Vestidas de preto e carregando nas mãos o símbolo da luta dos educadores, a sineta, aposentadas do grupo Sempre Ativas Sempre Ativas percorreram, na manhã de hoje, véspera de Natal, o Centro de Porto Alegre para denunciar à população o confisco que o governo Eduardo Leite fará em seus salários. Nesta semana, com 38 votos, foi aprovada a Reforma da Previdência dos Servidores Civis, que cria alíquotas progressivas para funcionários(as) da ativa e taxa aposentados(as) que recebem abaixo do teto do INSS.

Até então, aposentadas que recebiam abaixo do teto do INSS não pagam a contribuição. A Assessoria Jurídica do CPERS ingressará com Ação Direta de Inconstitucionalidade para revogar os efeitos da Lei, que passam a valer em 90 dias a partir da sanção.

Ao entregar o panfleto que trazia as informações sobre mais este ataque brutal contra os educadores, que já enfrentam 49 meses de salários parcelados e atrasados, cinco anos sem reajuste e 13º através de empréstimo, o grupo explicava as consequências para a categoria.

“No dia 18 deste mês, o governo nos deu esse amargo presente de Natal, saqueando os nossos salários e afetando de forma brutal a nossa sobrevivência. Agora, teremos que fazer duras escolhas como a de decidir entre comer ou comprar nossas medicações”, desabafou a professora Jussara Domingues, sócia do CPERS desde 1961.

“A ação que estamos realizando hoje é para marcar este momento triste que estamos vivendo. Mostrar o nosso repúdio e indignação e denunciar à sociedade gaúcha que além de não pagar nossos salários em dia, o governador ainda quer retirar um alto percentual das nossas já minguadas remunerações. Contribuímos uma vida inteira e agora temos que passar por isso”, destacou a educadora Valéria Chemale.

Ao receber o panfleto das mãos das aposentadas, a professora de Literatura, Irene Cecchin, de 84 anos, mostrou-se solidária à reivindicação das colegas e lembrou das lutas que fez ao lado do Sindicato. “Eu participei da primeira greve feita pelo CPERS, na época do governo Amaral de Souza. Agora, o que este rapazinho está fazendo com a nossa categoria é desumano demais. Ele mentiu durante toda a campanha, pois não está fazendo nada do que afirmou que faria”, disse.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O Comando de Greve tomou a iniciativa de buscar, na manhã desta segunda-feira (23), uma audiência com o secretário da Educação, Faisal Karam, e entregou um ofício exigindo a abertura de uma mesa de negociação.

Em pauta, o pagamento dos dias parados e a recuperação das aulas, bem como o respeito à autonomia das escolas na construção do calendário letivo e a não perseguição dos grevistas – contratados(as) e efetivos(as).

A greve é um direito de todo trabalhador e as aulas só serão recuperadas mediante acordo de greve assinado entre as partes.

Corte de ponto

O secretário informou que a folha de dezembro foi processada com os pontos cortados. Mas sinalizou para a possibilidade de diálogo na próxima semana, após o retorno do recesso de servidores(as) da Fazenda e do Planejamento.

O Comando reivindicou que o pagamento seja realizado em folha suplementar, prática recorrente em mobilizações passadas. Como o governo nem sequer paga os salários em dia, levando até 45 dias para quitar a folha, os efeitos práticos do corte ainda podem ser revertidos.

A persistência em penalizar educadores(as) coloca em risco a conclusão do ano letivo e a formação de milhares de estudantes. Estamos abertos ao diálogo, falta Eduardo Leite mostrar disposição para negociar. A retomada das aulas depende apenas do governo.

Esperamos que o governador tenha, com o alunado e suas famílias, a responsabilidade que lhe falta com os trabalhadores(as) da rede estadual.

Independente do posicionamento do Piratini, a luta continua. Foi a força da nossa categoria que levou o governador a adiar a votação da maior parte dos projetos. Será a nossa força que criará as condições para derrubar o pacote de destruição da educação e dos serviços públicos.

