O IPE Saúde disponibilizou, na última quarta-feira (12), a Cartilha do Segurado.

O material reúne as principais informações de interesse, especialmente para os novos usuários, com tópicos, ilustrações e links que direcionam diretamente para o local adequado no site.

▶ Acesse a cartilha aqui.

Um dos principais objetivos do documento é dar as boas-vindas a quem adere ao plano, explicar os primeiros passos e como os serviços podem ser acessados.

A cartilha ficará disponível no site do IPE Saúde, na área de Avisos, neste link, e os setores de Recursos Humanos também farão a distribuição do material.

▶ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

A edição será periodicamente atualizada, mas o IPE Saúde reforça que a fonte oficial para as informações completas é sempre o próprio site www.ipesaude.rs.gov.br.

*Com informações do IPE Saúde

Leia também: 

▶ IPE Saúde cobre exame de Covid-19 apenas em casos hospitalares, pronto atendimento ou tratamento ambulatorial
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▶ Usuários do IPE Saúde podem solicitar nova via de cartão de forma digital
▶ CPERS denuncia desmonte do IPE Saúde em audiência na Assembleia Legislativa
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▶ Segurados do IPE Saúde devem atualizar seus dados de contato
▶ Com telemedicina, IPE Saúde implanta consultas por plataformas digitais

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O governador Eduardo Leite (PSDB), que há muito abriu mão de controlar a pandemia, apresentou à Famurs uma proposta de retomada das aulas presenciais inteiramente fantasiosa e ofensiva.

Contrariando os resultados da própria consulta – realizada em julho com Secretarias, conselhos municipais e entidades empresariais -, pretende reabrir escolas começando pela educação infantil, no dia 31 de agosto.

Em duas semanas, 14 de setembro, voltaria o Ensino Superior. No dia 21, Ensino Médio e Técnico. No 28, anos finais da Educação Fundamental. E, no dia 8 de outubro, os anos iniciais.

Não apenas a pandemia está distante do pico como se alastra de forma acelerada no estado, com casos e óbitos crescendo dia a dia. O consenso científico, ao contrário das opiniões do governador, não mudou desde o primeiro fechamento das escolas: isolamento social é a única forma de conter o avanço da Covid-19.

Com efeito, não existe qualquer evidência de que o estado e o país tenham condições de retomar as atividades. Estudos em diversas nações demonstram que as escolas são ambientes especialmente suscetíveis a surtos da doença.

O grande número de educadores(as) que pertencem a grupos de risco e a falta de estrutura e de recursos da rede pública para cumprir protocolos de segurança agravam o quadro.

Análise do Dieese baseada nas redes públicas e privadas de todos os níveis de ensino demonstra que reabrir as instituições colocaria 3,5 milhões de gaúchos na linha de frente de contágio.

Destes, 500 mil são idosos que vivem na mesma residência de estudantes e docentes. Colocar este imenso contingente em movimento, ou mesmo parte dele, equivaleria a armar bombas biológicas em todo o estado.

Mas a experiência mostra que Eduardo Leite é mais sensível à pressão econômica do que à razão científica ou à urgência de preservar vidas. A categoria deve estar atenta e se preparar para resistir às tentativas de expor a comunidade escolar a uma pandemia mortífera e fora de controle.

Não seremos cobaias deste experimento macabro. #EscolasFechadasVidasPreservadas!

▶️ Mostre que você é contra a reabertura das escolas neste momento. Clique no link e atualize sua foto de perfil no Facebook com o tema “Escolas Fechadas, Vidas Preservadas”:

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O CPERS e o escritório Buchabqui e Pinheiro Machado lançaram uma nova modalidade de ação individual para educadores(as) contratados. Trata-se da ação para restituir desconto previdenciário sobre o vale-transporte.

Lei nº 8.212/91 prevê que não se deve incidir o desconto sobre o benefício pago a servidores(as) temporários vinculados ao Regime Geral da Previdência (INSS).

▶ Receba notícias do CPERS por whatsapp

Contudo, a legislação tem sido descumprida pelo governo Eduardo Leite (PSDB), comprometendo o orçamento de milhares de educadores(as) em meio à pandemia.

Com o ajuizamento da ação, contratados(as) poderão reaver os valores descontados indevidamente, bem como para que tais descontos deixem de ocorrer.

Confira os documentos necessários para ajuizar a ação:

1) procuração (baixe aqui);

2) declaração de hipossuficiência;

3) contrato de honorários;

4) cópia do seu RG/CNH;

5) cópia de um comprovante de residência atualizado;

6) cópia dos documentos que demonstrem o vínculo com o Estado (o ideal é fornecer a senha do Portal do Servidor, a fim de possamos imprimir todos os contracheques do período pleiteado na demanda).

Para dúvidas ou esclarecimentos, entre em contato com a nossa assessoria jurídica pelo telefone 51 3073.7512 ou contate o advogado do seu núcleo.

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A Comissão de Educação do 40º Núcleo do CPERS (Palmeira das Missões) encaminhou à direção central e conselheiros do CPERS, à Seduc e à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa uma Carta Denúncia sobre os ataques do governo Eduardo Leite e seus aliados à categoria.

A decisão de fazer a carta se deu em reunião online entre educadores da região. O texto ressalta a desvalorização dos educadores e a precarização da educação pública, situação que se agrava com a pandemia da Covid-19.

Sobrecarga de trabalho, desestímulo, retirada de direitos, humilhação, desconhecimento da realidade das comunidades escolares e da categoria são algumas das questões destacadas.

O documento também ressalta a falta de diálogo do governo, que impõe aulas remotas sem disponibilizar condições de acesso a educadores e educandos, impede a participação na organização do projeto político pedagógico e desconsidera o papel da educação e de seus protagonistas.

A Carta ainda enfatiza o descaso do governo com professores, funcionários de escola, estudantes e suas famílias. Em meio a pandemia, equipes diretivas e funcionários de escolas são obrigados a trabalhar presencialmente ficando expostos a contaminação e podendo ser vetores de transmissão do vírus.

Confira a íntegra da Carta Denúncia

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Está marcado para a próxima quarta-feira (12), às 10h, o tuitaço #AprovaFundeb, para pressionar senadores/as a aprovarem o Fundeb (PEC 26/2020) integralmente, sem nenhum destaque, na votação prevista para o dia 18 de agosto. É preciso manter a mobilização digital para que o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Novo Fundeb) seja votado o quanto antes no Senado pois o atual fundo vence dia 31 de dezembro deste ano e sem ele milhares de crianças e adolescentes ficarão fora das escolas.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras da Educação (CNTE), Heleno Araújo, avalia que a pressão nas redes fez o texto da relatora, Professora Dorinha Seabra (DEM-TO), ser aprovado em dois turnos na Câmara do Deputados, no último dia 21. A proposta aprovada pelos deputados prevê a ampliação de recursos da União para na educação pública dos estados e municípios, torna o fundo permanente, garante o subsídio para mais de 40 milhões de matrículas de redes estaduais e municipais de ensino em todo país e um piso salarial para os trabalhadores e trabalhadoras da educação.

Na Pressão

Outra ferramenta importante de mobilização é o site Na Pressão, que permite entrar em contato com senadores/as rapidamente: com poucos cliques é possível enviar mensagens para e-mail, whats app e as demais redes sociais dos parlamentares. Acesse e divulgue: https://napressao.org.br/campanha/votafundeb.

Twitter

Para o tuitaço é importante escrever frases em defesa do Fundeb usando a hashtag #AprovaFundeb, no horário combinado (às 10h). Também é possível marcar os perfis de senadores e senadoras nesta rede. Para facilitar a participação de todos, veja a seguir a planilha de tuites e o banco de imagens.

>> Planilha de tuites:

>> Cards para redes sociais:

> Acesse os novos cards para divulgação nas redes sociais:

 

 

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Matéria de André Accarini e Marize Munis, publicada originalmente pela CUT

Enquanto governos discutem a volta às aulas sem plano efetivo de segurança para proteger crianças e jovens do novo coronavírus (Covid-19), 70% dos pais e mães que têm filhos entre o 6º e o 9º ano na rede pública acham que seria melhor que ficassem na mesma série em 2021, revela pesquisa Datafolha realizada com a rede estadual de São Paulo.

Estudo da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) revela outro problema grave: cerca de 9,3 milhões de pessoas também ficariam sujeitas à contaminação pelo novo coronavírus porque fazem parte de grupos de risco – idosos e adultos com comorbidades – que convivem com as crianças, jovens e profissionais da educação.

▶

De acordo com o estudo, ainda que escolas, colégios e universidades adotem medidas de segurança e que elas sejam cumpridas à risca, o risco de contágio é iminente.

Além da possibilidade de aglomerações nos locais, o estudo aponta que os transportes públicos e a falta de controle sobre o comportamento dos jovens representam situações potenciais de contaminação. E se forem contaminados, podem levar para casa o vírus e infectar os parentes, em especial os de grupos de risco, mais vulneráveis à doença.

Diego Xavier, epidemiologista do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), ligado à Fiocruz, estima que se apenas 10% dos 9,3 milhões de adultos e idosos com fatores de risco, que vivem com crianças em idade escolar, precisarem de cuidados intensivos, serão mais de 900 mil pessoas na fila das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

“Temos todo um conjunto de pessoas que compõem a comunidade escolar, desde os transportes, os funcionários das escolas, os alunos, os pais e cuidadores desses alunos, todos fazem parte da comunidade escolar e todos estão sob risco”, ele explica.

O epidemiologista ressalta que a volta às aulas é um passo da reabertura econômica que, teoricamente, coloca fim ao isolamento social recomendado por autoridades de saúde e o resultado é o aumento de casos. “O vírus se aproveita da grande circulação de pessoas para se disseminar e a tendência é de que voltemos a ter aumento no número de casos”.

Para autoridades internacionais à volta ás aulas presenciais só deveria ocorrer depois que todos fizessem testes para checar se alunos e trabalhadores da educação contraíram Covid-19, e depois também que fosse feito um rastreamento de contatos para isolar e tratar quem estiver infectado – quanto maior o rastreamento, menor a necessidade de testagem.

Segundo Diego Xavier, a forma como a volta às aulas está sendo ‘pensada’ não inclui esses protocolos mais aprofundados de prevenção e combate ao novo coronavírus. “Não bastam protocolos dentro da escola porque tem o caminho que a pessoa faz para chegar lá e isso, e isso não estão previsto”, afirma.

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Assim como os estudiosos do mundo, o epidemiologista da Fiocrcuz fala da importância da testagem em massas das crianças, em especial às maiores de dez anos de idade que, de acordo com um estudo realizado na Coreia do Sul, são transmissoras em potencial do vírus tanto quando adultos, ainda que não apresentem nenhum sintoma e a doença não evolua nesse grupo.

Além desses fatores, a Fiocruz alerta também que há um agravante. É a desmobilização de recursos e desmonte de unidades de saúde, como hospitais de campanha, que são cruciais para o enfrentamento à pandemia, principalmente se aumentarem os casos de contaminação.

“Se aplicarmos a taxa de letalidade brasileira nesse cenário, estaremos falando de algo como 35 mil novos óbitos, somente entre esses grupos de risco”, ele explica.

De acordo com o epidemiologista, essa população terá de conviver com o vírus dentro da residência e, no caso de ter de recorrer ao serviço de saúde, o acesso será mais difícil.

“O SUS não terá folga grande para atender novos casos. Se colocarmos mais gente em circulação e o vírus voltar com força, não teremos como entender esses pacientes”, ele diz.

Responsabilidade

De acordo com o estudo da Fiocruz, o recomendável seria que estados e municípios oferecessem aos pais informações necessárias para que cuidados passassem a ser adotados dentro de casa e que deveriam ser ampliadas as atividades de vigilância epidemiológica dos grupos vulneráveis por meio de testagens e acompanhamento clínico permanente.

“Para que a gente pense na volta às aulas, são necessários planos específicos pra “identificar os casos muito mais cedo, isolar essas pessoas, rastrear pessoas que tenham contato com ela, tudo para interromper a cadeia de transmissão”, afirma Diego Xavier.

O argumento para a volta às aulas a qualquer custo é que as crianças e adolescentes não podem perder o ano letivo. Governadores e prefeitos desprezam s cuidados com a saúde e a vida por causa da pressão econômica dos donos de escolas particulares que temem perder alunos e, consequentemente, lucros.

Desigualdade

Outro ponto abordado pelo epidemiologista, que coloca em dúvida a volta às aulas é a desigualdade entre escolas públicas e particulares. Ele afirma que não se pode pensar em medidas levando em consideração as possibilidades e recursos de escolas particulares e aplicar esses protocoles em escolas públicas que “historicamente tem menos estrutura que escolas particulares”.

“Não vamos solucionar essa desigualdade em um curto prazo. As escolas públicas serão ambientes de menor controle, consequentemente, mais propícios para a disseminação do coronavírus”, explica Diego.

Resistência

Sindicatos em todo o país, organizados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE), já anunciaram que, se necessário, farão greve para que as aulas não retornem.

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, afirmou ao Portal CUT que “o importante é salvar vidas, que não podem ser recuperadas depois”.

Ao todo, a CNTE tem em sua base mais de um milhão de trabalhadores no setor.

De acordo com pesquisa feita pelo Poder 360, 11 unidades da federação já têm propostas para retomar as atividades nas escolas: Acre, Alagoas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande de Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

No Rio de Janeiro, a Justiça suspendeu o decreto do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) que autorizava o retorno às aulas para o 4°, 5°, 8° e 9° ano, na rede privada da capital.

A decisão do desembargador Peterson Barros Simão, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, proíbe também a abertura de atividades educacionais presenciais em creches e escolas privadas. A multa, em caso de descumprimento, é R$ 10 mil por dia.

Em São Paulo, o estado com maior número de casos de Covid019, o retorno é incerto. As metas para que a volta às aulas pudesse acontecer ainda não foram atingidas.

Os critérios do Comitê Estadual de Contingência do Coronavírus estabelecem que todas as regiões administrativas do estado, tivessem um mínimo de 28 dias seguidos na fase 3 – amarela de flexibilização da quarentena. Atualmente, três regiões ainda estão na fase 1-vermelha, o que frustra os planos de retorno no dia 8 de setembro, conforme planeja o governador João Dória (PSDB).

Na capital paulista, um inquérito sorológico feito pela Secretaria Municipal de Saúde mostrou aumento de contágios em idosos na capital.

A investigação aponta que 13,9% de todos os casos mapeados no estudo foram registrados em pessoas mais velhas. O medo dos especialistas, em concordância com os pesquisadores da Fiocruz é de que os estudantes tramitam a doença para seus familiares.

Ainda na capital paulista, o Sindicato de Servidores Públicos Municipais e entidades que representam trabalhadores da educação protestaram nesta quarta-feira (5) contra o Projeto de Lei 542/2020, que estabelece protocolos para a volta às aulas, a partir de 8 de setembro.

No Ceará, o governador Camilo Santana (PT), afirmou que deve reabrir as escolas em setembro, apesar do parecer contrário do Conselho Estadual de Educação (CEE).

A orientação do CEE é que as atividades letivas continuem por meio remoto, até 31 de dezembro de 2020.

Na Paraíba, professores e professoras participaram de uma assembleia virtual realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Educação do estado (Sinte-PB) e decidiram não retornas às aulas e que se o governo estadual sugerir o retorno, a categoria fará greve por tempo indeterminado.

Leia também:

▶Escolas fechadas, vidas preservadas. Artigo da presidente Helenir Aguiar Schürer
▶ Surto de Covid-19 se alastra dez dias após a reabertura das escolas, aponta pesquisa em Israel
▶ Pesquisa aponta crise educacional e medo de contágio caso escolas sejam reabertas
▶Pela vida dos gaúchos: Conselho Geral defende fechamento total das escolas do Estado
▶É preciso fechar completamente as escolas do RS enquanto há tempo
▶ Sociedade de Infectologia do RS emite alerta sobre gravidade da pandemia

 

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O novo Fundeb, permanente e com mais recursos da União, pode ser votado no dia 18. Sem o Fundo, que vence no fim deste ano, o ensino público do país pode colapsar, deixando milhares de crianças e adolescentes fora das escolas.

Por isso, é preciso manter a mobilização nas redes pela aprovação da PEC 15/2015 – sem nenhuma mudança – no Senado. Só assim será promulgada pelo Congresso Nacional.

O apelo é do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras da Educação (CNTE), Heleno Araújo. De acordo com ele, foi a pressão nas redes sociais que fez o texto da relatora, Professora Dorinha Seabra (DEM-TO), ser aprovado em dois turnos na Câmara, no dia 21.

A proposta, aprovada pelos deputados, garante ainda subsídio para mais de 40 milhões de matrículas de redes de ensino estaduais e municipais em todo país e um piso salarial para os trabalhadores(as) da educação.

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“A aprovação histórica do Novo Fundo na Câmara só foi possível por causa da grande pressão da sociedade, sindicalistas, trabalhadores e trabalhadoras da educação e de todos que lutam por um ensino público de qualidade”, diz Heleno.

Para o dirigente, a forte mobilização, por meio do site NAPRESSÃO da CUT, foi fundamental para esta primeira vitória.

O #VotaFundeb chegou a ser o 13º assunto mais comentado do mundo no Twitter, e diversos deputados gravaram vídeos e publicaram em suas redes se comprometendo a votar a favor do Fundo.

Sindicatos como o CPERS também pressionaram virtualmente os parlamentares em suas bases. Pela ferramenta virtual de participação social, política e cidadã da CUT, cerca de 20 mil pessoas pressionaram os deputados(as) mais de 110 mil vezes.

Até a ativista paquistanesa, Malala Yousafzai, se manifestou em defesa ao novo fundo. Em reportagem para a BBC News Brasil ela disse que “o Fundeb é fundamental para assegurar um futuro em que todas as meninas brasileiras possam ir à escola, não importa onde vivam”.

Saiba como pressionar os senadores pela aprovação do Novo Fundeb

Para ajudar a pressionar os senadores pela aprovação do Novo Fundeb, acesse o site NAPRESSÃO. Isso pode ser feito com apenas alguns cliques.

Ao entrar na plataforma, você precisa clicar na “Campanha #VotaFundeb” e depois em “pressionar”. Escolha um senador, de preferência quem está indeciso ou contra a PEC, e mande seu recado.

 

Ao entrar na outra tela, aparecerá “pressione”. Escolha por qual rede quer pressionar o parlamentar, clique na sua plataforma preferida e mande uma mensagem pedindo para que ele vote a favor do Novo Fundeb.

Nas redes sociais, é só usar a hashtag #AprovaFundeb ou participar dos tuitaços que acontecem periodicamente e são convocados pela CNTE ou pelos sindicatos que apoiam a PEC.

Você pode também mandar uma mensagem direta para um dos três senadores do estado em que mora e lembrá-lo do seu voto antes de pedir o sim dele para o novo Fundo.

Mobilização nas redes pode garantir a vitória da educação

“A pressão para a aprovação total da PEC 15 deve continuar e até aumentar, porque, para os recursos serem liberados pelo governo Federal, uma Lei que regulamenta o texto de Dorinha precisará ser aprovada na Câmara, no Senado e ainda vai depender da sanção de Bolsonaro, que já se posicionou contra o fundo. Todo mundo pode ajudar a pressionar”, ressaltou Heleno se referindo ao presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL).

A professora e presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), Ana Cristina Guilherme, disse que é fundamental a pressão pela aprovação da íntegra da PEC, que trará muitos avanços na educação pública.

“A permanência do Fundeb assegura que a educação pública seja política de Estado e não fique à mercê de governos, garante a valorização de todos os trabalhadores e trabalhadoras da educação, avança na questão do Custo Aluno Qualidade (CAQ), necessário para a escola pública investir e avançar na qualidade, aumenta o aporte financeiro da União de 12% para 23% e a universalização da educação infantil”, afirma Ana Cristina.

“Estamos na luta, este ano teremos eleição, e temos dito, que partido que vota contra a Educação, não ganha eleição!”
– Ana Cristina

O professor, Secretário-Geral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Curimatau e Seridó Paraibano (SINPUC) e presidente da CUT Paraíba, Sebastião José dos Santos, conhecido como Tião, disse que apesar de ter tido a primeira vitória na Câmara temos que superar os obstáculos que vêm pela frente e a vitória será com muita mobilização.

Tião disse que vai seguir as orientações da CNTE, como fez na votação na Câmara. Ele contou que fez uma live com os deputados de base e garantiu o compromisso deles com a educação em todas as redes sociais do movimento sindical na Paraíba. E agora isso será repetido com os senadores.

“Nesta semana faremos uma live com os três senadores da Paraíba para que eles vejam a nossa mobilização no estado e ouçam o clamor da sociedade e dos trabalhadores da educação pedindo a aprovação do financiamento da educação. É preciso que eles se sensibilizem e ouçam os seus eleitores”, disse Tião.

O professor e presidente da CUT Sergipe, Roberto Silva, voltou a lembrar da lei que irá regulamentar a PEC e disse que será preciso muita vigilância e pressão do movimento sindical e dos trabalhadores da educação para que o Fundeb passe a valer efetivamente.

“A mobilização deve ser permanente até a aprovação final da PEC e da lei regulamentadora, para que de fato tenha recursos públicos para melhorar a qualidade da educação pública desse país. E não com recursos da iniciativa privada, como querem alguns parlamentares e o governo de Jair Bolsonaro. Por eles a educação será privada e poucos tirão direitos. #AprovaFundeb”, finalizou o dirigente.

(CUT Brasil, Érica Aragão, com edição de Marize Muniz e colaboração das assessorias de imprensa das CUTs Ceará – Tarcísio de Aquino, Paraíba – Lúcia e do secretário de Comunicação da CUT Sergipe – Plinio, 06/08/2020)

Pressione os senadores gaúchos pela votação da PEC:

Lasier Martins (PODEMOS)
Whatsapp do mandato:
51980629999
Facebook: https://www.facebook.com/LasierMartinsOficial/
Twitter: https://twitter.com/lasiermartins
Instagram: https://instagram.com/lasiermartins
E-mail: lasier.martins@senador.leg.br

Luis Carlos Heinze (PP)
Whatsapp do mandato: 61995599938
Facebook: https://www.facebook.com/SenadorHeinze/
Instagram: https://www.instagram.com/senadorheinze/
Twitter: https://twitter.com/SenadorHeinze
E-mail 1: gabineteheinzepoars@gmail.com
E-mail 2: sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br

Paulo Paim (PT)
Whatsapp do mandato: 6198440-8131
Facebook: https://www.facebook.com/paulopaim
Instagram: https://www.instagram.com/PauloPaimsenador/
Twitter: http://twitter.com.br/paulopaim
E-mail: sen.paulopaim@senado.leg.br

 

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Luta, informes jurídicos e pandemia pautaram a reunião virtual com as aposentadas e aposentados de Santa Rosa (10ª Núcleo), na tarde desta sexta-feira (7).

Cerca de 90 educadores(as) participaram da atividade, que também recebeu convidados dos núcleos de Santo Ângelo, Frederico Westphalen e Três de Maio.

Glaci Weber, diretora do Departamento dos Aposentados do CPERS, abriu a reunião e ponderou que estes encontros são a melhor forma de articular a luta em meio à pandemia.

“As reuniões virtuais estão acontecendo em todos os núcleos. Essa é diferente porque Santa Rosa decidiu convidar mais três núcleos, o que achei ótimo. Quero dizer que todas as reuniões tiramos coisas boas. As pessoas estão tristes de estarem em casa. Temos um governo que está nos tirando direitos e estamos lutando bravamente. Essa reunião tem a finalidade de continuarmos com as nossas políticas para aposentados”, destacou Glaci.

A vice-diretora do 10º núcleo (Santa Rosa), Glaci Paulina Krann, falou sobre o histórico de mobilizações dos aposentados(as) e do Sindicato, além dos ataques permanentes contra os educadores(as).

“Quero saudar a todos com um abraço virtual bem forte. Estamos sentindo na carne todos os ataques que estamos recebendo. É um projeto tanto no nível federal quanto estadual. Tenho votos de que tenhamos uma tarde proveitosa com os nossos palestrantes. E que tenhamos muita força, fé e saúde para continuar a luta”, afirmou.

A representante dos aposentados(as) de Santa Rosa, Lúcia Muttersollis, agradeceu a direção central do CPERS, a direção do 10º núcleo e aos aposentados do núcleo, e ressaltou a importância da reunião.

“Agradeço pela videoconferência, pelas informações importantes que vamos receber. É de nossa responsabilidade manter a chama acesa, não podemos perder as esperanças, temos que continuar a luta”, concluiu.

“Nós aposentados estamos preocupados com a nossa saúde, família, desemprego e ainda temos que conviver com os ataques aos nossos direitos. Esse encontro é um momento para refletir e unir forças para a luta”, afirmou a secretária de Aposentados(as) e Assuntos Previdenciários da CNTE, Selene Michielin.

Cuidados na pandemia

O biomédico, mestre e doutor em biologia celular e molecular pela UFRGS, Dr. Eduardo Chiela, foi quem esclareceu dúvidas sobre a pandemia Covid-19.

Eduardo também é professor adjunto do Departamento de Ciências Morfológicas do Instituto de Ciências Básicas da Saúde da UFRGS e pesquisador do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

O doutor fez uma breve narrativa sobre o início da Covid-19 pelo mundo, frisando que São Paulo foi o primeiro estado com casos no Brasil. Depois, a pandemia se alastrou pelo país. “Vemos que em Manaus a curva está decrescente, enquanto aqui no Rio Grande do Sul estamos no pico da doença”, falou.

“Estamos vendo líderes que não respeitam a ciência. A ciência busca na base a resposta para depois chegar a certeza. Políticos trazendo informações distorcidas. Só o Brasil é o país que tem por dias mais de mil óbitos diariamente”, declarou.

Eduardo fez questão de falar sobre a importância do isolamento social e que as escolas não devem voltar às aulas.

“O distanciamento é fundamental, as aberturas das escolas só podem acontecer quando o vírus tiver completamente controlado. As voltas às aulas passam por vários processos, na parte estrutural, psicológica. E não estamos prontos para isso nesse momento”, frisou.

“Não podemos achar nada, temos que ter segurança cientifica para tomar decisões certas”, destacou Eduardo.

O doutor apontou que não temos nenhum tratamento comprovado para prevenir a Covid-19 e destacou qual é o momento certo para buscar assistência médica.

“Deve buscar-se assistência médica não só quando a pessoa está com falta de ar, mas sim quando tem febre alta. Pois, quando a pessoa já está com falta de ar, pode ser um quadro irreversível”, argumentou.

O educador também falou sobre a eficácia dos testes de farmácia. “Os testes de farmácia não servem para dizer se a pessoa está com a covid-19 nesse momento. Ele serve para dizer se a pessoa já teve o vírus. Somente os testes de laboratórios podem dizer se a pessoa está ou não com o vírus”.

Eduardo também alertou sobre a imprecisão de quando a vacina para Covid-19 será distribuída para a população. “Temos que cuidar da gente, cuidar do nosso psicológico. Dar atenção para as pessoas. Um oi faz muita diferença para muitas pessoas.”

Sobre as pessoas que não estão respeitando o distanciamento social e o novo decreto de Marchezan – que liberou o comércio por três dias na capital-, o médico foi enfático:

“Nós que respeitamos o distanciamento somos responsáveis direto pela situação não está pior. Não existe no mundo lugar que tenha liberado a abertura do comércio em um pico tão alto como estamos. Enquanto não temos uma curva decrescente não temos que abrir nada. O momento pede o oposto do que foi deliberado aqui em Porto Alegre”.

Em sua página no Facebook, o Dr. Eduardo também publica dicas e dados científicos sobre o vírus e a pandemia.

Recreio é diversão na videoconferência

Por alguns momentos os aposentados e aposentadas podem conversar com os microfones abertos. Nessa hora, também são apresentadas as homenagens aos educadores através da música, dança, vídeos e poesia.

Durante o “recreio”, o professor aposentado Carlos Alberto Moraes, de Três de Maio, e o estudante Enzo Maganha Szmanskia, filho da Ângela Maganha, secretária da Escola Polivalente em Santa Rosa, fizeram apresentações musicais.

 Alterações no Plano de Carreira, desconto da Previdência e informes jurídicos

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, fez uma breve saudação aos presentes, destacando a felicidade de ver todos bem. Helenir também falou sobre a campanha “Fora Bolsonaro” que o sindicato aderiu.

“Tiramos em nosso conselho geral a participação da campanha “Fora Bolsonaro” e recebemos algumas críticas em nosso Facebook. Quero dizer que o nosso sindicato é pluri político, temos diversas partidos em nossa direção”, observou Helenir.

A presidente destacou que muitos ataques à categoria partem do governo federal, como foi o caso do desconto da previdência, congelamento de salários e o Fundeb. “Aqui nessa sala temos muitos prejudicados pelo governo Bolsonaro, o desconto da Previdência mesmo partiu dele”.

Outro destaque dado pela presidente foi o PLC 148/2020, que prevê a retirada de quase R$ 2 bilhões do fundo do IPE Prev. O projeto, mandado pelo governador Eduardo Leite, tramita na Assembleia Legislativa.

“Se Leite retirar esse dinheiro, a previdência pode ficar mais deficitária e ele nos chamar para pagar a conta. Temos que fazer muita pressão, mandar e-mails para dos deputados. Não podemos deixar que esse projeto seja aprovado. Temos que nos posicionar fortemente contra isso”, frisou Helenir.

A educadora também lembrou que Eduardo Leite (PSDB) aproveitou a pandemia para retirar o Difícil Acesso da categoria. “É importante que vocês olhem seus contracheques e vejam se o governo também não tirou o difícil acesso de vocês aposentados. E caso veja algum erro procurem seus núcleos para falar com os advogados responsáveis. ”

▶ Saiba como contatar o SAS e Assessoria Jurídica durante o período de isolamento

O advogado Rodrigo Sebben participou da atividade trazendo informes jurídicos para os aposentados presentes na reunião.

Rodrigo fez uma breve análise dos trâmites da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn), ajuizada no Supremo Tribunal Federal, que busca reverter o desconto da previdência que os a educadores aposentados estão pagando desde março. “É um valor que faz falta em todo final de mês”, destacou.

Sobre o PLC 148, que prevê a retirada 2 bilhões dos cofres da previdência, Rodrigo frisou que é importante a luta para que a categoria não pague a conta.

“Se esse projeto passar a tendência é que acabe estourando no bolso dos aposentados, como foi o desconto da previdência atual. Vocês contribuíram a vida toda para ter uma aposentadoria digna e agora voltaram a contribuir novamente. O que é injusto”, ponderou.

O advogado explicou que o desconto da previdência pode chegar até 32% . E com PLC 148 isso pode acorrer, ou seja, aumentar a contribuição dos educadores ativos e inativos.

Outro ponto destacado por Rodrigo foi a confusão dos contracheques que os educadores(as) têm enfretado, desde março, com a alteração do Plano de Carreira.

“Fizemos junto com a comunicação do sindicato um vídeo explicativo sobre a alterações nos contracheques para vocês verem e compararem com os seus. Havendo qualquer problema ou se tiver alguma dúvida entrem em contato com a direção do núcleo para que ela nos contate”, destacou.

O vídeo deve ir ao ar esse final de semana no site e redes sociais do CPERS.

Estiveram presentes na reunião o 2º vice-presidente, Edson Garcia, a secretária-geral, Candida Beatriz Rossetto, e as diretoras Alda Bastos Souza, Rosane Zan e Vera Lessês.

Também participaram da atividade os diretores dos núcleos, Maria Cleni da Silva (Frederico Westphalen), Marino Simon (Três de Maio), Maria Celeste Pereira Ramos Paiva (Santo Ângelo) e Maria Izete Paré Rhodes (Alegrete).

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Na manhã desta sexta (7), foi apresentada a segunda parte dos resultados da pesquisa produzida pelo Comitê Popular Estadual de Acompanhamento da Crise Educacional no RS e pela Associação Mães & Pais Pela Democracia, composto por entidades como o CPERS.

As informações da primeira etapa, divulgada na última sexta (31), apontam para um apagão educacional no Rio Grande do Sul durante a pandemia.

Já os dados da segunda confirmam que, enquanto o contágio de Covid-19 não estiver controlado, não há condições para o retorno das aulas.

▶ Acesse a íntegra da segunda etapa da pesquisa aqui.

O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 28 de julho por meio de um questionário online e a segunda etapa corresponde à opinião das 1191 mães, pais e responsáveis sobre a educação durante o isolamento.

De acordo com os dados apresentados hoje, 89% das mães, pais e responsáveis consideram importante que o Estado forneça uma vacina gratuita e em massa para o retorno presencial às escolas em Porto Alegre.

 

Para a socióloga Aline Kerber, presidenta da Associação Mães & Pais Pela Democracia e uma das responsáveis técnicas pela pesquisa, os dados apontam cautela de pais e mães.

“As mães e pais avaliam que os estudantes só devem voltar às aulas com vacina, testes de sintomáticos e em massa, redução dos casos de COVID por 14 dias consecutivos”, explica.

Além desse dado, Aline afirma ainda que mais de 70% não aceitam e não veem o rodízio de alunos como medida suficiente para evitar aglomeração, “seja pela precariedade já conhecida, seja pela falta de profissionais para limpeza e falta de professores.”

Para Rosane Zan, diretora do Departamento de Educação do CPERS/Sindicato, uma das entidades que compõem o Comitê, “se tivermos que voltar hoje pelo sistema de rodízio, teremos problema em termos do número de profissionais que atuam na rede pública”.

Aulas remotas durante o isolamento aumentam a exclusão

Outro dado relevante foi a perda do interesse das crianças e estudantes. Cerca de 60% das mães, pais e responsáveis afirmam que suas filhas e seus filhos perderam o interesse pelas aulas nesse período.

Sibele Lemos, mãe de aluna da rede pública estadual e professora da rede pública municipal, diz que as orientações das mantenedoras (municipal e estadual) não dialogam com as comunidades escolares e desconhecem as realidades do momento.

As condições sociais, econômicas e emocionais das famílias e em especial das alunas e alunos devem ser levadas em conta, pois está se impondo uma atividade remota, sem considerar a realidade e a necessidade das pessoas envolvidas”, critica.

A diretora do SIMPA, Cindi Sandri, explica que a rede pública municipal de Porto Alegre tem sido invisível para as políticas públicas nesse último período pela gestão municipal.

“Fica fácil de compreender porque as pessoas sentem que o ano está perdido. É necessário reforço, e a realidade que está sendo divulgada pelo secretário municipal de Educação não existe. Essa pesquisa comprova isso”, afirma.

Sabrina Leal, responsável técnica pela pesquisa, alertou ainda que estes dados precisam ser analisados a partir da realidade concreta e da cultura do Brasil e chamou atenção para as situações que estão além das questões estruturais.

“É necessário entender que a escola é um espaço de socialização para as crianças e estudantes. É impossível pensar um retorno sem pensar o gesto afetivo do abraço”.

Para a doutora em Educação Margareth Simionato, presidenta da Associação de Escolas de Superiores de Formação de Profissionais do Ensino do RS (AESUFOPE), a pesquisa é importante porque revela dados oriundos de pessoas envolvidas no cotidiano da educação.

“Os sujeitos da pesquisa são pessoas que estão no cotidiano das escolas sendo profissionais ou pais e mães nela atuantes e ligados. Os dados revelam realidades antes não contabilizadas, bem como as diferenças em acesso digital e estratégias de enfrentar a crise na educação que se aprofunda a cada dia”, ressalta.

Terceira etapa da pesquisa

Na próxima semana será divulgada a terceira etapa da pesquisa “Pais e Professores – Educação na Pandemia Covid-19”.

Mais informações podem ser obtidas com Aline Kerber, presidenta da Associação Mães & Pais Pela Democracia através do e-mail maesepaispelademocracia@gmail.com e com Daniel Momoli, do Comitê Popular Estadual de Acompanhamento da Crise Educacional no RS através do e-mail: comitepopulardeeducacao@gmail.com.

 

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Desde 2019, com a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência do Brasil, a educação brasileira parece estar à deriva.

O ministério da Educação se transformou em uma verdadeira trincheira de terraplanistas e lunáticos, muito pouco ou quase nada preocupados com as diretrizes estratégicas para a educação da sociedade.

Mais recentemente, o contexto da pandemia trouxe novos desafios, para os quais o governo Bolsonaro tem se mostrado em despreparo absoluto.

Em meio a tudo isso, aprovação do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), movimentou o debate nacional, diante das ameaças de ataques a um dos principais pilares do financiamento público à educação, uma conquista dos brasileiros e brasileiras.

Diante dos desafios para a educação brasileira nesse contexto, o Movimento dos Atingidos por Barragens conversou com Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que também é integrante da Plataforma Camponesa e Operária da Água e Energia (POCAE), da qual o MAB faz parte.

Confira a entrevista:

MAB: Qual a importância do Fundeb? O que ele inaugura de novo em 2007 em relação às formas de financiamento da educação básica que existiam anteriormente? Qual a sua avaliação dos resultados promovidos pelo Fundeb nesses últimos 13 anos de existência?

Heleno Araújo: O Fundeb tem uma grande importância para a educação básica, da creche ao ensino médio, e as suas modalidades, por exemplo, a educação especial, a educação de jovens e adultos, educação profissional, entre outras. É uma política que garantiu transparência à aplicação dos recursos na educação.

A aprovação dele em 2007 foi importante porque ampliou a participação da União na contribuição para estados e municípios com recursos financeiros para ajudar a atender a educação básica, possibilitou a existência do piso salarial do professor e da professora a partir de 2008, e garantiu uma conquista histórica dos trabalhadores e trabalhadoras da educação em 2009, quando trouxe para dentro da LDB (Lei de Diretrizes e Bases) o conjunto da nossa categoria, ou seja, saímos daquilo que estava descrito como “profissionais do magistério”, o professor e a professora, e passou a ser denominado na Constituição Federal “profissionais da Educação”, o que inclui o porteiro da escola, o merendeiro, o pessoal do serviço de limpeza, as pessoas que trabalham nas secretarias das escolas, e que nós consideramos que são profissionais importantes e necessários para a formação cidadão dos nossos estudantes.

Esse Fundeb de hoje contribui com 4.810 municípios, que recebem recursos da União ou dos estados, pois o grande beneficiário dos repasses desse fundo são os municípios, quando recebem recursos da União ou do estado. Os municípios sozinhos não teriam como atender a demanda do piso ou de ampliar as matrículas na educação básica.

Ao mesmo tempo, os municípios são o ente federado que mais tem atuação na educação básica e o que menos arrecada impostos. Por isso a importância da contribuição dos estados e da União para os municípios. Se o Fundeb deixasse de existir, esses municípios não teriam condição de pagar os salários da educação, nem de manter as escolas abertas para atender à população de todo o país. Então é muito importante o que nós conquistamos em relação ao Fundeb agora na Câmara Federal.

Como você avalia a proposta que passou na Câmara?

A proposta que foi aprovada na Câmara não alcançou todas as nossas reivindicações. Por exemplo, nós queríamos que 80% do fundo fosse destinado ao salário dos profissionais da educação e foi aprovado 70%. Nós queríamos que o piso salarial fosse para os profissionais da educação e foi aprovado para os profissionais do magistério, mantendo o que existe hoje, sem ampliar.

Nós reivindicamos que não se colocasse recursos para o desempenho dos municípios ou estados, ou seja, de acordo à “meritocracia”, e mesmo assim foi aprovado 2,5% dos recursos do Fundo para a meritocracia, para o desempenho dos estados e municípios, o que é uma contradição com os objetivos do Fundeb.

Mesmo assim, nós apoiamos integralmente o relatório da deputada Professora Dorinha (DEM), por conta dos ataques do governo Bolsonaro. Foram três anos e meio de debate sobre esse tema no Congresso Nacional, e nesse um ano e seis meses do governo Bolsonaro eles não entraram no debate, não queriam saber de Fundeb. Ainda assim, conseguimos fazer com que a proposta que foi aprovada tivesse mais pontos positivos do que negativos.

Ela vincula 70% para os profissionais da educação, o que é positivo. Amplia a participação da União no repasse de recursos para estados e municípios, que hoje é no mínimo 10% e em 2026 será no mínimo 23%.

Cria um sistema híbrido de distribuição desses recursos, ou seja, se o estado não recebe complementação da União, mas dentro do estado tem um município que o custo aluno-ano é menor do que o nacional, esse dinheiro federal poderá ir direto para aquele município, e isso ajuda a reduzir as desigualdades entre os municípios naquele estado.

Outra conquista importante para os nossos estudantes e para a educação básica no país é a referência do custo aluno-qualidade, que foi aprovado o texto e isso é importante também. Outro ponto positivo também é que essa PEC agora é permanente, vai para dentro da Constituição sem prazo para acabar. Essa era uma reivindicação nossa que tivemos vitória na Câmara. Então para enfrentar o Bolsonaro e seus ataques profundos contra o texto, foi importante essa aprovação.

Quais os desafios agora no Senado?

Pois é. Agora queremos que esse texto seja aprovado no Senado Federal, na votação que está marcada para o dia 18 de agosto.

O texto do relator, o senador Flávio Arns (REDE), mantém todo o conteúdo que foi aprovado na Câmara, e isso é importante por dois motivos: primeiro porque foi devidamente negociado, conquistamos esse texto e agora precisamos dar continuidade; e por outra lado, evita novos ataques do governo em busca de alterar o texto, porque se o texto for alterado ele tem que voltar para a Câmara.

Manter o texto aprovado como Flávio Arns (REDE) fez dá agilidade para a votação no Senado. Votando no Senado, o Congresso Nacional vai promulgar a PEC sem precisar da sanção de Bolsonaro. Mas temos outra batalha para frente, porque para autorizar os estados e a União a repassar recursos para os municípios é preciso ter a lei que vai regulamentar essa emenda constitucional. Então, a lei que vai regulamentar essa emenda passa pelo crivo do Bolsonaro, que precisa sancionar, e aí ele pode colocar vetos e nos prejudicar. Então nós temos uma batalha grande pela frente.

Além de aprovar no Senado dia 18 de agosto, lutar pela lei de regulamentação, e que ela siga os caminhos do que foi aprovado na PEC pelo Congresso Nacional.

A discussão sobre o Fundeb acontece no contexto da pandemia da Covid-19, que também impõe desafios enormes no campo da educação. Agora, por exemplo, alguns estados já estão sinalizando as datas para retorno das aulas. Você acredita que é possível retomar as aulas? O sistema de ensino brasileiro está preparado pra isso?

Nós acreditamos que o momento certo não é agora. Porque a primeira orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que isso seja feito quando o vírus esteja sob controle. O que nós observamos é um aumento da contaminação e das mortes diárias. Isso mostra uma situação muito complicada que ainda estamos vivendo.

Nós somos um país continental onde um terço dos estados apresentam aumento dos casos e mortes, e isso tem uma mobilidade. Um estado que hoje se encontra numa situação de elevação pode logo estar estável, depois em queda, depois voltar a crescer o número de mortes. Então para nós da CNTE, essa é uma resposta clara de que o vírus não está sob controle no nosso país.

O vírus não estando controlado, nós da educação básica, estudantes e trabalhadores da educação, que somos 25% da população brasileira, seríamos colocados a nos movimentar, a ocupar os espaços, o transporte coletivo, o transporte escolar, o que pode aumentar a contaminação e mortes entre os estudantes da educação básica.

“Estamos bastante preocupados com a forma como estão debatendo esse retorno das aulas presenciais no contexto de uma pandemia sob a qual ainda não temos controle”.

Acreditamos que é necessário uma postura coerente por parte dos governos municipais e estaduais através das secretarias da educação, primeiro para trazer a participação de toda a comunidade escolar e associações de moradores na elaboração e construção de protocolos necessários para garantir uma segurança sanitária para toda a comunidade escolar.

E pensar isso como um sistema, juntando o público o privado, da educação superior à educação básica, todos pensando e construindo coletivamente. E isso não está acontecendo pelo Brasil afora.

Os governos estão impondo protocolos, e isso nos leva a pensar sobre outra dificuldade em boa parte das escolas privadas e na maioria das escolas públicas. Nós temos problemas de infraestrutura desde antes da pandemia. E para que se tenha as condições adequadas à higienização, é preciso um investimento muito alto em muitas escolas públicas desse país. E esse investimento não está chegando.

O programa “Dinheiro na Escola” do governo federal, de 2019, ainda não foi concluído, as escolas não receberam esse dinheiro. Então há uma falta de financiamento por parte do governo federal, principalmente, para garantir as condições mínimas necessárias para o funcionamento das escolas.

Quando eu falo “condições mínimas necessárias”, é ter um banheiro que funcione, com água, o que a maioria das nossas escolas não tem. Por isso estamos muito preocupados com esses discursos, com essa pressão que os governadores e prefeitos estão tendo do setor privado, comércio, indústria, e do setor das escolas privadas, através da sua federação.

E eles [governadores e prefeitos] acabam cedendo, criando protocolos de cima para baixo, sem a nossa participação, e querendo impor datas para o retorno das aulas presenciais, sem considerar que quem vai se expor à contaminação e até à morte são os nossos estudantes e os nossos trabalhadores.

Para além do retorno presencial às aulas, a pandemia da Covid-19 nos colocou o desafio de repensar várias questões relacionadas à vida e ao que muitos estão chamando de “o novo normal”. Em relação à educação, o que a Covid-19 nos coloca de desafios a médio e longo prazos?

Eu costumo dizer que nós temos leis adequadas no nosso país, temos resoluções do Conselho Nacional de Educação que são adequadas à necessidade de acesso à educação pública e para a permanência dos nossos estudantes, além da qualidade necessária. Então temos leis e resoluções do Conselho.

Como é que nunca foram colocadas em prática essas legislações?A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação nacional, que é de 1996, tem elementos importantes de seu conteúdo que não foram colocados em prática nesse processo. Por exemplo, o repasse de recursos para que as Secretarias de Educação faça a gestão da educação. Isso está na lei desde 1996 e nunca foi colocado em prática.

O Plano Nacional de Educação é outro instrumento que prevê metas e estratégias para a educação e que não foram colocadas em prática. A resolução do Conselho Nacional de Educação fala sobre a redução da quantidade de alunos por turma, da relação de professores, da relação de alunos com os funcionários da educação. Está em parecer de 2009 e 2010, que nunca foi colocado em prática.

O que a pandemia nos traz? A necessidade de refletir sobre esses conteúdos conquistados em lei e colocá-los em prática. Porque quando se fala em reduzir o número de alunos por turma, nós podemos chegar a um número que foi apontado lá atrás, em 2009 e 2010, e que nunca foi colocado em prática, para garantir a qualidade.

As escolas são tratadas de qualquer forma, com um número enorme de contratações temporárias, quando a Constituição Federal diz que o ingresso ao serviço público deve ser “exclusivamente” por concurso público.

E claro que nós sabemos que tudo isso é feito de forma proposital, por governos como o de Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer e agora Bolsonaro, que são privatistas, neoliberais, que não acreditam que o Estado tem o dever de garantir as políticas públicas para o nosso povo, entre eles, a educação.

E como são governos privatistas, todo o ataque deles, inclusive o golpe de 2016, foi no sentido de não colocar medidas como essas em prática, fazer o sucateamento dos serviços públicos e depois privatizar.

Nosso grande receio nesse momento é o ataque do setor privado, da Fundação Lemann, da Fundação Roberto Marinho, e tantas outras, vendendo plataformas privadas para o setor público, não só para enfrentar a pandemia, mas colocando como uma vantagem o fato de reduzir a contratação de professores. Por isso, nós da CNTE afirmamos que queremos sim discutir essas plataformas e tecnologias, mas que sejam plataformas públicas, sem colocar o dinheiro do nosso povo na mão desse setor privado que se aproveita da pandemia para concentrar renda.

Veja bem, um levantamento recente mostrou que os bilionários do Brasil concentraram mais recursos durante o período da pandemia do que todo o recurso destinado ao Fundeb em 2020.

De 18 de março a 12 de julho 58 bilionários aumentaram o seu patrimônio líquido em R$ 180 bilhões, enquanto o Fundeb, que atende mais de 40 milhões de pessoas tinha uma previsão de R$ 173 bilhões, podendo ser menos por causa da queda na receita. Então esse ataque do setor privado é o que nos preocupa nesse período de pandemia e após a pandemia.

(Portal MAB, 06/08/2020)

*Com informações da CNTE

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