A votação do parecer da relatora Dorinha Seabra (DEM) à PEC 15/2015 deve ser votado hoje.

Guedes e Bolsonaro jogam pesado para intervir e desfigurar o texto, que representa uma ampla construção de cinco anos de debates com todos os setores sociais.

▶ Leia a nota da CNTE: A irresponsabilidade de um governo inepto põe em risco a educação brasileira

Convocamos a categoria a se somar à luta nacional e resistir a esta ofensiva autoritária e garantir o futuro da escola pública, defendendo um fundo permanente, com mais recursos da União, piso mínimo de 70% para a remuneração do Magistério e sem desvios para outras áreas.
 
Reiteramos nosso apoio, junto à CNTE, ao parecer da prof.ª Dorinha Seabra e exigimos sua votação e aprovação nos dias 20 e 21 de julho na Câmara dos Deputados, bem como sua posterior aprovação no Senado. 

Contate os deputados federais e defenda a escola pública!

Alceu Moreira (MDB)
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Afonso Hamm (PP)
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Bibo Nunes (PSL)
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Bohn Gass (PT)
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Danrlei de Deus (PSD)
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Giovani Scherini (PR)
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Heitor Schuch (PSB)
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Jerônimo Goergen (PP)
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Márcio Biolchi (MDB)
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Maria do Rosário (PT-RS)
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Maurício Dziedricki (PTB)
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Marcelo Brum (PSL)

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Marcel Van Hattem (NOVO)
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Marcelo Moraes (PTB)
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Marcon (PT)

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Marlon Santos (PDT)
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Nereu Crispin (PSL)
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Osmar Terra (MDB)
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Paulo Pimenta (PT-RS)
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Pedro Westphalen (PP)
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Pompeo de Mattos (PDT-RS)
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Ronaldo Santini (PTB)
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Ubiratan Sanderson (PSL)
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Em reunião virtual nesta segunda (20), representantes da direção central do CPERS e da Secretaria da Fazenda (Sefaz), se reuniram para discutir as mudanças nos contracheques dos professores(as) após a implantação do novo Plano de Carreira do Magistério. 

Alterações nos cálculos e na apresentação dos proventos vêm causando angústia na categoria desde janeiro, quando o desconto da greve começou a figurar na folha.

O caos se aprofundou em abril, quando começaram a valer as alterações na Lei.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, abriu o encontro ressaltando a importância da reunião.

“Nossa categoria está muito castigada. São cinco anos sem reajuste, 55 meses de atraso no salário e ainda ter que passar pelo calvário de tentar entender o contracheque todo o mês, chega a ser desumano. Por isso pedimos essa reunião, para auxiliar nos esclarecimentos, mas também levar um mínimo de tranquilidade à categoria”.

Bruno Jatene, subsecretario do Tesouro do Estado, se colocou a disposição dos educadores(as) e ressaltou que a Sefaz está empenhada em diminuir as dúvidas sobre o contracheque dos educadores(as).

“Eu tenho muito respeito pela categoria e pelo CPERS. Fiz questão de estar nesse encontro para tentar esclarecer as principais dúvidas. Estou à disposição para auxiliar e já me disponibilizo para que outras reuniões como essa se repitam”. 

Durante o encontro, os técnicos da Sefaz fizeram uma apresentação das alterações mais significativas no contracheque dos professores(as) para tentar dirimir algumas das dúvidas apresentadas pelo Sindicato. 

Destacamos que os dados apresentados neste primeiro encontro se referem aos contracheques dos professores(as), dada à extensão das alterações. Em outra oportunidade, serão detalhadas as mudanças para funcionários(as).

Para facilitar a comunicação, os técnicos disponibilizaram um canal direto para o SAS e o Jurídico do CPERS esclarecerem as dúvidas da categoria com mais agilidade.

Jatene  também se comprometeu a estudar formas de tornar as informações mais acessíveis, como disponibilizar a apresentação utilizada na reunião para a categoria e um novo encontro para esclarecer dúvidas que não foram respondidas neste encontro será marcada em breve.

Principais alterações no contracheque do magistério 

Jatene reiterou que vencida a questão da legislação da Reforma de Eduardo Leite (PSDB), aprovada em fevereiro, o governo começou a proceder à implantação das mudanças. Um ciclo que, segundo ele, se completou em abril e a partir de maio começou a ser sentido pelos educadores(as).

O subsecretário destacou ainda que as alterações são baseadas em duas Leis aprovadas com a Reforma, a 15.429/2019 (que alterou o Regime de Previdência Estadual) e a 15.451/2020 (que alterou o Plano de Carreira do Magistério). 

Linha do tempo das alterações

Para que os professores(as) possam verificar as alterações efetivadas em seus contracheques ao longo dos meses, Jatene apresentou quando cada mudança passou a valer. 

Em março de 2020, os professores(as) ativos tiveram a exclusão da Gratificação de Permanência. Já em abril, as gratificações de Difícil Acesso, Insalubridade e Penosidade deixaram de valer e deram lugar ao Adicional de Local de Exercício e de Penosidade dentro dos novos critérios. 

Ainda em abril, foram implantadas outras mudanças que impactaram tanto professores(as) ativos(as) como os inativos(as).

Que foram o pagamento através do subsídio, a implantação dos adicionais de Atendimento e de Docência Exclusiva, a Parcela de Irredutibilidade e a Nominal, mudanças significativas e que geraram muitas dúvidas.

Estrutura da Remuneração

A principal alteração e talvez a fonte de mais dúvidas da categoria está na alteração da estrutura da remuneração que passou do básico para o subsídio. 

O subsídio substituiu o básico como valor fixado por classe e nível da categoria e agrega todos os direitos adquiridos previamente  mudança da Lei (básico, completivo do piso, gratificações e vantagens temporais).

Como o subsídio possui um valor fixado em tabela, foi criada a parcela de irredutibilidade, que é o somatório das gratificações extintas que excedem o valor subsídio. 

Descontos da greve

Solange Carvalho, primeira vice-presidente do CPERS, indagou os representantes da Sefaz quanto à situação dos descontos da greve, principalmente quanto a clareza na forma de apresentação desses descontos. 

“Nós não podemos terminar essa reunião sem ter um mínimo de conversa sobre a greve, porque ela faz parte do contracheque e é fonte de muita angústia para a nossa categoria que já está em uma situação bem complicada”, declarou Solange.

Juliana Debaquer, chefe da Divisão de Gestão da Folha de Pagamento, informou que a questão da greve tem dois pontos importantes. 

“Nem todos os lançamentos de efetividade foram feitos da mesma forma, assim, os descontos também tiveram especificidades. Quem teve a efetividade lançada integralmente antes da consolidação da folha, teve desconto total. Quem teve a efetividade lançada após o fechamento da folha, teve desconto dos percentuais de 20% ao mês. E há ainda aquele que optaram pelo acordo com o governo. Então cada caso precisa ser avaliado separadamente”. 

Mais clareza nas informações 

A secretária geral do CPERS, Candida Rossetto, salientou que esse encontro vinha sendo solicitado pelo Sindicato desde o início da implantação das mudanças e que falta clareza na apresentação das informações. 

“A gente entende as dificuldades de falta de funcionário por parte da Sefaz, mas precisamos ter clareza naquilo que recebemos, talvez vocês possam fazer uma live ou uma cartilha com essas informações. O mínimo de direito que o servidor tem que ter é a clareza sobre o que está recebendo e como”, enfatizou.

Candida ainda completou: “é uma angústia muito grande, as pessoas têm que dar conta da sua vida, vocês precisam fazer essa mediação e explicar para os servidores. Não dá para minimizar o sofrimento da categoria”.

Se você ainda possui dúvidas quanto a nova apresentação do contracheque contate um dos canais abaixo:

  • O Serviço de Atendimento ao Sócio (SAS) está atendendo através do WhatsApp (51 9569.0465) ou do e-mail sas@cpers.org.br de segunda a sexta das 8h30 às 17h.
  • A assessora jurídica do CPERS, por meio do escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, atende das 9h às 12h e das 14h às 17h pelo telefone 51 3073.7512.
  • Os núcleos do CPERS também estão atendendo e encaminhando questões jurídicas com os advogados locais. Clique aqui para conferir os contatos de cada núcleo. 
  • E a Sefaz atende pelo e-mail atendimento.dpp@sefaz.rs.gov.br

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A Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca), publicou uma nota que desmonta os argumentos utilizados pelo governo federal para desfigurar o novo Fundeb.

A votação do relatório da PEC 15/2015, de autoria da deputada profª. Dorinha (DEM/TO), deve ocorrer nestas segunda (20) e terça-feira (21), após uma construção de cinco anos que abarcou diversas entidades representativas dos trabalhadores da educação.

Em detalhes e com amplo embasamento, a entidade lista e contesta oito falácias usadas para justificar o desmonte da proposta original.

Leia a íntegra do documento aqui

A vigência do fundo atual termina em dezembro deste ano.

Mas, de última hora, o governo Bolsonaro articula um golpe no texto, defendendo alterações que podem ferir de morte a educação pública brasileira.

O governo quer, por exemplo, transformar o piso de 70% para remuneração do Magistério em teto, além de permitir o uso de recursos por entidades privadas, adiar a vigência do fundo e utilizar parte dos recursos em outras áreas, como a assistência social.

As mudanças também podem acabar com o caráter permanente do Fundo.

O CPERS, a CNTE e diversas entidades estão em campanha pela aprovação integral do parecer da prof.ª Dorinha, sem destaques ou deturpações.

Contate os deputados federais e defenda a escola pública!

Alceu Moreira (MDB)

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Afonso Motta (PDT)

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Carlos Gomes (PRB)

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Henrique Fontana (PT)

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Heitor Schuch (PSB)

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Maria do Rosário (PT-RS)

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Pedro Westphalen (PP)

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Pompeo de Mattos (PDT-RS)

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Ronaldo Santini (PTB)

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Leia também:

▶ Fundeb: Rio Grande do Sul investe o mínimo legal na remuneração do Magistério
▶ Precisamos falar sobre o Fundeb: razões para apoiar um fundo permanente e com mais recursos
▶ Novo Fundeb: saiba o que está em jogo

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Tudo indica que a votação do novo Fundeb, agendada para iniciar nesta segunda-feira (20) na Câmara de Deputados, será uma dura batalha pelo futuro da escola pública.

O governo Bolsonaro jogará pesado para intervir e desfigurar o parecer da relatora Dorinha Seabra (DEM), alterando a redação da PEC 15/2015, construída ao longo de anos de amplo debate com as entidades representativas do setor.

Leia a nota da CNTE: A irresponsabilidade de um governo inepto põe em risco a educação brasileira

A pauta de Guedes e Bolsonaro inclui:

Adiar o início da vigência do novo fundo para 2022, deixando a educação sem recursos em 2021

Reduzir a complementação da União de 20% para 15%
 
Acabar com a vinculação ao piso nacional do Magistério
 
Suprimir o percentual mínimo de 70% para a remuneração do Magistério
 
Desvincular os recursos da educação para utilizá-los em outras áreas, como a assistência social
 
Transferir recursos públicos para escolas privadas por meio de vouchers
 
Não constitucionalizar o Fundeb, colocando em risco o caráter permanente do novo fundo
 
Convocamos a categoria a se somar à luta nacional e resistir a esta ofensiva autoritária e desastrosa contra a educação pública.
 
Reiteramos nosso apoio, junto à CNTE, ao parecer da prof.ª Dorinha e exigimos sua votação e aprovação nos dias 20 e 21 de julho na Câmara dos Deputados, bem como sua posterior aprovação no Senado. 

Clique aqui para assinar a petição pelo #VotaFundeb

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Afonso Motta (PDT)

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Afonso Hamm (PP)

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Bibo Nunes (PSL)

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Bohn Gass (PT)

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Carlos Gomes (PRB)

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Os encontros virtuais das aposentadas e aposentados do CPERS continuam a todo vapor pelos Núcleos do Sindicato. A iniciativa realizada pelo Departamento dos Aposentados(as) do CPERS tem o objetivo de levar a informação até essa parte importante da categoria, além de prepará-los para a luta.

Nesta sexta-feira (17), a atividade ocorreu no 6º Núcleo (Rio Grande) e reuniu cerca de 50 participantes.

Glaci Weber, coordenadora do Departamento dos Aposentados(as) do Sindicato deu as boas-vindas aos presentes e destacou a importância da atividade.

“Parabenizo todos que estão aqui, pois venceram um grande desafio. De lidar com a informática. O objetivo do encontro é levar informações até vocês, nos reunirmos e não estarmos isolados completamente”, afirmou Glaci.

A diretora do 6º Núcleo, Andréa Nunes da Rosa destacou a importância da iniciativa nesse momento de pandemia.

“Quero agradecer a direção central em especial a Glaci e a Alda por estarem enfrentando esse desafio, e estarem reunindo nossos aposentados virtualmente. Estou muito feliz que todos que estão aqui aceitaram esse desafio e estamos juntas agora. Estamos com saudade de nos abraçar, nos olharmos, rir e chorar juntos. De lutarmos, mas logo estaremos juntos novamente”, frisou.

“É muito bom ver todos mesmo à distância. A saudade é grande. Muito bom essa reunião para nos atualizarmos e continuarmos a luta”, afirmou Lucia Mother representante estadual dos aposentados, do núcleo de Santa Rosa.

A vice-presidente, Solange Carvalho falou da saudade dos aposentados e relembrou um pouco a luta da categoria.

“Estou aqui hoje para aprender e matar a saudade. Eu sou agora uma nova aposentada. Consegui me aposentar em fevereiro. Muito bom ver todas e todos”, destacou.

A secretária-geral do CPERS, Candida Beatriz Rossetto destacou que o mais importante do encontro é todos poderem se ver mesmo que virtualmente, além do preparo para a luta.

“Que esse encontro sirva para aglutinar forças para derrotar esse governo”, afirmou. 

Pandemia e isolamento social

O biomédico, mestre e doutor em biologia celular e molecular pela UFRGS, Dr. Eduardo Chiela foi quem explanou sobre a pandemia que assola o mundo.

Eduardo também é professor adjunto do Departamento de Ciências Morfológicas do Instituto de Ciências Básicas da Saúde da UFRGS e pesquisador do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

No início de sua fala Eduardo fez a questão de homenagear os professores. “Vocês são fundamentais em qualquer sociedade. Eu tenho propriedade para falar isso, pois sou filho de uma professora e que hoje é diretora”.

O biomédico lembrou que quando tinha 10 anos, a mãe dele ficava até de madruga corrigindo trabalhos e provas e ele permanecia com ela.

“Sou muito agradecido pela minha mãe ter sido professora e ter me ajudado a escolher minha profissão, pois foi através dela que decidi também lecionar”.

“Obrigado por nos ensinar, por ajudar a formar caráter. Agradeço mesmo, de coração”, completou Eduardo em agradecimento aos mestres aposentados(as) presentes.

O doutor em biologia fez questão de ressaltar que temos os grupos de risco, mas o vírus pode infectar e levar a óbito qualquer ser humano. Além de apontar a necessidade do isolamento social.

“O distanciamento social evitou até 90% de mortes. Vemos que países que lutam contra o distanciamento, estão pagando muito caro por isso. O distanciamento é comprovadamente necessário nesse momento”, observou.

O mestre ainda chamou atenção para o sistema de saúde de Porto Alegre que está quase entrando em colapso, com 90% das UTIs ocupadas. “Estamos no pior momento da pandemia e isso vale para todo Estado. ”

O professor destacou que ninguém deve tomar nenhum tipo de medicamento para precaver o Coronavírus. “Todos esses medicamentos não têm comprovação nenhuma.  Pelo contrário, um exemplo é a cloroquina, ela aumenta o risco de óbito por complicações cardíacas”, destacou.

Eduardo acrescentou que apesar de a curva no Brasil estar estável, o risco segue alto. “A nossa curva está estável, mas com um número de óbito muito grande e isso é preocupante”.

O educador também falou sobre a eficácia dos testes de farmácia. “Os testes de farmácia não servem para dizer se a pessoa está com a COVID nesse momento. Ele serve para dizer se a pessoa já teve o vírus. Somente os testes de laboratórios podem dizer se a pessoa está ou não com o vírus”.

Eduardo explicou como se divide os grupos de risco: idosos, obesos, pessoas com doenças cardiovasculares, com diabetes ou com doenças respiratórias crônicas. O professor também falou da importância das pessoas que já tiveram COVID doarem sangue nos hemocentros.

“Os hemocentros estão recebendo o sangue de quem já teve vírus e se curou. Para usar o plasma na cura dos pacientes que estão com o Coronavírus. Então espalhem isso para todos, quem já teve pode procurar hospitais para doar o sangue. Um professor da minha faculdade doou e já salvou quatro vidas”, afirmou.

Eduardo finalizou a palestra destacando a importância do autocuidado e com quem nós amamos.

“Isso vai passar, temos que fazer coisas que nos fazem bem. Estamos vendo que quem deveria cuidar da gente não está fazendo isso. Então vamos cuidar um dos outros. Dar atenção para aquelas pessoas que estão mais para baixo, mandar uma mensagem dando um oi, um bom dia, um boa noite, já ajuda muito. A pessoa ganha o dia”, concluiu.

Em sua página no Facebook, o Dr. Eduardo também publica dicas e dados científicos sobre o vírus e a pandemia.

Aposentados(as) e a pandemia

A secretária de Aposentados(as) e Assuntos Previdenciários da CNTE, Selene Michielin, falou dos desafios dos aposentados e da luta em meio a pandemia.

“Nós enquanto aposentados e aposentas temos muitos dilemas nesse momento. Quantos de nós puderam ficar realmente isolados? Porque muitos de nós moram juntos com filhos, mães. ”

Selene observou que a preocupação com inúmeros problemas que vieram com a pandemia nos deixam mais ansiosos, e, além disso, ainda precisamos nos preocupar com um governo que não se preocupa com as pessoas.

“Temos um presidente que nega a pandemia, um ministro da saúde interino, um ministro da educação que não tem preocupação com a educação, com a qualidade das aulas, com os nossos estudantes sem acesso à internet”, afirmou.

“O nosso maior objetivo é preservar vidas e o melhor jeito nesse momento é ficando em casa. Mas nós da CNTE estamos engajados em diversas frentes com a preocupação de não perder mais direitos”, concluiu.

Informes jurídicos e as lutas da categoria

Helenir Aguiar Schürer, presidente do CPERS ressaltou a felicidade de ver todos bem.

“Sempre é bom a gente se reencontrar, ainda mais na pandemia, nesse momento difícil que estamos passando. ”

Helenir falou da importância da política em nossas vidas. “Temos que gostar de política.  E quando falo em gostar de política, não quer dizer que temos que nos filiar a algum partido, mas sim fiscalizar a política. Saber o que está acontecendo”.

A presidente também falou da confusão dos contracheques e da importância de acompanhar todos os meses as alterações de valor.

“Quem é aposentado nunca foi tão importante olhar o contracheque. O governo tem se enganado para o lado deles. É importante observar se não retirou o valor do difícil acesso. Se isso acontecer procure o nosso jurídico”, observou.

▶ Saiba como contatar o SAS e Assessoria Jurídica durante o período de isolamento

A educadora relatou que tem ouvido falar que Leite é pior que Sartori, mas destaca que é somente a continuidade da mesma política. “O Leite não é pior que o Sartori. O que estamos vendo é o prosseguimento do mesmo projeto, da mesma política de estado mínimo”.

Para Helenir, Bolsonaro e Leite, apesar de terem jeitos e comportamento diferentes, dividem a mesma política. “Temos ataques aparecendo de todos os lados, eles estão aproveitando esse momento de pandemia”.

A presidente ainda ressaltou a importância dos aposentados(as) na luta e falou do orgulho de fazer parte da direção do Sindicato. “Temos um exército que se aposentou das salas de aula e não das lutas, que são os nossos aposentados. Tenho orgulho de dirigir esse sindicato. Pois, não conheço outra categoria que tenha tanta resistência e tanta resiliência quanto a nossa”

O advogado Bruno Tschiedel, que faz o atendimento para o 6º Núcleo (Rio Grande), falou sobre o desconto da previdência, explicando os trâmites da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn)  ajuizada no Supremo Tribunal Federal.

“Pode ser que tenhamos uma decisão favorável por esses meses, com o julgamento da ADIn. Infelizmente não temos uma data ainda para esse julgamento acontecer, assim que tivermos iremos divulgar. Mas se ganharmos a Adin, o governo terá que devolver esse dinheiro que já foi descontado”, destacou Bruno.

O advogado também falou sobre os juros abusivos cobrados por muitas financeiras.

“Temos situação de servidores que vão ter seu dinheiro de volta. Muitas financeiras vêm procurando associados para fazer acordo por fora. O que não recomendamos. É muito importante que quem tenha contratos com financeiras venha falar conosco, para vermos os contratos e ver o que pode ser feito”, observou.

A parte cultural do evento ficou por conta da apresentação de um vídeo da  funcionária do núcleo, Prisciane Teixeira que interpretou com o seu pai  Jader Teixeira, a música o Bêbado e a Equilibrista em homenagem aos educadores presentes. Confira!

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Em junho, sem consultar a comunidade escolar, ignorando soluções locais e a privacidade dos usuários(as), o governo Eduardo Leite (PSDB) impôs a adoção em massa da plataforma Google Classroom na rede estadual.

Cerca de 620 mil estudantes e educadores(as) já acessaram a suíte de aplicativos voltada ao ensino remoto. A intenção é chegar aos 900 mil integrantes da rede.

O contingente representa uma imensa base de dados, até então sob a guarda do Estado, entregue de bandeja a uma multinacional que sobrevive da exploração e análise de informações pessoais para obter lucro.

A absoluta falta de transparência dos termos da cooperação, dos critérios utilizados para a definição da ferramenta e do tratamento dispensado aos dados pessoais dos usuários(as) é estarrecedora.

Não existe almoço grátis

Antes mesmo da pandemia, cerca de 65% das universidades públicas e secretarias estaduais de educação já estavam expostas à lógica de monetização das grandes empresas intituladas pelo acrônimo GAFAM (Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft).

A informação é do mapeamento realizado pelo projeto Educação Vigiada, conduzido por dois núcleos de pesquisa da Universidade Federal do Pará (UFPA) e pela iniciativa Educação Aberta.

O trabalho lança luz sobre o avanço do chamado capitalismo de vigilância no terreno fértil da educação pública brasileira. A expressão, popularizada por Shoshana Zuboff, pesquisadora de Harvard, designa o modelo de negócios do qual a Google é pioneira.

São empresas que se utilizam de técnicas de inteligência artificial para obter previsões sobre o comportamento dos usuários(as) na Internet – suas buscas e preferências, por exemplo -, traçar perfis de consumo e, com isso, maximizar os ganhos ofertando produtos e serviços.

Como afirma o ativista norte-americano Eli Parisier; se é de graça, é porque o produto é você.

Crise e catálise

A emergência da pandemia, então, juntou a fome com a vontade de comer.

No dia 9 de junho, o apresentador Luciano Huck participou de uma live com o governador para anunciar outra parceria com empresas privadas.

Na ocasião, celebrou a tragédia humanitária: “a pandemia veio para acelerar o processo de digitalização da educação”, disse.

Não à toa a Google foi recebida com entusiasmo e deslumbre no Rio Grande do Sul: crise e morte para alguns, oportunidade e lucro para outros.

O secretário da Educação, Faisal Karam, chegou a dizer que a empresa vê o estado como um “grande case mundial de utilização da plataforma”. Também deixou escapar: ela veio para ficar.

De fato, o governo gaúcho nunca escondeu que a adoção do serviço era uma questão de tempo.

Desde o primeiro dia de Eduardo Leite à frente do Piratini, a Fundação Lemann esteve umbilicalmente ligada ao planejamento estratégico da gestão.

Daniel Cara, cientista político e coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, lembra: “Com quem a Google fez uma parceria bilionária antes da pandemia? Lemann.”


Na foto, o governador Eduardo Leite assina convênio entre o Estado e a Fundação Lemann para ações na educação. Crédito: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

A Lemann é um dos principais atores por trás de movimentos que mascaram intenções privatistas com ideais de filantropia e empreendedorismo social, como o Todos Pela Educação.

A organização incidiu de forma decisiva no texto final da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – aprovada com atropelos no governo Temer -, que autorizou a realização de até 30% do currículo do Ensino Médio na modalidade a distância.

A intenção é clara: terceirizar parte da educação pública para empresas ávidas em vender seus pacotes e soluções.

“A educação básica representa um volume de R$ 232 bilhões. O empresariado brasileiro acredita que o Estado não é um espaço coletivo que deve servir ao bem comum, é um comitê de negócios a ser apropriado por ele”
, resume Daniel Cara.

Risco e dependência

“Os dados são um dos ativos mais valiosos da atualidade”, explica Sergio Amadeu da Silveira, professor da Universidade Federal do ABC e pesquisador de redes digitais e tecnologias da informação.

“Quando damos informações de nossas crianças e adolescentes para uma empresa que vive da extração e venda de perfis de dados pessoais coletados, estamos destruindo o direito dessas pessoas protegerem sua privacidade”, afirma.

Em artigo recente, Amadeu escreve sobre o que alguns teóricos chamam de colonialismo digital.

“Grandes corporações de tecnologia atuam como novos colonizadores. (…) Essas companhias não vêm aqui levar pau-brasil ou metais precisos, levam dados pessoais que serão processados e vendidos”, argumenta.

Uma vez fidelizados os usuários às interfaces “gratuitas”, é muito difícil reverter a dependência.

Manipulação e opacidade

Fabricio Solagna, doutor em Sociologia pela UFRGS e pesquisador de Governança na Internet, alerta para a falta de escrutínio público dos termos de uso antes da adoção da tecnologia.

“Refletimos muito pouco sobre o uso que a Google fará das informações. O governo compra um pacote de olhos fechados e não sabemos que tipo de manipulação será feita com os dados dos estudantes e professores”, comenta.

O pesquisador, que também é secretário-executivo da Coalizão Direitos na Rede, rememora episódios recentes que colocaram o tema no centro do debate global, como o vazamento de dados do Facebook utilizado para influenciar a eleição de Donald Trump, em 2016.

“No Google ClassRoom a coleta de dados é mais restrita quando se trata de crianças. Agora, vivemos em um país que adiou a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados. Caso a empresa cometa alguma violação, não há respaldo legal para responsabilizá-la, tampouco mecanismos de fiscalização”, observa.

Mesmo sem a vigência da Lei Federal – que já deveria estar em vigor mas teve seus efeitos postergados para 2021 -, o Estado poderia ter desenhado uma garantia local para proteger os dados.

