“Causa-nos repulsa e o sentimento de revolta aflora em cada cidadão de bem em nossa sociedade gaúcha, ao vermos uma escola e sua inteira comunidade desrespeitada e atacada em seus direitos”.

Mais de 80 escolas estaduais da capital, entre elas o CE Cândido José de Godói, enviaram à 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) uma carta repudiando a truculência do governo Eduardo Leite (PSDB) com a EEEF Rio Grande do Sul.

▶️ Leia a íntegra do documento aqui .

A escola foi arrombada pela Secretaria de Educação (Seduc) na última quinta-feira (3), que, de forma arbitrária, sumiu com documentos dos estudantes e pertences da instituição, forçando a sua mudança para a EEEF Leopolda Barnewitz.

Diz a carta: “Ao abrir a escola e dela retirar seus pertences sem a presença de sua legítima diretora, implica em crime de subtração de bem público, pois o diretor de uma escola é o legítimo guardião dos bens que administra”.

O documento também denuncia o descaso da mantenedora e da  1ª CRE, que não deram encaminhamento e resposta às demandas apresentadas pelas instituições de ensino e criam o “caos como forma de justificar parcerias dúbias com empresas estrangeiras”.

Leia mais:

▶️ Aula de resistência: comunidade ocupa EEEF Rio Grande do Sul para manter portas abertas
▶️ Seduc se nega ao diálogo: fechamento da Escola Rio Grande do Sul será mantido pela Secretaria
▶️ Comunidade da EEEF Estado do Rio Grande do Sul protesta contra tentativa de fechar a escola

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“A Secretaria de Educação é tosca, arbitrária, desqualificada”.

As duras palavras do professor Egídio Fagundes ecoaram na manhã desta quinta (10) em frente à 1ª CRE, sediada no prédio que há poucos meses pertencia à sua escola; o NEEJA Menino Deus.

A instituição, que já contou com 1,5 mil estudantes, hoje definha. Desde a mudança forçada pelo Estado, sem diálogo com a comunidade, a escola vive num limbo, sem prédio para existir.

Recentemente, seu diretor foi afastado sem explicações.

“Hoje fiquei sabendo que ela vai se mudar para o terceiro andar do Julinho. Mas não há informação oficial. Não nos ouviram, não ouviram os estudantes ou os pais. Não respeitam as instâncias da LDB, a gestão democrática, nada”, desabafa Egídio.



A indignação do educador reflete a angústia de toda uma categoria.

Acossados pela sobrecarga, a defasagem salarial, a retirada de direitos e os calotes do governo Leite (PSDB), os trabalhadores(as) ainda precisam lidar com o fechamento de escolas, matrículas negadas, enxugamento e precarização.

Na manhã desta quinta (10), os núcleos do CPERS de Porto Alegre (38ª e 39ª) realizaram um ato em frente à CRE e entregaram um ofício documento à coordenadora Carmen Figueiró, denunciando o descaso.

“Como os responsáveis pela 1ª CRE se posicionam frente às migalhas que são repassadas para a educação do nosso estado enquanto sobra dinheiro para bancos, agiotas e grandes empresas?”, questiona o texto.


O ato foi motivado pela mais recente barbárie protagonizada pela Seduc. Na última quinta-feira (3), a escola Estado do Rio Grande do Sul, no Centro Histórico, foi arrombada pelo próprio Estado.

O governo Leite (PSDB) tenta forçar o fechamento da escola, em clara violação da autonomia e da gestão democrática. Mas a comunidade ocupou o espaço e resiste.



▶️ Aula de resistência: comunidade ocupa EEEF Rio Grande do Sul para manter portas abertas

“A escola não é propriedade privada do governador. É da comunidade que estuda, vive e trabalha nela. Vamos resistir independente da posição da Seduc ou da CRE”, afirmou Pablo Camuã, vice-diretor da Rio Grande do Sul.



A diretora, Elisa Santana, também participou do ato e – acompanhada da deputada Sofia Cavedon (PT) e de Érico Fernandez, diretor do 38º Núcleo – foi recebida pela coordenadora para reivindicar a permanência da escola. Mas o retorno não foi animador.



