Hoje, 22 de setembro, completa-se um ano do falecimento da professora e ex-presidente do CPERS, Glacy Iolanda Rolim Corrêa.

Glacy presidiu o CPERS de 1979 a 1981, lutando bravamente pelos direitos dos educadores(as) gaúchos. Em sua gestão conduziu duas grandes greves da categoria, incluindo a primeira da história, em 1979, com 13 dias de duração, e a de 1980, com 21 dias.

A educadora nasceu em Santa Maria em 27/06/1932, estudou filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e lecionou a disciplina na IE Dom Diogo de Souza e no IE General Flores da Cunha.

Glacy foi delegada de educação em Porto Alegre, onde participou da elaboração e implantação do Plano de Carreira do Magistério Público Estadual, foi diretora no Colégio Cruzeiro do Sul, assessora da deputada Maria Augusta Feldman e diretora administrativa da Secretaria Municipal da Educação (Smed), na capital.

Apaixonada por filosofia e estudos teosóficos, a professora publicou em 1989 o livro Cabala.

Mas a sua grande paixão eram as artes. Na sua gestão, criou no Sindicato o Salão do Professor, realizando mostras de artes plásticas.

Nosso carinho e solidariedade a familiares e amigos.

Glacy, presente!

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Análise consolidada pelo Dieese da última etapa da consulta Educação e Pandemia no RS – pesquisa por adesão desenvolvida pelo CPERS – identificou que 98% dos professores(as) estão trabalhando mais do que prevê o contrato de trabalho durante a pandemia.

Além da sobrecarga – sem receber qualquer adicional – 40% dos respondentes relataram que não possuem acesso à Internet com a velocidade e estabilidade adequadas para realizar o trabalho a distância.

A pesquisa contou com 3,9 mil respondentes e 2.131 questionários considerados válidos (com CPF e preenchidos até o final) contemplando 872 escolas de 282 municípios.

Nas perguntas descritivas, educadores(as) denunciam o desgaste físico e psicológico, insônia, ansiedade, tristeza e incertezas, ressaltando ainda os salários atrasados, as cobranças da Seduc e a continuidade da retirada de direitos durante a pandemia.

Uma queixa recorrente é a dificuldade de conciliar o aumento na carga de trabalho com o cuidado de filhos pequenos, o preparo das refeições, o trabalho doméstico e os cuidados com a saúde.

Outras dificuldades

Apenas 4,26% dos educadores(as) afirmaram que a quantidade de estudantes que conseguem participar plenamente do ensino remoto emergencial ultrapassa os 80%. Para 45,07%, 30% ou menos dos seus estudantes consegue participar plenamente.

Outras dificuldades apontadas foram a falta de envolvimento/retorno dos alunos (78,8%), a necessidade de responder mães, pais e estudantes fora do horário de trabalho (75,8%), falta de estrutura e equipamentos (52,4%) e falta de orientação e instrução da mantenedora (51,3%).

Requisitados a darem uma nota de 0 a 10 para a organização, clareza e a qualidade das instruções enviadas pela mantenedora para a condução dos trabalhos, 63,5% dos participantes conferiram notas iguais ou menores a 5.

Informações desencontradas, pouco prazo para a execução, planejamento incipiente, desrespeito à gestão democrática e determinações impositivas e descoladas da realidade das escolas foram algumas das críticas captadas à organização do governo do Estado.

Opinião do CPERS

Se, por um lado, os dados atestam o compromisso da categoria com a educação, evidenciam também o descaso do Estado, sua falta de organização e sua inépcia em fornecer condições de trabalho adequadas ao período, além da franca violação dos contratos e a superexploração dos profissionais.

Cabe notar que os equipamentos fornecidos até o momento pelo Estado são em número irrisório e de baixa qualidade. O acesso patrocinado ao Google Classroom também tem se mostrado problemático, com baixa adesão e distante de contemplar as reais necessidades de ensino e aprendizagem.

Os números, no entanto, contrapõem a narrativa de setores que caluniam os profissionais da educação sugerindo que estes não querem voltar às aulas presenciais para “não trabalhar”.

“Apesar da exclusão, apesar do cansaço, da ansiedade, do estresse, apesar do descaso do Estado, dos salários atrasados, do desrespeito e da falta de reconhecimento, nós preferimos viver. A educação escolhe a vida.”, afirma a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

👩🏽‍🏫 Síntese:

▶️ 98% dos professores afiram que estão trabalhando com carga horária superior à contratada

▶️ 40% dos professores informaram que a sua Internet não é suficiente para realizar o trabalho a distância com qualidade

▶️ 18% dos professores responderam que não possuem equipamentos (PC ou notebook) necessários para realizar o trabalho a distância. Destes, 48% estão utilizando equipamentos emprestados. Apenas 1% informou que o empréstimo é da própria escola

▶️ 45,07% dos respondentes indicaram que 30% ou menos consegue participar plenamente das atividades remotas digitais, sendo que apenas 4,2% indicou que 81% ou mais dos alunos estão conseguindo participar plenamente das atividades remotas

▶️ 50% indicaram que pelo menos 30% dos estudantes perderam o contato com a escola e não estão realizando qualquer atividade

▶️ 51,3% apontaram que a falta de orientações e instruções por parte da mantenedora é uma das principais dificuldades no período

▶️ Solicitados a dar uma nota de zero a 10 para a clareza e qualidade das informações por parte do governo do Estado para realizar o trabalho remoto, 63,5% dos participantes conferiram notas iguais ou inferiores a 5

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Na tarde desta segunda-feira (21), a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa realizou um webinário para debater a Agricultura Familiar na Merenda Escolar: Caminhos para a Efetivação.

O debate ocorre após o governo Eduardo Leite (PSDB) gastar R$ 23,9 milhões com cestas básicas de um único fornecedor, ignorando a agricultura familiar e desrespeitando recomendações internacionais.

A deputada Sofia Cavedon, presidente da Comissão, abriu o evento ressaltando a importância de debater a alimentação nestes tempos de pandemia e de seguir as recomendações do Plano Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“O Rio Grande do Sul não tem conseguido comprar da agricultura familiar, por isso, decidimos promover esse webinário para dar visibilidade aos bons exemplos e apresentar municípios que são referência neste quesito”.

O PNAE, programa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem o objetivo de priorizar agricultores familiares no fornecimento de gêneros alimentícios para serem consumidos por alunos das escolas públicas brasileiras.

Do total dos recursos financeiros repassados pelo FNDE, no âmbito do PNAE, no mínimo 30% devem ser utilizados na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar, priorizando os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas.

Éder Luís Both, prefeito de Chiapeta, apresentou a experiência do município, localizado no noroeste do estado e que atinge as metas do plano nacional.

“Nossa cidade é pequena, mas temos conseguido aplicar boa parte dos recursos na agricultura familiar porque entendemos que é essencial garantir a permanência do homem no campo e a valorização desses trabalhadores pelo município é o único caminho para isso”.

O prefeito apresentou uma série de políticas locais que ajudam o produtor a começar suas atividades e, posteriormente, na distribuição dos produtos através dos programas de alimentação escolar e até na disponibilização de cestas básicas aos servidores públicos municipais.

“Podemos todos chegar nesses números, mas para isso precisamos de uma mudança cultural e uma mudança política, porque investir na agricultura familiar não vai dar tanta visibilidade como uma obra no meio da cidade, mas esse trabalho de formiguinha ajuda para que essas famílias superem o obstáculo inicial e depois voem por conta própria”.

A secretária municipal de meio ambiente e sustentabilidade de São Francisco de Paula, Damiane Maria Boziki, ressaltou que investir na agricultura familiar é também investir na saúde dos alunos das escolas públicas gaúchas.

“Sem a agricultura familiar a qualidade dos alimentos não é tão boa. Investindo, a relação das crianças com o alimento muda, a qualidade da alimentação muda”.

Ismael Horbach, representante da Famurs no webinário, apresentou a cartilha desenvolvida em parceria com outras entidades para orientar compras públicas da agricultura familiar.

“O objetivo do material é valorizar o agricultor familiar e a economia local como ferramenta de trabalho e progresso, além de aproximar os municípios das entidades e produtores. No Rio Grande do Sul existem mais de 100 cooperativas da agricultura familiar, com este número é possível atender plenamente a comercialização institucional em todos os municípios gaúchos”.

Você pode acessar a cartilha completa aqui.

Gervásio Plucinski, presidente da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes/RS), destacou a mobilização da categoria e os passos para a volta da aquisição de produtos das famílias agricultoras para a alimentação escolar no estado.

“Por causa do ocorrido, quando o estado decidiu comprar do atacadão, fizemos todo um movimento com o Ministério Público e conseguimos estabelecer uma mesa com a Seduc. Nos últimos dias foram feitas as chamadas e talvez em breve o estado volte a comprar da agricultura familiar”.

Gervásio ainda ressaltou: “Sabemos que a forma como se compra e de onde se compra, é uma posição política. Vale lembrar que investindo na agricultura familiar, a cooperativa ganha, o produtor local ganha e as crianças também ganham com a melhoria da qualidade dos alimentos”.

Juliano de Sá, presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do RS (CONSEA/RS), lembrou que a pandemia veio para agravar a situação de fome e desemprego no Brasil.

“Temos uma Lei de 2012 que autoriza compras da agricultura familiar e que não está sendo aplicada. Quando o estado compra 200 mil cestas de um atacado, investindo 24 milhões e não compra 1kg de feijão ou de arroz da agricultura familiar, além de não atender as recomendações das organizações internacionais, ele está em desacordo com o guia da alimentação brasileira”.

Ao fim do encontro ficou combinada a formação de um GT para acompanhar a situação e garantir que a agricultura familiar e os produtores locais sejam inclusos nas futuras compras da merenda escolar aos estudantes gaúchos.

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O desmonte das políticas de segurança alimentar iniciado na gestão de Michel Temer (MDB), associado à precarização do trabalho e à queda da renda, colocaram o país de volta no mapa da fome. 

Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018: Análise da Segurança Alimentar no Brasil, divulgada na última quinta-feira (17) pelo IBGE, aponta que 84,9 milhões de brasileiros foram atingidos por insegurança alimentar (IA), entre 2017 e 2018.

Nesse período, a IA subiu para 36,7%, o que quer dizer que tem mais brasileiros passando fome ou comendo menos.  Este é o pior resultado desde o início do levantamento.

O percentual vinha registrando queda constante desde 2004, mas voltou subir em 2017.

Dos 68,9 milhões de domicílios do país, 25,3 milhões (36,7%) estavam com algum nível de restrição de acesso à comida.

Conforme a pesquisa, metade das crianças menores de cinco anos (6,5 milhões) viviam em domicílios com algum grau de insegurança alimentar.

Com o governo Bolsonaro, a situação piora.

“Essa realidade degradante anterior à chegada da pandemia revela o abandono e o descaso do governo com as políticas públicas desde 2016 e que se agrava com a chegada de Bolsonaro ao poder”, avalia o Dieese, em nota técnica.

▶️ Leia a íntegra da análise do Dieese aqui.

A disparada dos preços dos alimentos e o rebaixamento do auxílio emergencial para R$ 300, que cobre apenas metade (57%) do valor de uma cesta básica (R$ 528), tendem a levar o índice a níveis recordes neste ano. 

Segundo o Dieese, a política de estoques públicos reguladores de grãos, como arroz e feijão, em momentos como esse, poderia frear as altas e garantir abastecimento.

A criação de políticas de proteção social e de fomento à produção agrícola articulada com o lançamento da Estratégia Fome Zero, a recriação do Consea e a institucionalização da política de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) tiraram o Brasil do Mapa Mundial da Fome, em 2014, segundo relatório global da Organização das Nações Unidas. 

Níveis de insegurança alimentar

Os domicílios podem ser classificados em três níveis de insegurança alimentar: leve, moderado e grave. 

Um domicílio é classificado com insegurança leve quando há preocupação com acesso aos alimentos no futuro e a qualidade da alimentação já está comprometida. 

Nesse contexto, os moradores já assumem estratégias para manter uma quantidade mínima de alimentos disponíveis. Trocar um alimento por outro que esteja mais barato, por exemplo. 

▶ Receba notícias do CPERS por whatsapp

No segundo nível, de insegurança moderada, os moradores já têm uma quantidade restrita de alimentos. Já a insegurança grave aparece quando os moradores passaram por privação severa no consumo de alimentos, podendo chegar à fome.

Cabe ressaltar que o direito humano à alimentação adequada está fortemente relacionado ao conceito de segurança alimentar e nutricional e é um dos direitos fundamentais da humanidade, sendo contemplado no artigo 25 da Declaração dos Direitos Humanos de 1948, da qual o Brasil é signatário. 

Foto de capa: Tony Winston/Agência Brasília

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Na espiral de acontecimentos absurdos que marcaram o país ao longo do ano, é difícil lembrar. Mas nós não esquecemos.

Em pronunciamento no dia 24 de março, exortando o extermínio do povo brasileiro em rede nacional, o presidente questionou – indignado – “por que fechar escolas?”

É como se perguntasse: por que salvar vidas? Por que proteger crianças, jovens, professores, funcionários e suas famílias? Por que não contaminar o país inteiro? Por que não matar os nossos idosos?

À época, afirmamos: temos um genocida no comando da nação. Em live na noite desta quinta-feira, 17 de setembro, o presidente confirmou sua vocação.

Criticou a atuação de sindicatos que defendem a vida, defendeu a abertura de escolas e desprezou os educadores que estão enfrentando jornadas de trabalho extenuantes, utilizando equipamentos próprios e pagando Internet sem receber um centavo a mais para garantir o direito à educação.

Apesar da exclusão, apesar do cansaço, da ansiedade, do estresse, apesar do descaso do Estado, dos salários atrasados, do desrespeito e da falta de reconhecimento, nós preferimos viver.

Bolsonaro não mudou. Nunca se responsabilizou pelo combate à pandemia, que já custou quase 140 mil vidas. Nunca combateu a exclusão digital. Nunca propôs qualquer política de reestruturação das escolas. Nunca assumiu o posto de presidente.

As escolas da rede pública também não mudaram. Faltam profissionais, faltam recursos financeiros e físicos, faltam testes, falta segurança. Neste cenário, sem vacina é chacina.

Nós, do CPERS, também não mudamos. A luta dos sindicatos é em defesa da escola pública, do direito à educação e por condições de trabalho e valorização profissional. Não fomos e não seremos cúmplices de um crime contra a humanidade.

Outros mudaram.

Convertidos em bolsonaristas tardios, Eduardo Leite, a Fundação Lemann, o Instituto Ayrton Senna e a imprensa hegemônica passaram a defender a abertura das escolas sem qualquer evidência ou vestígio de segurança.

Estes apologistas da morte ignoram o óbvio: a pandemia não está sob controle. Não há país no mundo que tenha retomado as atividades presenciais em condições semelhantes.

Vivemos em um estado e uma nação que desistiram de fazer o seu trabalho e passaram a responsabilizar pais e educadores(as) pela vida do seu povo.

Nós continuaremos fazendo o nosso trabalho, em segurança. Não pagaremos com nosso sangue pela incompetência dos que nos governam. Escolas fechadas, vidas preservadas.

Fora Bolsonaro e todo seu governo!

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Em meio à pandemia, o governo Eduardo Leite (PSDB) e o secretário da educação, Faisal Karam, proibiram a abertura de novas vagas nas modalidades da EJA, NEEJa e cursos técnicos em escolas estaduais.

>> Apoie o abaixo-assinado pelo direito à educação

O CPERS elaborou um formulário para mapear o tamanho da demanda reprimida por inscrições, vagas e matrículas nestas modalidades. Preencha e ajude o Sindicato a defender o direito à educação!

