Para denunciar os 56 meses de atraso e parcelamento dos salários e o abandono da rede estadual pelo governo Eduardo Leite (PSDB), educadores(as) realizaram, nesta sexta-feira (31), o Dia do Basta. A iniciativa foi marcada por protestos em frente ao Palácio Piratini e nas Coordenadorias Regionais de Educação (CREs).

Com número reduzido de pessoas, devido à pandemia de Covid-19, a categoria denunciou em diversas regiões do estado a retirada de direitos, a sobrecarga de trabalho e a ausência de suporte financeiro e material para as aulas remotas.

Concomitantemente, ocorreu uma forte mobilização nas redes denunciando o abandono do governo aos professores(as), funcionários(as) de escola e estudantes.

Badaladas da sineta, símbolo de luta da categoria, e cartazes com frases – que denunciavam a irresponsabilidade do Executivo com os educadores e a educação – marcaram o ato em frente ao Palácio Piratini.

Representantes da direção central e demais educadores(as), todos com máscara e respeitando o distanciamento, enfatizaram a crueldade do governo que nem mesmo diante da pandemia garante o básico: salários em dia e estrutura necessária para a realização do ensino remoto.

“Basta de massacrar a categoria, governador. Nos dê condições de viver. Esse sindicato não se calará, continuaremos fazendo a denúncia desse governo caloteiro, que não paga nosso salário e nem os dias de greve, mesmo após termos recuperado as aulas”, afirmou a secretária-geral do CPERS, Candida Beatriz Rosseto.

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A falta de estrutura para a efetivação das aulas remotas foi um dos pontos destacados na manifestação. “Temos trabalhado muito mais e investido como nunca, com um salário que não chega no dia certo. Estamos usando recursos próprios, que já são escassos, para poder realizar as aulas”, observou o 2º vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia.

“Apesar de toda nossa dedicação conseguimos atender menos de 30% dos nossos estudantes. Entregar atividades nesse momento em que estamos em bandeira vermelha, não é seguro. Cadê a internet que o governo prometeu para os professores e estudantes?”, indagou a vice-diretora do colégio Emílio Massot, Neiva Lazarotto.

“Estamos há 56 meses sem receber em dia, fora todo o contexto de desvalorização. Nosso protesto é para lembrar a falta de compromisso do governo com a categoria e a educação como um todo”, observou a diretora Vera Maria Lessês.

“O governo Leite é igual ao Bolsonaro, usa a pandemia para atacar os nossos direitos retirando o Difícil Acesso e o Vale Transporte. Exigimos salário em dia e o pagamento dos dias de greve, trabalhamos e queremos nosso dinheiro de volta”, frisou o diretor Cássio Ritter.

Nas regiões de abrangência dos núcleos do CPERS, educadores realizaram carreatas e manifestações em frente às CREs para marcar o Dia do Basta.

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Em Ijuí, os educadores fizeram a entrega de um ofício requerendo que o representante do governo na 36ª CRE intervenha com o Executivo para que sejam pagos os dias de greve, já recuperados pela categoria.

Porto Alegre

Palmeira das Missões

Pelotas

São Luiz Gonzaga

São Leopoldo

São Borja

Caxias do Sul

Soledade

Santo Ângelo

Passo Fundo

Santa Rosa

Rio Grande

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“Muito me preocupa os plantões presenciais. Andamos de ônibus e esse também é um fator de contaminação. Me entristece ver os colegas tendo que arriscar a vida. O governo não nos valoriza”, desabafou, emocionada, a funcionária de escola, Élia Marli Ávila.

A educadora participou do encontro virtual que reuniu dezenas de funcionários(as) de Pelotas (24º núcleo) e região, nesta quinta-feira (30).

O objetivo da iniciativa é ouvir a categoria, debater a luta e levar informação em meio ao isolamento. Este é o quinto dos 15 encontros coordenados pelo Departamento de Funcionários de Escola do CPERS.

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Um dos principais pontos debatidos foi o aumento de casos de coronavírus na comunidade escolar, que tem afligido educadores(as) de todo o estado.

“Temos mais de 64 mil casos de contaminação e 1700 mortes por Covid-19 no RS. Nas escolas, os mais contaminados são funcionários e equipes diretivas, que estão nos plantões presenciais. Isso é muito sério”, declarou a diretora do Departamento, Sônia Solange Viana.

O CPERS tem recebido denúncias que constatam o crescimento do número de contágio entre a categoria. Na última sexta-feira, veio a público a contaminação de duas educadoras da escola Ponche Verde, de Gravataí, uma em estado grave.

Em Santa Maria, uma funcionária foi obrigada a trabalhar dois dias seguidos com sintomas de Covid-19. “Assim que fomos informados, denunciamos em todas as frentes. Exigimos a testagem e conseguimos fechar a escola”, afirmou a diretora Sônia. 

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O tema foi debatido em reunião na última segunda (27) entre CPERS e Seduc. A orientação da secretária foi clara: em regiões com bandeira vermelha, os plantões presenciais devem ocorrer por agendamento apenas de casos emergenciais; já as com bandeira laranja e amarela, os plantões devem ser escalonados.

O CPERS defende o fechamento completo das escolas, a disponibilização de testes em massa e restrições mais enérgicas. Denúncias devem ser encaminhadas aos núcleos ou ao departamento jurídico do Sindicato. 

Também foi debatida a situação dos educadores contratados em meio à pandemia. A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, assegurou que ninguém será demitido. 

“Abordamos esse assunto na reunião com a Seduc e foi garantido que contratados não serão demitidos. Pelo contrário, o governo pretende contratar mais funcionários”, asseverou a presidente.

Helenir destacou ainda que funcionários do grupo de risco não devem realizar plantões presenciais. “Há respaldo jurídico para isso”, afirmou.

Para o diretor do 24º Núcleo, Mauro Amaral, a situação é preocupante. O momento exige novas formas de se fazer a luta: “Os desafios para nós são enormes em função dessa pandemia. Não temos o nosso principal foco de luta que são as ruas”

Reajuste salarial, mudanças com as reformas de Eduardo Leite (PSDB), juros abusivos, situação do IPE-Saúde e o novo Fundeb também foram abordados. Confira, abaixo, ponto a ponto.

Reajuste salarial

Uma das principais lutas do CPERS é o reajuste salarial de 12,84%. O último ocorreu em novembro de 2014. Essa é uma das pautas para a próxima reunião com o centro do governo e o chefe da Casa Civil.

Alterações com as reformas

As reformas de Eduardo Leite (PSDB) são decorrência das alterações no Estatuto dos Servidores Estaduais (Lei 10.098) e inferem em mudanças de adicionais como insalubridade, abono família, vale-refeição e difícil acesso. 

Sobre o vale-refeição, o advogado da assessoria jurídica do CPERS, Rodrigo Sebben, alertou que – mesmo com a pandemia -, o governo não pode descontar o benefício. “Quem tiver problemas no recebimento, nos procure para ajuizarmos uma ação”, disse.

Juros abusivos

Com o aprofundamento da crise financeira face aos quase seis anos de salários atrasados e parcelados, educadores têm realizado empréstimos junto a financeiras como a FAC. Contudo, a cobrança de juros tem sido abusiva. A medida é ilegal e o jurídico está ajuizando ações pelo ressarcimento do valor cobrado a mais. 

IPE-Saúde

Faz mais de dois anos que a separação entre o IPE Saúde e o IPE Prev foi consolidada no governo Sartori (MDB) e a autarquia que cuida de cerca de um milhão de vidas entre servidores(as) e familiares permanece sem Conselho de Administração.

“Nós não fomos empossados depois de quase três anos de criação do IPE Saúde”, denunciou um dos conselheiros do IPE-Saúde, o educador Antonio Andreazza. “Estamos esperando que o governo  Leite emposse o Conselho de Administração, que está funcionando de forma ilegal”, completou.

O reajuste do Plano de Assistência Médica Complementar (PAC) e do Plano de Assistência Médica Suplementar (Pames) também foi abordado.

Por um erro da PROCERGS, o desconto não foi efetuado em maio. Por isso, o valor da cobrança foi duplicado no mês seguinte. Para quem não tem margem, o desconto pode vir na folha de julho.

Novo Fundeb

A PEC 15/2015, que institui o novo Fundeb, permanente e com mais recursos da União, foi aprovada na Câmara  neste mês. Parte dos recursos, que passam de 60% para 70%, serão destinados para o pagamento dos trabalhadores(as) em educação, o que inclui funcionários(as) de escola.

A aprovação agora segue para o Senado. A categoria deve estar atenta para fazer pressão nas redes. “A nossa única solução é o Senado aprovar o Fundeb, colocando um aumento para os trabalhadores em educação”, afirmou a funcionária Ana Paula Dias Rosa.

 

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Nesta sexta-feira (31), quando completamos 56 meses de salários atrasados e parcelados, convocamos a categoria a realizar uma ampla mobilização nas redes em protesto contra o governo Eduardo Leite (PSDB) e gritar BASTA à precarização e ao desrespeito.

O objetivo é denunciar e reivindicar soluções para o aprofundamento da miséria da categoria, aliada à sobrecarga de trabalho durante a pandemia, a exclusão de estudantes e docentes, a falta de suporte financeiro e material para as aulas remotas, a entrega da educação pública para fundações privadas e o desrespeito com a autonomia escolar e a gestão democrática.

O pagamento dos dias de greve também estará na pauta. Desde dezembro os educadores amargam cortes mensais que chegam a 30% do salário. São mais de 27 mil castigados para – nas palavras do governador – “desestimular a prática grevista”, apesar das aulas recuperadas sem prejuízo aos estudantes.

A direção central e os núcleos do CPERS organizam atos presenciais com participação limitada, evitando aglomerações. Em paralelo, contamos com a base para realizar uma série de ações articuladas nas redes, pressionando o governo e os deputados(as).

Confira, mobilize-se e ajude a divulgar.

▶ Tuitaço com a tag #BastaEduardoLeite

A partir das 10h, vamos concentrar forças no twitter publicando mensagens com a tag #BastaEduardoLeite.

Aqui organizamos sugestões de tuítes para você copiar e colar: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1R68ad8B8XFM4I7OYGlPY6Wtjk2zH59Ri8l1J5Xef1c4/edit?usp=sharing

Siga o perfil do CPERS no twitter e acompanhe nossas redes para mais instruções.

▶ Pressão nos deputados estaduais

Ao longo do dia vamos sitiar as redes dos deputados(as) estaduais e exigir apoio às nossas pautas. Para saber como, faça parte da Rede Cpers no whatsapp. Orientações serão enviadas na manhã do Dia do Basta. Clique aqui para acessar a Rede CPERS e receber as informações

▶ Envie o modelo de moção para vereadores

Este é um ano eleitoral, e os vereadores(as) podem exercer pressão crucial sobre seus partidos na Assembleia e no Piratini para assegurar o pagamento dos salários cortados.

Por isso elaboramos um modelo de Moção de Apoio aos educadores(as) a ser enviado para os vereadores da sua cidade.

Clique aqui para baixar o modelo de moção

Envie o arquivo, dialogue, obtenha apoio e garanta que a moção seja aprovada.

▶ Tomar as redes do governo

Ao longo do dia, acesse as publicações nas redes do governo do estado e do governador Eduardo Leite e faça publicações com as tags #BastaEduardoLeite e #RespeiteQuemEduca

Sugestão de texto para copiar e colar:

Sr. governador, nós, educadores gaúchos, estamos trabalhando dobrado na pandemia, sem suporte material ou financeiro do Estado, sem data para receber o próprio salário, perdendo o pouco que temos, como o Difícil Acesso e o Vale Transporte, e escolhendo entre comer e pagar as contas.

O Sr. se aproveitou da pandemia para cortar direitos e reduzir ainda mais os salários de quem já estava no limite da subsistência, aliando-se a Bolsonaro na destruição dos serviços públicos. Não aguentamos mais. BASTA DE PRECARIZAÇÃO E ABANDONO. Pague o que nos deve! Queremos viver, educar e trabalhar em paz. #BastaEduardoLeite #RespeiteQuemEduca

Endereços das redes do governo:

▶ Facebook do governo: https://www.facebook.com/GovernodoRS/
▶ Facebook do governador: https://www.facebook.com/efcleite/
▶ Twitter do governo: https://twitter.com/governo_rs
▶ Twitter do governador: https://twitter.com/EduardoLeite_
▶ Instagram do governo: https://www.instagram.com/governo_rs/
▶ Instagram do governador: https://www.instagram.com/eduardoleite45/

 

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Nesta quarta-feira (29) ocorreu a reunião virtual dos aposentados do 28º núcleo (Soledade). Mais de 40 participantes reuniram-se para debater sobre a alteração no Plano de Carreira do Magistério, os descontos da Previdência, os riscos da pandemia e as lutas da categoria.

