Com muita preocupação, diretores(as) de escolas de Porto Alegre responderam ao chamamento da direção central e compareceram ao auditório do CPERS nesta quinta-feira (17) para uma plenária de debate sobre o projeto de maldades de Eduardo Leite.

Para dar início ao encontro, o segundo vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, ressaltou que a categoria enfrentará uma dura batalha.

“Hoje chamamos as direções de escolas e suas representações para que através de nossa assessoria jurídica possamos apresentar a reforma de Eduardo Leite, para que assim haja uma unidade no entendimento desse projeto, que é danoso para todos que escolhemos a educação como carreira”, afirmou Edson.

Solange Carvalho, primeira vice-presidente do Sindicato, lembrou que o CPERS passou a integrar a Frente dos Servidores Públicos (FSP/RS), uma nova unidade para enfrentar a conjuntura de ataques à sociedade, ao serviço público e aos direitos das categorias nas esferas municipal, estadual e federal.

“Estamos participando da frente dos servidores porque essa luta é de todos os servidores públicos. Esse plano diabólico do Eduardo Leite é uma vergonha e precisa ser barrado”, destacou Solange.

EDUARDO LEITE QUER ACABAR COM A CARREIRA DE EDUCADOR(A)

O advogado Marcelo Oliveira Fagundes, do escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, assessoria jurídica do CPERS, apresentou aos diretores uma análise técnica da minuta do projeto apresentada ao sindicato.

Marcelo ressaltou que todas as carreiras do estado estão sendo atacadas. “Essa proposta termina com a carreira dos educadores e cria a remuneração. Ele quer mascarar o pagamento do piso, mas vai apenas realocar valores. Por isso insistimos, quem vai pagar o piso é o próprio professor”.

Outro ataque brutal previsto no projeto é quanto ao avanço na carreira, atualmente o magistério e os funcionários de escola recebe aumento de salário com os avanços temporais, isso pode terminar, visto que as vantagens podem ser extingas.

“Essa proposta é o fim do conceito de carreira, hoje em dia nós temos um crescimento vegetativo da folha, quanto mais tempo de serviço, mais vantagens. Se passar nós teremos um congelamento eterno nos vencimentos”, destacou Marcelo.

Confira abaixo a íntegra da plenária com direções escolares de Porto Alegre e tire suas dúvidas sobre o pacote de Eduardo Leite com a assessoria jurídica do CPERS.

AGORA É GREVE

Jussara Domingues, sócia do CPERS desde 1961, ressaltou que a única forma de barrar esse projeto é com a união da categoria e uma greve forte e coesa. “A greve sempre foi nosso maior artifício, se não lutarmos a gente perde certo. Trazer a comunidade junto é fundamental, porque se esse projeto for aprovado nós vamos morrer de fome, por isso precisamos lutar”.

Relembramos que conforme deliberado na última Assembleia Geral do CPERS, assim que Eduardo Leite protocolar os projetos, o Sindicato comunicará toda a categoria e setenta e duas horas (72h) depois, entraremos em greve para barrar o fim da carreira e os ataques ao serviço público.

Somente uma mobilização massiva, forte e unificada pode obrigar Eduardo Leite a recuar. Por isso, converse com seu colegas de trabalho, discuta a importância da greve com alunos e pais.  Mobilize toda a comunidade escolar.

Para auxiliar, estamos preparando diversos conteúdos em nosso site resumindo de forma objetiva o pacote desumano de Leite. Acesse aqui e compartilhe!

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Leia mais:

– Série de vídeos detalha os ataques do pacote desumano de Eduardo Leite
– Como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados
– Eduardo Leite quer destruir a carreira e economizar às custas dos educadores
– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso

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A semana chuvosa e o vento gelado do Guaíba põem à prova a resistência das educadoras que, há três dias, fincam pé, tocam sinetas e erguem as bandeiras douradas do CPERS em frente ao centro de poder do Estado.

São aposentadas que construíram o passado e o presente do Rio Grande do Sul e, inspiradas por lutas históricas, se doam para não perder tudo que conquistaram em décadas de mobilização.

“Participo dos acampamentos do CPERS desde os anos 80. De lá pra cá, sempre estive na Praça da Matriz”, conta Zila Teresinha Fidell, diretora do núcleo do CPERS de Uruguaiana.

“Tivemos um acampamento em que o lema era ‘Adote um Professor’. Não tínhamos sequer dinheiro para passagem e vivíamos de doações. Mesmo assim, não arredamos pé. É isso que queremos passar aos colegas de hoje: coragem para lutar e não entregar seus direitos”, conclui.

Todas as manhãs, as atividades começam com um sinetaço para “acordar Eduardo Leite”

A luta é árdua, mas não precisa ser triste. Com alegria, merendeiras que dedicaram suas vidas a alimentar estudantes, agora alimentam a mobilização. Diariamente elas preparam refeições para quem está acampado e visitantes.

Instalado no Dia do Professor, o Acampamento da Resistência permanecerá em operação até o final do ano para lembrar o governador, todos os dias, que uma categoria massacrada por salários congelados e atrasados há quase 5 anos não aceitará perder direitos ou dinheiro.

É o marco inicial da greve, a ser deflagrada se Eduardo Leite enviar os projetos de mudança no Plano de Carreira ou na Previdência Estadual. Os 42 núcleos do CPERS se revezam para manter as atividades, nesta semana sob responsabilidade dos educadores(as) de Uruguaiana, São Borja e Livramento.

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Saiba tudo sobre os novos ataques de Eduardo Leite:

– Série de vídeos detalha os ataques do pacote desumano de Eduardo Leite
– Como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados
– Eduardo Leite quer destruir a carreira e economizar às custas dos educadores
– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso

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O sorriso e a alegria contagiante são características marcantes da professora Léla, como gosta de ser chamada. Quem a vê hoje, cheia de energia e disposição, nem imagina a batalha recente que travou.

Ela foi diagnosticada com câncer de mama no ano passado. Após o tratamento com quimioterapia e radioterapia, quando estava prestes a realizar a cirurgia para retirada do câncer, Léla precisou lidar com a notícia de que o seu contrato com o estado havia sido rompido, apesar de ter sua licença garantida pelo INSS até o final deste ano.

A partir daí seguiram-se dias de angústia, incertezas e aflição. Uma das maiores preocupações da educadora, à época, era perder o plano de saúde do IPE. “Entrei em pânico por receio não conseguir arcar com os custos do restante do tratamento”, recorda.

Em seus dois vínculos com o estado, em escolas de Canoas e São Leopoldo, a educadora sentiu na pele a diferença na forma como foi tratada pelas mantenedoras. “Em São Leopoldo fui tratada como um ser humano, com empatia. Em Canoas me senti sendo apenas um número, justamente onde eu tinha a maior parte da minha carga horária de trabalho”, desabafa.

O descaso do Estado foi denunciado pelo CPERS e teve ampla repercussão na mídia.

A pressão e a repercussão  fez com que a Secretaria Estadual de Educação recuasse. “Me ligaram dizendo que eu poderia manter o vínculo até o término do tratamento”, relembra.

Porém, o desgaste físico e emocional ao qual foi submetida deixou marcas.  “A experiência de ter sido demitida do estado durante o tratamento, em um momento de tanta fragilidade, foi sem dúvida nenhuma a pior da minha vida”.

A sensação de não ter o apoio mínimo esperado em um momento tão delicado permanecia. Então, Léla decidiu buscar outros caminhos. “Quando eu estava finalizando o tratamento de radioterapia abriu processo seletivo para uma escola da rede privada. O tratamento finalizou e em seguida comecei a trabalhar nesta instituição. Os fatos foram se desenrolando da melhor forma possível, dentro do tempo necessário para que eu recebesse a alta médica do tratamento e o início na escola nova”, explica.

Hoje, Léla virou a página. “Se eu pudesse planejar os meus últimos 12 meses, certamente, seria diferente. Porém a vida me desafiou e eu vivi tudo com alegria e amor. Hoje, completa um ano do meu diagnóstico de câncer de mama”, comemora.

Da amarga experiência, ela quer apenas lembrar da vitória. “Com o auxílio do CPERS fui para a luta e não desisti. Por mim e por todos os colegas que passaram pela mesma situação. A luta vale a pena”, celebra.

Reincidência do câncer e demissão

Em 2014, a professora Savana Valenti Cauduro foi diagnosticada com câncer de mama, tipo de tumor mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos novos casos de câncer no país, a cada ano.

Desde a descoberta da doença, Savana, que atuava como professora contratada no Estado há quase dez anos, realizou os tratamentos necessários e seguiu com acompanhamento médico. Em 2018, o câncer voltou. Quando mal havia assimilado a notícia da reincidência da doença e estava juntando forças para recomeçar o tratamento, ela foi informada pela Coordenadoria Regional de Educação (CRE) que estava demitida.

“Simplesmente deram a notícia de meu desligamento por telefone. Disseram que era para eu passar na coordenadoria e assinar os papéis”, relembra.

Diante da situação, ainda incrédula e preocupada com o que viria pela frente, a educadora tentou reverter o caso. “Expliquei o que estava passando, tentei sensibilizá-los. Me informaram que não tinham o que fazer, que infelizmente elas tinham que me demitir. Falaram que a ordem veio lá de cima. Liguei para a Seduc e me disseram que não estavam cientes. Mesmo assim, fui demitida”, afirma.

Atualmente, a educadora conta com o apoio da família para conseguir manter os altos custos do tratamento contra o câncer. “Estou pedindo auxílio para a família e também pra entidades que ajudam pessoas com câncer”, explica.

Além das dores com as quais convive diariamente, Savana precisa lidar com a sensação de descaso em um dos momentos em que mais precisa de amparo e respeito. “Meu sentimento é de muita raiva, pois sempre trabalhei, mesmo estando em tratamento. No momento em que mais precisei, me viraram as costas. Rompi o músculo do peito e tenho fortes dores no braço por tentar continuar uma vida normal e o que recebo é uma ligação informando para assinar meus papéis. Esse governador é desumano, o que será da educação daqui a uns anos? Teremos robôs nas salas?”, questiona.

Política de enxugamento faz com que educadores(as) escondam enfermidades

Léla e Savana são apenas dois exemplos dos inúmeros casos de educadoras(es) demitidos em licença-saúde devido a doenças graves como câncer, depressão e transtorno de ansiedade, que foram demitidas(os) pelo estado. Todos vítimas da política desumana de enxugamento e otimização de quadros implantada pelo governo Eduardo Leite.

O medo da demissão tem feito com que muitos professores(as) e funcionários(as) de escola escondam suas enfermidades e sigam trabalhando, mesmo doentes.

O desamparo justamente nos momentos de saúde frágil, quando mais se necessita de apoio e respeito, mostra a face real deste governo: cruel e desumano.

Vale lembrar que este mesmo governo, além de toda a insensibilidade com a qual trata educadores(as) doentes, não paga os salários da categoria, em dia, há 46 meses.

 

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Na manhã desta quinta-feira (17), a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer e a diretora do 15º núcleo (Erechim), Marisa Inês Betiato, estiveram reunidas com cerca de 22 diretores de escolas da região. O encontro ocorreu na sede do núcleo.

A reunião debateu o pacote de Eduardo Leite, que ataca o Plano de Carreira do Magistério, no Estatuto dos Servidores (Lei 10.098) e a Previdência Estadual.

Helenir falou aos presentes sobre  como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados. “Leite quer destruir a carreira do professor, taxar aposentados, punir funcionários de escola, retirar direitos e reduzir ainda mais nosso salário. Quer sacrificar o futuro do estado em nome de um eterno ajuste fiscal que não produziu qualquer resultado positivo em cinco anos de arrocho”, declarou.

A diretora do núcleo falou da importância dos diretores repassarem para os professores e funcionários de escola tudo que foi visto na reunião. “Nossa missão agora é compartilhar com os nossos colegas todas as informações obtidas nesse encontro”, ressaltou.

Na ocasião foi definido a elaboração de uma carta dos diretores da região para ser entregue à comunidade escolar, ao conselho municipal de educação, vereadores, prefeitos, governador, deputados estaduais, além da Coordenadoria Regional de Educação e imprensa local.

Os professores(as) e funcionários(as) de escola seguem em alerta. Assim que Eduardo Leite protocolar os projetos na Assembleia legislativa a categoria entrará em greve num prazo de 72 horas, conforme deliberado na última Assembleia Geral do CPERS, dia 27 de setembro.

 

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Recentemente, centenas de educadores(as) aposentados(as) participaram do XVII Encontro Regional dos(as) Aposentados(as) do 2º Núcleo (Santa Maria), realizado no CTG Ronda Crioula, em São Sepé. Palestras sobre cuidados com a saúde, apresentações artísticas e, principalmente, informações repassadas pela assessoria jurídica do sindicato sobre o pacote de maldades do governo Eduardo Leite integraram a programação.

As dirigentes da direção estadual do CPERS, Sandra Terezinha Severo Régio e Rosane Zan participaram do encontro e destacaram a importância da mobilização da categoria neste momento em que o governo tenta retirar direitos históricos dos(as) educadores(as).

Sandra ministrou a palestra Nossas casas, o planeta e o nosso corpo, que salientou a importância dos cuidados com a saúde física e mental. “Diante de tantos ataques contra os nossos direitos, é muito importante cuidarmos da nossa a saúde, tanto a do corpo quanto a da mente, para estrarmos preparados para lutar pelos nossos direitos”, observou.

Rosane fez uma análise sobre a conjuntura política atual observando que o cenário vigente, onde está em risco o plano de carreira e a previdência da categoria, exigirá uma forte mobilização dos(as) professores(as) e funcionários(as) de escola em todo o Rio Grande do Sul. “Neste momento em que o governo tenta mexer em nosso plano de carreira e na previdência, retirando direitos que conquistamos com muita garra, contamos com o apoio de vocês para mobilizar e conscientizar a categoria sobre a importância da luta para barrar este ataque. Vocês são a história do CPERS, exemplo de resistência em momentos duros como a ditadura militar. Graças a vocês não perdemos muitos dos nossos direitos. Vamos juntos, novamente, mostrar a força dos educadores deste Estado”, destacou Rosane.

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Diretores de escolas do 22° Núcleo reuniram-se na tarde desta quarta-feira (16), na EEEM Heitor Villa-Lobos, em Gravataí, para conhecer e debater os diversos ataques do pacote de medidas apresentado pelo governo na última semana, relativos a mudanças no Plano de Carreira do Magistério, no Estatuto dos Servidores (Lei 10.098) e na Previdência Estadual. 

Durante a abertura do encontro, a diretora do CPERS, Valdete Moreira, destacou a hipocrisia do discurso do governador sobre o projeto. 

“Os educadores precisam saber que, por mais que o projeto venha disfarçado de aumento com a promessa do piso, serão mais de dez anos sem nenhum reajuste. Por isso estamos aqui hoje, vocês são o nosso elo com a escola nesse momento, precisamos que os educadores conheçam a realidade desse projeto”, destacou Valdete.

A diretora do CPERS, Vera Lessês, falou sobre a brutalidade do pacote de mudanças para os educadores(as), uma categoria que já sofre com a desvalorização e 46 meses de salários atrasados e parcelados. “A situação é muito pior do que imaginávamos. Eduardo Leite vai conseguir algo nunca feito, unir todos os servidores contra  o governo”, afirmou.

O que está em jogo com o pacote de mudanças de Eduardo Leite

Olhares incrédulos e semblantes preocupados, estas foram algumas das reações dos diretores(as) de escola sobre como o pacote de mudanças de Leite afetará funcionários(as) de escola, professores(as) e aposentados(as).

Tatiane Severo Freitas, representando o escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, assessoria jurídica do CPERS, apresentou o que está em jogo para a categoria. “Eduardo Leite quer ficar conhecido como o governador que pagou o piso, sendo que, quem vai pagar o piso do Rio Grande do Sul é o próprio educador”, destacou.

A advogada ressaltou ainda que a proposta de Leite não passa de uma reorganização dos gastos atuais com a folha, sem conceder um centavo a mais. “O projeto de Leite é muito cruel e com o que está proposto, a atual situação pode piorar mais ainda no longo prazo”, afirmou Tatiane.

Durante a apresentação, a diretora da EEEF Dr. Liberato Salzano V. da Cunha, Simone de Souza, ficou surpresa com o fato de que uma das mudanças do pacote refere-se a restrição do difícil acesso apenas para escolas do campo. “Minha escola tem 100% de difícil acesso e eu já tenho dificuldade de conseguir professores, se nos tirarem esse direito a escola vai fechar”, declarou.

Ao fim do encontro a diretora do Sindicato, Valdete, relembrou ainda outro fator importante, o governo atual tem maioria na Assembleia Legislativa, por isso, a união e pressão da categoria sobre os deputados será a única forma de barrar essas mudanças. 

“Façam reunião com os colegas nas suas escolas. A situação é urgente. As “vantagens” apresentadas pelo governo vão mascarar a realidade. Se o pacote for aprovado, os educadores ficarão ainda mais empobrecidos”, reiterou Valdete. 

AGORA É GREVE

Conforme deliberado na última Assembleia Geral do CPERS, assim que Eduardo Leite protocolar os projetos, o Sindicato comunicará toda a categoria e setenta e duas horas (72h) depois, entraremos em greve para barrar o fim da carreira e os ataques ao serviço público.

Somente uma mobilização massiva, forte e unificada pode obrigar Eduardo Leite a recuar. Por isso, converse com seu colegas de trabalho, discuta a importância da greve com alunos e pais.  Mobilize toda a comunidade escolar. 

Para auxiliar, estamos preparando diversos conteúdos em nosso site resumindo de forma objetiva o pacote desumano de Leite. Acesse aqui e compartilhe!

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Com o objetivo de valorizar os(as) educadores(as) e mostrar a riqueza das experiências pedagógicas produzidas no chão da escola, a 4ª edição da Mostra Pedagógica do CPERS está passando pelos 42 núcleos do Sindicato.

Nesta quarta-feira (16), o 19º núcleo (Alegrete) realizou a etapa regional da Mostra. O encontro de estudantes e professores(as) ocorreu a partir das 9h, no salão Maria Amorin.

Alguns dos assuntos abordados nos projetos foram meio ambiente, história, igualdade de gêneros, a importância de leitura e sentimentos de estudantes e educadores (tristeza, depressão, medos, desmotivação, suas causas e consequências).

A diretora do núcleo, Maria Izete Paré Rhodes deu as boas-vindas aos alunos e professores e falou da alegria de prestigiar os projetos inscritos na mostra.

A coordenadora do Departamento de Educação, Rosane Zan, perguntou aos presentes na Mostra: “O que fazer diante dos ataques de retiradas dos nossos direitos? A reposta ela mesma fez questão de destacar: “Vamos contra-atacar com a prática pedagógica no chão da escola. Este será o nosso ato de resistência. Temos, em nossas mãos, o poder de transformação social como educadores”, concluiu.

Para se inscrever na Mostra basta preencher o formulário abaixo. Os anexos (como documentos, trabalhos por escrito ou em powerpoint, fotos e vídeos) devem ser enviados para o e-mail mostracpers@gmail.com.

 

Projetos selecionados:

Nível: Séries Finais do Ensino Fundamental
1º Lugar:
Projeto: Lendo o Mundo, Escrevendo a Vida
Orientadora:  Ana Lucia Silva Vargas
EEEM Dr. Romário Araújo de Oliveira.

2º Lugar:
Projeto: Produzindo Sabão; Confeccionando Jornal
Orientadores: Osmar Senador Mendonça Júnior e Izabel Cristina Vieira Ferreira Escola Estadual de Ensino Fundamental Santa Inês

3º Lugar:
Projeto Testemunhos e Monumentos da República Oligárquica na Praça Central
Orientador: Anderson Romário Pereira Corrêa
Escola Estadual de Educação Básica Dr. Lauro Dornelles.

Nível: Ensino Médio
Projeto: Luta por Igualdade das Mulheres em Alegrete
Orientador: Bolívar Schlottfeldt Marini
Escola Estadual de Ensino Médio Waldemar Borges

Nível: Educação Profissional
Projeto: No meio do caminho, há pedra, vida e poesia. Na linguagem da escola, há afeto, grito e luta
Orientadora: Mariléia da Silva Marchezan
Instituto Estadual de Educação Oswaldo Aranha

 

Cronograma das próximas Mostras:

18/10 – Livramento
22/10 – Bagé
23/10 – Rio Grande
24/10 – Pelotas
25/10 – Camaquã
29/10 – Santiago
30/10 – Santa Maria
31/10 – Cachoeira do Sul
01/11 – Santa Cruz
05/11 – 38º Porto Alegre
05/11 – 39° Porto Alegre
05/11 – Gravataí
06/11 – Canoas
06/11 – Guaíba
07/11 – São Leopoldo
07/11 – Soledade
08/11 – Osório
08/11 – Montenegro
12/11 – Bento Gonçalves
12/11 – Taquara
12/11 – Guaporé

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Mais de 280 educadores(as) aposentados dos núcleos de Erechim, Lagoa Vermelha e Passo Fundo celebraram a vida e a luta nesta quarta-feira (16).

Reunidos para a etapa regional do Encontro de Aposentados, as associadas do CPERS participaram do Desafio de Danças Folclóricas, debateram a conjuntura política e receberam informações aprofundadas sobre o pacote de ataques de Eduardo Leite, com apresentação do advogado Marcelo Oliveira Fagundes.

“Nossas conquistas históricas estão ameaçadas. Precisamos, mais uma vez, honrar as lutas do CPERS e nos preparar para a luta em defesa da carreira e dos nossos direitos”, afirmou Glaci Weber, diretora do Departamento de Aposentados(as).

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, também abordou o pacote desumano de Leite. “É quase impossível acreditar que alguém tenha desenvolvido um projeto desses, tamanha a crueldade das medidas, porque todo o estado sabe da precaridade que vive a nossa categoria”, avaliou.

O pacote atinge violentamente toda a categoria, incluindo os inativos. Quem recebe a partir de um salário mínimo passará a contribuir com alíquotas previdenciárias, e não terá qualquer previsão de reajuste salarial.

Assista o vídeo explicativo sobre como as alterações propostas atingem em cheio quem já trabalhou a vida toda.

O grupo de dança de Lagoa Vermelha conquistou o 1º lugar no Desafio de Danças, ao som do ritmo do Xaxado.

As aposentadas também assinaram, por unanimidade, uma carta que repudia o pacote de medidas de Eduardo Leite e convoca a categoria para a greve.

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Cerca de 280 educadoras aposentadas dos núcleos de Erechim, Lagoa Vermelha e Passo Fundo aprovaram, por unanimidade, uma carta que repudia o pacote de medidas de Eduardo Leite e convoca a categoria para a greve.

O documento foi apresentado e assinado nesta quarta-feira (16), no Encontro Regional de Aposentados em Erechim, com a presença da presidente Helenir Aguiar Schürer e a diretora do Departamento de Aposentados, Glaci Weber.

Leia a íntegra:

Carta das aposentadas e aposentados do CPERS  sobre o projeto desumano de Eduardo Leite

Nós, educadoras e educadores aposentados da rede estadual do Rio Grande do Sul, repudiamos com veemência o mais recente ataque de Eduardo Leite aos professores(as), funcionários(as) de escola e a todos os gaúchos que dependem da educação pública para aprender, sonhar e crescer.

É com perplexidade e indignação que tomamos conhecimento dos projetos do governador para destruir a carreira do magistério – conquistada a duras penas em nossas lutas históricas -, aprofundar o arrocho salarial, retirar direitos e confiscar o dinheiro dos aposentados(as) que ganham menos taxando a Previdência.

Em toda nossa trajetória, jamais vimos um governo atacar com tanta violência seus próprios servidores. Não é nada menos do que inacreditável a disposição de cobrar alíquotas previdenciárias de quem ganha pouco mais de um salário mínimo. Não trabalhamos e lutamos a vida inteira para chegar à aposentadoria empobrecidos e sem dignidade.

Este é um projeto de morte, nocivo e cruel.  É nos ombros de quem recebe os menores salários que recairá a conta da má gestão, das desonerações fiscais bilionárias, da sonegação de grandes empresas e dos privilégios dos altos salários.

O governador quer sacrificar as nossas vidas em nome de um ajuste fiscal que não produziu qualquer resultado positivo em cinco anos de arrocho. Pelo contrário, Sartori legou aos gaúchos o maior rombo dos últimos 16 anos nas contas públicas. Quem, como Leite, está a serviço deste projeto, não está a serviço do Rio Grande do Sul.

Somos dezenas de milhares que construímos o passado e o presente, educando gerações. Nossas lutas históricas fizeram do CPERS um dos maiores e mais combativos Sindicatos do Brasil. Enfrentamos o chumbo da ditadura e a insensibilidade de outros governantes.

Estaremos em todos os espaços, nas ruas, nas praças e nos piquetes em escolas, de mãos dadas com os colegas da ativa para barrar essa proposta nefasta e inaceitável. A greve da categoria tem nosso apoio total e irrestrito. Eduardo Leite passará, nossos direitos ficarão. Avante educadores, de pé!

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Leia também:

– Série de vídeos detalha os ataques do pacote desumano de Eduardo Leite
– Como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados
– Eduardo Leite quer destruir a carreira e economizar às custas dos educadores
– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso

 

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