Na manhã desta terça-feira (8), o Departamento Administrativo do CPERS realizou reunião online com os funcionários do Sindicato. O encontro reuniu quase 100 participantes.

A coordenadora do departamento, Sandra Terezinha Régio destacou que a luta nunca parou e valorizou o papel dos funcionários neste período de intensas dificuldades.

“Estamos enfrentando um inimigo invisível, e o momento pede que nos cuidemos. Mas mesmo nesse momento a direção central continua lutando, nossa luta não parou. E são vocês, nossos funcionários a nossa base, quem carregam o sindicato”, afirmou.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, também saudou os presentes.

“Vamos manter esse chama acesa com esses encontros, já que não podemos fazer a nossa aglomeração. Que possamos aproveitar esse tempo com a família e continuar se cuidado. Agradeço a todos aqui presentes, porque sem vocês a nossa luta não vai para frente. Nós continuamos na luta, a luta nunca parou”, observou.

A secretária-geral do Sindicato, Candida Beatriz Rossetto, lembrou que os governos federal e estadual aprofundaram os ataques durante a pandemia, se aproveitando da dificuldade de mobilização presencial.

“Quantos ataques estamos sofrendo e ainda vamos sofrer por conta da conjuntura que se acena. Mas essa grande equipe de funcionários que temos vão dar conta desse momento histórico que enfrentamos”, concluiu.

Saúde mental em tempos de pandemia

O psicólogo Leandro Inácio Walter abordou o assunto “Saúde mental em tempos de pandemia”, trazendo para os trabalhadores dicas de como lidar com esse momento tão novo para todos.

Walter chamou atenção para as pessoas que não estão levando a pandemia tão a sério como deveria.

“No último feriado, quantas pessoas saíram, viajaram e será que se cuidaram realmente? Enquanto não tivermos a vacina, temos que usar equipamentos os quais protegem o coletivo, como o uso de máscaras, lavar as mãos e uso do álcool em gel”, destacou.

O psicólogo destaca que o novo momento que estamos enfrentando pode desencadear diversos medos e sentimentos que colocam em risco nossa integridade psíquica.

“Tudo isso pode nos levar a diversos medos: o de perder quem amamos, perder emprego, ficar doente, perder a vida social, ser separado dos entes queridos, não ter um suporte financeiro, o de passar Covid…”

“Podemos ter irritabilidade, angustia, solidão, sentimento de desamparo, distúrbios de apetite, distúrbio de sono, conflitos interpessoais, medo de morrer. Temos que estar atentos à duração desses sentimentos”, destacou.

“Não precisamos ficar distantes das pessoas com as quais temos convivência diária. Podemos utilizar as tecnologias para manter esses laços de afeto nesse momento de pandemia”, frisou.

O psicólogo ressaltou que esse período de volta ao trabalho é marcado pela preocupação com a biossegurança.

“Falavam que haveria uma imunidade com as pessoas que se infectaram, e isso não se confirmou, pois, as pessoas estão se reinfectando novamente. Somente com a vacina teremos essa segurança”, concluiu.

O psicólogo deixou o Guia SESI de Saúde Mental em tempos de COVID-19 para acesso de todos. Veja aqui.

Música online alegra os funcionários

Os participantes tiveram uma surpresa durante a reunião, o motorista da sede, Douglas Rodrigues, e a esposa Barbara Salvador, alegraram e emocionaram a todos interpretando duas músicas: Trem Bala, de Ana Vilela e O que é, O que é?, de Gonzaguinha.

A diretora Sandra destacou que os funcionários continuarão em isolamento, trabalhando de home office.

“Continuem trabalhando nas suas casas, sempre que necessitamos estaremos chamando. Estamos assegurando todos os direitos dos nossos funcionários. Quero agradecer a todos pelo excelente trabalho e a comunicação do CPERS que vem se aperfeiçoando cada vez mais nas nossas redes. A comunicação é a nossa ponte para a comunicação com os nossos sócios. ”

Sandra também ressaltou a importância de alguma atividade física nesse momento de pandemia. “Dá para dançar, caminhar, correr, fazer ginastica. O importante é a qualidade de vida que a atividade física nos traz”, concluiu.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer fez o fechamento do encontro virtual ressaltando a importância dos funcionários para o sindicato.

“Não temos ainda data de retorno. Apesar do governo falar que as aulas voltam dia 13 de outubro, não temos nada certo ainda. Vocês devem continuar em home office, e sabemos que mesmo de casa estão trabalhando muito. Esperamos que tudo isso passe logo, e que venha a vacina, que só assim estaremos realmente protegidos. Vocês são muito importantes, vocês que fazem que o CPERS continue.  Logo, logo estaremos juntos novamente”, concluiu.

Também participaram do encontro o tesoureiro do Cpers, Mauro Calliari e as diretoras Alda Bastos Souza, Rosane Zan, Sônia Solange Vianna, Vera Maria Lessês.

 

 

 

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Os riscos do coronavírus e o confisco dos aposentados nortearam o debate desta sexta-feira (21) com educadores(as) de Cachoeira do Sul () e Cerro Largo (36°).

Cerca de 60 professores(as) e funcionários(as) participaram do encontro, promovido pelo Departamento de Aposentados(as) do CPERS. 

Antes de iniciar a reunião, a diretora do Departamento, Glaci Weber, homenageou Marlu Simões, integrante grupo de aposentadas Sempre Ativas, que faleceu na última quinta-feira (3).

“Ela sempre participou das nossas mobilizações. Mesmo no hospital, acompanhava as atividades online do Sindicato. Marlu, presente!”, disse Glaci, que também pediu uma salva de palmas em reconhecimento ao trabalho de Marlu junto ao CPERS. 

Desde o início da pandemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros órgãos oficiais destacaram a importância dos cuidados especiais para pessoas que fazem parte do grupo de risco.

A precaução deve ser redobrada, pois idosos têm mais chances de desenvolver a forma mais grave da Covid-19.

“Nessa pandemia, sabemos que somos a grande maioria grupo de risco e não podemos estar esquecidos. A cada mês que fecha damos graças a Deus por termos sobrevivido com vida e saúde”, pontuou a representante estadual dos aposentados, Dina Marilu Machado Almeida.

Sobre o confisco dos aposentados, Selene Michelin, Secretária de Aposentados(as) e Assuntos Previdenciários da CNTE, afirmou que acompanhou com muita angústia as reformas a nível federal e estadual.

“Pensávamos que tínhamos uma grande tranquilidade por sermos aposentados. Foi um momento muito triste para nós, que lutamos a vida inteira, sermos atacados agora” disse. 

Ela também destacou que a luta não pode parar. É necessário ter unidade para evitar novos ataques: “A luta continua. Aposentados sim, inativos jamais, educadores na luta sempre!” concluiu.

O advogado da assessoria jurídica do CPERS, Marcelo Fagundes, explicou que as mudanças na aposentadoria iniciaram no governo Bolsonaro, com a aprovação PEC 103. 

Logo depois, Eduardo Leite entrou com a reforma da previdência estadual na Assembleia Legislativa, criando uma tabela progressiva de desconto previdenciário para os aposentados.

“Esse dinheiro está fazendo muita falta. Temos atendido aposentados que estão sem dinheiro para comprar remédios. Isso é muito grave”, asseverou o advogado.

O CPERS preparou um vídeo explicativo com a assessoria jurídica sobre os principais pontos do desconto previdenciário para educadores aposentados(as).

O Sindicato também ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn), junto com a União Gaúcha dos Servidores Públicos, a Ajuris e outros sindicatos, e ganhou a liminar no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ/RS). Mas o governo foi até o Supremo Tribunal Federal (STF), cassando-a.

Mesmo com a decisão, o STF ainda deve analisar o mérito da ADIn, interposta pelo escritório do ex-ministro Ayres Britto. O processo continua tramitando tanto no TJ/RS quanto no STF e aguarda julgamento.

“Não aceitamos esse desconto previdenciário de maneira alguma. Queremos que isso seja resolvido o mais rápido possível”, disse o advogado Marcelo.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schurer, destacou que, por ser um ano de eleição, é necessário observar quem são os candidatos que estão do lado da educação. A consciência política é essencial para fazer a luta.

Helenir também pontuou que na última semana, o Conselho Geral do CPERS aprovou a adesão à campanha nacional pelo Fora Bolsonaro e seu governo. 

“São diversos motivos, mas eu quero destacar que, primeiro, esse governo aprovou a Emenda Constitucional 103, que taxou os aposentados. Recentemente votou o congelamento dos nossos salários por até dois anos e agora apresenta uma Reforma Administrativa que quer acabar com a estabilidade dos servidores”, disse Helenir.

A dirigente ressaltou ainda que a política estadual caminha de mãos dadas à política nacional. 

“Nós temos um governador que segue a mesma linha do Bolsonaro. Leite aprovou aqui a taxação dos aposentados e agora apresentou uma Reforma Tributária que não fala em taxar as grandes fortunas, mas sim em tirar os incentivos fiscais de serviços básicos. Vai aumentar a cesta básica, a gasolina, o gás de cozinha, atingindo de forma cruel as pessoas mais vulneráveis no nosso estado”. 

Confira, abaixo, outros pontos debatidos na reunião.

O Novo Fundeb e os aposentados(as) 

Um dos pontos altos do debate foi a aprovação do Fundeb. Com o novo Fundo, o Estado disporá de mais recursos, o que significa que sobrará dinheiro em outras fontes para o pagamento dos aposentados(as). 

Na legislação atual, os recursos do Fundeb não podem ser utilizados para pagar aposentados(as). No Rio Grande do Sul, descumpre-se a Lei há anos. Na prática, nada mudou em relação a isso com o novo Fundo. 

A luta do Fundeb é por uma educação de qualidade e mais igualitária no território nacional. É dever do Estado pagar os aposentados(as) independente do Fundo.

Voltas às aulas

Nesta semana, o governador Eduardo Leite (PSDB) apresentou à Famurs uma nova proposta de retomada das aulas presenciais.

Servindo a interesses de grupos privados e contrariando o consenso científico e a opinião da comunidade escolar, o governo pretende reabrir escolas começando pela educação infantil.

“Precisamos que as escolas se mantenham fechadas. São vidas que estão em jogo e elas estão acima do lucro”, pontuou a diretora do Departamento de Educação, Rosane Zan.

Rosane destacou que faltam profissionais, falta estrutura física, falta treinamento, faltam testes e falta segurança. Por isso, não há a menor possibilidade de retomar as aulas presenciais.

“Uma pesquisa em Harvard constatou que crianças carregam uma carga viral muito mais alta que pensávamos. Idosos terão contato com essas crianças, tornando as escolas em polos disseminadores do vírus”, asseverou Rosane.

Para Jucemar Gonçalves da Costa, diretor de Cachoeira do Sul (), é irresponsável o governo Eduardo Leite (PSDB) retomar as aulas em um dos momentos mais críticos da pandemia. 

“O governo quer forçar um retorno quando o estado está em uma curva ascendente. Temos casos de professores e funcionários infectados com o vírus.  Aqui em Cachoeira, o prefeito disse que não concorda com esse retorno. É muito cedo para isso”, expôs. 

IPE Saúde

Antes de explanar sobre as informações de atendimento do IPE Saúde, a diretora do Departamento da Saúde do Trabalhador, Vera Lesses, denunciou que a autarquia está fora da lei.

“Embora todas as entidades tenham escolhido os seus representantes, o IPE Saúde está sem Conselho de Administração, o que é ilegal”, afirmou.

Durante a pandemia, as consultas pelo IPE Saúde estão sendo realizadas por telemedicina no site da entidade, sem custo adicional. Se houver necessidade, os profissionais também atendem presencialmente.

Médicos não podem fazer cobranças de serviços por fora. Denúncias devem ser encaminhadas aos núcleos ou assessoria jurídica do CPERS.

Já os exames de detecção para Covid-19 são válidos apenas para solicitações por médicos credenciados e em casos de internação hospitalar, tratamento ambulatorial ou pronto atendimento.

Também é solicitado que cada segurado e dependente atualize seus dados online, informando o número de celular e e-mail para evitar fraudes. Com a medida, o usuário é notificado a cada consulta médica. 

Ainda vale ressaltar que, por um equívoco da PROSSERGS, o desconto do reajuste do Plano de Assistência Médica Complementar (PAC) e do Plano de Assistência Médica Suplementar (Pames) não foi efetuado. Usuários com margem não foram descontados em maio e tiveram o valor dobrado no mês seguinte. Os demais, podem ter o desconto parcelado para os próximos meses.

