Um grupo de professores e estudantes do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, o Julinho, esteve na manhã desta segunda-feira (7) na Secretaria Estadual de Educação (Seduc) para questionar e expor repúdio às enturmações em curso na escola.

Há cerca de 15 dias a direção do Julinho recebeu e-mail da 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) determinando a enturmação de nove turmas do Ensino Médio. No turno da  manhã foram enturmadas uma turma do 3º ano, uma do 2º e uma do 1º ano.

No turno da tarde a determinação atingiu uma turma do 3º ano, duas turmas do 2º ano e uma turma do 1º. No turno da noite foram enturmadas duas turmas do 1º ano.

Desde então, docentes e alunos reúnem-se para debater as ações possíveis para conter o processo.

“Vamos ter turmas muito cheias e nelas terão alunos com necessidades especiais. Imagina como ficará para eles? Nós vamos tentar conter esta atitude que representa o fim da escola”, afirma o professor de História, José Luiz Morais.

Ele destaca ainda que a medida atinge também os educadores. “Oito professores já saíram da escola por determinação da CRE. Tem uma colega que ficou com apenas quatro horas e está tendo que se virar para conseguir completar a carga horária”, relata.

Além disso, a enturmação pode elevar os índices já preocupantes de evasão escolar, conforme mostrou o estudo feito pela orientadora Gina Marques.”Muitos alunos, após esta decisão, estão deixando de ir à escola”, afirma o professor.

No local o grupo foi informado de que não poderia ser recebido, pois o secretário Faisal Karam estava viajando e os demais representantes não estavam disponíveis no momento.

Só após a insistência dos dirigentes estaduais do CPERS, Sônia Solange Viana e Daniel Damiani, e do grupo da escola, foi definido que hoje à tarde o diretor geral da Seduc, Paulo Magalhães e a secretária adjunta da pasta, Ivana Flores irão reunir-se com a coordenação 1ª CRE para verificar a situação e logo após informar a direção do Julinho.

Na última semana, a secretária-adjunta Ivana Flores garantiu que não haveria enturmações neste ano. Mas a 1ª CRE determinou a execução da medida em diversas escolas de Porto Alegre.

Enquanto isso não ocorre, estudantes enfrentam as consequências da enturmação no cotidiano escolar.

“Estamos no final do ano, já temos vínculo com a nossa turma e com os professores e do nada o governo quer nos separar. Muitos colegas já estão desistindo de estudar, não aparecem mais na escola. Isso é muito grave, é mais ataque contra a educação. Estamos cansados disso! Vamos mostrar que resistiremos a mais esse descaso”, avisa o estudante Alisson Paz.

“Nossa turma foi desmembrada em outras. Cada um ficou em uma turma. Temos uma colega que sofre de ansiedade e que em nosso grupo conseguiu superar as dificuldades. Agora, com essa separação, ficou pesado para ela novamente”, relata a estudante Camile Pereira da Silva.

Amanhã, às 10h, os estudantes farão ato em frente à escola e seguirão em caminhada até a Seduc.

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Em mais uma demonstração da força da escola pública gaúcha, o 25º Núcleo (Lagoa Vermelha), recebeu nesta sexta-feira (4), mais uma etapa regional da 4ª Mostra Pedagógica do CPERS.

Durante a abertura do evento, o professor Mauro João Calliari, representante da direção central do CPERS, ressaltou a importância da mostra e o quanto esses espaços oportunizam apresentar para a comunidade aquilo que o governo não mostra.

“É muito bonito ver que, mesmo recebendo atrasado, sem reajuste, esses professores continuam investindo o seu tempo para se dedicar ao desenvolvimento de projetos dentro das escolas”, afirmou Mauro.

Para o diretor do 25º Núcleo do CPERS (Lagoa Vermelha), Juarez Lorenson, a mostra é de suma importância para que tenhamos uma visão diferenciada da escola pública. 

“Apesar das dificuldades, precisamos estar nas escolas estimulando este tipo de atividade para que nossos alunos tenham motivação para estar nas escolas. A comunidade precisa saber que a escola pública produz conhecimento e de muita qualidade”, disse Juarez. 

No decorrer desta etapa foram apresentados 11 trabalhos, produzidos por seis escolas da região. 

A EE Técnico Agrícola Desidério Finamor, de Lagoa Vermelha, apresentou quatro projetos: O primeiro tratou da “Coturnicultura”, o segundo falou sobre a “Análise de Preferências”, o terceiro apresentou a “Horta Suspensa” e por fim, o quarto projeto fez um “Resgate das Plantas Medicinais”.

Já o Colégio Estadual Sananduva, do município de Sananduva, apresentou o projeto “Comunidades do Interior do Município de Sananduva”. 

A professora do colégio Sananduva, Grazieli Borges Campagnaro, ressaltou a importância da mostra como forma de dar voz a trabalhos que poderiam ficar esquecidos nas escolas. 

“Desenvolver este trabalho foi uma oportunidade de mostrar o talento dos alunos e também envolvê-los no processo de ensino/aprendizagem. Acredito que eles têm um potencial muito grande e a minha perspectiva é torná-los alunos pesquisadores”, afirmou Grazieli.

A coordenadora do Departamento de Educação do CPERS, Rosane Zan, destacou a diversidade dos trabalhos apresentados nesta etapa da mostra. 

“A questão dos direitos humanos predominou nos projetos aqui em Lagoa Vermelha, principalmente a questão indígena. Esses projetos nos fazem perceber o papel da escola, porque assim como diz Paulo Freire, educar é uma aventura criadora. Esses educadores fazem o melhor dentro da escola, a gente sente a paixão, o senso de humanização que vem deles”, afirmou Rosane. 

Durante esta etapa também foram apresentados projetos de outras três escolas de Lagoa Vermelha: 

O Rio Grande na Escola da EEEF Trajano Machado

Fenômenos da Natureza da EEEM Francisco Argenta

Condutividade dos Materiais, Álcool Gel e Propriedade Coligativa: Osmose e suas aplicações da EEEM Presidente Kennedy

A EEE Básica Sylvio Dal Moro, de Cacique Doble, também apresentou o projeto “Eu Posso Fazer Mais”.

Projetos selecionados na etapa Lagoa Vermelha da 4° Mostra Pedagógica do CPERS:

  • Series iniciais do ensino fundamental 

– Comunidades do interior do município de Sananduva do Colégio Estadual Sananduva

  • Series finais do ensino fundamental

– O Rio Grande na Escola da Escola Estadual de Ensino Médio Trajano Machado

  • Ensino médio

– Eu posso fazer + da Escola Estadual de Educação Básica Sylvio Dal Moro

– Fenômenos da Natureza da Escola Estadual de Ensino Médio Francisco Argenta (POLIVALENTE)

– Álcool Gel da Escola Estadual de Ensino Médio Presidente Kenndy

  • Educação Profissional

– Resgate das plantas medicinais como alternativa para a melhoria da qualidade de vida das futuras gerações da Escola Estadual técnica Agrícola Desidério Finamor

– Horta suspensa da Escola Estadual técnica Agrícola Desidério Finamor

– Coturnicultura: com investimento baixo e retorno praticamente imediato é uma alternativa de fonte de renda para a agricultura familiar da Escola Estadual técnica Agrícola Desidério Finamor

Inscrições para a 4ª Mostra Pedagógica

Atenção educadores(as), ainda dá tempo de se inscrever para a 4ª Mostra Pedagógica do CPERS, que estão sendo realizadas nos 42 núcleos do Sindicato de setembro a novembro. As inscrições podem ser feitas com até cinco dias de antecedência do evento.

Os trabalhos selecionados nas etapas regionais participarão da Mostra Pedagógica Estadual que ocorrerá na capital em data a ser definida. As experiências selecionadas na estadual serão compiladas em uma publicação especial.

Inscreva-se e participe desta importante atividade que visa valorizar os professores(as), funcionários(as) e a educação pública estadual.

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Professores(as), pais e alunos das escolas abertas de Porto Alegre, EEEF Vila Cruzeiro do Sul e EEEF Ayrton Senna, participaram de uma audiência pública na Câmara de Vereadores da capital nesta quinta-feira (3), para solicitar apoio contra as ameaças de encerramento das atividades das instituições. 

A audiência foi uma iniciativa do vereador Carlos Roberto Comassetto (PT) que ressaltou a importância destas instituições para as comunidades onde estão inseridas. “Muitas dessas crianças estão em situação de rua e abandono, elas precisam do acolhimento que recebem nas escolas abertas”.

O CPERS foi representado na audiência pelos diretores Daniel Damiani e Sonia Solange Viana. Para Sônia, estas escolas realizam um trabalho de acolhimento de extrema relevância. “Fechar as portas das escolas abertas, é abrir caminho para o tráfico. Com atitudes como essa, fica cada vez mais claro que a grande preocupação do governo não é a qualidade e o bem estar dos alunos gaúchos”.  

Funcionário da Cruzeiro do Sul há 26 anos, Plauto Dutra dos Santos Junior, acredita que o diferencial da escola, muito mais do que o tipo de aluno que por lá chega, está na forma de atendimento à estas crianças. 

“Se fechar, vão ficar todos na rua! Nossa escola é para alunos que têm dificuldade em outras escolas, tanto é, que mandam eles para nós. Se fechar a nossa, esses alunos não vão voltar para a escola onde já foram excluídos”, afirma Plauto. 

Durante a audiência o cenário da câmara se modificou, alunos(as) com cartazes pedindo respeito a sua escola, pais com semblantes preocupados e professores(as) temerosos com as ameaças constantes do governo à escola que tanto amam. 

Jaqueline Pontes Ferreira, diretora da Cruzeiro do Sul e professora há 18 anos, diz que a audiência é mais uma iniciativa para blindar as escolas abertas que estão na mira do governo estadual. 

“Sabemos que 2020 será um ano de enfrentamento, tudo indica para isso, por isso estamos aqui, para nos fortalecer e para termos um número cada vez maior de pessoas nos ajudando para manter as escolas abertas”, ressalta Jaqueline. 

A diretora relata que apesar de o governo Eduardo Leite não ter oficializado o encerramento das atividades, a coordenadora da 1ª CRE afirmou, durante reunião de diretores na última semana, que devido a diminuição do número de alunos nas salas de aula, medidas como fechamento de escolas ou enturmações serão adotadas. 

O ex-aluno e hoje presidente do Círculo de Pais e Mestres (CPM) da Cruzeiro do Sul, Eduardo Rafael Fernandes da Silva, foi um dos oradores da audiência e mostrou preocupação com o destino dos alunos caso a escola realmente feche as portas. 

“Nossos políticos não conhecem a realidade da Cruzeiro. Infelizmente, nossa região foi deflagrada pelo tráfico de drogas. Eles não sabem que quem mora em um bairro não pode ir para outro. Muitas vezes crianças que estudam em uma escola não podem ir para outra. Por isso, deixo essa pergunta para eles, vocês foram a fundo saber a realidade das nossas escolas?”, indagou Eduardo na tribuna da Câmara.

Joiara Vieira Costa, mãe da aluna da Cruzeiro do Sul, Iasmin Luiza Costa da Silva, diz que fez questão de estar presente na audiência por acreditar que sua filha não encontrará o mesmo tratamento que recebe na Cruzeiro em outras escolas. 

“A Iasmin estudou em vários colégios e nunca conseguiu ler. Desde que ela entrou na escola aberta ela não só aprendeu como desenvolveu a mentalidade dela. Ela está muito bem nessa escola, vai ser muito triste se fecharem, porque vão interromper o desenvolvimento da minha filha”, lamenta Joiara. 

Patricia Conceição, mãe da Ana Clara, que estuda na Ayrton Senna, diz que a escola aberta foi muito importante para a vida de sua filha. A Ana Clara apresenta problemas de aprendizagem desde o nascimento e nunca conseguiu se adaptar em outras escolas, até o dia que conheceu a escola aberta. 

“Lá é como uma família, com professores dedicados, direção dedicada, até o pessoal da merenda e da limpeza são totalmente dedicados às crianças. Eles se importam, sabem das dificuldades sociais delas. Como que essas crianças vão adaptar em outras escolas? Precisamos que as abertas sejam ampliadas e não fechadas”, afirma Patricia. 

O diretor do CPERS, Daniel Damiani, que independente do número de alunos nas escolas abertas, o trabalho que as mesmas realizam não pode ser ignorado. “O governo diz que a escola é pequena, que atende poucos alunos. Parece que estão sucateando essas instituições para justificar seu fechamento”, expõe Daniel.

No encerramento da audiência, o diretor da escola Ayrton Senna, Adroaldo Machado Ramos, fez um apelo aos presentes: “É uma vergonha para o Rio Grande do Sul ouvir dizer que as escolas abertas devem fechar porque dão prejuízo. Educação não é prejuízo, é investimento! O trabalho que desenvolvemos de afetividade, de acolhimento não tem preço. Estou aqui hoje para deixar o meu apelo, porque a escola não é uma ilha, se a escola aberta fechar, todo a comunidade perde”. 

O CPERS tem denunciado a intenção do governo Eduardo Leite em fechar as escolas abertas – duas em Porto Alegre e duas em Cruz Alta e Santa Maria -, como parte do projeto de enxugamento e redução da rede estadual de educação. 

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“O IPE Saúde é um plano muito precioso para a nossa categoria, que está adoecendo frente aos ataques do governo, com salários parcelados e congelados há cinco anos. É ele que nos socorre”, afirma a diretora do CPERS, Vera Lesses, em audiência sobre o sucateamento do IPE Saúde, na última quinta-feira (3).

Com auditório lotado, mais de 20 entidades participaram do evento. A subcomissão, criada pelo deputado Pepe Vargas (PT), busca soluções para os problemas da autarquia, que atende mais de 1 milhão de usuários, promovendo 11 encontros em todas as regiões do estado. A primeira audiência ocorreu na Câmara de Vereadores, em Caxias do Sul.

Na ocasião, Vera fez um apanhado histórico das plenárias macrorregionais promovidas pelo CPERS quando o governo Sartori apresentou o pacote dos projetos de especialização do IPE na Assembleia Legislativa. Trata-se das leis que modificaram o panorama do Instituto de Previdência do Rio Grande do Sul, que criou o IPE Prev e o IPE Saúde. 

“A autarquia do IPE Prev passou a ser a menina dos olhos do governo enquanto que, a do IPE Saúde, o Estado virou as costas. Ficou sem diretor e sem presidente por mais de um semestre. O governo só nomeou em julho deste ano”, explicou.

Vera disse ainda que faltam funcionários(as) no atendimento, na diretoria e no conselho de administração da instituição. Neste último, foram realizadas eleições em outubro de 2018. “Essa precarização de não atualizar honorários médicos, laboratórios e prestadores de serviço mostra claramente a intenção do governo em privatizar o IPE Saúde”, completou.

David Orsi Carnizella, diretor-geral do núcleo de Caxias, levou à tribuna a insatisfação dos educadores(as) com o encerramento das atividades do IPE regional. “É preciso rever a venda do patrimônio do IPE, foi algo nebuloso. Não podemos aceitar o descaso do governo Leite que mantém a sala do IPE em Caxias do Sul fechada”, asseverou.

Sucateamento em todos os níveis

O deputado Pepe Vargas (PT) fez um debate sobre a qualidade do atendimento nas regiões e municípios, as dívidas dos poderes e órgãos com o IPE Saúde e a alienação, por parte do estado, de imóveis pertencentes à entidade: “Este patrimônio não é do estado, é do IPE, ele foi comprado, construído e pago com o dinheiro dos usuários. O lucro da venda destes imóveis deve retornar em benefícios ao usuário”. 

O fechamento de agências também foi debatido. O exemplo citado foi Caxias do Sul, maior cidade do interior do estado, que desde maio está sem atendimento presencial. A agência fechou por falta de servidores. Os usuários da cidade precisam viajar para marcar consultas, que acabam recorrendo ao judiciário para garantir seus direitos.

Após percorrer o interior do estado, a subcomissão pretende produzir um relatório com sugestões e recomendações para a melhoria do IPE Saúde. As próximas audiências já estão marcadas para Santa Rosa e Ijuí.

 

 

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“Nós sabemos que pedagogicamente esse não é o caminho, por isso estamos aqui garantindo que em 2019 não ocorrerão enturmações”, essa foi a afirmação do diretor geral da Seduc, Paulo Magalhães, em reunião com representantes do Colégio Estadual Cândido José de Godói, integrantes da direção do CPERS e a deputada Sofia Cavedon (PT) no fim da tarde desta quinta (3).

A direção da escola solicitou a reunião após receber um comunicado da 1ª CRE sobre o fechamento de três turmas – uma de cada ano do Ensino Médio – e a orientação para enturmar os estudantes. No último mês, o CPERS também recebeu diversas denúncias de outras escolas de Porto Alegre que foram notificadas e mostraram preocupação sobre a redução de turmas próximo ao final do ano letivo.

A audiência contou com a presença do diretor da escola, Mário Antônio da Silva, da vice-diretora, Clarice Dal Médico, e do professor de educação física, Guilherme Gil. O CPERS Sindicato foi representado pelos diretores Daniel Damiani e Sônia Solange dos Santos Viana.

Em um primeiro momento, o grupo foi recebido pela assessora da Seduc, Marili Rodrigues, que afirmou que a revisão de turmas está prevista somente para o ano que vem. “Enturmação, não é nem esse o termo que a gente usa, no [Ensino] Médio só em último caso”, afirmou.

A vice-diretora da escola, Clarice Dal Médico, mostrou preocupação com as divergências entre o que é comunicado pela Seduc e o que é orientado pela 1ª CRE. “A gente não sabe o que fazer, a mantenedora nos diz uma coisa e a coordenadoria outra”, disse.

O diretor geral da Secretaria, Paulo Magalhães, garantiu que entrará em contato com a 1ª CRE para orientar quanto ao assunto. “Em outubro não temos como fazer isso. Eles estão antecipando algo que ainda nem existe”, garantiu.

O diretor da escola disse ficar aliviado com a notícia já que a preocupação dos alunos quanto às enturmações era muito grande e inclusive já começava a atrapalhar o aproveitamento pedagógico. “Essa ação seria de uma insensibilidade gigantesca, como tu pode ter uma política de governo que quer prejudicar os alunos?”, indagou Mário.

“Não queremos turmas cheias. A educação não é amontoar e superlotar, é aprimorar”, colocou Sônia Solange Viana. Para a deputada Sofia Cavedon, a discussão deve ser aprofundada e inserir as escolas. “Deve haver uma discussão pedagógica e não só um amontoamento de alunos”, ressaltou.

A secretária-adjunta Estadual de Educação, Ivana Flores, disse que essa não é a forma de atuação da Seduc e que a Secretaria está fazendo um esforço para identificar as reais dificuldades, para então tomar providências. “O nosso problema é fluxo, reprovação e evasão, por isso posso afirmar que enturmação não é nosso foco agora”, afirmou Ivana.

O diretor do CPERS, Daniel Damiani, considera positivo o resultado da reunião. “A posição da SEDUC é sensata, é muito ruim realizar enturmações em escolas, ainda mais em turmas de Ensino Médio e terceiros anos, na reta final do ano letivo. Ficou muito nítido que se trata de uma ação da 1ª Coordenadoria a qual repudiamos”.

Esta é uma vitória da educação pública estadual. As enturmações, realizadas de forma desorganizada, próximo ao final do ano letivo, são prejudiciais para todos. Perdem alunos, perdem professores e perde a qualidade da educação pública gaúcha. Precisamos de políticas para evitar problemas como a infrequência e a evasão e não de medidas autoritárias e tecnicistas, que tratam estudantes e educadores(as) como números.

“E agora vale para todas as escolas, nenhuma turma à menos!”, comemorou a deputada Sofia Cavedon ao fim da reunião.

“Agradecemos o empenho da deputada Sofia e a grande lição que fica é a da comunidade da Escola Cândido Godoi, a mobilização dos alunos, da equipe diretiva e dos educadores que souberam ir atrás dos seus direitos e da defesa da educação de qualidade, não aceitando qualquer coisa que seja imposta de cima para baixo. É uma vitória da escola democrática e deve servir de lição para as demais”, afirmou Daniel Damiani após a reunião.

Confira algumas das matérias produzidas pelo CPERS denunciando os casos de enturmações recebidos nesse último mês:

Não fecha a minha turma: alunos do Colégio Emílio Massot entregam manifesto ao governo contra enturmação

Colégio Cândido Godói organiza abaixo-assinado contra fechamento de turmas

Estudantes e educadores protestam contra enturmações em frente à 1ª CRE

Comunidade da escola Parobé denuncia enturmação na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa

Cândido Godói manifesta repúdio às enturmações durante visita da 1ª CRE

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Na manhã desta sexta-feira (4), a diretora Sônia Solange Viana representou o CPERS na mesa de abertura do Seminário” O desafio de Garantir o Direito à Educação”, promovido pela Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa. O encontro iniciou às 9h, no Teatro Dante Barone.

A deputada e presidente da Comissão, Sofia Cavedon, deu as boas-vindas para os presentes e afirmou que o Plano Nacional de Educação está seriamente comprometido, desde a edição da Emenda Constitucional 95, que congelou os recursos federais. Para ela, estas medidas impedem o acesso à educação para grande parte dos brasileiros.

Em alusão ao nome do seminário, a diretora Sônia abordou os desafios colocados ao governador Eduardo Leite com a educação e os educadores. “Hoje o primeiro e grande desafio que esse governo tem é colocar salário em dia. Nós vamos fechar quase quatro anos recebendo atrasado ou parcelado. O segundo desafio é dar o nosso reajuste, que hoje já soma mais de 30% de defasagem. E nessa defasagem não estão computadas as nossas perdas com juros que pagamos do empréstimo que tiramos no Banrisul todos os meses. Estamos em um estado de miserabilidade nunca visto por mim que já estou há 33 anos no serviço público. O Piso Salarial já está com defasagem de 102% aqui no RS”, destaca.

Sônia também falou sobre 46º mês de salários atrasados/parcelados. “Esse mês vai ser o maior atraso, vamos receber a primeira faixa salarial no dia 15 de outubro – Dia do Professor. Estamos achando um deboche. O governo está nos maltratando com requintes de crueldade, quando ele propõe a primeira faixa salaria para dia 15 de outubro. É inadmissível.”

A diretora do CPERS resumiu brevemente os ataques do governo à educação com fechamento de escolas, fechamento de turmas, enturmações e cortes no investimento e completou. “Educação não é gasto, educação é investimento. E quando investimos em educação estamos investindo no futuro do povo brasileiro, do povo gaúcho. Então vamos parar de pensar na educação como gasto, e sim como investimento”, concluiu.

O primeiro painel do seminário foi  “O direito à Educação” o qual reuniu a doutora em educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) professora Vera Peroni, e o doutor em Educação João Batista Saraiva, da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP).

O Seminário segue até às 20h, com a Mesa “Educação é Investimento” com os palestrantes: professor Dr. Ladislau Dowbor (PUC/SP) e a professora Dra. Nalu Farenzena (UFRGS) que ocorre às 14h e a mesa “O desafio da qualidade” com os palestrantes: professor Dr. Dante Henrique Moura (IFRN), professora Dra. Edla Eggert (PUC/RS) e a professora Dra. Sônia Rosa (coordenadora da 27ª CRE/RS).

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Nos dias 06, 07 e 08 de agosto, cerca de 2 mil educadores(as) participam do X Congresso Estadual do CPERS, em Bento Gonçalves, para formular e debater coletivamente os rumos da resistência e orientar os próximos anos da organização sindical.

Os(as) delegados(as) aprovaram a Carta de Bento Gonçalves, documento que sintetiza os anseios da categoria e aponta os rumos para a resistência. Além disso, foram aprovadas seis moções de repúdio e solidariedade.

Confira abaixo o conteúdo de cada uma:

Moção de apoio

Exigimos a imediata liberdade de nosso companheiro Daniel Ruiz

Daniel Ruiz é um reconhecido dirigente sindical petroleiro de Chubut, Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT-QI). Sua prisão é parte da perseguição ao companheiro Sebastián Romero, perseguido pelo governo Macri por defender os aposentados no dia 18 de dezembro.
O governo argentino persegue e prende aqueles que lutam ao lado dos trabalhadores e do povo.
Pedimos o apoio dos congressistas do X Congresso do CPERS para impulsionar a campanha de libertação do Daniel Ruiz.

Bento Gonçalves, 08 de setembro de 2019.
X Congresso Estadual do CPERS/Sindicato

 

Moção de repúdio e pedido de providências para que o Juiz Sérgio Moro seja investigado pelo STF, conforme determina a Constituição Federal.

A Constituição Federal estabelece claramente o papel do juiz, do promotor e do advogado. São totalmente distintos os seus papéis. Um julga, um acusa e o outro defende. Foi perceptível, desde as primeiras as primeiras audiências com ex-presidente Lula, a posição autoritária, desrespeitosa e sem isenção, próprias de um juiz. Esteve em vários momentos cerceando os trabalhos dos advogados de defesa do ex-presidente (grampeou de forma ilegal os celulares dos advogados de Lula). Comportou-se como acusador e não como um julgador isento. Moro atingiu frontalmente a Constituição Federal quando conduziu coercitivamente o ex-presidente Lula e quando, sem autorização do STF, decidiu grampear o telefone da presidenta Dilma.

Na divulgação dos áudios revelados pelo site The Intercept, o jornalista Glen Greenwald, juntamente com outros jornais, revistas e sites divulgaram fatos que comprovam tudo o que os advogados de defesa de Lula afirmavam: “O juiz Sérgio Moro desrespeitou em vários momentos a Constituição Federal e condenou o presidente Lula sem provas”.

Não há mais dúvidas de que Sérgio Moro, parte do MP e o Congresso corrupto do Cunha, tinham planejado o golpe que começou com o impeachment de Dilma e após a prisão sem provas do ex-presidente Lula para impedir que se elegesse presidente mais uma vez. Moro foi premiado por Bolsonaro e tornou-se Ministro da Justiça.
Queremos que os Congressistas do X Congresso do CPERS/Sindicato, por unanimidade e pela democracia, aprovem esta Moção de Repúdio e um pedido de providências para que o mesmo seja investigado pelo STF.

Bento Gonçalves, 08 de setembro de 2019.

X Congresso Estadual do CPERS/Sindicato.

 

Moção de repúdio ao governo dos Estados Unidos

Repudiamos o governo dos Estados Unidos no seu intento de implementar o imperialismo sobre nossa América Latina.

Repudiamos o acirramento do bloqueio à Venezuela e a Cuba, a tentativa de desestabilizar a Nicaraguá, a intervenção no Brasil dando sustentação ao golpe de 2016 contra as forças democráticas, permitindo a ascensão de um presidente fascista.

Queremos a América Latina livre e soberana.

Bolivar vive!

Bento Gonçalves, 08 de setembro de 2019.

X Congresso Estadual do CPERS/Sindicato.

 

Moção de Solidariedade

Nós, educadoras e educadores reunidos no X Congresso do CPERS Sindicato, queremos manifestar nosso pesar e solidariedade aos familiares, amigos e colegas da professora Fabiana Medeiros Gamba, educadora do 22º Núcleo, ex-diretora de escola, ex-coordenadora da 28ª CRE, que foi mais uma vítima do machismo, do feminicídio, da intolerância e da violência que tem permeado às relações entre as pessoas, principalmente contra as mulheres.

Juntos também manifestamos nossa dor e solidariedade a todas as mulheres vítimas do machismo e do feminicídio, que deixam suas famílias, amigos e filhos de forma tão brutal.

Seguiremos lutando por um mundo mais justo para todas e todos.
Nosso abraço fraterno aos familiares.
Por todas nós, Fabiana Presente!
Hoje e sempre!

22º Núcleo CPERS/Sindicato e mais de 1800 educadoras e educadores presentes no X Congresso Estadual do CPERS.

Bento Gonçalves, 08 de setembro de 2019.

X Congresso Estadual do CPERS/Sindicato.

