Enquanto a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 32, que trata da reforma Administrativa, avança na Câmara dos Deputados, servidores de todo o país traçam estratégias para aumentar a pressão nos parlamentares integrantes da Comissão Especial da Casa que analisa o mérito da proposta.

> Saiba como a Reforma Administrativa ataca funcionários e professores, na ativa e aposentados

Confira os deputados do seu estado, da sua cidade e pressione. Há três parlamentares gaúchos: Alceu Moreira (MDB), Marcelo Moraes (PTB) e Osmar Terra (MDB).

Além de pedir votos contrários à PEC, educadores devem provocar vereadores e vereadoras a requererem a convocação de audiências públicas nas Câmaras Municipais para discutir com a sociedade os prejuízos da “Reforma” Administrativa, não só para os servidores e servidoras públicas, mas principalmente para as populações dos municípios.

Confira aqui a lista dos deputados da Comissão

Leia aqui a íntegra da matéria da Confetam

Fonte: Deborah Lima – Confetam

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Dados do Atlas do Estado Brasileiro do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) derruba ideia de que servidores públicos são marajás e destrói o argumento usado por governos que querem acabar com políticas públicas para os mais vulneráveis e com os serviços públicos, que a grande maioria dos brasileiros precisa e depende em áreas como saúde e educação, entre outras.

De acordo com o estudo, que analisou dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2019, os servidores que ganham acima de 30 mil são juízes, promotores, desembargadores, ministros e o Presidente da República. Mas, a média salarial dos servidores de todo é de apenas R$ 2.727 porque a maioria é formada por profissionais que atuam nos municípios onde são pagos os mais baixos salários do setor.

A pesquisa mostra que, dos 11,5 milhões de vínculos de trabalho no funcionalismo público do Brasil, em 2018, metade dos servidores do país ganhava em média R$ 2.727. Um quarto (25%) recebia até R$ 1.566. Ou seja, menos do que o salário mínimo que o Dieese diz que é necessário para manter uma família de quatro pessoas, hoje calculado em R$ 5.330,69.

“Os salários mais altos estão restritos a um pequeno grupo, mas o funcionalismo público é tratado como se esse fosse o perfil dominante”, diz o pesquisador do Ipea, Félix Lopes, coordenador do estudo.

E são esses profissionais, que hoje estão na linha de frente do combate à pandemia do novo coronavírus arriscando suas vida, ou enfrentando escolas sem segurança para dar aula as crianças, que políticos como o ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello (Pros- AL) perseguiu dizendo que ia combater os “marajás” , seu mote de campanha para a Presidência da República de 1989.

Atualmente, com Jair Bolsonaro (ex-PSL) no comando do país, os ataques aos servidores e ao serviço público voltaram com mais força . O ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, chegou a chamar os servidores de parasitas e, para combatê-los elaborou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa que, na verdade acaba com o serviço público no Brasil.

Mas, o que os governos liberais tentam esconder da população é que suas campanhas têm por detrás interesses econômicos muito fortes do mercado financeiro, que querem abocanhar setores importantes que hoje estão sob a administração do Estado, como saúde e educação. Imagine como seria o atendimento da população durante a pandemia da Covid-19 se não houvesse o Sistema Único de Saúde (SUS)?

Essa reforma tem tripla característica, que são a destruição dos direitos básicos, precarização dos trabalhadores e trabalhadoras e a destruição do serviço público no país, afirma o técnico da Justiça Federal em Salvador, Bahia, Cristiano Cabral.

“A lógica deste governo é atacar os direitos básicos para minar as condições de organização e luta. Uma prova foi a tentativa de Guedes, no ano passado, de cortar a consignação paga pelos servidores aos sindicatos justificando que as medidas que ele quer tomar têm a resistência dos sindicalistas e que não era razoável eles terem uma forma de financiamento”, ressalta Cristiano, que é servidor desde 2005 e é formado em Direito.

