Comunidade do Cândido Godói decide manter a escola fechada e preservar vidas


Em ofício enviado nesta quinta-feira (1º) às autoridades estaduais, a comunidade escolar do CE Cândido José de Godói, de Porto ALegre, informa que não retornará às atividades presenciais neste ano.

A decisão foi tomada em comum acordo entre a equipe diretiva, conselho escolar, pais, estudantes e educadores(as), que afirmam que darão prosseguimento às aulas remotas implementadas desde março.

>> Mobilize-se para a Assembleia Geral Extraordinária do CPERS

O texto elenca uma série de considerações a respeito da falta de condições sanitárias e financeiras, bem como as falsas promessas de EPIs e recursos humanos que efetivamente nunca chegaram à escola.

A comunidade também menciona a inviabilidade de estruturar o COE local e encontrar pessoas que assumam uma responsabilidade que é “única e exclusiva do Estado.”

Leia a íntegra do ofício:

A resistência parte do chão da escola

Valendo-se da autonomia escolar da gestão democrática, um número crescente de escolas tem construído mecanismos de resistência ao autoritarismo do governo Leite (PSDB).

No núcleo de Rio Grande, 31 direções acordaram em não assinar o Termo de Conformidade Sanitária exigido pelo Estado.

Em São Leopoldo, corre nas redes da categoria publicação informando a decisão de não voltar do conselho escolar da escola Caic Madezzati.

Na mesma cidade, pela manhã, a comunidade do IEE Professor Pedro Schneider realizou um ato e colou cartazes na escola, que também ficará fechada por decisão do Conselho.

O último Conselho Geral do CPERS deliberou por incentivar a resistência no chão da escola a partir dos núcleos do CPERS.

Além da importância da mobilização da comunidade escolar, conclamamos a sociedade a se manifestar em todos os espaços possíveis, pressionando vereadores e prefeitos, eleitos ou candidatos, em defesa da vida.

>> Leia a Carta ao Povo Gaúcho em Defesa da Vida

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