 

Moção de solidariedade pela paz na Colômbia

O X Congresso do CPERS/Sindicato, com seus 1800 delegados, se solidariza com o Partido Força Alternativa Revolucionária do Comum da Colômbia, e sua heróica luta pela construção da paz com justiça social.

Responsabilizamos o governo da Colômbia pela não implementação do acordo de paz assinado pelas partes, governo e FARC-EP, há três anos, na mesa de negociação de Havana.

Responsabilizamos o governo da Colômbia pelos assassinatos de lideranças dos movimentos sociais e sindicais, que acontecem hoje, como prática de extermínio físico da posição política.

Bento Gonçalves, 08 de setembro de 2019.

X Congresso Estadual do CPERS/Sindicato.

 

Moção em Defesa da Amazônia

Em um cenário de atos no Brasil e no mundo contra o desmatamento e as queimadas na Amazônia, propomos mais uma discussão com relação à preservação do meio ambiente. É sobre o recorde preocupante que o planeta Terra atingiu, no mês de julho, do ponto máximo de o uso dos recursos naturais que poderiam ser renovados sem custos ao meio ambiente. Esta informação acende um sinal de alerta em todos nós.

Concretamente, podemos afirmar que a humanidade está em débito com o meio ambiente, gastando recursos que já não existem mais. A Amazônia, por exemplo, é o maior ecossistema com diversidade de espécies em deu território e ajuda a regular o clima por causa do estoque de carbono que acumula. Com as queimadas, o carbono é jogado na atmosfera influenciando o aquecimento global. As queimadas na Amazônia não aconteciam dessa forma há 15 anos. Desde sempre a floresta foi explorada por madeireiros e grileiros de terra, visando a extração. Essa situação só irá mudar se mudarmos também o sistema capitalista de produção, que aposta na exaustação dos recursos naturais como forma de garantir sua expansão permanente.

A defesa ao meio ambiente passa necessariamente pela defesa de um outro modelo político e econômico e de um outro modo de produção que não esgote os recursos naturais do planeta. Uma tarefa que se torna ainda mais urgente quando temos um governo liderado por pessoas que negam o conhecimento científico e insistem em propagar que o aquecimento global é uma mentira.

Segundo o geógrafo David Harvey, para se viabilizar economicamente o capitalismo necessita de um crescimento contínuo de pelo mesmo 3% ao ano, e isso só pode ocorrer com a destruição e esgotamento dos recursos naturais. Não é à toa que os Estados Unidos são os campeões em devastação ambiental.
Se toda a população do planeta consumisse nos mesmos patamares que a classe média e alta americana o planeta já estaria destruído. A luta ambiental é, portanto, uma luta anticapitalista.

Bento Gonçalves, 08 de setembro de 2019.

X Congresso Estadual do CPERS/Sindicato.

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Texto de Luís Eduardo Gomes, do Sul 21

Foram dois dias de diversas atividades promovidas pela comunidade acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com o objetivo de divulgar a importância da educação superior pública e denunciar os efeitos dos cortes na área promovidos pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL). Aprovada na última quinta-feira (26) em assembleia conjunta entre professores, técnicos e estudantes, a greve de 48 horas foi encerrada no início da noite desta quinta-feira (3) com uma grande manifestação de estudantes pelas ruas do Centro de Porto Alegre.

A greve na UFRGS começou na quarta-feira (2) com a realização de piquetes e rodas de conversa diante dos prédios das faculdades e institutos da universidade. Durante a tarde, estudantes de diversos cursos ergueram tendas no Largo Glênio Peres o “UFRGS na Rua”, evento que teve o objetivo de reunir estudantes para conversar com a população sobre o que é feito dentro da instituição, apresentar serviços oferecidos à população e alertar para as consequências dos cortes que vêm sendo promovidos pelo governo Bolsonaro para a educação e a produção científica do país. Nesta quinta, novas atividades foram realizadas ao longo do dia e a concentração para o ato foi convocada para o final da tarde.

Por volta das 17h, estudantes começaram a se reunir diante da Faculdade de Educação (Faced), no campus central da UFRGS. Pouco antes das 18h, saíram em caminhada em direção à Esquina Democrática, onde outro grupo de estudantes já se reunia. Quando os dois grupos se uniram, por volta das 18h10, as diversas entidades ali representadas se manifestaram de cima de um caminhão de som posicionado na Esquina.

Graduanda em Matemática e coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRGS, Ana Paula de Souza dos Santos destaca que a mobilização de 48 horas teve grande adesão da comunidade acadêmica. “A grande maioria dos cursos não teve aula, foi uma paralisação de 90% dos cursos”, estimou. “De fato, a comunidade acadêmica se envolveu, professores, técnicos, estudantes da graduação e da pós, e construiu algo muito importante que é a unidade de todos os setores da universidade presentes em todas as atividades”.

O ato também contou com a participação de entidades representativas de professores, de servidores administrativos e de estudantes da pós-graduação. Presidente do Sindicato Intermunicipal dos Professores de Instituições Federais de Ensino Superior do RS (Adufrgs), Lúcio Olímpio de Carvalho Vieira destacou a unidade entre todas as categorias, mas ponderou que a luta contra o desmonte na educação é longa e precisará de fôlego. “Os estudantes estão na rua defendendo um direito seu, que é o direito à universidade, o direito a institutos federais de educação, é o direito ao estudo, em suma. É isso que está em jogo hoje no Brasil, o direito da população ter acesso a um ensino de qualidade, que é o que as universidades e os institutos federais oferecem. Infelizmente, nós estamos com um governo que quer negar isso à população, quer vender todo o patrimônio brasileiro a empresas privadas que só querem auferir lucro. Portanto, essa luta que os estudantes propuseram nesses dois dias e que conta com o apoio dos professores da UFRGS, da UFCSPA e dos institutos federais é uma luta que deve continuar, é uma luta de longo prazo”, disse.