No dia 15 de junho, por exemplo, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou um projeto que proíbe a comercialização de dados de usuários(as) obtidos por plataformas de ensino a distância.

Abrindo mão da soberania

Fabricio também considera sintomática a pressa do governo Leite em adotar a solução, lembrando que a UFRGS possui sistemas próprios de EAD e uma parceria poderia ser firmada por meio da Procergs, a companhia de processamento de dados do Estado.

O que ocorreu foi o contrário: em vez de valorizar a inteligência e desenvolvedores(as) locais, o governo Leite patrocinou a transferência de recursos de um Estado que se diz em grave crise fiscal para uma das empresas mais ricas do mundo.

Conforme veiculado no site da Procergs, a estatal migrou mais de 300 mil ambientes virtuais para a plataforma da multinacional, espelhando salas de aulas, espaços de “recreio” e outros. Os ambientes foram importados do ISE, o sistema de gestão escolar desenvolvido e alimentado pela própria companhia e por milhares de educadores(as) ao longo de anos.

A alternativa, aponta Fabricio, seria promover um amplo debate público com a comunidade, envolvendo alunos(as), educadores(as) e o parque tecnológico local para construir uma solução conjunta e adequada às reais necessidades pedagógicas da rede estadual.

“Não seria inviável com empenho, projeto e dedicação”, argumenta. “A justificativa de que não tem tempo e dinheiro é vazia. O que temos, no fim, é uma multinacional de bilhões de dólares se apropriando do trabalho realizado por educadores e extraindo lucro de dados pessoais. E um Estado cada vez mais dependente”, finaliza.

As ilustrações que acompanham esta matéria são da Eletronic Frontier Foundation
Texto: Luiz Damasceno

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Denúncias sobre os abusos do governo durante o isolamento, questões jurídicas, conjuntura e luta pela valorização profissional pautaram a reunião virtual do Departamento de Funcionários(as) da Educação do CPERS, nesta quinta (16).

Trata-se do segundo encontro do gênero, que reuniu cerca de 80 educadores(as) dos núcleos de Ijuí (31º) e Cerro Largo (36º).

A proposta é estabelecer um diálogo mais próximo com a categoria, ouvindo as principais demandas de diferentes regiões do estado em meio à pandemia.

Quem conduziu a atividade foi a diretora do Departamento, Sônia Solange Viana. “Recebemos inúmeras queixas dos funcionários sobre os abusos do governo neste momento, que inclui o assédio moral por parte das CREs. Buscamos ouvir a categoria. N­ão queremos que ninguém saia com dúvidas. Por isso promovemos esses encontros”, afirmou Sônia. 

A diretora expôs que o CPERS tem recebido denúncias de funcionários(as) que estão sendo obrigados a comparecer nas escolas mesmo que não haja atividade alguma. A denúncia também inclui educadores(as) do grupo de risco.

Sônia explicou que, nas duas últimas reuniões com o governo, a secretária-adjunta, Ivana Flores, foi enfática: funcionários(as) não devem ser chamados para atividades presenciais se não há tarefa alguma nas escolas.

Sobre os servidores(as) do grupo de risco, o estado tem uma portaria de que estes não devem comparecer às escolas. Se as coordenadorias obrigarem os funcionários a isso, o núcleo ou o jurídico do CPERS devem ser contatados.

Saiba como contatar o SAS e Assessoria Jurídica durante o período de isolamento

A diretora do núcleo de Ijuí (31º), Teresinha Mello, disse que estes encontros são essenciais para ouvir as principais demandas dos funcionários(as) de escola em um momento de grande dificuldade.

“Alguns colegas estão sendo chamados para trabalhar nas escolas neste período, correndo o risco de serem contaminados. A gente sabe dessa angústia. Por isso precisamos de momentos como esse”, disse.

A presidente Helenir lamentou o avanço da contaminação de Covid-19 entre a categoria e destacou a necessidade de manter as escolas fechadas em defesa da vida dos educadores(as).

“Uma funcionária foi contaminada e a escola continuava aberta. Denunciamos isso. É importante que seja feita a denúncia junto aos nossos núcleos. Se não conseguirem fechar a escola, passem para nós que vamos na Seduc pressionar o governo”, asseverou a presidente.

Helenir explicou que se algum funcionário(a) ou professor(a) testar positivo, é necessário exigir imediatamente o fechamento da escola e a testagem de todos os envolvidos. 

“A Covid-19 é muito séria. Estamos com quatro coordenadorias com contaminação. Temos dois diretores contaminados e um professor de Passo Fundo morreu. Estamos falando de vida”, pontuou. 

Informes Jurídicos

Antes de esclarecer as dúvidas, o advogado da assessoria jurídica do CPERS, Marcelo Fagundes, lembrou da vitória na justiça sobre o fechamento das escolas no início da pandemia. O juiz deu três dias para o estado se manifestar e, por fim, deu ganho de causa ao Sindicato, fechando as instituições de ensino. 

Sobre o plano de carreira dos funcionários(as), o advogado destacou que essa parcela da categoria tem um plano único no Brasil. Ele defendeu sua importância e a necessidade de sua preservação ao citar o que ocorreu no Paraná com a terceirização do serviço público, que resultou na extinção do plano.

No caso do Rio Grande do Sul, o plano de carreira está mantido. “Digo com tranquilidade que sempre que a gente vai para o embate temos conseguido manter essa questão do plano”, afirmou. 

O advogado disse ainda  que não basta apenas defender o plano de carreira para funcionários(as), é necessário brigar por reajuste. “Nosso plano de carreira estimula o funcionário a buscar qualificação. Hoje temos muitos educadores indo para o ensino superior”.

As mudanças para funcionários(as) com as reformas de Eduardo Leite (PSDB) também foram abordadas nas reunião. Marcelo explicou que elas são consequências das alterações no Estatuto dos Servidores Estaduais (Lei 10.098): “Temos alterações na insalubridade, abono família, vale refeição e no difícil acesso, que  se transformou em adicional do local de exercício”.

Por fim, o advogado destacou que o escritório esta à disposição para auxiliar e esclarecer as dúvidas da categoria. É só solicitar atendimento diretamente com o núcleo ou pelo telefone 51 3073.7512.

Consciência política para fazer a luta

Durante o encontro, a presidente Helenir lembrou da importância de se ter consciência política para fazer a luta. É necessário fiscalizar e pressionar quem está no poder. 

A presidente afirmou que a política de Eduardo Leite (PSDB) é uma continuação da política de estado mínimo de Sartori (MDB) e, mesmo com os ataques destes governos, a categoria não se acovardou da luta: “Temos um governo que nos massacra. Mas não nos acovardamos. Fizemos uma greve histórica e tivemos o apoio da sociedade. Graças ao movimento da base, conseguimos fazer modificações nos projetos de Leite e diminuir as perdas”.

