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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, por meio desta Carta à sociedade brasileira, torna público seu posicionamento em defesa da educação e da vida. A luta pela universalização do acesso à educação pública é defendida pela nossa organização e concebida como prioridade desde suas primeiras ocupações de terra na década de 1980. Ao longo de nossos 36 anos, fortalecer o papel da escola e incentivar o estudo entre o povo Sem Terra tem se tornado cada vez mais estratégico na luta e construção da Reforma Agrária Popular, na disputa e construção de um Projeto Popular para o Brasil.

Vivemos um momento crítico da saúde humana com a pandemia global da Covid-19 e no Brasil as somas chegam a centena de milhares de mortos e milhões de infectados. O novo coronavírus escancarou as consequências das políticas neoliberais, entreguistas e privatizantes, que visam apenas o lucro e o desmonte dos serviços públicos, acentuando cada vez mais as desigualdades existentes em nossa sociedade.

Somado a isto, temos atualmente um governo de extrema direita e autocrático que dissemina uma política de ódio e de morte contra as trabalhadoras e os trabalhadores. O governo federal assumiu um posicionamento negacionista, contrário às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para atenuar o risco de contágio com o vírus, negligenciando o combate à pandemia sem tomar medidas que atendam efetivamente a população em situação de vulnerabilidade social, colocando em risco a vida das brasileiras e brasileiros.

Em meio a essa catástrofe, o governo federal, em conluio com as corporações empresariais que atuam na educação e as transnacionais de tecnologia de informação, identificou uma grande janela de oportunidade para acelerar a tendência da privatização da Educação Pública. Por meio dos pacotes de ensino remoto, procuram ampliar a transferência de recursos públicos para a iniciativa privada. No contexto da pandemia, essas corporações estão realizando experimentos sobre como implementar a educação à distância e, com isso, abrir um bilionário ramo de negócios. Como parte desse objetivo, promovem suas plataformas como se fosse um gesto filantrópico e efetivam um amplo processo de treinamento de professores e dirigentes na pedagogia do capital, de um  sistema educacional padronizado, de remodelação cultural das crianças e jovens, tendo meritocracia, da livre concorrência e do individualismo próprio da lógica de mercado.

A pressão para o retorno das aulas coloca em risco a vida das crianças, adolescentes e jovens, trabalhadores e trabalhadoras da educação e familiares. São 123,5 milhões de pessoas vivendo em domicílios que possuem pelo menos uma pessoa com idade até 17 anos, ou seja, em idade escolar, o que totaliza um número de 51 milhões de crianças e adolescentes (DIEESE, 2020).

Nós do MST somos contra o retorno das aulas e entendemos que este é o momento de priorizar a vida e os cuidados em suas várias dimensões. Neste sentido, temos realizado diversas ações solidárias como doação de máscaras, produtos de higiene e alimentos saudáveis (totalizando mais de 3.100 toneladas) e marmitas solidárias (mais de 50.000 até o momento).

Entendemos a educação como um processo de formação humana que requer interação no trabalho educativo entre Educadores (as) – Educandos (as). Assumimos o enraizamento de nossa concepção de educação com a Pedagogia do Movimento, lutando por um projeto educativo que considere a inserção das crianças e dos jovens estudantes das escolas dos acampamentos e assentamentos na prática social, cultural e histórica da vida, de forma que resulte na elevação do nível cultural, de organização, de autonomia e de conhecimento para interpretar e agir sob as contradições societárias enquanto lutadores e construtores do futuro.

Assim, compreendemos que a formação e o aprendizado ultrapassam os limites da escola, se realizam também no trabalho, na convivência familiar e comunitária e na prática da solidariedade e da cooperação em que estamos envolvidos todos, ainda que em necessário isolamento social.

Reconhecemos o compromisso social das educadoras e educadores com o papel social da escola como instrumento de luta pela humanização. Por isso, nos somamos a todos os setores que reivindicam a redução do número de estudantes por turma, a abertura de concurso para novos professores, e um amplo programa de reforma dos espaços escolares, valorizando espaços educativos ao ar livre. Nos somamos também a todos que defendem a construção de um novo calendário escolar com a participação da comunidade, para que o retorno presencial possa ser feito em condições de segurança das crianças, jovens, trabalhadoras/es da educação e também das famílias dos estudantes e dos trabalhadores.

Essas são bases que podem garantir de fato o trabalho educativo em todas as suas dimensões, superando a farsa educacional imposta com a transposição das aulas presenciais pelo ensino remoto que alimenta a desigualdade educacional e social. Defendemos que o acesso à internet seja público, gratuito, estruturado com plataformas tecnológicas desenvolvidas pelas universidades públicas. Desse modo, as interações dialógicas necessárias com os estudantes poderão ser universalizadas, sem exclusões e discriminações.

Seguimos e nos comprometemos com toda sociedade brasileira na luta intransigente contra a mercantilização da educação e da vida e, principalmente, na construção coletiva de uma sociedade justa, igualitária e digna!

VOLTA ÀS AULAS NA PANDEMIA É CRIME!

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Na última terça-feira (18), o Movimento de Direções das Escolas de Cachoeirinha, Gravataí e Viamão entregou na 28ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) um documento que reitera a falta de diálogo e irresponsabilidade da proposta do governo Eduardo Leite (PSDB) de retorno às aulas presenciais no momento mais crítico da pandemia.

O documento, assinado por mais 20 instituições, informa que as direções das escolas não irão responsabilizar-se pela insensatez do governo Leite e assinar um Plano de Contingência para Prevenção, Monitoramento e Controle da Transmissão da Covid-19, quando não há condições de cumpri-lo.

O registro também denuncia a precariedade das escolas estaduais que sofrem diariamente com falta de professores, extinção de cargos e readequação anual das necessidades de Recursos Humanos conforme tabela corrigida anualmente pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), reafirmando que dispor de profissionais para executar o plano de contingência seria impossível, além das Equipes Diretivas não terem formação na área da saúde para organização dos COEs para orientar, treinar e fiscalizar a equipe.

O material também questiona a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), materiais de higiene e limpeza, informando impossibilidade de adquirir todos os itens solicitados no plano com a verba que as escolas recebem e destacando que o recurso já atrasa em tempos normais e é insuficiente para as necessidades diárias das instituições.

O documento reafirma que as direções escolares não estão de acordo com o retorno das aulas nos próximos meses, critica veementemente o modelo híbrido imposto pela Seduc, e destaca que as escolas não vão colocar em risco a integridade e saúde física das comunidades escolares.

Veja aqui o documento entregue na 28ª CRE

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O CPERS manifesta seu repúdio ao ataque racista e misógino sofrido pelos integrantes da chapa UFPel Raiz, que concorre à Reitoria da Universidade Federal de Pelotas, ocorrido na última quinta-feira (20).

Durante reunião dos integrantes da chapa, usuários invadiram e ofenderam de forma violenta os participantes com xingamentos e ofensas racistas e de gênero, seguidas de ameaças à vida.

Ataques como esse têm ocorrido em outras instituições públicas e também em manifestações dentro e fora do Brasil.

Não podemos tolerar nenhum tipo de discriminação e ato opressor!

Vale lembrar que, no Brasil, a Lei nº 7.716/1989 tipifica o racismo como crime. De acordo com a Lei, praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional por intermédio dos meios de comunicação pode acarretar em pena de dois a cinco anos de reclusão, acrescida de multa.

O CPERS reafirma sua posição veementemente contrária a qualquer tipo de atitude discriminatória, seja em que espaço for, e solidariza-se aos integrantes da Chapa Raiz.

Através do Departamento de Combate ao Racismo, o sindicato vem lutando para impedir que atos como esse ocorram e conscientizar, desde o chão da escola, sobre a importância de impedir práticas racistas no cotidiano.

Racismo é crime!

#RacismoÉcrime #VidasNegrasImportam

 

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Em julho, passados quatro meses da suspensão das aulas presenciais, o governo Leite publicou um documento intitulado “Orientações à Rede Pública Estadual de Educação do Rio Grande do Sul para o Modelo Híbrido de Ensino”. São mais de 70 páginas dedicadas a legitimar e revestir de normalidade um sistema excludente, eivado de falhas e, em última instância, completamente alheio à realidade da rede estadual.

Em que pesem as generosas referências a pareceres e normativas, trata-se de um conjunto de orientações concebidas sem a participação direta de quem conhece o chão da escola. Uma tentativa de replicar o ano letivo regular em período completamente atípico, sem precedentes e de consequências imprevisíveis para o processo de ensino-aprendizagem.

O problema, deixemos claro de saída, não é o uso da tecnologia como suporte educacional, em especial no período pandêmico, mas a sua instrumentalização para impor um projeto político-pedagógico gestado por fundações empresariais. Um sistema implantado aos sobressaltos, valendo-se da situação emergencial, mas com intenções cristalinas de permanência.

Os sintomas são muitos. Cabe lembrar do sincericídio cometido pelo apresentador Luciano Huck, em live com o governador para anunciar uma nova parceria privada, que disse com todas as letras: “essa pandemia veio para acelerar o processo de digitalização da educação”. Não à toa a Google foi recebida com entusiasmo e deslumbre no Rio Grande do Sul: crise e morte para alguns, oportunidade e lucro para outros.

O secretário da Educação, Faisal Karam, chegou a dizer que a empresa vê o estado como um “grande case mundial de utilização da plataforma”. Também deixou escapar: ela veio para ficar.

Reiteramos: a digitalização não é um problema em si. A questão é a quais interesses ela serve. Levantamento realizado pelo CPERS no início do ano letivo com 414 escolas de todo o estado apontou que 27% das instituições sequer tinham laboratórios de informática em condições de funcionamento. Essa aparente contradição está no cerne da política neoliberal: sucateamento do Estado e dos bens públicos para abrir terreno a soluções do mercado.

É preciso dizer o óbvio. O setor pedagógico da Seduc não está a serviço dos interesses da comunidade escolar. Atua por procuração de agentes privados desde o primeiro dia de Eduardo Leite à frente do Piratini, aos cuidados da Fundação Lemann e outras entidades que, como definiu o pesquisador Moacir Gadotti, professor da USP e diretor do Instituto Paulo Freire, agem como “traficantes do ensino”.

Ligando os pontos

Com quem a Google fez uma parceria bilionária em 2017 para o desenvolvimento de plataformas EAD? A Lemann. A Fundação do segundo homem mais rico do Brasil é um dos principais atores por trás de movimentos que mascaram intenções privatistas com ideais de filantropia e empreendedorismo social, como o Todos Pela Educação.

A organização incidiu de forma decisiva no texto final da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – aprovada com atropelos no governo Temer -, que autorizou a realização de até 30% do currículo do Ensino Médio na modalidade a distância.

Vivemos, portanto, à sombra de um projeto coordenado para capturar o Estado e terceirizar parte da educação pública para empresas ávidas em vender seus pacotes e soluções. A fatura virá; se não agora, quando o almoço é oferecido de graça, depois da pandemia. Neste projeto, o educador(a) é mero acessório.

Este é um governo que diante da falta crônica de professores – carência que chegou a estarrecedores 7 mil quadros no 1º semestre de 2019 – optou por fechar bibliotecas para remanejar educadores(as). Se, no futuro, houver a possibilidade de utilizar aulas gravadas, quiçá produzidas por profissionais de fora do estado, para suprir a carga horária a distância, restam dúvidas de que caminho Eduardo Leite deverá trilhar?

É uma opção fácil para quem tem como valor maior a austeridade e a subserviência ao capital. O Estado economiza em recursos humanos e, com uma matriz curricular imposta à força, desrepeitando o Conselho Estadual de Educação, assegura geração de mão de obra barata e desqualificada para o mercado, enquanto grupos privados valorizam sua marca, obtêm de graça dados preciosos e realizam lucro em cima da comunidade escolar.

Todos os deveres, nenhum direito

O descaso com quem faz a educação acontecer está nas entrelinhas do documento, que não foca em questões nevrálgicas do ensino híbrido, como a propriedade intelectual e os direitos de uso da imagem e voz do professor, os limites de edição de disseminação dos conteúdos gravados ou transmitidos ao vivo e a remuneração ou compensação de horas de todos os profissionais que estão trabalhando dobrado e utilizando equipamentos próprios para fazer o seu trabalho, entre outras.

Vivemos em uma espécie de pré-uberização, sob um governo que sequer paga em dia seus trabalhadores(as), que não investe em educação o mínimo previsto pela própria Constituição, que corta direitos em meio a uma pandemia, promove um calote histórico para cercear o direito à greve e defende abertamente a redução de salários de uma das categorias mais mal pagas do Brasil.

Este mesmo governo prometeu fornecer acesso à Internet para educandos e educadores(as), equipamentos e formação adequada. Até agora, sequer foi capaz de entregar as cestas básicas que deve às famílias necessitadas. Cerca de 200 mil alunos não conseguiram realizar o primeiro acesso na plataforma Classroom. Mostra-se, ainda, conivente com o abandono, recomendando o cancelamento de matrículas de estudantes do EJA que perderam contato com os estudos, orientando a avaliação de alunos em um contexto marcado pela desigualdade de condições e fechando escolas em meio à pandemia.

Se o governo estivesse de fato preocupado com o direito à educação, não formalizaria orientações para o ensino híbrido sem, antes, permitir que as escolas realizassem um diagnóstico e avaliassem o trabalho realizado durante o período. Em respeito ao princípio constitucional da educação como um bem público e universal, de responsabilidade do Estado, é urgente restabelecer a primazia da gestão democrática e da autonomia escolar, conforme destacado em todos os pareceres do Conselho Estadual de Educação. Quem deve definir o calendário letivo e a melhor forma de trabalhar o currículo é quem melhor conhece seu contexto e a realidade do alunado e recursos humanos: a própria escola.

A nós, educadores(as), cabe a reflexão: vamos andar na contramão de toda a história de luta pelo ensino público, gratuito, de qualidade e socialmente referenciado? A troco de que? Estaremos com isso ajudando nossos estudantes a aprenderem algo? Seremos cúmplices deste processo de exclusão e autodestruição? Como estaremos no período pós-pandêmico? Como estarão aqueles que estão fragilizados economicamente e emocionalmente pela situação da Covid-19 e sem condições de acompanhar as aulas remotas?

É hora de dialogar intensa e francamente com os colegas sobre a situação ímpar que vivemos. Como em todos os embates históricos protagonizados por esta categoria, a resistência virá do chão da escola.

Assinam a nota: CPERS, AOERGS, ASSERS e as representantes do CPERS no Conselho Estadual de Educação

Leia também:

Orientações sobre aulas síncronas, efetividade, sobrecarga e cancelamento de matrículas
CPERS denuncia política de cancelamento de matrículas ao Ministério Público
▶ Exclusão: um mês após adoção, quase 300 mil alunos não acessaram o Google Classroom
Educação vigiada: governo entrega dados de 900 mil gaúchos à exploração de multinacionais
Podcast Contraturno debate gestão democrática, pandemia e resistência no chão da escola
▶ A rede estadual de educação não precisa de caridade, mas de investimentos públicos e valorização
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A mobilização nas regiões é uma das estratégias deliberadas pelo Conselho Geral do CPERS para pressionar o governo a pagar o que deve à categoria, cujos proventos foram cortados apesar da recuperação das aulas e do encerramento do ano letivo.

A última semana contou com adesões de peso, como a aprovação pela Câmara Municipal de Santa Maria, sede do maior núcleo do CPERS no interior. Na cidade, foi aprovada a redação do modelo elaborado pelo Sindicato. 

Desde dezembro, a categoria amarga cortes mensais que chegam a 30% do salário. São mais de 27 mil castigados para – nas palavras do governador – “desestimular a prática grevista”, apesar das aulas recuperadas sem prejuízo aos estudantes.

São famílias inteiras em situação de calamidade, com salários cortados e sem perspectivas de alívio financeiro. Muitos têm recorrido a doações arregimentadas em campanhas de arrecadação.

Envie o modelo de moção para a Câmara da sua cidade

Este é um ano eleitoral, e os vereadores(as) podem exercer pressão crucial sobre seus partidos na Assembleia e no Piratini para assegurar o pagamento dos salários cortados.

Baixe o modelo de Moção de Apoio a ser enviado para os vereadores da sua cidade. Clique aqui para baixar.

Envie o arquivo, dialogue, obtenha apoio e garanta que a moção seja aprovada.

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Lista de municípios, atualizada em 24/08

Bagé
Caçapava do Sul
Camaquã
Chuí
Erechim
Esteio
Guaíba
Ijuí
Lavras do Sul
Nova Hartz
Palmeira das Missões
Pinheiro Machado
Rio Grande
Rio Pardo
Santa Maria
Santa Rosa
Santa Vitória do Palmar
Santiago
São José do Norte
São Pedro do Sul
São Vicente do Sul
Soledade
Taquari

 

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Câmaras Municipais de 25 cidades gaúchas já aprovaram e enviaram ao Piratini e à Assembleia Legislativa moções de apoio ao pagamento dos salários cortados dos educadores(as) grevistas.

A mobilização nas regiões é uma das estratégias deliberadas pelo Conselho Geral do CPERS para pressionar o governo a pagar o que deve à categoria, cujos proventos foram cortados apesar da recuperação das aulas e do encerramento do ano letivo.

A última semana contou com adesões de peso, como a aprovação pela Câmara Municipal de Santa Maria, sede do maior núcleo do CPERS no interior. Na cidade, foi aprovada a redação do modelo elaborado pelo Sindicato. 

Desde dezembro, a categoria amarga cortes mensais que chegam a 30% do salário. São mais de 27 mil castigados para – nas palavras do governador – “desestimular a prática grevista”, apesar das aulas recuperadas sem prejuízo aos estudantes.

São famílias inteiras em situação de calamidade, com salários cortados e sem perspectivas de alívio financeiro. Muitos têm recorrido a doações arregimentadas em campanhas de arrecadação.

Envie o modelo de moção para a Câmara da sua cidade

Este é um ano eleitoral, e os vereadores(as) podem exercer pressão crucial sobre seus partidos na Assembleia e no Piratini para assegurar o pagamento dos salários cortados.

Baixe o modelo de Moção de Apoio a ser enviado para os vereadores da sua cidade. Clique aqui para baixar.

Envie o arquivo, dialogue, obtenha apoio e garanta que a moção seja aprovada.

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Lista de municípios, atualizada em 24/08

Arroio dos Ratos
Bagé

Caçapava do Sul
Camaquã
Chuí
Erechim
Esteio
Guaíba
Ijuí
Lavras do Sul
Nova Hartz
Palmeira das Missões
Pinheiro Machado
Rio Grande
Rio Pardo
Santa Maria
Santa Rosa
Santa Vitória do Palmar
Santiago
São Jerônimo
São José do Norte
São Pedro do Sul
São Vicente do Sul
Soledade
Taquari

 

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Texto publicado originalmente pela CNTE

A decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Democratas) de adiar para a próxima terça-feira (25) a votação Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) mostra que o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 26/2020, aprovado na Câmara dos Deputados está ameaçado e pode ter retrocessos.

A avaliação é do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Heleno Araújo, que afirma que a luta agora é para manter a coerência no debate feito durante meses e manter o texto da relatora, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) na íntegra e ressalta que a mobilização dos educadores, governadores, prefeitos e de toda a sociedade é fundamental porque a luta por uma educação pública, acessível e de qualidade é de todos os brasileiros.

Saiba como pressionar os senadores(as) gaúchos

Governo Bolsonaro pressiona para mudar o texto

Minutos antes do início da votação do Fundeb permanente no Senado Federal, nesta quinta-feira (20), a Confederação, diversas outras entidades e parlamentares que defendem a educação pública e de qualidade e acompanham o debate ficaram sabendo da pressão do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) para retirada de alguns pontos da PEC. Repetindo o que fez na Câmara dos Deputados, sem sucesso.

“O adiamento tem a ver com a irresponsabilidade de Bolsonaro e seu governo que, na reta final da tramitação do Fundeb, voltou a fazer a pressão contra a ampliação dos recursos da União e não quer manter a valorização do conjunto de trabalhadores que são responsáveis pela educação pública e de qualidade”, afirmou Heleno.

“O presidente do senado é um frouxo, comprometido com o setor privado e com rabo preso com o governo. Não vamos aceitar estes retrocessos”
– Heleno Araújo

O dirigente diz que a deputada Professora Dorinha se manteve firme, não sucumbiu à pressão e os educadores esperam que o senador Flávio Arns também se mantenha firme e leve adiante a proposta que foi debatida e construída com toda a sociedade e com os líderes dos partidos.

Os senadores estão analisando o relatório da Professora Dorinha que foi aprovado há um mês na Câmara. O relator é o senador Flavio Arns (Rede-PR), que não fez alterações.

De acordo com Heleno, além da importância da PEC 26 como um todo, ainda tem a questão do prazo. O atual Fundeb vence no dia 31 de dezembro e se a proposta for alterada no Senado atrasa o percurso no Congresso Nacional e milhões de alunos podem ficar fora da escola já no começo de 2021.

O texto na íntegra prevê, além de outros pontos fundamentais para garantir educação pública e de qualidade para cerca de 45 milhões de estudantes, a ampliação gradual da participação da União no Fundeb, que passará dos 10% atual para 23% a partir de 2026, torna o fundo permanente e garante 70% dos recursos para o pagamento do piso salarial para todos os profissionais da educação.

Pressão precisa ser ampliada

Heleno disse que a mobilização e pressão da sociedade e de toda comunidade escolar precisa ser maior ainda. Ele reconhece a importância que a luta em defesa da educação pública e de qualidade teve para garantir a aprovação da PEC na Câmara, mas pede que a mobilização se intensifique.

“Nós também já estamos ampliando a pressão nos senadores, vamos cobrar coerência dos líderes dos partidos, que apoiaram o texto na Câmara para estar com a gente no Senado, continuaremos fazendo as pressões digitais, nas redes, no napressão e fazendo os tuitaços para dialogar coma sociedade. Além disso já estamos, com a ajuda da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), pedindo apoio dos governadores e dos prefeitos para estarem conosco nesta luta”, afirmou o presidente da CNTE.

A luta dos prefeitos é fundamental para a sociedade e para os próprios municípios. Se não tiver a ampliação dos recursos da União no Fundeb, explica Heleno, os prefeitos podem sofrer o impacto, já que os municípios são os menores entes que arrecadam e são os principais responsáveis pela educação básica.

“Temos que manter a mobilização e continuar o debate com todos envolvidos, porque esta luta não é só dos profissionais da educação e sim de toda sociedade e dos governos que acreditam na importância do tema para cada criança e adolescente deste país”, ressaltou.

Sobre emendas apresentadas

Senadores do PSD e do PSDB apresentaram emendas na PEC 26 antes mesmo do início da votação na casa, nesta quinta, que poderiam impactar negativamente o Fundeb. Ambas foram retiradas.

Uma das emendas era do senador Carlos Viana (PSD-MG), que previa que os recursos do Fundeb e do salário-educação fossem usados para pagamentos de aposentadoria e pensões. A outra era do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e previa a retirada da vinculação dos 70% dos recursos do Fundeb para o pagamento dos profissionais da educação básica e pública foram retiradas. Mas, Heleno destaca que o alerta sobre os temas deve ser mantido.

“Na verdade são estes dois pontos que o governo de Bolsonaro também quer tirar e não podemos permitir. Os pagamentos de aposentados e pensões já foram declarados inconstitucionais pelo Superior Tribunal Federal (STF), mas precisamos nos manter vigilantes porque podem ser apresentados destaques durante a votação e o Fundeb pode ter retrocessos. A luta não pode parar”, alerta Heleno.

Sobre o Fundeb

O Fundeb foi previsto pela Emenda Constitucional 53/2006 e foi criado pelo governo do ex-presidente Lula. Logo em seguida, foi convertida na Lei 11.494/2007, para valer por 14 anos.

Antes havia o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, criado no período de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e abrangia da primeira à oitava série da educação pública estadual e municipal. O Fundeb de Lula ampliou essa abrangência e passou a ser da creche ao final do ensino médio.

“Foi com a ajuda de Lula que conquistamos o Fundeb, que é tão importante para o país, para os profissionais e que garante a educação básica pública e de qualidade para milhões de pessoas. Foi com a ajuda do então presidente que conseguimos melhorar o fundo e ampliar recursos da União e o piso salarial, que era só para os professores e passou a ser para todos os trabalhadores da educação”.

“Queremos que o Fundeb seja permanente, com a garantia do piso para todos os profissionais e que os recursos da União sejam maiores. O que muda é que Lula sempre se preocupou com a educação do país e com os trabalhadores. O governo de Bolsonaro só pensa em destruir o que é público e ainda só ataca o direto da classe trabalhadora. Mas com a força do povo e com muita luta venceremos!”, finalizou Heleno.

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As lives da Ação Formativa 2020, promovida pela Associação dos Supervisores de Educação do RS (ASSERS) com o apoio do CPERS e diversas entidades, seguem a todo vapor. Nas próximas semanas, serão abordados o direito à educação, ensino remoto, gestão e democracia em meio à pandemia.

O projeto surge da necessidade de promover debates pertinentes junto aos profissionais da educação durante o isolamento. 

As atividades visam atualizar e subsidiar a prática de inspetores, orientadores educacionais e supervisores da educação, atendendo demandas pertinentes ao período pandêmico. Também são tratados temas transversais, com enfoque interdisciplinar na busca de perspectivas para o período pós-pandêmico.

Acompanhem as transmissões pelo facebook da ASSERS.

▶️ Confira o calendário das próximas lives

A série de vídeos será retomada no dia 26 de agosto. Às 18h, a professora Dra. Vera Maria Peroni (UFRGS) debate “O direito à educação em tempos de pandemia”. 

Já o tema “Educação pública: plataformas, ensino híbrido e atividades remotas” é pautado pelos professores Dr. Nelson Pretto e Me. Olga Freitas, no dia 2 de setembro,  às 18h30.

 

Por fim, o professor Dr. Vitor Henrique Paro (USP) explana sobre “Gestão, democracia e ensino público”,  a partir das 17h30, do dia 9 de setembro.

Além da ASSERS (RS), promovem o projeto as seguintes associações e sindicatos: ACSE (MS), AIERGS(RS), AMIE(MG), ASESC (SC), ASISEAL (AL) e SINDESPE (MG).

 

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Nesta sexta-feira (21), aposentadas e aposentados das regiões de Santa Maria (2° Núcleo) e Guaporé (3° Núcleo) participaram do encontro virtual do Departamento de Aposentados(as) do CPERS. 

Em uma tarde cheia de troca de conhecimento e momentos de descontração, mais de 60 participantes debateram sobre a pandemia, receberam informes jurídicos e mataram as saudades dos companheiros de luta. 

A diretora do Departamento dos Aposentados(as), Glaci Weber, abriu o encontro destacando a importância das reuniões que acontecem todas as sextas-feiras, desde o mês de maio. 

“Eu estou muito feliz com as nossas reuniões. Ver os meus colegas aposentados e aposentadas superando desafios e o medo da tecnologia é muito gratificante. Por aqui, mantemos a nossa luta em defesa dos nossos direitos”. 

O 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, relatou que os encontros virtuais têm sido uma grande aula. 

“Esses encontros são um brinde à vida nesses momentos difíceis de isolamento. As aposentadas e aposentados que nos ensinaram e nos ensinam tanto a cada dia, estão aqui para provar que as nossas lutas não pararam, que seguimos por aqui, mantendo a segurança para que no final de tudo possamos estar juntos novamente, fortalecendo a educação pública e lutando por nossos direitos”.

O diretor de Guaporé (3° Núcleo), Alexandre Zanluchi, disse estar muito contente com a realização do encontro e ressaltou a importância de momentos como esse. 

“Nessa pandemia conseguimos perceber a importância de nos mantermos unidos, mesmo que à distância”. 

Para Rafael Gomes Torres, diretor de Santa Maria (2° Núcleo), prestigiar os aposentados(as) é sempre uma satisfação. 

“Nossos aposentados são nossos guerreiros da luta e estão aqui passando conhecimento para as novas gerações. Para mim, esse é um momento de aprendizado e crescimento”. 

Marisa Maria Girotto Lacerda, vice-diretora e representante dos aposentados de Guaporé (3° Núcleo), parabenizou os participantes por aceitarem o desafio que começou bem antes do encontro. 

“Queria dar os parabéns para todos que toparam o desafio de participar de um momento tão diferente e desconhecido para alguns. Foi muito bonito ver colegas que tinham dificuldade com a tecnologia dias atrás, e hoje dominam a ferramenta e estão à vontade neste encontro”, afirmou. 

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Os encontros são divididos em três momentos: o inicial, que trata da saúde dos nossos aposentados e aposentadas, o cultural e o final, que aborda informes jurídicos e da conjuntura.

Confira abaixo como foi! 

Pandemia e os cuidados com o corpo durante o isolamento 

O primeiro convidado desta sexta foi o Dr. Eduardo Chiela, biomédico, mestre e doutor em biologia celular e molecular, professor do Departamento de Ciências Morfológicas da UFRGS e pesquisador do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Eduardo, que já participou de outros encontros, sempre relembra da felicidade de conversar com as aposentadas e aposentados do sindicato. 

“Minha mãe é professora há 40 anos por isso é sempre um prazer estar aqui com vocês. Mais que isso, essa é a minha oportunidade de retribuir para essa categoria que contribui tanto para a nossa sociedade”.

Durante sua fala, o professor fez um apanhado do desenvolvimento da pandemia para entender o que é a doença. 

“Posso garantir para vocês que a única certeza que temos hoje é de que o distanciamento social e o uso da máscara continuam sendo fundamentais. Essas são as únicas formas de controlar a doença”.

Ele ainda comentou sobre a proposta do governo Eduardo Leite (PSDB) de retorno das aulas presenciais no fim de agosto. 

“Esse é o momento de cuidarmos um dos outros. Por isso, eu considero o retorno das atividades nas escolas um absurdo. Nós não temos estrutura, controle ou testes, não temos os pré-requisitos básicos para que isso aconteça com a mínima segurança”. 

Chiela destacou que estudos científicos já comprovaram que as crianças têm uma característica muito específica nessa doença. Mais da metade delas não tem sintomas,  mas transmitem em uma velocidade maior que os adultos.

“É uma responsabilidade testar a febre como o teste ouro para entrar na escola, chega a ser criminoso. A única forma segura de retorno é com testes, porque a febre é um dos sintomas e mais da metade das crianças não apresenta”, disse o especialista. 

Eduardo ainda finaliza: “Uma criança contaminada, numa sala com outras 20 crianças, pode espalhar a doença para até 800 pessoas, isso aconteceu em Israel, por exemplo”. 

Ao fim de sua fala, em um momento de muita emoção para os participantes, Eduardo ainda ganhou uma surpresa, quando sua mãe apareceu em vídeo durante o encontro.

Eles não se viam desde março porque a Dona Sônia tem dificuldades com as tecnologias, mas com ajuda, ela não só participou da reunião como mandou uma mensagem carinhosa para o filho. 

Reveja aqui a live do CPERS sobre os riscos e implicações de um possível retorno às atividades e que contou com o Dr. Eduardo Chiela como convidado.

Ainda no tema saúde dos aposentados(as), a diretora do CPERS, Sandra Terezinha Severo Regio, falou sobre as transformações do corpo após os 50 anos e a importância de se manter ativo durante esse período de isolamento. 

“Nesse momento de pandemia nós temos uma luta com o invisível e precisamos cuidar do visível, que é o nosso corpo”. 

Sandra ainda lembrou da importância de tomar muita água, cuidar do sono e da qualidade de vida. 

“Eu, como professora de Educação Física, quero lembrar vocês também da importância das atividades físicas nesse período de isolamento em que passamos tanto tempo dentro de casa. Façam alongamento, se cuidem. Os aposentados são o alicerce do nosso sindicato e queremos ver vocês sempre saudáveis para seguirem na luta conosco”, afirmou. 

Momento cultural

Os encontros dos aposentados(as) do CPERS, antes da pandemia, sempre tiveram as apresentações culturais como uma característica marcante. E não é porque agora as reuniões são à distância que isso seria diferente. 

Nesse encontro, a diretora de Bento Gonçalves (12° Núcleo), Juçara Borges, apresentou um vídeo do grupo de dança da região que mantém as atividades de forma virtual. 

“Nós decidimos manter os grupos de dança e o coral para tentar passar esses tempos difíceis com mais leveza e qualidade de vida”. 

A aposentada, Bertolina Emília Miotto, declamou uma poesia de Cecilia Rodrigues Pereira em homenagem aos professores(as) aposentados(as). 

A aposentada Eni Cavalheiro também apresentou uma poesia, mas preparou um vídeo especial para o encontro que você pode conferir abaixo. 

Alterações no Plano de Carreira, desconto da Previdência e informes jurídicos

A última parte do encontro contou com a fala da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, que fez um apanhado da conjuntura atual e das lutas que ainda precisaremos enfrentar.

“Ontem, após uma vitória no Senado, a maioria dos deputados federais decidiu manter o veto do Bolsonaro e de Eduardo Leite que congela salários, progressões de carreiras e a contagem de tempo para vantagens de servidores públicos. Por isso nós seguimos relembrando: Bolsonaro, Leite e seus partidos são duas faces da mesma moeda”.

A presidente destacou ainda a importância de se acompanhar a política e fiscalizar os partidos e seus representantes. 

“Fizemos uma grande greve e conseguimos garantir aumento aos nossos aposentados, mas agora com esse veto só acontecerá em 2022. Temos que lembrar que estamos em um governo que está no seu sexto ano de políticas, porque o Leite é só uma continuidade do mesmo projeto do Sartori. Por isso é tão importante cuidar em quem votamos”. 

A assessoria jurídica do CPERS também participou do encontro e apresentou um apanhado dos últimos acontecimentos. 

O advogado, Marcelo Fagundes, falou sobre as alterações na Previdência Estadual e o andamento do processo para reverter os descontos dos aposentados(as).

“Esse desconto é ilegal, principalmente pela forma como ele está sendo feito. No momento em que foi aprovada, o CPERS e outros sindicatos estudaram a lei e montamos uma tese jurídica. Também contratamos o escritório do ex-ministro Ayres Britto para entrar com uma ação, mas o STF suspendeu a liminar”.

Os sindicatos já recorreram e a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn), ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF), segue valendo. No momento, o CPERS aguarda nova decisão.

Marcelo ainda destacou: “A informação que temos é que nos próximos meses será julgado. Juridicamente temos grandes chances de reverter esse desconto”. 

Confira também os vídeos em que o jurídico do CPERS explica as principais mudanças na carreira e nos contracheques dos trabalhadores(as) da educação. Magistério aqui e Funcionários(as) aqui.

Saiba como contatar o SAS e Assessoria Jurídica durante o período de isolamento

Ao fim, a presidente Helenir ressaltou que a luta continua e que o CPERS segue firme na defesa da vida, não só dos trabalhadores da educação, ativos e inativos, mas das famílias gaúchas.

O encontro foi oficialmente encerrado com a apresentação do hino do CPERS, símbolo da luta dos educadores(as) gaúchos há muitas gerações. Quem conduziu foi o aposentado, Marco Antonio da Silva Viana. 

A reunião também contou com a participação de membros da direção central do CPERS: Mauro João Calliari, tesoureiro, Candida Rossetto, secretária-geral e Vera Lessês, diretora do departamento de Saúde do Trabalhador. Selene Michelin, secretária de Aposentados(as) e Assuntos Previdenciários da CNTE, também participou do encontro.

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Às portas do Palácio Piratini, representantes do CPERS, comunidade escolar e centrais sindicais realizaram um ato simbólico contra a proposta do governo Eduardo Leite (PSDB) de retorno às aulas presenciais em um dos momentos mais críticos da pandemia.

Com cartazes, faixas e cruzes, educadores(as), mães, pais, estudantes e centrais sindicais gritaram em alto e bom tom: Escolas Fechadas, Vidas Preservadas!

A ação, que ocorreu na manhã desta quarta-feira (19), também contou com atos em frente às prefeituras e Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) de diversas regiões do estado.

O Executivo propõe a reabertura das escolas a partir de 31 de agosto, iniciando pela educação infantil. Mas a decisão contraria, inclusive, o resultado da consulta realizada pelo governo com secretarias, conselhos municipais e entidades empresariais.

“Estamos aqui para afirmar a nossa posição: não aceitamos o retorno às aulas agora pois não seremos cobaias para o governo ver o que acontece com a curva caso as escolas sejam abertas. Professores, alunos e funcionários não são cobaias. O governo sabe bem, mas finge desconhecer, os riscos que essa decisão implica. Nesse momento, manter as escolas fechadas é preservar vidas”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Para o vice-presidente da Associação Mães e Pais pela Democracia (AMPD), Marcelo Prado, não há a menor condição de retomada das atividades presenciais enquanto a pandemia não estiver controlada.

“Nossos filhos não voltam enquanto não houver segurança pela vida deles. Nossa opinião está expressada em uma pesquisa que fizemos em conjunto com vários sindicatos. A maioria dos pais não querem a volta às aulas sem segurança sanitária e sem condições de garantia de vida para os nossos filhos”, afirma.

Vitória Cabreira, da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (Umespa), sintetizou o sentimento dos estudantes diante da possibilidade de retorno às escolas.

“Não tem como voltar às aulas presenciais neste momento. É muito arriscado. Não queremos ser infectados pelo vírus e muito menos transmitir para os nossos pais. É um absurdo o governo não ter consultado o Conselho  Estadual de Educação e nem nos escutado.”

Edson Garcia, 2º vice-presidente do Sindicato, lembrou da falta de estrutura das escolas públicas para cumprir com os protocolos de segurança.

“Não temos condições estruturais de manter a integridade física e a saúde dos nossos estudantes e suas famílias. É uma grande irresponsabilidade querer retomar o ensino presencial em um momento em que a curva está ascendente”, observou.

O ato na Capital contou com a participação de representantes do CPERS, da Associação de Mães e Pais pela Democracia (AMPD), da Associação de Orientadores Educacionais do RS (Aoergs) e da União Gaúcha dos Estudantes Secundaristas (UGES), além da CUT e da CGTB.

Pesquisas respaldam contrariedade da comunidade escolar à volta às aulas presenciais

A falta de estrutura apontada por Garcia tem respaldo nos resultados da consulta Educação e Pandemia no RS, feita pelo CPERS, e que ainda está em andamento.

A análise preliminar já aponta que mais 90% das escolas não têm estrutura adequada para um retorno seguro. A pesquisa também demonstra que a maioria – 86% – dos pais não mandará os filhos para as escolas antes da vacina.

Veja aqui os resultados preliminares da consulta

A contrariedade ao retorno das aulas presenciais também foi constatada na pesquisa produzida pelo Comitê Popular Estadual de Acompanhamento da Crise Educacional no RS, o qual o CPERS integra, e pela Associação Mães & Pais Pela Democracia.

▶ Acesse a apresentação dos dados aqui

Pesquisa da Famurs também mostra ampla contrariedade à proposta do governo. Respondida por 367 dos 497 prefeitos, a consulta indica que 93,75% rejeitam o calendário apresentado por Leite.

Entre os que reprovaram a proposta, 38,6% afirmaram que as aulas devem ser retomadas a partir da vacina, 35,1% defendem que o retorno deve se dar com a diminuição dos casos e 24,7% defendem que a volta ocorra apenas em 2021.

Para 93,43%, o maior problema é o risco para alunos(as) e servidores(as). O transporte também foi apontado por 54,5% como um empecilho.

Pelo interior do estado, o protesto também contou com educadores e representantes da comunidade escolar, que realizaram manifestações em frente às prefeituras.

Caxias do Sul

Cachoeira do Sul

Lajeado

Palmeira das Missões

Pelotas

Rio Grande

Rio Pardo

Santa Maria

Santana do Livramento

Santiago

Soledade

Venâncio Aires

 

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