“O retorno presencial é inviável. Não queremos que nossas salas de aula virem campos de contaminação. Estamos falando não apenas dos professores, funcionários e alunos, mas de seus familiares”, declarou o 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, em reunião nesta quinta (16) com educadores(as) de Estrela (8°), Carazinho (37°) e Soledade (28°).

A impossibilidade de retomada das aulas presenciais enquanto não houver vacina, testes em massa e curva descendente de contaminações foi o ponto central do debate, promovido pelo Departamento de Funcionários de Escola do CPERS.

Desde que Eduardo Leite (PSDB) anunciou a medida – ignorando o consenso científico e a comunidade escolar-, a categoria tem articulado a resistência.

“O governo passou seis meses sem implementar protocolos sanitários e pedagógicos e agora quer que os pais sejam responsáveis pela ida dos filhos na escola”, continou Edson, criticando a abstenção do governo de responsabilizar-se com a segurança da comunidade escolar para a retomada das aulas.

Durante a reunião, também foi discutido o aumento do número de casos de Covid-19 na comunidade escolar, sobretudo entre funcionários(as) e equipes diretivas, que estão na linha de frente dos plantões presenciais.

Pesquisa realizada pelo Sindicato mapeou 142 escolas com casos de coronavírus entre educadores(as), uma delas chega a somar seis contaminações.

Instituições de ensino com casos de Covid-19 devem contatar o núcleo ou a assessoria jurídica do CPERS para que seja solicitada a higienização e, se possível, o fechamento da escola. Os presentes criticaram a ineficiência do governo para realização de testagens em massa em casos de contaminação.

Conforme orientações da Seduc em reunião com o CPERS, funcionários(as) do grupo de risco não devem trabalhar sem necessidade. O governo lançou formulário online em que servidores(as) podem se autodeclarar do grupo de risco. Ainda de acordo com o governo, contratados não serão demitidos em meio à pandemia.

Conjuntura e resistência

A articulação da luta em meio à pandemia também foi ponto de destaque do encontro. 

O Conselho Geral do CPERS aprovou a adesão à campanha nacional pelo Fora Bolsonaro e seu governo. A presidente Helenir Aguiar Schürer explicou o porquê do Sindicato aderir a esta batalha.

“Primeiro esse governo aprovou a Emenda Constitucional 103, que taxou os aposentados. Recentemente votou o congelamento dos nossos salários por até dois anos e agora apresenta uma Reforma Administrativa que quer acabar com a estabilidade dos servidores. Isso é um retrocesso sem tamanho!”, asseverou.

A presidente criticou ainda a Reforma Tributária, proposta por Eduardo Leite (PSDB). O governo estadual segue a mesma linha política do federal e quem paga a conta são os mais pobres.

“Taxação de grandes fortunas não se fala, mas se fala em taxar aquilo que é necessário para nós: o gás, os combustíveis e os alimentos. Isso vai pesar no bolso de quem recebe salário atrasado e parcelado”, afirmou. 

Por fim, Helenir fez um alerta para as eleições em 2022, ressaltando a importância de votar em quem está do lado da educação: “se tivermos mais um governo neoliberal, os ataques serão cada vez mais aprofundados. O estado mínimo é muito generoso com banqueiros e empresários, e acaba com o serviço público. Por isso, é importante termos consciência política e fiscalizarmos quem está no poder”.

A diretora do Departamento de Funcionários(as) de Escola do CPERS, Sônia Solange Viana, destacou o papel dos servidores de escola no enfrentamento aos ataques do governo estadual.

“Esses encontros são essenciais para ouvirmos a base e articular novas formas de resistir à política de morte de Eduardo Leite”.

Para a diretora do núcleo de Soledade (28°), Magale Eicheler da Rocha, reuniões como esta fortalecem a luta da categoria. “É muito importante que encontremos alternativas de enfrentarmos esse momento difícil e seguirmos unidos na luta”.

“Esse é um rico momento de mobilização. Precisamos encarar as dificuldades e enfrentar a situação para derrubar esses governos neoliberais”, disse Gerson Luis Johann, diretor do núcleo de Estrela (8°).

Já a diretora do núcleo de Carazinho (37°), Sônia Maria dos Santos Petry, mesmo impossibilitada de realizar grandes mobilizações, a categoria deve articular novas formas de fazer a luta.

“Não podemos nos encontrar, mas estamos encontrando novas maneiras de nos mobilizarmos. Que o funcionários aproveitem, tirem suas dúvidas e levem as informações para seus colegas”.

Confira, abaixo, outros pontos abordados na reunião.

Alterações com as reformas

As reformas de Eduardo Leite (PSDB), que alteraram o Estatuto dos Servidores e o Plano de Carreira do Magistério, bem como a Previdência, também foram pauta da reunião.

Para funcionários(as), elas inferem em mudanças de adicionais como insalubridade, abono família, vale-refeição e difícil acesso, que se tornou local de exercício.

“No meio da pandemia, o governo instaurou um novo decreto que modificou o difícil acesso. A grande maioria teve o percentual reduzido. Vamos brigar para reenquadrar as escolas. O governo precisa rever os critérios do difícil acesso”, frisou o advogado da assessoria jurídica do CPERS, Marcelo Fagundes. 

“Os contratados estão excluídos do abono família com a nova legislação. Temos uma ação judicial que os contratados podem nos procurar que a gente busca o direito do abono desde que o associado cadastrou o dependente até a mudança da lei”, pontuou a advogada do núcleo de Estrela, Juliane Marchioro,.

O CPERS preparou um vídeo explicativo com a assessoria jurídica sobre os principais pontos da mudança na carreira dos funcionários(as) de escola.

Confisco dos aposentados

O CPERS ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn), junto com a União Gaúcha dos Servidores Públicos, a Ajuris e outros sindicatos, e ganhou a liminar no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ/RS). Mas o governo foi até o Supremo Tribunal Federal (STF), cassando-a.

Mesmo com a decisão, o STF ainda deve analisar o mérito da ADIn, interposta pelo escritório do ex-ministro Ayres Britto. O processo continua tramitando tanto no TJ/RS quanto no STF e aguarda julgamento.

Pedidos de aposentadoria

Há educadores(as) que ingressaram com o pedido no ano passado e ainda não conseguiram sequer entrar em Licença Aguardando Aposentadoria (LAA).

De acordo com a Seduc, o problema se deve a um conjunto de dificuldades: estrutura deficitária do IPE, a impossibilidade de fazer encaminhamentos presenciais durante a pandemia e, em especial, um impasse legal que poderia resultar em perdas de direitos na incorporação.

Os encaminhamentos agora estão sendo feitos por teletrabalho, o que pode diminuir a demora de liberação dos processos.

O advogado Douglas Ambrozi, que atende os núcleos de Soledade e Carazinho, ressaltou: “antes de fazer o pedido de aposentadoria, entrem em contato com a gente para avaliarmos cada caso”.

Reajuste salarial

Uma das principais lutas do CPERS é o reajuste salarial de 12,84% para funcionários(as) de escola. O último ocorreu em novembro de 2014.

IPE Saúde 

Antes dos informes sobre o IPE Saúde, a diretora Vera Lessês, do Departamento da Saúde do Trabalhador, destacou: “os governos querem precarizar o IPE. Graças às nossas lutas históricas, diminuímos as perdas tanto no governo Sartori quanto no de Eduardo Leite”.

Durante a pandemia, as consultas pelo IPE Saúde estão sendo realizadas por telemedicina nosite da entidade, sem custo adicional. Se houver necessidade, os profissionais também atendem presencialmente.

Médicos não podem fazer cobranças de serviços por fora. Denúncias devem ser encaminhadas aos núcleos ou assessoria jurídica do CPERS.

Já os exames de detecção para Covid-19 são válidos apenas para solicitações por médicos credenciados e em casos de internação hospitalar, tratamento ambulatorial ou pronto atendimento.

Também é solicitado que cada segurado e dependente atualize seus dados online, informando o número de celular e e-mail para evitar fraudes. Com a medida, o usuário é notificado a cada consulta médica.

Foi explicitado ainda que, por um equívoco da PROSSERGS, o desconto do reajuste do Plano de Assistência Médica Complementar (PAC) e do Plano de Assistência Médica Suplementar (Pames) não foi efetuado.

Usuários com margem não foram descontados em maio e tiveram o valor dobrado no mês seguinte. Os demais, podem ter o desconto parcelado para os próximos meses.

O IPE Saúde disponibilizou uma cartilha que reúne as principais informações de interesse dos usuários, com tópicos, ilustrações e links que direcionam diretamente para o local adequado no site.  Confira aqui o material.

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Pela primeira vez desde 1988, o reitor da UFRGS não será o mais votado pela comunidade acadêmica. O interventor Carlos Bulhões, terceiro colocado na eleição, foi indicado por Bolsonaro para assumir a maior universidade do Sul do país.

A nomeação insulta a vontade expressa democraticamente por professores(as), funcionários(as) e estudantes, e reforça o caráter autoritário e obscurantista do governo, que confunde ciência com ideologia, Estado com governo e religião com política.

Esta é 15ª intervenção de Jair Bolsonaro em instituições federais de ensino superior. O saldo da experiência autoritária é amplamente negativo.

Na Universidade Federal do Ceará, o DCE não foi reconhecido pela gestão do reitor indicado, representantes dos estudantes não foram empossados e proliferam casos de perseguição contra trabalhadores(as).

As universidades públicas são ilhas de excelência e vetores de desenvolvimento para o país. A partidarização deste fator estratégico é mais um grave indício das pretensões ditatoriais de Bolsonaro.

O CPERS manifesta solidariedade à justa luta da comunidade acadêmica da UFRGS, que convoca ato público para esta quinta-feira, às 13h, na reitoria.

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Até as 14h30 desta quarta-feira(16), 5.245 pessoas assinaram o abaixo-assinado do CPERS contra a exclusão e a favor da reabertura de vagas das modalidades da EJA, Neeja e cursos técnicos em escolas estaduais.

Se você acredita que uma educação pública gratuita, inclusiva, de qualidade e socialmente referenciada é possível, assine você também! 

E se a sua escola oferece alguma dessas modalidades, preencha o formulário de mapeamento de matrículas e demanda das EJAs, NEEJAs e Cursos Técnicos e ajude o CPERS a defender o direito à educação! Acesse o formulário aqui

Nenhum aluno a menos!

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Para marcar a semana freireana, que antecede a comemoração dos 99 anos do educador, o Departamento de Educação do CPERS dá continuidade ao Seminário de Educação Paulo Freire.

O terceiro módulo do curso, realizado nesta terça-feira (15) debateu a construção de um currículo crítico-libertador, refletindo sobre o momento presente e o pós-pandemia.

Participaram da aula o professor Alexandre Saul, da Universidade Católica de Santos e a professora Daianny Madalena Costa, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, campus POA.

O seminário contou ainda com a participação da professora Maria Inez Pedroso, da escola Cruzeiro de Santa Rosa, que apresentou o projeto ganhador da primeira Mostra Pedagógica do CPERS em 2015 “Grupo de Teatro Estudantil ATIVAR”. 

Nos seus 22 anos de existência, a iniciativa acolheu mais de 600 adolescentes da escola, em mais de 160 espetáculos. 

Na próxima terça-feira (22), o quarto módulo do seminário vai debater o sistema e o método de Paulo Freire. Os palestrantes serão a professora Fernanda dos Santos Paulo, da Unoesc e o professor Carlos Rodrigues Brandão, da Unicamp e Instituto Paulo Freire/SP. 

▶️ Confira aqui a programação completa do Seminário de Educação Paulo Freire

Leia também:

▶️ 2º módulo do Seminário Paulo Freire debate uma educação emancipatória e transformadora

▶️ Para ler o mundo em tempos de exceção: começa o Seminário de Educação Paulo Freire

▶️ Seminário Paulo Freire: um olhar freireano através da educação e da política

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A mobilização nas regiões é uma das estratégias deliberadas pelo Conselho Geral do CPERS para pressionar o governo a pagar o que deve à categoria, cujos proventos foram cortados apesar da recuperação das aulas e do encerramento do ano letivo.

▶ Baixe o modelo de moção e envie aos vereadores(as) da sua cidade

Este é um ano eleitoral, e os vereadores(as) podem exercer pressão crucial sobre seus partidos na base do governo para assegurar o pagamento dos salários cortados.

Desde dezembro, a categoria amarga cortes mensais que chegam a 30% do salário. São mais de 27 mil castigados para – nas palavras do governador – “desestimular a prática grevista”, apesar das aulas recuperadas sem prejuízo aos estudantes.

São famílias inteiras em situação de calamidade, com salários cortados e sem perspectivas de alívio financeiro. Muitos têm recorrido a doações arregimentadas em campanhas de arrecadação.

▶ Receba notícias do CPERS por whatsapp

Moções aprovadas em apoio ao pagamento dos educadores grevistas
Atualizado em 16/09

1 Água Santa
2 Arroio dos Ratos
3 Bagé
4 Barra do Quaraí
5 Barra Funda
6 Bento Gonçalves
7 Boa Vista das Missões
8 Caçapava do Sul
9 Caiçara
10 Camaquã
11 Camargo
12 Candiota
13 Caxias do Sul
14 Chuí
15 Constantina
16 Encantado
17 Engenho Velho
18 Erechim
19 Esteio
20 Estrela
21 Faxinal do Soturno
22 Garruchos
23 Giruá
24 Guaíba
25 Horizontina
26 Ijuí
27 Independência
28 Itacurubi
29 Lagoa Vermelha
30 Lajeado
31 Lavras do Sul
32 Maçambará
33 Muçum
34 Nova Bassano
35 Nova Hartz
36 Nova Palma
37 Novo Barreiro
38 Novo Hamburgo
39 Palmeira das Missões
40 Panambi
41 Parobé
42 Passo Fundo
43 Pelotas
44 Pinheiro Machado
45 Piratini
46 Portão
47 Rio Grande
48 Rio Pardo
49 Santa Maria
50 Santa Rosa
51 Santa Vitória do Palmar
52 Santana do Livramento
53 Santiago
54 Santo Ângelo
55 São Borja
56 São Francisco de Paula
57 São Jerônimo
58 São José das Missões
59 São José do Norte
60 São Leopoldo
61 São Pedro do Sul
62 São Sepé
63 São Vicente do Sul
64 Sapiranga
65 Soledade
66 Taquara
67 Taquari
68 Teutônia
69 Três Cachoeiras
70 Três de maio
71 Ubiretama
72 Vale Real
73 Vanini
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Às portas da escola Estado do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, educadores(as) e servidores(as) das três esferas protestaram contra a Reforma Administrativa de Bolsonaro, que coloca em risco a própria existência do serviço público no Brasil.

Convocado pela Frente de Servidores Públicos (FSP/RS), a mobilização na manhã desta terça-feira (15) marcou o lançamento de uma campanha conjunta contra o projeto, que ameaça a estabilidade, os concursos públicos, os salários, os direitos e as carreiras de quem presta serviços essenciais à população.

 

“Estamos marcando o início da luta contra a Reforma Administrativa do governo Federal. Bolsonaro e Leite têm muito em comum. Eles estão unificados pelas propostas de Guedes, pautadas na precarização e desmonte total do serviço público”, asseverou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

A reforma impõe medidas que têm o objetivo de privatizar o Estado, reduzir investimentos, minar políticas de combate à desigualdade e transformar a oferta pública e gratuita de serviços em mercadoria privada.

“É a sociedade que precisa da escola pública, do posto de saúde, do SUS. É essa a luta que estamos fazendo na rua. O fim da estabilidade, o fim do concurso público, não é só ataque aos servidores, é ataque à população”, disse o diretor do Sintrajufe/RS, Zé Oliveira.

Mais uma vez, o governo chantageia os brasileiros dizendo que a reforma é necessária para o Brasil crescer. É o mesmo discurso que foi utilizado para congelar investimentos por 20 anos e acabar com a aposentadoria e as leis trabalhistas.

A aliança entre o governo e a mídia, que depreciam a atuação dos servidores(as) e mentem à população a respeito do peso das carreiras nos gastos públicos, exigirá unidade e perseverança para barrar o projeto.

A luta está só começando.  O próximo ato será realizado no dia 30 de setembro, integrando o Dia Nacional de Mobilização contra a Reforma, convocado por centrais sindicais para dizer “NÃO” à destruição do Estado.

Rio Grande do Sul resiste

Com máscaras e respeitando o distanciamento mínimo de 1,5m, o grupo também protestou contra o fechamento da escola Rio Grande do Sul. A instituição foi arrombada pelo governo que, de forma arbitrária, sumiu com documentos dos estudantes e pertences, forçando a sua mudança para a EEEF Leopolda Barnewitz.

A instituição permanece ocupada pela comunidade escolar como ato de resistência à postura autoritária de Eduardo Leite (PSDB).

“Rio Grande do Sul, resiste!”, entoavam os participantes.

Para a professora, escritora e ex-aluna da EEEF Estado do Rio Grande do Sul, Atena Beauvoir Roveda, fechar a instituição é acabar com a história de toda a comunidade.

“São as nossas vidas. É a nossa escola. É a minha história e é a história de tantos outros alunos e alunas. Se ele tira essa história daqui, ele tira uma parte de mim nessa capital”, afirmou

            

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Na manhã desta terça-feira (15), Dia Nacional de Mobilizações da Educação em Defesa da Vida, educadores(as), estudantes e pais protestaram em todo o Rio Grande do Sul pela abertura de vagas em EJAs, Neejas e Cursos Técnicos e contra o fechamento de escolas.

No interior, os atos se deram em frente às Coordenadorias Regionais de Educação (CRE). Na capital, o protesto ocorreu às portas do Palácio do Piratini, e também chamou atenção para o fechamento da escola Estado Rio Grande do Sul, arrombada pelo Estado no dia 3 de setembro e, desde então, ocupada pela comunidade escolar como forma de resistência.

“Além de defender um símbolo da educação, uma escola que carrega o nome do nosso estado, estamos aqui cobrando do governo a reabertura das inscrições que foram proibidas neste ano em modalidades fundamentais. Nenhum aluno a menos!”, destacou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Em meio à pandemia, o governo Eduardo Leite (PSDB) e o secretário da educação, Faisal Karam, proibiram a abertura de novas vagas nas modalidades da EJA, NEEJa e cursos técnicos em escolas estaduais.

A não liberação de matrículas impede a criação de turmas, reduz carga horária de professores(as), deixa contratados(as) à margem do desemprego e faz com que trabalhadores(as) sejam remanejados para outras escolas sem qualquer organização prévia.

Dezenas de milhares de estudantes, em sua maioria de baixa renda e em situação de vulnerabilidade agravada pela pandemia, serão prejudicados pelas determinações. Se o impedimento permanecer, muitos terão negado o direito constitucional à educação.

“Este é um governo que finge diálogo, mas que age no sentido contrário, arrombando uma escola e saqueando os móveis da Secretaria sem autorização da comunidade escolar. A Rio Grande do Sul é a única escola que oferece EJA e Ensino Fundamental no centro de Porto Alegre. Esperamos que o governo volte atrás dessa decisão absurda”, defendeu o diretor do CPERS, Daniel Damiani.

A mãe de aluna da Rio Grande do Sul, Natanielle Almada, ressaltou que o governo Eduardo Leite é autoritário e governa para elites e não para o povo.

“Só quem precisa da escola sabe o quanto é difícil. Quem é mãe ter que se deslocar para pegar as crianças. A outra escola é muito mais longe, como faz uma mãe que anda a pé com os seus filhos na chuva e no frio. Mostra que não é um governador que veio governar para o povo, e sim para a elite.”

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia manifestou o receio dos estudantes e educadores em voltar às aulas presenciais.

“Temos que ter segurança para voltar. Não só um retorno com uma data pré-estabelecida pelo governo, mas uma data que a gente tenha tranquilidade em voltar com todos os protocolos respeitados, tanto os sanitários quanto os pedagógicos”, destacou.

Cirlânia Souza, diretora do Colégio Emílio Massot, também criticou a falta de diálogo do governo.

“Estamos aqui pois são sonhos e projetos de pessoas adultas que estão sendo interrompidos. Não houve em nenhum momento diálogo com as instituições para discutir o fechamento das inscrições dos EJAs e cursos técnicos. É lamentável que em plena pandemia estejamos vivendo nessa situação, nos arriscando pra defender mais uma vez a escola pública.”

 

A secretária-geral, do CPERS, Candida Rossetto falou do dia de luta remetendo ao direito constitucional à educação.

“Estamos dizendo para a sociedade que o papel do governante é justamente na contramão do que Leite faz: é de defesa do direito à educação pública, gratuita e de qualidade. O governo usa o setor público para favorecer o setor privado.”

O tesoureiro do CPERS, Mauro Calliari, lembrou que Eduardo Leite e Bolsonaro estão alinhados na política de destruição dos serviços públicos e retirada de direitos.

“Aqui no Rio Grande do Sul, Eduardo Leite está atacando as escolas, tentando fechar escolas, desrespeitando o direito à escola pública de qualidade que defendemos e vamos continuar defendendo. ”

Durante a manifestação, após entregar o projeto de Reforma Administrativa na Assembleia Legislativa, o governador Eduardo Leite entrou pela porta dos fundos do Palácio, dando as costas para a mobilização.

“É uma marca deste governo não ouvir, não escutar a voz daqueles que educam e daqueles que levam os seus filhos para a escola. Hoje tínhamos para dizer a ele a sobre a importância da abertura da escola Rio Grande do Sul. Os estudantes querem a sua escola, os estudantes querem vagas nos Ejas e cursos técnicos. ”, afirmou a presidente do CPERS.

Diversos núcleos do CPERS também realizaram atividades em frente às CREs e escolas que oferecem as modalidades em risco. Confira:

Bagé

Caxias do Sul

Ijuí

Passo Fundo

Pelotas

Rio Grande

Santa Rosa

Santo Ângelo

São Leopoldo

São Luiz Gonzaga

Três de Maio

   

 

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“Testei positivo e estou isolada. Na minha escola nós somos três, imagina quantas pessoas não tem em outras escolas? Hoje a CRE fez reunião cobrando o retorno das aulas. Como nós vamos voltar desse jeito?”

Rosmari Teresa Formolo é orientadora educacional da EEEM Melvin Jones, de Caxias do Sul. Ela participou do primeiro dia das plenárias regionais organizadas pelo CPERS para ouvir a categoria e organizar a luta em defesa da vida e contra a retomada das aulas presenciais.

A educadora e duas colegas se contaminaram enquanto trabalhavam no plantão presencial. Pagaram o teste do próprio bolso. Após comunicarem a CRE, a mantenedora não providenciou a higienização e ordenou que a escola usasse recursos do caixa ou que os funcionários(as) realizassem a tarefa.

O relato de Rosmari ecoa o medo de milhares de educadores(as), estudantes e familiares da rede estadual. Faltam recursos, faltam profissionais, faltam testes, falta segurança para cumprir o calendário de volta às aulas proposto pelo governador Eduardo Leite (PSDB).

Sobra descaso e falta respeito à vida.

Diante da decisão irresponsável e sádica do Estado, o CPERS convocou a categoria a construir a resistência. A direção central e os dirigentes dos 42 núcleos do Sindicato organizam reuniões com sócios(as) dos 42 núcleos do Sindicato ao longo desta semana para dialogar e reunir propostas de luta e mobilização.

Nesta segunda (14), participaram educadores(as) dos núcleos de Bento Gonçalves, Camaquã, Canoas, Caxias do Sul, Cruz Alta, Frederico Westphalen, Palmeira das Missões, São Gabriel e São Leopoldo.

“Nós não temos dúvidas: voltar às aulas agora é um crime contra a vida. Mas a resistência não depende só do Sindicato, ela deve vir da base, do chão da escola. Por isso queremos ouvir e reunir sugestões para evitar este massacre”, explica a presidente Helenir Aguiar Schürer.

Como a história de Rosari, inúmeros relatos confirmaram dados já apontados pelo CPERS na pesquisa Educação e Pandemia no RS. A maior parte das escolas tem estrutura deficitária, recursos humanos e financeiros insuficientes, salas pequenas e superlotadas e mais de 40% dos profissionais no grupo de risco.

A pesquisa, realizada com cerca de 2 mil educadores(as), também mostrou que a Covid-19 já chegou a mais de 140 escolas estaduais trabalhando em regime de plantão. A exemplo da escola Melvin Jones, a mantenedora não providenciou a pronta higienização em 75,5% dos casos.

A posição dos educadores(as) que participaram do debate é unânime: não há como voltar. Um governo que não controlou a pandemia nas escolas mesmo com o fluxo reduzido e sem aulas presenciais não tem qualquer condição de garantir um retorno seguro.

Entre as sugestões propostas pela categoria nas três plenárias do dia, constam a realização de ampla campanha midiática em defesa da vida, organizar a resistência a partir dos conselhos escolares e instâncias da gestão democrática e pressão junto a prefeitos e parlamentares, bem como atos com número reduzido de participantes, evitando aglomerações e chamando atenção da sociedade.

As plenárias continuam ocorrendo diariamente, até sexta-feira. Confira o cronograma completo e contate o seu núcleo para participar.

15/09 – 14h

Carazinho – 37° Núcleo – (54) 99986 4478
Cerro Largo – 36° Núcleo – (55) 99950 6943
Guaíba – 34° Núcleo – (51) 99588 8592
Ijuí – 31° Núcleo – (55) 99941 3252
Porto Alegre Zona Norte – 38° Núcleo – (51) 99702 1369
São Luiz Gonzaga – 33° Núcleo – (55) 99943 3163
Taquara – 32° Núcleo – (51) 99549 3008
Três de Maio – 35° Núcleo – (55) 99729-4449
Vacaria – 30° Núcleo – (54) 99691 0859

16/09 – 17h

Erechim – 15° Núcleo – (54) 99602 5013
Lagoa Vermelha – 25° Núcleo – (54) 99957 6158
Osório – 13° Núcleo – (51) 99700 5509
Pelotas – 24° Núcleo – (53) 99963 6494
Porto Alegre Zona Sul – 39° Núcleo – (51) 99735 6983
Santana do Livramento – 23° Núcleo – (55) 99666 2904
Santiago – 29° Núcleo – (55) 99932 9545
Soledade – 28° Núcleo – (54) 99960 7571
Uruguaiana – 21° Núcleo – (55) 99660 8541

17/09 – 17h

Bagé – 17° Núcleo – (53) 99967 9415
Estrela – 8° Núcleo – (51) 99538 7122
Gravataí – 22° Núcleo – (51) 99914 6038
Guaporé – 3° Núcleo – (54) 99699 2451
Santa Maria – 2° Núcleo – (55) 99660 5417
Santa Rosa – 10° Núcleo – (55) 99666 4530
Santo Ângelo – 9° Núcleo – (55) 99660 9132
São Borja – 16° Núcleo – (55) 99920 5476
Três Passos – 27° Núcleo – (55) 99721 0340

18/09 – 17h

Alegrete – 19° Núcleo – (55) 99931 1581
Cachoeira do Sul – 4° Núcleo – (51) 98047 7528
Montenegro – 5° Núcleo – (51) 99506 6944
Passo Fundo – 7° Núcleo – (54) 99705 0245
Rio Grande – 6° Núcleo – (53) 99930 8290
Santa Cruz do Sul – 18° Núcleo – (51) 99799 3792

 *Verifique a qual núcleo sua cidade pertence clicando aqui









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Após o retorno do Ensino Médio no estado do Amazonas, no dia 10 de agosto, mais de 1,7 mil educadores(as) da capital, Manaus, testaram positivo para a Covid-19.

O dado é da Fundação de Vigilância em Saúde do Estado, que testou 5,1 mil profissionais, sugerindo que estarrecedores 34,3% já foram contaminados.

Como o governo do Amazonas realiza testagem em massa apenas na capital, o número de contágios em todo o estado é seguramente mais expressivo.

Covid-19 já chegou a mais de 140 escolas estaduais do RS

No Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite (PSDB) pretende abrir escolas sem sequer realizar testes. Mas pesquisa do CPERS realizada com mais de 2 mil educadores(as) gaúchos detectou que a Covid-19 já chegou a mais de 142 escolas da rede.

Mesmo com as aulas presenciais suspensas, parcela significativa das escolas estaduais trabalham em regime de plantão, com fluxo reduzido, para realizar tarefas administrativas, limpeza dos espaços e entrega de materiais aos estudantes.

Em 71% das instituições, não são fornecidas máscara com a frequência necessária para todos os trabalhadores(as) no período de plantão e 92% das direções respondentes afirmaram que suas escolas não têm condições estruturais de reabrir respeitando os protocolos.

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Os dados reiteram a posição do Sindicato: o Rio Grande do Sul não tem condições de retomar as aulas presenciais. As curvas não apresentaram uma redução expressiva, a dança das bandeiras perdeu o sentido e a transmissão comunitária permanece fora de controle.

Faltam profissionais, falta estrutura, faltam recursos, faltam testes e falta segurança. Falta respeito à vida.

Devido à situação crítica, o último Conselho Geral do CPERS, realizado no dia 28 de agosto, aprovou a exigência de vacinação em massa para o retorno às aulas.

Não seremos cúmplices da tentativa de normalizar a morte, a necropolítica que une Bolsonaro, Eduardo Leite e todos que celebram o capital acima da vida.

O governador precisa fazer o seu dever de casa. Nós, nossos estudantes e familiares não seremos cobaias.

#EscolasFechadasVidasPreservadas

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Uma afirmação do secretário Faisal Karam na audiência da Comissão de Educação da última quinta-feira (10) revoltou a direção e comunidade escolar do tradicional colégio Júlio de Castilhos, o Julinho, da capital.

Tentando mostrar que há condições de retorno às aulas no Rio Grande do Sul, Faisal constrangeu os presentes dizendo, de forma grosseira, que “… o Julinho tem R$ 600 mil reais na conta da autonomia financeira.”

Como o secretário se retirou da reunião sem dialogar com a comunidade, não ouviu a resposta. Mas no dia seguinte, a escola enviou ofício assinado pela diretora Maria Berenice Moura Alves, cobrando esclarecimentos.

“Gostaríamos de saber em qual conta do Colégio Estadual Júlio de Castilhos está depositado o valor citado pelo Senhor?”, questiona o documento, afirmando que a informação não é verdadeira. O texto também critica o desconforto causado pela fala perante a comunidade escolar.

▶ Leia a íntegra do documento aqui

O documento também escancara o descaso do Estado com a escola, lembrando que desde 2019 a direção envia ofícios à Seduc solicitando obras urgentes, como reformas da cozinha e refeitório, rampas de acessibilidade e reparos no telhado, entre outras.

Os pedidos foram emitidos na esperança de receber verba do BIRD com valor estipulado de R$ 150 mil. Porém, segundo relata a diretora, o colégio nunca recebeu os fundos.

“(…) é importante destacar, senhor secretário, que, se realmente tivéssemos o expressivo valor de R$ 600 mil referentes à autonomia financeira, (…) as reformas, com certeza, já teriam sido realizadas e muitas outras melhorias já estariam prontas.”

O ofício é concluído com uma manifestação de solidariedade a “tantas outras escolas estaduais que lutam para administrarem seus espaços e deixá-los em condições adequadas para o desenvolvimento de uma educação de qualidade.”

Em pesquisa realizada pelo CPERS, 70,5% das direções escolares afirmaram que os repasses da verba de autonomia financeira estão em atraso. Já 61,6% colocam que os repasses da verba de manutenção estão em atraso.

A falta de recursos e a incapacidade do Estado em fazer a sua parte na gestão das escolas são alguns dos motivos pelos quais o Sindicato é contrário ao retorno das aulas presenciais.  86% da categoria defende que não há condições de retomar as aulas sem vacina.

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