Até o fim da tarde desta quinta (31), mais de 400 diretores(as) e vice-diretores(as) de escola de 130 municípios do Rio Grande do Sul assinaram o manifesto online disponibilizado pelo CPERS. O texto repudia as propostas de Eduardo Leite para as carreiras da educação e as alterações na Previdência Estadual, e declara apoio integral à greve da categoria.

“Nós trabalhamos com amor, carregamos a escola pública nas costas, fazemos o possível e o impossível para realizar um bom trabalho e dar condições adequadas para nossos estudantes. Mas não vamos abrir mão da nossa dignidade.”

Leia a carta abaixo e deixe sua assinatura!

Carta dos diretores(as) e vice-diretores(as) de escola da rede estadual a Eduardo Leite

Nós, diretores(as) e vice-diretores(as) de escola da rede estadual do Rio Grande do Sul, nos dirigimos ao governador Eduardo Leite para expressar total repúdio às propostas de alteração do Plano de Carreira do Magistério, do Estatuto dos Servidores e da Previdência Estadual.

É impensável que o Estado, após cinco anos promovendo uma brutal política de arrocho, queira cortar mais fundo na carne dos educadores e educadoras, aposentados e na ativa. O governo pretende destruir a carreira, prorrogar o arrocho salarial por anos, retirar direitos e confiscar o dinheiro dos aposentados que recebem menos.

Ora, estamos há 46 meses sem receber em dia, com os salários congelados há cinco anos, com o valor da gratificação de direção estagnado há 17 anos, em situação de miséria e escolhendo entre comer e pagar as contas. Se a política de contenção de gastos com recursos humanos resolvesse os problemas do Estado, o Rio Grande do Sul já estaria distante do abismo

Mas Eduardo Leite quer aplicar o mesmo remédio amargo, testado e reprovado múltiplas vezes. É irracional sacrificar o presente e o futuro do Rio Grande do Sul em nome de uma eterna crise fiscal, sem apresentar qualquer solução alternativa. Sobre os ombros de quem recebe os menores salários recairá a conta da má gestão, das desonerações fiscais bilionárias, da sonegação de grandes empresas e dos privilégios dos altos salários.

Soma-se ao desrespeito com os trabalhadores(as) o congelamento – por mais de seis anos – dos repasses da autonomia financeira, já há muito insuficientes para arcar com a luz, água, telefone, internet, material de expediente e produtos de limpeza. Nossas escolas se encontram desamparadas e com graves problemas estruturais, sem previsão de atendimento.

Este é um projeto de morte, cruel e nocivo ao desenvolvimento das atividades escolares. Um pacote de medidas desumanas, que prejudica a gestão, o projeto pedagógico, os trabalhadores, os pais e o aprendizado dos estudantes.

Nós trabalhamos com amor, carregamos a escola pública nas costas, fazemos o possível e o impossível para realizar um bom trabalho e dar condições adequadas para nossos estudantes. Mas não vamos abrir mão da nossa dignidade.

Se Eduardo Leite insistir em seu projeto nefasto, a greve da categoria contará com nosso apoio total e irrestrito. Não aceitaremos retroceder e perder direitos. O limite já foi ultrapassado.

Avante educadores(as), de pé!

Quer receber notícias do CPERS via whatasapp? Clique aqui!

Leia mais:

– Erros, inconsistências e omissões: governo infla dados para justificar reformas
– Ato unificado no dia 14 de novembro marcará luta contra desmonte do serviço público
– Série de vídeos detalha os ataques do pacote desumano de Eduardo Leite
– Como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados
– Eduardo Leite quer destruir a carreira e economizar às custas dos educadores
– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso
– Pressão nos vereadores: baixe o modelo de moção de repúdio aos projetos
– Direções escolares se mobilizam contra ataques de Eduardo Leite
– Assine a carta das educadoras aposentadas contra os projetos de Eduardo Leite

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Reconhecimento, valorização, defesa dos direitos, união e resistência contra os projetos de Eduardo Leite.

O salão da Sociedade Ginástica de São Leopoldo ficou lotado nesta quinta (31) com funcionários(as) de escola das cidades de abrangência do núcleo, bem como de Canoas e Montenegro, para o Encontro Regional realizado pela direção central.

Luiz Henrique Becker, diretor-geral do 14º Núcleo, saudou os visitantes exemplificando a importância dos funcionários(as) para a luta e o funcionamento das instituições. “Em uma escola da região, os professores resolveram não aderir à greve, mas os funcionários sim. Sabem quanto tempo a escola ficou aberta? Somente um dia. Isso mostra o quanto é importante o trabalho de vocês dentro da escola. Sem os funcionários as escolas não funcionam”, afirmou.