Janeiro será um mês de mobilização intensa, com visita às escolas, diálogo com a base, panfletagem e preparação para a possível votação dos demais projetos.

Caso o governador convoque sessão extraordinária da Assembleia Legislativa em janeiro, o CPERS comunicará imediatamente a data de nova Assembleia Geral para fortalecer a luta pela retirada do pacote.

Não daremos paz a Eduardo Leite. O Comando de Greve permanece mobilizado antes, durante e após o recesso de fim de ano. Qualquer novidade será imediatamente comunicada à categoria.

Avante educadores(as)!

 

Relembre as propostas aprovadas na Assembleia do dia 20

1. Manter a greve para negociar o pagamento do salário e suspende-la após acordo assinado que condiciona a recuperação das aulas ao pagamento dos dias parados. Respeito à autonomia das escolas na construção do calendário de recuperação das aulas;

2. Visita às escolas e plenárias nas regiões dos(as) deputados(as) da base do governo;

3. Assembleia Geral, no caso de ser convocada sessão extraordinária da Assembleia Legislativa;

4. Panfletagem em espaços de aglomeração de pessoas nos núcleos, fazendo a denúncia do pacote de Leite e sua retirada, bem como a defesa da escola pública e do serviço público;

5. Campanha de denúncia contra o governo Leite que articula a privatização da escola pública estadual através da Fundação Lemann e outras organizações;

6. Elaborar estudo e organizar a categoria para resistir ante a imposição da nova matriz curricular;

7. Denunciar os partidos e deputados(as) que votaram a favor do PLC 503 e fortalecer a pressão e vigilância sobre os mesmos, considerando a posição destes em relação aos demais projetos do pacote;

8. Reafirmar nossa posição contrária à municipalização das escolas públicas estaduais.

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

É decisão de Assembleia Geral do CPERS: se o governador não negociar o corte de ponto dos grevistas e a recuperação das aulas, a greve da educação continua. A resolução foi o principal encaminhamento desta sexta-feira (20) na instância deliberativa máxima do CPERS.

Minutos após a definição, aprovada pelos mais de 2 mil educadores(as) presentes, o secretário da Educação, Faisal Karam, divulgou um vídeo apresentando um calendário falso de recuperação de aulas, em franco desrespeito com a categoria e a Lei de Gestão Democrática.

Não existe qualquer negociação efetivada com o governo. Assim, não existe garantia de pagamento para quem voltar à sala de aula. Reforçamos: a greve continua até que o governo garanta que o salário dos dias parados não será cortado.

Terminar o ano letivo, portanto, é uma responsabilidade de Eduardo Leite. O Comando de Greve do CPERS tentará uma agenda com o secretário na manhã desta segunda-feira (23), conforme pronunciamento da presidente divulgado no fim da tarde de hoje.

Independente do posicionamento do governo, a luta continua. Janeiro será um mês de mobilização intensa, com visita às escolas, diálogo com a base, panfletagem e preparação para a possível votação dos demais projetos que compõem o pacote de Eduardo Leite.

Caso o governador convoque sessão extraordinária da Assembleia Legislativa em janeiro, o CPERS comunicará imediatamente a data de nova Assembleia Geral da categoria.

Quer receber notícias do CPERS por whatsapp? Clique aqui!

Durante a Assembleia Geral, a presidente Helenir anunciou que o CPERS ingressará com Ação Direta de Inconstitucionalidade para barrar o projeto aprovado na última quarta-feira na Justiça.

“Neste Sindicato, a categoria é unida e ninguém solta a mão de ninguém. Não é possível que para superar a crise o governo decida confiscar dinheiro de quem tem menos e já trabalhou a vida inteira”, afirmou.