“As castas dentro da estrutura do aparelho público dialogam com as castas da sociedade para manter os lucros dos ricos às custas dos trabalhadores. É uma estrutura que se reproduz dentro do setor público para manter privilégios de uma minoria” – Cristiano Cabral

A maioria dos servidores ganha salários baixos. Confira

Apesar do vasto campo de atendimento do serviço público, a ideia de que os servidores ganham mais do que merecem e que todos pertencem a uma casta de privilegiados cai por terra ao serem analisados os valores dos salários da grande maioria e os percentuais de quem realmente tem um super salário, como mostrou a pesquisa do IPEA.

Félix Lopes, coordenador do estudo, disse que a maioria do funcionalismo está nos municípios, onde os salários são mais baixos: 6,51 milhões. Os servidores estaduais são 3,45 milhões e a minoria, 938,71 mil são servidores federais. A maioria dos servidores dos três entes: município, estados e União trabalham no Executivo.

“Seis em cada 10 servidores trabalham nos municípios, três em cada 10 nos estados, e somente 8% são servidores federais”, diz Félix.

Ao explicar um número maior de servidores municipais, o pesquisador lembra que o crescimento de 400% no funcionalismo municipal se deu a partir da Constituição Cidadã, de 1988, que universalizou o serviço público, fazendo com que os municípios passassem a ser responsáveis por uma gama de atendimentos gratuitos à população, e por isso precisaram contratar mais professores, médicos, enfermeiros, entre outras categorias.

“O crescimento se deu por causa da necessidade de universalizar as políticas públicas que a Constituição determina”, afirma Félix.

Diferenças salarias entre servidores

A pesquisa do Ipea também mostra as diferenças entre os salários dos servidores entre os entes federativos e os poderes. Servidores municipais do Executivo ganham menos que os estaduais e os federais. Eles também ganham menos que os servidores do Legislativo e do Judiciário tanto estadual como federal.

Em geral, as médias salariais dos servidores são:

Executivo Municipal: R$ 2.970 mil

Legislativo Municipal R$ 4.238 mil

Executivo Estadual: R$ 4.810 mil

Legislativo Estadual: R$ 7.685 mil

Legislativo Federal: R$ 9.298 mil

Executivo Federal: R$ 9.438 mil

Judiciário Estadual: R$ 10.195 mil

Judiciário Federal: R$ 15.274 mil

No cômputo geral, a pesquisa mostra que quanto maiores os salários, menor é o número de servidores públicos dos três entes que ganham esses valores. Como a maioria dos servidores se concentra nos municípios e eles ganham menos, a média salarial da categoria no país é de R$ 2.727.

Confira os percentuais de maiores e menores remunerações:

Faixa salarial de servidores do Executivo Municipal, Estadual e Federal

A pesquisa mostra que ganham até R$ 2,5 mil, 58,13% dos servidores municipais; 31,87% dos estaduais e os federais respondem a 9,66%.

Já quem ganha de R$ 2,5 mil a R$ 5 mil são 28,97% dos municipais; 35,38% dos estaduais e do Executivo Federal: 20,34%.

A maior remuneração acima de R$ 30 mil é paga a 0,03% dos servidores municipais; a 0,24% dos estaduais e 1,95% dos federais.

Faixa salarial dos servidores do Legislativo Municipal, Estadual e Federal

No serviço público do Legislativo ganham até R$ 2,5 mil, 46,40% dos servidores municipais; 26,64% dos estaduais e os federais respondem por 19,65%.

Já quem ganha de R$ 2,5 mil a R$ 5 mil são 27,83% dos municipais; 35,38% dos estaduais e do Executivo Federal: 24,34%.

A pesquisa mostra que no Legislativo a maior remuneração acima de R$ 30 mil é paga a apenas 0,25% dos servidores municipais; a 1,54% dos estaduais e 4,24 % dos federais.

Apesar dos maiores ganhos ser no Judiciário, dentro da própria categoria há enormes diferenças salarias, o que demonstra mais uma vez que uma pequena casta é favorecida com altas remunerações.

A pesquisa do IPEA mostra que no Judiciário Estadual ganham até R$ 2,5 mil, 3,48%. No Judiciário Federal este índice sobe para 6,31%

Já quem ganha de R$ 2,5 mil a R$ 5 mil são 11,82% dos estaduais e 1,89% no Judiciário Federal.

Os mais altos salários acima de R$ 30 mil são pagos a 2,56% dos servidores do Judiciário Estadual e a 1,34% do Federal.

Em sua pesquisa, Félix Lopes deixou de fora os salários pagos aos terceirizados. Ele também excluiu os chamados “penduricalhos” que, muitas vezes, aumentam as remunerações de juízes e procuradores acima do teto do funcionalismo de R$ 39,2 mil.

Para acessar a tabela completa dos salários dos servidores da pesquisa do IPEA, clique aqui.

Judiciário, ponto fora da curva?

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que no Brasil há pouco mais de 18 mil juízes e os servidores do Judiciário federal e estadual somam 276 mil.

Apesar do teto de R$ 39,2 mil, o próprio CNJ reconhece que a média salarial, dos juízes está em R$ 52.445 mil com os “penduricalhos” composto por diárias, indenizações, gratificações e auxílios.

“Entre os valores de quem ganha mais e os de quem ganha menos há um abismo muito grande”, diz o servidor do Tribunal de Justiça de Sergipe, Plinio Pugliese.

Segundo ele, juízes de qualquer Vara da Justiça recebem em média R$ 35 mil, o que daria para pagar até 90% dos salários de todos os demais servidores daquele local.

O servidor, que é secretário de comunicação da CUT/SE, diz que em seu estado os salários dos desembargadores chegam a R$ 35.462; os juízes ganham em torno de R$ 33. 689 mil, fora os penduricalhos, enquanto os técnicos judiciários recebem vencimentos em torno de R$ 3.230, acrescidos de auxilio alimentação e saúde. Os analistas com nível superior recebem em torno de R$ 5.301 também acrescidos de auxílio alimentação e saúde.

“No serviço público nacional quem ganha o teto são ministros do STF. Bolsonaro inclusive, furou o teto e de alguns ministros” – Plínio Pugliese

Leia mais: Bolsonaro aumenta o próprio salário, enquanto renda dos brasileiros só diminui

Ataques aos servidores faz parte de campanha pela reforma Administrativa

O maior ataque ao funcionalismo público com o velho discurso de que todos os servidores são marajás e por isso precisam perder “ privilégios” está contido na PEC nº 32 que Bolsonaro enviou ao Congresso Nacional.

“No texto da reforma estão excluídos a cúpula de servidores, de autoridades que recebem supersalários, o que mostra que o caráter do projeto do governo federal é apenas prejudicar os servidores públicos que ganham menos, que não compõem a elite, que é privilegiada e vai continuar sendo”, critica Plínio Pugliese, servidor do Judiciário estadual de Sergipe.

Mas, segundo ele, independentemente de incluir os altos salários, como querem alguns deputados, os servidores CUTistas repudiam a reforma Administrativa como um todo”, afirma Plínio, que é também secretário de Comunicação da CUT/SE.

Leia mais: Presidente da Câmara quer acelerar votação da reforma Administrativa

(CU Brasil, Rosely Rocha com edição: Marize Muniz, 14/06/2021)

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Clique aqui para baixar o modelo de moção

Elaboramos um modelo de Moção de Apoio à reposição salarial dos educadores(as) a ser levado e protocolado na Câmara Municipal da sua cidade.

Vamos para cima dos vereadores para exigir justiça e salário digno.

Converse, fale sobre a situação de miséria da categoria, os sete anos de salários congelados e as perdas que chegam a quase metade do poder de compra desde 2014.

A hora é agora; se a Reforma Administrativa de Bolsonaro for aprovada ou o governo Leite assinar o Regime de Recuperação Fiscal, não haverá qualquer reposição por anos a fio.

Os vereadores podem pressionar o Piratini e as bancadas dos seus partidos na Assembleia Legislativa por uma solução.

A pressão permanente a lideranças políticas locais e estaduais foi uma das deliberações do Conselho Geral do CPERS.

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A partir do próximo dia 22, a categoria volta à Praça da Matriz para exigir – em vigília todas as terças-feiras – reposição salarial e o pagamento dos salários cortados por Eduardo Leite (PSDB) durante a greve de 2019.

Já no dia 19, o CPERS se soma aos atos pelo Fora Bolsonaro, que devem ocupar as ruas do país, e convoca os educadores(as) a se engajarem na luta.

Reunido na última terça-feira (8), o Conselho Geral do CPERS debateu e construiu uma nova agenda para fazer frente aos desafios do período dramático vivido pela categoria, com foco na valorização salarial e no embate contra a Reforma Administrativa.

“Sabemos que o governo de Eduardo Leite trabalha assinar um acordo de negociação das dívidas com o governo federal. Se isso for assinado por ele, ficaremos nove anos sem reajuste”, explica a presidente Helenir Aguiar Schürer. 

A estratégia para superar o congelamento salarial – que já se prolonga por seis anos – passa por pressionar Câmaras de Vereadores em todo o estado, obtendo moções de apoio em meio às bases eleitorais de deputados e do governo Leite.

No âmbito federal, o avanço das discussões sobre a Reforma Administrativa de Bolsonaro e Guedes no Congresso, coloca a categoria em alerta.

“São inúmeros os prejuízos caso ela seja aprovada: não teremos a garantia da nossa estabilidade, não haverá paridade dos ativos com os aposentados, além da proibição do concurso público e fim dos planos de carreira, entre outros ataques”, afirma Helenir.

Nesta quinta-feira (10), o Sindicato promove uma live para explicar, em detalhes, como a Reforma Administrativa afeta a vida funcional da categoria e coloca em risco a própria existência dos serviços públicos. A transmissão começa às 18h, nas redes do CPERS.

As propostas aprovadas pelo Conselho também envolvem a defesa dos empregos de contratados(as), a realização de Concurso Público ainda no segundo semestre, denunciar a carência de quadros de limpeza e higienização nas escolas e a exigência de veto ao projeto de Educação Domiciliar.

Confira a íntegra das propostas:

1. Continuar e Fortalecer a Campanha Contra a Reforma Administrativa;

2. Realizar Seminário Virtual sobre o tema “Reforma Administrativa”, no dia 10 de junho, às 18h, através das páginas oficiais do CPERS/Sindicato;

3. Envolver toda a base de trabalhadoras/es da educação em uma Campanha
Virtual contra a Reforma Administrativa, a exemplo das ações Pró-Fundeb;

4. Participar dos Atos “Fora Bolsonaro” no dia 19 de junho;

5. Exigir a realização de Concurso Público e nomeção ainda no segundo
semestre de 2021;

6. Continuar acompanhando o Calendário de Lutas apresentado pela CNTE,
como já deliberado;

7. Continuar a cobrança por Reposição Salarial, proporcionalidade dos
triênios, convocações e promoções;

8. Realizar Vigílias na Praça da Matriz às terças-feiras com a participação de 5(cinco) Núcleos por semana, lutando pelo pagamento dos dias parados de greve e reposição salarial;

9. Realizar visitas aos gabinetes da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul e das Câmaras Municipais (representantes dos Núcleos), com a seguinte pauta: luta pelo pagamento dos dias parados de greve e reposição salarial;

10. Exigir o pagamento dos dias parados da greve e o abono das faltas;

11. Exigir do Governo do Estado que não realize demissões de trabalhadores/as contratados/as, respeitando a renovação conquistada até o ano de 2023;

12. Denunciar, entrar com ADI e fazer pressão para que o Governo Leite vete o PL aprovado na ALERGS, que trata do “homeschooling”;

13. Consultar o Banrisul quanto a possibilidade de concessão de uma linha de crédito, a custo bem acessível, para a aquisição de notebooks e equipamentos para a realização das aulas on-line;

14. Denunciar a falta de funcionários(as( nas escolas para a realização de limpeza e higienização.

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Atenção! Não caia em golpes. Estelionatários, fazendo-se passar por advogados da Assessoria Jurídica do CPERS, estão tentando extorquir dinheiro da categoria por Whatsapp e ligações telefônicas.

O Escritório Buchabqui & Pinheiro Machado jamais entrará em contato com você por números desconhecidos ou exigirá transferências bancárias ou pagamento de boletos.

Contate o escritório pelo número 51 3073.7512

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Aprovado por 28 votos a 21 em sessão da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (8), o PL 170 autoriza a educação domiciliar no Rio Grande do Sul, de autoria do deputado Fábio Ostermann (NOVO).

Trata-se de um ataque frontal à escola como um ambiente de aprendizagem e de proteção de crianças e adolescentes, que subverte o dever do Estado em prover educação e poderá ter graves consequências para a sociedade.

Exigimos o veto total ao projeto, que atende à agenda de uma minoria e coloca em risco os esforços de garantir educação pública, universal e de qualidade.

Abaixo, listamos oito razões para dizer NÃO à Educação Domiciliar

1. COMPROMETE O DIREITO DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES À CONVIVÊNCIA SOCIAL E AO ACESSO A CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS E HUMANÍSTICOS E VISÕES DE MUNDO

Para além daquelas defendidas pelas doutrinas religiosas e políticas de suas famílias. Esse direito foi reafirmado pelo Parecer nº 34/2000 da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação(CEB/CNE) e pelas decisões históricas do Supremo Tribunal Federal em julgamentos de 2020, referentes a ações que tratam de leis inspiradas pelo movimento Escola sem Partido. As crianças e adolescentes não são propriedades de suas famílias

2. OCULTA E AUMENTA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E A EXPLORAÇÃO SEXUAL

A não obrigatoriedade de frequência à escola inviabiliza a identificação e encaminhamento de casos e amplia as possibilidades de ocorrência de violência doméstica e sexual. Cerca de 70% dos autores de agressões contra crianças e adolescentes são integrantes da família. Em 2020, durante o isolamento social e o fechamento de escolas, acarretados pela pandemia, o Brasil atingiu o maior número de denúncias de violência contra crianças e o adolescentes desde 2013 por meio do Disque 100. Foram 95.247 denúncias, uma média de 260 novos casos a cada dia. A educação domiciliar não protege as crianças e adolescentes da violência.

3. AUMENTA A INSEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL

A pandemia evidenciou o papel da escola como a política pública mais capilar e cotidiana, estratégica para o acesso a outros direitos e o enfrentamento das desigualdades. O Programa Nacional de Alimentação Escolar é uma das mais relevantes políticas voltadas à garantia do Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas via escola. Para muitos estudantes, é na escola que se faz a única ou a principal refeição do dia.

4. ROMPE COM A POLÍTICA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva foi uma conquista pela igualdade ao acabar com a segregação de estudantes em escolas e classes especiais prevendo como um direito das crianças e adolescentes com deficiência a frequência às escolas regulares. A aprovação da modalidade da educação domiciliar pode favorecer que crianças com deficiência sejam retiradas da escola e, com isso, do convívio social, ou, ainda, legitimar que instituições recusem a matrícula desses estudantes.

5. APROFUNDA AS DESIGUALDADES EDUCACIONAIS

A educação domiciliar não é uma alternativa viável para a maioria da população brasileira, já que requer condições de funcionamento indisponíveis em boa parte dos lares. Trata-se, assim, de um projeto elitista, sem interesse coletivo e com baixa demanda social. A escola é o local de oportunidades igualitárias para novas aprendizagens, de interação e respeito às diversidades.

6. ESTIMULA A EVASÃO ESCOLAR

Como forma de combater a evasão, a estrutura escolar prevê o acompanhamento e a busca ativa de estudantes com queda de frequência. Já a educação domiciliar aumentará o distanciamento entre estudantes e Estado, dificultando a identificação de evasão e a implementação de estratégias de busca ativa. Segundo pesquisa do Conselho Nacional de Juventude (2020), 28% dos jovens que evadiram em decorrência da pandemia não pretendem retomar os estudos quando houver retorno presencial. Neste contexto de aumento de evasão, a prioridade de alocação de recursos e pessoal deve ser o fortalecimento das escolas públicas e das políticas de busca ativa, não um distanciamento ainda maior Estado-estudante.

7. FRAGILIZA A DEMOCRACIA E A CIDADANIA

A pandemia evidenciou a importância da escola e dos espaços de socialização de crianças e adolescentes. A escola é um espaço fundamental para a construção de uma sociedade democrática ao possibilitar o convívio social. É nela que estudantes aprendem a reconhecer e respeitar as diferenças e a conhecerem outras visões de mundo. Privar crianças e adolescentes do direito à escola é restringir o exercício da cidadania.

8. ONERA OS COFRES PÚBLICOS PARA UMA BAIXA CAPACIDADE DE ATENDIMENTO DE DEMANDA

A educação domiciliar não pode ser encarada como economia aos cofres públicos. Sua regulamentação demanda uma estrutura de avaliação e de fiscalização de ambientes domésticos, com difícil capilaridade e alto custo para o Estado. Regulamentar a educação domiciliar demandará provisionar recursos para o custeio da sua operacionalização: acompanhamento de matrículas, aplicação de avaliações externas, contratação de supervisores, além de novas demandas não dimensionadas para conselhos tutelares e escolas. Trata-se de situações não mensuradas nos projetos em debate no Congresso e sequer passíveis de solução dentro da constitucionalidade.

Confira quem votou a favor e contra o PL 170

Votos favoráveis :

  • Rodrigo Maroni (PMB)
  • Aloisio Clasmann (PTB)
  • Elizandro Sabino (PTB)
  • Luís Augusto Lara (PTB)
  • Eric Lins (DEM)
  • Dr. Thiago Duarte (DEM)
  • Adolfo Brito (PP)
  • Ernani Polo (PP)
  • Frederico Antunes (PP)
  • Marcus Vinícius (PP)
  • Sérgio Turra (PP)
  • Ruy Irigaray (PSL)
  • Tenente Coronel Zucco (PSL)
  • Vilmar Lourenço (PSL)
  • Fran Somensi (Republicanos)
  • Sérgio Peres (Republicanos)
  • Gaúcho da Geral (PSD)
  • Beto Fantinel (MDB)
  • Carlos Búrigo (MDB)
  • Tiago Simon (MDB)
  • Vilmar Zanchin (MDB)
  • Mateus Wesp (PSDB)
  • Elton Weber (PSB)
  • Franciane Bayer (PSB)
  • Fábio Ostermann (Novo)
  • Giuseppe Riesgo (Novo)

Votos contrários

  • Edegar Pretto (PT)
  • Fernando Marroni (PT)
  • Jeferson Fernandes (PT)
  • Luiz Fernando Mainardi (PT)
  • Pepe Vargas (PT)
  • Sofia Cavedon (PT)
  • Valdeci Oliveira (PT)
  • Zé Nunes (PT)
  • Eduardo Loureiro (PDT)
  • Gerson Burmann (PDT)
  • Juliana Brizola (PDT)
  • Luiz Marenco (PDT)
  • Luciana Genro (PSOL)
  • Neri O Carteiro (Solidariedade)
  • Kelly Moraes (PTB)
  • Issur Koch (PP)
  • Clair Kuhn (MDB)
  • Gilberto Capoani (MDB)
  • Faisal Karam (PSDB)
  • Pedro Pereira (PSDB)
  • Zilá Breitenbach (PSDB)
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Atenção! Estão abertas as inscrições de chapas para a 2ª etapa das #EleiçõesCPERS2021.

Saiba como se inscrever o vídeo abaixo!

A segunda etapa do processo eleitoral ocorre nos dias 29 e 30 de junho de 2021 com a votação dos Representantes 1/1000, Representantes Estaduais de Aposentados, Representantes de Aposentados dos Núcleos e Representantes Municipais. 

Clique aqui para acessar as principais informações desta segunda etapa e participar ativamente do processo democrático da entidade.

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A Comissão Eleitoral, no uso de suas atribuições, homologa o resultado das Eleições para Diretoria Central e das Diretorias dos 42 Núcleos do CPERS/Sindicato, realizadas nos dias 26, 27 e 28/05/2021.

Nos dias 29 e 30 de junho de 2021 ocorre a segunda etapa do processo eleitoral, com a votação dos Representantes 1/1000, Representantes Estaduais de Aposentados, Representantes de Aposentados dos Núcleos e Representantes Municipais. 

Clique aqui para acessar as principais informações desta segunda etapa e participar ativamente do processo democrático da entidade.

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🔴 Atenção! Está aberta a votação da segunda etapa das #EleiçõesCPERS2021

📲 Vote pelos links abaixo:

> Representantes 1/1000 e Aposentados(as):

> Representantes Municipais:

Conheça as chapas e candidatos(as) que disputam o pleito clicando aqui

Saiba como votar:

Quem pode votar | Deverá ter se associado ao CPERS: até 26/03/2021 ou reingressado até 24/02/2021.

Saiba mais sobre os cargos em disputa:

– Representantes 1/1000: a cada mil sócios, o núcleo tem direito a um representante no Conselho Geral do CPERS. Nem todos os núcleos atingem o quantitativo necessário. Ao todo, serão eleitos 61 representantes de todo o estado.

– Representantes Estaduais de Aposentados: serão eleitos 10 Representantes Estaduais dos Aposentados para compor o Conselho Geral do CPERS.

– Representantes de Aposentados dos Núcleos: serão eleitos 6 Representantes de Aposentados para compor o Conselho de cada Núcleo do CPERS.

– Representantes Municipais: 160 cidades terão direito a eleger um representante para o Conselho do Núcleo. Confira aqui quais cidades poderão eleger Representantes Municipais.

Links e documentos

> Relação de Chapas Homologadas
> Calendário eleitoral
> Regimento Eleitoral
> Resultado das Eleições para a Direção Central e Núcleos
> Cidades que elegerão Representantes Municipais

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Em fase avançada de debate no Congresso Nacional, a PEC 32 representa a destruição dos serviços públicos, das carreiras e dos direitos da categoria e do conjunto do funcionalismo público.

É a granada final de Bolsonaro e Guedes no bolso dos servidores e do povo brasileiro. Para barrá-la, será preciso informar, mobilizar e preparar a categoria para a luta.

Organizamos, de forma sintética, todos os ataques a professores(as) e funcionários(as), na ativa e aposentados(as), contidos na Reforma Administrativa. 

Aposentados(as)

📍 Fim da paridade e reajuste ZERO. Hoje, o mesmo reajuste recebido por educadores na ativa é concedido a aposentados(as). Com a PEC, a paridade poderá ser extinta
📍 Redução de vínculos do RPPS pode inviabilizar o pagamento de aposentadorias e pensões
📍 Novo aumento das contribuições previdenciárias para suprir o déficit do RPPS

Na ativa

📍 Reajustes serão ainda mais raros
📍 Extinção gradual dos planos de carreira
📍 Fim da estabilidade
📍 Fim dos concursos públicos
📍 Aumento da contribuição para a aposentadoria
📍 Aumento da terceirização e vínculos precários
📍 Contratados e novos vínculos poderão sofrer redução de salário e jornada
📍 O educador poderá sofrer perseguição política e ser desligado
📍 Aumento das indicações políticas e sem qualificação profissional
📍 Agentes privados poderão assumir qualquer serviço público, incluindo a educação
📍 Grevistas podem ser substituídos por contratos frágeis e temporários
📍 Extinção do regime jurídico único
📍 Fim da evolução de carreira exclusivamente por tempo de serviço
📍 Fragilização do Sindicato, fragmentando a representação dos trabalhadores e o poder de barganha da categoria

Saiba mais

Selecionamos, abaixo, análises produzidas pelo Dieese para aprofundar o seu conhecimento sobre a Reforma. Acesse, baixe e distribua!

> Impactos para os atuais servidores
> Como a Reforma ataca aposentados
> Os novos vínculos de contratação no serviço público propostos na PEC 32/2020
> Os efeitos da Reforma Administrativa para a sociedade brasileira

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