A diretora Sônia Solange Viana, coordenadora do Departamento de Funcionários(as), apresentou um histórico da trajetória de lutas do segmento e a importância da qualificação e do reconhecimento profissional. “Nosso objetivo é fazer com que os funcionários se reconheçam como educadores de fato, fundamentais para o processo de ensino-aprendizagem e para o funcionamento das escolas, conhecendo e exercendo seus direitos”, explicou.

Sônia também falou sobre os projetos de Eduardo Leite para a categoria: “é um projeto de morte. As medidas propostas vão destruir o funcionalismo e a escola pública, atacando o direito à educação e o acesso a serviços públicos gratuitos e de qualidade”, destacou.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, pontuou a importância dos funcionários dentro das instituições. “Vocês são a porta da frente da escola, quem recebe os alunos e os pais. Os funcionários têm maior contato e afinidade com os estudantes. Sem vocês as escolas não funcionam.”

Helenir fez uma breve análise da conjuntura estadual frisando a importância do voto consciente. “O que estamos vivendo agora é consequência dos nossos votos. O Eduardo está no quinto ano do mesmo projeto de político. Ele já pegou as estratégias de privatização e destruição do serviço público andando. Está trilhando um caminho pronto”, falou.

Ao falar dos projetos de Leite, Helenir destacou que todos serão atingidos, incluindo funcionários e aposentados. “São projetos que pretendem levar os educadores a abandonarem o magistério”.

Helenir lembrou também que, se Leite mandar os projetos para votação no recesso escolar, haverá luta. “Eduardo esqueceu de conversar com Sartori. Em 2015, ele mandou os piores projetos nesse período. Nós enfrentamos cavalos, balas e bombas e não conseguiram aprovar nem uma PEC.”

“Todos esses ataques só nos levam para um caminho, a greve.  Nós faremos uma grande greve, mas fulminante para acabar com esse governo. Se passar esse projeto nós passaremos a ser miseráveis. Então colegas, se encham de coragem e vamos resistir e fazer a luta”, conclamou a presidente.

Pablo Henrique Santos, diretor-geral do 20º Núcleo, também convocou a categoria à luta e reiterou a importância da unidade para barrar os projetos.

A força da categoria

No inicio da tarde foi a vez do advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, explanar sobre o pacote desumano de Leite.

Marcelo lembrou que o governo também ataca a organização sindical. “O governo está mexendo com os sindicatos, ele não quer mais ceder os educadores para o Sindicato, ou seja, ninguém mais vai continuar recebendo do Estado se estiver na direção central ou na direção dos núcleos. Também quer retirar a participação em atividades sindicais (PAS). Se o projeto passar, quem participar de alguma atividade do sindicato vai levar falta e ser descontado. Ele quer acabar com os sindicatos, acabar com a luta.”

O advogado ressaltou os principais pontos que atacam os funcionários de escola: fim das vantagens temporais (triênios e quinquênios), fim da incorporação de gratificações para a aposentadoria (como as de direção e insalubridade), aumento do tempo de contribuição e redução dos proventos conforme Reforma da Previdência nacional, aumento da contribuição para a aposentadoria, difícil acesso apenas para escolas do campo, redução ou extinção do abono permanência, fim do abono de falta para participação em atividades sindicais e reajuste ZERO por tempo indeterminado. “É o maior ataque de todos os tempos”, finalizou Marcelo.

O diretor estadual da Central Única dos Trabalhadores do RS, Marcelo Machado Carlini fez uma análise da conjuntura enumerando as ofensivas de Eduardo Leite contra o funcionalismo. “Leite não está preocupado que com esses projetos diversos educadores não vão querer mais lecionar. O projeto dele é acabar com o funcionalismo público e privatizar os serviços”, ressaltou.

Carline convocou os educadores(as) para o Ato unificado da Frente de Servidores Públicos no dia 14 de novembro.

As entidades e centrais envolvidas convocarão assembleias e atos durante a manhã em diferentes pontos de concentração. Às 13h30, o funcionalismo gaúcho se encontra no Largo Glênio Peres, seguindo em marcha até o Palácio Piratini. “Dia 14, mais de 20 entidades estão chamando para a luta. Queremos colocar mais de 40 mil trabalhadores nas ruas. Esse será o dia para enchermos as ruas de Porto Alegre. Dia de lutar pelos nossos direitos.”

Durante o encontro, 12 funcionárias de escola associaram-se ao CPERS, mostrando força e coragem para lutar contra o governo Leite.

“O encontro foi esclarecedor. Estamos passando por um momento complicado, onde não chegam até nós as informações corretas. Vou sair hoje daqui com muito conhecimento sobre os nossos direitos e sobre a grande luta que temos que travar com o governo para não deixar que esses projetos passem”, afirmou a nova sócia do CPERS, a merendeira de escola Tuane Silva.

Já Rejane Lainos, também nova sócia, explica que sempre teve vontade de se associar e nunca teve oportunidade. “Conheço o CPERS há mais de 30 anos, antes de entrar para o estado. Já fui em várias manifestações e hoje com esses ataques do governo vejo a importância de estar junto de quem lute e defenda nossos direitos”, destaca.

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O governo Eduardo Leite anunciou nesta quinta (31) que a folha de outubro começará a ser quitada apenas no dia 14 de novembro. A crueldade é ainda maior neste mês: a primeira faixa salarial será de apenas R$ 1,7 mil.

Pior; quem recebe até R$ 2,5 mil só receberá o salário integral no dia 11 de dezembro. Trata-se de uma medida adequada ao slogan adotado pelo governo. Novas façanhas, velhas práticas.

Quer receber notícias do CPERS via whatsapp? Clique aqui!

Outra nova façanha: são 47 meses de atraso e/ou parcelamento e quatro anos desde o primeiro fatiamento da folha, iniciado pelo antecessor Sartori.

Quem recebe acima de R$ 1,7 mil terá os salários quitados pelo sistema de parcelas. A primeira será depositada no dia 20 no valor de R$ 700.

A próxima, somente no dia 10 de dezembro, equivalente a R$ 1 mil. Um dia depois, no 11, o governo deposita parcela de R$ 800.

No dia 12, deposita mais R$ 1,1 mil. A quitação total está prevista apenas para o dia 13.

Para a surpresa de ninguém, o Estado agrava a situação de miséria dos educadores(as) e ainda se utiliza do fato para justificar políticas nefastas, como os projetos de alteração da carreira e da Previdência.

O CPERS convoca a categoria a permanecer mobilizada em todo o estado para deflagrar a greve. O movimento paredista inicia 72 horas após o protocolo dos projetos na Assembleia Legislativa.

No dia 14 de novembro, todas e todos estão convocados para participar de ato unificado com todas as categorias do funcionalismo em Porto Alegre.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Educadores(as), pais e alunos das escolas estaduais Ezequiel Nunes Filho e Tomé de Souza, de Esteio, reuniram-se no fim da tarde desta quarta-feira (30), na Prefeitura da cidade, para contestar o processo de municipalização das instituições.

Durante a audiência, o diretor do 20º Núcleo do CPERS (Canoas), Pablo Henrique Silva dos Santos, destacou o desrespeito do governo com a educação ao desconsiderar a opinião da comunidade escolar sobre o tema.

“O Conselho Escolar, representação máxima da autoridade escolar não foi escutada. Nós queremos registrar aqui nossa indignação. O governo está transferindo a sua responsabilidade para o município, que a partir do ano que vem, com o possível fim do Fundeb, não terá nem condições de manter as escolas”, afirmou Pablo.

O governo justificativa que a cedência para o município seria para melhorar as condições e para combater a evasão, no entanto, ambas as escolas são exemplo de gestão, sendo pioneiras na disponibilização de um notebook por aluno em sala de aula, e as duas possuem altos índices no IDEB.

Uma professora da escola Tomé de Souza, se diz preocupada com a situação, visto que a Seduc até o momento não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, deixando a escola sem saber como começará o próximo ano letivo.

“Até o momento tudo o que sabemos é via prefeitura, parece que para o estado nós não existimos”, ressalta a professora.

A escola Tomé de Souza possui atualmente 202 alunos matriculados pelo estado e mais duas turmas que somam 35 alunos já conveniados pelo município.

“Nossa escola não apresenta problemas de evasão, possuímos uma ótima infraestrutura com salas climatizadas, um notebook por aluno, lousa digital. Para o município vai ser bem mais fácil o investimento”, destaca.

Como medida, o 20º Núcleo, a pedido das comunidades escolares envolvidas, protocolou junto ao Ministério Público uma ação contra a municipalização das duas escolas. No processo, é destacado o fato da decisão ter desrespeitado a determinação do Conselho Escolar, que é o órgão máximo das unidades de ensino (de acordo com a Lei de Gestão Democrática 10.576/1995), bem como o parecer 867/2007 do Conselho Estadual de Educação do RS, que normatiza os procedimentos para a realização da municipalização, situação que não ocorreu nestas unidades de ensino.

Mais uma vez, o governo de Eduardo Leite demonstra o seu desrespeito com a educação e descumpre o procedimento de escuta da comunidade escolar e dos respectivos conselhos escolares. Como  já verificado em outras ocasiões, o destino dessas escolas, ao passar para o município, pode ser o abandono e depredação do prédio público.

Mobilizar a comunidade é fundamental

O CPERS orienta as comunidades de escolas ameaçadas de municipalização a mobilizarem-se para barrar mobilizarem a comunidade escolar para impedir a continuidade do processo.