O IPE Saúde disponibilizou uma cartilha que reúne as principais informações de interesse dos usuários, com tópicos, ilustrações e links que direcionam diretamente para o local adequado no site. Confira aqui o material.

Aposentados(as) sim, inativos jamais!

Além de articular a luta, debater direitos e levar informações a todos os núcleos do Sindicato em meio à pandemia, os encontros também promovem uma troca cultural.

Aposentados(as) têm a chance de compartilhar seus talentos artísticos, estabelecendo novas formas de fazer a luta.

Bia Mazuim, declamou um poema do irmão dela, Robson Soares, sobre os aposentados e cantou uma música que aprendeu especialmente para o encontro.

Já as irmãs Terezinha e Clara Madruga, do núcleo de Santiago (29º), brindaram a tarde com a interpretação da música “Meu primeiro amor”, de Bruno e Marrone.

 “É muito importante esse encontro e essa luta com os aposentados. Terezinha e Clara são duas colegas que vieram de uma formação de luta. É uma alegria participar dessa reunião”, destacou Leandro Wesz Parise, diretor de Santiago (29°).

 

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“Para nós aqui, é algo já decidido!”

Essa foi a declaração do Secretário da Educação, Faisal Karam, em audiência pública realizada na manhã desta sexta-feira (4).

A reunião foi convocada, a pedido do CPERS, pelas comissões de Segurança e Serviços Públicos e de Educação, da Assembleia Legislativa, para tratar o fechamento da EEEF Estado do Rio Grande do Sul, de Porto Alegre.

A Secretaria de Educação (Seduc) arrombou a escola, na última quinta-feira (3), forçando a mudança da instituição e atropelando a posição da direção, dos trabalhadores(as), dos pais e dos alunos.

Durante a audiência, o Secretário justificou a iniciativa alegando a baixa quantidade de alunos e a falta de estrutura da escola.

Mas, Karam desconsidera os 57 anos de história da instituição e o seu papel social reconhecido pela qualidade do ensino a alunos do Fundamental e do EJA.

A Seduc pretende disponibilizar o prédio à Fundação de Assistencia Social e Cidadania (FASC) para atendimento de pessoas em situações de rua em meio à pandemia e impõe a mudança da escola para a EEEF Leopolda Barnewitz, na Cidade Baixa.

Assim como no ato realizado no dia 24 de agosto, a comunidade escolar resiste. Professores(as), funcionários(as), pais e alunos(as) participaram em massa da audiência.

A deputada Sofia Cavedon, presidente da Comissão de Educação, declarou que as comissões estarão ao lado da escola na luta pelo não fechamento. 

“Essa audiência é para responder ao pedido de socorro de vocês. Participei do ato com mães e pais que relataram emocionados o respeito e o carinho que tem pela escola. Nós estamos aqui para resistir contra o fechamento”. 

O CPERS acompanha o movimento da comunidade e repudia o realojamento dos educadores(as) e dos alunos para a escola Profª. Leopolda Barnewitz. O 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, ressalta que o Sindicato foi procurado pela comunidade que estava apavorada com os desmandos do governo. 

“Pedimos respeito aos profissionais e aos pais que elegeram essa escola para receber seus filhos. Essa é a única escola do centro que possui EJA de ensino fundamental. Ela recebe alunos de toda a cidade e até da região metropolitana. Em meio a uma pandemia que já apresenta grandes dificuldades para o ensino, como vamos abalar emocionalmente essas crianças que tem a escola como referência?”

A diretora da Rio Grande do Sul, Elisa Santanna, também demonstrou preocupação com o bem-estar dos alunos(as) em decorrência da mudança de endereço. 

“Desde o início nós avisamos a Seduc que a comunidade é contrária a mudança. Nossos alunos são crianças, como eles vão atravessar uma perimetral para chegar a nova escola?”

Elisa ainda complementa: “Nós protocolamos uma ata, o Conselho Escolar se posicionou contrário ao fechamento e para minha surpresa, ontem a tarde, uma vizinha da escola me ligou para avisar que a secretaria arrombou o prédio e retirou materiais e documentos da escola sem a nossa concessão”. 

O secretário Karam, que participou somente do início da reunião e se retirou após a sua fala, surpreendeu a todos com as suas declarações. 

Primeiramente, ele rebateu as informações passadas pela escola de que a mesma possui mais de 300 alunos matriculados, segundo o secretário são somente 249, o que representa uma baixa média de alunos por turma, o que explicaria a divisão de espaço com outra instituição. 

Ele ainda justificou a invasão do prédio por uma “falta de vontade” da diretora em colaborar com a Seduc. 

“A diretora, que diz estar doente, poderia ter passado essa responsabilidade para o vice-diretor, temos registro que ela se negou a entregar a chave, por isso tomamos a decisão de fazer essa mudança no dia ontem. Talvez não tenha sido da forma mais tranquila, mas foi preciso”. 

Faisal ainda finalizou: “É uma questão de aproveitamento de espaço físico. A gente esta a disposição para conversar com vocês, mas essa é a posição da secretaria”. 

Ao fim da sua fala a deputada Sofia Cavedon ainda tentou retomar o diálogo ao questionar  o secretário se a Seduc estava negando retomar a negociação com a escola, ao que o mesmo respondeu o absurdo já reproduzido no início do nosso texto, “Para nós aqui, é algo já decidido!”. 

Após a interdição do secretário, a diretora Elisa relembrou que os problemas estruturais da escola, apresentados por ele, foram todos resolvidos pela própria comunidade. 

“Não temos nenhuma sala interditada, nós mesmos reformamos a sala para começar o ano letivo funcionando, a comunidade escolar através de parcerias reformou a biblioteca e pintou a fachada, o processo de reforma que existe poderia ser feito com a escola lá dentro. E lembro também ao secretário, que no número de alunos apresentado, ele não considerou o EJA”. 

O vice-diretor da escola, Pablo Kmohan, clamou emocionado pela compreensão da mantenedora e relembrou que a Rio Grande do Sul é muita mais do que só um espaço físico. 

“A direção não entregou a chave somos  responsáveis pelo prédio, fomos eleitos pela comunidade para defender as suas decisões, e eles decidiram que são contrários ao fechamento. Peço que o Leite e o Faisal coloquem a mão na consciência. Vocês estão fechando a única escola gaúcha que tem o nome e a bandeira do estado, que foi fundada pelo Brizola, que tem uma importância histórica. Por favor, revejam as suas decisões, são famílias já impactadas pela pandemia, não é só um prédio, são vidas que estão ali”. 

Para Bianca Garbelini, mãe de aluna da Escola Rio Grande do Sul, a invasão demonstra que a preocupação da Seduc não está na segurança dos alunos. 

“A nossa escola não é só um prédio e as nossas crianças não são apenas números, o que aconteceu ontem foi um ato fascista, um ato antidemocrático, não tem como não se indignar com o que aconteceu. A gente não sabe nem onde está o registro dos nossos filhos”. 

Bianca ainda se emocionou ao falar da tristeza da filha nesses períodos de pandemia e de distanciamento da escola. 

“Essa é uma escola com um histórico de inclusão. A minha filha tem deficiência e ela ama a escola dela, ela ama os professores, os diretores, os colegas, ela gosta do prédio. Agora, durante a pandemia às vezes ela pede para ir lá e matar a saudade. É criminoso o que o governo fez ontem. A comunidade escolar não vai se conformar, a escola é do povo e o estado serve para servir ao povo e não o contrário, nós não vamos aceitar, nós vamos lutar pela nossa escola ate o fim”.

Cândida Rossetto, secretária-geral do CPERS, declarou estar perplexa com a situação e conclamou a comunidade da Rio Grande do Sul para a resistência. 

“Qual o compromisso real desse governo pela educação pública? Precisamos tirar aqui quem são os responsáveis pelo que aconteceu ontem. Essa invasão é simbolo do autoritarismo do governo Eduardo Leite. Nesse momento, defender a escola Rio Grande do Sul, é defender a escola pública estadual”.

Durante a audiência, a ex-aluna da escola Rio Grande do Sul e educadora, Atena Roveda fez um comunicado importante. “Estamos ocupando a escola! Esse espaço é nosso e não tem quem diga o contrário, vamos permanecer aqui até governo retroceder da decisão”.

A presidente do CPERS, Helenir Aguir Schürer,  ofereceu o apoio do Sindicato aos movimentos de resistência da comunidade da Rio Grande do Sul.

“Vamos apoiar a ocupação porque o governo não cumpre o seu papel ao arrombar uma escola, contrariando a comunidade escolar. Essa luta é de toda a educação e todo o povo gaúcho”.

Ao fim da audiência, o deputado Jeferson Fernandes, presidente da Comissão de Segurança e Serviços Públicos, garantiu que o caso do arrombamento será registrado  na delegacia de polícia. 

“E se desaparecer material da vida dos alunos, materiais que são utilizados na escola, quem vai se responsabilizar? Vamos levar o caso a polícia, ao Ministério Público e ao Ministério Público de Contas, porque se essa moda de arrombar escola para forçar seu fechamento pegar, a educação pública estará em risco”.

Sofia Cavedon também reforçou que a Comissão de Educação já fez uma denúncia oficial ao Ministério Público e que vão solicitar a imediata retomada da gestão da escola pela direção. 

O CPERS também reforça que a atitude da Seduc é totalmente contrária ao papel do Estado, que seria abrir escolas, fazer a busca ativa dos estudantes, prover recursos financeiros para resolver os problemas, e especialmente, respeitar a gestão democrática. 

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O CPERS lamenta profundamente o falecimento da educadora Marlu Carvalho Simões, que após muita luta faleceu na noite de ontem.

Com 44 anos de magistério era conhecida por sua dedicação e alegria. Iniciou sua carreira aos 16 anos como professora alfabetizadora.

Em sua trajetória ajudou a estruturar o colégio de ensino fundamental em Santa Maria e,  em Porto Alegre, auxiliou na montagem da Escola Caldas Júnior, no bairro Partenon. Também teve participação importante na efetivação da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em escolas da capital.

Foi conselheira no Conselho Estadual de Educação (CEEd) e supervisora pedagógica do Colégio Protásio Alves, onde se aposentou.

Sócia do CPERS desde 1976, após sua aposentadoria continuou associada ao sindicato e participando ativamente das lutas da categoria, além de integrar o grupo de aposentadas Sempre Ativas. Mesmo hospitalizada, não deixava de participar das reuniões on-line.

Professora dedicada, amiga fiel, mãe e avó amorosa. Guerreira incansável, que deixará saudades em cada um que conviveu com ela.

Nossa solidariedade à família e aos amigos.

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Nesta semana, Eduardo Leite (PSDB) apresentou à Famurs uma nova proposta de retomada das aulas presenciais. Conversamos com educadores(as) que, ao contrário do governador, conhecem a realidade do chão da escola para debater as condições reais de retorno.

Nós, nossos estudantes e familiares não seremos cobaias da tentativa de normalizar a morte e terceirizar a responsabilidade do Estado aos trabalhadores(as) da educação. #EscolasFechadasVidasPreservadas!

Ouça o 6º episódio do ContraTurno e siga na sua plataforma favorita:


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Episódios anteriores:

▶  5° episódio: #AprovaFundeb: o que está em jogo?

▶  4° episódio: A gestão democrática como instrumento de resistência na pandemia

▶ 3° episódio: Greve e castigo: o calote de Eduardo Leite nos educadores gaúchos

▶ 2º episódio: Eduardo Leite e o confisco dos aposentados

▶ 1º episódio: Enem, pandemia e desigualdade

Leia mais:

▶️ CPERS protocola requerimento no Ministério Público contra reabertura de escolas
▶️ Covid-19 já chegou a mais de 140 escolas estaduais
▶️ Conselho de Direitos Humanos recomenda que aulas presenciais não sejam retomadas no RS
▶️ Em Manaus, 342 professores testam positivo 15 dias após retorno às aulas
▶️ Volta às aulas: Eduardo Leite (PSDB) cedeu à pressão, mas não à sensatez
▶️ Lutamos hoje contra o luto amanhã: protestos no estado marcam posição por escolas fechadas
▶️ Com 280 casos em 24h, Coreia do Sul volta a fechar escolas para conter Covid-19
▶️ Para 86% da comunidade escolar, vacina é pré-requisito para volta às aulas presenciais

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O 10° Encontro Virtual dos Funcionários(as) de Escola do CPERS reuniu, nesta quinta-feira (3), quase 90 educadores(as) das regiões de Três de Maio (35° Núcleo), Santa Rosa (10° Núcleo) e Santo Ângelo (9° Núcleo). 

Volta às aulas, pandemia, alterações com as reformas de Eduardo Leite (PSDB) e a conjuntura estadual e federal foram alguns dos temas debatidos.

Sônia Solange Viana, diretora do Departamento de Funcionários(as) de Escola do CPERS, que promove o encontro, abriu os trabalhos destacando o debate sobre a volta às aulas. 

“O nosso governador segue a mesma linha genocida do presidente e transfere a responsabilidade do reinício das aulas para as direções das escolas. Inclusive, a fala do secretário Faisal no Jornal do Almoço desta quinta foi muito dura. Ele foi extremamente desonesto dizendo que pessoas não se infectaram dentro das escolas, queremos ouvir vocês e provar que isso é uma inverdade”. 

A diretora ainda destacou que em pesquisa realizada pelo CPERS, foi identificado contágio em 142 escolas, uma delas chega a somar seis casos de contaminação. 

Para a diretora do 10° Núcleo (Santa Rosa), Glaci Krann, encontros como o de hoje possibilitam o aprofundamento de outros temas, como a importância da atividade sindical. 

“Eu queria fazer uma reflexão aqui, o que é um sindicato? Essa é uma das maiores ferramentas que os trabalhadores possuem.  A pandemia veio para nos mostrar que justiça social só se faz quando essa mão de obra é valorizada”. 

Maria Celeste Ramos Paiva, diretora do 9° Núcleo (Santo Ângelo), ressaltou a importância dos encontros virtuais para a luta dos funcionários(as) das escolas estaduais.

“Diante dessa pandemia é importante essa preocupação do CPERS de estar realizando os encontros, mesmo que virtuais. A gente sabe das angústias dos nossos colegas, são seis anos de salários atrasados, parcelados e agora essa ameaça de retorno das aulas. Só quem está no chão da escola sabe do sofrimento dos funcionários de escola”. 

O 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, que também integra o Departamento de Funcionários(as) de Escola, salientou que o Sindicato vem lutando pelo fechamento total das escolas e a segurança dos servidores desde o anúncio do primeiro decreto da pandemia. 

“Estamos nessa luta para fechar as escolas desde o início do isolamento social porque sempre tivemos certeza de que todas as vidas deviam ser preservadas. Temos relatos de muitos casos de Covid nas escolas, principalmente nas equipes diretivas e nos funcionários que estão na linha de frente”. 

Candida Rossetto, secretária-geral do CPERS, falou da importância de manter a luta mesmo durante a pandemia. 

“Precisamos aproveitar encontros como o de hoje para que a gente faça a discussão para transformar o conhecimento em indignação e luta, para assim enfrentarmos esses governos que retiram os nossos direitos”.

O diretor do Departamento de Formação Política e Sindical, Cássio Ritter, frisou a importância dos funcionários(as) de escola. 

“Aqui não tem tia da limpeza ou da merenda, aqui tem servidores públicos. Essa não é uma subcategoria, sem funcionários uma escola não funciona”. 

Volta às Aulas 

Tema central do encontro e do atual debate da categoria, a proposta de retorno das aulas presenciais despertou grande preocupação, principalmente dos funcionários que estão na linha de frente nas escolas e sem a devida proteção. 

A funcionária Mara Cavalheiro, em meio as lágrimas, fez um relato emocionado expondo o seu medo e a situação da sua escola. 

“Nós não recebemos material, o álcool gel que uso sou eu que levo. A nossa escola tem quase 500 alunos só no turno da manhã, poucos funcionários, vários com mais de 60 anos, nós não temos condições de retornar enquanto não tiver uma vacina. O governo do estado não tem condições de nos apresentar segurança. Eu estou indo para os plantões, mas vou morrendo de medo!” 

Mara ainda ressaltou: “A nossa escola tem sempre um número grande de alunos e pais entregando material, sem luva, sem nenhuma segurança. A CRE mandando funcionário indo limpar a escola fechada. Eu tenho um filho e uma irmã do grupo de risco que moram comigo, como vou voltar para a escola?”

Em meio a outros relatos como o de Mara, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, apresentou as ações do Sindicato sobre o tema. 

“Essa semana protocolamos um requerimento no Ministério Público contra a reabertura das escolas. Nós vamos seguir pressionando para que as aulas só voltem quando tiver uma queda da contaminação, quando todas as escolas dispuserem de EPIs e quando o governo disponibilizar testagem em massa e vacina”. 

Na próxima semana, o Sindicato pretende iniciar uma série de plenárias virtuais em todos os núcleos do estado, para discutir com a categoria qual a estratégia de luta para o período. 

O advogado Marcelo Fagundes, representando a assessoria jurídica do CPERS, explicou o requerimento que foi apresentado no Ministério Público. 

“Nós fizemos um pedido no MP que é quem tem a legitimidade para garantir os interesses de todos da escola, equipe diretiva, professores, funcionários, pais e alunos. Alguém tem que responder pela segurança das pessoas”. 

Marcelo ainda destacou: “Aqui no Rio Grande do Sul, os prefeitos estão dizendo que não vão voltar porque não tem recurso para garantir a segurança. Nós temos que discutir isso no chão da escola que é quem conhece a realidade”. 

O diretor do Departamento de Juventude do CPERS, Daniel Damiani, apontou a importância da mobilização das escolas para evitar o retorno. 

“A pesquisa que o CPERS fez quer traduzir o que a gente está vendo. Pedimos para que vocês se reúnam nas escolas, tirem um posicionamento dizendo que a comunidade não quer voltar, levem aos vereadores, precisamos de união para aumentar a pressão e evitar um massacre nas nossas escolas”.

Conjuntura Estadual e Federal

A presidente Helenir, explanou sobre o momento atual nas políticas estaduais e federais.  

Ela destacou que o Conselho Geral do CPERS aprovou a adesão à campanha nacional pelo Fora Bolsonaro e seu governo. Algumas pessoas questionam por que o Sindicato está nessa batalha e a presidente explicou. 

“São diversos motivos, mas eu quero destacar que, primeiro, esse governo aprovou a Emenda Constitucional 103, que taxou os aposentados. Recentemente votou o congelamento dos nossos salários por até dois anos e agora apresenta uma Reforma Administrativa que quer acabar com a estabilidade dos servidores. Por isso não podemos temer e devemos todos nos somar na luta pelo Fora Bolsonaro!”

A dirigente também ressaltou que a política estadual caminha de mãos dadas à política nacional. 

“Nós temos um governador que segue a mesma linha do Bolsonaro. Leite aprovou aqui a taxação dos aposentados e agora apresentou uma Reforma Tributária que não fala em taxar as grandes fortunas, mas sim em tirar os incentivos fiscais de serviços básicos. Vai aumentar a cesta básica, a gasolina, o gás de cozinha, atingindo de forma cruel as pessoas mais vulneráveis no nosso estado”. 

Informes IPE Saúde

A diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador(a), Vera Lessês, ficou responsável por apresentar as informações referentes ao atendimento e as mudanças no IPE Saúde durante a pandemia. 

Vera destacou a constante luta do CPERS contra a política de desmonte da entidade iniciada no governo Sartori (MDB) e continuada por Leite (PSDB).

“O IPE Saúde, nos moldes que ele se apresenta hoje, é resultado de muita luta para que ele não seja totalmente sucateado”. 

Dentre os principais pontos apresentados pela diretora estão os atendimentos presenciais que seguem suspensos, a realização de exames de COVID-19 e os descontos do PAC e do Pames. Confira um resumo abaixo: 

Testes do Covid: os exames de detecção do vírus são válidos apenas para solicitações por médicos credenciados e em casos de internação hospitalar, tratamento ambulatorial ou pronto atendimento.

Tele-consultas: durante a pandemia, as consultas pelo IPE Saúde estão sendo realizadas por telemedicina no site da entidade, sem custo adicional. Se houver necessidade, os profissionais também atendem presencialmente.

PAC e Pames: por um equívoco da PROSSERGS, o desconto do reajuste do Plano de Assistência Médica Complementar (PAC) e do Plano de Assistência Médica Suplementar (Pames) não foi efetuado. Usuários com margem não foram descontados em maio e tiveram o valor dobrado no mês seguinte. Os demais, podem ter o desconto parcelado para os próximos meses.

Atualização de dados: o IPE está solicitando que cada segurado e dependente atualize seus dados online, informando o número de celular e e-mail para evitar fraudes. Com a medida, o usuário é notificado a cada consulta médica.

Cartilha online: O IPE Saúde disponibilizou um material que reúne as principais informações de interesse dos usuários, com tópicos, ilustrações e links que direcionam para o local adequado no site. Confira aqui o material.

Informes Jurídicos 

Durante o encontro, a assessoria jurídica do CPERS responde às dúvidas dos funcionários(as) sobre os mais diversos temas. Além das perguntas diretas, o advogado Marcelo também fez uma apresentação com alguns informes gerais que resumimos abaixo: 

– Aposentadoria: devido à complexidade do tema, é preciso analisar cada caso individualmente até que possamos detalhar as alterações. Para sanar dúvidas, Marcelo recomenda que a categoria contate a Assessoria Jurídica do CPERS através dos núcleos. Confira aqui os contatos. 

– Desconto de greve: o CPERS tem uma ação que era para ter sido julgada dia 23 de abril, mas o estado pediu para não julgar à distância. O judiciário esta retornando as atividades nesta sexta, então na próxima semana o jurídico vai solicitar a retomada do julgamento. 

– Desconto dos Aposentados: o CPERS entrou com a ADI, ganhamos, mas o estado recorreu em Brasília e agora aguardamos o julgamento no STF e no TJ. 

Confira aqui o vídeo em que o jurídico do CPERS explica as principais mudanças na carreira dos servidores(as) da educação após a reforma de Eduardo Leite (PSDB).

O Departamento de Funcionários do CPERS promove ainda mais cinco encontros virtuais, confira as datas abaixo e contate o seu núcleo para participar:

Grupo 11

Núcleos: Três Passos – Frederico Westphalen – Palmeira das Missões

Data: 10 de setembro (5ª feira)

Horário: 14h

Grupo 12

Núcleos: Soledade – Estrela – Carazinho

Data: 17 de setembro (5ª feira)

Horário: 14h

Grupo 13

Núcleos: Santa Cruz do Sul  -Cachoeira do Sul

Data: 24 de setembro (5ª feira)

Horário: 14h

Grupo 14

Núcleos: 38º Porto Alegre  – Canoas – Taquara – Montenegro

Data: 1º de outubro (5ª feira)

Horário: 14h

Grupo 15

Núcleos: 39º Porto Alegre – São Leopoldo – Gravataí – Osório

Data: 8 de outubro (5ª feira)

Horário: 14h

Leia também:

Leite e Bolsonaro: duas faces do mesmo projeto | Baixe a nova edição da Sineta

Parlamentares e entidades criticam Reforma Tributária de Eduardo Leite em audiência

CPERS protocola requerimento no Ministério Público contra reabertura de escolas

Não seremos cobaias da política de morte de Eduardo Leite

Orientações para evitar a sobrecarga e informações sobre o VT e plantões presenciais

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Na manhã desta quinta-feira (3), a Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle realizou Audiência para tratar proposta de Reforma Tributária estadual e seus impactos no financiamento dos serviços públicos.

A proposta foi encaminhada pelo governador Eduardo Leite (PSDB) à Assembleia Legislativa no dia 10 de agosto, em regime de urgência. Além de elevar o IPVA, a reforma aumenta o preço de itens da cesta básica, de medicamentos e do gás de cozinha. O ponto positivo, a devolução de impostos a famílias de baixa renda, não está assegurado no texto.

“Pelo que já conhecemos desse governo, sabemos que os menores salários vão pagar essa conta. É uma proposta que vimos juntos com o Dieese que vem penalizar os trabalhadores que ganham menos”, salientou a presidente Helenir Aguiar Schürer.

Helenir também disse que não é possível acreditar nas promessas do governo, já que nenhuma das promessas de campanha foi cumprida.  “Leite disse que colocaria os salários em dia no primeiro ano de governo e até hoje estamos recebendo salários atrasados. Não podemos dar crédito a um governo que mente”, destacou.

O deputado Jeferson Fernandes, presidente da comissão, chamou atenção para o fato do governo ter enviado a reforma em regime de urgência. Argumentou, ainda, que as mudanças só trarão benefícios para governo e nenhum para a sociedade.

“O governo não teria nenhuma perda, ele arrecadará mais de 3 bilhões. As pessoas pagarão mais pela cesta básica, medicamentos, etc. Só vemos nessa reforma uma sobrecarga para cima dos trabalhadores”, destacou.

O diretor executivo da CUT-RS, Marcelo Carlini, apontou que o Estado precisa de políticas para criar empregos e que desenvolvam a economia, mas o que o governo faz é só criar mais impostos para os trabalhadores.

“Essa reforma visa tirar dinheiro dos mais pobres, não é uma reforma para pagar os professores, pagar os dias de greve que os professores já recuperaram e não foram pagos. É somente para tirar dos pobres e dar para os ricos. Precisamos que os deputados digam não a essa reforma”, concluiu.

Representando a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Fabricio Loguércio destacou que a política de Eduardo Leite é a mesma de Bolsonaro, Paulo Guedes e Marchezan.

“É um projeto neoliberal que tem por finalidade tirar dos mais pobres e dar para uma pequena parcela dos bilionários, que são os únicos que se beneficiam com essa medida”.

“A conjuntura é quase de guerra. Estamos vivendo em uma economia arrasada. O governo tem que buscar medidas para transferir mais recursos aos municípios. Ou mudamos o paradigma ou não haverá solução para os problemas que vamos enfrentar”, frisou Josué Martins, presidente do Sindicato dos Auditores Públicos Externo do Tribunal de Contas do Estado do RS (CEAPE).

Anelise Manganelli, economista do Dieese apontou que para os trabalhadores que ganham um salário mínimo, a cesta básica já consome 53% da renda. Ou seja, qualquer aumento vem a ser danoso para os trabalhadores.

“O valor da nossa cesta básica já fica em segundo ou terceiro lugar das mais caras no Brasil e se essa reforma passar do jeito que está, assumiremos o primeiro lugar”, destacou Anelise.

Um dos pontos propostos na reforma é a devolução de impostos para pessoas de baixa renda, de até três salários mínimos, com diferentes estratificações.

Segundo Anelise, a mudança que o governo usa para propagandear uma suposta redução de imposto no consumo está baseada n a possível devolução de valores para as famílias de baixa renda. Mas isso não está escrito, não tem nenhuma garantia. Se vier a ser escrito será um valor fixo. O governo fala em 30 reais.

“Não temos a menor ideia de como isso seria reajustado ao longo do tempo. É uma proposta que de fato não tem garantia nenhuma para os trabalhadores que serão os mais atingidos com o aumento do preço dos alimentos”, explica Anelise.

Veja a análise do Dieese sobre a Reforma Tributária

O deputado Edgar Preto declarou ser contrário à Reforma Tributária e reforça que os colegas devem fazer o mesmo.

 “Eu sou contra essa reforma e todos os deputados tem que dizer um retumbante não a isso”

Representando o governo o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira declarou que a proposta pode ser aprimorada junto com os parlamentares.

“Essa proposta que tramita na Assembleia Legislativa busca ser aprimorada junto aos deputados, para criar uma proposta de Estado.”

Pereira também destacou que o governo busca mudanças na Reforma Tributária federal.

“Nós estamos trabalhando muito forte para que tenha uma reforma tributária federal. Entendemos que o que temos hoje limita o desenvolvimento econômico”.

“Quero aqui desafiar o governo para que ele retire o regime de urgência para que possamos discutir esse projeto com as entidades e com a sociedade”, disse Helenir após a fala de Pereira.

No final da reunião , o deputado Jeferson destacou que será confeccionado um documento com os principais tópicos da reunião, e este será encaminhado para todos os parlamentares da Assembleia Legislativa, reforçando o pedido da retirada de urgência.

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Em ofício endereçado ao procurador-geral Dr. Fabiano Dallazen e protocolado junto ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, o CPERS requer providências para impedir a retomada das aulas presenciais no atual estágio da pandemia.

O documento, elaborado pela assessoria jurídica, argumenta que o governo gaúcho deve observar uma série de condicionantes a fim de evitar que as instituições de ensino se transformem em focos de disseminação da Covid-19 e um fator de risco sanitário para a coletividade.

▶️ Leia a íntegra do ofício

Entre as reivindicações, constam a oferta de vacinas, testagem em massa com rastreamento de contatos, queda expressiva da curva de contágios e óbitos, ampla disponibilização de EPIs e materiais de higiene, condições estruturais e recursos humanos, e avaliação cuidadosa do ambiente escolar para averiguar sua capacidade de atender a comunidade com segurança.

O ofício cita estudos nacionais e internacionais, recomendações da OMS e marcos legais para embasar a demanda. O texto resgata, por exemplo, o voto do ministro do STF Luís Roberto Barroso em decisão que ratificou entendimento do princípio da precaução pela preservação dos direitos fundamentais à vida e à saúde:

“Em português mais simples, significa que, se há alguma dúvida, não pode fazer. Se há alguma dúvida sobre o impacto real que uma determinada (…) atuação vai provocar na saúde e na vida das pessoas, o princípio da precaução e o princípio da prevenção recomendam a autocontenção”, arguiu o juiz no voto citado.

▶Receba notícias do CPERS por whatsapp

Escolas Fechadas, Vidas Preservadas

Na última terça (1º), o governador Eduardo Leite (PSDB) apresentou à Famurs uma nova proposta de retomada das aulas presenciais.

Servindo a interesses de grupos privados e contrariando o consenso científico e a opinião da comunidade escolar, o governo pretende reabrir escolas começando pela educação infantil, já na próxima segunda-feira.

O CPERS reitera sua posição: qualquer calendário de retomada apresentado no atual estágio da pandemia é precipitado e fantasioso. A experiência internacional demonstra que mesmo países bem-sucedidos no controle da pandemia, como a Coreia do Sul, registraram um salto no número de contágios após abrir escolas.

