Na manhã desta quarta-feira (30), a Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa realizou audiência pública para debater as condições sanitárias, equipamentos de proteção individual, testagem de professores, funcionários e alunos para o retorno às aulas nas escolas do Estado do Rio Grande do Sul.

O encontro reuniu quase 200 pessoas, entre parlamentares, professores(as), funcionários(as) de escola, estudantes, pais e representantes de entidades. A posição quase unânime dos participantes é de que que não há condições sanitárias para voltar nesse momento.

A vice-presidente do CPERS, Solange Carvalho denunciou que em nenhum momento o governo de Eduardo Leite (PSDB) chamou o Sindicato para efetuar um diálogo real sobre o assunto.

“Somos parte essencial deste debate, pois somos nós que estaremos trabalhando nas escolas, na linha de frente. Sabemos que o ano não foi perdido, pois estamos com as aulas remotas. O governo deveria estar preocupado com o retorno em 2021. A volta às aulas nesse momento pode se tornar um genocídio”, defendeu Solange.

A educadora também falou da falta da estrutura das escolas, destacando a carência de recursos humanos e de verba para compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

“O governo quer dividir a responsabilidade com prefeitos, direções de escola e pais. Se não há risco para volta por que os pais terão que assinar um termo de responsabilidade? Colocar nesse momento as crianças e educadores em risco é irresponsabilidade”, frisou.

A vice-presidente afirmou que vários educadores foram contaminados durante os plantões escolares, e alguns vieram a óbito.

“Como será a volta, quem vai se responsabilizar? Se houver surto, será culpa dos Comitês Operacionais de Emergência em Saúde (COE), das direções das escolas? A questão psíquica dos estudantes e educadores como fica? Estão todos temerosos em voltar. O governo tem que ser sensível aos país que na pesquisa mostraram que mais de 80% não querem a voltar”, destacou.

“Queremos trabalhar e estamos trabalhando muito com as aulas remotas. Nós queremos voltar, mas não temos segurança sanitária nesse momento”, continuou Solange.

Confira a fala completa da 1ª vice-presidente:

O proponente da audiência, deputado Valdeci Oliveira (PT), falou da importância do debate e frisou que os estados que voltaram com as atividades escolares tiveram que retornar pelos diversos contágios que ocorreram.

“Quem voltou sem condições sanitárias adequadas teve que voltar. As consequências foram desastrosas. Nenhum estado voltou às aulas com a taxa da Covid-19 tão alta como está aqui no estado. Os alunos ao retornarem para a casa estarão levando o vírus para casa. Eu prefiro que esse estado perda o ano letivo, mas não perderemos milhares de vidas”, afirmou o parlamentar.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (CREMERS), Carlos Isaia Filho, destacou a preocupação com as condições de retorno para os estudantes, educadores e pais.

“Nos preocupa a questão da testagem, os testes ainda nos dão uma margem de insegurança. Hoje o teste pode dar negativo e semana que vem positivo.”

Outra questão trazida pelo médico é que as escolas privadas estão mais adequadas para volta, com mais recursos e também destacou que a volta às aulas tem que ser homogênea.

“Precisa de um consenso maior, monitorar e equalizar a questão do distanciamento, salas ventiladas. Deve ser uma equalização de condutas. Nós da saúde temos a responsabilidade de estarmos avaliando. Vamos tentar fazer esse retorno se necessário, com toda a segurança epidemiológica possível”, finalizou.

“O prefeito de Porto Alegre quer transformar as escolas em corredor da morte. Não são as escolas que vão se responsabilizar, quem tem que responsabilizar é o estado e o governo municipal. É um genocídio o que o prefeito está propondo”, afirmou Cindi Sandri, diretora do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa).

Fernando Pigatto, presidente do Conselho Nacional da Saúde falou sobre a Recomendação nº 061, formulada pelo órgão, que sugere que a retomada das aulas presenciais só ocorra depois que a pandemia estiver epidemiologicamente controlada e mediante a articulação de um plano nacional que envolva gestores e a sociedade civil.

“Quaisquer decisões que contrarie a ciência e as recomendações sanitárias são decisões criminosas”, afirmou.

A estudante de licenciatura em Química, Alice Gaer Viário questionou se a volta nesse momento seria para combater a evasão escolar denunciando que o governo antes mesmo da pandemia nunca fez nada para reverter a situação.

“Não tem como fazer testagem, estaremos colocando os estudantes diariamente em risco. Somos contra as aulas presenciais, precisamos combater a evasão e o vírus de outra forma”, concluiu.

“A volta às aulas parece ser o apontamento para uma grande catástrofe. A volta sem uma vacina é uma atitude criminosa. Se nem os adultos seguem as normas para os cuidados devidos, imagina as crianças e adolescentes”, ressaltou a estudante Regina Brunet, 1ª vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Wolke Luiz Rodrigues, secretário municipal da saúde de Capão do Leão contou que teve a mulher e filhos contaminados pela Covid.

“A sensação de impotência é muito grande. Aqui em Capão do Leão não vamos voltar às aulas este ano e vamos pagar as consequências disso. Mas não vamos colocar milhares de vidas em risco”, afirma.

MP e Secretaria Estadual da Saúde defendem volta às aulas  

A procuradora de justiça, Angela Salton Rotunno, representando o Ministério Público relatou que buscou a conversar com todos envolvidos.

“Quero tranquilizar todos vocês. Foram feitas articulações, diálogos, e com base cientifica. Quero pedir um voto de confiança para os colegas da educação. Estamos juntos para buscar soluções viáveis”, ressaltou.

Ana Costa, diretora do Departamento de Ações em Saúde da Secretaria Estadual defendeu que o retorno das aulas será gradual, com um calendário espaçado. E que controlar a covid não é tarefa da Secretaria da Saúde nem da escola mas sim da sociedade.

“Abrir as escolas não é somente responsabilidade do estado, mas também dos municípios, mas estamos dando todo o suporte para isso”, destacou.

O CPERS permanece com a decisão da categoria e da comunidade escolar: escolas fechadas são vidas preservadas. No dia 8, o Sindicato realiza Assembleia Geral para discutir as estratégias de mobilização e resistência.

>> Mobilize-se em defesa da vida: saiba como participar da Assembleia Geral Digital
>> Carta ao povo gaúcho sobre o calendário de volta às aulas

Encaminhamentos da audiência pública:

  • Convite para o secretário de educação participar de uma audiência na próxima quarta-feira para discutir o assunto.
  • Ata com os depoimentos da reunião será encaminhada ao Ministério Público, governo do Estado e aos órgãos competentes.
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Nós, professores(as) e funcionários(as) de escola da rede estadual do Rio Grande do Sul, pedimos a sua atenção. Dentro de poucos dias o governo Eduardo Leite (PSDB) pretende retomar as aulas presenciais em todo o estado.

Sejamos claros; não há condições para um retorno seguro. Anos de descaso deixaram a escola pública despreparada para enfrentar esta guerra sanitária. Faltam profissionais, faltam recursos físicos e financeiros, faltam equipamentos de proteção, falta organização e capacidade de gestão.

Agora, faltam com as nossas vidas e de todos os gaúchos.

Este não é um governo confiável. Eduardo Leite foi eleito prometendo pagar em dia e valorizar quem trabalha no chão da escola. Jamais honrou a própria palavra. Pelo contrário; cassou direitos, reduziu salários, proibiu matrículas, fechou turnos, turmas e escolas. Sua lógica reside em atender agentes privados que valorizam o lucro acima da vida. Suas promessas e suas palavras são vazias.

Ao contrário do governador, nós temos compromisso e responsabilidade com a educação. Jamais deixamos de cumprir nossas obrigações. Apesar da sobrecarga, da exclusão, do cansaço, dos salários atrasados e cortados, do desrespeito e da falta de reconhecimento, nós preferimos viver. A educação escolhe a vida.

