Clique para baixar e ler o documento com a íntegra das resoluções aprovadas no X Congresso do CPERS, realizado entre 6 e 8 de setembro de 2019 em Bento Gonçalves. 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O lançamento do Observatório do Ensino Médio no Rio Grande do Sul será nesta quinta-feira, 27 de agosto, em um evento on-line com a participação do pesquisador e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Gaudêncio Frigotto.

O debate, mediado pela professora da UFRGS e da URI Jaqueline Moll, será transmitido pelo canal do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSUL) no YouTube a partir das 19h.

Durante o evento será realizada a apresentação do site do Observatório, resultado de uma construção coletiva de professores da Educação Básica e Superior no Estado, de pesquisadores, estudantes e de representantes de entidades ligadas à educação.

Constituído a partir de um expressivo esforço interinstitucional, o Observatório do Ensino Médio do Rio Grande do Sul é um espaço digital, de construção permanente, que busca analisar as especificidades e interfaces pedagógicas, curriculares, políticas e sociais dos anos finais com vistas a contribuir para a produção e disseminação de conhecimentos.

O primeiro material produzido pelo observatório já está disponível no site e apresenta resultados de uma pesquisa com jovens do Ensino Médio no Colégio de Aplicação da UFRGS. Confira a matéria aqui

Entidades que integram o Observatório:

Colégio de Aplicação/UFRGS
Conselho Estadual de Educação
CPERS
Feevale
IFRS
IFSUL
Instituto Federal Farroupilha
Instituto Federal Sul-Riograndense
Metodista-IPA
UFRGS
UFSM
União Metropolitana dos Estudantes Secundários de Porto Alegre – Umespa
Unijuí
Unisc
Unisinos
UPF
URI

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O dia 25 de agosto de 2020 é um dia histórico para a educação pública no Brasil: o Senado Federal aprovou na íntegra e por unanimidade a Proposta de Emenda à Constituição 26/2020, que renova o Fundeb de forma permanente. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) agora está constitucionalizado e será promulgado nesta quarta, 26 de agosto, às 11h, pelo Congresso Nacional e se tornará a Emenda 108 da Constituição.

A PEC 26/2020 aprovada pelo Congresso prevê o aumento gradual dos recursos da União para o Fundeb, que passará dos 10% atual para 23% a partir de 2026 e garante 70% dos recursos para o pagamento do piso salarial para todos os profissionais da educação e torna o fundo permanente. Depois da PEC ser promulgada, começa o trabalho de toda comunidade escolar para construir uma lei que regulamenta o Fundeb.

Mobilização

Ao longo da tramitação da PEC do Fundeb, a CNTE promoveu diversas audiência públicas e mobilizações virtuais, reunindo apoio de sindicatos e de diversas organizações da sociedade civil. O movimento nas redes sociais foi fundamental para a aprovação da PEC na Câmara dos Deputados e no Senado.

“Agradecemos a todos e todas que participaram ativamente das mobilizações nas redes, que enviaram e-mails e mensagens de whats app aos parlamentares. Esse movimento foi fundamental para a aprovação do Fundeb”, registra o presidente da CNTE, Heleno Araújo.

Fonte: CNTE

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

A Coreia do Sul, um dos países mais bem-sucedidos no enfrentamento à pandemia de Covid-19, voltou a fechar nesta terça-feira (25) escolas da capital – Seoul – para conter um novo surto da doença. Quase 200 educadores(as) e estudantes foram contaminados nas duas últimas semanas.

O CPERS chama atenção para a discrepância da situação vivida no estado. O referido surto na Coreia contabiliza um total de 3 mil novos casos em 10 dias, entre 12 e 22 de agosto. É o mesmo número de casos registrados em 24h nesta terça no Rio Grande do Sul, que possui um número cinco vezes menor de habitantes.

Aqui, no entanto, o governo Leite (PSDB) planeja abrir as escolas ainda em setembro.

“O surgimento preocupante desde agosto de um enorme número de contágios se traduz em infecções de nossos alunos e de funcionários, quase 200 pessoas nas últimas duas semanas”, afirmou a ministra da Educação, Yoo Eun-hae, segundo reportagem da revista Veja.

▶ Receba notícias do CPERS por whatsapp

O sucesso da estratégia sul-coreana até aqui se deu graças à realização de testes em larga escala, com rastreamento dos contatos das pessoas infectadas e rápido isolamento de casos suspeitos.

É o oposto do que ocorre no Rio Grande do Sul, um dos estados que menos realizou testes por habitante de acordo com levantamento do portal Nexo em julho.

A capacidade estrutural de atendimento com segurança à comunidade escolar também é incomparável.

Em pesquisa realizada pelo CPERS, 92% das equipes diretivas respondentes afirmaram que a sua escola não tem recursos suficientes para investir em estrutura adequada e adquirir os EPIs necessários.

Já 81% afirmam que a escola não tem um número adequado de profissionais de limpeza para realizar a higienização necessária.

Dever de casa

O Sindicato reitera: a solução que o governo tenta construir é equivocada por princípio. É preciso lidar com a pandemia primeiro e, só então, debater um retorno às aulas seguro.

Eduardo Leite sequer foi capaz de fornecer EPIs adequados para as escolas estaduais que operam em regime de plantão para entregar atividades e realizar tarefas administrativas, levando à ocorrência de casos na comunidade escolar apesar da exposição reduzida.

As curvas não apresentaram uma redução expressiva, a dança das bandeiras perdeu o sentido e a transmissão comunitária permanece fora de controle.

Não seremos cúmplices da tentativa de normalizar a morte, a necropolítica que une Bolsonaro, Eduardo Leite e todos que celebram o capital acima da vida.

O governador precisa fazer o seu dever de casa. Nós, nossos estudantes e familiares não seremos cobaias.

Foto de capa: School photo created by jcomp – www.freepik.com 
[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O novo Fundeb, permanente e com mais recursos da União, será votado nesta terça-feira (25) no Senado Federal. Sem o Fundo, que vence no fim deste ano, o ensino público do país pode colapsar, deixando milhões de crianças e adolescentes fora das escolas.

Para ajudar a pressionar os senadores gaúchos pela aprovação do Novo Fundeb, participe das mobilizações virtuais ao longo do dia, como os tuitaços, e faça publicações sobre o tema, sempre usando a tag #AprovaFundebIntegral.

No site Na Pressão, da CUT, você tem acesso às redes dos senadores de todos os estados. Acesse aqui. 

Também preparamos mensagens automáticas para serem enviadas aos senadores gaúchos que ainda não declararam apoio ao texto integral da PEC. Lasier Martins (PODEMOS), em especial, tenta apresentar uma emenda que entrega recursos da educação pública para escolas privadas.

Para mandar a mensagem, basta clicar nos links abaixo:

📲 Lasier Martins 1:
📲 Lasier Martins 2:

📲 Luiz Carlos Heinze 1:
📲 Luiz Carlos Heinze 2:

Mande mensagem também nas demais redes dos senadores(as):

Lasier Martins (PODEMOS)

 

Facebook: https://www.facebook.com/LasierMartinsOficial/
Twitter: https://twitter.com/lasiermartins
Instagram: https://instagram.com/lasiermartins
E-mail: lasier.martins@senador.leg.br

Luis Carlos Heinze (PP)

Facebook: https://www.facebook.com/SenadorHeinze/
Instagram: https://www.instagram.com/senadorheinze/
Twitter: https://twitter.com/SenadorHeinze
E-mail 1: gabineteheinzepoars@gmail.com
E-mail 2: sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br

Mensagem sugerida para envio aos demais senadores:

Senhor(a) Senador(a)
 
Sou um(a) profissional da educação do Rio Grande do Sul e peço para que o Sr. defenda a educação pública aprovando o Novo Fundeb sem alterações, com mais recursos, o mínimo de 70% para a remuneração da categoria e a constitucionalização do CAQ. #AprovaFundeb!

E-mails dos senadores de todos os estados:

sen.acirgurgacz@senado.leg.br
sen.alessandrovieira@senado.leg.br
sen.alvarodias@senado.leg.br
sen.angelocoronel@senado.leg.br
sen.antonioanastasia@senado.leg.br
sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br
sen.carlosviana@senado.leg.br
sen.chicorodrigues@senado.leg.br
sen.cidgomes@senado.leg.br
sen.cironogueira@senado.leg.br
sen.confuciomoura@senado.leg.br
sen.daniellaribeiro@senado.leg.br
sen.darioberger@senado.leg.br
sen.davialcolumbre@senado.leg.br
sen.eduardobraga@senado.leg.br
sen.eduardogirao@senado.leg.br
sen.eduardogomes@senado.leg.br
sen.elizianegama@senado.leg.br
sen.elmanoferrer@senado.leg.br
sen.esperidiaoamin@senado.leg.br
sen.fabianocontarato@senado.leg.br
sen.fernandobezerracoelho@senado.leg.br
Sen.fernandocollor@senado.leg.br
sen.flavioarns@senado.leg.br
sen.flaviobolsonaro@senado.leg.br
sen.humbertocosta@senado.leg.br
sen.iraja@senado.leg.br
sen.izalcilucas@senado.leg.br
sen.jaderbarbalho@senado.leg.br
sen.jaqueswagner@senado.leg.br
sen.jarbasvasconcelos@senado.leg.br
Sen.JaymeCampos@senado.leg.br
sen.jeanpaulprates@senado.leg.br
sen.jorgekajuru@senado.leg.br
sen.jorginhomello@senado.leg.br
sen.josemaranhao@senado.leg.br
sen.joseserra@senado.leg.br
sen.katiaabreu@senado.leg.br
sen.lasiermartins@senado.leg.br
sen.leilabarros@senado.leg.br
sem.lucasbarreto@senado.leg.br
sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br
sen.luizcarlosdocarmo@senado.leg.br
sen.mailzagomes@senado.leg.br
sen.majorolimpio@senado.leg.br
sen.maragabrilli@senado.leg.br
sen.marcelocastro@senado.leg.br
sen.marciobittar@senado.leg.br
sen.marcosdoval@senado.leg.br
sen.marcosrogerio@senado.leg.br
sen.mariadocarmoalves@senado.leg.br
sen.meciasdejesus@senado.leg.br
sen.nelsinhotrad@senado.leg.br
sen.omaraziz@senado.leg.br
sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br
sen.ottoalencar@senado.leg.br
sen.paulopaim@senado.leg.br
sen.paulorocha@senado.leg.br
sen.pliniovalerio@senado.leg.br
sen.randolferodrigues@senado.leg.br
sen.reguffe@senado.leg.br
sen.renancalheiros@senado.leg.br
sen.robertorocha@senado.leg.br
sen.rodrigocunha@senado.leg.br
sen.rodrigopacheco@senado.leg.br
sen.rogeriocarvalho@senado.leg.br
sen.romario@senado.leg.br
rose.freitas@senadora.leg.br
sergio.petecao@senador.leg.br
sen.simonetebet@senado.leg.br
sen.sorayathronicke@senado.leg.br
sen.styvensonvalentim@senado.leg.br
sen.tassojereissati@senado.leg.br
sen.telmariomota@senado.leg.br
sen.vanderlancardoso@senado.leg.br
sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br
sen.wellingtonfagundes@senado.leg.br
sen.wevertonrocha@senado.leg.br
sen.zenaidemaia@senado.leg.br
sen.zequinhamarinho@senado.leg.br

🚨 _*Hoje é dia de #AprovaFundeb!* A batalha pelo futuro da educação pública tem outro episódio decisivo nesta quinta, no Senado. Quem defende_

😱 _Qualquer alteração na PEC leva o projeto de volta para a Câmara. *NÃO PODEMOS RETROCEDER*_

👨🏻‍🏫 *_Como ajudar?_*

📲 _Nós, educadores(as), defendemos a aprovação na íntegra da PEC 26/2020. Contate os deputados federais e defenda *a aprovação do relatório da deputada prof.ª Dorinha da PEC 15/2015 SEM DESTAQUES*._

🤝🏼 _Faça publicações nas redes com as tags *#VotaFundeb, #FUNDEBpraVALER e #FUNDEBcomCAQ*_

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O IPE Saúde informa que o comparecimento em consultas e exames agendados junto aos médicos e demais prestadores é de responsabilidade dos segurados(as).

O não comparecimento ao compromisso causa problemas no sistema da entidade, sobretudo durante a pandemia. Também prejudica o horário de outra pessoa que poderia necessitar do atendimento e os profissionais que aguardam pelo paciente.

▶Receba notícias do CPERS por whatsapp

Respeite o horário marcado em consulta ou exame com os médicos e demais prestadores credenciados do IPE Saúde.

Se estiver com algum sintoma semelhante ao de resfriado ou qualquer tipo de desconforto, não compareça e evite colocar em risco o ambiente ou as pessoas que nele se encontram.

▶ Saiba como está o atendimento do IPE Saúde durante a pandemia. 

Tenha o cuidado de avisar e desmarcar previamente o serviço. A assistência – ou falta dela – também passa pelas atitudes dos segurados(as).

Todos(as) devem fazer a sua parte para que o IPE Saúde possa proteger a vida de seus mais de um milhão de usuários.

* Com informações do IPE Saúde

Leia também: 

▶ Alerta de golpe: usuários do IPE Saúde e Prev recebem falsa oferta de crédito por celular
▶ IPE Saúde cobre exame de Covid-19 apenas em casos hospitalares, pronto atendimento ou tratamento ambulatorial
▶ IPE-Saúde: Confira como está o atendimento durante o período de isolamento
▶ Usuários do IPE Saúde podem solicitar nova via de cartão de forma digital
▶ Segurados do IPE Saúde devem atualizar seus dados de contato
▶ Com telemedicina, IPE Saúde implanta consultas por plataformas digitais

 

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Produção e disseminação de conhecimentos que contribuam para a compreensão do Ensino Médio são os objetivos do observatório que será lançado em um evento virtual nesta quinta-feira (27), às 19h.

Constituído a partir de um expressivo esforço interinstitucional, o Observatório do Ensino Médio do Rio Grande do Sul é um espaço digital, de construção permanente, que busca analisar as especificidades e interfaces pedagógicas, curriculares, políticas e sociais dos anos finais.

Durante o evento será feita a apresentação do site do Observatório, resultado de uma construção coletiva de professores da Educação Básica e Superior no Estado, de estudantes, pesquisadores e de representantes de entidades ligadas à educação.

O lançamento vai contar com a participação do pesquisador e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Gaudêncio Frigotto. O debate, mediado pela professora da UFRGS e da URI Jaqueline Moll, será transmitido pelo canal do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSUL) no YouTube.

O primeiro material produzido pelo observatório já está disponível no site e apresenta resultados de uma pesquisa com jovens do Ensino Médio no Colégio de Aplicação da UFRGS. Confira a matéria aqui

Entidades que participam:

Colégio de Aplicação/UFRGS
Conselho Estadual de Educação
CPERS
Feevale
IFRS
IFSUL
Instituto Federal Farroupilha
Instituto Federal Sul-Riograndense
Metodista-IPA
UFRGS
UFSM
União Metropolitana dos Estudantes Secundários de Porto Alegre – Umespa
Unijuí
Unisc
Unisinos
UPF
URI

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O governo Eduardo Leite (PSDB) orientou diversas escolas estaduais a não realizarem novas matrículas para o segundo semestre letivo da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e em cursos técnicos.

Na manhã desta terça-feira (25), 18 escolas da capital protocolaram uma representação no Ministério Público denunciando a arbitrariedade e pedindo providências.

>> Leia a íntegra do documento aqui.

No documento, diretores(as) e vice-diretores(as) argumentam que reiteradas vezes solicitaram informações sobre o início do segundo período à Secretaria da Educação (Seduc).

Mas a resposta chegou pouco antes do encerramento do 1º semestre, no dia 14 de agosto, com a informação de que não haveria abertura de novas matrículas e vagas para o Ensino Fundamental e Médio de EJAs. A proibição se estende aos Núcleos Estaduais de Educação de Jovens e Adultos (Neejas) e processos seletivos de escolas técnicas.

A não liberação de matrículas impede a criação de turmas novas, reduz carga horária de professores(as), deixa contratados(as) à margem do desemprego e faz com que trabalhadores(as) sejam remanejados para outras escolas sem qualquer organização prévia.

A carta também repudia a política de cancelamento de matrículas para alunos que perderam contato com a escola durante a pandemia, tema que motivou representação do CPERS ao MPRS no início de agosto.

Dezenas de milhares de estudantes, em sua maioria de baixa renda e em situação de vulnerabilidade agravada pela pandemia, serão prejudicados pelas determinações.

“Muitos de nossos alunos são desempregados, que precisam do dia disponível para trabalhar, mas a baixa escolaridade os impede de conseguir algo melhor. Outros, querem voltar a estudar para melhorar suas condições no trabalho”, relata Cirlânia Souza, diretora do Colégio Emílio Massot.

A escola, uma das instituições que assinou o manifesto, atende duas turmas de T7, uma de T8 e uma de T9 – que correspondem ao 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio, respectivamente.

De acordo com Cirlânia, questionada sobre a situação da modalidade na única reunião entre diretores e coordenadoria, a mantenedora informou que as escolas deveriam aguardar pelas orientações.

O Estado, no entanto, impôs a exclusão do ISE, o sistema de controle de matrículas e presença da rede estadual, dos estudantes que não informassem os motivos da ausência.

A circular deixou os alunos temerosos pela perda completa do semestre. “Mesmo esclarecendo e confirmando a validade do período e de que o trabalho dos professores não seria em vão, muitos estudantes desistiram”, afirma a diretora.

A realidade do Colégio Emílio Massot não é muito diferente da EEEM Agrônomo Pedro Pereira, que acolhe 12 turmas da EJA no Ensino Médio e também aderiu à mobilização.

Segundo o vice-diretor da instituição, Isaque Bueno, 5 turmas do T7 serão afetadas pela proibição da Seduc, o que reduz drasticamente a oferta de matrículas. 

Além disso, a medida tem como consequência o fechamento de turmas de EJAs e a redução da carga horária dos colegas professores, algo que deixa o vice-diretor apreensivo. Para ele, o desmonte da modalidade é uma das finalidades do governo Leite (PSDB).

“Nesse momento de crise e de arrocho salarial, vamos ter colegas perdendo a carga horária. Não acho que a mantenedora possa ser condescendente a ponto de manter a quantidade de horas do primeiro semestre”, diz o vice-diretor.

Isaque também alerta para a falta de políticas de assistência aos estudantes durante a crise sanitária. Grande parte dos alunos não têm condições de arcar com equipamentos ou Internet. Com isso, acabam sendo expostos à pandemia para agendar atendimentos presenciais.

“Das 389 matrículas, apenas 30% dos nossos alunos conseguem acessar as plataformas. Uma parcela significativa tem ido às escolas para pegar o material e fazer as atividades em casa”, afirma.

Ameaça de fechamento

A política cruel do governo Leite (PSDB) de enxugamento da rede e desmonte de EJAs e Neejas segue a passos largos em meio à pandemia.

Em junho, a direção do Neeja Menino Deus foi surpreendida por uma notificação da 1ª CRE: a escola deveria entregar as chaves à mantenedora em três dias.

A instituição, que tem cerca de mil e quinhentos estudantes, já vinha sofrendo abalos pelo caos planejado da Seduc. 

Antes, a escola, que há 30 anos funcionava no bairro Menino de Deus, havia sido transferida para o prédio da EEEF Leopolda Barnewitz, na Cidade Baixa. O argumento é de que o antigo espaço deveria ser ocupado pela 1ª coordenadoria.

Em pouco mais de um ano, a instituição novamente teve que ser deslocada. A direção recebeu um ofício da Seduc informando a transferência para o prédio do Neeja Darcy Vargas, que fica na João Pessoa. 

Mas o prédio não oferecia condições adequadas para o aumento do número de professores(as) e alunos(as), e apresentava expressivos problemas estruturais como a interdição do segundo andar pela degradação do telhado.

“É um prédio condenado, que não pode ser totalmente utilizado e que também não tem espaço físico para os estudantes do Neeja Menino de Deus, seus mais 41 docentes e administrativo”, afirma Guilherme Reichwald Jr., diretor do Fórum de EJAs do Rio Grande do Sul (FEJARS). 

O FEJARS entrou com uma ação na justiça alegando a inviabilidade da transferência do Neeja Menino de Deus para a João Pessoa.

Após a pressão, a Seduc notificou a realocação da escola para o colégio Júlio de Castilhos, o Julinho, no dia 15 de agosto.

Contudo, o temor pelo fechamento do Neeja Menino de Deus ainda paira sobre a direção, professores(as), funcionários(as) e estudantes, já que a instituição continua sem um prédio próprio.

Precarizar para privatizar

Em janeiro, uma escola no bairro Jardim Carvalho, em Porto Alegre, deixou de ofertar a EJATrata-se do Instituto Estadual Professora Gema Angelina Belia, que oferecia quatro turmas noturnas, do 6º ao 9º ano.

A escola mantinha 180 alunos da modalidade à noite. Algumas turmas menores foram para o período da tarde, mas os demais alunos tiveram que ir atrás de outras alternativas. Já os professores precisaram pedir transferência.

A política de fechamento de EJAs e Neejas não é uma peculiaridade do governo Eduardo Leite (PSDB). O projeto de enxugamento da rede foi iniciado ainda pelo governo Sartori (MDB). A Porto Alegre de Marchezan (PSDB) terceirizou a EJA em parcerias com entidades privadas.

Os ataques ferem o direito constitucional de acesso universal à educação de qualidade, corrobora para a evasão escolar, agrava a defasagem e a distorção idade-série e contraria a Lei de Diretrizes e Bases (LDB).

O professor Cirilo Fronza, do Neeja Aprendendo a Aprender, de Frederico Westphalen, conta que a instituição também ofertava EJA. Mas, em 2016, após o primeiro ano de gestão do governo Sartori, a opção foi extinta.

Para o educador, a intenção do Estado é privatizar a modalidade de ensino, priorizando apenas o interesse do empresariado, e não do alunado. 

“A privatização não é para melhorar, é para transferir recursos públicos para empresas. Eles vão ter uma mão de obra mais barata e vão qualificar essa mão de obra conforme as suas necessidades”, pontua.

Para Bárbara Zandoná, professora e coordenadora pedagógica da Escola Antônio João Zandoná, de Barra Funda, que atende também EJAs da região, qualquer movimento para acabar com a modalidade significa negar o acesso e o direito à educação a esses alunos. 

“Essas pessoas já sofreram muito e hoje encontram espaço para aprender e se tornar sujeito da própria história. Negar o acesso ao ensino a esses estudantes é inconstitucional”, afirma Bárbara.  

Conforme Lucia Camini, pedagoga e doutora em Educação pela UFRGS e integrante do Conselho Estadual de Educação, se o governo fizesse a sua parte, os dados de violência e desigualdade social não seriam tão altos no estado. “Por isso defendemos a EJA, porque pessoas que não tiveram acesso à educação, posteriormente, são capturadas pela violência e pelo tráfico”, explica.

“A EJA também tem como objetivo tentar corrigir graves discrepâncias sociais que geram consequências maiores, que incluem a marginalização”, assevera a diretora do Departamento de Educação do CPERS, Rosane Zan. 

O CPERS segue na luta contra o desmonte das EJAs, Neejas e o conjunto da educação pública no Rio Grande do Sul. “O governo Leite não respeita as diretrizes dessa modalidade e cabe a nós fazermos a luta de resistência contra os ataques de fechamento de turmas e mesmo de postos de trabalho para os educadores e educadoras”, afirma a diretora.

Também pela manhã, as escolas que protocolaram a representação participaram de uma audiência da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa sobre o tema. Confira a íntegra da sessão abaixo.

>> Leia também:

> Ensino híbrido acirra desigualdades e prepara terreno para demissões e privatização}
> CPERS denuncia política de cancelamento de matrículas ao Ministério Público
> Exclusão: um mês após adoção, quase 300 mil alunos não acessaram o Google Classroom
> Educação vigiada: governo entrega dados de 900 mil gaúchos à exploração de multinacionais
> Podcast Contraturno debate gestão democrática, pandemia e resistência no chão da escola
> A rede estadual de educação não precisa de caridade, mas de investimentos públicos e valorização

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Na tarde desta segunda-feira (24), a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa realizou um webinário para debater a avaliação funcional, a qualidade da educação e as metas dos Planos de Educação Nacional, Estadual e Municipal (PNE, PEE e PME).

A presidente da Comissão, deputada Sofia Cavedon, abriu o encontro destacando a necessidade de repensarmos as formas de avaliação da educação.

“Convocamos esse webinário porque entendemos que precisamos ampliar nossa visão de avaliação. Precisamos de políticas de estado que ultrapassem governos e que definam parâmetros reais para a educação e a própria carreira dos educadores”. 

Um dos principais pontos debatidos no encontro foi o Plano Nacional de Educação (PNE). 

Em vigência desde 2014, o PNE estabelece diretrizes, metas e estratégias para os próximos dez anos da educação brasileira. Seu objetivo é oferecer uma educação com mais qualidade e acessível para toda população, mas a realidade do ensino no Brasil é bem diferente da proposta e as dificuldades se intensificaram durante a pandemia.

Para o professor da Faculdade de Educação da USP e membro da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, o PNE é o norteador das políticas nacionais, mas sua agenda está prejudicada por diversos fatores, como a Emenda Constitucional n.º 95, que estabelece um teto para os gastos públicos por 20 anos. 

“O PNE afirma a agenda fundamental da educação, não só por parte da União, mas dos estados e municípios. Ocorre que o teto de gastos  inviabiliza sua agenda, porque para coloca-lá em prática é preciso esforço público no investimento da educação”.

Daniel afirma que o PNE foi um grande avanço, mas que não basta para atender às necessidades do país.

“O PNE foi construído com enorme participação social, mas ele desconsidera que o cidadão não vive só com educação básica, ele precisa de saúde, de renda, por isso precisamos lutar contra o teto dos gastos”.

O professor ainda destaca a importância de debater o PNE no contexto do Novo Fundeb que será votado nesta teça-feira (25), no Senado. 

“A gente está vivendo na pauta do Fundeb a base para a realização do PNE, talvez não o atual, mas a partir de 2025. Porque com mais recursos de complementação, mais redes públicas serão beneficiadas, com maior potencial de atingir as metas do Plano Nacional de Educação”.

▶ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

Outro importante debate promovido pelo encontro foi quanto à importância de refletir sobre os métodos de avaliação institucional da educação.

A professora e coordenadora do Núcleo de Estudos de Política e Gestão da Educação da UFRGS, Maria Beatriz Luce, realizou uma apresentação sobre o tema com outros membros do núcleo. 

Para a professora, no atual contexto da pandemia se fala muito em voltar como era antes, mas o que precisamos é repensar as políticas de educação nacionais. 

“É na excepcionalidade da pandemia que precisamos produzir conhecimento sobre as nossas concepções de sociedade e de educação para planejar outro mundo possível. Agora com as eleições, precisamos lembrar que os planos de educação precisam estar na pauta”. 

O grupo apresentou um estudo sobre o SEAP – Sistema Estadual de Avaliação Participativa, programa desenvolvido no governo Tarso e que buscava democratizar a qualidade do ensino com seis dimensões e cinquenta indicadores, possibilitando às CREs e a SEDUC realizar uma reflexão sobre as ações e condições do processo de ensino-aprendizagem na Rede Estadual de Ensino. 

Hoje, o que se impõe é uma avaliação que não acompanha a expansão do acesso e a melhoria da qualidade do ensino, como o IDEB, que é calculado com base no aprendizado dos alunos em português e matemática.

Uma das metas do PNE, garantir o aprendizado adequado na idade certa, toma como referência as médias nacionais do IDEB, mas ainda assim o que se percebe são escolas com alto índices, mas em sua maioria, abandonadas pelo Poder Público. 

Durante a apresentação do grupo ainda foi levantada uma discussão quanto a participação de instituições no processo de pensar a educação no Rio Grande do Sul. 

Segundo a doutoranda em Educação pela UFRGS, Ângela Both Chagas, é preciso questionar quem realmente faz a política de educação no Estado.

“Com a pandemia foram desenvolvidas matrizes de referência do novo Ensino Médio, elaboradas com a curadoria da Fundação Lemann. A participação dessas instituições tem o objetivo de entregar uma receita de bolo pronta para os educadores, sem contribuição da comunidade e sem considerar as realidades”. 

A diretora do Departamento de Educação do CPERS, Rosane Zan, contextualizou a realidade do Rio Grande do Sul neste cenário. 

“Aqui no estado o governo não esta fazendo esse processo de ensino remoto de graça. Há todo um plano subjacente. Estamos vendo o avanço dessas parcerias e precisamos ficar de olho para que essa imposição das tecnologias, não que elas não sejam importantes, abra caminho para a privatização da educação”. 

A diretora ainda complementa: “É necessário mais do que nunca defender a escola pública, laica e democrática, com autonomia da escola para uma gestão de qualidade”. 

Sofia Cavedon encerrou o encontro dizendo que há intenção na comissão de criar uma subcomissão para tratar do tema da avaliação, com a intenção de ajudar as escolas. 

“As imposições que se colocam nas instituições obedecem um projeto e um modelo. Aqui no Rio Grande do Sul, nós temos um governo do PMDB que só retira do financiamento da educação. E esse é um problema seríssimo, porque daí tu ficas num modelo que só prepara para testar, centrado na meritocracia”.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Em plena pandemia, o governo Eduardo Leite (PSDB) trabalha para dar fim aos 57 anos de história da EEEF Estado do Rio Grande do Sul, uma das poucas instituições da rede estadual ainda localizadas na região central de Porto Alegre. Mas a comunidade escolar resiste.

Nesta segunda-feira (24), educadores(as), pais e estudantes realizaram um ato em frente ao prédio para denunciar a intenção da Secretaria da Educação, que cobiça o prédio para instalar – segundo a informação oficial – um centro de atendimento a moradores(as) de rua.

A Seduc pediu as chaves e orientou a direção a realocar o atendimento para a escola Parobé. “Assumi em 2016, quando o governo Sartori já tentava fechar as portas da nossa escola. A comunidade é contra a saída. Resistimos antes e vamos resistir novamente”, afirma a diretora Elisa Santana.

Segundo ela, não há condições de mudança para a escola vizinha pois a Parobé atende o Ensino Médio e carece de estrutura para suprir as necessidades do público da Rio Grande do Sul, composto por estudantes do Ensino Fundamental.

Pais, estudantes e profissionais estão indignados com a ordem do Estado e se esforçam para compreender os motivos, uma vez que a escola é reconhecida pela qualidade de ensino.

“Minhas duas filhas estão aqui desde o 1º ano e eu não tenho queixa alguma. É uma escola de excelência. Não queremos perder este espaço e não vamos perder”, protesta Carla, mãe da Valentina, aluna do 7ª ano, e Rebecca, do 6º.

A professora Eneida Maria de Freitas se emociona ao defender a permanência da instituição. “Meus filhos estudaram aqui. Meu neto estuda aqui. Eu trabalho aqui há mais de 10 anos. É uma comunidade muito unida e acabar com uma escola como esta é uma atitude insensível, sem cabimento”, relata.

Para Edson Garcia, 2º vice-presidente do CPERS, a mobilização demonstra a importância da escola para as famílias do entorno.

“Esta é uma escola que tem tradição no oferecimento do Ensino Fundamental e do EJA Fundamental. Aliás, no Centro é a única escola que oferece esta modalidade de EJA. É uma escola bem localizada, cujas crianças não precisam atravessar a perimetral para acessar. Nós já defendemos esta escola em outras oportunidades e vamos todas as medidas necessárias para assegurar que esta escola não seja fechada. É inadmissível que o Estado se aproveite da pandemia para executar seu projeto de precarização, ignorando a qualidade do ensino oferecido e os laços da comunidade”, salienta.

A merendeira Raíssa trouxe a família para o ato. “Acho um absurdo o fechamento da escola. Somos uma das únicas da região central que permanece aberta e temos muitas crianças, adolescentes e o EJA. São vidas que não sabemos para onde vão. Não tem sentido”, lamenta.

O CPERS trabalha em conjunto com a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa para pressionar o Executivo e impedir o fechamento da escola.

O Sindicato considera a ameaça do governo Leite mais um ataque alinhado à política de enxugamento da rede, que se manifesta de forma continuada com a tentativa de fechar turnos, turmas e escolas em todo o Rio Grande do Sul.

A comunidade também organiza um abaixo-assinado. Preencha e ajude a escola a resistir! 

▶ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

 

Leia também:

Ensino híbrido acirra desigualdades e prepara terreno para demissões e privatização}
 CPERS denuncia política de cancelamento de matrículas ao Ministério Público
▶ Exclusão: um mês após adoção, quase 300 mil alunos não acessaram o Google Classroom
▶ Educação vigiada: governo entrega dados de 900 mil gaúchos à exploração de multinacionais
▶ Podcast Contraturno debate gestão democrática, pandemia e resistência no chão da escola
▶ A rede estadual de educação não precisa de caridade, mas de investimentos públicos e valorização

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES