Na pressão: Senado mantém educadores de fora do congelamento salarial


Após um dia de intensa pressão nas redes, o Senado aprovou o PLP 39/2020 acatando parcialmente as mudanças propostas pela emenda nº 11, aprovada ontem pela Câmara, que poupa os trabalhadores(as) da educação pública do congelamento salarial até 2022.

Faltando pouco mais de uma hora para o início da votação, o relator da matéria, senador Davi Alcolumbre (DEM), ainda mantinha a posição de resguardar apenas profissionais da segurança e da saúde, conforme o texto aprovado anteriormente pelo Senado.

Em seguida, apresentou um novo relatório, cedendo em alguns dos pontos. O projeto foi aprovado por unanimidade e, agora, depende da sanção do presidente Jair Bolsonaro.

O CPERS ainda vai estudar o texto final, que sofreu alterações em relação à emenda aprovada na Câmara.

O congelamento do salário de diversas categorias dos três poderes é parte da contrapartida imposta pela equipe econômica do ministro Paulo Guedes para o socorro financeiro da União aos estados e municípios. Trata-se de mais um golpe do projeto neoliberal contra os trabalhadores(as) e os serviços públicos.

No Senado, a aprovação foi por unanimidade.

Saiba como votaram os parlamentares gaúchos na Câmara de Deputados, ontem:

SIM (a favor dos educadores)

Afonso Motta (PDT-RS) – SIM
Bohn Gass (PT)
Carlos Gomes (REPUBLICANOS)
Daniel Trzeciak (PSDB-RS)
Danrlei (PSD)
Fernanda Melchionna (PSOL)
Heitor Schuch (PSB)
Henrique Fontana (PT)
Liziane Bayer (PSB)
Lucas Redecker (PSDB)
Marcon (PT)
Maria do Rosário (PT)
Marlon Santos (PDT)
Maurício Dziedrick (PTB)
Nereu Crispim (PSL)
Paulo Pimenta (PT)
Pompeo de Mattos (PDT)

NÃO (contra os educadores)

Afonso Hamm (PP)
Alceu Moreira (MDB)
Bibo Nunes (PSL)
Giovani Cherini (PL)
Giovani Feltes (MDB)
Marcel van Hattem (NOVO)
Marcelo Brum (PSL)
Marcelo Moraes (PTB)
Márcio Biolchi (MDB)
Osmar Terra (MDB)
Pedro Westphalen (PP)
Sanderson (PSL)
Santini (PTB)

Abstenção
Jerônimo Goergen (PP-RS)

Foto de capa: Pedro França/Agência Senado

 

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