O CPERS se soma à luta dos estudantes de todo o país pelo adiamento do ENEM 2020, marcado para novembro deste ano apesar da pandemia que impede milhões de sequer ter acesso a materiais de estudo.

A manutenção da prova em meio a uma calamidade sanitária é um atentado à escola pública, que ampliará a desigualdade de acesso ao Ensino Superior e acabará com os sonhos de milhares de jovens.

A UNE e demais entidades estudantis organizam para a próxima sexta-feira, 15, uma mobilização virtual pelo #AdiaEnem. Convocamos os educadores(as) a se engajarem nas redes. Às 14h, o Sindicato promoverá um debate sobre o tema ao vivo. Acompanhe e mobilize-se!

O CPERS assina, ainda, nota conjunta com 20 entidades representativas da pesquisa, da ciência e da educação públicas pelo adiamento do exame nacional:

Como todos os países do mundo, o Brasil vive a situação da pandemia oriunda de Covid-19. No contexto nacional de profundas desigualdades sociais e econômicas suas consequências são e serão nefastas, sobretudo para a imensa maioria da população que vive em condições precárias.

No campo das políticas educacionais os prejuízos são muito grandes considerando as dificuldades que já enfrentam crianças, jovens e adultos em um sistema que nunca honrou o princípio constitucional que garante igualdade de condições de acesso e permanência a todos.

Especificamente no ensino médio, etapa conclusiva da educação básica, coloca-se uma situação-limite com a necessidade de realização do ENEM e dos vestibulares para prosseguimento dos estudos.

As desigualdades sociais refletem-se e aprofundam-se nas desigualdades educacionais e a realização de atividades escolares através de meios virtuais negligencia o fato de que grande parte dos jovens brasileiros não dispõe desta possibilidade e das condições necessárias para acesso e aprendizagem dos conteúdos exigidos nas avaliações definidoras para o prosseguimento dos estudos em nível superior. Considere-se que 87,5% dos estudantes do ensino médio no Brasil frequentam escolas públicas.

A posição do CNE/Conselho Nacional de Educação foi explícita ao recomendar que o MEC e o INEP/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira “acompanhem as ações de reorganização dos calendários de cada sistema de ensino antes de realizar o estabelecimento dos novos cronogramas das avaliações (SAEB) e exame (ENEM) de larga escala de alcance nacional” e, em especial, que aguardem o retorno às aulas para definir o cronograma e as especificidades do ENEM 2020. Dada a incerteza do momento, o mais indicado seria que tais exames não sejam aplicados em 2020.

A propaganda que vem sendo veiculada pelo governo federal acerca do ENEM, induz a população a grande erro de avaliação da realidade. O texto publicitário é exatamente o contrário do que ele prenuncia: a realização dos exames nas datas previstas, antes da pandemia, impedirá que milhares de jovens tenham a possibilidade de seguir seu caminho para o ensino superior se considerarmos a vulnerabilidade das redes e precariedade de condições de trabalho de professores.

Estes jovens e adultos são obrigados a ir à luta todos os dias, muitos dos quais em espaços precários de trabalho, mesmo durante a situação atual.

Estar fisicamente na escola e contar com a presença de professores, na exígua carga horária de 800 horas-anuais, é o mínimo que o país tem que oferecer aos jovens e adultos brasileiros antes de submeterem-se ao maior exame público e nacional que demarca o futuro de milhões de brasileiros.

Assim sendo, a sociedade brasileira, ora representada pelas entidades abaixo-assinadas, exige que o Ministério da Educação suspenda o calendário previsto para o ENEM e aguarde tanto o desenrolar dos acontecimentos em torno das modificações impostas pela pandemia, quanto o retorno às atividades presenciais para redefinir sua realização.

ANPEd – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação
ANPAE – Associação Nacional de Política e Administração da Educação
ANFOPE – Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação
ABdC – Associação Brasileira de Currículo
ABRAPEC – Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências
ANPOF – Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia
ANPOCS – Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais
AGB – Associação dos Geógrafos Brasileiros
ANPUH – Associação Nacional de História
ANPG – Associação Nacional de Pós-graduandos
CEDES – Centro de Estudos Educação e Sociedade
CPERS
CNTE – Confederação Nacional do Trabalhadores em Educação
FORUMDIR – Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centros de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras
FINEDUCA – Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação
FORPIBID-RP – Fórum de Coordenadores Institucionais do Pibid e Residência Pedagógica
FORPARFOR – Fórum Nacional dos Coordenadores Institucionais do Parfor
Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio
SBENBio – Associação Brasileira de Ensino de Biologia
SBEnQ – Sociedade Brasileira de Ensino de Química
REPU – Rede Escola Pública e Universidade

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No dia 16 de abril, Eduardo Leite (PSDB) autorizou prefeitos a definirem suas próprias diretrizes de isolamento social. Naquela data, o RS contabilizava 873 casos e 21 mortes.

Hoje, 24 dias depois, o número de casos triplicou e as mortes quintuplicaram, chegando aos 100 óbitos.  Não há sinais de recuo da pandemia em qualquer região do estado.

É neste cenário perturbador que o governador consolida sua nova estratégia, chamada de “distanciamento controlado”.

Trata-se de um complexo emaranhado de protocolos e recomendações territorializadas que, na prática, atuam como uma chave para a retomada das atividades.

Verniz científico

Mesmo abastecido de dados científicos robustos, incluindo a pesquisa da UFPel, o governador parece jogar contra a própria estratégia.

Em entrevista ao Jornal do Comércio no dia 23 de abril, o reitor e pesquisador Pedro Hallal ilustrou a contradição: “as deliberações do governo do Estado têm ouvido a opinião da ciência, mas obviamente são independentes.”

Em nota publicada no dia 15 daquele mês, o Departamento de Epidemiologia da universidade já alertava:

“(…) os resultados de nosso estudo de linha de base são insuficientes para direcionar a tomada de decisões, de qualquer natureza, no momento atual. De acordo com a grande maioria das entidades nacionais e internacionais (…) apoiamos a manutenção do distanciamento social, pelo menos até que novas evidências se tornem disponíveis.”

Para o doutor em virologia pela USP, Atila Iamarino, o plano de Eduardo Leite “pula um passo crucial”: a necessidade de adotar testes em larga escala.

“No Brasil, como um todo, tenho muita reticência na adoção de um plano desses, não porque um plano desses não seja importante, mas porque nós não temos testes o suficiente para saber exatamente o que está acontecendo aqui”, afirmou em entrevista ao Nexo Jornal.

A subestimação é tão grave que o mapa utilizado pelo Estado sequer acompanha os números oficiais dos municípios. Levantamento realizado pelo Sul 21 mostra que a região Norte do RS tem até quatro vezes mais casos do que o contabilizado pela Secretaria da Saúde.

Reconhecer e valorizar a pesquisa produzida na Universidade Pública é uma iniciativa louvável, em franco contraste com o obscurantismo negacionista do governo Bolsonaro. Mas de pouco adianta o verniz científico se os dados não têm consequência na estratégia de combate à pandemia.

É como reunir-se com o Sindicato, ouvir suas demandas e, meses depois, apresentar um plano de todo contrário aos interesses da categoria. E, ao fazê-lo, afirmar que “dialogou”. 

Infelizmente, fala mais alto a responsabilidade de Eduardo Leite com os empresários(as) do que com o rigor científico.

Esperamos que este salto no escuro não resulte em tragédia. Como mostra a experiência internacional, o provável resultado será uma economia ainda mais combalida, muitas mortes e um novo período de reclusão, mais severo e duradouro.

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Enquanto o desemprego cresce e a renda média do trabalhador(a) desaba, o custo de vida é alavancado pelo preço dos alimentos em meio à pandemia.

Em Porto Alegre, a cesta básica registrou alta de 5,85% no mês de abril, conforme levantamento produzido pelo Dieese em 14 capitais.

O dado preocupa. Educadores(as) que já amargavam uma grave situação financeira tiveram seus proventos reduzidos abruptamente no auge da pandemia.

Mudanças em adicionais da carreira e a implementação das alíquotas previdenciárias para aposentados(as) representaram cortes significativos, enquanto Eduardo Leite insiste em continuar descontando os dias de greve, mesmo após a recuperação das aulas.

Nesta terça (12),  a direção do CPERS tem uma audiência marcada com o secretário da educação Faisal Karam, para debater os temas que afligem a categoria neste período crítico.

O Sindicato também mantém uma campanha de arrecadação para auxiliar os trabalhadores(as) da educação mais afetados pelos cortes.

 

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Apesar da pandemia e da suspensão das aulas presenciais, o professor Igor não pôde adotar as medidas de isolamento social. O seu trabalho, em uma escola agrícola estadual, exige cuidado e dedicação integrais, de corpo presente.

“Temos criações, hortas e viveiros, verdadeiros laboratórios vivos, que não podem ser simplesmente largados”, conta o educador, que vive em uma cidade no interior de Santo Ângelo e pediu para não ser identificado com medo de represálias (o nome Igor é fictício).

Apesar disso, seu salário foi permanentemente reduzido em cerca de R$ 460 pelo governo Eduardo Leite (PSDB). Ele perdeu o adicional de insalubridade, gratificação à qual profissionais do Magistério não têm mais direito de acordo com o novo Plano de Carreira, mesmo quando expostos a riscos evidentes.

“Fui olhar meu contracheque e vi que o governo expressou toda sua gratidão à nossa abnegação e cuidado. Além de continuar trabalhando na pandemia, lido diariamente com agrotóxicos e agentes químicos e biológicos. Quem arquitetou esse desconto desconhece completamente a nossa realidade”, desabafa o educador.

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Assim como as demais mudanças e cortes implementados em plena pandemia – como a alteração do Difícil Acesso e o desconto da previdência dos aposentados(as) – a revogação da Gratificação Especial de Insalubridade pegou os trabalhadores(as) de surpresa.

 

É o caso de Kátia Bianca, professora de química da Escola Técnica Parobé, em Porto Alegre. Sua rotina envolve o preparo e testagem de experimentos antes de passá-los aos alunos.

A professora também manipula vidrarias e faz a limpeza do local para evitar contaminação. “Todos os dias estou lidando com agentes químicos nocivos. O próprio ambiente do laboratório já é insalubre”, explica.

As contas do mês não fecham

Não bastasse ter que lidar com o impacto do desconto do adicional de insalubridade, o professor Igor teve uma redução brutal dos seus proventos com outros cortes no contracheque. Ao todo, foram mais de R$ 1,9 mil de descontos, incluindo prestações de empréstimos acumulados.

O educador explica que a cada mês tem se tornado difícil equilibrar as contas e que a situação afeta muito o seu psicológico. “Mesmo tendo gastos programados, com todos esses descontos não vou conseguir pagar as minhas contas. A gente adoece com isso “.

Já para Kátia, o desconto da gratificação de insalubridade foi o que mais abalou o seu orçamento. A professora perdeu cerca de R$ 300 e relata que seus colegas tiveram descontos do adicional de R$ 600 a R$ 700 no contracheque.

“É um dinheiro que estava contando. Desde 2007, quando entrei no Parobé, recebo o adicional. Hoje esse valor faz falta. A gente é a classe que menos recebe entre os servidores públicos. É muito injusto”, desabafa.

“Acho que ele tirou nossos direitos nesse momento justamente porque a gente está nessa pandemia. Não podemos sair de casa para reivindicar nossos direitos. Ficamos de mãos atadas”, afirma a educadora.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, avalia como desumana a retirada de direitos em um período de extrema fragilidade.

“Se não tivermos o adicional de insalubridade pra quem lida com máquinas, animais, eletricidade, não vamos ter nunca uma educação profissional funcionando a contento. Não vamos ter laboratórios operando como deviam. Não teremos nenhum estímulo. Cortar na carne de quem trabalha exposto a inúmeros riscos é perverso”, declara Edson.

Leia mais:

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➡️ CPERS denuncia redução salarial imposta pelo governo Leite em meio à pandemia com mudança no Difícil Acesso
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O CPERS e o escritório Buchabqui e Pinheiro Machado lançaram uma nova modalidade de ação individual para os sócios: trata-se da ação revisional de juros abusivos.

Muitos educadores(as) sofrem com taxas de juros de financeiras mais elevadas do que a média do mercado e até 10 vezes mais altas do que as taxas praticadas pelo Banrisul.

• BANRISUL: taxa de 4,9% ao mês e 77,63% ao ano
• CEF: taxa de 3,18% ao mês e 45,58% ao ano
• FINANCEIRAS: taxas de 11,88% a 19,25% ao mês e de 284,41% a  726,75% ao ano
• MÉDIA DO MERCADO: taxa de 6,8% ao mês e 181% ao ano

Com a nova ação, o poder Judiciário pode ordenar a redução e equiparação dos juros à média do mercado. A depender do resultado, também é possível reaver parte dos recursos despendidos.

Outro resultado é a disponibilização de nova margem de crédito, abrindo a possibilidade de contratar operações como a prorrogação do empréstimo consignado junto ao Banrisul.

Confira os documentos necessários para ajuizar a ação:

a) O cliente interessado deverá apresentar a seguinte documentação:

  1. Procuração judicial outorgando poderes para ajuizar a demanda judicial;
  2. Cópia do(s) contrato(s) assinado(s) com a instituição financeira;

b.1) Caso o cliente não tenha os contratos, este deverá protocolar pedido de apresentação dos contratos de empréstimos/ financiamento (modelo em anexo). O pedido deverá ser levado ao banco ou financeira em 2 vias e o banco deverá assinar/carimbar o documento a fim de confirmar o recebimento do pedido. A via do cliente deverá ser encaminhada ao escritório, pois tal documento será levado ao processo judicial em caso do(s) contrato(s) não serem apresentados pelo banco ou financeira no prazo estabelecido.

b.2) Caso o banco/financeira exija o pagamento de taxa para impressão e entrega da 2ª via do(s) contrato(s) ao cliente, o valor deverá ser pago e o comprovante de pagamento desta despesa deverá ser entregue ao escritório para comprovação, pois será juntado no processo.

  1. Cópia do extrato bancário dos últimos 3 meses;
  2. Cópia do carnê de pagamento das parcelas (se houver) ou comprovante de pagamento das parcelas (se houver);

Cópia da identidade, comprovante de residência.  

Baixe aqui o formulário para o pedido de apresentação e entrega da 2ª via de contrato de empréstimo.

Contatos do escritório Buchabqui e Pinheiro Machado:
(51) 3073.7512
atendimento@buchabqui.adv.br

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Em tempos de pandemia e isolamento social, todos buscam formas de se adaptar às novas tecnologias para manter a proximidade. Nesta quinta, o tradicional grupo Sempre Ativas, composto por educadoras aposentadas que construíram a história do CPERS, teve o seu primeiro encontro digital, em videoconferência durante a tarde.

A reunião foi organizada pela diretora do Departamento de Aposentados, Glaci Weber, e também contou com a participação da presidente Helenir Aguiar Schürer e do advogado Marcelo Fagundes, bem como a diretora Alda Bastos.

Na abertura do encontro as diretoras Glaci e Alda deram as boas-vindas para as colegas e falaram da satisfação de estarem realizando o encontro online. E também se colocaram à disposição para qualquer demanda do grupo.

A presidente do CPERS fez um resgate dos últimos acontecimentos ressaltando que o Senado aprovou ontem (6) o PLP 39/2020 acatando parcialmente as mudanças propostas pela emenda nº 11 , a qual poupa os trabalhadores(as) da educação pública do congelamento salarial até 2022.

Outra novidade que Helenir trouxe foi a reunião com o governo que ocorrerá na próxima terça-feira (12), às 14h. “Ontem conseguimos marcar uma reunião com a Seduc para próxima terça. Vamos tratar diversos assuntos como o corte de ponto e o difícil acesso”, afirmou.

“O governo segue tentando tirar nosso a direitos durante a pandemia, aproveitando que estamos atados, pois não podemos ir para as ruas nem fazer reuniões amplas para organizar a luta.”, conclui.

A assessoria jurídica do CPERS, representada pelo advogado Marcelo Fagundes respondeu diversas dúvidas das aposentadas..

Marcelo falou sobre a suspensão da liminar do CPERS pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Tóffoli, a qual proibia o governo de cobrar alíquotas de aposentados que recebem abaixo do teto do INSS (R$ 6,1 mil). Agora o STF irá analisar o mérito da ADIN, em julgamento sem data prevista.

“Nós sabemos que esse desconto previdenciário é muito ruim. De uma hora para outra os aposentados estão sendo descontados. Esperamos que seja julgado o quanto antes e que fique estabelecido que o governo não possa mais fazer o desconto da previdência”, declarou Marcelo.

Outra questão abordada pelo advogado foi o reenquadramento do novo plano de carreira que criará muita confusão nos contracheques. Marcelo enfatizou que o que o subsídio será formado pelos até então vencimento básico, completivo do piso, e vantagens temporais. “Os valores excedentes formarão uma parcela de irredutibilidade, que poderá sofrer reajustes futuros”, frisou.

Marcelo destacou que muitos educadores estão tendo a operação de suspensão do pagamento de consignados no Banrisul negado porque têm empréstimos em outras financeiras, e com isso o banco não consegue liberar margem de crédito para fechar o acordo.  “São financeiras que cobram juros absusivos. Vamos abrir ações individuais para associados para renegociar esses valores; vai ter financeira devolvendo dinheiro para professores e funcionários”, destacou.

Em uma live que ocorrerá amanhã, sexta-feira (8),  às 17h no Facebook do CPERS o jurídico estará explicando melhor o assunto e o que os educadores terão que fazer para entrar coma ação.

A importância da militância em tempos de pandemia

Um dos assuntos mais abordados pelas aposentadas foi de como chegar até a categoria, como militar com o isolamento social. A preocupação de se tornar presente mesmo estando longe, como o momento pede.

“Como chegar até a nossa categoria para ela não se sentir abandonada nesse momento? A gente vê o Dr. Marcelo falar é muito bom que sabermos que estamos sendo defendidos. O que podemos fazer para nossa categoria se sentir amparada e acolhida e ao mesmo tempo continuarmos atacando o governo”, indagou Neiva Moreno.

A aposentada Goretti Grossi falou sobre a importância de os aposentados continuarem se falando para quando a pandemia passar a classe estar unida e pronta para luta. “Nossa sugestão é ter carros na periferia, nas ruas denunciando todos ataques do governo e dizermos para a sociedade que queremos que mantenham as aulas a distância”, observou.

A aposentada Silvia de Lemos, destacou a importância das cestas básicas prometidas pelo governo chegarem até as famílias necessitadas. “O governo ainda não distribuiu todas as cestas básicas. Quem tem fome tem pressa”.

A presidente do Sindicato respondeu diversos questionamentos e ressaltou que o CPERS através da sua comunicação está diariamente denunciando as atrocidades do governo Leite. “Hoje mesmo saiu uma nota no correio do povo onde denunciamos o governo. Outra forma de estar mais perto da categoria são as lives que estamos realizando com o nosso jurídico”, observou.

“O CPERS vai defender que as aulas não recomecem enquanto as escolas não tiverem condições de higienização e de manter o distanciamento durante as atividades. Imagina se as crianças vão manter 1,5m de distância durante o recreio ou em outros momentos. Não podemos voltar enquanto não houver 100% de segurança”, falou Helenir sobre a possível volta às aulas presenciais em junho previstas pelo governo.

Helenir também falou dos dias de greves que a categoria já recuperou e não foram pagos pelo governo. “Continuamos na peleia, na reunião com o governo nessa terça vamos cobrar fortemente o pagamento dos dias de greve. E se houver justiça nesse pais nós iremos ganhar a ação que obriga o governo a pagar esses dias”, concluiu.

A diretora Glaci Weber, no final da videoconferência, ressaltou que essa reunião foi a primeira de muitas outras que ocorrerão no estado com os aposentados. “Vamos fazer diversas reuniões online com os nossos aposentados de todo estado, para de alguma forma estarmos chegando a nossa categoria.”

Encaminhamentos:

Live com o jurídico para tratar sobre os assuntos específicos dos aposentados (sem data).

Reunião online com os aposentados de Três de Maio, quinta-feira(14), das 14h às 15h30.

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A direção do CPERS tem data e hora para se reunir com o secretário da educação, Faisal Karam, e debater os principais pontos que afligem a categoria. Será na próxima terça-feira (12), às 14h.

O encontro foi acordado na última quarta-feira (6) na Seduc, em reunião com a presença do 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, representando a direção do Sindicato, o secretário Faisal Karam e a adjunta Ivana Flores.

A mesa foi uma ação conjunta do CPERS com a presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputada Sofia Cavedon (PT). Também participaram do encontro os deputados Issur Koch (PP), vice-presidente da comissão, e Luciana Genro (PSOL).

Edson Garcia destaca que, entre as reivindicações que o CPERS apresentará, está a exigência de reversão dos descontos dos dias greve, bem como a revisão dos critérios estabelecidos para o novo adicional de Local de Exercício, entre outros pontos.

“Entendemos que realizar esses cortes e implantar mudanças brutais como o desconto da previdência em um cenário de pandemia é muito cruel. Já são quase seis anos sem aumento e ainda perdemos dinheiro quando mais precisamos”, explica.

▶ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

O Sindicato também deve defender a manutenção de todas as escolas fechadas até que haja absoluta segurança de que a Covid-19 está sob controle, manifestando posição contrária à reabertura em junho.

“É preciso garantir que toda a comunidade escolar tenha um ambiente realmente seguro, que a pandemia esteja controlada e que, quando houver retorno, haja disponibilidade de materiais e funcionários suficientes para realizar a higienização.”

Durante a reunião, a presidente da Comissão, deputada Sofia Cavedon (PT), apresentou a Faisal um dossiê contestando os critérios do novo Adicional de Local de Exercício, que substituiu a Gratificação de Difícil Acesso.

A documentação traz 140 casos de escolas que sofreram pesados cortes com o reenquadramento, solicitando a revisão de cada caso. Em vídeo publicado após a reunião, a deputada explicou o dossiê e sintetizou os retornos da Secretaria.

O site da deputada traz mais informações sobre os temas debatidos na reunião. Clique para ler.

Saiba mais:

Professor faz bico e corta Internet e telefone para sobreviver a ataques de Eduardo Leite

Redução do Difícil Acesso pode levar ao fechamento em massa de escolas do campo

▶ Covarde: Eduardo Leite aproveita pandemia para reduzir salários de 70% dos educadores gaúchos

▶  CPERS reúne bancadas da base e oposição para buscar soluções para a categoria junto ao Legislativo

▶  CPERS denuncia redução salarial imposta pelo governo Leite em meio à pandemia com mudança no Difícil Acesso

Difícil Acesso: apenas quatro escolas receberão o valor máximo em todo o estado

 

 

 

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Após um dia de intensa pressão nas redes, o Senado aprovou o PLP 39/2020 acatando parcialmente as mudanças propostas pela emenda nº 11, aprovada ontem pela Câmara, que poupa os trabalhadores(as) da educação pública do congelamento salarial até 2022.

Faltando pouco mais de uma hora para o início da votação, o relator da matéria, senador Davi Alcolumbre (DEM), ainda mantinha a posição de resguardar apenas profissionais da segurança e da saúde, conforme o texto aprovado anteriormente pelo Senado.

Em seguida, apresentou um novo relatório, cedendo em alguns dos pontos. O projeto foi aprovado por unanimidade e, agora, depende da sanção do presidente Jair Bolsonaro.

O CPERS ainda vai estudar o texto final, que sofreu alterações em relação à emenda aprovada na Câmara.

O congelamento do salário de diversas categorias dos três poderes é parte da contrapartida imposta pela equipe econômica do ministro Paulo Guedes para o socorro financeiro da União aos estados e municípios. Trata-se de mais um golpe do projeto neoliberal contra os trabalhadores(as) e os serviços públicos.

No Senado, a aprovação foi por unanimidade.

Saiba como votaram os parlamentares gaúchos na Câmara de Deputados, ontem:

SIM (a favor dos educadores)

Afonso Motta (PDT-RS) – SIM
Bohn Gass (PT)
Carlos Gomes (REPUBLICANOS)
Daniel Trzeciak (PSDB-RS)
Danrlei (PSD)
Fernanda Melchionna (PSOL)
Heitor Schuch (PSB)
Henrique Fontana (PT)
Liziane Bayer (PSB)
Lucas Redecker (PSDB)
Marcon (PT)
Maria do Rosário (PT)
Marlon Santos (PDT)
Maurício Dziedrick (PTB)
Nereu Crispim (PSL)
Paulo Pimenta (PT)
Pompeo de Mattos (PDT)

NÃO (contra os educadores)

Afonso Hamm (PP)
Alceu Moreira (MDB)
Bibo Nunes (PSL)
Giovani Cherini (PL)
Giovani Feltes (MDB)
Marcel van Hattem (NOVO)
Marcelo Brum (PSL)
Marcelo Moraes (PTB)
Márcio Biolchi (MDB)
Osmar Terra (MDB)
Pedro Westphalen (PP)
Sanderson (PSL)
Santini (PTB)

Abstenção
Jerônimo Goergen (PP-RS)

Foto de capa: Pedro França/Agência Senado

 

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Hoje é dia de pressionar os senadores gaúchos para que não congelem os salários dos trabalhadores(as) da educação até 2022!

Após passar por modificações na Câmara que pouparam os educadores(as) das restrições impostas pela equipe econômica de Jair Bolsonaro, o PLP 39/2020 volta ao Senado e deve ser votado nos próximos dias.

Pressione os nossos representantes na casa para que não recuem ao texto anterior, que deixava de fora apenas servidores(as) da saúde e da segurança.

Lembre que os servidores(as) do Rio Grande do Sul já têm os salários congelados há seis anos. Estamos no limite da subsistência. A hora é de salvar vidas e não de retirar direitos!

Mensagem sugerida para envio aos senadores:

Senhor(a) Senador(a)
 
Sou um profissional da educação do Rio Grande do Sul, já sofro com o salário congelado desde 2014, mesmo sem previsão legal, e estou no limite da subsistência, escolhendo entre comer e pagar as contas. Após a pandemia, teremos que repor todos os prejuízos dos estudantes e estaremos expostos aos riscos de novos contágios. Por favor, não deixe que nossos salários sejam congelados até 2022. Apoie o destaque 11, incluído pelos Srs. deputados ao PLP 39/2020. A hora é de salvar vidas e não de retirar direitos.

Lasier Martins (PODEMOS)

Whatsapp do mandato: 51980629999
Facebook: https://www.facebook.com/LasierMartinsOficial/
Twitter: https://twitter.com/lasiermartins
Instagram: https://instagram.com/lasiermartins
E-mail: lasier.martins@senador.leg.br

Luis Carlos Heinze (PP)

Whatsapp do mandato: 61995599938
Facebook: https://www.facebook.com/SenadorHeinze/
Instagram: https://www.instagram.com/senadorheinze/
Twitter: https://twitter.com/SenadorHeinze
E-mail 1: gabineteheinzepoars@gmail.com
E-mail 2: sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br


Paulo Paim (PT)

Whatsapp do mandato: 6198440-8131
Facebook: https://www.facebook.com/paulopaim
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Twitter: http://twitter.com.br/paulopaim
E-mail: sen.paulopaim@senado.leg.br

E-mails dos senadores de todos os estados:

sen.acirgurgacz@senado.leg.br
sen.alessandrovieira@senado.leg.br
sen.alvarodias@senado.leg.br
sen.angelocoronel@senado.leg.br
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sen.cidgomes@senado.leg.br
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sen.davialcolumbre@senado.leg.br
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sen.eduardogomes@senado.leg.br
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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (5), destaque que retira os servidores da educação pública da regra que prevê o congelamento de salários e outras restrições até dezembro de 2021, referentes ao PLP 39.

O destaque aprovado foi apresentado pela bancada do PT. Leia a íntegra aqui.

No último sábado, o Senado havia aprovado o congelamento dos salários dos três poderes como contrapartida ao socorro financeiro da União aos estados e municípios, excetuando trabalhadores(as) da saúde e da segurança.

Agora, trabalhadores(as) de todas as esferas da educação pública foram excluídos da limitação.

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Mas o problema não acaba aqui. Como a aprovação da emenda modificou o texto já aprovado no Senado Federal, ela terá de voltar para análise e votação dos senadores.

O CPERS espera que o novo texto prevaleça e convoca a categoria para pressionar os senadores gaúchos a defender a educação contra a proposta original construída pelo governo Jair Bolsonaro.

Saiba como votaram os parlamentares gaúchos:

SIM (a favor dos educadores)

Afonso Motta (PDT-RS) – SIM
Bohn Gass (PT)
Carlos Gomes (REPUBLICANOS)
Daniel Trzeciak (PSDB-RS)
Danrlei (PSD)
Fernanda Melchionna (PSOL)
Heitor Schuch (PSB)
Henrique Fontana (PT)
Liziane Bayer (PSB)
Lucas Redecker (PSDB)
Marcon (PT)
Maria do Rosário (PT)
Marlon Santos (PDT)
Maurício Dziedrick (PTB)
Nereu Crispim (PSL)
Paulo Pimenta (PT)
Pompeo de Mattos (PDT)

NÃO (contra os educadores)

Afonso Hamm (PP)
Alceu Moreira (MDB)
Bibo Nunes (PSL)
Giovani Cherini (PL)
Giovani Feltes (MDB)
Marcel van Hattem (NOVO)
Marcelo Brum (PSL)
Marcelo Moraes (PTB)
Márcio Biolchi (MDB)
Osmar Terra (MDB)
Pedro Westphalen (PP)
Sanderson (PSL)
Santini (PTB)

Abstenção
Jerônimo Goergen (PP-RS)

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