade, nossas emergências estão lotadas e ainda final de semana recebemos muitos turistas na cidade. A situação é preocupante”, ressaltou. 

Volta às aulas e informes jurídicos

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, fez uma breve análise de conjuntura nacional e estadual, observando os principais ataques dos governos Bolsonaro e Leite.

A educadora falou sobre a Reforma Administrativa que tem como objetivo retirar dos servidores públicos a estabilidade. “Essa reforma vai acabar com o serviço público. Temos que estar de olho para resistir a mais esse ataque”, afirmou.

Helenir chamou a atenção para as eleições municipais que se aproximam.

“Vivemos o projeto do estado mínimo, os votos que daremos serão cabos para as próximas eleições federais e estaduais. Temos que eleger quem defende os trabalhadores e a educação pública. ”

A professora criticou o governo Leite que desconsiderou a própria pesquisa, a qual acenou que 98% dos pais não querem que as aulas voltem nesse momento. E também repreendeu a única forma que as escolas terão para detectar estudantes e educadores infectados, a verificação da febre.

“Os protocolos são insuficientes. Quem é assintomático não tem febre. Essa precariedade de medir a febre poderá transformar a nossa escola em um espaço de transmissão. As crianças moram com muitos idosos e pessoas com comorbidade. Essa atitude do governo pode gerar uma crise sem precedentes, poderemos perder muitas vidas”, ponderou.

Helenir também observou que os educadores não devem assinar nenhum termo de responsabilidade.

“Não assinem absolutamente nada, isso é assumir uma responsabilidade que não é nossa. Quem tem que dizer que a escola está apta é a vigilância sanitária e não os COEs”, concluiu.

“As escolas não receberam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), não temos COEs formados e vários diretores não querem assumir essa responsabilidade e eles estão certos, pois, não são técnicos da saúde”, ressaltou o advogado Marcelo Fagundes, representando a assessoria jurídica do CPERS.

Para o advogado, a pressão do governo em cima dos prefeitos está aumentando e destaca o porquê as escolas particulares não estão  voltando, somente as públicas.

“Por que escolas particulares não estão voltando? Porque o custo é muito grande, e a nossa pergunta é  – O estado vai ter condições de voltar? De comprar todos os materiais necessários para as escolas seguirem os protocolos? ”, indagou.

Marcelo chama a atenção que todas as escolas devem documentar que não tem condições de voltar às aulas.

“As direções devem colocar tudo no papel e entregar nas coordenadorias. Dizendo que não tem condições de montar os COEs, que faltam verbas e recursos humanos para seguir o protocolo”, destaca.

▶ Confira aqui o vídeo em que o jurídico do CPERS explica as principais mudanças na carreira dos servidores(as) da educação após a reforma de Eduardo Leite (PSDB).

A advogada, Juliane Marchioro, apresentou as regras para aposentadoria, mas destacou que devido à complexidade do tema é preciso analisar caso a caso. Para isso, os associados do CPERS podem entrar em contato diretamente pelo WhatsApp Business do jurídico no telefone (51) 3073.7512 ou através de encontros virtuais com os advogados que atendem os núcleos. Aqui você encontra todos os contatos.

Juliane também falou sobre o desconto dos aposentados e explicou que CPERS entrou com uma ADIn, que foi favorável aos aposentados(as), mas o Estado recorreu em Brasília. O julgamento será realizado tanto no STF quanto no TJ.

Veja aqui  os outros assuntos que a advogada Juliane abordou durante a reunião online.

Informações sobre o  IPE Saúde

Vera Lessês, coordenadora do Departamento de Saúde do Trabalhador do Sindicato falou sobre assuntos relevantes do IPE Saúde.

Vera afirmou que os 115 postos do IPE  estão fechados no interior desde o início da pandemia  e ressaltou que os atendimentos em Porto Alegre está sendo feito somente online. “ Não adianta vir presencialmente”, observou.

A diretora também falou sobre a cartilha do IPE que ensina como procurar o atendimento nesse momento de pandemia. Veja aqui!

Outro assunto que Vera abordou foram os exames de mama que todas as mulheres acima de 40 anos podem fazer de forma gratuita, após a consulta com o ginecologista.  A ação ocorre até 31 de outubro. “Essa é uma forma de fazermos economia e é uma iniciativa boa do IPE Saúde em comemoração ao outubro rosa. ”

No final da atividade virtual Edson ressaltou a importância da luta pelo não retorno das aulas.

“Vamos dialogar com a sociedade para evitar esse retorno. Estamos lutando enquanto sindicato para barrar essa volta, o que vale nesse momento é defendermos vidas. Vamos resistir. ”

“Esse é o último encontro e espero que tenhamos saído melhor do que entramos.  E contem conosco e nos procurem para auxiliar no que for necessário”, conclui o 2º vice-presidente no fechamento da reunião.

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“A Seduc já nos cedeu um outro espaço no centro de Porto Alegre e já estamos com o projeto acertado para iniciar nos próximos 15 dias”. 

Essa foi a declaração da secretária do Trabalho e Assistência Social (STAS), Regina Becker, durante audiência virtual da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, realizada na tarde desta terça-feira (13) para tratar sobre o fechamento da escola Rio Grande do Sul.