PROPOSTAS APROVADAS:

1. Manter a greve para negociar o pagamento do salário e suspende-la após acordo assinado que condiciona a recuperação das aulas ao pagamento dos dias parados. Respeito à autonomia das escolas na construção do calendário de recuperação das aulas;

2. Visita às escolas e plenárias nas regiões dos(as) deputados(as) da base do governo;

3. Assembleia Geral, no caso de ser convocada sessão extraordinária da Assembleia Legislativa;

4. Panfletagem em espaços de aglomeração de pessoas nos núcleos, fazendo a denúncia do pacote de Leite e sua retirada, bem como a defesa da escola pública e do serviço público;

5. Campanha de denúncia contra o governo Leite que articula a privatização da escola pública estadual através da Fundação Lemann e outras organizações;

6. Elaborar estudo e organizar a categoria para resistir ante a imposição da nova matriz curricular;

7. Denunciar os partidos e deputados(as) que votaram a favor do PLC 503 e fortalecer a pressão e vigilância sobre os mesmos, considerando a posição destes em relação aos demais projetos do pacote;

8. Reafirmar nossa posição contrária à municipalização das escolas públicas estaduais.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O CPERS informa que entre os dias 24 de dezembro de 2019 a 5 de janeiro de 2020, o atendimento aos sócios e o alojamento, na sede do Sindicato, em Porto Alegre, estarão suspensos devido às férias coletivas dos funcionários. O atendimento será normalizado no dia 06 de janeiro de 2020.

Durante o período, o prédio será sanitizado, com limpeza profunda dos alojamentos e das caixas d’água.

A Direção Central do CPERS segue à disposição dos associados e atenta aos movimentos do governo.

Informações sobre o alojamento:
– Funcionamento até dia 23 de dezembro de 2019 (neste dia serão realizadas somente saídas);
– Retorno dia 06 de janeiro de 2020 às 12h.

Reservas:
– Podem ser realizadas até o meio dia de 24 de dezembro de 2019;
– Retorno do atendimento dia 06 de janeiro de 2020 a partir das 6h.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Estudantes de escolas em greve aprovados no vestibular da UFRGS podem garantir sua matrícula até o dia 23 encaminhando a Declaração Provisória sobre Conclusão do Ensino Médio, fornecida pela instituição.

Caso a secretaria da escola também esteja fechada, a assinatura final do documento pode ser realizada junto à Secretaria Estadual de Educação (confira os endereços aqui).

O envio da chamada documentação acadêmica é obrigatório para todos os candidatos, independentemente da modalidade de ingresso. Integram esse bloco os seguintes documentos: histórico escolar, certificado de conclusão do Ensino Médio e documento de identificação. O ingressante também deve preencher, no Portal, um formulário em que declara se ocupa ou não outra vaga de graduação em instituição pública de ensino superior.

Somente na EEEM Padre Reus, que aderiu 100% à greve, mais de 40 estudantes das cinco turmas de 3º ano foram aprovados.



O CPERS parabeniza a todos(as) os candidatos e futuros graduandos, em especial os estudantes da rede estadual. O sucesso de vocês é um testemunho da qualidade do trabalho realizado pela escola pública e seus professores(as) e funcionários(as).

A quem ainda não passou: jamais desista! Sempre é tempo para buscar os nossos sonhos. 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O comando de greve do CPERS definiu, dentro do calendário de lutas, a realização de Assembleia Geral de mobilização com toda a categoria na sexta-feira (20), às 13h30, em São Leopoldo.

A participação de cada um é fundamental. Mobilize-se! Chame pais e estudantes. Contate seu núcleo do CPERS e PARTICIPE!

NINGUÉM SOLTA A MÃO DA EDUCAÇÃO!

1º Núcleo – Caxias do Sul – 54.3223.2431
2º Núcleo – Santa Maria – 55.3221.7262
3º Núcleo – Guaporé – 54.3443.1232
4º Núcleo – Cachoeira do Sul – 51.3722.3985
5º Núcleo – Montenegro – 51.3632 2654
6º Núcleo – Rio Grande – 53.3232.8685
7º Núcleo – Passo Fundo – 54.3313.2247
8º Núcleo – Estrela – 51.3712.1798
9º Núcleo – Santo Ângelo – 55.3312.3755
10º Núcleo – Santa Rosa – 55.3512.1564
11º Núcleo – Cruz Alta – 55.3322.3184
12º Núcleo – Bento Gonçalves – 54.3452.4775
13º Núcleo – Osório – 51.3663.1886
14º Núcleo – São Leopoldo – 51.3592.4968 / 51.37830812
15º Núcleo – Erexim – 54.3522.1637
16º Núcleo – São Borja – 55.3431.2647
17º Núcleo – Bagé – 53.3242.4122
18º Núcleo – Santa Cruz do Sul – 51.3713.1588
19º Núcleo – Alegrete – 55.3422.2944
20º Núcleo – Canoas – 3476.2656
21º Núcleo – Uruguaiana – 55.3412.2734
22º Núcleo – Gravataí – 3488.3712
23º Núcleo – Santana do Livramento – 55.3242.3654
24º Núcleo – Pelotas – 53.3225.2166
25º Núcleo – Lagoa Vermelha – 54.3358.2559
26º Núcleo – Frederico Westphalen – 55.3744.3441
27º Núcleo – Três Passos – 55.3522.1917
28º Núcleo – Soledade – 54.3381.1130
29º Núcleo – Santiago – 55.3251.2602
30º Núcleo – Vacaria – 54.3231.2308
31º Núcleo – Ijuí – 55.3332.9711
32º Núcleo – Taquara – 51.3542.1489
33º Núcleo – São Luiz Gonzaga – 55.3352.2859
34º Núcleo – Guaíba – 3480.3022
35º Núcleo – Três de Maio – 55.3535.1942
36º Núcleo – Cerro Largo – 55.3359.1440
37º Núcleo – Carazinho – 54.3331.3551
38º Núcleo – Porto Alegre – 3227.4143/3062.4146
39º Núcleo – Porto Alegre – 3221.2380
40º Núcleo – Palmeira das Missões – 55.3742.1373
41º Núcleo – São Gabriel – 55.3232.5860
42º Núcleo – Camaquã – 51.3671.5081

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

A luta heroica dos educadores(as) e servidores(as) gaúchos registrou mais um capítulo inesquecível nesta terça-feira (17), na capital, após um mês de mobilização massiva e crescente em todo o Rio Grande do Sul.

No início da manhã, milhares de professores(as) e funcionários(as) de escola de todo o estado praticamente inviabilizaram o trânsito no Centro da cidade, realizando três marchas distintas partindo de pontos estratégicos: a sede do CPERS, na Av. Alberto Bins, o Colégio Julinho, próximo à João Pessoa, e a sede do IPERGS, na Borges.

As caminhadas convergiram na Praça da Matriz somando forças com trabalhadores(as) de diversas categorias: técnicos administrativos e científicos, saúde, obras, planejamento, Brigada Militar, Polícia Civil, Susepe e outras. Todos unidos pela derrubada do pacote de Eduardo Leite.

O recuo do governo no fim da tarde de segunda-feira não desmobilizou os atos agendados para a Matriz, tampouco a Assembleia Geral do CPERS, marcada para as 13h.

Restava a votação do PLC 503, que eleva alíquotas previdenciárias e é especialmente cruel com os aposentados(as) que recebem menos, atingindo em cheio professores(as) e funcionários(as).

Mal começou a sessão no Plenário, no entanto, o desembargador Rui Portanova, do Tribunal de Justiça do RS, deferiu liminar impetrada pela deputada Luciana Genro (PSOL), suspendendo a votação.

“Não se pode votar um projeto de lei complementar que depende uma PEC que ainda não foi votada para ser efetivamente constitucional. É flagrante a inconstitucionalidade desse processo legislativo”, declarou a deputada ao informar os manifestantes.

A derrota imposta a Eduardo Leite na sequência do recuo é humilhante e deixa às claras a desorganização do Executivo e suas dificuldades de articulação com o Legislativo, mas a vitória dos servidores(as) é parcial.

A base governista já anunciou que pretende retomar a votação nesta quarta, na expectativa de derrubar a liminar com o recurso da Procuradoria da casa.

Educadores(as) não arredarão pé da Praça. Centenas devem dormir acampados(as) ou pernoitar na sede do CPERS. Após o término da Assembleia, dezenas de barracas foram instaladas nas áreas internas da Matriz.

“Estamos bem apreensivas quanto à votação desse projeto absurdo do governo. O ideal seria que o governo retirasse. Gostaríamos de estar na sala de aula e não tendo que protestar por algo que é nosso direito. Todo trabalhador tem direito de receber seu salário e décimo terceiro em dia”, relatou a professora da escola Àlvaro Moreira, Elvira Swarowski.

O professor de História e Geografia da escola Cone Valente, em São Luiz Gonzaga, Décio Schnorrenderger, viajou oito horas, junto com seus colegas, para fortalecer a luta na capital. “Não está nada fácil. De cinco anos para cá piorou muito, tudo sobe e os nossos salários são pagos de forma parcelada e atrasados, fazendo com que nossas dificuldades aumentem. Cada vez mais é preciso termos consciência de luta”, observou.

Assembleia decide pela manutenção da greve

A greve da educação continua. “Amanhã, ninguém volta para a sala de aula”, afirmou Helenir Aguiar Schürer, presidente do CPERS. “Se a categoria retornar, estará ajudando Eduardo Leite a manter o corte de ponto. A continuidade da mobilização é essencial para a negociação do ponto. Quem não receber não vai trabalhar, e o ano letivo não será concluído”, explicou.

Outra liminar, obtida pelo Sintergs, Sindicato que representa os técnicos-científicos do Estado, também sacudiu a praça. A Justiça impediu o corte de ponto de grevistas da categoria. O despacho utiliza os mesmos argumentos que justificaram mandado de segurança semelhante do CPERS, indeferido pela mesma Justiça.

A liminar não vale para os educadores(as), mas aumenta a confiança de que o Pleno do TJ julgará favoravelmente o recurso do CPERS.

Helenir também anunciou a realização de nova Assembleia Geral da categoria para definir os próximos passo da luta após a mobilização e considerando o indicativo de votação dos demais projetos do pacote em convocação extraordinária no final de janeiro.

A Assembleia será no dia 20, sexta-feira à tarde, em local a ser definido.

“Governador, o senhor ainda era um bebê quando nós estávamos ajudando a derrotar a ditadura em nosso país. Somos de guerra, de luta. Estamos firmes, fortes e coesos. Essa categoria não permitirá que o governo acabe com nossos direitos. Querem deixar para votar os projetos em janeiro apostando na nossa desmobilização, mas estaremos aqui lotando esta praça novamente”, afirmou.

O ato desta terça foi a quinta grande mobilização da categoria desde o dia 14 de novembro. A greve reivindica o cumprimento das promessas de campanha de Eduardo Leite, que assumiu o compromisso de pagar em dia no primeiro ano de governo, e a retirada do pacote da pauta da Assembleia Legislativa.

O movimento também recebeu solidariedade nacional, com a presença de Heleno Araújo, presidente da CNTE. “O Acampamento da Resistência, do CPERS, já sinalizava que se o projeto fosse enviado à Assembleia Legislativa, a categoria ia fazer uma forte greve. Então, ele foi avisado com antecedência. Só que pensou que poderia passar por cima dos servidores e do povo do Rio Grande do Sul. Aqui, nesta praça, está a resposta”, disse.

Aposentadas são homenageadas

Após os ataques de Eduardo Leite, que classificou o segmento como “gasto” e “passado”, as professoras e funcionárias de escola aposentadas presentes no ato foram homenageadas. Uma jovem estudante e educadores(as) na ativa entregaram ramalhetes de flores a cada uma, simbolizando o respeito e a reverência por quem trabalhou a vida toda para construir o presente e o futuro do Rio Grande do Sul.

“Estamos bem apreensivas quanto à votação desse projeto absurdo do governo. O ideal seria que o governo retirasse. Gostaríamos de estar na sala de aula e não tendo que protestar por algo que é nosso direito. Todo trabalhador tem direito de receber seu salário e décimo terceiro em dia”, relatou a professora da escola Àlvaro Moreira, Elvira Swarowski.

         

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Foi deferida, na manhã desta terça (17), a liminar do Escritório Buchabqui e Pinheiro Machado que assegura a contratação do empréstimo do 13º junto ao Banrisul a todos os servidores(as) representados pelo CPERS.

A operação pode ser realizada independente de qualquer restrição, incluindo débitos pessoais ou ações ajuizadas contra o banco.

Clique aqui para baixar a liminar.

Segue trecho da decisão:

” (…) Desse modo, segundo o entendimento esposado, no sentido de que ‘ a atuação do Banrisul não deve se dar a partir de análises financeiras, cálculo de riscos de inadimplência, etc., mas sim dentro de um contexto de “serviço público”, no qual a principal finalidade a ser alcançada não é o lucro e sim o melhor interesse da coletividade’ o deferimento da antecipação de tutela é a medida que se impõe.

Defiro, pois, a antecipação de tutela vindicada.”

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

A assessoria jurídica do CPERS interpôs, na tarde de sexta-feira (13), ação judicial com pedido liminar para garantir o empréstimo do 13º salário a todo o funcionalismo estadual no dia 20, independente de pendências individuais com o Banrisul.

A expectativa é obter uma liminar assegurando a operação de crédito junto ao banco sem exceções, a exemplo de decisão favorável em dezembro de 2018.

Diversos relatos dão conta de empecilhos à operação, em especial nos casos de restrição de crédito e inadimplência.

A política de arrocho e descaso do Governo leva servidores(as) a contraírem sucessivos endividamentos, já que muitos são obrigados a “comprar” a própria remuneração com juros no início de cada mês, esgotando suas opções de crédito junto ao banco.

Enquanto o governo empurra a categoria para o vermelho, o Banrisul registra sucessivos recordes de lucro, obviamente, às custas dos trabalhadores(as).

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Balanço dos movimentos grevistas, da conjuntura para a votação do pacote de Eduardo Leite e planejamento das ações dos dias 17, 18 e 19 de dezembro foram pautas da reunião da Frente de Servidores Públicos (FSP/RS) na manhã desta segunda (16).

O ponto alto do debate foram as estratégias de mobilização na Praça da Matriz para barrar os projetos do governo.

Na ocasião, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, fez um balanço das últimas ações da frente e alertou sobre o momento importante dessa semana. “Estamos em um momento tão sério que temos que pesar todos os nossos movimentos. Nesses três dias temos que mostrar toda a força acumulada até aqui”, afirmou.

Um dos encaminhamentos do encontro é a realização de três marchas com concentração às 8h, em três locais diferentes de Porto Alegre, com destino ao Piratini. Confira os locais de partida:

  • CPERS/Sindicato: Alberto Bins 480
  • Colégio Estadual Júlio de Castilhos: Av. Piratini, 76, Santana
  • IPERGS: Av. Borges de Medeiros, 1945 , Praia de Belas.

Também foi definido que algumas entidades que estão em greve farão Assembleia Geral das suas categorias às 9h30 em frente ao Palácio do Piratini.

Já a Assembleia Geral do CPERS ocorre às 13h, na Praça da Matriz.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES