Como ação de contingência e com foco em garantir assistência aos usuários, o IPE Saúde anuncia a implantação do atendimento por teleconsultas (clique para acessar o serviço). A medida, desenvolvida em parceria com a Procergs, segue as novas diretrizes para o setor publicadas pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Federal de Medicina, entrando em vigor a partir desta quarta-feira, dia 14.

Ainda em caráter excepcional e temporário, o serviço dispensará a cobrança de coparticipação para os beneficiários – ou seja, será efetuado sem custos para o usuário.

Conforme o Instituto, as consultas poderão ser realizadas a qualquer dia e horário, inclusive aos finais de semana, sendo agendadas diretamente entre os pacientes e seus profissionais. A partir deste contato, o segurado solicita a teleconsulta na área própria do site do IPE, indicando o número de inscrição no CRM do especialista.

O médico, por sua vez, receberá, via SMS, com mensagem contendo a senha necessária para a validação do atendimento solicitado pelo usuário. Quando o profissional digitar a senha na autorização de consulta pelo site, a mesma estará habilitada.

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A definição sobre as plataformas a serem usadas para a realização dos procedimentos cabe aos médicos. Contudo, os mesmos deverão adotar sistemas criados especificamente para estes fins, visando preservar a integridade, segurança e sigilo das informações mediante encriptação entre as partes, registro de prontuário com dados clínicos e a emissão de receitas e atestados de modo eletrônico.

Além disso, ao realizarem as ações deverão atender aos preceitos éticos de beneficência e observar as normas e orientações sobre notificação compulsória, em especial as listadas no Protocolo de Manejo Clínico do Coronavírus. 

O detalhamento sobre o atendimento por teleconsulta consta na ordem de serviço publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (14/04). Além disso, também há tutoriais disponíveis no site, para os usuários e para os prestadores

O novo serviço, embora implantado ainda na condição temporária, é um avanço tecnológico e assistencial que reforça a busca pela consolidação administrativa do instituto.

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Ainda há prazo para doutores(as) e mestres assegurarem o reenquadramento de nível retroativo a 1º de março no novo Plano de Carreira do Magistério

Na legislação, o Nível 6 do plano vigente até então passa a ser dividido em três níveis, o IV (especialização), o V (mestrado) e o VI (doutorado).

Quem tem mestrado ou doutorado, e pelo menos cinco anos de efetivo exercício, deve realizar a solicitação.

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O prazo do pedido, que deve ser feito por email, vence no final de maio. Após esse período a solicitação ainda pode ser realizada, mas não contará retroativamente desde a data prevista na Lei (1º de março).

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA A COMPROVAÇÃO:

PROFESSOR ATIVO:

  • Solicitação para reenquadramento (formulário).
  • Diploma de acordo com o nível de formação (mestrado ou doutorado).

PROFESSOR INATIVO (aposentado no nível 6 e diplomado em mestrado ou doutorado antes de se aposentar):

  • Solicitação para reenquadramento (formulário).
  • Diploma de acordo com o nível que irá (mestrado ou doutorado).

COMO FAZER A SOLICITAÇÃO DE ALTERAÇÃO DE NÍVEL:

Na capital:

Para os professores(as) e Especialistas de Educação de Porto Alegre, a solicitação é feita através do preenchimento do formulário e com a cópia do diploma. Os documentos devem ser encaminhados para o e-mail: alexandre-zanatta@seduc.rs.gov.br

Interior

Para os professores e especialistas de Educação do interior do Estado, deverão ser encaminhados por e-mail para as respectivas Coordenadorias Regionais de Educação (CREs).

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Após longa espera e quatro contracheques crivados de vultuosos descontos, chegou a hora de saber de qual lado está o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS): da educação pública ou da política de morte de Eduardo Leite (PSDB).

O recurso do CPERS para derrubar o corte de ponto da greve será julgado pelo Pleno no dia 23 deste mês, em sessão virtual com início marcado para as 10h.

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São mais de 27 mil trabalhadores(as) castigados por lutarem pelos seus direitos. O movimento paredista foi deflagrado em novembro por salário em dia e contra o pacote enviado pelo governador à Assembleia Legislativa.

O ponto foi cortado apesar dos serviços prestados e dos dias letivos recuperados, sem prejuízo aos estudantes. Muitos tiveram perdas equivalentes a 30% dos rendimentos mensais.

Trata-se de uma punição cruel, desumana e injusta, calculada friamente para frear futuras mobilizações e facilitar o desmonte da educação.

Frisamos: são pessoas que trabalharam e não estão recebendo pelo seu trabalho.

Pessoas sem recursos para suprir necessidades básicas, comprar comida e pagar as contas.

Pessoas já fragilizadas por seis anos de perdas salariais e cinco de atrasos e parcelamentos, dívidas acumuladas e condições laborais precárias.

Pessoas no limite do estresse que, devido à pandemia, em breve precisarão lidar com despesas extras de saúde e o sustento de familiares acossados pelo desemprego.

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O Banrisul anunciou, neste domingo (12), que vai prorrogar operações de crédito consignado contratadas pelo funcionalismo estadual.

A decisão se segue ao pedidos realizado inicialmente pelo CPERS e, após, em conjunto com as entidades da Frente de Servidores Públicos (FSP) à instituição, como forma de atenuar a pressão financeira diante da crise desencadeada pela pandemia.

▶ Leia a íntegra do requerimento do CPERS, enviado no dia 6 de abril

Em nota, o banco informa que optou por ser “solidário ao momento difícil que a sociedade está enfrentando”.

Detalhes da prorrogação de até três parcelas serão apresentados nos próximos dias.

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No comunicado, o Banrisul informa que “ainda está definindo a melhor forma de sistematizar a operacionalização e divulgará amplamente a data a partir da qual estará disponível essa solução, bem como os canais de solicitação para os servidores interessados”.

O pedido do CPERS considerou a necessidade de arcar com gastos mais elevados durante a quarentena, incluindo despesas com a saúde e o sustento de familiares acossados pelo desemprego.

Anos de salários congelados e parcelados e, mais recentemente, o corte de ponto da greve, levaram grande parte da categoria a contrair sucessivos endividamentos, já que muitos são obrigados a “comprar” a própria remuneração com juros no início de cada mês.

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Nesta quarta-feira (9), três comunidades Guarani de Viamão receberam cestas básicas arrecadadas pela campanha de doação do CPERS.

O auxílio integra a Rede de Apoio aos Educadores(as), campanha iniciada em janeiro para ajudar trabalhadores(as) cujos salários foram cortados por Eduardo Leite (PSDB) após a greve.

Em tempos de quarentena, funcionários(as) e dirigentes têm se esforçado para manter as entregas na capital e interior do estado.

Ao todo, já foram distribuídas mais de 450 cestas básicas desde o lançamento.

A iniciativa faz a diferença na mesa de educadores(as) como Eloir de Oliveira, professor da aldeia Estiva (Tekoá Nhundi). Ele conta que as dificuldades financeiras dos Guarani da região têm se agravado nas últimas semanas.

Pelo isolamento, a venda de artesanato – uma das principais fontes de renda das comunidades – caiu bruscamente. 

“Peço que continuem com essas iniciativas e ajudem outras comunidades além de nós, como pescadores e quilombolas”, pontua Eloir.

Sem conseguir pagar as contas e colocar comida na mesa, outras duas comunidades Guarani das terras indígenas do Cantagalo (Jata´ity) e Itapuã (Tekoá Pindó Mirim) contam com a mobilização da sociedade para a doação não apenas de alimentos, mas também de roupas.

 “Agora, diante dessa pandemia, a gente não tem como sobreviver. A gente precisa de ajuda. Temos dívidas para pagar e precisamos de doações”, desabafa o professor da aldeia Cantagalo, Paulo Morinico.

A campanha arrecadou mais de R$ 14 mil em recursos que foram revertidos em cestas básicas, além de doações espontâneas de diversas pessoas e entidades, como a Adufrgs, que lançou campanha própria.

De acordo com Daniel Damiani, diretor do CPERS, o Sindicato investiu outros R$ 14 mil para suprir a demanda acumulada até o momento.

“A rede de doações começou em função dos cortes salariais da greve, para auxiliar os sócios do sindicato. Com a pandemia, a situação se agrava. A gente pede que as pessoas continuem doando para que possamos ajudar outras famílias”, afirma.

Cerca de 40 cestas foram entregues em mais 11 de cidades apenas nesta quarta (9)

Na manhã desta quarta-feira (9), o 14º núcleo do CPERS distribuiu em torno de 40 cestas básicas para educadores(as) dos municípios de São Leopoldo, Taquari, Canoas, Santa Maria do Herval, Ivoti, Estância Velha, Campo Bom, Portão, Novo Hamburgo, Esteio e Cachoeirinha.

Se você realizou o pedido e ainda não foi contatado, em breve receberá uma ligação com informações do local de retirada da sua cesta.

Se você não doou, corre que ainda dá tempo e tem muita gente precisando!

Banco Banrisul

Código: 041 / Ag: 0100 / Conta: 064241800-7

CNPJ: 92.908.144/0001-69

Beneficiário: CPERS/Sindicato

Preencha o formulário abaixo com os seus dados, caso ainda não tenha feito o pedido da sua cesta básica

 

COMO FUNCIONA

  1. Se você pode ajudar ou precisa de ajuda, comece preenchendo o formulário neste link
  2. Para solicitar cestas básicas, é necessário ser sócio(a) do CPERS e não ter conseguido sacar o 13º e/ou ter sofrido corte de ponto em razão da greve
  3. Cestas básicas podem ser entregues diretamente nos 42 núcleos do CPERS (clique aqui e confira as cidades e endereços) ou na sede do Sindicato na capital (Av. Alberto Bins, 480) – EM RAZÃO DO PERÍODO DE ISOLAMENTO PELO CORONAVÍRUS, AS ENTREGAS  DE DOAÇÕES PRECISAM SER PREVIAMENTE AGENDADAS COM OS NÚCLEOS. NESSE LINK VOCÊ ENCONTRA OS CONTATOS DOS DIRETORES E DO WHATSAPP DE CADA NÚCLEO.
  4. As doações em dinheiro podem ser depositadas na seguinte conta, criada exclusivamente para este fim: Banco Banrisul (Código: 041) / Ag: 0100 / Conta: 064241800-7 / CNPJ: 92.908.144/0001-69 / Beneficiário: CPERS/Sindicato
  5. Os educadores(as) que necessitam de auxílio serão contatados pelo CPERS quando da disponibilidade de cestas básicas para combinar a retirada
  6. Ao fim da campanha, as cestas básicas que não forem entregues serão doadas para instituições de caridade e as doações em dinheiro serão destinadas ao fundo de greve        

 

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As aulas presenciais estão suspensas, mas o trabalho e a luta continuam!

Confira a íntegra da live realizada nesta quinta-feira, com a presidente do CPERS e o advogado Marcelo Fagundes respondendo dúvidas da categoria.

Boa páscoa e fique em casa!

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As atividades domiciliares, chamadas de aulas programadas durante a pandemia, jamais substituirão o fazer pedagógico com interação presencial.

Mas, neste período excepcional, se utilizadas de forma equilibrada e criativa, considerando as múltiplas realidades de acesso e condições socioeconômicas, as atividades podem contribuir para a aprendizagem e a superação deste tempo temeroso.

No entanto, a Seduc e as CRES precisam assegurar recursos técnicos e financeiros mínimos para a realização do trabalho.

Há educadores(as) sem dinheiro para comer tirando do próprio bolso para arcar com dados móveis. A carga horária por vezes supera a do período presencial. A formação continuada tem sido um vetor de crise e ansiedade.

É inadmissível que, em um momento que pede tranquilidade, segurança e boa saúde, as atividades docentes gerem tanto estresse, aflição e sobrecarga para educadores(as) e estudantes.

Diante disso, o CPERS recomenda:

1. Não trabalhe fora do seu horário normal;

2. Não responda pais ou alunos fora do seu horário normal;

3. Não faça os cursos de formação continuada fora do seu horário normal;

4. As direções devem comunicar claramente à comunidade escolar os horários disponíveis para o atendimento aos alunos e a realização de aulas programadas;

5. Quaisquer dificuldades na realização das aulas programadas ou do curso devem ser registradas e comunicadas à direção das escolas e às CREs;

6. Não peça fotos dos alunos estudando ou fazendo trabalhos, nem faça prints de webconferências. Expor imagem de menores é uma violação do ECA;

7. As CREs e direções devem respeitar as múltiplas realidades e limitações de cada escola, educador(as) e estudante.

Por fim, reafirmamos nossa luta por uma educação pública, laica e de qualidade para todos e todas.

Leia também:

Cansaço e repetição: curso online obrigatório continua dificultando a vida dos educadores
▶ Educação em tempos de zap: pandemia expõe desigualdades sociais e limites do EAD
 Conexão recusada: curso online para educadores gera frustração na rede estadual

▶ Sem estrutura ou recursos, educadores driblam limitações para garantir ensino a distância
▶ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

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Estudo elaborado pelo Dieese aponta que o número de leitos por habitante no Brasil é inferior à média global e a de países como Itália e Espanha, que até o momento contabilizam o maior número de óbitos por Covid-19 no mundo.

O país tem 2,3 leitos a cada mil habitantes, enquanto a média global é de 3,2. A Itália possui 3,2 leitos para cada mil habitantes e, a Espanha, 3.

A proporção também é inferior à recomendação do Ministério da Saúde, de 3 leitos por mil habitantes, vigente até outubro de 2015, quando a portaria 1101/2002 foi revogada.

O Rio Grande do Sul é um dos seis estados brasileiros que alcançaram a recomendação nacional, chegando a 2,9 leitos para cada mil habitantes.

A análise do Dieese observa que é essencial  identificar regiões mais vulneráveis, otimizar o uso de serviços existentes e dimensionar recursos que serão necessários para fortalecer a capacidade de resposta do sistema de saúde na crise.

“Nos locais mais afetados espera-se um rápido aumento na demanda por serviços de saúde, principalmente por leitos hospitalares em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e suportes ventilatórios/respiradores”, ressalta o documento.

O Dieese também ressalta que as condições sociais, econômicas e sanitárias agravam o quadro nacional.

“A pobreza será um fator dramático para a disseminação em massa da doença (bolsões de miséria nas periferias e favelas) somada à falta de condições sanitárias visto que 48% da população sequer possui saneamento básico”, aponta o estudo.

O país precisa acelerar  a disponibilidade de leitos hospitalares e respiradores sob pena de termos um quadro de mortalidade ainda maior.

É necessário garantir o financiamento em saúde para estados e municípios, asfixiados pelos cortes de gastos desde a EC 55 aprovada em 2016 (também conhecida PEC da Morte) que congela os gastos com saúde, educação e investimentos sociais por 20 anos.

Clique e confira a íntegra do documento aqui.

Acompanhe todas as notas técnicas publicadas pelo DIESSE sobre os efeitos econômicos da pandemia:

07/04/2020
NT nº 234 – Medidas emergenciais adotadas pelo Sistema Financeiro Nacional devido à pandemia do coronavírus – Covid 19

06/04/2020
NT nº 233 – O avanço da Covid-19 e as medidas para a flexibilização do regime estatutário no setor público

03/04/2020
NT nº 232 – O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda diante dos impactos da Covid-19

01/04/2020
NT nº 231 – O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e a Segurança Alimentar e Nutricional na crise da Covid-19: o PL 786A/2020 e propostas do Congresso Nacional

31/03/2020
Boletim de Conjuntura nº 021 – A pandemia de coronavírus e a urgente necessidade de mudanças estruturais

30/03/2020
O projeto de renda básica de emergência para enfrentar o coronavírus aprovado na Câmara dos Deputados

27/03/2020
DIEESE: Impactos da Covid-19 nas políticas de trabalho na produção de óleo e gás

26/03/2020
DIEESE: Propostas de medidas a serem adotadas pelo Sistema Financeiro Nacional

23/03/2020
NT Nº 226 – Medida Provisória 927: crise do coronavírus cai na conta do trabalhador

23/03/2020
NT Nº 225 – Medidas emergenciais adotadas pelo Sistema Financeiro Nacional devido à pandemia do coronavírus – Covid 19

23/03/2020
NT nº 224 – Medidas adotadas por vários países para conter os efeitos econômicos da pandemia do coronavírus

19/03/2020
NT nº 223A – A pandemia do coronavírus e a anemia da economia brasileira

18/03/2020
NT nº 223 – A pandemia do coronavírus e a anemia da economia brasileira

17/03/2020
Medidas de proteção à vida, à saúde, ao emprego e à renda dos trabalhadores e trabalhadoras

Leia mais:

➡️ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

Imagem de destaque: Flavio Lo Scalzo / Reuters

 

 

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As primeiras semanas de isolamento social não foram fáceis para os educadores(as) gaúchos. E o governo pretende continuar dificultando a vida durante a pandemia.

Após problemas na realização do curso online que não funciona, dificuldades para planejar e aplicar atividades a distância e mais um contracheque com descontos incompreensíveis, o governo anunciou nesta segunda o segundo módulo do curso de formação continuada.

Em sua página oficial no Facebook, a secretaria parabenizou os 42 mil docentes que finalizaram a primeira etapa da formação. Porém, não esclareceu se os problemas técnicos foram resolvidos.

Dificuldade de acesso, falhas na programação, interface pouco intuitiva e instabilidade foram as marcas do primeiro módulo.

Conforme reportagem do CPERS, diversos educadores(as) precisaram acessar o sistema de madrugada pra completar o processo e muitos não conseguiram sequer realizar a inscrição.

Além dos problemas técnicos, o conteúdo é pouco estimulante e o acréscimo à formação é questionável, atuando mais como uma forma de controle sobre os educadores(as) e um vetor de angústia em meio às dificuldades do período.

Uma professora que pede para não ser identificada relata: “o governo não se deu conta que temos que planejar, postar a sequência das aulas para nossos alunos, estar disponíveis para atender e explicar individualmente no watts, ter tempo para receber as atividades e corrigir, preencher planilha no e-mail, no diário online e físico e procurar aulas online para que nossos alunos tenham o melhor conhecimento possível. E, com tudo isso, ainda nos obriga a fazer um curso on-line com prazo para entregar provas?”

A educadora, que também é mãe, precisou acessar o curso às 5h da manhã. 

“A pergunta que não quer calar é: o que irão fazer com quem não vence? Com quem não consegue se concentrar o suficiente e tirar a nota mínima? Com quem não consegue fazer porque a internet em casa não é boa? Não precisamos de prazo, precisamos de um ambiente virtual que funcione”, desabafa. 

Conteúdo cansativo e repetitivo 

O primeiro módulo do curso era composto por uma apresentação com 35 slides para compreender como a formação funcionava, leituras obrigatórias e quatro atividades que valem nota e compõem a média final. 

Para finalizar o curso e garantir o certificado de participação é necessário atingir uma pontuação mínima.

O diretor do CPERS e professor de sociologia, Daniel Damiani, realizou a prova e opina:

“A experiência com o curso foi frustrante. Leva-se mais tempo preenchendo cadastros e formulários para acessar os conteúdos e atividades, do que de fato aprofundando algum tema. Salta aos olhos a contradição entre o referencial teórico apresentado na formação, que prega a ampla discussão do currículo, participação da comunidade, respeito às deliberações dos conselhos, com a prática do governo que vem atropelando deliberações do CEEd, impondo um currículo às escolas”.

Em uma das questões os educadores(as) deveriam conceituar o termo  “currículo” em uma palavra. Em outra, conectar palavras com o seu significado. 

A professora e vice-diretora do colégio Cândido José de Godói, de Porto Alegre, Lilian Balbinot, que levou dias para finalizar o curso, não considerou os conteúdos disponibilizados relevantes para o seu dia a dia em sala de aula.

“Uma das questões era um quiz de sim ou não sobre o entendimento da base, uma atividade totalmente sem sentido. Além de várias questões com ‘decoreba’ de legislação, solicitando número de artigos”, conta Lilian.

Já o diretor do Cândido Godói, Mário Antônio da Silva, é ainda mais direto quando questionado sobre o assunto. “O conteúdo é mais do mesmo. Ou seja, não te leva a lugar algum”, diz.

A segunda atividade do curso, que tratava dos marcos legais da rede de ensino público estadual, foi descrita pela maioria dos professores(as) que conversamos como irrelevante, visto que bastava olhar as leis, que já são de conhecimento da maioria, para responder as questões. 

O CPERS orienta os educadores(as) que não estão conseguindo acesso à plataforma ou que não tem condições de realizar o curso que registrem as dificuldades e comuniquem suas direções escolares e as CREs. O atendimento das CREs está sendo realizado online, e os e-mails estão disponíveis neste link.

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