Antes mesmo do retorno às aulas presenciais em Lajeado, 16% dos educadores da rede municipal testaram positivo para a Covid-19.
A informação foi confirmada pelo secretário de saúde do município, Cláudio Klein, no programa Frente e Verso, da rádio A Hora, na manhã desta segunda-feira (28).
De acordo com Klein, dos 481 testes realizados em profissionais do ensino até a sexta-feira, 77 deram positivo. No sábado, mais profissionais foram testados.
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Segundo o secretário, cerca da metade havia sido infectada há mais de 15 dias. Na outra metade, a doença ainda estava ativa.
Nesta quarta-feira (1º), os alunos da educação infantil da rede municipal de Lajeado retornam às aulas presenciais.
Cenário preocupa educadores da rede estadual
A notícia sobre o percentual de educadores da rede municipal infectados trouxe ainda mais apreensão aos professores(as) e funcionários(as) de escola do Estado.
“Já estávamos explicando que mesmo quando a contaminação estivesse sob controle seria necessário testagem tanto para alunos quanto para professores, com o objetivo de identificar possíveis focos de contaminação. Mas esta notícia deixou todos alarmados e preocupados. Acredito que isso torna inviável qualquer retorno às aulas presenciais em toda a região, no próximo período. Possivelmente não tenhamos condições, inclusive, de retorno às aulas presenciais neste ano”, avalia o diretor do núcleo de Estrela, Gerson Luis Johann.
Governador sequer cogita realização de testes na rede estadual
Todas as vezes em que o governador Eduardo Leite fala sobre o retorno às aulas presenciais, ignora o tema da testagem dos educadores.
O CPERS, através de pesquisa realizada com mais de 2 mil educadores(as) gaúchos trouxe à tona dados preocupantes: o vírus já contaminou profissionais de mais de 142 escolas mesmo com as escolas operando em regime de plantão, com fluxo reduzido.
O estudo realizado pelo sindicato também mostrou que em 71% das instituições, não são fornecidas máscara com a frequência necessária para todos os trabalhadores(as) no período de plantão e 92% das direções respondentes afirmaram que suas escolas não têm condições estruturais de reabrir respeitando os protocolos.
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Escolas fechadas, vidas preservadas
Os dados reiteram a posição do Sindicato: o Rio Grande do Sul não tem condições de retomar as aulas presenciais. As curvas não apresentaram uma redução expressiva, a dança das bandeiras perdeu o sentido e a transmissão comunitária permanece fora de controle.
Faltam profissionais, falta estrutura, faltam recursos, faltam testes e falta segurança.
Não seremos cúmplices da tentativa de normalizar a morte, a necropolítica que une Bolsonaro, Eduardo Leite e todos que celebram o capital acima da vida.
O governador precisa fazer o seu dever de casa. Nós, nossos estudantes e familiares não seremos cobaias.
#EscolasFechadasVidasPreservadas
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