Conhecemos na pele as dificuldades das aulas remotas. Trabalhamos dobrado ao longo desta pandemia, tirando do próprio bolso – já tão saqueado – os recursos para arcar com equipamentos e acesso à Internet, fazendo das tripas coração para atender a comunidade, sem qualquer auxílio do Estado.

Mas, para ensinar e aprender, é necessário, primeiro, viver. E a realidade é que a pandemia da Covid-19 não está sob controle. Não há país no mundo que tenha retomado as atividades presenciais em condições semelhantes.

Conclamamos a sociedade a se manifestar em todos os espaços possíveis, pressionando vereadores e prefeitos, eleitos ou candidatos, em defesa da vida. Pedimos que resistam; não levem seus filhos às escolas, não assinem o termo de responsabilidade exigido pelo governo, não troquem um futuro possível por uma ilusão de normalidade. Não carreguem esta culpa para o resto da vida.

Se você não está seguro para enviar seus filhos, você não está sozinho. Procure o conselho da sua escola, a equipe diretiva e os educadores(as). Decidam, juntos, pelo não retorno nas atuais condições. Lutaremos hoje contra o luto amanhã.

Nós continuaremos fazendo o nosso trabalho, em segurança. Não pagaremos com nosso sangue pela incompetência dos que nos governam. Não seremos cúmplices nem cobaias desta política de morte. Você pode contar conosco. Nós precisamos contar contigo.

Escolas fechadas, vidas preservadas.
#EscolasFechadasVidasPreservadas

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A Fazenda anunciou que pagará a primeira faixa salarial de setembro – para quem recebe até R$ 2,2 mil – nesta quarta-feira (30).

Mesmo sendo o segundo mês que o governo Leite (PSDB) começa a pagar a folha no último dia útil, ressaltamos que o artigo 35 da Constituição determina o pagamento de toda a folha até o 5º dia útil do mês seguinte.

Um governador que prometeu pagar em dia e não cumpriu. Que até hoje não honrou a própria palavra e jura que as escolas terão condições de reabrir em segurança. Você confia? Nós não.

Em tempo, repare: 48%, quase metade do funcionalismo gaúcho, aqui inclusos a maioria dos professores(as) e funcionários(as) de escola, recebem míseros R$ 2.200 ou menos.

Somos nós que pesamos no Estado? É essa gente que a Reforma Administrativa de Bolsonaro, apoiada por Leite e pela imprensa, ataca.

Você acredita que é assim que o Brasil vai crescer e se tornar um país mais justo? Pois é. Nós também não.

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No mês em que se comemora os 99 anos do patrono da educação brasileira, o Departamento de Educação do CPERS promoveu o Seminário Paulo Freire: um Olhar Freireano Através da Educação e da Política.

Durante os cinco módulos do curso, os participantes tiveram a oportunidade de refletir sobre aspectos dos grandes temas legados por Paulo Freire no contexto da complexidade do cenário político e educacional contemporâneo.

No último encontro, realizado nesta terça-feira (29), o tema foi “A Escola dos Meus Sonhos” e contou com a palestra do professor Moacir Gadotti, fundador e Presidente de Honra do Instituto Paulo Freire. 

Durante o debate, Gadotti falou sobre o futuro da educação no pós-pandemia e os desafios diante de governos neoliberais e autoritários que ameaçam o futuro da educação pública brasileira.

O seminário contou ainda com a participação de duas professoras da rede estadual que contaram um pouco de suas experiências pedagógicas e projetos desenvolvidos no chão da escola.

A profe Géssica Lazzarotto Vivian, do Colégio Estadual Pe. Colbachini de Nova Bassano, apresentou o projeto “Água+” que visava a captação e reutilização da água da chuva no município.

Já a professora Raquel Teles de Souza, da Escola Estadual Sylvio Dal Moro de Cacique Doble, expôs o projeto interdisciplinar “Eu Posso Fazer+” que surgiu de uma vista ao Posto de coleta e separação do Lixo de São José do Ouro e resultou em uma campanha de recolhimento de lixo eletrônico e contou com diversas parcerias locais. 

Você pode conferir todos os módulos do Seminário de Educação Paulo Freire no canal do CPERS no YouTube.

Certificado

Se você realizou a inscrição prévia para o Seminário de Educação Paulo Freire, deixe sua opinião e registre sua presença nesse link. O certificado será enviado por e-mail nos próximos dias. 

Leia também:

▶️ Paulo Freire: 17 livros para baixar em PDF

▶️ O sistema e o método de Paulo Freire são tema do 4° módulo do Seminário de Educação do CPERS

▶️ 3º módulo do Seminário Paulo Freire debate a construção de um currículo crítico-libertador

▶️ 2º módulo do Seminário Paulo Freire debate uma educação emancipatória e transformadora

▶️ Para ler o mundo em tempos de exceção: começa o Seminário de Educação Paulo Freire

▶️ Seminário Paulo Freire: um olhar freireano através da educação e da política

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A tarde desta segunda (28/09) registrou mais um absurdo do Governo Bolsonaro, agora advindo de sua equipe econômica capitaneada pelo ministro banqueiro Paulo Guedes, responsável pela economia do país. Em mais uma demonstração de estelionato político, tão comuns a esse (des)governo, a coletiva de imprensa com o próprio Ministro Guedes e com o senador Márcio Bittar (MDB/AC), relator da PEC Emergencial, foi uma aula de como se apropriar de um programa exitoso, como o foi o Programa Bolsa Família, e apenas mudar o seu nome para tentar capitalizar politicamente. Para piorar de forma definitiva o que parecia não ser possível deixar pior, a equipe econômica de Bolsonaro, em articulação com o senador, anunciou que o novo Programa, chamado de Renda Cidadã, usará ainda 5% de recursos novos vindo do Novo FUNDEB.

Trata-se de um ataque aos recursos da educação pública de nosso país e, não nos iludamos, é um revide à derrota do Governo Bolsonaro à aprovação do Novo FUNDEB no Congresso Nacional, que comprometeu a União a realizar um aporte maior de recursos ao novo Fundo. Os neoliberais da atual equipe econômica deste governo não suportam sequer ouvir maior investimento público nas áreas sociais. A eles, que representam e defendem os interesses do mercado financeiro nacional e internacional, só interessam aplicar corte e mais cortes nessas áreas para, assim, transferir mais recursos aos setores privados.

A CNTE, como representante dos/as trabalhadores/as em educação de nível básico do setor público brasileiro, bem como o conjunto do setor educacional deste país, que lutamos bravamente pela aprovação do Novo FUNDEB no Congresso Nacional, não admitiremos essa manobra vil do Governo Bolsonaro. Esse ardil tentado agora pelo governo e seus porta-vozes no Congresso Nacional será derrotado mais uma vez!

A sociedade brasileira está farta de tantos ataques recorrentes deste Governo Bolsonaro aos interesses do povo! É um governo da destruição! A essa turma, que ainda há de ser julgada política e criminalmente dos atentados contra os interesses nacionais, por eles praticados de forma tão acintosa e reiterada, a História não será condescendente! O setor educacional brasileiro reagirá a mais esse ataque de Bolsonaro e sua equipe! Não permitiremos o esvaziamento orçamentário e financeiro do Novo FUNDEB! Pela regulamentação urgente do Novo FUNDEB! Sem maquinações e estratégias rasteiras, preservaremos mais esse direito que, como tantos outros, vive sob constantes ataques.

Brasília, 28 de setembro de 2020

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Antes mesmo do retorno às aulas presenciais em Lajeado, 16% dos educadores da rede municipal testaram positivo para a Covid-19.

A informação foi confirmada pelo secretário de saúde do município, Cláudio Klein, no programa Frente e Verso, da rádio A Hora, na manhã desta segunda-feira (28).

De acordo com Klein,  dos 481 testes realizados em profissionais do ensino até a sexta-feira, 77 deram positivo. No sábado, mais profissionais foram testados.

