Antes mesmo do retorno às aulas presenciais em Lajeado, 16% dos educadores da rede municipal testaram positivo para a Covid-19.

A informação foi confirmada pelo secretário de saúde do município, Cláudio Klein, no programa Frente e Verso, da rádio A Hora, na manhã desta segunda-feira (28).

De acordo com Klein,  dos 481 testes realizados em profissionais do ensino até a sexta-feira, 77 deram positivo. No sábado, mais profissionais foram testados.

>> Mobilize-se em defesa da vida; saiba como participar da Assembleia Geral Extraordinária do CPERS

Segundo o secretário, cerca da metade havia sido infectada há mais de 15 dias. Na outra metade, a doença ainda estava ativa.

Nesta quarta-feira (1º), os alunos da educação infantil da rede municipal de Lajeado retornam às aulas presenciais.

Cenário preocupa educadores da rede estadual

A notícia sobre o percentual de educadores da rede municipal infectados trouxe ainda mais apreensão aos professores(as) e funcionários(as) de escola do Estado.

“Já estávamos explicando que mesmo quando a contaminação estivesse sob controle seria necessário testagem tanto para alunos quanto para professores, com o objetivo de identificar possíveis focos de contaminação. Mas esta notícia deixou todos alarmados e preocupados. Acredito que isso torna inviável qualquer retorno às aulas presenciais em toda a região, no próximo período. Possivelmente não tenhamos condições, inclusive, de retorno às aulas presenciais neste ano”, avalia o diretor do núcleo de Estrela, Gerson Luis Johann.

Governador sequer cogita realização de testes na rede estadual

Todas as vezes em que o governador Eduardo Leite fala sobre o retorno às aulas presenciais, ignora o tema da testagem dos educadores.

O CPERS, através de pesquisa realizada com mais de 2 mil educadores(as) gaúchos trouxe à tona dados preocupantes: o vírus já contaminou profissionais de mais de 142 escolas mesmo com as escolas operando em regime de plantão, com fluxo reduzido.

O estudo realizado pelo sindicato também mostrou que em 71% das instituições, não são fornecidas máscara com a frequência necessária para todos os trabalhadores(as) no período de plantão e 92% das direções respondentes afirmaram que suas escolas não têm condições estruturais de reabrir respeitando os protocolos.

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Escolas fechadas, vidas preservadas

Os dados reiteram a posição do Sindicato: o Rio Grande do Sul não tem condições de retomar as aulas presenciais. As curvas não apresentaram uma redução expressiva, a dança das bandeiras perdeu o sentido e a transmissão comunitária permanece fora de controle.

Faltam profissionais, falta estrutura, faltam recursos, faltam testes e falta segurança.

Não seremos cúmplices da tentativa de normalizar a morte, a necropolítica que une Bolsonaro, Eduardo Leite e todos que celebram o capital acima da vida.

O governador precisa fazer o seu dever de casa. Nós, nossos estudantes e familiares não seremos cobaias.

#EscolasFechadasVidasPreservadas

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▶️ Para 86% da comunidade escolar, vacina é pré-requisito para volta às aulas presenciais

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Diante da insistência do governo Eduardo Leite (PSDB) em abrir as escolas estaduais mesmo sem condições mínimas de segurança sanitária, o Conselho Geral do CPERS aprovou a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária de Mobilização.

Vamos, juntos com a categoria, construir a resistência em defesa da vida. Não seremos cobaias. Escolas Fechadas, Vidas Preservadas!

CLIQUE AQUI para fazer o seu cadastramento, mas, antes, leia as instruções nesta matéria até o final.

O edital de convocação será publicado na edição desta terça (29) do Jornal do Comércio. Acesse o documento aqui. 

>> Quando?

A Assembleia Geral começa às 16h (1ª chamada) do dia 8 de outubro (quinta-feira)A 2ª chamada será às 16h30.

>> Onde?

Esta será uma Assembleia Geral histórica, a primeira a ocorrer em ambiente 100% digital, com segurança e distanciamento. O acesso se dará por meio do Zoom. Leia o passo a passo abaixo para saber como participar. 

>> Quem pode participar?

Apenas sócios(as) poderão acessar o ambiente da Assembleia Geral.

>> Como faço para participar?

1.

CLIQUE AQUI e preencha o formulário até o fim para validar o seu cadastro. Confira com atenção os dados, que serão cruzados com as informações no banco de sócios.

Por razões técnicas e para assegurar a participação de todos, serão aceitas inscrições até as 23h59 do dia 6 de outubro.

Caso tenha problemas para validar seus dados, contate o Serviço de Atendimento ao Sócio por whatsapp (51 9569.0465), pelo fone (51 99663.5699) ou o e-mail (sas@cpers.org.br).

2.

Baixe o aplicativo Zoom em seu celular ou computador. Não deixe de fazer o download.

Usuários que usam o navegador (como o Chrome ou o Internet Explorer) para acessar sessões do programa costumam ter problemas com a votação.

Por isso repetimos: baixe o aplicativo Zoom. Sua experiência será melhor e mais tranquila.

Confira abaixo os links para cada versão, de acordo com o seu dispositivo:

>> Instale o Zoom no computador -> https://zoom.us/client/latest/ZoomInstaller.exe

>> Instale o Zoom no seu celular Android -> https://play.google.com/store/apps/details?id=us.zoom.videomeetings&hl=pt_BR

>> Instale o Zoom no seu iPhone -> https://itunes.apple.com/us/app/id546505307

3.

Às vésperas da Assembleia, você receberá um e-mail com um link único, intransferível. Este link é o seu crachá. Se você passar para outra pessoa, não poderá acessar a Assembleia.

Em hipótese alguma encaminhe este link. Ele é a sua identidade, a sua garantia de acesso, voz e voto.

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É com extrema indignação que recebemos o resultado do julgamento do recurso do CPERS ao corte de ponto dos educadores grevistas.

Com o voto contrário de 22 desembargadores(as), o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) considerou legal o roubo protagonizado pelo governo Leite (PSDB).

Trata-se de um Tribunal desconectado da realidade da classe trabalhadora, que compactua com um governo autoritário e avaliza uma medida punitiva e ideológica; caráter evidenciado pela declaração do governador de que o corte serviria para “desestimular a prática grevista”.

Graças a esta pedagogia da chibata, o ponto foi cortado apesar dos serviços prestados e das aulas recuperadas, sem prejuízo aos estudantes. Frisamos: são profissionais que trabalharam e não receberam pelo serviço prestado. O governo Leite e a Justiça nos tratam como escravos.

Mais de 27 mil educadores(as) tiveram perdas que chegaram a 30% dos rendimentos mensais. Sustar a renda de quem já se encontra no limite de suas possibilidades, em meio a uma pandemia, é uma ameaça à vida destes trabalhadores(as) e seus dependentes.

Outrossim, esta é uma categoria que está trabalhando dobrado neste período, utilizando equipamentos pessoais e pagando Internet com os próprios recursos para não deixar desassistidos os estudantes que dependem da escola pública, apesar dos salários cortados, defasados, atrasados e parcelados.

Pessoas sem recursos para suprir necessidades básicas, comprar comida e pagar as contas. Pessoas já fragilizadas por seis anos de perdas salariais e cinco de atrasos e parcelamentos, dívidas acumuladas e condições laborais precárias.

Mas esta categoria não verga a coluna. Lutar é pedagógico. Pelo direito de resistir e defender nossos direitos, queremos justiça para a educação. O CPERS recorrerá em todas as instâncias possíveis para reaver os valores confiscados pelo Estado.

A luta continua!

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A mobilização nas regiões é uma das estratégias deliberadas pelo Conselho Geral do CPERS para pressionar o governo a pagar o que deve à categoria, cujos proventos foram cortados apesar da recuperação das aulas e do encerramento do ano letivo.

▶ Baixe o modelo de moção e envie aos vereadores(as) da sua cidade

Este é um ano eleitoral, e os vereadores(as) podem exercer pressão crucial sobre seus partidos na base do governo para assegurar o pagamento dos salários cortados.

Desde dezembro, a categoria amarga cortes mensais que chegam a 30% do salário. São mais de 27 mil castigados para – nas palavras do governador – “desestimular a prática grevista”, apesar das aulas recuperadas sem prejuízo aos estudantes.

São famílias inteiras em situação de calamidade, com salários cortados e sem perspectivas de alívio financeiro. Muitos têm recorrido a doações arregimentadas em campanhas de arrecadação.

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Moções aprovadas em apoio ao pagamento dos educadores grevistas
Atualizado em 28/09

1 Água Santa
2 Arroio dos Ratos
3 Bagé
4 Barra do Guarita
5 Barra do Quaraí
6 Barra Funda
7 Bento Gonçalves
8 Boa Vista das Missões
9 Caçapava do Sul
10 Caiçara
11 Camaquã
12 Camargo
13 Candiota
14 Capão do Leão
15 Caxias do Sul
16 Charqueadas
17 Chuí
18 Constantina
19 Cruz Alta
20 Encantado
21 Engenho Velho
22 Erechim
23 Esteio
24 Estrela
25 Faxinal do Soturno
26 Garruchos
27 Giruá
28 Guaíba
29 Horizontina
30 Ijuí
31 Independência
32 Itacurubi
33 Lagoa Vermelha
34 Lajeado
35 Lavras do Sul
36 Maçambará
37 Muçum
38 Nova Bassano
39 Nova Hartz
40 Nova Palma
41 Novo Barreiro
42 Novo Hamburgo
43 Palmeira das Missões
44 Panambi
45 Parobé
46 Passo Fundo
47 Pelotas
48 Pinheiro Machado
49 Piratini
50 Portão
51 Porto Xavier
52 Rio Grande
53 Rio Pardo
54 Salto do Jacuí
55 Santa Maria
56 Santa Rosa
57 Santa Vitória do Palmar
58 Santana do Livramento
59 Santiago
60 Santo Ângelo
61 Santo Augusto
62 São Borja
63 São Francisco de Paula
64 São Jerônimo
65 São José das Missões
66 São José do Norte
67 São Leopoldo
68 São Luiz Gonzaga
69 São Pedro do Sul
70 São Sepé
71 São Vicente do Sul
72 Sapiranga
73 Sarandi
74 Soledade
75 Taquara
76 Taquari
77 Teutônia
78 Tiradentes do Sul
79 Três Cachoeiras
80 Três de maio
81 Ubiretama
82 Vale Real
83 Vanini
84 Veranópolis
85 Itaqui
86 Dom Pedrito
87 Nicolau Vergueiro
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Diante da insistência do governo Eduardo Leite (PSDB) em abrir as escolas estaduais mesmo sem condições mínimas de segurança sanitária, o Conselho Geral do CPERS aprovou a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária de Mobilização para o dia 8 de outubro, às 16h.

A deliberação se deu na última sexta-feira (25), quando mais de 100 conselheiros dos 42 núcleos do Sindicato debateram a conjuntura política e as estratégias de luta e resistência aos ataques em níveis estadual e nacional.



“É grave o momento que estamos vivendo. É importante sair daqui com uma luta conjunta para impedir que pais e educadores sejam responsabilizados pelo contágio e pelas mortes, pois elas virão”, asseverou a presidente, Helenir Aguiar Schürer.

A Assembleia ocorrerá em meio virtual, e terá um sistema de cadastramento restrito aos sócios, a ser divulgado ainda nesta segunda-feira (28) junto do edital. O credenciamento será realizado até as 23h59 do dia 6. O governo Leite (PSDB) prevê a retomada das aulas presenciais para o dia 13.

A luta em defesa da vida e contra o retorno foi a tônica do Conselho, que aprovou diversas outras deliberações relacionadas ao tema, ampliando a denúncia da falta de recursos humanos, físicos e financeiros, e fomentando a resistência desde o chão da escola junto à comunidade, conselhos e grêmios estudantis.

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Na frente nacional, a categoria também prepara a luta unificada contra a Reforma Administrativa. Anelise Manganelli, técnica do Dieese, apresentou os principais pontos do projeto, que atinge duramente as carreiras, ameaça a estabilidade e, em última instância, almeja privatizar o Estado, reduzir investimentos e transformar a oferta de serviços gratuitos em mercadoria privada.

No dia 30, a Frente de Servidores Públicos (FSP/RS) realizará ato às 11h, em frente ao HPS, contra a Reforma. O Dieese oferece uma formação sobre o tema nesta terça-feira (29). As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo link https://tinyurl.com/DIEESE16JND


Confira as propostas aprovadas:

  1. Dia 08/10/2020(5ª feira), às 16 horas, por meio virtual – Assembleia Geral de Mobilização pelo não retorno às aulas e em defesa da vida;
  2. Os Núcleos deverão debater, articular com a comunidade escolar(CPM, Conselhos Escolares e grêmios estudantis) e orientar que as escolas reúnam suas instâncias em assembleias, fazendo valer a autonomia e a gestão democrática para deliberar pelo não retorno às aulas presenciais elencando as razões da impossibilidade do retorno seguro nas atuais condições. Dar continuidade ao debate em plenárias e reuniões que vem acontecendo pelo não retorno às aulas presenciais neste momento. Estimular atos presenciais controlados, onde for possível, com os cuidados de distanciamento e EPIs;
  3. Carta Aberta da Comunidade escolar denunciando as condições que impossibilitam o retorno e reafirmando as garantias necessárias às aulas presenciais, bem como o assédio moral sobre as direções, quando o governo(CREs) pressiona e rompe com a gestão democrática nas escolas;
  4. Pressionar e articular com prefeitos/as, vereadores/as e deputados/as pelo não retorno às aulas presenciais sem as garantias de segurança: declínio e controle da pandemia; testagem em massa, vacinação, recursos humanos e equipamentos de segurança aos educadores/as e estudantes;
  5. Ampliar a denúncia da falta de recursos humanos; da sobrecarga de trabalho dos educadores; o assédio moral e responsabilização das direções de escola em relação à pandemia por CREs e governo; dos governos genocidas, Leite(PSDB), Bolsonaro(Ex-PSL) e Mourão(PRTB). Defender a garantia do emprego das educadoras contratadas, inclusive as de grupo de risco. Nenhuma demissão, nenhuma contratada a menos;
  6. Debater amplamente na categoria e denunciar a Reforma Administrativa de Bolsonaro que ancora o desmonte do papel do estado e a mercantilização do serviço público;
  7. Participar no dia 30 de setembro(4ª feira), às 11 horas, em frente ao HPS – Porto Alegre do Ato Público contra a Reforma Administrativa e organizar ou participar das atividades dos Núcleos ou regiões;
  8. Buscar apoio nas Câmaras de Vereadores e Deputados/as Estaduais sobre a oferta e a importância da EJA e Ensino Técnico para o município. Fazer matrículas para os estudantes que estão buscando a vaga na escola e elaborar documento(moções ou cartas) e ampla divulgação.
  9. No dia 28/09/2020(2ª feira), dia da votação da ação judicial do pagamento dos dias de greve fazer ato simbólico no TJ e Twitaço;
  10. Em última instância, busca de ações judiciais no caso de retorno às aulas presenciais sem as condições de segurança para educadores/as e estudantes;
  11. Participar do Calendário de Mobilização da CNTE em Defesa da Vida, da Educação Pública, da Democracia e Contra a Reforma Administrativa de Bolsonaro.

Porto Alegre, 25 de setembro de 2020.
Conselho Geral do CPERS/Sindicato.


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Enquanto Eduardo Leite (PSDB) acusa a categoria de não se importar com a educação, a vida continua do lado de fora do luxuoso Palácio Piratini.

“Divido minha mesa de jantar com trabalhos dos alunos, livros, telefone, cadernos, celular e um computador que o uso excessivo estragou. Se não fossem os descontos da greve, poderia ter comprado um computador melhor, um celular também. Tudo que consegui foi acumular dívidas”

Homem, negro e professor de filosofia e sociologia da EEEM Evaristo de Antoni, de Caxias do Sul, Fernando da Silva Lopes perdeu as contas de quantas vezes trabalhou madrugada adentro durante a pandemia.

Ao todo, o educador atende 24 turmas nos três anos do Ensino Médio e de Educação de Jovens e Adulto, somando 562 alunos(as).

Quando se pensa na carga horária de um professor, é um equívoco lembrar apenas das horas letivas.

A interminável rotina inclui preparar aulas para cada ano e disciplina, conteúdos diversificados para alunos especiais, gravar vídeos, preencher planilhas e avaliações, responder estudantes e pais, publicar aulas no Classroom, realizar formações, fechar notas e lançar faltas.

Pesquisa desenvolvida pelo CPERS e consolidada pelo Dieese identificou que 98% dos professores(as) estão trabalhando mais do que prevê o contrato de trabalho durante a pandemia.

No caso de Fernando, ainda é necessário conciliar o trabalho com a segunda graduação – em Geografia -, cuidar da casa e, junto da esposa, auxiliar os filhos nas aulas online: a menina com seis anos, em fase alfabetização, e o rapaz com 12, no 7º ano.

“É um desafio diário, mas estamos perseverando. É preciso lembrar que existe uma logística em nossas casas, como preparar a alimentação, cuidar dos espaços, manter a nossa saúde mental e dos nossos filhos, entre tantas outras coisas”, conta.

Falta de valorização impede dedicação almejada

Apesar da carga extenuante de trabalho, o educador não está satisfeito com o trabalho final entregue para os estudantes.

“É angustiante e causa uma sensação de impotência. Em vez de cuidar da burocracia, gostaria de poder estudar mais e preparar de forma mais aprofundada as aulas, oferecer um atendimento mais exclusivo e individualizado às necessidades dos estudantes. Mais fazer pedagógico, menos preenchimento de papéis”, avalia Fernando.

Além da exclusão inerente ao trabalho digital, o professor precisa lidar com a exclusão ativa realizada pelo governo Leite (PSDB). Na sua escola, a Seduc proibiu as inscrições para a modalidade de EJA.

“É um ato extremamente radical e desonesto, principalmente em um contexto de pandemia. Quando o governo corta esse acesso ao EJA, retira sonhos, mata possibilidades. É um ataque frontal à sociedade. Outro ataque, é sobre a questão das faltas, pois essas impactam diretamente na vida dos estudantes, pois quando ele olhar no aplicativo o número de faltas referente ao primeiro período, dificilmente esse aluno retornará para dar sequência aos estudos. São situações delicadas que se o governo tivesse uma postura diferente, seria mais fácil superarmos esse momento tão difícil da nossa história”, conclui.

Em meio à pandemia, o governo Eduardo Leite (PSDB) proibiu a abertura de novas turmas nas modalidades da EJA, NEEJA e cursos técnicos em escolas estaduais.

São permitidas somente transferências entre turmas e escolas, ou a continuidade dos alunos(as) já existentes.

O CPERS apurou, em consulta a 43 escolas, que ao menos 5,3 mil jovens e adultos terão negado o direito constitucional à educação. Esta é a demanda por novas inscrições relatada pelas instituições pesquisadas.

Desorganização da Seduc custa caro à saúde dos trabalhadores(as)

Para a coordenadora do Departamento de Saúde do Trabalhador, Vera Lessês os ataques de Eduardo Leite coordenados com a pandemia elevam a pressão psicológica e emocional a níveis extremos.

Muitas vezes, as consequências são somatizadas em ataques de pânico, hipertensão e outras enfermidades.

“Não bastassem os salários congelados há praticamente seis anos, parcelados e atrasados, tivemos o desmonte do nosso Plano de Carreira com a retirada de direitos garantidos, apesar da grande mobilização dos educadores. E agora este massacre em plena pandemia”, analisa.

Vera também critica a desorganização da mantenedora, que inúmeras vezes leva ao retrabalho com orientações confusas ou francamente contraditórias.

“É uma burocracia que poderia ser evitada com o mínimo de planejamento. Mas que hoje gera crises de esgotamento, estresse e  adoecimento físico e psíquico. É ainda mais cruel pois, sem receber um salário justo, precisamos investir em medicamentos e terapias para dar continuidade à nossa missão com responsabilidade e respeito aos estudantes”, finaliza Vera.

Orientações do CPERS para evitar a sobrecarga

▶️ Nenhum educador(a) deve aceitar trabalhar para além das horas contratadas. Vídeos de formação (letramento digital) são opcionais e devem ser assistidos dentro da carga horária normal. O atendimento de pais e alunos(as) também deve observar este cuidado;

▶️ Caso o educador(a) não tenha condições de realizar aulas síncronas, ou qualquer outra modalidade de aulas remotas – seja por falta de recursos, conexão, equipamentos adequados ou outra situação – deve registrar os motivos e comunicar a direção escolar e a mantenedora;

▶️ Ninguém pode ser obrigado a fazer um trabalho cuja realização depende de condições que a mantenedora não fornece. De acordo com a Secretaria da Educação, a efetividade não será prejudicada desde que o educador(a) justifique suas dificuldades com o trabalho remoto.

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Em meio à pandemia, o governo Eduardo Leite (PSDB) proibiu a abertura de novas turmas nas modalidades da EJA, NEEJA e cursos técnicos em escolas estaduais.

São permitidas somente transferências entre turmas e escolas, ou a continuidade dos alunos(as) já existentes.

O CPERS apurou, em consulta a 43 escolas, que ao menos 5,3 mil jovens e adultos terão negado o direito constitucional à educação. Esta é a demanda por novas inscrições relatada pelas instituições pesquisadas.

Cabe lembrar que trata-se de um público, via de regra, de baixa renda e em situação de vulnerabilidade agravada pela pandemia.

Dados do Censo Escolar, analisados pelo Dieese, demonstram que o enxugamento da EJA é uma tendência: entre 2017 e 2019, mais de 25,2 mil vagas foram extintas no Rio Grande do Sul. Destas, 88% (22,2 mil) são da rede estadual.

Enquanto isso, a PNAD Contínua 2019, divulgada pelo IBGE, constata que mais da metade (51,2%) dos adultos não concluiu o Ensino Médio no país.

Além da exclusão

A não liberação de matrículas também reduz carga horária de professores(as), deixa contratados(as) à margem do desemprego e faz com que trabalhadores(as) sejam remanejados para outras escolas sem qualquer organização prévia.

Trata-se de mais um passo rumo à privatização da escola pública, reduzindo a oferta gratuita e abrindo espaço para o ensino privado.

O CPERS lançou um abaixo-assinado que já conta com 5,7 mil apoiadores(as) reivindicando o fim da exclusão e a reabertura de vagas em todas as modalidades; por uma educação pública gratuita, inclusiva, de qualidade e socialmente referenciada.

Síntese

43 escolas consultadas
2.023 inscrições de EJA negadas
900 inscrições em Neejas negadas
2.445 inscrições em cursos técnicos negadas

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Na tarde desta quinta-feira (24), o Departamento de Funcionários(as) de Escola do CPERS promoveu o 13° Encontro Virtual dos Funcionários(as) com participação dos agentes educacionais do 4° Núcleo (Cachoeira do Sul) e do 18° Núcleo (Santa Cruz do Sul).

Volta às aulas, pandemia, alterações com as reformas de Eduardo Leite (PSDB) e a conjuntura estadual e federal nortearam o debate. 

A diretora do departamento, Sônia Solange Viana, abriu o encontro evidenciando os árduos tempos que estamos vivendo. 

“Vivemos um momento muito preocupante em nosso país, com um presidente que está destruindo o meio ambiente, que vai na ONU e faz um discurso mentiroso dizendo que está tudo bem, que está fazendo uma reforma administrativa e atacando os servidores públicos e nesse processo ainda nos encontramos em isolamento social”.

Sônia ainda destacou que é preciso união e muita luta contra o retorno das aulas presenciais. “O Leite transfere a responsabilidade para os prefeitos, transfere a responsabilidade para as escolas através dos COEs. Nós precisamos alertar as direções que quem assina a liberação pode estar se responsabilizando pelos casos que ocorrerem nas escolas”. 

Solange Carvalho, 1ª vice-presidente do CPERS, apontou a importância dos encontros virtuais na luta contra Eduardo Leite (PSDB). 

“Essas reuniões nos fortalecem para resistirmos a essa loucura do governador de querer retomar às aulas. Precisamos nos manter firmes e lutar por nossas vidas”. 

O 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, que também integra o Departamento de Funcionários(as) de Escola do Sindicato, reforçou a importância da informação para manter a luta. 

“Esse é o 13° encontro de uma série de reuniões onde o objetivo é que todos façam suas perguntas e esclareceram suas dúvidas para que possamos resistir nestes tempos tão difíceis. Estamos com hospitais lotados, nossa luta não pode cessar agora”. 

Candida Beatriz Rossetto, secretária-geral do CPERS, conclamou os presentes para se somarem nas lutas contra os governos que constantemente atacam a educação. 

“Os desafios são grandes, com governos estadual e federal nos atacando diuturnamente. Precisamos transformar tudo isso em indignação para fazermos a resistência e derrotarmos esses governantes”.

Para Jucemar Gonçalves da Costa, diretor do 4° Núcleo (Cachoeira do Sul), encontros como o de hoje são uma ótima oportunidade para que a categoria tire suas dúvidas e se mantenha informada durante o isolamento. 

“Diante dessa pandemia são importantes esses momentos, mesmo que virtuais. São seis anos de salários atrasados, parcelados e agora essa ameaça de retorno das aulas. Precisamos estar informados e nos manter unidos”.

A diretora em exercício do 18° Núcleo (Santa Cruz do Sul), Sandra Maria Lemos dos Santos, relatou a preocupação que tem percebido nos educadores da região. 

“A gente sente uma grande angústia dos funcionários que não tiveram escolha e estão na trincheira da Covid, nos plantões que estão acontecendo e se expondo à contaminação”.

Conjuntura estadual e federal

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, ressaltou que no último Conselho Geral da entidade foi tirada a insígnia do Fora Bolsonaro e, consequentemente, muitos dizem que o CPERS se partidarizou.

“Percebi muitas pessoas indignadas, por isso vou justificar o porquê da decisão. Em 2019, o Bolsonaro instituiu a Emenda Constitucional 103, que permitiu que os aposentados voltassem a contribuir com a Previdência, o que levou o Leite a se aproveitar e fazer o mesmo aqui no Estado. Ele também estabeleceu o PL 73 proibindo o reajuste por dois anos dos servidores públicos, sendo que já estamos há seis anos com os salários congelados. Isso tudo é graças ao Bolsonaro e seu governo”. 

Helenir também destacou o novo projeto do presidente que coloca em risco o futuro dos servidores: “Ele agora quer fazer uma Reforma Administrativa que pode acabar com a estabilidade e substituir concursados por apadrinhados políticos”.

Voltas às aulas

A proposta de retorno das aulas presenciais foi tema central do encontro e é um dos principais pontos do atual debate da categoria.

Em recente pesquisa realizada pelo CPERS, 142 escolas de 76 cidades apresentaram casos de infecção durante os plantões. 

“Nossas escolas se transformarão em um espaço de transmissão da Covid. Não podemos retornar enquanto não tivermos testagem em massa, EPIs suficientes e a vacina que nos dará garantia de vida. Precisamos nos preparar para o embate porque vamos precisar resistir muito para evitar uma tragédia”, frisou a presidente Helenir. 

O advogado Marcelo Fagundes, representando a assessoria jurídica do CPERS, pediu atenção à questão dos COEs: “Estamos orientando os diretores para que não assinem a liberação da escola. O Ministério Público já disse que quem tem que declarar as condições sanitárias é um agente de saúde, não a direção”.

Informes jurídicos

Durante o encontro, o advogado Marcelo respondeu dúvidas dos funcionários(as) sobre os mais diversos temas que resumimos abaixo.

Aposentadoria: foram apresentados alguns exemplos, mas Marcelo ressaltou que devido à complexidade do tema é preciso analisar caso a caso. Para isso, os associados do CPERS podem entrar em contato diretamente pelo WhatsApp Business do jurídico no telefone (51) 3073.7538 ou através de encontros virtuais com os advogados que atendem os núcleos. Aqui você encontra todos os contatos.

Desconto de greve: o TJ marcou para o próximo dia 28 o julgamento do recurso do corte de ponto da greve da educação. Marcelo ressaltou que o CPERS lutará para que seja feita justiça pelos educadores que cumpriram a sua parte e recuperaram as aulas da greve.

Desconto dos Aposentados: o CPERS entrou com a ADIn, que foi favorável aos aposentados(as), mas o Estado recorreu em Brasília. O julgamento será realizado tanto no STF quanto no TJ.

Confira aqui o vídeo em que o jurídico do CPERS explica as principais mudanças na carreira dos servidores(as) da educação após a reforma de Eduardo Leite (PSDB).

Atendimento do IPE Saúde durante a pandemia

A diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador(a), Vera Lessês, ficou responsável por apresentar as informações referentes ao atendimento e as mudanças no IPE Saúde durante a pandemia.

Vera destacou a constante luta do CPERS contra a política de desmonte da entidade iniciada no governo Sartori (MDB) e continuada por Leite (PSDB). “O IPE Saúde, nos moldes que ele se apresenta hoje, é resultado de muita luta para que ele não seja totalmente sucateado”.

Dentre os principais pontos apresentados pela diretora estão os atendimentos presenciais que seguem suspensos, a realização de exames de Covid-19 e os descontos do PAC e do Pames. Confira um resumo:

Testes do Covid: os exames de detecção do vírus são válidos apenas para solicitações por médicos credenciados e em casos de internação hospitalar, tratamento ambulatorial ou pronto atendimento.

Tele-consultas: durante a pandemia, as consultas pelo IPE Saúde estão sendo realizadas por telemedicina no site da entidade, sem custo adicional. Se houver necessidade, os profissionais também atendem presencialmente.

PAC e Pames: por um equívoco da PROSSERGS, o desconto do reajuste do Plano de Assistência Médica Complementar (PAC) e do Plano de Assistência Médica Suplementar (Pames) não foi efetuado. Usuários com margem não foram descontados em maio e tiveram o valor dobrado no mês seguinte. Os demais, podem ter o desconto parcelado para os próximos meses.

Atualização de dados: o IPE está solicitando que cada segurado e dependente atualize seus dados online, informando o número de celular e e-mail para evitar fraudes. Com a medida, o usuário é notificado a cada consulta médica.

Cartilha online: O IPE Saúde disponibilizou um material que reúne as principais informações de interesse dos usuários, com tópicos, ilustrações e links que direcionam para o local adequado no site. Confira aqui o material.

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O Departamento de Funcionários de Escola do CPERS promove ainda mais dois encontros virtuais, confira as datas abaixo e contate o seu núcleo para participar:

Grupo 14

Núcleos: 38º Porto Alegre  – Canoas – Taquara – Montenegro

Data: 1º de outubro (5ª feira)

Horário: 14h

Grupo 15

Núcleos: 39º Porto Alegre – São Leopoldo – Gravataí – Osório

Data: 8 de outubro (5ª feira)

Horário: 14h

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O governo Leite (PSDB) não dá paz para a escola pública.

Após lutar por quatro anos contra o fechamento do turno da tarde, a EEEF Balbino Pereira, de Erval Seco, descobriu pelo sistema de controle de matrículas que o Estado cadastrou somente três turmas no ISE, juntando estudantes do 1º, 2º e 3º,  4º, 5º e 6º, e 7º, 8º e 9º anos.

“Qual professor na mesma sala de aula vai ter condições de trabalhar com três turmas de séries diferentes? Eles querem nos matar à míngua mesmo”, desabafa a coordenadora pedagógica e professora Tatiana Bossler.

Com a mudança, a escola que já trabalhava com turmas multisseriadas – uma especificidade das instituições do campo – perderá o turno da tarde, apesar da contrariedade de pais, educadores(as) e estudantes.

Nos registros da 20ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), o turno foi fechado no início do ano letivo. Mas a instituição resistiu.

A comunidade escolar participou de audiências, fez abaixo-assinado e oficiou documento junto à coordenadoria e ao Ministério Público. Em gesto de coragem, continuou a atender o turno da tarde.

A Balbino, que a duras penas busca manter o padrão de excelência pela qual é conhecida, agora se vê obrigada a colocar quase 40 alunos de diferentes etapas em uma mesma sala de aula.

Enxugar para fechar

A política de enxugamento das turmas leva à descontinuidade pedagógica, desmotiva estudantes e pode agravar a evasão escolar. É uma forma de acelerar o fechamento da instituição, como tem ocorrido em diversas escolas rurais.

“Entramos em contato com a Seduc e a CRE, mas não tivemos retorno. Nós pedimos que deixassem pelo menos do jeito que a gente estava trabalhando. Sabemos que não temos tantos alunos. Não são só números. São pessoas. Não aguentamos mais tudo isso”, revela Tatiana.

De acordo com o diretor da instituição, Gabriel Figueiredo, além de se negar a ouvir a comunidade, a coordenadoria não estabeleceu nenhum critério para fechar o turno.

“As escolas do campo estão amparadas no estatuto que não permite o fechamento de turno pelo número reduzido de alunos, e sim preza pela qualidade e pela educação de excelência no campo. É incoerente o que a CRE fez com a gente alegando a quantidade limitada de alunos”, afirma.

Com o fechamento do turno, a instituição teve que desativar a biblioteca para transformá-la em sala de aula. Impossibilitado de lecionar por ter tido sequelas de um AVC, o professor Delmar da Rosa trabalhava no local.

Agora, no entanto, mesmo com problemas na fala e em estado de depressão, está sendo obrigado pela coordenadoria a voltar. 

“A Seduc quer que ele volte para a sala de aula. A gente não pode aceitar. Ele é do grupo de risco. Como terá condições de dar aula para várias turmas ao mesmo tempo?”, questiona Sueli da Rosa, esposa do professor Delmar.

O brutal enxugamento imposto pelo governo Leite não apenas onera profissionais, mas sufoca a qualidade da educação, desestrutura a organização pedagógica e, em última instância, prejudica o aprendizado.

“Não podemos aceitar que fechem o nosso turno. Precisamos prezar por um ensino de qualidade. Trabalhamos com filhos de agricultores, eles também merecem uma educação qualificada”, conclui o diretor Gabriel Figueiredo.

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Defenda sua escola

Se a sua escola está na mira do governo para fechamento de turmas e turnos, fim do EJA, enturmação ou multisseriação, mobilize-se!

Procure o CPERS, siga as orientações e defenda a sua escola!

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