Em Manaus, 342 educadores(as) testaram positivo em quinze dias de retomada das atividades presenciais. Aqui, Eduardo Leite sequer foi capaz de fornecer EPIs e recursos humanos e financeiros para as escolas estaduais que operam em regime de plantão, levando à ocorrência de casos em mais de 140 instituições apesar do fluxo reduzido.

Faltam profissionais, falta estrutura física, falta treinamento, faltam testes e falta segurança. As curvas de morte e de contágio não apresentaram uma redução expressiva, a dança das bandeiras perdeu o sentido e a transmissão comunitária permanece fora de controle.

Devido à situação crítica, o último Conselho Geral do CPERS, realizado no dia 28, aprovou a exigência de vacinação em massa para o retorno às aulas presenciais.

Mas a experiência mostra que Eduardo Leite é mais sensível à pressão econômica do que à razão científica ou à urgência de preservar vidas. A comunidade deve estar atenta e se preparar para resistir.

Nós, nossos estudantes e familiares não seremos cobaias da tentativa de normalizar a morte e terceirizar a responsabilidade do Estado aos trabalhadores(as) da educação. #EscolasFechadasVidasPreservadas!

▶️ Covid-19 já chegou a mais de 140 escolas estaduais
▶️ Conselho de Direitos Humanos recomenda que aulas presenciais não sejam retomadas no RS
▶️ Em Manaus, 342 professores testam positivo 15 dias após retorno às aulas
▶️ Volta às aulas: Eduardo Leite (PSDB) cedeu à pressão, mas não à sensatez
▶️ Lutamos hoje contra o luto amanhã: protestos no estado marcam posição por escolas fechadas
▶️ Com 280 casos em 24h, Coreia do Sul volta a fechar escolas para conter Covid-19
▶️ Para 86% da comunidade escolar, vacina é pré-requisito para volta às aulas presenciais

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A 26ª edição do Grito dos Excluídos defende a preservação da vida em primeiro lugar e se opõe a tudo que o governo de Jair Bolsonaro representa. “Tem gente que não coloca a vida em primeiro lugar. É triste quando se coloca em primeiro lugar o lucro, a ganância. Além disso, hoje também tem muita gente colocando em primeiro lugar o preconceito, a violência, a tirania. É preciso servir, valorizar e defender a vida. Nesse tempo de pandemia, de morte, a vida precisa retornar ao seu lugar. O grito é esperança”, afirmou Dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima, vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Neste ano, o lema do Grito dos Excluídos será Basta de miséria, preconceito e repressão! Queremos trabalho, terra, teto e participação!. Os organizadores apontam que o lema se impôs ao observar a crise social e sanitária imposta pela pandemia mundial de covid-19 e os graves retrocessos sociais impostos pelo governo Bolsonaro.

“Quem são os que gritam hoje? Não são apenas vozes. Têm rostos. De encarcerados, povo em situação rua, comunidades tradicionais, povos indígenas, periferias, trabalhadores em serviços precarizados, ciganos, migrantes, circenses. Gritamos porque tem vozes sendo abafadas, oprimidas”, disse Dom Mário.

Valorização do SUS

Um dos temas principais será a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais. Rosilene Wansetto, coordenadora do Grito dos Excluídos e da Romaria dos Trabalhadores, manifestou solidariedade às famílias das 117 mil pessoas mortas pela covid-19 e criticou a falta de um plano de ação. Além do desdém do governo Bolsonaro sobre a perda dessas vidas.

“Essas vidas poderiam ter sido poupadas se tivéssemos um governo de verdade. Nós temos um desgoverno. Lá em fevereiro a gente já via que estávamos vivendo um governo sendo conduzido por um fascista, um genocida, que não valoriza a vida. Ainda não tínhamos em vista a pandemia, que se construiu nos meses seguintes”, lembra Rosilene. “O governo aplicou menos de 50% do orçamento para combater a pandemia. É preciso lembrar que o SUS é a política pública que tem salvado vidas nessa pandemia. E valorizar a importância da saúde pública”, afirmou.

Teto dos gastos

O Grito dos Excluídos também faz referência à urgente necessidade de revogação da Emenda Constitucional (EC) 95, o chamado Teto de Gastos. Segundo a coordenadora da Romaria dos Trabalhadores, a alardeada crise econômica não pode mais servir de justificativa para tirar direitos da população e reduzir serviços públicos.

“A gente vê o quanto isso está impactando na ausência de políticas públicas, em todas as áreas. Revogar essa emenda constitucional é urgente. Essa crise não é nossa, não é do povo brasileiro”, afirmou.

Dia do Grito

O Grito dos Excluídos é celebrado anualmente no dia 7 de setembro, quando são realizadas manifestações em vários locais do país. No entanto, por conta da pandemia, parte desses atos será realizada virtualmente e também com carreatas.

Além disso, neste ano, a coordenação estabeleceu que todo dia 7 de cada mês, antes e depois de setembro, será um “Dia D do Grito”, por entender que a exclusão é uma constante durante todo o ano, resultado de um sistema econômico injusto.

Texto: Rede Brasil Atual, Rodrigo Gomes, 28/08/2020

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A Articulação em Defesa da Educação do Campo no Estado do Rio Grande do Sul – AEDOC/RS lançou, na última semana, uma carta aberta em defesa da vida e contra a retomada das atividades presencias nas escolas públicas em tempos de pandemia de Covid-19.

A AEDOC/RS é composta por diversos movimentos sociais, profissionais de instituições superiores de educação, escolas básicas do campo, indígenas, quilombolas e pescadores. 

Na carta, as entidades afirmam que não é o momento da reabertura das escolas e ao não considerar a opinião da sociedade, da comunidade escolar e da maioria dos prefeitos, o governo Eduardo Leite (PSDB) colocará em risco milhares de estudantes e servidores(a) públicos(as) e de seus familiares.

“Somos contrários ao retorno das aulas presenciais: não há condições sanitárias para que se preserve a vida de nossos estudantes e de suas famílias, bem como dos profissionais da educação, desde o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde e nos hospitais; bem como materiais de proteção, como máscaras e álcool gel, com garantia de uso adequado dos mesmos”

O documento ainda ressalta: “Só é possível haver educação se houver vida. Ano letivo se recupera, vidas não”.

Confira a carta completa abaixo.

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