>> Mobilize-se em defesa da vida; saiba como participar da Assembleia Geral Extraordinária do CPERS

Segundo o secretário, cerca da metade havia sido infectada há mais de 15 dias. Na outra metade, a doença ainda estava ativa.

Nesta quarta-feira (1º), os alunos da educação infantil da rede municipal de Lajeado retornam às aulas presenciais.

Cenário preocupa educadores da rede estadual

A notícia sobre o percentual de educadores da rede municipal infectados trouxe ainda mais apreensão aos professores(as) e funcionários(as) de escola do Estado.

“Já estávamos explicando que mesmo quando a contaminação estivesse sob controle seria necessário testagem tanto para alunos quanto para professores, com o objetivo de identificar possíveis focos de contaminação. Mas esta notícia deixou todos alarmados e preocupados. Acredito que isso torna inviável qualquer retorno às aulas presenciais em toda a região, no próximo período. Possivelmente não tenhamos condições, inclusive, de retorno às aulas presenciais neste ano”, avalia o diretor do núcleo de Estrela, Gerson Luis Johann.

Governador sequer cogita realização de testes na rede estadual

Todas as vezes em que o governador Eduardo Leite fala sobre o retorno às aulas presenciais, ignora o tema da testagem dos educadores.

O CPERS, através de pesquisa realizada com mais de 2 mil educadores(as) gaúchos trouxe à tona dados preocupantes: o vírus já contaminou profissionais de mais de 142 escolas mesmo com as escolas operando em regime de plantão, com fluxo reduzido.

O estudo realizado pelo sindicato também mostrou que em 71% das instituições, não são fornecidas máscara com a frequência necessária para todos os trabalhadores(as) no período de plantão e 92% das direções respondentes afirmaram que suas escolas não têm condições estruturais de reabrir respeitando os protocolos.

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Escolas fechadas, vidas preservadas

Os dados reiteram a posição do Sindicato: o Rio Grande do Sul não tem condições de retomar as aulas presenciais. As curvas não apresentaram uma redução expressiva, a dança das bandeiras perdeu o sentido e a transmissão comunitária permanece fora de controle.

Faltam profissionais, falta estrutura, faltam recursos, faltam testes e falta segurança.

Não seremos cúmplices da tentativa de normalizar a morte, a necropolítica que une Bolsonaro, Eduardo Leite e todos que celebram o capital acima da vida.

O governador precisa fazer o seu dever de casa. Nós, nossos estudantes e familiares não seremos cobaias.

#EscolasFechadasVidasPreservadas

Leia também:

▶️ Plenárias regionais organizam resistência em defesa da vida; saiba como participar
▶️ Sociedade de Infectologia do RS demonstra preocupação com retorno das aulas presenciais
▶️ Conselho de Direitos Humanos recomenda que aulas presenciais não sejam retomadas no RS

▶️ Em Manaus, 342 professores testam positivo 15 dias após retorno às aulas
▶️ Volta às aulas: Eduardo Leite (PSDB) cedeu à pressão, mas não à sensatez
▶️ Lutamos hoje contra o luto amanhã: protestos no estado marcam posição por escolas fechadas
▶️ Com 280 casos em 24h, Coreia do Sul volta a fechar escolas para conter Covid-19
▶️ Para 86% da comunidade escolar, vacina é pré-requisito para volta às aulas presenciais

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Diante da insistência do governo Eduardo Leite (PSDB) em abrir as escolas estaduais mesmo sem condições mínimas de segurança sanitária, o Conselho Geral do CPERS aprovou a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária de Mobilização.

Vamos, juntos com a categoria, construir a resistência em defesa da vida. Não seremos cobaias. Escolas Fechadas, Vidas Preservadas!

CLIQUE AQUI para fazer o seu cadastramento, mas, antes, leia as instruções nesta matéria até o final.

O edital de convocação será publicado na edição desta terça (29) do Jornal do Comércio. Acesse o documento aqui. 

>> Quando?

A Assembleia Geral começa às 16h (1ª chamada) do dia 8 de outubro (quinta-feira)A 2ª chamada será às 16h30.

>> Onde?

Esta será uma Assembleia Geral histórica, a primeira a ocorrer em ambiente 100% digital, com segurança e distanciamento. O acesso se dará por meio do Zoom. Leia o passo a passo abaixo para saber como participar. 

>> Quem pode participar?

Apenas sócios(as) poderão acessar o ambiente da Assembleia Geral.

>> Como faço para participar?

1.

CLIQUE AQUI e preencha o formulário até o fim para validar o seu cadastro. Confira com atenção os dados, que serão cruzados com as informações no banco de sócios.

Por razões técnicas e para assegurar a participação de todos, serão aceitas inscrições até as 23h59 do dia 6 de outubro.

Caso tenha problemas para validar seus dados, contate o Serviço de Atendimento ao Sócio por whatsapp (51 9569.0465), pelo fone (51 99663.5699) ou o e-mail (sas@cpers.org.br).

2.

Baixe o aplicativo Zoom em seu celular ou computador. Não deixe de fazer o download.

Usuários que usam o navegador (como o Chrome ou o Internet Explorer) para acessar sessões do programa costumam ter problemas com a votação.

Por isso repetimos: baixe o aplicativo Zoom. Sua experiência será melhor e mais tranquila.

Confira abaixo os links para cada versão, de acordo com o seu dispositivo:

>> Instale o Zoom no computador -> https://zoom.us/client/latest/ZoomInstaller.exe

>> Instale o Zoom no seu celular Android -> https://play.google.com/store/apps/details?id=us.zoom.videomeetings&hl=pt_BR

>> Instale o Zoom no seu iPhone -> https://itunes.apple.com/us/app/id546505307

3.

Às vésperas da Assembleia, você receberá um e-mail com um link único, intransferível. Este link é o seu crachá. Se você passar para outra pessoa, não poderá acessar a Assembleia.

Em hipótese alguma encaminhe este link. Ele é a sua identidade, a sua garantia de acesso, voz e voto.

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É com extrema indignação que recebemos o resultado do julgamento do recurso do CPERS ao corte de ponto dos educadores grevistas.

Com o voto contrário de 22 desembargadores(as), o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) considerou legal o roubo protagonizado pelo governo Leite (PSDB).

Trata-se de um Tribunal desconectado da realidade da classe trabalhadora, que compactua com um governo autoritário e avaliza uma medida punitiva e ideológica; caráter evidenciado pela declaração do governador de que o corte serviria para “desestimular a prática grevista”.

Graças a esta pedagogia da chibata, o ponto foi cortado apesar dos serviços prestados e das aulas recuperadas, sem prejuízo aos estudantes. Frisamos: são profissionais que trabalharam e não receberam pelo serviço prestado. O governo Leite e a Justiça nos tratam como escravos.

Mais de 27 mil educadores(as) tiveram perdas que chegaram a 30% dos rendimentos mensais. Sustar a renda de quem já se encontra no limite de suas possibilidades, em meio a uma pandemia, é uma ameaça à vida destes trabalhadores(as) e seus dependentes.

Outrossim, esta é uma categoria que está trabalhando dobrado neste período, utilizando equipamentos pessoais e pagando Internet com os próprios recursos para não deixar desassistidos os estudantes que dependem da escola pública, apesar dos salários cortados, defasados, atrasados e parcelados.

Pessoas sem recursos para suprir necessidades básicas, comprar comida e pagar as contas. Pessoas já fragilizadas por seis anos de perdas salariais e cinco de atrasos e parcelamentos, dívidas acumuladas e condições laborais precárias.

Mas esta categoria não verga a coluna. Lutar é pedagógico. Pelo direito de resistir e defender nossos direitos, queremos justiça para a educação. O CPERS recorrerá em todas as instâncias possíveis para reaver os valores confiscados pelo Estado.

A luta continua!

>> Saiba como receber notícias do CPERS por Whatsapp

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A mobilização nas regiões é uma das estratégias deliberadas pelo Conselho Geral do CPERS para pressionar o governo a pagar o que deve à categoria, cujos proventos foram cortados apesar da recuperação das aulas e do encerramento do ano letivo.

▶ Baixe o modelo de moção e envie aos vereadores(as) da sua cidade

Este é um ano eleitoral, e os vereadores(as) podem exercer pressão crucial sobre seus partidos na base do governo para assegurar o pagamento dos salários cortados.

Desde dezembro, a categoria amarga cortes mensais que chegam a 30% do salário. São mais de 27 mil castigados para – nas palavras do governador – “desestimular a prática grevista”, apesar das aulas recuperadas sem prejuízo aos estudantes.

São famílias inteiras em situação de calamidade, com salários cortados e sem perspectivas de alívio financeiro. Muitos têm recorrido a doações arregimentadas em campanhas de arrecadação.

▶ Receba notícias do CPERS por whatsapp

Moções aprovadas em apoio ao pagamento dos educadores grevistas
Atualizado em 28/09

1 Água Santa
2 Arroio dos Ratos
3 Bagé
4 Barra do Guarita
5 Barra do Quaraí
6 Barra Funda
7 Bento Gonçalves
8 Boa Vista das Missões
9 Caçapava do Sul
10 Caiçara
11 Camaquã
12 Camargo
13 Candiota
14 Capão do Leão
15 Caxias do Sul
16 Charqueadas
17 Chuí
18 Constantina
19 Cruz Alta
20 Encantado
21 Engenho Velho
22 Erechim
23 Esteio
24 Estrela
25 Faxinal do Soturno
26 Garruchos
27 Giruá
28 Guaíba
29 Horizontina
30 Ijuí
31 Independência
32 Itacurubi
33 Lagoa Vermelha
34 Lajeado
35 Lavras do Sul
36 Maçambará
37 Muçum
38 Nova Bassano
39 Nova Hartz
40 Nova Palma
41 Novo Barreiro
42 Novo Hamburgo
43 Palmeira das Missões
44 Panambi
45 Parobé
46 Passo Fundo
47 Pelotas
48 Pinheiro Machado
49 Piratini
50 Portão
51 Porto Xavier
52 Rio Grande
53 Rio Pardo
54 Salto do Jacuí
55 Santa Maria
56 Santa Rosa
57 Santa Vitória do Palmar
58 Santana do Livramento
59 Santiago
60 Santo Ângelo
61 Santo Augusto
62 São Borja
63 São Francisco de Paula
64 São Jerônimo
65 São José das Missões
66 São José do Norte
67 São Leopoldo
68 São Luiz Gonzaga
69 São Pedro do Sul
70 São Sepé
71 São Vicente do Sul
72 Sapiranga
73 Sarandi
74 Soledade
75 Taquara
76 Taquari
77 Teutônia
78 Tiradentes do Sul
79 Três Cachoeiras
80 Três de maio
81 Ubiretama
82 Vale Real
83 Vanini
84 Veranópolis
85 Itaqui
86 Dom Pedrito
87 Nicolau Vergueiro
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Diante da insistência do governo Eduardo Leite (PSDB) em abrir as escolas estaduais mesmo sem condições mínimas de segurança sanitária, o Conselho Geral do CPERS aprovou a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária de Mobilização para o dia 8 de outubro, às 16h.

A deliberação se deu na última sexta-feira (25), quando mais de 100 conselheiros dos 42 núcleos do Sindicato debateram a conjuntura política e as estratégias de luta e resistência aos ataques em níveis estadual e nacional.



“É grave o momento que estamos vivendo. É importante sair daqui com uma luta conjunta para impedir que pais e educadores sejam responsabilizados pelo contágio e pelas mortes, pois elas virão”, asseverou a presidente, Helenir Aguiar Schürer.

A Assembleia ocorrerá em meio virtual, e terá um sistema de cadastramento restrito aos sócios, a ser divulgado ainda nesta segunda-feira (28) junto do edital. O credenciamento será realizado até as 23h59 do dia 6. O governo Leite (PSDB) prevê a retomada das aulas presenciais para o dia 13.

A luta em defesa da vida e contra o retorno foi a tônica do Conselho, que aprovou diversas outras deliberações relacionadas ao tema, ampliando a denúncia da falta de recursos humanos, físicos e financeiros, e fomentando a resistência desde o chão da escola junto à comunidade, conselhos e grêmios estudantis.

>> Saiba como receber notícias do CPERS por Whatsapp

Na frente nacional, a categoria também prepara a luta unificada contra a Reforma Administrativa. Anelise Manganelli, técnica do Dieese, apresentou os principais pontos do projeto, que atinge duramente as carreiras, ameaça a estabilidade e, em última instância, almeja privatizar o Estado, reduzir investimentos e transformar a oferta de serviços gratuitos em mercadoria privada.

No dia 30, a Frente de Servidores Públicos (FSP/RS) realizará ato às 11h, em frente ao HPS, contra a Reforma. O Dieese oferece uma formação sobre o tema nesta terça-feira (29). As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo link https://tinyurl.com/DIEESE16JND


Confira as propostas aprovadas:

  1. Dia 08/10/2020(5ª feira), às 16 horas, por meio virtual – Assembleia Geral de Mobilização pelo não retorno às aulas e em defesa da vida;
  2. Os Núcleos deverão debater, articular com a comunidade escolar(CPM, Conselhos Escolares e grêmios estudantis) e orientar que as escolas reúnam suas instâncias em assembleias, fazendo valer a autonomia e a gestão democrática para deliberar pelo não retorno às aulas presenciais elencando as razões da impossibilidade do retorno seguro nas atuais condições. Dar continuidade ao debate em plenárias e reuniões que vem acontecendo pelo não retorno às aulas presenciais neste momento. Estimular atos presenciais controlados, onde for possível, com os cuidados de distanciamento e EPIs;
  3. Carta Aberta da Comunidade escolar denunciando as condições que impossibilitam o retorno e reafirmando as garantias necessárias às aulas presenciais, bem como o assédio moral sobre as direções, quando o governo(CREs) pressiona e rompe com a gestão democrática nas escolas;
  4. Pressionar e articular com prefeitos/as, vereadores/as e deputados/as pelo não retorno às aulas presenciais sem as garantias de segurança: declínio e controle da pandemia; testagem em massa, vacinação, recursos humanos e equipamentos de segurança aos educadores/as e estudantes;
  5. Ampliar a denúncia da falta de recursos humanos; da sobrecarga de trabalho dos educadores; o assédio moral e responsabilização das direções de escola em relação à pandemia por CREs e governo; dos governos genocidas, Leite(PSDB), Bolsonaro(Ex-PSL) e Mourão(PRTB). Defender a garantia do emprego das educadoras contratadas, inclusive as de grupo de risco. Nenhuma demissão, nenhuma contratada a menos;
  6. Debater amplamente na categoria e denunciar a Reforma Administrativa de Bolsonaro que ancora o desmonte do papel do estado e a mercantilização do serviço público;
  7. Participar no dia 30 de setembro(4ª feira), às 11 horas, em frente ao HPS – Porto Alegre do Ato Público contra a Reforma Administrativa e organizar ou participar das atividades dos Núcleos ou regiões;
  8. Buscar apoio nas Câmaras de Vereadores e Deputados/as Estaduais sobre a oferta e a importância da EJA e Ensino Técnico para o município. Fazer matrículas para os estudantes que estão buscando a vaga na escola e elaborar documento(moções ou cartas) e ampla divulgação.
  9. No dia 28/09/2020(2ª feira), dia da votação da ação judicial do pagamento dos dias de greve fazer ato simbólico no TJ e Twitaço;
  10. Em última instância, busca de ações judiciais no caso de retorno às aulas presenciais sem as condições de segurança para educadores/as e estudantes;
  11. Participar do Calendário de Mobilização da CNTE em Defesa da Vida, da Educação Pública, da Democracia e Contra a Reforma Administrativa de Bolsonaro.

Porto Alegre, 25 de setembro de 2020.
Conselho Geral do CPERS/Sindicato.


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