Inicialmente, a justificativa do governo Eduardo Leite (PSDB) para o fechamento era a cedência do prédio para a STAS, e agora, qual o argumento para a escola ainda não ter retornado para a comunidade? 

O debate, que novamente não contou com a participação de representantes do governo, acontece após uma sucessão de ações totalmente descabidas por parte da Seduc, como o pedido de corte de energia da escola que segue ocupada pela comunidade e após o secretário Faisal Karam ter chamado a Brigada Militar para conter uma manifestação com sete mães e pais da escola. 

A presidente da Comissão de Educação, deputada Sofia Cavedon, abriu o encontro informando quais os próximos passos na resistência e na defesa da escola. 

“Apresentamos uma proposta de parceria com o município para que a Rio Grande do Sul siga atendendo o ensino fundamental no centro de Porto Alegre e amanhã teremos uma audiência com a Defensoria Pública. Seguimos na luta contra o autoritarismo do governo Leite em fechar uma escola tão tradicional para a região central da cidade”.

A 1ª vice-presidente do CPERS, Solange Carvalho, indagou o que todos os presentes estavam se perguntando: “Se a própria secretaria que utilizaria o prédio já manifestou que não precisa mais, então, porque o governo insiste em castigar a comunidade que já disse que não quer que seus filhos vão para outra escola?”

Edson Garcia, 2° vice-presidente do CPERS, manifestou que o Sindicato seguirá firme na defesa da escola e da comunidade que segue ocupando o prédio. 

“Estamos as vésperas de mais um dia do professor e da professora com esse simbolo da intransigência do governo Leite, mas temos esse simbolo de resistência da escola e dos pais. Aqui no CPERS nós já aprovamos que seguiremos empenhados e ajudaremos no pagamento do laudo para comprovar que a escola tem sim condições estruturais para permanecer onde está. Que essa luta não cesse!”

Para o diretor do CPERS, Daniel Damiani, as ações do governo beiram o autoritarismo e precisam ser observadas com mais seriedade. 

“O governo insiste em não voltar atrás na decisão de fechar a escola, mas se já perdeu a motivação inicial, por que continuar? É impressionante como o governo consegue fazer o que tem feito e não ser fiscalizado, as instituições precisavam estar fiscalizando, não podemos desistir dessa luta”. 

Resistência no chão da escola

“Eu não vou mandar meu filho para uma escola onde pessoas estranhas transitam livremente. Que pai vai se sentir seguro em deixar seus filhos numa escola assim?”

Esse foi o questionamento de Isoleti dos Santos, mãe de um aluno da Rio Grande do Sul, sobre o fato de boa parte do prédio da escola Leopolda Barnewitz, para onde o governo pretende enviar os alunos, estar ocupado por uma escola do Detran. 

Isolete é uma das muitas mães e pais que resistem junto ao corpo diretivo da escola contra a mudança de endereço. Durante a audiência, várias deram seus relatos e todas dizem unanimante que não aceitaram o fechamento da escola.

Para Bianca Garbelini, mãe da Sofia que é pessoa com deficiência, já está mais que provado que esse governo não gosta de diálogo. 

“Minha filha precisa da escola para manter o avanço que tinha feito nos últimos anos e que nunca tinha alcançado em outras escolas. Nós não vamos aceitar isso e eles precisam aceitar que em algum momento vão ter que sentar e conversar com a gente, até quando eles vão fugir e fingir que não existimos?”

Bianca ainda reforça: “A escola vai permanecer onde esta e reforçamos a nossa exigência de que os documentos dos nossos filhos sejam devolvidos”. 

“O coordenador da 1ª CRE já admitiu que a escola Rio Grande do Sul existe até dia 8 de janeiro de 2021, mas até hoje o laudo sobre a interdição do prédio que justifica esse fechamento não apareceu. O governo deve abrir, e não fechar as escolas”, declarou Pablo Kmohan, professor da EJA noturno e vice-diretor da EEEF Estado do Rio Grande do Sul.

Mediação do Conselho Estadual de Educação

A presidente do Conselho Estadual de Educação, Marcia Adriana de Carvalho, participou da audiência e declarou que o CEEd está tomando todas as medidas possíveis para mediar a situação. 

“O conselho vem acompanhando toda a movimentação da escola Rio Grande do Sul, fizemos duas audiências com a Seduc e com a escola e agora estamos solicitamos um processo para que o conselho se manifeste por deliberação nessa situação, o que deve ocorrer nas próximas semanas”.

Marcia, declarou que essa medida está sendo tomada por entender que o governo descumpriu passos importantes no processo de fechamento da escola.

“Nós temos uma resolução no sistema estadual (320) que trata sobre processos para a existência ou não das escolas e nele tem um item que trata da cessação de funcionamento e que para isso é preciso seguir alguns ritos, mesmo que seja uma decisão da mantenedora”. 

Alguns dos pontos da resolução destacados pela presidente, e que foram não foram cumpridos pela Seduc, é que o fechamento só poderia ocorrer após o encerramento de um ciclo escolar e deveria ter sido apresentada uma ata da comunicação prévia feita a comunidade escolar anunciando o fechamento. 

Ao fim da audiência ficou definido que além da reunião com a Defensoria Pública nessa quarta-feira (14), será realizado um ato em frente a escola na quinta-feira (15), Dia do Professor e da Professora. 

Assine aqui a petição online contra o fechamento da Escola Rio Grande do Sul. 

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