Quanto ao reajuste dos funcionários(as), Helenir pontuou que o tema foi debatido nas últimas reuniões com o governo. De acordo com o secretário de educação, Faisal Karam, o mesmo será dado conforme o salário mínimo regional, que fixa um reajuste de 4,5%.

Mas o projeto de lei com a nova tabela está parado na Assembleia Legislativa. Por isso, é importante manter a categoria mobilizada. Uma nova reunião será marcada com o governo para tratar deste assunto.

Situação do IPE Saúde

A diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador do CPERS, Vera Lessês, prestou esclarecimentos sobre o IPE Saúde. Vera destacou que, desde o governo Sartori, há uma constante tentativa de desmonte e precarização do IPE.

“Estamos esperando o governo nos nomear no Conselho de Administração do IPE Saúde. Não houve nomeação nem no governo Sartori, nem no de Leite. Isso deixa claro o movimento de fragilização do IPE”, destacou.

Sobre o reajuste de valores do Plano de Assistência Médica Complementar (PAC) e do Plano de Assistência Médica Suplementar (Pames), Vera explicou que esses planos possuem paridade de 12 meses, a contar a partir de junho. Esse reajuste é feito anualmente independente do reajuste salarial dos servidores(as), porque eles são baseados na idade dos segurados, e não no salário. 

Contudo, por um erro da PROCERGS,  o desconto desses planos não foi efetuado ainda em maio. Por isso, o valor foi dobrado no mês de junho. “Estamos há quase seis anos com salários congelados, parcelados e atrasados. Esse reajuste, por menor que tenha sido, gera um dano financeiro no nosso bolso –  ainda por cima nos contracheques de maio”, finalizou. 

Também estavam presentes na reunião a 1ª vice-presidente do CPERS, Solange da Silva Carvalho, o 2º vice-presidente, Edson Rodrigues Garcia, os diretores Cássio Ricardo Ritter, Alda Maria Bastos Souza, Rosane Zan e Sandra Terezinha Severo Regio, e a representante de base da CNTE, Ida Irma Dettmer.

Saiba como participar das próximas reuniões virtuais dos funcionários(as) de escola do CPERS 

As reuniões serão divididas por regiões e preferencialmente realizadas às quintas-feiras através de videoconferência pela Plataforma Zoom.

Para participar do encontro da sua região você precisa contatar o seu núcleo do CPERS e ter a plataforma instalada em seu celular ou computador. Participe!

Confira abaixo o calendário completo dos encontros para saber quando será a vez da sua região*: 

GRUPO 3 – Santa Maria – 21 de julho(3ª feira) – 14h

GRUPO 4 – Bagé e Santana do Livramento – 23 de julho(5ª feira) – 14h

GRUPO 5 – Pelotas e Cruz Alta – 30 de julho(5ª feira) – 14h

GRUPO 6 – Rio Grande, Camaquã e Guaíba – 06 de agosto(5ª feira) – 14h

Grupo 7 – Caxias do Sul, Vacaria, Bento Gonçalves  e Guaporé – 13 de agosto(5ª feira) – 14h

Grupo 8 – Santiago, São Borja e São Luiz Gonzaga – 20 de agosto(5ª feira) – 14h

Grupo 9 – Erechim, Passo Fundo e Lagoa Vermelha – 27 de agosto(5ª feira) – 14h

Grupo 10 – Três de Maio, Santa Rosa e Santo Ângelo – 03 de setembro(5ª feira) * 14h

Grupo 11 – Três Passos, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões – 10 de setembro(5ª feira) – 14h

Grupo 12 – Soledade, Estrela e Carazinho – 17 de setembro(5ª feira) – 14h

Grupo 13 – Santa Cruz do Sul e Cachoeira do Sul – 24 de setembro(5ª feira) – 14h

Grupo 14 – 38º Porto Alegre, Canoas, Taquara e Montenegro – 1º de outubro(5ª feira) – 14h

Grupo 15 – 39º Porto Alegre, São Leopoldo, Gravataí e Osório – 08 de outubro(5ª feira) – 14h

*As datas e os horários do cronograma poderão sofrer alterações. 

 

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Após muita pressão, a votação do Novo Fundeb foi anunciada para os dias 20 e 21 de julho. É hora de aumentar a pressão e mostrar que não aceitaremos recuar nos avanços da proposta, que prevê um fundo permanente e com mais recursos da União. 

Por isso, fazemos um chamado para que todos assinem e compartilhem a petição Defenda o Fundeb. A educação básica brasileira precisa da sua ajuda.

▶ Clique aqui para acessar o site da campanha, assinar a petição e pressionar os deputados.

Criado em 2006, o Fundeb é a principal fonte de recursos da educação básica, etapa que vai do Ensino Infantil ao Médio. Mas sua vigência se encerra neste ano, e a sua não renovação pode levar ao colapso do ensino público em todo o país.

Aproveite e contate o deputado da sua região e pressione pela votação da PEC:

– Alceu Moreira (MDB) 

Twitter: @Alceu_Moreira

E-mail: dep.alceumoreira@camara.leg.br

– Afonso Motta (PDT)

Twitter: @afonso_motta

E-mail: dep.afonsomotta@camara.leg.br

– Afonso Hamm (PP)

Twitter: @DepAfonsoHamm

E-mail: dep.afonsohamm@camara.leg.br

– Bibo Nunes (PSL)

Twitter: @bibonunes1

E-mail: dep.bibonunes@camara.leg.br

– Bohn Gass (PT)

E-mail: dep.bohngass@camara.leg.br

– Carlos Gomes (PRB)

Twitter: @carlosgomesdep

E-mail:dep.carlosgomes@camara.leg.br

– Danrlei de Deus (PSD)

Twitter: @danrlei_oficial

E-mail: dep.danrleidedeushinterholz@camara.leg.br

– Daniel Trzeciak (PSDB)

Twitter: @TrzeciakDaniel

E-mail: dep.danieltrzeciak@camara.leg.br

– Fernanda Melchiona (Psol)

Twitter: @fernandapsol

E-mail: dep.fernandamelchionna@camara.leg.br

– Giovani Scherini (PR)

Twitter: @giovanicherini

E-mail: dep.giovanicherini@camara.leg.br

– Giovani Feltes (MDB)

Twitter: @GiovaniFeltes

E-mail: dep.giovanifeltes@camara.leg.br

– Henrique Fontana (PT) 

Twitter: @HenriqueFontana

E-mail: dep.henriquefontana@camara.leg.br

– Heitor Schuch (PSB)

Twitter: @HeitorSchuch

E-mail: dep.heitorschuch@camara.leg.br

– Jerônimo Goergen (PP)

Twitter: @jeronimogoergen

E-mail: dep.jeronimogoergen@camara.leg.br

– Liziane Bayer (PSB)

Twitter: @LizianeBayer

E-mail: dep.lizianebayer@camara.leg.br

– Lucas Redecker (PSDB)

Twitter: @LucasRedecker

E-mail: dep.lucasredecker@camara.leg.br

– Márcio Biolchi (MDB)

Twitter: @marciobiolchi

E-mail: dep.marciobiolchi@camara.leg.br

– Maria do Rosário (PT-RS)

Twitter: @_mariadorosario

E-mail: dep.mariadorosario@camara.leg.br

– Maurício Dziedricki (PTB)

Twitter: @mauricioptbrs

E-mail: dep.mauriciodziedricki@camara.leg.br

– Marcelo Brum (PSL)

E-mail: dep.marcelobrum@camara.leg.br

– Marcel Van Hattem (NOVO)

Twitter: @marcelvanhattem

E-mail: dep.marcelvanhattem@camara.leg.br

– Marcelo Moraes (PTB)

Twitter: @marcelomoraes

E-mail: dep.marcelomoraes@camara.leg.br

– Marcon (PT)

E-mail: dep.marcon@camara.leg.br

– Marlon Santos (PDT)

Twitter: @deputado_marlon

E-mail: dep.marlonsantos@camara.leg.br

– Nereu Crispin (PSL)

Twitter: @nereucrispin

E-mail: dep.nereucrispim@camara.leg.br

– Osmar Terra (MDB)

E-mail: dep.osmarterra@camara.leg.br

– Paulo Pimenta (PT-RS)

Twitter: @deputadofederal

E-mail: dep.paulopimenta@camara.leg.br

– Pedro Westphalen (PP)

Twitter: @pedrowestphalen

E-mail: dep.pedrowestphalen@camara.leg.br

– Pompeo de Mattos (PDT-RS)

Twitter: @PompeodeMattos

E-mail: dep.pompeodemattos@camara.leg.br

– Ronaldo Santini (PTB)

Twitter: @dep_santini

E-mail: dep.santini@camara.leg.br

– Ubiratan Sanderson (PSL)

Twitter: @DepSanderson

E-mail: dep.sanderson@camara.leg.br

Leia também:

▶ Fundeb: Rio Grande do Sul investe o mínimo legal na remuneração do Magistério
▶ Governo do RS deixou de investir R$ 2,6 bilhões em educação em 2019
▶ Precisamos falar sobre o Fundeb: razões para apoiar um fundo permanente e com mais recursos
▶ Novo Fundeb: saiba o que está em jogo
▶ ContraTurno: gestão democrática, pandemia e resistência no chão da escola
▶ Governo pede que escolas comprem EPIs com recursos que o Estado não repassa
▶ Escola se rebela contra imposições da Seduc e exige garantias para adotar salas virtuais

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Educadores(as) podem ser os mais afetados pela contaminação ao coronavírus caso escolas sejam reabertas. É o que aponta estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Chile e publicado na revista médica Clinical Infectious Diseases, editada em Oxford.

A pesquisa avaliou a prevalência de anticorpos para Covid-19 em um período de 8 a 10 semanas após surto da doença no colégio Saint George, de Santiago.

Mais afetados pelo surto, 16,6% dos trabalhadores(as) testaram positivo, em contraste com 9,9% dos estudantes. Entre os positivos, 82% dos educadores(as) relataram algum sintoma, frente a 60% dos estudantes.

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Alunos do ensino médio tiveram menor taxa de positividade em comparação com de outros níveis, e crianças menores tiveram maior risco de infecção.

De acordo com o estudo, as verdadeiras taxas de infecção podem ser ainda mais altas, já que nem todos que desenvolvem a doença apresentam uma resposta imune e é sensível à testagem.

Ao todo, 49% dos estudantes e 73% dos educadores(as) declararam a presença de um ou mais sintomas desde o início do surto (Figura 1).

 

Figura 1

A duração do período de circulação do vírus dentro da escola foi de no máximo 10 dias, do início do ano letivo até o fechamento da escola, no dia 13 de março. O vírus provavelmente continuou a circular nas famílias de indivíduos infectados. Contudo, uma investigação completa dos surtos intra-familiares não foi realizada.

No dia 6 de abril, 52 membros da comunidade escolar haviam contraído o coronavírus e houve uma morte associada. Os casos foram distribuídos da seguinte forma: 7 (13%) estudantes, 18 (35%) funcionários(as) e 27 (52%) pais.

O caso de morte era de um educador que trabalhou com a pré-escola e esteve presente em todas as reuniões de pais e professores(as).

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Nesse surto, o fechamento da escola ocorreu dois dias após a detecção dos dois primeiros casos e alguns dias após o início do ano letivo. Mesmo assim, casos recentemente detectados ocorreram principalmente após o fechamento da escola, com uma tendência decrescente entre equipe diretiva, professores(as) e funcionários(as) e um aumento de pais e alunos.

Taxa de infecção na comunidade escolar

Houve um número significativamente maior de educadores que testaram positivo na pré-escola comparado com os outros níveis. Os alunos positivos para anticorpos foram distribuídos em todos os níveis da escola (Figura 2), sendo menos comum em estudantes do ensino médio.

Figura 2

A porcentagem mediana de alunos positivos para anticorpos por sala de aula foi de 8,3%. Em 7 salas de aulas, mais de 25% dos alunos eram positivos para anticorpos, dos quais quatro tinham um professor primário que foi positivo em anticorpos.

Crianças positivas para anticorpos tiveram uma média de 1,8 contatos com um caso confirmado Covid-19, enquanto as crianças com anticorpos negativos tiveram 1,4 contatos.

O estudo ainda aponta que quanto maior o número de contatos, maior a probabilidade de a criança ter anticorpos positivos. O contato Covid-19 mais comum entre as crianças foi com suas professoras (21% vs. 12%), seguido por um familiar (11% vs. 2%), colega de classe (9% vs. 4%) ou cuidador doméstico (4% vs. 0,1%).

▶ Clique para acessar a íntegra do estudo

Escolas fechadas, vidas preservadas

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o Rio Grande do Sul registra 1.101 óbitos e 42.239 casos confirmados de Covid-19 até a noite desta quarta-feira (15).

Os números têm batido recordes consecutivos, indicando uma aceleração da curva.

O consenso científico não mudou desde o primeiro fechamento das escolas: isolamento social é a única forma de conter o avanço da doença.

Para o CPERS, a falta de testes, de recursos humanos e materiais, e de controle da curva, inviabilizam qualquer possibilidade de retorno às aulas presenciais em curto ou médio prazo.

