Volta às aulas: Eduardo Leite (PSDB) cedeu à pressão, mas não à sensatez


A retomada das aulas presenciais foi adiada graças à intensa mobilização dos educadores(as), mães e pais, às duras críticas de especialistas e à contrariedade de mais de 90% dos prefeitos.

Mas não basta empurrar o reinício de 31 de agosto para “meados de setembro”. A solução que o governo tenta construir está equivocada por princípio.

Não é razoável abrir as escolas para lidar com as consequências depois, como se as milhões de vidas envolvidas fossem cobaias de um grande laboratório.

É preciso lidar com a pandemia primeiro e, só então, debater um retorno seguro.

A realidade é que o governador não fez o dever de casa.

Eduardo Leite sequer foi capaz de fornecer EPIs adequados para as escolas estaduais que operam em regime de plantão para entregar atividades e realizar tarefas administrativas.

Contrariando as principais recomendações internacionais, o estado continua sem testes em massa, sem rastreamento de contatos e sem o isolamento adequado.

As curvas não apresentaram uma redução expressiva, a dança das bandeiras perdeu o sentido e a transmissão comunitária permanece fora de controle.

Não seremos cúmplices da tentativa de normalizar a morte, a necropolítica que une Bolsonaro, Eduardo Leite e todos que celebram o capital acima da vida.

Governador, faça o seu trabalho e controle a pandemia primeiro. Nós, nossos estudantes e familiares não seremos cobaias.

#EscolasFechadasVidasPreservadas

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