O Diário Oficial publicou a lista dos funcionários(as) de escola que tiveram alteração de nível.

As mudanças atingem cerca de 90 profissionais e têm vigência retroativa a contar do dia 1º de janeiro.

Confira abaixo a lista completa e em caso de dúvidas, entre em contato com o nosso SAS (51 3254.6000) ou diretamente com o escritório Buchabqui e Pinheiro Machado  (51 3073.7512).

Você pode conferir a análise preliminar das alterações na vida funcional e na carreira dos educadores(as) gaúchos, na cartilha elaborada pelo CPERS a partir dos projetos aprovados pelo governo Eduardo Leite (PSDB) em dezembro e janeiro.

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Lançada no dia 2 de março, a edição de 2020 do Levantamento de Necessidades das Escolas já conta com a participação de 414 escolas da rede (cerca de 17% do total de instituições estaduais).

A pesquisa, realizada em formulário online e preenchida por diretores(as), trabalhadores(as), pais e estudantes, contabiliza a falta de 1.433 professores(as), funcionários(as) de escola e especialistas.

  • Falta de professores(as): 633
  • Falta de funcionários(as): 510
  • Falta de especialistas: 290

Entre as disciplinas mais prejudicadas, estão língua estrangeira (com 96 vagas em aberto), português (65) e matemática (63).

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O caso da língua estrangeira, particularmente, depõe contra a capacidade de gestão e planejamento do governo. A obrigatoriedade do espanhol na rede pública foi aprovada em 2018 na Assembleia Legislativa e o Estado teve o ano letivo de 2019 inteiro para antecipar o problema.

Além da falta de recursos humanos, o levantamento também documenta carências estruturais, políticas de enxugamento e outras dificuldades enfrentadas pelas escolas da rede. Confira alguns dados.

  • 149 escolas relatam bibliotecas fechadas ou inexistentes
  • 111 escolas relatam problemas estruturais ou obras pendentes
  • 111 relatam laboratórios de informática fechados ou inexistentes
  • 31 sofrem fechamento de turnos
  • 48 também sofrem enturmações
  • 37 relatam turmas multisseriadas
  • 33 denunciam insuficiência na merenda escolar
  • 36 relatam falta de insumos básicos para limpeza e manutenção
  • 22 escolas ameaçadas de fechamento
  • 20 sofrem com o fechamento da EJA

Participe e ajude a divulgar:

 

 

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Com 59 anos completos nesta terça-feira (10), a EEEF Padre Theodoro Amstad faz parte da história da Vila do IAPI, bairro fundado na década de 50 e considerado um patrimônio cultural de Porto Alegre.

No que depender de Eduardo Leite (PSDB), entretanto, a escola não passará disso: história.

“É uma morte lenta”, conta a coordenadora Patrícia Festugato, que dedicou 21 anos da sua vida à instituição. Ela descreve um processo de enxugamento iniciado em 2016, quando o governo Sartori (MDB) determinou o fechamento do turno da tarde.

“Agora, a Seduc não direcionou novas matrículas e deixou a escola sem o 6º ano. As famílias ficam nessa incerteza de turmas, sem saber como vai ser o próximo ano letivo, com medo de fechamento. É uma tática para fechar a escola por falta de procura”, afirma Pati, como é chamada nos corredores da Padre Theodoro.

São contínuos os esforços para asfixiar a instituição, que conta com excelente espaço físico e condições estruturais invejáveis para o padrão da rede estadual.

Em 2018, o governo incluiu a escola em uma lista de 10 instituições a serem fechadas. Em dezembro do último ano, Pati foi chamada à Seduc. Lá, foi informada: a escola deveria encerrar as atividades.

Ao saber da notícia, a comunidade escolar se mobilizou, organizou um abaixo-assinado e garantiu uma sobrevida à Theodoro. No entorno, estudantes e educadores(as) distribuem panfletos, faixas e usam as redes sociais para divulgar as vagas na escola e aumentar o número de matrículas.

“Me dói muito ver a situação que estamos. Foi aqui que fiz a minha vida profissional”, destaca. “Estou sobrecarregada, cansada, não tive férias. Fiquei organizando tudo para que a escola não fechasse. Mas não vamos desistir”, conclui a educadora, que assumiu interinamente o posto de diretora após a ocupante do cargo se aposentar no final de 2019, como muitas fizeram na corrida contra o tempo gerada pelo pacote de Eduardo Leite.

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Educadores(as) trazem alimentos de casa para garantir a merenda

Como oficialmente não há direção, os recursos para a merenda e insumos básicos não são repassados pelo governo. “Ainda temos alguns alimentos estocados do ano passado, mas os professores e funcionários trazem de casa para ajudar no lanche. Até eu ajudo com o que posso”, conta a merendeira Maria Marinho, carinhosamente apelidada de Tia Laura pelos alunos.

“Essa escola é a minha primeira casa, pois passamos mais tempo aqui. Somos uma família e a gente se conhece pelo olhar. Eu não arredo o pé daqui. Serei a última a apagar a luz se a escola fechar”, reflete.

O amor à casa e o vínculo com a comunidade é o que mantém viva a disposição de resistir.

“Estamos fazendo de tudo para ajudar, desde cuidar da limpeza do pátio até dar apoio para os professores. É lastimável. O governo quer privatizar e tirar a educação da sua responsabilidade”, frisa o presidente do Conselho Escolar e pai de aluno, Marcus Vinícius Dellegrave.

Contra o descaso, a perseverança. “Vamos fazer um pomar para as crianças e os alimentos serão usados na merenda, temos um projeto de fazer uma sala ao ar livre. Como não temos incentivo do governo estamos pensando em realizar um almoço para arrecadar fundos para a escola. Precisamos ajudar a pagar as contas”, projeta.

“Costumo dizer para a Pati: quem sabe essa não é uma chance para a escola recomeçar, se reinventar? Lutaremos até o último suspiro”, conclui.

“É uma escola que tem toda a infraestrutura pra acolher centenas de estudantes e proporcionar uma educação de qualidade. Te pergunto o que o governo vai colocar aqui? Um posto policial?”, questiona Sueli Maria da Silva Gonçalves, 73 anos, que leciona história e geografia há 16 no educandário.

A professora de Ciências, Cláudia Monteiro, sonha em oferecer atividades no turno inverso. “Temos estrutura, vamos trazer os jovens pra escola no turno inverso, tirá-los da frente do computador, da televisão e até das ruas, incentivando novas matrículas. A comunidade escolar quer essa escola aberta. Nossa comunidade é presente não permitirá que nossas portas se fechem”, compartilha.

Juçara Leonardi, professora aposentada, visita a escola quase diariamente para oferecer auxílio e carinho. “Meu amor à escola é muito grande. Trabalhei ainda no prédio antigo, nós recebíamos mais de 200 alunos. Fiquei muita admirada com essa tentativa de fechamento, um prédio maravilhoso, com uma estrutura exemplar. Aqui as professoras e funcionárias se doam para a escola e para os alunos.  Me machuca muito ver tudo isso que está acontecendo.”

Ajude o CPERS a defender a sua escola

Contar histórias como a da EEEF Theodoro Amstad e denunciar o descaso do governo Eduardo Leite (PSDB) só é possível com a sua participação. A comunidade escolar preencheu o levantamento de necessidades do CPERS e foi contatada pela equipe de comunicação para produzir a reportagem.

Faça a sua parte, preencha o formulário abaixo e ajude o Sindicato a defender a sua escola!

 

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Conforme deliberação do Conselho Geral do CPERS na última sexta-feira (6), a rede estadual deve aderir à greve geral da educação convocada pela CNTE para o dia 18 de março.

A categoria realizará um ato estadual às 15h, na Praça da Matriz, voltado à denúncia do autoritarismo do governo Eduardo Leite (PSDB), que insiste na manutenção no corte de ponto de grevistas.

Às 18h, haverá ato unificado com as demais entidades e representações sindicais na Esquina Democrática.

Corte de ponto

São mais de 27 mil educadores(as) que já recuperaram as aulas e encerraram o ano letivo, prestando o serviço para o qual foram nomeados e contratados. Não obstante, seus salários foram cortados como forma de retaliação ao movimento.

“O corte é uma medida meramente punitiva, que desconsidera a situação de miséria imposta pelo próprio Estado a quem trabalha no chão da escola” explica a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer. 

Diante da intransigência do Piratini, o CPERS espera contar com o apoio de deputados(as) de oposição e da base governista para exigir respostas do Estado e pressionar por uma mudança de postura.

“O objetivo do governo é um só: usar os educadores de exemplo para sufocar a resistência e a luta coletiva”, conclui Helenir, referindo-se à expressão “pedagógica”, utilizada pelo governador para caracterizar a medida.

Embora o mérito legal do corte ainda esteja em disputa no Tribunal de Justiça, a gravidade da situação exige soluções urgentes.

▶ Na Assembleia, CPERS cobra apoio de líder do governo para reverter corte de salários
 Contra o corte de ponto: modelo de moção para pressionar vereadores
▶ O contracheque de fevereiro e o autoritarismo de Eduardo Leite 
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Na tarde desta terça-feira (10), o CPERS visitou a EEEF Gabriela Mistral para falar sobre as mudanças na vida funcional da categoria a partir dos projetos aprovados em dezembro e janeiro no governo Eduardo Leite (PSDB). 

A presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, acompanhada do advogado Márcio Rosa, da assessoria jurídica do CPERS, esclareceu dúvidas de professores(as) e funcionários(as) da escola. 

Um dos pontos abordados foi a questão do corte no ponto de educadores(as) grevistas. Helenir ressaltou que o CPERS tem lutado em todas as frentes para reverter a situação. Além do processo que corre na justiça desde novembro, a entidade tem se articulado para reverter a situação no campo político. 

“A função do sindicato é defender a categoria. Temos a preocupação de cuidar da vida funcional e da educação. Estamos conversando com cada deputado para pressionar Eduardo Leite a devolver o dinheiro descontado da greve. Não vamos arredar um milímetro deste compromisso”, disse a presidente.

Na ocasião, Helenir e Márcio esmiuçaram as alterações provocadas pelos projetos nas carreiras e na aposentadoria dos educadores(as), dialogando com a cartilha disponibilizada pelo CPERS. Acesse a cartilha aqui.

O advogado Márcio Rosa esclareceu dúvidas como a incorporação de gratificações, vantagens temporais, aposentadoria, alteração de níveis e difícil acesso. Para casos específicos, a categoria deve entrar em contato com o jurídico da entidade pelo telefone (51) 3073-7512 ou email atendimento@buchabqui.adv.br.

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A partir do dia 17 deste mês, o CPERS precorrerá todo o estado para dialogar com a categoria sobre as mudanças. O cronograma completo será divulgado em breve. Contate seu núcleo para participar.

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Nesta terça-feira (10), o diretor da ADUFRGS, Jairo Bolter, e professores(as) das instituições federais de ensino superior do Rio Grande do Sul, doaram cinco cestas básicas e outros alimentos na sede do CPERS. 

A doação faz parte da campanha lançada pela instituição em janeiro desse ano. O objetivo é arrecadar cestas básicas, alimentos e doações em dinheiro para ajudar os educadores(as) da rede estadual que estão passando por dificuldades. 

O diretor da ADUFRGS, Jairo Bolter, ressalta que a Frente de Servidores Públicos está se organizando para realizar novas doações nos próximos dias. 

A ADUFRGS e o CPERS seguem recebendo doações, veja abaixo como ajudar: 

  • As doações de cestas básicas podem ser feitas nas sedes da ADUFRGS das 9h às 21h, sem fechar ao meio dia (Barão do Amazonas, 1581, e Campus do Vale).
  • Já as doações em dinheiro podem ser feitas diretamente na conta do CPERS ((Banco Banrisul / Código: 041 / Ag: 0100 / Conta: 064241800-7 / CNPJ: 92.908.144/0001-69 / Beneficiário: CPERS/Sindicato)

A campanha de arrecadação já distribuiu 275 cestas em todo o Rio Grande do Sul.

Se você não doou, corre que ainda dá tempo e tem muita gente precisando!

Banco Banrisul

Código: 041 / Ag: 0100 / Conta: 064241800-7

CNPJ: 92.908.144/0001-69

Beneficiário: CPERS/Sindicato

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Nesta terça-feira (10), a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa debateu a nova matriz curricular imposta pelo governo Leite (PSDB).

A presidente da Comissão, deputada Sofia Cavedon, lamentou a ausência da Secretaria Estadual de Educação (Seduc). “Apesar de terem confirmado, nos informaram que não poderiam participar. É inaceitável a ausência do governo em um momento em que todas as escolas do Rio Grande do Sul questionam a implantação da nova matriz curricular”, observou.

Sofia fez questão de lembrar que o diretor pedagógico da Seduc, Roberval Furtado, durante reunião realizada na semana passada, desmereceu a atuação e a autonomia do Conselho Estadual de Educação (CEED). “Governos autoritários não gostam de Conselho. Não é possível compreender esta padronização que insistem em implementar. O Conselho Estadual de Educação, desde o início, deixou claro que não concorda com a nova base curricular”, frisou.

Antonio Saldanha, representante do CEED, relatou que há um movimento de intervenção no Conselho. “A Seduc ameaça a autonomia do Conselho. Nós lutamos pela garantia do direito de acesso à educação aos que mais precisam, por isso não admitiremos que estes ataques continuem”, afirmou.

Ele observou também que o cenário atual condena diversas gerações a não terem as mesmas oportunidades que os alunos de escolas privadas. “Enquanto a educação pública reduz disciplinas importantes, a escola privada mantém o mesmo número de períodos. Isso vai aumentar ainda mais a distância entre quem se forma na escola privada e quem conclui o ensino nas instituições públicas”, alertou.

“Não houve discussão com as comunidades, simplesmente disseram que tem que ser implementado e deu. A lei da gestão escolar não pode ser rompida assim”, salientou.

“As portarias não têm nada a ver com o referencial que construímos. A Seduc em momento algum nos contatou para dialogarmos. A única comunicação foi a imposição. O governo está tirando da comunidade a construção de seu processo pedagógico. O que está estabelecido é um regimento padrão, que desrespeita totalmente a posição do Conselho”, avaliou a representante do CPERS no CEED, Marli da Silva.

A diretora do Departamento de Educação do CPERS, Rosane Zan, classificou a imposição da nova matriz como um desrespeito total à autonomia das escolas. “Querem implementar uma educação de mercantilização, voltada apenas para o mercado e sem pensar nos alunos. Precisamos, mais do que nunca, defender a escola pública autônoma e heterogênea”, afirmou.

Para a secretária-geral do CPERS, Candida Rossetto, o cenário é de autoritarismo. O rompimento com o Conselho de Educação, o começo do ano letivo com falta se professores, o fechamento de turmas e turnos, todo esse movimento do governo demonstra a intenção de mercantilização da educação pública. Defendemos uma educação que vai além do capital, uma educação humanizadora”, afirmou.

Margot Andres, diretora do Sinpro, destacou que o sindicato defende a escola pública porque entende que ela tem que ser uma opção e não uma falta de oportunidade.  “A educação pública precisa ser de qualidade, pois é a base de um país. A matriz curricular precisa ser construída com suas comunidades, pois não existem escolas iguais. A nova matriz é a segregação da sociedade”, considerou.

Angela Burgos, da AOERGS, frisou que defender a escola pública é estar ao lado da comunidade e buscar o melhor para os alunos.  “Quando o Conselho faz um apontamento e o governo vai na direção contrária é um sinal de alerta muito forte”, enfatizou.

Desnise Grosso da Fonseca, do Grupo de Estudos de Currículo da Escola de Educação Física da UFRGS, falou sobre o novo ensino médio e destacou que esta é a etapa final da educação básica que tem como perspectiva a formação dos estudantes para a inserção no mundo do trabalho. “Diferenças sociais e técnicas só se agravam com a forma com a qual essa fase do ensino vem sendo tratado. Somos atacados com uma reforma que irá ferir os princípios de uma educação integral. A construção dos itinerários formativos tem sido um processo de acerto e erro e as escolas ficam tateando sobre como proceder”, pontuou.

A presidente da Assers, Nina Ventimiglia Xavier, salientou que os educadores estão, a cada dia, recebendo uma orientação diferente e que isso reflete no cotidiano da escola e no planejamento. “É preciso defender a autonomia e a lei de diretrizes e bases. A escola tem que ser uma possibilidade de desenvolvimento e não de enquadramento dos nossos jovens. Um currículo é vida e não podemos deixar que seja determinada por um contexto sócio econômico neoliberal”, afirmou.

A promotora regional de educação do Ministério Público, Luciana Casarotto, lembrou que o CPERS já ingressou na justiça questionando a irregularidade das portarias. Frisou também que a questão da autonomia das escolas, principalmente no momento atual, chama a atenção. “Pelo visto faltou diálogo antes da publicação das portarias. Essa ideia de fazer algo padronizado nos traz o questionamento sobre como o governo irá fazer a gestão de em uma rede de 2500 escolas? Há um desafio enorme pela frente”, disse.

“As portarias chegaram no momento de greve contra o pacote do governo. Tão logo chegaram ao Conselho, colocamos nossa posição contra. Elas reproduzem a visão de enxugamento da educação que o governo quer efetivar. Precisamos reagir fortemente contra este desmantelamento e desorganização da escola pública”, alertou Lucia Camini, representante do CEED.

Escolas resistem

O Instituto Paulo Freire, de Uruguaiana, resiste firmemente à implantação da matriz. “Iniciaremos o ano letivo no próximo dia 16 com um quadro de pessoal ainda muito deficitário. O governo manda que façamos a avaliação de zero a dez e nós sempre fizemos parecer descritivo. E assim seguiremos. São as comunidades que definem a sua vida na escola, que definem a sua escola”, afirmou a diretora da instituição, Maria do Carmo Vitorino, que encaminhou à Comissão um documento relatando a posição da escola quanto às irregularidades da nova matriz.

A escola Canadá, localizada em Viamão, vem enfrentando problemas com a implantação da nova base curricular. A instituição possui diversas atividades com uma base curricular diversificada funcionando em turno integral. Com a padronização teria que diminuir a sua carga horária. “Não temos professor, supervisor, orientador. Precisamos dar conta de tudo e se não damos somos cobrados. Fala-se tanto em diversidade e a Seduc monta um sistema de gerenciamento que não aceita o currículo construído pela comunidade escolar”, desabafou a diretora da instituição, Patrícia Ribeiro de Oliveira.

“A lógica do mercado está galopando em nossas escolas. Me parece que isso tem um caminho bem claro, que é a privatização. O que estamos ouvindo do governo é que a nova base curricular está aí é que temos que nos virar, mesmo diante da falta gritante de profissionais, recursos e estrutura”, denunciou Fritz Roloff, da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (AGIPTEA).

“Ainda em 2018 elaboramos um parecer que repudia a nova matriz curricular. Entre os nossos apontamentos ressaltamos o respeito a gestão democrática, a autonomia para elaboração dos referenciais curriculares e a participação no processo de construção e avaliação”, destacou Guilene Salerno, do Conselho Municipal de Educação (CME).

Comissão irá solicitar reunião com secretário de Educação

No final da reunião, ficou definido que será encaminhado para todas as escolas do Rio Grande do Sul o documento elaborado pelo Instituto Paulo Freire, junto com os pareceres do Ceed. “Para que as escolas tenham documentos legais e façam o contraponto ao governo”, explicou Sofia.

Também ficou estabelecido o convite para que as escolas e as comunidades escolares participem do Seminário de Educação, promovido pelo CPERS, no próximo dia 30, sobre a nova matriz curricular e o Fundeb. O local e o horário da iniciativa serão divulgados posteriormente.

Além disso, ficou acordado entre os participantes que a Comissão de Educação irá solicitar, de forma coletiva com as demais entidades, uma audiência com o secretário de educação, Faisal Karan, sobre as novas bases curriculares.

 

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Lançada no dia 2 de março, a edição de 2020 do Levantamento de Necessidades das Escolas já conta com a participação de 296 escolas da rede (cerca de 12% do total de instituições estaduais).

A pesquisa, realizada em formulário online e preenchida por diretores(as), trabalhadores(as), pais e estudantes, já contabiliza a falta de 1.046 professores(as), funcionários(as) de escola e especialistas.

  • Falta de professores(as): 423
  • Falta de funcionários(as): 397
  • Falta de especialistas: 226

Além da falta de recursos humanos, o levantamento também documenta carências estruturais, políticas de enxugamento e outras dificuldades enfrentadas pelas escolas da rede. Confira alguns dados:

  • 116 escolas relatam bibliotecas fechadas ou inexistentes
  • 86 escolas relatam problemas estruturais ou obras pendentes
  • 85 relatam laboratórios de informática fechados ou inexistentes
  • 40 sofrem fechamento de turnos
  • 40 também sofrem enturmações
  • 31 relatam turmas multisseriadas
  • 27 denunciam insuficiência na merenda escolar
  • 23 relatam falta de insumos básicos para limpeza e manutenção
  • 18 sofrem com o fechamento da EJA

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Em 2019, a 1ª edição do Levantamento de Necessidades foi respondida por representantes de 380 entidades de agosto a outubro, contabilizando a falta de mais de 1.500 profissionais, subsidiando reportagens e a atuação sindical e forçando o poder público a dar respostas.

Participe e ajude a divulgar:

 

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“A gente traz os filhos pra escola pensando que será um porto seguro. Agora isso acabou”, desabafa Aline Cristiane Rosa, mãe de aluno da escola Onofre Pires, localizada na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, região de alta vulnerabilidade social e elevados índices de violência.

Desde o início de março, a instituição está sem vigilante para o período diurno. O problema afeta várias escolas da capital. Por falta de planejamento, o governo não renovou o contrato com a prestadora do serviço e não conseguiu licitar uma nova empresa a tempo.


Um portão cadeado e uma casinha de vigilante vazia dão as boas-vindas para quem chega na escola, que tem um triste histórico de invasões e depredamentos. Em 2014, durante as férias de julho, o prédio foi arrombado e um incêndio criminoso consumiu a biblioteca.

Após o episódio e com o empenho da direção, o serviço de vigilância passou a ser oferecido por 24h, incluindo os finais de semana e feriados. 

“Depois do incêndio, nós recebemos a verba para a construção do muro, que ficou muito baixo e qualquer um pula. Agora eles nos tiram os vigilantes do dia, e quem sabe daqui a pouco até os da noite. Como eu vou receber os alunos sem segurança?”, indaga a diretora, Bruna Ruiz dos Santos.

A notícia da saída dos vigias foi comunicada à escola pelos próprios trabalhadores(as) da segurança, quando receberam aviso prévio.

“A 1ª CRE e a Seduc não nos chamaram para nenhuma reunião, não nos mandaram um único e-mail, só dizem que estão cortando gastos. Com esse suposto corte estão sucateando nossas escolas públicas. É um projeto de fechamento da escola, vão pressionar até a gente não aguentar mais”, salienta Bruna. 

A professora dos anos iniciais, Marema Becker, que está na escola há 16 anos, acompanhou as mudanças no ambiente escolar após o evento traumático. 

“A escola demorou muito tempo para se reestruturar. A direção da época fez todo o esforço para conseguir a vigilância permanente e agora perdemos esses profissionais importantíssimos para uma escola de periferia como a nossa. Estamos bem preocupados com o que vai acontecer daqui para a frente”, expõe a professora.

Outra preocupação de Marema é quanto à segurança dos trabalhadores(as): “nós estamos expostos. Como eu vou abordar uma pessoa e perguntar quem ela é o que ela está fazendo na escola? Os vigilantes são treinados para isso. Nós não.”

Os cerca de 300 estudantes ficam especialmente expostos no intervalo. Devido a obras inacabadas, o recreio tem lugar em um pátio contíguo ao portão.

“Como os vigilantes ficavam ali, a gente não precisava se preocupar. Sem eles fica bem mais complicado. Das nossas salas nós não temos visão nenhuma do portão, agora a gente tem que parar o que está fazendo e ficar cuidando constantemente”, conta a diretora. 

Ajuda da comunidade

Atualmente, a diretora conta com o auxílio de mães para o monitoramento da escola durante a entrada, a saída e até no recreio.

Aline e Catiane, mães que cuidavam o portão durante a nossa visita, se revezam no local porque dizem se sentir mais seguras e estão com medo de deixar os filhos desamparados.

“As crianças de 1ª série são muito inocentes, se chegar alguém oferecendo algo ou convidando para ir em algum lugar eles vão”, diz Catiane Couto dos Santos, mãe de uma aluna do 1º ano. 

Aline Cristiane Rosa, mãe de um estudante autista do 1º ano da Onofre, e que estudou na escola quando criança, lembra da tranquilidade de contar com os profissionais.

“Além de cuidar do patrimônio eles também cuidavam dos nossos filhos. O colégio é imenso, as reformas dos fundos da escola nunca terminaram, nós como mãe não damos conta de cuidar de todos os espaços”, se preocupa Aline.

A área dos fundos da escola, que conta com um parquinho e uma quadra inacabados, e é cercada por um muro sem qualquer serventia para a segurança, é mais uma razão de aflição para a comunidade. 

“O maior motivo para as pessoas pularem o muro é para usarem a quadra. Isso acontecia muito aos finais de semana e também nas férias de julho, mas com os vigilantes isso não aconteceu mais. Agora, nos finais de semana a escola vai voltar a ficar sozinha e já estamos começando a sentir um clima de tensão”, diz a diretora.

Além da situação da segurança, a Onofre, assim como várias outras escolas estaduais do Rio Grande do Sul, enfrenta mais um início de ano letivo caótico. 

“No final do ano nós vamos perder as nossas merendeiras por causa dos contratos por tempo fechado. Temos falta de professor de espanhol e educação física por causa da nova matriz curricular. Agora estamos sem os vigilantes. O meu maior medo é saber que com esse governo, a situação ainda pode piorar”, conta a diretora.

▶  Denuncie aqui problemas na sua escola

Instituto de Educação Flores da Cunha também sofre com a insegurança

Uma das escolas mais tradicionais de Porto Alegre, o Instituto de Educação Flores da Cunha, localizado provisoriamente no bairro Rio Branco, enquanto aguarda a entrega da obra do prédio da avenida Osvaldo Aranha, também está sem vigilante durante o dia. 

O diretor da escola, Wagner Inocêncio Cardoso, relata problemas parecidos com os enfrentados pela Onofre Pires, mesmo estando localizado em um bairro nobre da cidade. 

“O turno do dia está sem a vigilância que nos apoiava na portaria. No passado, tínhamos relatos de roubo de celulares dos estudantes no entorno da escola, roubo de automóveis, e até da fiação elétrica. E a CRE só fala em corte de despesas, o que é inaceitável”, expõe Wagner.

Para Ceniriani Vargas da Silva, mãe de uma aluna do 6º ano e representante do Conselho da escola, a situação está gerando muita preocupação entre os pais. 

“O portão tem ficado aberto, há vestígios de que inclusive o espaço está sendo usado por pessoas em situação de rua. Houve até furto de cabeamento na educação infantil. Toda comunidade escolar está muito apreensiva com o descaso”, relata Ceniriani.

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Resposta da Seduc

As denúncias sobre a retirada dos vigilantes diurnos surgiram durante audiência pública da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, na última terça-feira (3). Após o encontro, a presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputada Sofia Cavedon, representantes de escolas da capital e do interior e da direção do CPERS, exigiram respostas à Seduc.

Quando questionada sobre a falta de segurança, a diretora de Recursos Humanos da Seduc, Cleuza Flesch, afirmou que a Secretaria não retirou os vigilantes das escolas. “Tivemos problemas com processo de licitação, mas já estamos realizando a seleção e nos próximos dias, tanto vigilantes do diurno quanto do noturno serão colocados em várias escolas”, afirmou.

Observando os relatos das escolas presentes no encontro e após visita ao Onofre Pires, o que fica explícito é a total desorganização do governo para o início de mais um ano letivo.

O resultado? Escolas sem segurança, falta de pessoal, estruturas precárias e educadores (as) esgotados.

Resultado da omissão

Um exemplo trágico do descaso da Seduc com a segurança dos alunos e alunas das escolas públicas estaduais foi o arrastão que ocorreu na Escola Prof. Elmano Lauffer Leal nesta sexta-feira (6).

Após dez anos solicitando à Seduc a construção de um muro para a escola, três homens armados invadiram o pátio da instituição, roubaram celulares e agrediram um estudante.

Os alunos estavam no pátio no momento do assalto, porém, não era para a aula de Educação Física, mas, porque faltam professores(as) na escola e eles aguardavam o próximo período no local.

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Debater, refletir, mobilizar e reorganizar a luta. Nesta sexta (6), o Conselho Geral do CPERS voltou a se reunir pela primeira vez desde o fim da greve histórica de 58 dias.

Em foco, as mudanças na carreira dos educadores(as), o corte dos salários de mais de 27 mil trabalhadores(as) grevistas, as alterações na matriz curricular e as próximas mobilizações, com destaque para os dias 8 (Dia Internacional da Mulher), 14 (Justiça para a Marielle) e 18, data da Greve Geral da Educação convocada pela CNTE.

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“Vivemos um dos momentos mais duros da história desta categoria e os desafios do Sindicato são imensos”, abriu a presidente Helenir Aguiar Schürer. “Eduardo Leite está convicto na sua pretensão de punir os educadores, desconsiderando a recuperação das aulas e a miséria imposta pelo próprio Estado.  O objetivo é um só: nos usar como exemplo para sufocar a resistência e a luta coletiva. Não deixaremos.”

A presidente aludiu à porta aberta para dialogar com os deputados(as) após os eventos que culminaram na votação do pacote do governo. “Vou sim entrar todos os dias na Assembleia Legislativa. E não vou deixar de ir até reverter o corte de ponto e garantir um reajuste para os funcionários de escola. Podem usar o adjetivo que quiserem. Eu vou defender a minha categoria em todos os espaços possíveis”, afirmou.

▶ Na Assembleia, CPERS cobra apoio de líder do governo para reverter corte de salários

Uma das deliberações aprovadas se refere à pressão nas Câmaras de Vereadores para que se posicionem a favor do pagamento dos salários, criando condições políticas para reverter a medida. O CPERS elaborou um modelo de moção a ser protocolada e aprovada nas casas de todo o estado. Clique aqui para baixar.

O tema também deve ser o foco da categoria no dia 18 de março, data da Greve Geral da Educação chamada pela CNTE, com um ato estadual convocado para pressionar os deputados(as) e o Piratini.

Ainda no início do Conselho, a diretora Rosane Zan e as conselheiras do Conselho da Educação (CEEd), Dulce Delan e Lúcia Camini, fizeram uma explanação sobre a nova matriz curricular imposta por Eduardo Leite e as ações conjuntas do CPERS e do CEEd para frear sua implementação.

Em tempo, o dia foi de eleição de representações do Sindicato para o Conselho. A funcionária de escola Dulce foi reconduzida e uma nova conselheira tomará posse, a professora Rosa Mosna.

O Conselho Geral também oportunizou o esclarecimento em detalhes das muitas dúvidas sobre a vida funcional da categoria. Marcelo Fagundes, advogado do escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, discutiu com os conselheiros – em apresentação de quase 3 horas – as mudanças acarretadas pelos projetos aprovados em dezembro e janeiro.

Para levar o debate à categoria no chão da escola, a direção organiza em conjunto com os 42 núcleos uma série de plenárias que percorrerá todo o estado a partir do dia 17 deste mês.

▶  Leia a cartilha sobre as mudanças na vida funcional da categoria 

“Nós temos ouvido muitas críticas. Mas a realidade, e isso fica claro para quem estudou os projetos desde o início, é que a luta da categoria e do CPERS amenizou muito os danos do pacote. Eduardo Leite queria acabar com o Plano de Carreira e transformar o piso em teto, retirar tudo. Nós perderíamos tudo, e conseguimos salvar diversas regras”, afirma.

A categoria também ratificou a importância de participar nas atividades regionais nos dias 8 (Dia Internacional da Mulher) e 14 de março (Justiça para Marielle e Anderson). Entre outras deliberações, os educadores(as) aprovaram a contratação de um financiamento para viabilizar a construção da sede do Sindicato em Capão Novo.

Confira as deliberações

1. Articulação e participação em atividades regionais nos dias 8 – Dia Internacional da Mulher – e 14 de março – Justiça para Marielle e Anderson e Defesa da Democracia;
2. Pressão nas Câmaras de Vereadores Municipais que apoiaram a greve contra o atraso/parcelamento salarial e o pacote de Eduardo Leite (PSDB), e também nas defensorias públicas, para pressionar a base do governo pelo pagamento do desconto da greve, que já foi recuperada;
3. Dia 18 de março – Greve Geral da Educação convocada pela CNTE, em defesa da democracia, da educação e do serviço público. Pressão nos deputados pelo pagamento dos dias de greve e ato público estadual;
4. Seminário estadual de educação, tendo como temática “As resistências por um Fundeb permanente, contra a Reforma do Ensino Médio e a imposição da nova matriz curricular no RS”;
5. Plenárias regionais e elaboração de cartilha impressa ou jornal sobre alterações no estatuto e na previdência dos servidores(as) públicos estaduais e no plano de carreira do magistério, entre 17 e 27 de março.
6. Organizar grupos por núcleo para ir às CREs solicitar e cobrar explicações sobre os contracheques
7. Campanha permanente de denúncia e esclarecimento sobre a nova matriz curricular, com elaboração de calendário de mobilização e detalhamento das questões políticas, sindicais e jurídicas

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