Leia também:

▶Escolas fechadas, vidas preservadas. Artigo da presidente Helenir Aguiar Schürer
▶Pela vida dos gaúchos: Conselho Geral defende fechamento total das escolas do Estado
▶É preciso fechar completamente as escolas do RS enquanto há tempo
▶ Sociedade de Infectologia do RS emite alerta sobre gravidade da pandemia
▶ Em audiência com deputados e Seduc, CPERS reforça que não há segurança para voltar às aulas presenciais

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Após dois adiamentos, a reunião entre a direção do CPERS e a Secretaria da Educação – em continuidade à audiência do dia 2 deste mês -, ocorreu na manhã desta quarta-feira (15).

Em pauta, pendências do último encontro, novas preocupações e demandas que emergem do período conturbado da pandemia.

Sem Faisal Karam, a reunião contou com a presença da secretária-adjunta, Ivana Flores, a diretora Cleusa Flesch e o coordenador do Centro de Gestão e Inovação, Silvio Zomer.

Desconto de greve 

Tônica dos debates e uma das principais reivindicações desde o fim da greve histórica da categoria, a recomposição dos pontos cortados voltou à pauta.

Na última audiência, Faisal Karam afirmou que uma solução esbarrava no agravamento da crise financeira decorrente da pandemia.

No entanto, diante da informação de que o CPERS retiraria a ação da Justiça no caso de recomposição dos valores, disse que levaria o assunto novamente ao governo.

Ivana informou que a solicitação foi encaminhada à pasta que está no centro da gestão: a Secretaria de Governança e Gestão Estratégica (SGGE), cujo titular é Claudio Gastal.

Outro ofício enviado à Secretaria inclui a reivindicação do CPERS por reajuste para os funcionários(as) de escola.

Ambos ainda carecem de retorno e o Sindicato deve convocar a categoria a intensificar a pressão pelo justo pagamento dos dias recuperados.

Caos no contracheque

Além dos ataques a direitos e o confisco salarial, as mudanças na apresentação dos valores e rubricas no contracheque têm causado imensa confusão na categoria, que sequer consegue compreender o próprio salário.

Após inúmeros pedidos de esclarecimento por parte do CPERS, uma reunião será realizada nesta sexta-feira (17) com técnicos da Fazenda especificamente para tratar do problemas e tirar dúvidas.

Docência exclusiva, penosidade e GDs 

Em maio, quando da primeira reunião entre direção e governo desde a suspensão das aulas presenciais, a direção cobrou a devolução do adicional de penosidade, que fora subtraído dos profissionais que trabalham em presídios, como no caso dos Neejas comunitários.

O tema voltou à pauta hoje e a Secretaria deu um retorno positivo, afirmando que as correções estão sendo efetuadas.

De fato, no Diário Oficial desta quarta, foi publicada uma portaria que efetiva a devolução – retroativa a março – do adicional aos educadores(as) dos presídios de Frederico Westphalen e Palmeira das Missões.

A mesma portaria traz o reenquadramento de alguns servidores(as) ao adicional de Docência Exclusiva, que substituiu a Unidocência. A direção do CPERS levou a demanda de educadores(as) que haviam perdido a vantagem de forma indevida.

De acordo com Cleusa Flesch, a Secretaria está trabalhando para regularizar a situação ainda na próxima folha.

Por fim, o Sindicato reivindicou a concessão de GDs às vice-direções que assumiram o papel de direção nas escolas durante o período, já que a eleição de diretores não poderá ocorrer no prazo previsto devido à pandemia.

Segundo a Seduc, o problema será equacionado e mais de 100 educadores(as) passarão a perceber a gratificação a partir da publicação da portaria, o que deve ocorrer até a próxima semana.

Pedidos de aposentadoria

O ponto de maior controvérsia da reunião se deve ao atraso na publicação de aposentadorias, outro problema que se arrasta e motivou diversos pedidos de providência.

Há educadores(as) que ingressaram com o pedido de aposentadoria em outubro passado e ainda não conseguiram sequer entrar em Licença Aguardando Aposentadoria (LAA).

De acordo com Ivana e Cleusa, o problema se deve a um conjunto de dificuldades: estrutura deficitária do IPE, a impossibilidade de fazer encaminhamentos presenciais durante a pandemia e, em especial, um impasse legal que poderia resultar em perdas de direitos na incorporação.

A Seduc afirma que vai, antes, assegurar junto à PGE e ao IPE que não haja prejuízo para os educadores(as) para então publicar a aposentadoria.

A direção do CPERS exigiu que o governo encontre formas de ao menos prover a licença para aqueles que aguardam há meses. O Sindicato deve protocolar o pedido.

Pacote de dados de Internet, privacidade e aulas remotas

De acordo com Silvio Zomer, o acesso à Internet “patrocinada” para os educadores(as) já deve estar disponível a partir da próxima semana. O edital foi finalizado na última sexta-feira e as quatro operadoras de telefonia se credenciaram.

O pacote mínimo para cada professor(a) será de 50 mega. Já para os alunos, “ainda será estudada a média necessária.”

A direção do CPERS colocou na mesa preocupações da base relacionadas à privacidade, segurança de dados e exposição da imagem dos educadores(as), que estariam sendo obrigados a gravar vídeos.

A imposição tem gerado constrangimento e colocado profissionais em situações embaraçosas, muitas vezes os tornando alvo de brincadeiras e chacota por parte de alunos.

De acordo com Silvio, no entanto, nenhum professor(a) pode ser obrigado a realizar gravações, e pode optar por qualquer uma das ferramentas disponibilizadas em suas aulas.

A pedido do CPERS, a orientação deve ser enviada às CREs de forma a tranquilizar a categoria, que trabalha sob enorme pressão e se sente cobrada a mostrar resultados nas novas plataformas.

Embora sem apresentar os termos de cooperação com a Google ou explicar a origem da parceria, Ivana e Silvio também defenderam a segurança da ferramenta e a proteção dos dados dos usuários(as).

Garantias para contratados(as)

Por fim, a presidente Helenir Aguiar Schürer questionou a secretária-adjunta sobre a política do governo para os contratos emergenciais.

“Há uma preocupação por conta da pandemia, um medo justificado pelas demissões de profissionais em licença-saúde no passado recente. Nós defendemos a manutenção de todos os empregos. O que a Seduc está pensando em fazer?”, indagou.

Ivana assegurou que não há qualquer intenção de demitir contratados(as) e que a Secretaria está, pelo contrário, admitindo novos quadros.

Segundo ela, eventuais dispensas podem ocorrer apenas se o trabalhador(a) não for localizado e não procurar a sua CRE durante o período de isolamento social.

Além da reunião com a Fazenda nesta sexta, outra audiência com a Seduc ficou agendada para a próxima quarta-feira. Em pauta, o funcionamento dos COEs (Centros de Operação de Emergência em Educação) e maiores esclarecimentos a respeito do sistema de distanciamento controlado.

Não há, ainda, qualquer nova projeção para a volta às aulas presenciais.

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