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“O retorno presencial é inviável. Não queremos que nossas salas de aula virem campos de contaminação. Estamos falando não apenas dos professores, funcionários e alunos, mas de seus familiares”, declarou o 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, em reunião nesta quinta (16) com educadores(as) de Estrela (8°), Carazinho (37°) e Soledade (28°).

A impossibilidade de retomada das aulas presenciais enquanto não houver vacina, testes em massa e curva descendente de contaminações foi o ponto central do debate, promovido pelo Departamento de Funcionários de Escola do CPERS.

Desde que Eduardo Leite (PSDB) anunciou a medida – ignorando o consenso científico e a comunidade escolar-, a categoria tem articulado a resistência.

“O governo passou seis meses sem implementar protocolos sanitários e pedagógicos e agora quer que os pais sejam responsáveis pela ida dos filhos na escola”, continou Edson, criticando a abstenção do governo de responsabilizar-se com a segurança da comunidade escolar para a retomada das aulas.

Durante a reunião, também foi discutido o aumento do número de casos de Covid-19 na comunidade escolar, sobretudo entre funcionários(as) e equipes diretivas, que estão na linha de frente dos plantões presenciais.

Pesquisa realizada pelo Sindicato mapeou 142 escolas com casos de coronavírus entre educadores(as), uma delas chega a somar seis contaminações.

Instituições de ensino com casos de Covid-19 devem contatar o núcleo ou a assessoria jurídica do CPERS para que seja solicitada a higienização e, se possível, o fechamento da escola. Os presentes criticaram a ineficiência do governo para realização de testagens em massa em casos de contaminação.

Conforme orientações da Seduc em reunião com o CPERS, funcionários(as) do grupo de risco não devem trabalhar sem necessidade. O governo lançou formulário online em que servidores(as) podem se autodeclarar do grupo de risco. Ainda de acordo com o governo, contratados não serão demitidos em meio à pandemia.

Conjuntura e resistência

A articulação da luta em meio à pandemia também foi ponto de destaque do encontro. 

O Conselho Geral do CPERS aprovou a adesão à campanha nacional pelo Fora Bolsonaro e seu governo. A presidente Helenir Aguiar Schürer explicou o porquê do Sindicato aderir a esta batalha.

“Primeiro esse governo aprovou a Emenda Constitucional 103, que taxou os aposentados. Recentemente votou o congelamento dos nossos salários por até dois anos e agora apresenta uma Reforma Administrativa que quer acabar com a estabilidade dos servidores. Isso é um retrocesso sem tamanho!”, asseverou.

A presidente criticou ainda a Reforma Tributária, proposta por Eduardo Leite (PSDB). O governo estadual segue a mesma linha política do federal e quem paga a conta são os mais pobres.

“Taxação de grandes fortunas não se fala, mas se fala em taxar aquilo que é necessário para nós: o gás, os combustíveis e os alimentos. Isso vai pesar no bolso de quem recebe salário atrasado e parcelado”, afirmou. 

Por fim, Helenir fez um alerta para as eleições em 2022, ressaltando a importância de votar em quem está do lado da educação: “se tivermos mais um governo neoliberal, os ataques serão cada vez mais aprofundados. O estado mínimo é muito generoso com banqueiros e empresários, e acaba com o serviço público. Por isso, é importante termos consciência política e fiscalizarmos quem está no poder”.

A diretora do Departamento de Funcionários(as) de Escola do CPERS, Sônia Solange Viana, destacou o papel dos servidores de escola no enfrentamento aos ataques do governo estadual.

“Esses encontros são essenciais para ouvirmos a base e articular novas formas de resistir à política de morte de Eduardo Leite”.

Para a diretora do núcleo de Soledade (28°), Magale Eicheler da Rocha, reuniões como esta fortalecem a luta da categoria. “É muito importante que encontremos alternativas de enfrentarmos esse momento difícil e seguirmos unidos na luta”.

“Esse é um rico momento de mobilização. Precisamos encarar as dificuldades e enfrentar a situação para derrubar esses governos neoliberais”, disse Gerson Luis Johann, diretor do núcleo de Estrela (8°).

Já a diretora do núcleo de Carazinho (37°), Sônia Maria dos Santos Petry, mesmo impossibilitada de realizar grandes mobilizações, a categoria deve articular novas formas de fazer a luta.

“Não podemos nos encontrar, mas estamos encontrando novas maneiras de nos mobilizarmos. Que o funcionários aproveitem, tirem suas dúvidas e levem as informações para seus colegas”.

Confira, abaixo, outros pontos abordados na reunião.

Alterações com as reformas

As reformas de Eduardo Leite (PSDB), que alteraram o Estatuto dos Servidores e o Plano de Carreira do Magistério, bem como a Previdência, também foram pauta da reunião.

Para funcionários(as), elas inferem em mudanças de adicionais como insalubridade, abono família, vale-refeição e difícil acesso, que se tornou local de exercício.

“No meio da pandemia, o governo instaurou um novo decreto que modificou o difícil acesso. A grande maioria teve o percentual reduzido. Vamos brigar para reenquadrar as escolas. O governo precisa rever os critérios do difícil acesso”, frisou o advogado da assessoria jurídica do CPERS, Marcelo Fagundes. 

“Os contratados estão excluídos do abono família com a nova legislação. Temos uma ação judicial que os contratados podem nos procurar que a gente busca o direito do abono desde que o associado cadastrou o dependente até a mudança da lei”, pontuou a advogada do núcleo de Estrela, Juliane Marchioro,.

O CPERS preparou um vídeo explicativo com a assessoria jurídica sobre os principais pontos da mudança na carreira dos funcionários(as) de escola.

Confisco dos aposentados

O CPERS ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn), junto com a União Gaúcha dos Servidores Públicos, a Ajuris e outros sindicatos, e ganhou a liminar no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ/RS). Mas o governo foi até o Supremo Tribunal Federal (STF), cassando-a.

Mesmo com a decisão, o STF ainda deve analisar o mérito da ADIn, interposta pelo escritório do ex-ministro Ayres Britto. O processo continua tramitando tanto no TJ/RS quanto no STF e aguarda julgamento.

Pedidos de aposentadoria

Há educadores(as) que ingressaram com o pedido no ano passado e ainda não conseguiram sequer entrar em Licença Aguardando Aposentadoria (LAA).

De acordo com a Seduc, o problema se deve a um conjunto de dificuldades: estrutura deficitária do IPE, a impossibilidade de fazer encaminhamentos presenciais durante a pandemia e, em especial, um impasse legal que poderia resultar em perdas de direitos na incorporação.

Os encaminhamentos agora estão sendo feitos por teletrabalho, o que pode diminuir a demora de liberação dos processos.

O advogado Douglas Ambrozi, que atende os núcleos de Soledade e Carazinho, ressaltou: “antes de fazer o pedido de aposentadoria, entrem em contato com a gente para avaliarmos cada caso”.

Reajuste salarial

Uma das principais lutas do CPERS é o reajuste salarial de 12,84% para funcionários(as) de escola. O último ocorreu em novembro de 2014.

IPE Saúde 

Antes dos informes sobre o IPE Saúde, a diretora Vera Lessês, do Departamento da Saúde do Trabalhador, destacou: “os governos querem precarizar o IPE. Graças às nossas lutas históricas, diminuímos as perdas tanto no governo Sartori quanto no de Eduardo Leite”.

Durante a pandemia, as consultas pelo IPE Saúde estão sendo realizadas por telemedicina nosite da entidade, sem custo adicional. Se houver necessidade, os profissionais também atendem presencialmente.

Médicos não podem fazer cobranças de serviços por fora. Denúncias devem ser encaminhadas aos núcleos ou assessoria jurídica do CPERS.

Já os exames de detecção para Covid-19 são válidos apenas para solicitações por médicos credenciados e em casos de internação hospitalar, tratamento ambulatorial ou pronto atendimento.

Também é solicitado que cada segurado e dependente atualize seus dados online, informando o número de celular e e-mail para evitar fraudes. Com a medida, o usuário é notificado a cada consulta médica.

Foi explicitado ainda que, por um equívoco da PROSSERGS, o desconto do reajuste do Plano de Assistência Médica Complementar (PAC) e do Plano de Assistência Médica Suplementar (Pames) não foi efetuado.

Usuários com margem não foram descontados em maio e tiveram o valor dobrado no mês seguinte. Os demais, podem ter o desconto parcelado para os próximos meses.

O IPE Saúde disponibilizou uma cartilha que reúne as principais informações de interesse dos usuários, com tópicos, ilustrações e links que direcionam diretamente para o local adequado no site.  Confira aqui o material.

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Pela primeira vez desde 1988, o reitor da UFRGS não será o mais votado pela comunidade acadêmica. O interventor Carlos Bulhões, terceiro colocado na eleição, foi indicado por Bolsonaro para assumir a maior universidade do Sul do país.

A nomeação insulta a vontade expressa democraticamente por professores(as), funcionários(as) e estudantes, e reforça o caráter autoritário e obscurantista do governo, que confunde ciência com ideologia, Estado com governo e religião com política.

Esta é 15ª intervenção de Jair Bolsonaro em instituições federais de ensino superior. O saldo da experiência autoritária é amplamente negativo.

Na Universidade Federal do Ceará, o DCE não foi reconhecido pela gestão do reitor indicado, representantes dos estudantes não foram empossados e proliferam casos de perseguição contra trabalhadores(as).

As universidades públicas são ilhas de excelência e vetores de desenvolvimento para o país. A partidarização deste fator estratégico é mais um grave indício das pretensões ditatoriais de Bolsonaro.

O CPERS manifesta solidariedade à justa luta da comunidade acadêmica da UFRGS, que convoca ato público para esta quinta-feira, às 13h, na reitoria.

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Até as 14h30 desta quarta-feira(16), 5.245 pessoas assinaram o abaixo-assinado do CPERS contra a exclusão e a favor da reabertura de vagas das modalidades da EJA, Neeja e cursos técnicos em escolas estaduais.

Se você acredita que uma educação pública gratuita, inclusiva, de qualidade e socialmente referenciada é possível, assine você também! 

E se a sua escola oferece alguma dessas modalidades, preencha o formulário de mapeamento de matrículas e demanda das EJAs, NEEJAs e Cursos Técnicos e ajude o CPERS a defender o direito à educação! Acesse o formulário aqui

Nenhum aluno a menos!

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Para marcar a semana freireana, que antecede a comemoração dos 99 anos do educador, o Departamento de Educação do CPERS dá continuidade ao Seminário de Educação Paulo Freire.

O terceiro módulo do curso, realizado nesta terça-feira (15) debateu a construção de um currículo crítico-libertador, refletindo sobre o momento presente e o pós-pandemia.

Participaram da aula o professor Alexandre Saul, da Universidade Católica de Santos e a professora Daianny Madalena Costa, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, campus POA.

O seminário contou ainda com a participação da professora Maria Inez Pedroso, da escola Cruzeiro de Santa Rosa, que apresentou o projeto ganhador da primeira Mostra Pedagógica do CPERS em 2015 “Grupo de Teatro Estudantil ATIVAR”. 

Nos seus 22 anos de existência, a iniciativa acolheu mais de 600 adolescentes da escola, em mais de 160 espetáculos. 

Na próxima terça-feira (22), o quarto módulo do seminário vai debater o sistema e o método de Paulo Freire. Os palestrantes serão a professora Fernanda dos Santos Paulo, da Unoesc e o professor Carlos Rodrigues Brandão, da Unicamp e Instituto Paulo Freire/SP. 

▶️ Confira aqui a programação completa do Seminário de Educação Paulo Freire

Leia também:

▶️ 2º módulo do Seminário Paulo Freire debate uma educação emancipatória e transformadora

▶️ Para ler o mundo em tempos de exceção: começa o Seminário de Educação Paulo Freire

▶️ Seminário Paulo Freire: um olhar freireano através da educação e da política

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