O encontro é organizado pelo Departamento de Aposentados do CPERS e contemplará os 42 núcleos do Sindicato.

A coordenadora do departamento, Glaci Weber falou da satisfação de realizar a atividade, além de parabenizar a todos presentes pela disposição em participar.

“Nosso encontro é uma reunião que fazíamos fisicamente, mas agora achamos essa forma de nos encontrarmos virtualmente. Quero parabenizar a todas e todos, pois conseguiram vencer essa barreira que para nós é difícil, em lidar com o digital. Estão todos de parabéns.”

A diretora do 28º núcleo, Magale Eicheler da Rocha, expôs a alegria de estar conversando com os colegas, mesmo que virtualmente.

“É um prazer estarmos fazendo essa reunião online. Estamos muito contentes de tê-los aqui conosco. É uma alegria estarmos juntos para matar a saudade, pois nesse tempo de pandemia não podemos sair de casa. Nossas aposentadas estavam acostumadas a estar sempre na luta e estão com saudades dos nossos encontros, mas esse é o momento de nos cuidarmos. Que tenhamos uma tarde alegre e bem esclarecedora”, desejou.

“Mesmo em isolamento ficamos sabendo de notícias ruins. Duas colegas de Gravataí estão com Coronavírus e uma até está em estado grave. Isso nos mostra o quanto é importante nos cuidarmos e mantermos o isolamento social.  Fico muito feliz por ver todos, aqui, hoje, bem”, afirmou a coordenadora do Departamento de Cultura do Sindicato, Alda Souza Bastos.

A representante estadual dos aposentados, Dina Marilu Machado Almeida, agradeceu a diretora Glaci pela iniciativa, ressaltando a importância da videoconferência.

“Glaci quero te agradecer a possibilidade que está nos dando de nos encontrarmos virtualmente. Ficamos meios tristes com essa pandemia e com o isolamento. Essas reuniões aquecem nossos corações. Que tenhamos o privilégio de passar por essa pandemia para continuar lutando por nossos direitos”, ressaltou.

Pandemia e a importância do isolamento social

A doutora Karin Taborda, médica da prefeitura de Porto Alegre, falou sobre os riscos da pandemia, apresentando sua visão sobre esse momento tão delicado por qual todos estão passando.

“É um prazer participar dessa reunião do CPERS, que é um sindicato de lutas históricas. Minha mãe foi professora a vida toda e conheço bem a luta da categoria”, destacou.

 A médica frisou que desde 1990 já ocorreram várias pandemias, mas nenhuma com a amplitude da Covid-19, que tem gerado muita desigualdade e colocado toda comunidade em risco.

Para Karin até que se consiga uma vacina será difícil controlar qualquer doença provocada por vírus.

Ela chama a atenção para o fato preocupante de que uma pessoa infectada pode contaminar em média de 2 a 3 pessoas.

De acordo com Karin, o Sistema Único de Saúde (SUS) está sendo o grande protagonista nesse momento. “Hoje, o SUS mostra a que veio, se não o tivéssemos os índices de mortalidade seriam bem maiores”, observou.

Segundo a especilista, em um percentual de 10% de pessoas  infectadas,  3% ficam mal e precisam de leitos de UTI.  “E esse é um número bem preocupante. Por isso é tão importante o isolamento social”, afirmou.

A médica esclareceu ainda que seria essencial o Brasil investir em testes para tentar controla a propagação do vírus. “Sem os testes não conseguimos avaliar, só avaliamos quem chega até os hospitais. Nós estamos correndo o risco de ficarmos eternamente no pico do Covid-19, pois, a cada semana chegam novos casos”, observou.

“Estamos em um total caos. Estamos sem ministro da saúde, temos um presidente e um governador que são negacionistas. O que nos resta é o isolamento social”, finalizou Karin.

Poesia e dança

O momento cultural ficou por conta das aposentadas Maria Leda Loes e Rosa Quevedo Giovanoni que recitaram poesias, emocionando e agraciando a todos os participantes.

“Que coloquemos no papel, todas nossas perspectivas, angustias e felicidades. Todos nós somos poetas”, sugeriu Maria Leda Loes.

Na ocasião foi apresentado o vídeo de dança das Sempre Ativas, trazendo os melhores momentos dos ensaios do Desafio de Dança realizado o ano passado para o Encontro Estadual dos Aposentados.

Também participaram do encontro, como convidadas, as integrantes do Grupo de Aposentadas Sempre Ativas, Celina Stefani e Goretti Grossi.

Luta e informações jurídicas

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, falou sobre a importância de manter-se informado, acompanhar e fiscalizar a política. “Quem fiscaliza e acompanha a política não se deixar enganar. O Leite não é pior que o Sartori, eles têm a mesma política. A diferença é que o governador atual já está no sexto ano do mesmo projeto de Sartori”, destacou.

“Temos uma grande tarefa, a de começar a nos apropriar da política. Fiscalizando quem vota com o governo e quem vota conosco”, frisou Helenir.

“Hoje, estava na pauta do Congresso Nacional, a alteração na lei do Piso do Magistério. Então, os ataques estão vindo de todos os lados, federal e estadual”, observou.

A presidente também ressaltou a importância da categoria fazer pressão virtualmente em cima dos parlamentares. “Continuamos na luta. No Fundeb vimos que essa pressão virtual dá efeito. Então, vamos continuar firmes e fortes na pressão aos deputados e senadores em defesa dos nossos direitos”, concluiu.

A secretária-geral do CPERS, Candida Beatriz Rossetto, destacou que mesmo em tempo de pandemia e isolamento social a luta tem que continuar e ser a mais acirrada possível.

“Os governos federal e estadual nos atacam, eles podem ser diferentes na face, mas a política é a mesma”, afirmou.

Candida também falou sobre o desconto da Previdência, que os aposentados estão tendo desde março.

“Eu não sei vocês, mas cada vez que recebo meu salário eu fico com muita raiva do governo. Ele está saqueando um dinheiro já minguado que temos, depois de tanto trabalho e luta. Por isso, temos que aglutinar forças para derrotar esses governos”, ponderou.

“Nós perdemos, mas se não fosse a nossa luta teríamos perdido muito mais. Por isso a importância de estarmos em todas as frentes, fazendo a luta. É fundamental  sairmos desse encontro fortes e contagiando outros colegas para a luta”, finalizou Candida.

Representando a assessoria jurídica do CPERS, o advogado Douglas Ambrosi destacou os principais assuntos jurídicos da categoria, além de responder a todos questionamentos das professoras e funcionárias de escola aposentadas.

“Quem ganhava até 6 mil reais não tinha esse desconto, quem ganhava mais pagava 14%. Com o projeto aprovado na Assembleia Legislativa, em dezembro, o Rio Grande do Sul implementou o desconto para quem recebe mais que um salário mínimo com alíquotas progressivas”, resumiu sobre os descontos da Previdência.

“Estamos com  Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF),  se ganharmos, esses valores que foram descontados vão voltar para os aposentados”, destacou Ambrosi.

Outro ponto ressaltado pelo advogado foi a atenção que os aposentados devem ter em olhar o contracheque para ver se o governo não está descontando mais do que deveria. “Muitos contracheques estão com alguns equívocos. Caso vocês notem que tem algo diferente no contracheque, enviem para a direção do seu núcleo, que estaremos analisando e respondendo o mais breve possível”, finalizou.

A 1ª vice-presidente do CPERS,  Solange Carvalho, o 2º vice-presidente do sindicato, Edson Garcia e as diretoras Sônia Solange Vianna  e Vera Lessês  também estiveram presentes na reunião.

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Causou desconfiança e apreensão na categoria o memorando nº 27/2020, enviado pela Seduc às CREs em 14 de julho.

O texto orienta o lançamento de Falta Não Justificada (FNJ) a servidores(as) que não conseguiram cumprir com suas atividades no período da pandemia.

Cobrada pela direção do CPERS em reunião nesta segunda (27), a secretária-adjunta da Educação, Ivana Flores, foi enfática:

A efetividade não será prejudica caso os educadores(as) não tenham condições de acessar as plataformas de ensino remoto.

“Se o educador está com dificuldades para realizar as atividades remotas, deve entrar em contato e informar a direção e a CRE. As direções devem fazer todos os movimentos para buscar os professores, até esgotar os meios de contato. Não vamos cortar o pagamento de ninguém de maneira arbitrária”, afirmou.

O CPERS mantém-se atento ao caso e cobrará o compromisso assumido pela secretária.

Saiba como contatar os serviços do CPERS durante a pandemia

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Nesta terça (27), o CPERS reuniu funcionários(as) de escola de abrangência do núcleo de Santa Maria (2º). A reunião integra uma série de videoconferências promovidas pelo Departamento de Funcionários(as) da Educação do Sindicato.

Ao todo, são 15 encontros previstos para articular a luta, levar informação e ouvir demandas dos 42 núcleos da entidade. 

O aumento do número de casos de Covid-19 na comunidade escolar foi uma das tônicas do debate e é um dos principais pontos de preocupação entre os educadores(as). O CPERS tem recebido inúmeras denúncias que constatam o crescimento do número de casos – sobretudo entre funcionários(as) de escola e equipes diretivas.

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Apenas em Santa Maria, o Sindicato recebeu de quatro a cinco pedidos de fechamento de escola por contágio. A orientação é clara: fechamento imediato das instituições e testagem de todos os envolvidos. Em caso de contaminação, o núcleo ou a assessoria jurídica devem ser acionados.

Para a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, os descaminhos no controle da pandemia são reflexo do governo, que prova a sua ineficiência com o Sistema de Distanciamento Controlado.

“Temos um governador que brinca de lápis de cor. Se a bandeira é amarela, parece que não existe Covid, todo mundo está na rua. Se é laranja, as pessoas continuam saindo de casa. É um sistema que confunde a população”, asseverou a presidente Helenir.

A revisão das cores das bandeiras em regiões como Santa Maria levanta dúvidas sobre a credibilidade do sistema adotado por Eduardo Leite (PSDB).

Ainda neste mês, o governador anunciou a alteração da bandeira vermelha no município. Após ouvir argumentos do prefeito, o Piratini colocou essa zona novamente sob a bandeira laranja, que aponta risco médio e permite que o comércio permaneça aberto.

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A presidente Helenir também levou até a categoria algumas orientações explanadas pela Secretaria de Educação (Seduc) em reunião na última segunda (27). 

Ela explicou que escolas em bandeira vermelha devem fazer plantão somente com agendamento de demandas urgentes. Já as com bandeira laranja, o funcionamento deve ocorrer apenas por rodízio. Se não houver disponibilização de EPIs, o educador(a) não deve comparecer na instituição sob a justificativa de que não há equipamento suficiente. 

“Temos denúncias de escolas com absolutamente nada. Funcionários não devem trabalhar sem os cuidados necessários”, expôs Helenir.

A diretora do Departamento de Funcionários da Educação, Sônia Solange Viana, afirmou que denúncias como essa devem ser encaminhadas aos núcleos para que pressionem a Seduc e as Coordenadorias Regionais de Educação (CREs).

“Somos o segmento mais atacado nessa pandemia. Mesmo em isolamento e em bandeira vermelha, algumas escolas começaram a abusar demais dos funcionários e buscamos ouví-los”, enfatizou Sônia. “Não podemos sofrer o assédio que estamos sofrendo e nem nos submetermos a nenhum constrangimento”, completou. 

O medo de contaminação e o assédio sofrido por funcionários(as) tem levado a um esgotamento físico e mental: “Chegamos ao ponto de quase criarmos um B.O. com a falta de respeito a esse segmento da categoria”, relatou o diretor do 2° Núcleo, Rafael Gomes Torres.

Reajuste salarial, mudanças com as reformas de Eduardo Leite (PSDB), juros abusivos e situação do IPE-Saúde em meio à pandemia também foram abordados na reunião. Confira, abaixo, ponto a ponto.

Reajuste salarial

Durante a reunião, foi debatido o reajuste salarial a funcionários(as) de escola. Em breve, o CPERS terá uma reunião com o centro do governo e o chefe da Casa Civil. Uma das pautas é o reajuste de 12,84%. O último aumento ocorreu em novembro de 2014.

Alterações com as reformas

As mudanças para funcionários(as) com as reformas de Eduardo Leite (PSDB) são consequências das alterações no Estatuto dos Servidores Estaduais (Lei 10.098). O advogado da assessoria jurídica do CPERS, Marcelo Fagundes, explicou que há alterações na insalubridade, abono família, vale-refeição e difícil acesso, que se transformou em adicional do local de exercício.

Sobre o adicional de penosidade, Marcelo disse que servidores em casas prisionais devem solicitar o pedido para as coordenadorias. “Caso seja negado, nos informem para entrarmos com uma ação judicial. Funcionários têm que receber adicional de penosidade”, informou. 

Conforme o advogado, mesmo com a pandemia, o governo não pode descontar o vale-refeição dos servidores(as). Quem tiver problemas no recebimento, deve procurar o jurídico pelo telefone 51 3073.7512.

Juros abusivos

Com quase seis anos de salários atrasados e parcelados, a categoria tem realizado empréstimos para dirimir os impactos da crise. Contudo, financeiras como a FAC têm cobrado juros abusivos. 

A advogada Daniela Heller, que atende demandas do núcleo, afirmou que a medida é ilegal e que o jurídico está ajuizando ações para que o dinheiro cobrado indevidamente seja devolvido. “Pedimos que entrem em contato conosco e nos apresentem o contrato com as financeiras para ajuizarmos as ações”, destacou.

IPE-Saúde

Durante o isolamento, o IPE-Saúde solicita que cada segurado e dependente atualize seus dados no site, informando o número de celular e e-mail para evitar fraudes. Com a medida, o segurado é notificado a cada consulta médica. Dúvidas devem ser encaminhadas diretamente ao e-mail ou telefone da entidade. Acesse aqui.

Outro ponto abordado foi a cobertura dos exames para Covid-19. Assim que começou a pandemia, o IPE incluiu em seus protocolos o custeio do serviço. De acordo com a diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador, Vera Lessês, para que a autarquia realize o procedimento é necessário ter um profissional credenciado.

“Quem sentir os sintomas, orientamos que procure o SUS, que tem feito um excelente monitoramento”, assegurou Vera.

Por fim, a diretora explanou sobre o reajuste de valores do Plano de Assistência Médica Complementar (PAC) e do Plano de Assistência Médica Suplementar (Pames).

Conforme Vera, o reajuste é feito anualmente. Mas, por um equívoco da PROCERGS, o desconto não foi efetuado em maio. Por isso, o valor da cobrança foi duplicado no mês seguinte. Quem não tem margem, o desconto pode vir na folha de julho.

Também participaram da reunião a 1ª vice-presidente do CPERS, Solange Carvalho, a secretária-geral, Candida Beatriz Rossetto, o tesoureiro, Mauro João Calliari, e as diretoras Rosane Zan e Sandra Terezinha Regio.

  

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Na manhã desta terça-feira (28), a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa realizou audiência pública para debater a implantação do Ensino Médio na EEEF Maria Cristina Chika, no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre.

A reunião foi organizada a pedido da comunidade por meio do vereador Aldacir Olibone (PT), que levou a demanda à casa.

“A abertura do ensino médio é importante para que os jovens da comunidade possam ter a oportunidade de ao menos concluir essa etapa da educação. A escola está equipada e preparada para receber o ensino médio, com essa iniciativa 2.923 jovens da região poderão concluir o ensino médio”, afirmou Olibone.

O coordenador do Conselho Popular da Lomba do Pinheiro, Frei Luciano Bruxel, destacou que 34% dos moradores são crianças e jovens que dependem da escola pública.

“A Chika é uma escola estadual que fica no coração da Lomba do Pinheiro, a maioria dos jovens não teria nem que depender de ônibus para acessar a instituição. Mas também temos que pensar bem na estrutura para receber esses estudantes e oferecer uma educação de qualidade”, apontou.

A Lomba já conta com uma escola de Ensino Médio, a Rafaela Remião. O espaço já não comporta, entretanto, a demanda regional, o que leva jovens a se deslocarem longas distâncias para ter acesso a educação.

O diretor da EMEF Saint Hilaire, Ângelo Barbosa, destacou que gostaria que o Ensino Médio fosse aberto em sua escola, mas como não é possível apoia que seja aberto na Chika.

“Há 20 anos fui estudante nesse bairro, e é lamentável que os estudantes ainda precisem sair da Lomba do Pinheiro. Isso faz com que muitos desistam. O colégio fica no coração da Lomba, o que ajuda na segurança e no transporte dos estudantes.”

Barbosa ainda lembrou que muitas mães querem seguir os estudos, mas não o fazem por não ter uma escola por perto. “É urgente a implementação do ensino médio nessa escola, em nossa comunidade”, concluiu.

A diretora do Departamento Pedagógico da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Leticia Grigoletto, acompanhou a reunião e disse que a pasta vai “acolher as demandas” e estudar sua viabilidade.

O 1º vice-presidente, do Conselho Estadual de Educação, Gabriel Grabowski, lembrou que a construção de uma escola que oferte ensino médio para a comunidade é velha.

“O Conselho Estadual de Educação avaliou o pleito em 2014 e transmitiu o parecer nº37 – favorável a construção do ensino médio em  outra escola da região. O conselho já é unanime a favor dessa solicitação e quando chegar ao CEEd vamos dar encaminhamento o mais breve possível”, declarou.

Para a professora Tavama Santos, ex-diretora da Escola Afonso Guerreiro Lima, membro da Comissão de Educação do Conselho Popular e coordenadora do Cursinho Pré-Vestibular Kilomba, a criação do ensino médio na Chika seria uma forma de assegurar a conclusão dos estudos de muitas famílias que, hoje, são interditadas pela oferta distante.

“Temos na Lomba do Pinheiro uma das mais baixas escolaridades e renda da cidade. Em vista da exclusão social é um dos bairros mais violentos da capital. Não estamos tendo acesso à educação”, ressaltou.

“Essa é uma luta antiga do Conselho Popular da Lomba do Pinheiro. E espero que essa audiência seja a semente para conseguirmos o ensino médio para a nossa comunidade”, afirmou Tavama.

O ex-conselheiro tutelar e membro da Comissão de Educação do Conselho Popular, Acir Luís Paloschi falou da realidade enfrentada pelos alunos(as) da região.

“Os estudantes que acabam o ensino fundamental têm que trabalhar para ajudar suas famílias. Precisamos qualificar e dar oportunidades para esses jovens. Estudos comprovam que quem não tem ensino médio ganha 30% menos”, avaliou.

“A educação é um direito, e está bem claro no estatuto da criança e do adolescente que os estudantes precisam ter acesso à educação perto de casa. Esperamos que a Seduc ajude para que esse direito seja assegurado”, concluiu Paloschi.

“Quero pedir, como educadora, mãe, moradora e vó, que a Seduc pense com carinho. A escola Chika tem estrutura, tem um prédio novo. Peço que todas as autoridades que olharem o projeto tenham um olhar diferente para nós, para a nossa comunidade”, afirmou a professora aposentada e ex-diretora da EEEF Maria Cristina Chika, Gleci Medeiros.

A presidente do CPERS Helenir Aguiar Schürer frisou que o CPERS está à disposição da escola e preparado para entrar na luta junto com a instituição.

“Estava atenta em tudo que foi dito e nos colocamos à disposição para lutar junto com a escola. Sabemos que muitos jovens entre 15 a 17 anos estão fora da escola. É nossa responsabilidade trazer esses estudantes para escola e oferecer o melhor para eles”, ressaltou a presidente.

Descaso do Estado com as escolas públicas

A atual diretora da EEEF Maria Cristina Chika, Ivelise Camboim trouxe uma visão completamente diferente do esperado.

Ivelise relatou que a escola hoje não oferece o que deveria para os estudantes do ensino fundamental. A instituição está sem funcionamento do laboratório de informática por não ter internet, elevador queimado, evasão dos alunos e o quadro de professores incompleto.

“O que me preocupa é criar uma expectativa e não atender. Nós não temos o mínimo que é uma internet para as crianças. Olhando de fora é linda a estrutura, mas convido a todos a olharem de dentro para fora. Nós temos que oferecer o mínimo para os estudantes, e eles merecem o melhor. Boa estrutura não são salas vazias”, destacou.

No final de sua fala a diretora ainda convidou a todos presentes para visitar a instituição. “A escola está aberta para vocês visitarem e terem a visão que eu tenho. Eu não sou contra, mas não quero criar falsas expectativas”, concluiu.

A presidente da CECDCT, Sofia Cavedon falou que assim que for possível a comissão agendará uma visita à escola.

“Não dá para oferecer ensino médio sem ter laboratório, internet, quadro de professores. Mas isso faz parte dos processos de abertura, e vamos lutar para suprir essas demandas”, destacou.

A representante da Seduc, Letícia, falou sobre como o pedido deve ser encaminhado a destacou apoio à abertura do Ensino Médio.

“Entendemos a relevância do ensino médio no bairro. Temos que fazer o encaminhamento em cada departamento, mas estamos imbuídos em dizer sim ao ensino médio na escola”, frisou.

Também participaram da reunião as diretoras do CPERS, Alda Souza Bastos, Rosane Zan e Vera Maria Lessês.


Imagem: Marta Resing/Assessoria Sofia Cavedon

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Na tarde desta segunda-feira (27), CPERS e Seduc voltaram a se reunir virtualmente.

A pauta solicitada previamente pelo Sindicato versava sobre o funcionamento dos Centros de Operação de Emergência em Saúde (COEs) no âmbito da educação e os protocolos sanitários em construção para a volta às aulas.

Mas, como diversas questões funcionais ficaram pendentes do último encontro, a direção do CPERS aproveitou para retomar outros temas de especial interesse da categoria.

Confira ponto a ponto.

Efetividade e FNJ

A presidente do CPERS cobrou explicações quanto ao memorando 27/2020, da Seduc, de 14 de julho de 2020, que orienta o lançamento de Falta Não Justificada (FNJ) aos servidores que não conseguiram cumprir com suas atividades no período da pandemia.

“É um absurdo, visto que nossos educadores são obrigados a trabalhar com equipamentos próprios e pagar a própria Internet, em um ambiente novo e no meio de uma pandemia”, afirma Helenir, que lembrou que há relatos de efetividade condicionada ao login no Google Classroom.

Ivana disse que a efetividade não será prejudicada caso o educador(a) não tenha condições de acessar as plataformas de ensino remoto.

“O que estamos pedindo é que as pessoas tenham prudência. Se o educador(a) está com dificuldades para realizar as atividades remotas, deve entrar em contato e informar a direção e a CRE. As direções devem fazer todos os movimentos para buscar os professores, até esgotar os meios de contato.”

A secretária-adjunta ainda reforçou: “não queremos cortar o pagamento de ninguém de maneira arbitrária, então vamos apurar a denúncia”.

Cancelamento de matrículas

A secretária-geral do CPERS, Candida Rossetto, informou a secretária-adjunta que o sindicato tem recebido diversas denúncias de cancelamento de matrículas de alunos maiores de idade, principalmente do noturno.

“Em tempos de pandemia a nossa preocupação é que não podemos tratar com normalidade a evasão escolar. A tarefa do estado é tentar localizar esses alunos e trazê-los de volta”, enfatizou Candida.

Ivana ressaltou que há uma dificuldade de entendimento e que não há orientação de cancelamento, mas sim de que os alunos que não começaram o ano letivo, não sejam inclusos no Censo Escolar.

“A nossa orientação é que esse aluno que desde fevereiro não apareceu, ele não pode migrar para o Censo. É preciso fazer uma busca ativa, mas não pode ter o movimento de ir para o censo, porque pode ocasionar até corte do Fundeb e daí nós vamos ter dois problemas”, explicou Ivana.

Novas matrículas na rede estadual

Durante o encontro, Ivana informou que as escolas estaduais tiveram um aumento de 5.800 mil vagas, todas vindas da rede particular. 

“Acreditamos que esse número sera multiplicado por três nos próximos 30 dias. Nós já encaminhamos a situação ao Ministério Público, porque poderá ocorrer um estrangulamento da rede. Estamos também pedindo ao Sinepe que negocie com essas famílias”.

Acessos indevidos à plataforma Classromm durante as aulas

Outra questão apresentada pelo CPERS durante o encontro foi sobre denúncias de educadores(as) que estão percebendo acessos indevidos, como das coordenadorias e até de funcionários(as) da Seduc, durante a realização das aulas na plataforma.

“Nós temos uma preocupação sobre o direito à cátedra e acreditamos que a maior autoridade na sala de aula ainda é o professor. Isso está parecendo até espionagem”, frisou a presidente.

O coordenador do Centro de Gestão e Inovação, Silvio Zomer, ressalta que, para a Seduc, o professor(a) tem sim a soberania e que já estão averiguando denúncias sobre tais acessos.

“A nossa orientação é que o professor não autorize o acesso a estranhos. Quem pode ter acesso já está liberado, então não deem acesso a ninguém que não seja aluno da escola. Garantimos que essas pessoas não são da Seduc”, disse Silvio.

Pacote de internet e Chromebooks

Silvio Zomer informou que o pacote de internet previsto para educadores(as) e estudantes estava sendo autorizado nesta segunda e que, na terça, deve ser assinado o contrato para que em 48h seja realizada a liberação do serviço.

Silvio também destacou que, na última quinta-feira, foi realizado o pregão para a aquisição de Chromebooks.

Serão dois lotes com 25 mil Chromebooks cada, a serem distribuídos nos próximos dois meses. Ainda não se sabe quais critérios serão utilizados, mas Ivana garante que a Seduc começará pelos educadores(as). 

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Pagamento dos dias da greve

Novamente, o CPERS cobrou um retorno sobre o pagamento dos salários cortados por conta da greve da categoria, apesar das aulas recuperadas. 

Na última reunião, Ivana afirmou que a solicitação foi encaminhada à pasta que está no centro da gestão: a Secretaria de Governança e Gestão Estratégica (SGGE).

Mas, de acordo com a secretária-adjunta, os pedidos estão prejudicados em razão da confirmação de que o governador Eduardo Leite (PSDB) está com COVID e assim, diversos servidores(as) estão passando por um rastreamento para verificação de outros casos.

Com relação à denúncia de que algumas escolas poderiam sofrer sindicância devido ao lançamento de efetividade da greve, Ivana negou: “O que acontece é que ocorreram algumas inconsistências quanto ao fechamento da efetividade, mas não há sindicância. O que solicitamos foram explicações do porque dessas inconsistências, por exemplo, escolas que fecharam a efetividade antes mesmo do encerramento do ano letivo”.

Demissão de Contratados

A presidente questionou novamente a secretária-adjunta sobre a política do governo para os contratos emergenciais.

“Por mais que a Seduc diga o contrário, o medo segue presente na nossa categoria”, declarou Helenir.

Assim como no último encontro com o sindicato, Ivana assegurou que não há qualquer intenção de demitir contratados(as) e que a Secretaria está, pelo contrário, admitindo novos quadros.

“No momento não está aberto para remoções, somente para contratações. Temos várias pessoas com direito de aposentadoria que precisam ser substituídas. Não adianta tirar um e não termos como colocar outro”, enfatizou a secretária-adjunta.

Volta às aulas

Conforme combinado anteriormente, Ivana realizou uma apresentação dos planos e protocolos em construção para a volta às aulas. É a primeira vez que o tema é colocado em pauta com o Sindicato, que não participou da consulta pública realizada pelo Estado recentemente.

A secretária-adjunta destacou que não há qualquer intenção de retorno às atividades presenciais no mês de agosto e que, dependendo das condições de segurança, a volta começará em setembro, mas de forma gradual e seguindo protocolos específicos.

O CPERS não teve acesso prévio à apresentação e uma nova reunião será marcada para que o Sindicato possa expôr suas dúvidas e posicionamento sobre o documento.

No momento, a deliberação do Sindicato e do seu Conselho Geral é de que não é possível prever a retomada de qualquer atividade presencial nas escolas enquanto a pandemia estiver fora de controle.

Mesmo os plantões realizados sob agendamento representam um grave risco à saúde da comunidade escolar, como revelam os crescentes casos notificados na rede estadual.

Confira abaixo os principais pontos da apresentação da Seduc

  • O retorno das atividades presenciais será feito por etapas e trabalhará com diferentes datas de acordo com os níveis de ensino.
  • As atividades presenciais só retornarão em cidades com bandeira amarela e laranja e nas escolas que conseguirem cumprir todos os protocolos de segurança (número de pessoas por ambiente, distanciamento mínimo, uso obrigatório de máscara, higienização e afastamento de grupos de risco)
  • O calendário de retorno será por escalonamento de acordo com o grau de autonomia dos alunos, volta primeiro o médio e o técnico, depois o fundamental dois (9°, 8°, 7º e 6º anos) e por último o fundamental um (5°, 4°, 3°, 2º e 1 ° ano). Ainda há discussão sobre o retorno presencial do infantil ou não.
  • Plano de Contingência obrigatório para todas as instituições de ensino
  • Criação dos Centros de Operação de Emergência (COEs) que serão responsáveis pelo monitoramento da implementação dos protocolos nas instituições de ensino. Serão de dois tipos:
    • COE Escola: quem monitorará o dia a dia da escola. Se todo mundo está de máscara, se no banheiro entrou uma só pessoa, se o refeitório esta obedecendo os dois 2 metros de distância. Será disponibilizado um aplicativo no EscolaRS para acompanhamento da situação;
    • COE Estadual: terá três ambientes, o primeiro agregará as instituições e os órgãos municipais de saúde, o segundo contará com os Coordenadores de Educação e Saúde do Estado e o terceiro que reúne a sociedade civil, inclusive os sindicatos, além do CEEd, a FAMURS, entre outros.

Após a apresentação, a secretária Ivana destacou que os COEs serão determinantes para o retorno e a garantia da segurança no ambiente escolar. 

“Teremos protocolos para seguir uma disciplina diária muito séria para que não se coloque ninguém em risco. Os pais terão que entender que não podem entrar na escola, os professores não poderão entrar na sala um do outro e assim por diante. Já orientamos as CREs para que conversem com os diretores e vamos levar todo o mês de agosto organizando.”

A presidente do CPERS reiterou a preocupação do CPERS e da categoria com as atividades presenciais já em curso. “Nossos educadores estão sobrecarregados com o trabalho remoto e ao mesmo tempo com muito medo de ir à escola. Precisamos de garantias e protocolos prévios à retomada das aulas presenciais.” 

Ivana reafirmou, como já havia feito em reunião anterior, que até o retorno presencial as escolas devem abrir as portas o mínimo possível. 

“Reforçamos que as escolas devem manter regime de revezamento somente se necessário e com agendamento. Em cidades com bandeira vermelha nós orientamos que não aconteça atendimento, a não ser em casos muito extremos, como um aluno que precisa de um certificado de escolarização. Nesses casos o diretor deve orientar uma pessoa, não precisa abrir a escola toda para limpar”. 

A diretora do Departamento de Funcionários(as) do CPERS, Sonia Solange Viana, demonstrou preocupação quanto aos protocolos de segurança para o retorno presencial. “São necessários muitos EPIs. Precisamos de avental, de máscaras especiais, de botas”, destacou Sonia. 

Ivana respondeu que as escolas só retornam se tiverem condições de manter a segurança de todos(as). 

“Os funcionários também farão revezamento e a Seduc contratará mais para garantir isso. Não é hora de economizar dinheiro. Inclusive estou autorizando o recurso da autonomia, e estamos garantindo que ele esteja em dia, não é mais para ocorrerem atrasos”.

Mas quando questionada sobre a testagem em massa para um possível retorno, a resposta da secretaria foi de que ainda não há previsão, mas que estão estudando as possibilidades para que aconteça. 

“Em setembro pretendemos colocar ‘um dedo para fora’. Vamos avaliar como vai se comportar esse retorno com o resto da população. Se voltarmos, como esse movimento vai se refletir na sociedade? Tudo isso será considerado”, garantiu Ivana. 

Ao fim da apresentação a presidente Helenir informou que tão logo o CPERS estude as propostas, será agendada uma nova reunião para debater os principais pontos e orientar a categoria. 

Ao fim da reunião, a presidente do CPERS solicitou que todos os  encaminhamentos sejam formalizados por escrito para que o Sindicato possa orientar a categoria corretamente

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O Conselho Geral do CPERS manifesta seu apoio à juíza do trabalho Valdete Souto Severo face à tentativa de censura e intimidação determinada pelo corregedor nacional de Justiça, o ministro Humberto Martins. 

A magistrada foi intimada a prestar esclarecimentos sobre o artigo “Por que é possível falar em política genocida no Brasil de 2020?”, publicado no site Democracia e Mundo do Trabalho em Debate (DMT), em atitude persecutória e digna de tempos de exceção. 

No texto, a juíza, que tem um histórico de luta pelos direitos do trabalho no Brasil, analisa a atuação desastrosa do governo Bolsonaro no combate à Covid-19 e na proteção da saúde dos brasileiros(as) – motivo de consternação no país e no mundo.

O governo disseminou a desorientação, desdenhou as recomendações da OMS e da comunidade científica, gastou menos de 30% da verba destinada ao combate da pandemia e mandou fabricar milhões de doses de um remédio inútil e tóxico, enquanto deixa faltar insumos básicos para o funcionamento de UTIs.

A Constituição garante o direito à vida. Mas o presidente brasileiro disse e repetiu que a especialidade dele é matar. Com efeito, o Brasil tornou-se o epicentro da doença no mundo, com 2,4 milhões de infectados. É o segundo país mais impactado do planeta, com mais de 87 mil mortes desde março.

Não à toa, a política negligente de Bolsonaro foi denunciada no Tribunal Penal Internacional de Haia como um crime contra a humanidade.  A denúncia foi protocolada e liderada por uma coalizão que representa mais de um milhão de trabalhadores(as) da saúde no Brasil.

Ninguém deveria estranhar o fato de uma juíza concordar com a voz corrente de que a pandemia pode ter como resultado a concretização de um genocídio.

Que tal constatação se torne objeto de investigação judicial é inaceitável e mais um sinal inequívoco do período de ruptura democrática e institucional que o país atravessa.

 Foto de capa: Guilherme Santos/Sul21

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O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul concedeu liminar para que o governo do Estado nomeie imediatamente os representantes do CPERS e demais entidades representativas da comunidade escolar no Conselho Estadual de Educação (CEEd).

Leia a íntegra da decisão aqui

O Sindicato ingressou com mandado de segurança devido à ação ilegal do Executivo, que mesmo de posse das indicações não havia realizado a nomeação.

Dos 21 conselheiros que integram o órgão, dez ainda não assumiram seus postos.

Em nota no dia 29 de junho, o CPERS denunciou o autoritarismo do governo Leite, que tenta alterar a composição e fragilizar o controle social e a transparência do órgão.

“No atual cenário de incertezas e instabilidade, o CEEd tem sua importância redobrada pela necessidade de orientar a reorganização do calendário escolar e autorizar formas de atendimento aos objetivos de aprendizagem”, salienta Rosane Zan, diretora do Departamento de Educação do CPERS.

O desembargador Vicente Barroco de Vasconcellos, que assina a decisão, argumenta que “A inércia do Poder Executivo em não proceder à nomeação dos membros indicados nas listas tríplices encaminhadas pelas entidades impetrantes prejudica, em alguma medida, as discussões de tais pautas, esvaziando a sua composição do órgão sem autorização legal para tanto.”

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A ação foi impetrada em conjunto pelo CPERS, a Federação das Associações e Círculo de Pais e Mestres (ACPM), do Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro/RS) e a União Gaúcha dos Estudantes Secundaristas (Uges).

Cabe ressaltar que o governo ainda pode recorrer da decisão. A assessoria jurídica do CPERS continuará atenta aos movimentos do Executivo e agirá imediatamente para garantir o direito de posse dos conselheiros.

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