Vieria acrescentou ainda que, ao movimento de rua, é preciso somar também a busca de apoio de agentes públicos e personalidades que fazem parte do cenário político brasileiro. “Para que eles compreendam que o que a gente faz aqui juntamente com os estudantes é defender o Brasil, não é defender o interesse corporativo. A educação é um direito de todo o cidadão brasileiro, Portanto, é necessário que todos se envolvam nessa luta para que esses quatro anos não sejam quatro anos de destruição daquilo que se conquistou a duras penas ao longo da história brasileira”, afirmou.

Representante na UFRGS do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Elisabete Búrigo saudou o fato de que muitos professores se uniram ao movimento estudantil, seja a partir da assembleia realizada no dia 26 ou posteriormente. “Muitos cursos da UFRGS paralisaram. Em muitos, os professores paralisaram junto com os estudantes, como no IFCH, no Instituto de Letras. Teve unidades como Administração e Matemática, em que os professores paralisaram atendendo a um chamado dos estudantes. Essa iniciativa dos estudantes está sendo muito vibrante e muito importante para a resistência dentro da universidade”, disse.

Búrigo acrescentou ainda que o projeto do governo Bolsonaro para a educação, levado a cabo pelo ministro Abraham Weintraub, o Future-se, busca privatizar a gestão das universidades e que atividades como a greve de 48 horas servem para esclarecer a comunidade acadêmica sobre os possíveis impactos do projeto. “Eles não dizem isso com todas as letras e alguns estudantes e professores ficam iludidos com a ideia de que esse programa poderia trazer mais recursos para a universidade, mas, na verdade, é um projeto de sujeição da universidade à lógica do mercado privado quando coloca as universidades sob gestão das organizações sociais”, afirmou.

Por volta das, 18h30, os manifestantes retomaram a caminhada pelo Centro de Porto Alegre, passando pela avenida Júlio de Castilhos, pelo Túnel da Conceição, até se encerrar nas imediações do campus central da UFRGS.

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“Nós sabemos que pedagogicamente esse não é o caminho, por isso estamos aqui garantindo que em 2019 não ocorrerão enturmações”, essa foi a afirmação do diretor geral da Seduc, Paulo Magalhães, em reunião com representantes do Colégio Estadual Cândido José de Godói, integrantes da direção do CPERS e a deputada Sofia Cavedon (PT) no fim da tarde desta quinta (3).

A direção da escola solicitou a reunião após receber um comunicado da 1ª CRE sobre o fechamento de três turmas – uma de cada ano do Ensino Médio – e a orientação para enturmar os estudantes. No último mês, o CPERS também recebeu diversas denúncias de outras escolas de Porto Alegre que foram notificadas e mostraram preocupação sobre a redução de turmas próximo ao final do ano letivo.

A audiência contou com a presença do diretor da escola, Mário Antônio da Silva, da vice-diretora, Clarice Dal Médico, e do professor de educação física, Guilherme Gil. O CPERS Sindicato foi representado pelos diretores Daniel Damiani e Sônia Solange dos Santos Viana.

Em um primeiro momento, o grupo foi recebido pela assessora da Seduc, Marili Rodrigues, que afirmou que a revisão de turmas está prevista somente para o ano que vem. “Enturmação, não é nem esse o termo que a gente usa, no [Ensino] Médio só em último caso”, afirmou.

A vice-diretora da escola, Clarice Dal Médico, mostrou preocupação com as divergências entre o que é comunicado pela Seduc e o que é orientado pela 1ª CRE. “A gente não sabe o que fazer, a mantenedora nos diz uma coisa e a coordenadoria outra”, disse.

O diretor geral da Secretaria, Paulo Magalhães, garantiu que entrará em contato com a 1ª CRE para orientar quanto ao assunto. “Em outubro não temos como fazer isso. Eles estão antecipando algo que ainda nem existe”, garantiu.

O diretor da escola disse ficar aliviado com a notícia já que a preocupação dos alunos quanto às enturmações era muito grande e inclusive já começava a atrapalhar o aproveitamento pedagógico. “Essa ação seria de uma insensibilidade gigantesca, como tu pode ter uma política de governo que quer prejudicar os alunos?”, indagou Mário.

“Não queremos turmas cheias. A educação não é amontoar e superlotar, é aprimorar”, colocou Sônia Solange Viana. Para a deputada Sofia Cavedon, a discussão deve ser aprofundada e inserir as escolas. “Deve haver uma discussão pedagógica e não só um amontoamento de alunos”, ressaltou.

A secretária-adjunta Estadual de Educação, Ivana Flores, disse que essa não é a forma de atuação da Seduc e que a Secretaria está fazendo um esforço para identificar as reais dificuldades, para então tomar providências. “O nosso problema é fluxo, reprovação e evasão, por isso posso afirmar que enturmação não é nosso foco agora”, afirmou Ivana.

O diretor do CPERS, Daniel Damiani, considera positivo o resultado da reunião. “A posição da SEDUC é sensata, é muito ruim realizar enturmações em escolas, ainda mais em turmas de Ensino Médio e terceiros anos, na reta final do ano letivo. Ficou muito nítido que se trata de uma ação da 1ª Coordenadoria a qual repudiamos”.

Esta é uma vitória da educação pública estadual. As enturmações, realizadas de forma desorganizada, próximo ao final do ano letivo, são prejudiciais para todos. Perdem alunos, perdem professores e perde a qualidade da educação pública gaúcha. Precisamos de políticas para evitar problemas como a infrequência e a evasão e não de medidas autoritárias e tecnicistas, que tratam estudantes e educadores(as) como números.

“E agora vale para todas as escolas, nenhuma turma à menos!”, comemorou a deputada Sofia Cavedon ao fim da reunião.

“Agradecemos o empenho da deputada Sofia e a grande lição que fica é a da comunidade da Escola Cândido Godoi, a mobilização dos alunos, da equipe diretiva e dos educadores que souberam ir atrás dos seus direitos e da defesa da educação de qualidade, não aceitando qualquer coisa que seja imposta de cima para baixo. É uma vitória da escola democrática e deve servir de lição para as demais”, afirmou Daniel Damiani após a reunião.

Confira algumas das matérias produzidas pelo CPERS denunciando os casos de enturmações recebidos nesse último mês:

Não fecha a minha turma: alunos do Colégio Emílio Massot entregam manifesto ao governo contra enturmação

Colégio Cândido Godói organiza abaixo-assinado contra fechamento de turmas

Estudantes e educadores protestam contra enturmações em frente à 1ª CRE

Comunidade da escola Parobé denuncia enturmação na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa

Cândido Godói manifesta repúdio às enturmações durante visita da 1ª CRE

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Estudantes e educadores(as) de oito escolas e cinco cidades do núcleo de Erechim apresentaram, nesta quinta (3), a riqueza e a diversidade dos projeto desenvolvidos na rede estadual.



Trata-se da etapa regional da 4ª Mostra Pedagógica do CPERS, que reuniu participantes de Campinas do Sul, Getúlio Vargas, São Valentim, Quatro Irmãos e Erechim no colégio Haidée Tedesco ao longo da tarde.



O 15º Núcleo sedia pela segunda vez o evento, onde as comunidades escolares têm a oportunidade de apresentar trabalhos de diferentes temáticas. Os mais significativos são classificados para a etapa estadual, que deve ocorrer ainda neste ano em Porto Alegre.





Representantes do núcleo celebraram a maior adesão neste ano. “Os projetos saem da escola e vão a público, elevando o trabalho realizado por professores e alunos”, conta Marisa Inês Betiato, diretora-geral. “O aumento do número de projetos é prova do sucesso da mostra”, complementa.

A professora Simone Elenice Castelan, do Colégio Estadual Ângelo Emílio Grando de Erechim, concorda: “apesar de tudo que enfrentamos, a escola não para de produzir. Nós queremos mostrar o nosso trabalho e este evento é uma oportunidade de valorizar nossos estudantes todos os anos”, avalia.



Rosane Zan, coordenadora do Departamento de Educação do CPERS, pondera que a qualidade dos trabalhos apresentados é reveladora da resistência da escola pública. “Mesmo com todos os ataques, os educadores são apaixonados pelo que fazem e ainda conseguem dar o seu melhor”, afirma.

Além da Escola Agrícola, que apresentou dois trabalhos relacionados à sustentabilidade, participaram da mostra as escolas Rio Toldo, Nossa Senhora da Paz, São Valentim, Joaquim Pedro Salgado Filho e Carlos Leopoldo Reichmann.

Projetos selecionados:

Modalidade: Séries Iniciais
Projeto: Qualificando o processo pedagógico de alfabetização a partir da utilização do laboratório de informática
Escola: E.E. de Ensino Fundamental Joaquim Pedro Salgado Filho
Orientador: Marcia Silva

Modalidade: Series Finais
Projeto: Resíduos Sólidos: o lixo nosso de cada dia
Escola: Escola Estadual de Ensino Fund. Rio Toldo
Orientador: Nelita Fátima Gempka e Walmir Celso Sovernigo

Modalidade: Ensino Médio
Projeto: Tome um café… em conto eu te conto
Escola: Escola Estadual de Ensino Médio Quatro Irmãos
Orientador: Angela Aparecida dos Santos Trierveiler

Modalidade: Educação Profisssional
Projeto: Uso de Embalagens Longa Vida como Isolante Térmico em Pinteiros
Escola: Colégio Agrícola Estadual Angelo Emilio Grando
Orientador:  Simone Elenice Castelan

Colégio Agrícola – Energias alternativas: utilização da fumaça do escape de motores a combustão para geração de energia
Colégio Agrícola – Uso de embalagens Longa Vida como isolante térmico em pinteiros
Escola Rio Toldo – Resíduos sólidos: o lixo nosso de cada dia
Escola Nossa Senhora da Paz – Por um mundo de paz
Escola São Valentim – Dia nacional da consciência negra. Releitura do conto do Negrinho do Pastoreio
Escola Quatro Irmãos – Tome um Café… em conto eu te conto
Escola Joaquim Pedro Salgado Filho – Qualificando o processo pedagógico de alfabetização a partir da utilização do laboratório de informática
Escola Carlos Leopoldo Reichmann

A próxima edição regional da mostra ocorre nesta sexta-feira (4), em Lagoa Vermelha. Confira abaixo o calendário completo das etapas locais.

04/10 – Lagoa Vermelha
09/10 – Caxias do Sul
10/10 – Vacaria
11/10 – Estrela
15/10 – São Gabriel
16/10 – Alegrete
17/10 – Uruguaiana
18/10 – Livramento
22/10 – Bagé
23/10 – Rio Grande
24/10 – Pelotas
25/10 – Camaquã
29/10 – Santiago
30/10 – Santa Maria
31/10 – Cachoeira do Sul
01/11 – Santa Cruz
05/11 – 38º Porto Alegre
05/11 – 39° Porto Alegre
05/11 – Gravataí
06/11 – Canoas
06/11 – Guaíba
07/11 – São Leopoldo
07/11 – Soledade
08/11 – Osório
08/11 – Montenegro
12/11 – Bento Gonçalves
12/11 – Taquara
12/11 – Guaporé


As inscrições continuam abertas. Basta preencher o formulário abaixo:


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