“Ela jogou toda a responsabilidade nos ombros do secretário Faisal Karam. Disse que não tem mais ingerência sobre o assunto”, contou Érico. O diretor adiantou a convocatória para o dia 15, quando educadores(as) devem realizar atos de protesto em todo o estado.


Para Daniel Damiani, da direção central do Sindicato, a pandemia catalisou o desmonte da rede.

“Os coordenadores de educação foram selecionados pela Fundação Lemann para enxugar e desmontar. Tratam as escolas como números. Não é assim que se faz gestão da educação. Estão aproveitando a pandemia para passar a boiada”, avalia.

 

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O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) determinou, nesta quarta-feira (9), a abertura de Inspeção Especial no âmbito do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPE-Prev) sobre possíveis irregularidades na Lei 15.511/20, que aprovou o confisco de cerca de R$ 2 bilhões do Fundo Previdenciário (Fundoprev) de servidores(as) para o caixa único do Estado.

A atuação do Conselho Administrativo do IPE-PREv, o qual o CPERS integra, foi fundamental para a decisão, que ocorre após relatório aprovado pelo órgão apontando incorreções.

A determinação do TCE-RS foi comunicada ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas e ao relator das Contas do Chefe do Poder Executivo Estadual do exercício de 2020 para conhecimento.

 Desde o início, o CPERS acompanhou a situação e  denunciou as irregularidades do projeto.

“O Conselho de Administração do IPE-PREV, atento, baseado em uma avaliação realista dos dados e informações recebidas como justificativa para a implantação do PLC 148, após registrar que não foi a ele apresentado para submissão o anteprojeto, tampouco os estudos que embasaram o PLC, zelando pelo patrimônio do Estado, verificou possíveis incorreções decorrentes da Lei Complementar Estadual 15.511/20 que poderá impactar um grande número de servidores. E a partir da elaboração de  um parecer decidiu propor ao TCE uma inspeção especial para análise dos temas nele versados”, explica Edson Garcia, segundo vice-presidente do CPERS e conselheiro do IPE-PREV.

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“Quando tu arrombas um cadeado de uma escola, tu estás mostrando que a educação pode ser arrombada pelo Estado. Isso não pode. É inconstitucional”, relata Pablo Camuã, mostrando o que restou do cadeado da EEEF Estado do Rio Grande do Sul. 

Ele é professor da EJA noturno e vice-diretor da instituição, que foi arrombada pela Secretaria de Educação (Seduc) na última quinta-feira (3). De forma arbitrária, o governo Eduardo Leite (PSDB) sumiu com documentos dos estudantes e pertences da escola, forçando a sua mudança para a EEEF Leopolda Barnewitz.

Mas a comunidade escolar resiste. Após o Secretário da Educação, Faisal Karam, afirmar em audiência na sexta-feira (4) que não voltará atrás da decisão, pais, alunos e ex-alunos, professores e funcionários decidiram ocupar a EEEF Estado do Rio Grande do Sul.

De acordo com a Seduc, o prédio será disponibilizado à Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC) para atendimento de pessoas em situações de rua.

Contudo, se a escola for fechada, será o fim de seus 57 anos de história e da oferta de EJA noturno para a região, já que a é a única que disponibiliza a modalidade para a comunidade. Haverá ainda evasão escolar e o remanejamento de educadores(as) para outras instituições sem qualquer organização prévia.

Além disso, a escola atende cerca de 30 alunos com deficiência, que poderão ter o ensino comprometido com a imposição do governo.

“A gente tem professoras especializadas nessa área. Somos uma escola bastante procurada por esse público. Por ser uma escola pequena, é fácil fazer a adaptação e toda a equipe consegue dar uma atenção maior. Também temos salas de recursos. Isso vai se perder seja lá para qual espaço a Secretaria queira nos mudar. Vai ser um prejuízo para as crianças”, diz a diretora Elisa Santana.

Ao todo, a instituição abriga em torno de 280 estudantes, incluindo alunos em vulnerabilidade. “A gente sempre tenta suprir as necessidades, dando atenção, alimentação e respeito. Muitas das nossas crianças têm dificuldade no lar e não têm alimento em casa. Temos cadeirantes, crianças com síndrome e dificuldade de aprendizado e com um nível muito baixo de renda”, expõe o funcionário Bryan Godoi.

De acordo com o vice-presidente da Associação de Moradores do Centro-Histórico, Júlio Quadros, os residentes do entorno são radicalmente contrários à decisão do governo. “Ficamos abismados com essa atitude indigna do governador Eduardo Leite e da Seduc. Nós também nos sentimos parte da escola”. 

Murilo Almerindo, membro da UJC e do Movimento Escola Popular, está ocupando a escola desde sábado. Para ele, a luta é em defesa da educação pública de qualidade para quem mora no centro de Porto Alegre. “A gente acredita que a rede pública é um direito, a base da formação do ser humano. Sem uma educação crítica, a pessoa fica cada vez mais à margem da sociedade”, comenta.

Já a professora, escritora e ex-aluna da EEEF Estado do Rio Grande do Sul, Atena Beauvoir Roveda, afirma que toda a comunidade escolar resistirá e que o governo deve explicações à sociedade.

“A gente não vai sair dessa instituição. Somos muitas e muitas, de 20 a 30 dentro da escola. Mas representamos milhares não só na Capital como no resto do Rio Grande do Sul. O governador, seu secretário e seus servidores esquecem que quem paga os salários deles somos nós. Continuaremos aqui queiram eles ou não”.

“Não é justo que essa comunidade não possa permanecer aqui e seja deslocada para outro território. Só pode ser piada o governo abrir escolas e despejar outras, como ocorre aqui no RS. O direito à educação precisa ser garantido”, pontua Aline Kerber, socióloga e presidente da Associação Mães&Pais pela Democracia.

O CPERS apoia a mobilização e exige o fim da política de desmonte e destruição imposta por Eduardo Leite (PSDB), que tem fechado escolas, turnos e turmas.

“Estamos aqui para prestar toda a solidariedade e exigir que o governo volte atrás de sua decisão, não só pela escola Estado do Rio Grande do Sul, mas também que não feche outras instituições, EJAS e Neejas, e que seja mantido o atendimento para a população gaúcha”, declara Daniel Damiani, diretor do Departamento da Juventude do CPERS.

 

 

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Em cerca de um mês, as escolas estaduais podem retomar as aulas presenciais em meio à maior pandemia em mais de 100 anos.

Diante da decisão irresponsável e sádica do governo Leite (PSDB), o CPERS convoca a categoria a construir a resistência.

A direção central e os dirigentes dos 42 núcleos do Sindicato organizam reuniões com sócios(as) de todo o estado.

Serão 15 plenárias digitais entre segunda (14) e sexta-feira (18) da próxima semana. Os encontros ocorrem pela plataforma Zoom. Você pode baixar antecipadamente o programa aqui.

Confira o calendário e entre em contato com o seu núcleo para saber como participar:

14/09 – 17h

Bento Gonçalves – 12° Núcleo – (54) 99632 0332
Camaquã – 42° Núcleo – (51) 99791 9232
Canoas – 20° Núcleo – (51) 99812 4510
Caxias do Sul – 1° Núcleo – (54) 99695 4237
Cruz Alta – 11° Núcleo – (55) 99916 9446
Frederico Westphalen – 26° Núcleo – (55) 99706 8116
Palmeira das Missões – 40° Núcleo – (55) 99950 8323
São Gabriel – 41° Núcleo – (55) 99957 2186
São Leopoldo – 14° Núcleo – (51) 99968 3757

15/09 – 14h

Carazinho – 37° Núcleo – (54) 99986 4478
Cerro Largo – 36° Núcleo – (55) 99950 6943
Guaíba – 34° Núcleo – (51) 99588 8592
Ijuí – 31° Núcleo – (55) 99941 3252
Porto Alegre Zona Norte – 38° Núcleo – (51) 99702 1369
São Luiz Gonzaga – 33° Núcleo – (55) 99943 3163
Taquara – 32° Núcleo – (51) 99549 3008
Três de Maio – 35° Núcleo – (55) 99729-4449
Vacaria – 30° Núcleo – (54) 99691 0859

16/09 – 17h

Erechim – 15° Núcleo – (54) 99602 5013
Lagoa Vermelha – 25° Núcleo – (54) 99957 6158
Osório – 13° Núcleo – (51) 99700 5509
Pelotas – 24° Núcleo – (53) 99963 6494
Porto Alegre Zona Sul – 39° Núcleo – (51) 99735 6983
Santana do Livramento – 23° Núcleo – (55) 99666 2904
Santiago – 29° Núcleo – (55) 99932 9545
Soledade – 28° Núcleo – (54) 99960 7571
Uruguaiana – 21° Núcleo – (55) 99660 8541

17/09 – 17h

Bagé – 17° Núcleo – (53) 99967 9415
Estrela – 8° Núcleo – (51) 99538 7122
Gravataí – 22° Núcleo – (51) 99914 6038
Guaporé – 3° Núcleo – (54) 99699 2451
Santa Maria – 2° Núcleo – (55) 99660 5417
Santa Rosa – 10° Núcleo – (55) 99666 4530
Santo Ângelo – 9° Núcleo – (55) 99660 9132
São Borja – 16° Núcleo – (55) 99920 5476
Três Passos – 27° Núcleo – (55) 99721 0340

18/09 – 17h

Alegrete – 19° Núcleo – (55) 99931 1581
Cachoeira do Sul – 4° Núcleo – (51) 98047 7528
Montenegro – 5° Núcleo – (51) 99506 6944
Passo Fundo – 7° Núcleo – (54) 99705 0245
Rio Grande – 6° Núcleo – (53) 99930 8290
Santa Cruz do Sul – 18° Núcleo – (51) 99799 3792

 *Verifique a qual núcleo sua cidade pertence clicando aqui

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Centenas de diretores de escola reuniram-se com o CPERS na manhã desta quarta-feira para debater e organizar a resistência ao mais recente ataque de Eduardo Leite (PSDB) à escola pública e ao direito à educação.

O governo orientou as escolas estaduais a não realizarem novas matrículas para o segundo semestre letivo da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), Núcleos de Educação de Jovens e Adultos (NEEJAs) e em cursos técnicos.

Indignação e incerteza foram os sentimentos que prevaleceram nos relatos das direções.

A não liberação de matrículas impede a criação de turmas novas, reduz carga horária de professores(as), deixa contratados(as) à margem do desemprego e faz com que trabalhadores(as) sejam remanejados para outras escolas sem qualquer organização prévia.

“Recebemos diversos pedidos de ajuda relacionados a este tema. Convocamos esta reunião para ouvir o que está ocorrendo em todo o estado e vamos trabalhar para garantir a vaga dos alunos que o estado quer excluir”, destacou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Além de escutar as direções, foram deliberados encaminhamentos como a realização de atos no dia 15 e a elaboração de uma abaixo-assinado.

Samiramis Carvalho, diretora da escola Oscar Pereira, da capital, desabafou: “não podemos fazer as matriculas das pessoas que estão procurando o EJA. Nossos alunos estão preocupados com o fechamento das matriculas. O que o governo quer é que as pessoas não estudem, que não tenham condições de votar, de terem um futuro melhor.  Nossos educadores estão ficando doentes com as incertezas causadas por esse governo.”

“Nossa angustia é a mesma de todos relatados aqui. Não temos resposta para dar para os nossos estudantes e professores. Estamos em uma sobrecarga de trabalho, estamos ficando doentes com essa situação”, desabafou Raimar Kuhn, diretor da Escola 25 de Julho, de Ijuí.

Klimeia Nobre, diretora da Escola José do Patrocínio, da capital, conta que é a única escola da Restinga que oferece EJA e que atende 500 estudantes.

“O governo está patrolando, ele não pode interferir dentro da escola, pois cada uma sabe a sua realidade. Estamos vendo um ataque a educação, à autonomia das escolas. Resistimos ao máximo os mandamentos do governo. Vamos atender aos anseios da comunidade escolar e não escutar quem não nos escuta”, desabafa.

A diretora Ivelise Mostardeiro Borges Pereira, da Escola Técnica Prof.ª Maria Rocha, de Santa Maria, conta que a escola tem 18 turmas de curso técnico e, em abril, a direção foi até a CRE pedir a abertura de turmas, mas em agosto a solicitação foi negada.

“Temos uma demanda grande aqui de estudantes.  Temos o pedido na CRE para abertura de turmas. Eles garantiram que os professores não sairiam da escola, se vamos realmente conseguir manter esses colegas, eu tenho as minhas dúvidas”, esclarece.

“O governo está em uma tentativa feroz de acabar com os EJAs. Eles querem encaminhar esse pessoal para os cursinhos privados. Os colegas vão se aposentando, CRE vai retirando os contratados e o governo não repõe o pessoal”, explica Silvio Alexandre, diretor da Escola Paulo Freire, também de Porto Alegre.

Silvio informou que nesta quarta-feira, dia 10, haverá ato dos núcleos 38º e 39º em frente a 1ª CRE, às 9h. “Vamos tomar todos os cuidados para protestar. Mas vamos entregar um documento denunciando tudo o que estamos enfrentando com esse governo”, finalizou.

“Eu não sei dizer o que sentimos quando vemos um governo dizer que é legal arrobar cadeado e levar materiais da escola sem permissão.  Não sabemos se a nossa escola vai continuar. Somos a única escola pública no centro de Porto Alegre que oferece EJA. Estamos vendo a arbitrariedade de um governo que não sabe ouvir”, afirmou Pablo Kmohan o vice-diretor da escola Rio Grande do Sul, a instituição foi arrombada recentemente pelo governo.

Cirlânia Souza, diretora do Colégio Emílio Massot (Porto Alegre) conta que a escola juntamente com demais instituições entregaram no Ministério Público um documento ao qual argumentam que reiteradas vezes solicitaram informações sobre o início do segundo período à Secretaria da Educação (Seduc). Mas ainda não receberam um posicionamento.

“Não temos nada de oficial para falar para os estudantes, o máximo que podemos fazer é uma inscrição incerta. É extremamente desrespeitoso passar por cima dos diretores e retirar dos nossos alunos o direito de investir na educação, de ter um futuro melhor ”, concluiu.

Berenice Costa Borges, vice-diretora do Instituto General Flores da Cunha, da capital, diz que além de não poder matricular estudantes, também não consegue fazer modificações no sistema de recursos humanos.

Letícia Coelho Gomes, diretora da Escola Ponche Verde, de Gravataí, relata que a escola tem 3 turmas de EJA em dois turnos e que desde ano passado a escola está proibida de fazer matriculas para menores de idade no EJA.

“É uma questão muito delicada. Não conseguimos dar conta de todas demandas que vem da Seduc, cada dia é uma surpresa de modo negativo. Temos que através do CPERS mostrar para a sociedade tudo que estamos passando”, afirmou.

Marcelo Fagundes, representando a assessoria jurídica do CPERS, explicou que o governo há muito tempo vem atacando os EJAs e as escolas técnicas, mas o problema se tornou generalizado no último período.

“Quem teria que defender isso é o Ministério Público e não vem fazendo. Teremos que agir pontualmente. Vamos ter que representar esses alunos em juízo através das associações ou através dos próprios estudantes. Mas para isso temos que ter registrado o pedido e a negativa da matricula pelo governo. Vamos ter que estar alinhando essas informações com os núcleos”, apontou.

“Não é nenhuma surpresa essa atitude desse governo, que não dialoga, que atropela a autonomia das escolas, que não respeita os educadores.  Eles querem fechar EJAs, Neejas e escolas. Querem privatizar a educação. Temos que fazer uma grande resistência, não vamos aceitar calados tudo o que está ocorrendo”, finalizou a presidente Helenir Aguiar Schürer.

Encaminhamentos da reunião:
– Ato em frente à Seduc e coordenadorias no dia 15 de setembro, com máscara, distanciamento e número reduzido de participantes
– Abaixo-assinado das escolas para entregar no Ministério Público e Seduc
– Pesquisa no site para as direções de escolas responderem quantos estudantes estão pedindo matriculas e estão sendo negados

 

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“Entendemos que a retomada da rotina escolar é um risco à vida de estudantes, profissionais da educação, seus respectivos familiares e à sociedade”

Cinquenta escolas das cidades da região do núcleo de Erechim (15º) enviaram à 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) uma carta evidenciando a impossibilidade de volta às aulas presenciais.

▶️ Leia a íntegra do documento aqui.

A falta de infraestrutura, de funcionários para executar a higienização do ambiente escolar e de condições seguras são apontadas no documento.

O texto critica ainda a falta de diálogo do governo Eduardo Leite (PSDB), que anunciou a volta às aulas sem consultar a comunidade escolar.

Além disso, as instituições escolares denunciam a sobrecarga de trabalho com o ensino remoto e a falta auxílio financeiro para suprir com a manutenção de equipamentos e compensação de horas dos profissionais, que estão trabalhando exaustivamente.

Leia mais:

▶️ Escolas Fechadas, Vidas Preservadas: ouça o 6º episódio do ContraTurno, o podcast do CPERS
▶️ Educadores do núcleo de Caxias denunciam sobrecarga e falta de condições para retorno às aulas
▶️
 CPERS protocola requerimento no Ministério Público contra reabertura de escolas
▶️ Covid-19 já chegou a mais de 140 escolas estaduais
▶️ Conselho de Direitos Humanos recomenda que aulas presenciais não sejam retomadas no RS
▶️ Em Manaus, 342 professores testam positivo 15 dias após retorno às aulas
▶️ Volta às aulas: Eduardo Leite (PSDB) cedeu à pressão, mas não à sensatez
▶️ Lutamos hoje contra o luto amanhã: protestos no estado marcam posição por escolas fechadas
▶️ Com 280 casos em 24h, Coreia do Sul volta a fechar escolas para conter Covid-19
▶️ Para 86% da comunidade escolar, vacina é pré-requisito para volta às aulas presenciais

 

 

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O IPE Saúde informa que é possível realizar a emissão de segunda via de boletos de pagamento diretamente no site, serviço especialmente útil durante a greve dos correios.

Para emitir a via, basta acessar o Menu “Segurados”, procurar o item “Boletos”, neste link, e seguir as instruções conforme o caso do usuário (optante, PAC, convênio com outros órgãos, etc).

A recomendação da autarquia é a de usar preferencialmente o navegador Microsoft Edge para utilizar o site de forma adequada.

Com informações da Ascom IPE Saúde

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Dando continuidade ao Seminário de Educação Paulo Freire: um Olhar Freireano Através da Educação e da Política, realizou-se nesta terça-feira (8), mais uma palestra do ciclo organizado pelo Departamento de Educação do CPERS.

Às vésperas do centenário do destacado pensador brasileiro, que completa 99 anos no dia 19 de setembro, o sindicato promove cinco aulas para oportunizar a aproximação ao pensamento de Paulo Freire, caracterizado pela problematização da realidade, pela reflexão crítica e pelo compromisso com a libertação.

O tema desta segunda aula foi “Paulo Freire e o uso da Educação Emancipatória e Transformadora contra os retrocessos das políticas educacionais” e contou com a participação do professor José Batista, da UFPE e da professora Fátima Silva, secretaria Geral da CNTE. 

O seminário contou ainda com a participação do professor de Rio Grande, Odair Nunes Soares, que apresentou o projeto “A arte circense e o resgate de brincadeiras antigas na dimensão interdisciplinar”, que se fundamenta em princípios básicos de Freire para a inclusão através da educação. 

Na próxima terça-feira(15), o tema vai ser “A construção de um currículo crítico-libertador: reflexões do momento presente e para o pós-pandemia” e terá como palestrantes o professor Alexandre Saul, da Universidade Católica de Santos e a professora Daianny Madalena Costa, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, campus POA.

▶️ Confira a programação completa aqui

Leia também:

▶️ Para ler o mundo em tempos de exceção: começa o Seminário de Educação Paulo Freire

▶️ Seminário Paulo Freire: um olhar freireano através da educação e da política

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O 1º Núcleo do CPERS, sediado em Caxias do Sul, enviou à 4ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) uma carta formalizando a preocupação da entidade com a sobrecarga de trabalho e a falta de condições das escolas para a volta às aulas presenciais.

O documento foi redigido após plenária com educadores(as) da região na última sexta-feira (4).

O texto destaca que os professores(as) estão sobrecarregados e estendendo suas horas para além de sua carga horária.

A carta também ressalta que “para a possível volta às aulas, faltam condições físicas para garantir o distanciamento social, a falta de profissionais para a higienização dos espaços, a falta de condições para realização das atividades remotas de maneira que alcance todos os estudantes e a falta de recursos para garantir a saúde de todos”.

No município de Caxias do Sul as atividades presenciais em escolas de Educação Infantil retornaram nesta terça-feira(8), contrariando posicionamentos do CPERS e da FAMURS.

Clique aqui para baixar a íntegra do documento ou leia abaixo.

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