O Sindicato orienta a realização de audiências públicas como a de Esteio, reuniões com pais e estudantes para a organizar o apoio da sociedade, pressão nos deputados, vereadores, secretários de educação e prefeitos para que não aprovem a municipalização.

O CPERS solicita que casos de municipalização em andamento sejam comunicados pelo e-mail secgeral@cpers.org.br

Fotos: Eduardo Baratto Leonardi e Charles Scholl

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

No Dia do Servidor Público (28/10), a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG) protocolou documento junto ao governo que contrapõe os dados previdenciários apresentados pelo governo para justificar seu pacote de medidas de arrocho. A entidade criou um grupo de trabalho, formado por especialistas no tema previdenciário que localizou inúmeras inconsistências nos dados.

“O governo não apresenta memória de cálculos e, além disso, os números divergem dos que já haviam sido apresentados. São vários erros, afirmações inconsistentes e omissões. Trata-se de uma verdadeira pedalada previdenciária”, comenta o secretário da UG, vice-presidente do Ceape/TCE, Filipe Leiria.

Um dos erros apresentados é a questão do déficit atuarial de R$ 373,5 bilhões que soma equivocadamente os saldos anuais dos déficits do regime financeiro. Somando-se as receitas previdenciárias do intervalo de tempo considerado pelo governo e deduzindo as despesas previdenciárias, para o regime financeiro, chega-se a valores próximos de R$ 11 bilhões e não R$ 373,5 bilhões. “O governo acumula equivocadamente valores da previdência regidos pelo regime de caixa”, afirma a nota.

A apresentação do governo é intitulada de “Reforma dos Servidores Civis”, contudo, os déficits apresentados englobam o total dos servidores civis e militares, sem separação. Desta forma, de acordo com dados técnicos, o documento induz a atribuição de um déficit de R$ 3,5 bilhões a mais para os servidores civis.

No documento consta um déficit de aproximadamente R$ 11,64 bilhões, quando o valor correto seria de R$ 8,10 bilhões. Mesmo considerando que tenha sido um erro formal, o déficit previdenciário de R$ 11,6 bilhões difere daquele apresentado pelo próprio governo, na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) para o mesmo exercício de 2018.  Além disso, diz a nota, o “governo omite na sua apresentação normas de projeções atuariais que irão reduzir o déficit atuarial do regime financeiro pela metade, a partir de 2020”.

“É dever do gestor público, no encaminhamento das propostas de governo, ser fiel ao preceito da transparência que se traduz em oportunizar à sociedade o acesso pleno aos dados, aos modelos matemáticos e projeções atuarias que embasam a proposta, para que não haja dúvida quanto à consistência da proposta, e que possa ser amplamente discutida, a fim de evitar a reiteração de erros que acabam por causar prejuízo que não é restrito aos servidores públicos como muitos ainda insistem em colocar, mas para todos. Estamos vivendo mais um momento crucial no Estado”, afirma o presidente da União Gaúcha, Cláudio Martinewski.

Leia a íntegra do documento apresentado pela UG:

1. A apresentação é intitulada de “Reforma dos Servidores Civis”, contudo, os déficits apresentados englobam o total dos servidores civis e militares, sem separação. Assim, o documento induz a atribuição de um déficit de R$3,5 bilhões a mais para os servidores civis. Na página 27 do documento, onde consta um déficit de aproximadamente R$ 11,64 bilhões, o valor correto seria de R$ 8,10 bilhões (conforme os dados oficiais do Demonstrativo de Resultado da Avaliação Atuarial de 2019 –ano base 2018).

2. Mesmo considerando que tenha sido um erro formal, o déficit previdenciário de R$ 11,6 bilhões difere daquele apresentado pelo próprio governo, na ocasião da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) para o mesmo exercício de 2018. No Anexo I.b da lei consta, para o plano financeiro, um déficit de 11,3 bilhões (o plano previdenciário não pode ser considerado, pois é superavitário em 2018). Portanto, o governo se contradiz em relação aos seus próprios dados, apresentando uma diferença de R$ 300 milhões a maior, sem justificativas no documento.

3. Na mesma página 27, apresenta-se uma projeção de déficit atuarial de R$ 12,35 bilhões para o ano de 2019. Além do erro de continuar considerando servidores civis e militares, conforme  estacado anteriormente, a projeção contraria a trajetória de declínio do déficit apresentada pelo próprio governo na ocasião da LDO. No mesmo Anexo I.b da lei, constam como déficit atuarial de 2018 o valor de R$ 11,361 bilhões e, para 2019, o valor de R$ 11,305 bilhões (ambos para o Plano Financeiro). Constata-se uma redução gradual de R$ 56 milhões. Entretanto, na apresentação do governo, passados alguns meses, a projeção passou a apresentar um aumento expressivo, o déficit estaria pulando de R$ 11,6 bilhões para R$ 12,35 bilhões. O governo apresenta um crescimento expressivo do déficit, de aproximadamente R$700 milhões, sem maiores detalhamentos, contrariando a trajetória de queda dos cálculos oficiais.

4. A tendência de crescimento do déficit previdenciário para 2019, além de contrariar a trajetória de queda identificada nos números oficiais, desconsidera as recentes alterações na legislação que disciplina os parâmetros atuariais. Com as novas regras de cálculos, os regimes de repartição simples apresentarão significativa redução nos déficits. Com a edição das portarias MPS 464/2018 e ME/SP 17/2019 poderá ser utilizado taxa de juros que variam de 4,61% a 5,89% (a depender do ISP – Índice de Situação Previdenciária, calculado pela Secretaria da Previdência a partir das informações dos RPPS). Hoje, as avaliações atuariais, por força da Portaria MPS 403/2008, estabelecem taxa de juros zero para as projeções de regime financeiro, portanto, não se considera a receita de capitalização dos recursos. Com a nova legislação, essa receita passará a ser considerada reduzindo o déficit acumulado para a metade a considerar os parâmetros do governo, reduzindo de R$ 375 bilhões para aproximadamente R$ 188 bilhões, e não aumentando como é apresentado no pacote. O Governo omite na sua apresentação normas de projeções atuariais que irão reduzir o déficit atuarial do regime financeiro pela metade, a partir de 2019 e 2020.

5. Na página 28 do documento, o governo apresenta a informação de que a Reforma da Previdência reduzirá em R$ 86 bilhões um déficit atuarial de R$ 373,5 bilhões. O documento não apresenta os elementos da reforma que estão sendo considerados para se chegar a esse valor, tampouco memórias de cálculo. Não informa aspectos básicos, tais como se está considerando somente a PEC 06/2019, ou também leva em conta a PEC 133/2019. No âmbito do IPE PREV, gestor único do RPPS, nenhuma simulação dos impactos de Reforma da Previdência foi submetida ao Conselho de Administração. Cabe a esse Conselho, que conta com representação do governo e dos servidores, avaliar e opinar sobre as avaliações atuariais da previdência (LC nº 15.143/18, art. 5º). Se o propósito é o diálogo, as simulações, parâmetros, pressupostos, critérios e metodologia deveriam ser apresentados a este Conselho. postos, critérios e metodologia deveriam ser apresentados a este Conselho. O governo não submeteu a simulação dos impactos da Reforma da Previdência à avaliação técnica da instância legalmente responsável por avalizar as projeções atuariais dos regimes previdenciários.

6. Na mesma página 28, o déficit atuarial de R$ 373,5 bilhões soma equivocadamente os saldos anuais dos déficits do regime financeiro. As posições anuais já são cumulativas: representam o déficit financeiro acumulado até o ano de referência. Portanto somá-los novamente, representa uma impropriedade, incorrendo no erro de dupla contagem. Somando-se as receitas previdenciárias do intervalo de tempo considerado pelo governo e deduzindo as despesas previdenciárias, para o Regime financeiro, chega-se a valores próximos de R$ 11 bilhões e não R$ 373,5 bilhões. Isso se deve porque os déficits são zerados de um ano para outro, uma vez que observam o regime de caixa. O governo acumula equivocadamente valores da previdência regidos pelo regime de caixa.

7. Na página 16 do documento denominado “Reforma Estrutural do Estado”, “Mito 4”, o governo além de afirmar que o déficit é crescente até 2040 (contrariando os números oficiais, sem qualquer suporte em projeções atuariais válidas) sustenta que ao final de 2091 o “Fundo” em extinção acumularia um déficit total de R$ 800 bilhões (considerando uma inflação de 3,5% a.a). O número apresentado contraria regras básicas de matemática financeira ao somar valores de instantes temporais distintos.

8. As projeções atuariais apresentadas pelo governo não foram submetidas ao exame do Conselho de Administração do Gestor Único do Regime Próprio de Previdência Social, o IPE-Prev. A Portaria 464/2018 estabelece que as avaliações atuariais oficiais, inclusive as projeções, devem ser procedidas por um atuário responsável bem como necessitam ter a aprovação dos respectivos Conselhos Deliberativos ou de Administração. No âmbito estadual, a Lei Complementar Estadual nº 15.143/18 instituiu o IPE PREV e respectivo Conselho de Administração. Trata-se de um colegiado paritário, composto por representantes patronais (órgãos dos poderes Executivo judiciário, Legislativo, Ministério Público, Defensoria e Tribunal de Contas). O Conselho de Administração representa a instância destinada a se fazer um debate dialogado, mediando os interesses se servidores e representantes patronais, incluindo-se aqueles do governo. Causa estranheza ignorar o exame técnico e o aval do Gestor Único do Regime Próprio de Previdência Social sobre os números apresentados, ignorando instâncias paritárias, se o propósito anunciado
pelo Sr. Governador é estabelecer um diálogo.

9. A última avaliação atuarial oficial apresentada pelo governo (Processo Administrativo Eletrônico: 19/2442-0007230-50) embora aprovada, foi expressamente ressalvada por unanimidade, inclusive pelos representantes do Poder Executivo. O grau de aderência da avaliação foi considerado insuficiente para atestar a efetiva situação atuarial do regime financeiro (civil e militar) e do regime previdenciário (civil e militar) face à controvérsia das hipóteses atuariais assumidas quanto à taxa de juros, o  crescimento real de salários, a reposição de servidores limitação e a ausência de prazo razoável para exame por parte do Conselho de Administração, sem comprometer a renovação do CRP.

10. Na referida avaliação aprovada com ressalvas, sem aderência com a realidade, o governo projeta crescimentos salariais reais de 2,5% a.a e 3,9% a.a em um cenário que considera 4,10% de IPCA para 2019, significa dizer que servidores civis e militares teriam, nesse ano, um aumento nominal de 6,60% e 7,8% respectivamente. Tais parâmetros contrastam com uma realidade de categorias com mais de 04 anos sem recomposição da inflação, com parcelamento de salários acumulando praticamente duas folhas e uma Lei de Diretrizes Orçamentária para o ano de 2020 que prevê crescimento zero para as despesas com pessoal. Ainda que se trate de um crescimento médio para um período de 75 (setenta e cinco anos) há contrastes significativos,
que devem ser verificados com a realização de testes de aderência.

11. No tocante a pensão por morte a proposta não prevê, nas alterações em relação ao art. 30 da Lei 15.142/18, o pagamento mínimo no montante de um salário mínimo para este benefício previdenciário, e também como se dará o reajuste deste benefício que não foi ou não será contemplado pela paridade, já que para as aposentadorias pela média (art. 28-A, § 7º, da proposta), o benefício será reajustado nos termos estabelecidos para o RGPS.

12. A proposta fragiliza a proteção do cônjuge, companheira ou companheiro, pois não prevê a possibilidade da soma do tempo da união estável com casamento para fins de enquadramento nos prazos do art. 12, inciso IX da Lei 15.142/18 para os requerentes à pensão por morte.

13. Do mesmo modo, em relação ao benefício da pensão por morte, não há garantia da isonomia com o servidor ativo e inativo, no tocante as parcelas mensais de reposições e indenizações ao erário nos moldes previstos na proposta para o art. 82 da Lei Complementar 10.098/94.

14. A precarização do IPE-Prev influencia diretamente a capacidade do governo projetar adequadamente os déficits previdenciários, podendo resultar sobretaxações indevidas tanto dos servidores como da sociedade como um todo. Serão as contribuições dos servidores e a receitas dos tributos pagos pela sociedade que financiarão os déficits apurados. Atualmente o IPE terceiriza o cálculo atuarial, contando com apenas 1(um) atuário assistente, 02(dois) servidores na diretoria de investimentos para administrar uma carteira superior a R$ 2,0 bilhões. Até a edição da presente nota o Governo não renovou o contrato com o prestador terceirizado, vencido ainda no mês de abril/2019. Essas informações podem ser verificadas nas atas do Conselho do IPE-PREV.

15. Por fim, e não menos importante, o governo apresenta um plano de reestruturação do funcionalismo público estadual, tendo como base uma avaliação atuarial defasada (base de 31/12/2017), que considera um cenário previdenciário pretérito à REFORMA DA PREVIDÊNCIA já aprovada, bem como utiliza parâmetros atuariais hoje revogados (Portaria MPS nº 403/2008, revogada pela Portaria MF nº464/2018). Entende-se que a justificativa apresentada é INCONSISTENTE, uma vez que o governo se utiliza de dados projetados com regras e parâmetros revogados. O mais prudente seria aguardar a realização da AVALIAÇÃO ATUARIAL 2020, para que os resultados sejam novamente analisados e discutidos.

Diante dos erros e impropriedades constatadas, a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública requereu a memória dos cálculos apresentados pelo Governo através da Lei de Acesso à Informação.

Consideramos que previdência é uma matéria sensível a sociedade gaúcha. Decisões políticas baseadas em dados equivocados e sem a devida transparência não apresentam um bom caminho para o diálogo e a democracia. Geralmente, estão associadas a interesses escusos.

A sociedade brasileira teve negado seu acesso às informações da previdência na ocasião da PEC 06/2019. A União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública atua para que não se estabeleça essa mesma prática no Estado do Rio Grande do Sul.

Esperamos que o senhor Governador adote a postura republicana que faltou ao Governo Federal, disponibilizando as memórias de cálculo, estabelecendo o diálogo com as entidades representativas, o Conselho de Administração do IPE–PREV e esclareça a população gaúcha sobre os graves erros identificados na presente nota.

Finalmente, quando um serviço público é precarizado resultando em avaliações erradas, quem paga é a sociedade.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Educadores(as) que tiveram desconto previdenciário sobre o terço de férias entre março de 2005 e julho de 2010 receberão, na folha de outubro, a devolução dos valores em parcela única.

O crédito é fruto de acordo judicial decorrente de ação coletiva do CPERS, ajuizada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado. Cerca de 25 mil servidores(as) serão beneficiados, de acordo com estimativas do Estado.

Os valores podem variar de R$ 10,00 a R$ 1.000,00, a depender do tempo de desconto indevido.

O acordo exclui quem optou pelo recebimento na via administrativa ou ajuizou ação individual para cobrar os valores.

A listagem com os servidores(as) incluídos no pagamento será disponibilizada pela SEFAZ em data ainda não definida.

Quer receber notícias do CPERS por whatsapp? Clique aqui!

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Informar, esclarecer e alertar os educadores sobre como os projetos do governo Eduardo Leite afetarão a categoria tem sido o objetivo das plenárias realizadas pela direção central do CPERS em todo Estado. Nesta quarta-feira (30), foi a vez de professores e funcionários de escola dos núcleos de Pelotas e Lagoa Vermelha participarem da iniciativa.

O pacote elaborado pelo governo pretende alterar o Plano de Carreira, a Previdência e o Estatuto dos Servidores (Lei 10.098). Caso aprovado, trará efeitos extremamente nocivos como reajuste zero por tempo indeterminado, fim dos triênios, quinquênios e avanços, aumento da contribuição para a aposentadoria, fim das convocações e substituições por contratos, difícil acesso apenas para as escolas do campo e término das incorporações e gratificações para a aposentadoria. Além disso, os aposentados que ganham a partir de um salário mínimo passarão a pagar alíquotas que podem chegar a 16,32% de suas remunerações.

Para impedir que este cenário se concretize, o sindicato tem exposto estas consequências e alertado educadores e comunidade escolar quanto a importância de realizar uma forte greve, a ser deflagrada 72 horas depois do envio dos projetos de Eduardo Leite à Assembleia Legislativa.

Concomitantemente às plenárias, são realizadas visitas às escolas, para preparar professores e funcionários, para a paralisação que virá. Estas conversas diretamente com a base da categoria têm um papel crucial para conscientizar direções e educadores quanto aos riscos que os projetos do Executivo representam e, frente a isso, a resistência que se faz necessária.

Quer receber notícias do CPERS via whatasapp? Clique aqui!

Leia mais:

– Série de vídeos detalha os ataques do pacote desumano de Eduardo Leite
– Como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados
– Eduardo Leite quer destruir a carreira e economizar às custas dos educadores
– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso
– Pressão nos vereadores: baixe o modelo de moção de repúdio aos projetos
– Direções escolares se mobilizam contra ataques de Eduardo Leite
– Assine a carta das educadoras aposentadas contra os projetos de Eduardo Leite
– Mais de 200 diretores de escola assinam manifesto contra os projetos de Eduardo Leite

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Informar a base, debater a importância da resistência, mobilizar e construir a greve.

A direção central do CPERS segue na estrada em um esforço conjunto de mobilização da base e debate sobre os projetos de Eduardo Leite para os trabalhadores(as) da educação.

No 22º Núcleo, a diretora Valdete Moreira realiza, há duas semanas, uma agenda intensa de plenárias em escolas, ao lado da assessoria jurídica do Sindicato, para detalhar o que está em jogo com as alterações previstas pelo governo.

“Não há meias palavras. Se estes projetos passarem, é o fim da carreira e do sonho de valorização profissional. A única saída é a mobilização coletiva para uma greve histórica”, sintetiza Valdete.

Foram mais de dez encontros com educadores(as) em Cachoeirinha, Viamão e Alvorada.

As medidas propostas por Eduardo Leite incluem o congelamento dos salários de toda a categoria por anos a fio, o extermínio de direitos históricos como as vantagens temporais, ataques à organização sindical e taxação de aposentados(as) que recebem um centavo acima do salário mínimo, sem prever qualquer compensação.

As plenárias, realizadas em todo o estado são fundamentais para preparar a categoria para a greve, a ser deflagrada 72 horas após o protocolo dos projetos na Assembleia Legislativa. O envio aos deputados é esperado para os próximos dias.

        

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Protagonistas de lutas históricas do CPERS, educadores(as) aposentados(as) dos núcleos de Pelotas, Camaquã e Bagé, afirmam, durante o Encontro Regional realizado nesta quarta-feira (30), que estão dispostos a fazer o enfrentamento necessário para impedir que o pacote do governo Eduardo Leite seja aprovado.

A disposição para a luta ganhou força após ouvirem as explicações da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo advogado do escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, Guido Vinícius Vieira da Costa.

Durante a apresentação sobre as consequências do projeto, ele esmiuçou o texto apresentado pelo Executivo, que pretende alterar o Plano de Carreira do Magistério, a Previdência e o Estatuto dos Servidores (Lei 10.098), e frisou os impactos aos aposentados. “As ações previstas pelo governo irão trazer um profundo arrocho salarial, retirar direitos e confiscar o dinheiro dos educadores aposentados que ganham menos. Aqueles que recebem a partir de um salário mínimo passarão a pagar alíquotas que chegam a 16,32% do salário”, alertou.

À frente do Departamento dos Aposentados do sindicato, a diretora Glaci Weber, conclamou a todos para fortalecerem a resistência contra mais este ataque do governo aos direitos da categoria. “Olhando para vocês, passa um filme em minha cabeça. Lembro de tantas batalhas e conquistas que só foram possíveis por causa da garra de cada um. Nós enfrentamos os anos de chumbo da ditadura militar e não será diante deste governo que nos curvaremos”, afirmou.

Glaci também lembrou ao público que conforme decisão da Assembleia Geral do CPERS, 72 horas após o governo protocolar os projetos na Assembleia, será deflagrada a greve. “Já estamos por todo o Estado mobilizando a categoria e conscientizando a comunidade escolar. Será um movimento forte, pois não permitiremos que arranquem nossos direitos”, frisou.

Na luta, com alegria

Durante o decorrer do dia, os educadores acompanharam uma série de palestras e atividades culturais realizadas na sede do Encontro, no Sindicato da Alimentação de Pelotas. O ponto alto foi a apresentação dos grupos que participaram do Desafio das Danças Folclóricas do Brasil, proposto pelo Departamento dos Aposentados aos 42 núcleos do sindicato.

O ritmo para cada núcleo foi definido através de sorteio. Bumba meu Boi, uma das danças mais tradicionais do folclore brasileiro, foi o estilo de dança definido para Pelotas.

Na apresentação dos três grupos participantes, ficou evidente o empenho dos integrantes para realizar a apresentação.

Após a avaliação dos jurados, foi classificado para a etapa estadual do Encontro dos Aposentados, que ocorre em abril de 2020, o grupo de Pelotas.

Os Encontros Regionais dos Aposentados seguem até 27 de novembro.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

A 1ª vice-presidente do CPERS, Solange Carvalho, e a vice-diretora do núcleo de Caxias, Ana Paula Santos, percorrem escolas da região do 1º núcleo para debater os projetos de Eduardo Leite com educadores(as) e mobilizar a categoria para a greve.

Nesta terça (29), a reunião foi em São Marcos. Na última sexta, as educadoras estiveram em Farroupilha.

Durante os encontros, as dirigentes do CPERS apresentaram para professores(as), funcionários(as) e diretores de outras escolas os projetos de Eduardo Leite, que preveem mudanças no Plano de Carreira do Magistério, alterações no Estatuto dos Servidores (Lei 10.098) e Previdência Estadual.

As medidas incluem o congelamento dos salários de toda a categoria por anos a fio, o extermínio de direitos históricos como as vantagens temporais, ataques à organização sindical e taxação de aposentados(as) que recebem um centavo acima do salário mínimo, sem prever qualquer compensação.

“Leite propõe que paguemos do nosso próprio bolso o Piso do Magistério. Podemos ficar anos com os nossos salários congelados. É revoltante que faça esta proposta quando estamos cinco anos sem reajuste e com os salários atrasados há 46 meses.”, destacou a vice-presidente.

“A partir dos encontros, surgiram propostas de mobilização a serem efetivadas pelos presentes. Muito importante esta postura dos educadores”, avaliou.

 

Quer receber notícias do CPERS via whatasapp? Clique aqui!

Leia mais:

– Série de vídeos detalha os ataques do pacote desumano de Eduardo Leite
– Como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados
– Eduardo Leite quer destruir a carreira e economizar às custas dos educadores
– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso
– Pressão nos vereadores: baixe o modelo de moção de repúdio aos projetos
– Direções escolares se mobilizam contra ataques de Eduardo Leite
– Assine a carta das educadoras aposentadas contra os projetos de Eduardo Leite
– Mais de 200 diretores de escola assinam manifesto contra os projetos de Eduardo Leite

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES