O STF iniciará o julgamento da constitucionalidade da jornada extraclasse, prevista na Lei do Piso do Magistério, no dia 22 de maio.

Estará em jogo o direito a 1/3 de hora-atividade, conforme a redação do artigo 4º da Lei 11.738:

§ 4o  Na composição da jornada de trabalho, observar-se-á o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o CPERS convocam a categoria a pressionar os ministros para assegurar o dispositivo legal em definitivo.

No dia 26 de novembro de 2015, o Tribunal de Justiça do RS manteve a decisão de primeira instância que já havia julgado improcedente a ação coletiva no que concerne a hora-atividade em 1/3 da carga horária do professor.

À época, o Judiciário gaúcho firmou o entendimento de que a regra federal não pode dispor sobre organização de pessoal nos estados.

Em julgamento anterior (ADI nº4.167 de 27/04/2011) o STF já manifestou entendimento no sentido de que a carga horária do professor deverá ser de 13 horas-aula e 7 horas-atividade (para uma carga horária semanal de 20 horas). Agora a constitucionalidade do dispositivo será julgada em definitivo.

A luta do Sindicato é pelo cumprimento da Lei do Piso integralmente, incluindo a hora-atividade.

PRESSIONE! #HoraAtividadeÉLei

Ministro Dias Toffoli
secretariageral@stf.jus.br

Ministro Luiz Fux
gabineteluizfux@stf.jus.br

Ministro Celso de Mello
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Ministro Marco Aurélio
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Ministro Gilmar Mendes
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Ministro Ricardo Lewandowiski
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Ministra Cármen Lúcia
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Ministra Rosa Weber
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Ministro Luís Roberto Barroso
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Ministro Edson Fachin
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Ministro Alexandre de Moraes
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Desde o primeiro óbito, o RS levou trinta e dois dias para registrar 37 mortes por Covid-19.

É o mesmo número contabilizado, agora, em sete dias, entre 11 e 17 de maio. Estamos morrendo quase cinco vezes mais rápido.

Em relação à semana anterior, trata-se de um aumento de 19,2% no número de mortes confirmadas.

Apesar da curva ascendente, o governo flexibilizou o isolamento na região de Lajeado, com uma incidência de casos por habitante comparável à dos estados do Norte.

No modelo de Distanciamento Controlado de Eduardo Leite (PSDB), não existem regiões classificadas como de alto ou altíssimo risco. Tudo parece estar bem, sob controle.

No dia 13, quando da divulgação dos dados da 3ª fase da pesquisa da UFpel, o reitor Pedro Hallal afirmou que Passo Fundo necessitava de um “olhar especial”.

Mas os protocolos da Secretaria de Planejamento não identificaram necessidade de alteração na cor da bandeira.

Nesta segunda, quando a cidade contou mais duas mortes, a Prefeitura liberou o funcionamento de academias e outros serviços.

Em Porto Alegre, a orla do Guaíba virou um símbolo do descaso com o isolamento social.

Apesar dos acertos no início da pandemia, Eduardo Leite (PSDB) parece ter cedido às pressões das federações empresariais e apologistas da morte.

Experimentar um modelo recém criado e nunca testado, em um estado que sequer divulga o número de testes já realizados, é brincar com as nossas vidas. É, como já dissemos, um irresponsável salto no escuro. 

A tragédia ronda o Rio Grande do Sul. Não há testes. Não há controle. Não há segurança. Não queremos ser cobaias de estratégias de flexibilização. Queremos viver.

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Começou nesta segunda-feira (18) a última fase da terceira etapa da campanha nacional de vacinação contra a gripe no Rio Grande do Sul.

Além de adultos entre 55 e 59 anos, professores(as) da rede pública estão inclusos no público-alvo.

Como tem ocorrido em outros anos, funcionários(as) de escola ficaram de fora.

O CPERS cobra a extensão da dose ao segmento, tão ou mais exposto aos riscos de contaminação.

Além da proximidade com estudantes e comunidade escolar, muitos trabalham com a limpeza e sanitização dos espaços.

Alguns postos têm realizado o procedimento mediante a apresentação de atestado, assinado pela direção escolar, de que o funcionário tem contato direto com alunos(as).

O Sindicato vai oficiar novamente o governo do Estado para assegurar a aplicação da dose a todos os educadores(as). Ainda em março, o CPERS já havia solicitado a adoção da medida.

Sobre a vacina

A vacina contra a gripe não protege contra o Coronavírus. Mas é uma maneira de evitar outras doenças respiratórias que podem impactar o sistema imunológico, além de aliviar a rede de saúde.

Procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima ou contate a Secretaria de Saúde do seu município para se informar sobre o local de vacinação.

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Contrariando a legislação, ignorando a agricultura familiar e desrespeitando recomendações internacionais, o governo Eduardo Leite gastou R$ 23,9 milhões com cestas básicas de um único fornecedor.

São alimentos destinados a cumprir um papel fundamental: ajudar as famílias de estudantes da rede estadual que estão sem a merenda escolar durante o isolamento.

Mas a forma de aquisição e a falta de diálogo com o setor responsável por quase 30% do PIB gaúcho, a agricultura familiar, chocou entidades representativas dos pequenos e médios produtores rurais.

“Foi uma compra muito rápida, sem licitação, se aproveitando do cenário de pandemia. O governo simplesmente fez a opção de gastar tudo em um atacadão de Gravataí”, conta Juliano Ferreira de Sá, presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do RS (Consea).

A aquisição desrespeitou uma série de recomendações e normativas legais. O Estado utilizou fundos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE),  que determina a destinação de, no mínimo, 30% dos recursos à compra de alimentos da agricultura familiar.

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A intenção do fundo é movimentar a economia local, descentralizar os recursos em um grande número de produtores(as) e assegurar a qualidade dos alimentos. O exato oposto da política executada pelo governo Leite.

“Temos mais de cem cooperativas com capacidade de produção e prontas para o pleno atendimento. Os agricultores perderam a produção com a seca, o mercado com o coronavírus e agora também perdem importantes recursos”, lamenta Gervásio Plusinski, diretor técnico da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes-RS).

Cinco quilos de açúcar para dois de feijão

Também chama atenção a baixa qualidade dos produtos adquiridos. Na relação de itens da cesta, há cinco quilos de açúcar e dois de feijão, bem como alimentos ultraprocessados e de valor nutricional questionável.

“Existe um trabalho forte no ambiente escolar para evitar a obesidade infantil, todo um acúmulo de discussão e avanços que não foram considerados”, observa a nutricionista e vice-presidente do Consea, Lisete Griebler. “Eu sei que é uma situação de emergência, mas não podemos ofertar alimentos ruins. Mais do que nunca precisamos contribuir com a imunidade das pessoas”.

Leudimar Ferrari, da Cooperativa Central dos Assentamentos (Coceargs), avalia que falta entendimento por parte do governo estadual sobre o setor. “Produzimos arroz, carne, leite, massa. Não há produto que não temos. Há logística e condições de armazenamento. Por isso, não faz sentido fazer uma compra centralizada com esse montante de dinheiro. Como fica a produção que as famílias iam entregar às escolas?”, preocupa-se.

Priorizar o comércio local é, ainda, uma orientação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) durante a pandemia. “Pesquisadores do mundo todo destacam que isso pode ser uma estratégia para evitar o desabastecimento de alimentos e um empobrecimento ainda maior da população. Aqui no estado o instrumento legal foi criado em 2012, no governo Tarso. A Lei existe, só precisa executar”, observa Sá.

O Consae oficiou a Seduc questionando o procedimento. No último dia 30, Unicafes, Coceargs e Fetraf entregaram uma representação ao Ministério Público solicitando a investigação do ocorrido.

Seduc admite precipitação

Em audiência pública realizada nesta sexta-feira (15), o diretor administrativo da Seduc, Joel Rech, admitiu que o governo pode ter se precipitado. “Talvez a gente tenha se apressado ao montar este processo, mas tenham a certeza de que foi na melhor das intenções, respeitamos a agricultura familiar”, afirmou.

De acordo com o diretor, o governo realizou um levantamento em 2019 para conhecer melhor a realidade da agricultura familiar nas Coordenadorias da Educação. Em alguma o índice de aquisição chega a 50%. “Em outras é muito baixo. Estamos trabalhando para aumentar esse percentual”, conta.

Na audiência digital, convocada pelas comissões de Educação e Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, deputados e entidades se revezaram nas críticas à compra.

O deputado Edegar Pretto (PT) lembrou que o Rio Grande do Sul atravessa uma seca história, com quase meio ano de duração. “E agora perdemos essa oportunidade ímpar de colocar R$ 23 milhões na agricultura familiar. Estamos falando de uma legislação de 2019. Que critérios foram usados para não obedecer a lei?”

Edson Brum (MDB) frisou que parte dos produtos não tem origem no estado. “Um diretor de escola me informou que muitos produtos adquiridos sequer foram fabricados no Rio Grande do Sul. Estamos fazendo campanha para retomar a questão financeira e aí o governo compra produtos de fora do Estado? Fica muito ruim o discurso ser um e a prática outra”, contestou.

Os deputados Zé Nunes, Sofia Cavedon e Jeferson Fernandes também participaram da reunião.

Após os erros da primeira aquisição, o governo já anunciou que as próximas aquisições serão realizadas de forma descentralizada, respeitando a legislação. Mas Juliano Sá reforça: “disseram que vão resolver, mas não sabemos quanto, nem quando e nem como ocorrerá.”

“A Seduc e o governo cometeram uma falha muito grave ao não levar e consideração a possibilidade de fornecermos os alimentos na chamada pública. Temos mais de 50 cooperativas que fazem esse trabalho. Então, não há justificativa. Queremos ter a oportunidade de apresentar os nossos produtos. Temos produção para comercializar 100% da agricultura familiar”, destaca o  coordenador geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf), Rui Valença.

 

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Nesta quinta (14), o Sindicato oficiou o secretário da Educação, Faisal Karam, solicitando providências junto às CREs para assegurar o recebimento dos pedidos de aposentadoria dos educadores(as).

Tem sido motivo corrente de denúncias e reclamações da categoria a demora no encaminhamento e, por vezes, a completa falta de informações a respeito dos pedidos de aposentadoria.

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Muitos aguardam retorno de requerimentos protocolados ainda em 2019.

Com a pandemia, é compreensível que o trabalho a distância afete os trâmites burocráticos, mas o CPERS apurou que diversas coordenadorias sequer estão recebendo os pedidos.

De acordo com a própria Seduc, as CREs deveriam aceitar as solicitações. Manteremos a categoria informada sobre a evolução do tema.

▶  Confira a íntegra do ofício

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Na tarde desta quinta-feira (14) ocorreu a segunda videoconferência realizada pelo Departamento de Aposentados do CPERS. Desta vez o encontro online ocorreu no 35º núcleo (Três de Maio).

A atividade tem o objetivo de, mesmo em tempos de pandemia, conectar as educadoras e educadores que construíram a história do CPERS, retirar dúvidas e preparar a luta contra os ataques dos governos de Eduardo Leite (PSDB) e Bolsonaro (sem partido).

A coordenadora do Departamento dos aposentados do Sindicato, Glaci Weber deu as boas-vindas aos presentes e coordenou o encontro online.

“É bom vê-los mesmo que virtualmente, o bom mesmo era dar um abraço em cada um, mas o momento não nos permite. Mas que bom que temos essas ferramentas com as quais podemos construir e ficar unidos” afirmou o diretor do 35º núcleo, Marino Simon.

A diretora Alda Bastos Souza falou da satisfação de estar falando com os presentes e destacou a má conduta do presidente Jair Bolsonaro em tratar o COVID 19. “É uma honra estar com vocês, pena que em uma situação dessa. Infelizmente não temos alguém no comando. Nosso presidente desdenha da situação complicada que enfrentamos com essa pandemia”, ressaltou.

A presidente Helenir Aguiar Schürer fez uma breve análise do momento enfrentado pelos educadores. “Podemos dizer que vivemos um momento difícil não só pelo enfrentamento da pandemia. Mas um momento que já dura 6 anos, com congelamento e atrasos de salários. ”

Outro destaque na fala da presidente se refere ao posicionamento do CPERS quanto à volta às aulas. “Não temos salas suficientemente grandes para garantir o distanciamento recomendado. Temos a clareza que nossas crianças e adolescentes não vão seguir as recomendações de usar máscaras e ficar sem contato com os colegas. Não podemos voltar enquanto não tivermos testes em massa para ver quem está infectado. Para nós as aulas não devem começar até termos o máximo de controle do Coronavírus.  Se em junho não tiver caído a curva acentuadamente não será possível voltarmos. O ano se recupera, a vida não. E o que mais temos de importante são as vidas dos nossos colegas e estudantes”, destacou Helenir.

Helenir relatou para os aposentados o que aconteceu na reunião como secretário da educação, Faisal Karam nesta terça-feira (12), abordando todos os assuntos do encontro. “O bom foi que finalmente conseguimos abrir um meio de negociação com o governo, uma reunião respeitosa. Mas de nada vale isso, se não conseguimos ganhos para a categoria”, observou.

Durante a reunião os(as) aposentados(as) fizeram perguntas e relataram suas preocupações. A aposentada Carmem Desboski, coordenadora dos aposentados do 35º núcleo, saudou a iniciativa do departamento e expôs a desinformação de muitos colegas da região quando ao desconto da previdência. “É um privilégio participar desta reunião com os representantes da direção central e o nosso jurídico. Infelizmente muitos aposentados do núcleo ainda não sabem desse desconto da previdência, não entendem porque neste mês tiveram seus salários descontados”, concluiu.

O escritório Buchabqui Pinheiro Machado, representado pelo advogado Marcelo Fagundes, respondeu todas as questões colocadas pelos participantes. “Sabemos que apesar de termos feito inúmeras denúncias e lutado muito contra o desconto da previdência, muitos aposentados foram surpreendidos com o desconto nesse mês. Mas ainda estamos aguardando o julgamento da nossa ADIN para reverter a situação, pois entendemos que nenhum aposentado deve pagar esse desconto”, afirmou.

O advogado pôs à disposição o escritório para ajudar em qualquer tipo de problema nos próximos contracheques. “Nós estaremos ajudando e auxiliando vocês no que for preciso. ”

Sobre o Difícil Acesso, Marcelo declarou que nenhum aposentado terá perda, pois esse valor já está incorporado em sua aposentadoria.

A coordenadora do Departamento de Saúde do Trabalhador, Vera Lessês destacou o grande protagonismo dos aposentados na luta. “Grande parte de quem faz a luta conosco são os aposentados, que estão sempre presentes na Assembleia Legislativa, atos e mobilizações. Vocês são peças importantes para o nosso sindicato. ”

Vera destacou que a humanidade já passou por outras pandemias e resistiu, mas que esse é o momento para cuidarmos da nossa saúde. “Esse momento está sendo muito difícil para nós, porque os governos de Leite e Bolsonaro estão se aproveitando para implementar suas políticas de retirada de direitos, já que não podemos nos reunir e fazer a luta da forma que estamos acostumados. ”

“Temos um presidente que não nos acolhe, que não nos representa.  Aqui no estado o governo adotou políticas mais severas de isolamento social e isso faz com que o Rio Grande do Sul seja um dos estados com taxa menor de mortes e infectados. Mas estamos vendo que ele está cedendo aos empresários e soltando as rédeas. E isso nos preocupa muito. Vamos ter a de defender a vida dos nossos professores, funcionários e alunos. Precisamos nesse momento lutar pelo isolamento social e cuidar da nossa saúde”, ressaltou Vera.

A diretora frisou que, assim que surgiu a pandemia, o IPE Saúde incluiu os exames da COVID-19. “Muitos educadores do interior me cobram, mas os laboratórios têm que se certificar para poder fazer os exames. Infelizmente os laboratórios não estão investindo em pessoas e equipamentos. Então reforço aqui, que por enquanto a melhor saída para quem precisa e fazer o exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, declarou.

No final do encontro, a diretora Glaci agradeceu a todos pela participação e reforçou que as reuniões online continuarão pelos núcleos do Sindicato. “Foi muito produtiva essa reunião, que é a segunda de muitas que teremos pelo estado. Também sugerimos para os núcleos se habilitarem e realizarem reuniões como essa para continuar em contatos com os sócios e fortalecer a luta” concluiu Glaci.

A próxima videoconferência será com os aposentados e aposentadas do 12º Núcleo (Bento Gonçalves), mas ainda sem data marcada.

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O CPERS protocolou, nesta quinta-feira (14), ofício direcionado ao secretário da educação Faisal Karam pleiteando reajuste para funcionários(as) de escola.

O documento solicita reposição no índice de 12,84%, mesmo percentual de ajuste do Piso Nacional do Magistério neste ano.

A proposição foi remetida a pedido do próprio secretário, que em reunião no dia 12 se mostrou receptivo à reivindicação.

“Somos a base da piramide salarial do Estado. Precisamos de uma atenção especial para não continuarmos nessa situação de absoluta miséria. Estamos falando de botar comida na mesa de muitas famílias”, afirmou na oportunidade a diretora do departamento de funcionários(as) do CPERS, Sônia Solange Viana.

O secretário solicitou, então, uma proposta em ofício. A partir do pedido, será realizado um estudo de impacto

Desde a greve da educação, o CPERS tem buscado construir alternativas para assegurar a recomposição salarial do segmento. Outra frente de trabalho ocorre junto aos deputados.

O segmento está entre os mais mal pagos do Estado e amarga quase seis anos de salários congelados e 53 meses de atrasos e parcelamentos, acumulando perdas inflacionárias superiores a 30% do poder de compra.

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A direção central do CPERS e os dirigentes de seus 42 núcleos reuniram-se em plataforma online nesta quarta-feira (13) para debater as rápidas transformações da conjuntura nacional e estadual, além de compartilhar informações sobre a audiência realizada ontem com o secretário de educação, Faisal Karam.

O debate o iniciou com a avaliação da presidente do sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

“Vemos com enorme preocupação a forma irresponsável com a qual o governo federal leva a questão da pandemia do Covid-19. Somado a isso temos o Congresso Nacional trabalhando para retirar direitos dos trabalhadores. Aqui no Rio Grande do Sul não é diferente, Eduardo Leite insiste em retomar as aulas presenciais em meio à pandemia. Não é possível voltarmos enquanto esta situação não retroceder. Não temos nenhuma segurança para voltarmos e temos cobrado isso do governo”, afirmou.

Logo após, a secretária geral do CPERS, Candida Rosseto, destacou os assuntos discutidos com o secretário da Educação. Possibilidade de recomposição dos descontos de greve, debate sobre Difícil acesso, adicionais, folha suplementar, a penosidade e a insalubridade dos cursos técnicos, Conselho Estadual e a retomada das aulas presenciais foram alguns dos temas abordados. “Procuramos debater e colocar a importância de todos estes pontos para a categoria”, salientou.

▶ Confira a síntese da reunião com Faisal aqui

Representantes das forças políticas que compõem o sindicato fizeram avaliações sobre o cenário atual, considerando as ações dos governos Leite e Bolsonaro em meio ao preocupante cenário da pandemia.

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Solange Carvalho – primeira vice-presidente do CPERS, ressaltou que o momento é desolador. “O Fora Bolsonaro representa toda a questão da conjuntura política. Em nível estadual não é muito diferente, pois o governador está afrouxando o decreto levando em conta o que quer o empresariado. Nossa reunião de ontem foi um pontapé inicial. Ficaremos atentos para ver se o secretário cumprirá com o que se comprometeu. Reforçamos muito o nosso pedido para que as aulas não sejam retomadas neste grave momento”, observou.

Orlando Marcelino da Silva, do núcleo de Passo Fundo colocou a preocupação com o aprofundamento da miséria da categoria. “É fundamental que sindicatos, movimentos e partidos assumam a campanha Fora Bolsonaro e Fora Mourão. Isso é determinante para os rumos do país. A categoria começou a ver concretamente o aprofundamento da miséria, temos que dar uma resposta à altura para o governo”, observou.

“Temos que denunciar que o governador Eduardo Leite não está sequer seguindo o estudo realizado pela UFPel que demonstra o verdadeiro cenário que temos, de crescimento da pandemia. Não está sendo razoável quando propõe a abertura e a retomada das aulas presenciais”, salientou Pablo Henrique Silva dos Santos, diretor do núcleo de Canoas.

Edson Garcia, segundo vice-presidente do CPERS, considerou que o impedimento das manifestações nas ruas, devido à pandemia, torna o cenário ainda mais desafiador. “Não podemos fortalecer nosso movimento indo às ruas denunciar todas as arbitrariedades dos governos. Mesmo assim, é imprescindível fortalecer a nossa campanha contra a manutenção das provas do Enem em meio ao cenário da Covid-19, aprofundando as desigualdades entre os estudantes”, considerou.

Rosane Zan, da direção central, ressaltou o quão assustadores são os números de mortes pela pandemia. “De ontem para hoje 881 pessoas morreram no Brasil. Enquanto isso, vemos o governo federal banalizar a morte. Aqui, Leite esta tentando fazer com que as aulas sejam retomadas em junho, quando pode ocorrer o pico da pandemia. Enquanto os  bancos estão ganhando cada vez mais, a educação e a saúde sofrem os impactos da falta de estrutura e investimentos necessários.”

“Existe um discurso midiático de que todos sairemos melhor da pandemia. Mas o que vemos em nível nacional é o avanço da politica ultra liberal de Estado Mínimo. Basta ver a tentativa de congelar os salários dos servidores por mais um ano. Aqui no estado, o governador aparece na televisão todos os dias e acaba convencendo de que na questão da pandemia está agindo de forma correta. Não podemos esquecer de toda a luta que fizemos para que as escolas pudessem suspender as aulas. Precisamos fazer a disputa política sem ilusões”, analisou Daniel Damiani, também da direção central.

“Estamos vivendo uma crise capitalista sem precedentes. Milhões de crianças e jovens estão fora da escola, a crise econômica, política e sanitária demonstra o momento ímpar que vivemos no Brasil. Sem não tivéssemos em isolamento, teríamos um momento propício para as manifestações em massa. Como colocar essa perspectiva de luta é o grande desafio atualmente. É preciso uma forte campanha de fortalecimento da gestão democrática”, avaliou Valdete Moreira, da direção central.

Cássio Ritter, também diretor do CPERS estadual, manifestou preocupação com o cenário pós pandemia. “Depois dessa pandemia, o caos deve se instalar. Bolsonaro quer cooptar e ser líder desse caos para continuar no poder. O que estará em disputa depois será quem vai liderar o povo. Por isso precisamos mudar todo esse sistema de governo que esta aí para restabelecer os direitos já retirados. Eduardo Leite é um Bolsonaro com etiqueta, segue a mesma cartilha.”

“Estamos tristes e apreensivos com a forma como estão sendo conduzidos os rumos do nosso país por um governo insano, que ameaça a democracia. É lamentável que o governo Leite também seja tirano no sentido de retirar os direitos dos trabalhadores. Além dos cinco anos sem reajuste, os aposentados veem parte dos seus salários confiscados. O estado mínimo está muito forte no Rio Grande do Sul”, destacou Marino Simon, diretor do núcleo de Três de Maio.

Alda Bastos Souza, da direção estadual, observou o perigo das manifestações contra a democracia. “Em nível nacional não estamos representados por Bolsonaro, pois todos os dias ele afronta a democracia. O governador Eduardo Leite está dando uma de bom moço, mas sabemos que está alinhado com o pessoal do PSDB para as eleições de 2022. Quanto à volta às aulas, nós só podemos voltar quando tivermos segurança para educadores e estudantes”, frisou.

“A campanha Fora Bolsonaro e Mourão é muito importante porque estamos diante de um governo fascista, que representa a burguesia na questão do ajuste fiscal e no desmonte dos serviços públicos. Leite e Bolsonaro seguem a mesma política”, disse Mari Andréa, do Núcleo de Cruz Alta.

Diante da informação trazida por alguns núcleos, de que funcionários de escola estão sendo chamados para realizar a limpeza das escolas e a entrega de cestas básicas, a diretora do Departamento dos Funcionários de Escola do CPERS, Sonia Solange Viana destacou que o item dois do decreto estadual permite a ação. “Mas devem observar se serão fornecidos todos os equipamentos de proteção. E aqueles que fazem parte do grupo de risco não podem ser chamados”, ressaltou.

Após as avaliações foram apresentados encaminhamentos e demandas específicas de cada núcleo, que serão discutidas na próxima reunião da direção central do sindicato, na segunda-feira (18).

Jurídico explica ação revisional

O advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, destacou que a ação revisional de juros abusivos que está sendo realizada não é contra o governo do estado, é de cunho pessoal contra financeiras que cobram taxas mais elevadas do que a média do mercado e até dez vezes mais altas do que as taxas praticadas pelo Banrisul.

“Analisamos cerca de 200 contracheques, destes vimos que mais de 190 têm empréstimo com financeiras que cobram juros abusivos. Temos chance de reduzir o valor da prestação mensal e diminuir o endividamento para quem contratou estes empréstimos. Diante disso resolvemos abrir ação individual. Estamos em contato com os diretores dos núcleos para agilizar essa questão”, explicou.

Confira os documentos necessários para ajuizar a ação

Quanto à informação trazida pelos núcleos e por educadores que entram em contato com o sindicato, sobre os pedidos de aposentadoria que estão sem retorno, Fagundes orienta os educadores a fazerem o registro. “Tem que registrar de alguma maneira, mostrar que fizeram os pedidos de aposentadoria. Estaremos em permanente contato com as direções de núcleos sobre esta questão”, afirmou.

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Matéria publicada originalmente pela CNTE

Criado em 2018 pela Internacional de Educação (IE), o Dia Mundial do Funcionário da Educação é comemorado em 16 de maio. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), afiliada da IE, enfatiza que para alcançar uma educação de qualidade é preciso buscar visibilidade; formação e valorização do trabalho dessas pessoas.

De acordo com Zezinho Prado, secretário de Funcionários da CNTE, a data faz parte de uma importante narrativa de valorização de todos os atores pertencentes ao cenário educacional, ainda que não seja no espaço físico da sala de aula. “O reconhecimento converge com a necessidade de uma educação inclusiva e integrada, com a insubstituível organização social como pilares de uma sociedade justa e libertária”.

O secretário executivo da CNTE, Edmilson Lamparina, explica que é preciso que haja no Brasil a cobrança junto ao Ministério da Educação de todas as políticas afirmativas que foram aprovadas ao longo dos anos, que se transformaram em lei, as quais tratam de formação e valorização. “Também precisamos buscar o entendimento, dentro das nossas entidades de representação unificada, que a luta de cada um tem que ser a luta de todos. Funcionários da Educação é uma categoria de profissionais partícipes da construção de uma educação de qualidade e em luta constante por visibilidade, formação e valorização”.

A categoria dos Funcionários da Educação é formada por auxiliares administrativos, merendeiros, auxiliares de serviços gerais, de apoio e vigilância, e cada um deles é fundamental para a escola. “A principal bandeira de luta desses profissionais é o reconhecimento dos governos e da sociedade de que são, de fato, Funcionários da Educação e que exercem funções essenciais no processo educacional”, ressalta Zezinho.

Para João Alexandrino de Oliveira, da secretaria para assuntos de funcionários administrativos e analistas educacionais do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (SINTEPE), a data é importante para dar visibilidade a esses profissionais que são essenciais, mas que vivem no anonimato. “A luta desses profissionais se baseia na identificação, profissionalização, formação e valorização da categoria. Em quase todos os Estados brasileiros, os professores não são valorizados, imagina os funcionários da educação”.

Este ano, a comemoração acontece em um momento que as sociedades em todo o mundo sofrem o impacto da pandemia do COVID-19. Apesar da maioria das instituições de ensino estar fechada, muitos Funcionários da Educação, em todo o mundo, continuam trabalhando na linha de frente para apoiar estudantes, famílias e comunidades.

“Somos os funcionários que desempenham as funções administrativas nas secretarias, cozinhas, portões, bibliotecas, manutenções, segurança nos pátios. Em tempo de pandemia, estamos na linha de frente em nossas unidades escolares no Brasil e no mundo, onde tem uma escola, tem funcionários”, lembra Idalina da Silva, da Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul (FETEMS).

Os trabalhadores estão entregando comida para os alunos que dependem das refeições da escola; fornecendo suporte técnico para garantir que as plataformas de aprendizado on-line nas escolas e universidades funcionem corretamente; fornecendo aconselhamento à distância para os alunos; apoiando os pais que têm filhos com deficiência e, de inúmeras maneiras, eles estão indo muito além das descrições de suas funções e ajudando decisivamente a educação a avançar durante os estudantes pandêmicos e vulneráveis, a fim de obter o apoio de que precisam.

“Os funcionários são responsáveis pelo preparo do ambiente escolar, sem o qual seria impossível a escola funcionar com a qualidade necessária ao processo ensino/aprendizagem. A formação nos permite entender o papel que cada profissional da educação exerce no ambiente escolar e que nenhum setor é mais ou menos importante. Se o professor prepara o caminho, nós, funcionários, pavimentamos esse caminho para que o professor possa realizar seu trabalho de ensinar. Então, direta ou indiretamente, os funcionários estão envolvidos no ato de preparar esse cidadão”, afirma Sonia Solange Viana, coordenadora do departamento de funcionários da Educação do Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS).

No entanto, o fechamento generalizado de instituições de ensino fez com que muitos empregos fossem perdidos ou ameaçados. Segundo pesquisa realizada pela IE, foi revelado que muitos Funcionários da Educação, em todo o mundo, tinham más condições de emprego antes da crise do coronavírus: precariedade, ausência de contratos formais de emprego ou contratos de zero hora, falta de segurança, ausência ou escassez de benefícios, ausência de licença médica remunerada, pouca participação na tomada de decisões no local de trabalho e contratos externos com empresas privadas, o que os mantinham afastados da comunidade educacional. Essas más condições causaram a perda temporária ou permanente de empregos durante a crise.

Jorgiane Araújo, secretária de Gênero do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), explica que diante da atual conjuntura, a categoria deve buscar ações que valorizem o seu trabalho. “Eles precisam ser incluídos na gestão democrática, nos planejamentos do projeto político pedagógico da escola e também na participação do planejamento do cotidiano escolar. Além disso, o mais importante, é a formação continuada para todos os seguimentos, porque, na maioria das vezes, os funcionários não têm oportunidades para se atualizar, as coisas vão acontecendo e são colocadas para serem executadas sem ter um preparo prévio”.

Este Dia Mundial do Funcionário da Educação, em meio à crise do coronavírus, mais do que nunca, é precico apreciar o trabalho crucial que está sendo realizado pelos funcionários da educação, prestar homenagem às importantes contribuições desses profissionais, exortar governos e empregadores a respeitar os direitos trabalhistas e exigir que sua saúde e empregos sejam protegido durante e após a pandemia.

“Entendo a educação como ‘processo educativo’, que todos que estão no espaço da escola, independentemente da idade, etapa e modalidade são educadores. Esta data é um reconhecimento mundial de que este trabalhador existe, está presente em todas as escolas do mundo, seja pública ou privada, e fortalece o movimento desta categoria em busca dos seus direitos”, esclarece Guelda Cristina de Oliveira Andrade, secretária de Política Educacional do Sindicato no Ensino Público de Mato Grosso (SINTEP-MT) e Secretária Geral da CUT-MT .

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Após inúmeras tentativas de restabelecer diálogo, a direção do CPERS voltou a se reunir nesta terça-feira (12) com o secretário da educação, Faisal Karam. Foi o primeiro encontro desde o início de fevereiro, quando as partes discutiram a confusão no contracheque de educadores(as) no pós-greve.

Em quase duas horas de audiência online, os presentes debateram temas de amplo interesse da categoria, como os descontos dos dias de greve, o reenquadramento do Difícil Acesso, a previsão de reajuste para funcionários(as) de escola, abono de falta para participação de atividades sindicais, composição do Conselho Estadual de Educação e o retorno às aulas, entre outros.

Confira a síntese dos assuntos abordados.

Descontos de greve: possibilidade de recompor as perdas

No primeiro ponto de pauta da reunião, a presidente Helenir Aguiar Schürer indagou o secretário sobre a continuidade dos descontos dos dias de greve, que se arrastam há meses apesar das aulas recuperadas e do ano letivo concluído.

Em contraste com as últimas declarações sobre o tema, Faisal mostrou disposição em avançar no impasse e viabilizar uma recomposição dos descontos.

Segundo o secretário, a pasta solicitará à Secretaria da Fazenda um levantamento do valor total representado pelos cortes que atingem cerca de 27 mil servidores(as).

“Precisamos dessa relação para pleitearmos este recurso dentro do nosso orçamento para pagar ou devolver. Temos que construir esta alternativa financeira de ter essa devolução. É nisso que vamos trabalhar a partir da semana que vem”, afirmou.

Difícil Acesso: critérios não são definitivos

O debate mais duro se deu em torno das mudanças do Difícil Acesso, que o próprio secretário reconheceu como uma alteração que “pegou fundo” no bolso dos educadores(as).

Helenir questionou o método – apressado e antidemocrático – utilizado para estabelecer o regulamento do novo adicional de Local de Exercício, o rigor dos critérios – que na prática reduzem os proventos de quase 70% da categoria -, os pesos discutíveis atribuídos a cada fator e a ausência do Sindicato na comissão de reenquadramento.

“Por que o CPERS não foi chamado? Por que a periculosidade e a violência não são critérios? Como fica um professor que trabalha em uma escola de outra cidade e não vai receber um centavo de Difícil Acesso? Nós estamos preparados e queremos discutir juntos estes critérios”, asseverou a presidente.

Faisal justificou a forma pela qual as mudanças foram feitas pelos prazos legais exíguos determinados pela burocracia do Estado. “Tivemos de quatro a cinco dias para operacionalizar os novos critérios das escolas que faltavam. A Fazenda determinou: ou faz ou todos ficam sem o Difícil Acesso”, disse.

“A ideia não é penalizar, apesar de estar penalizando hoje. A ideia era fazer um reequilíbrio daqueles casos que há muito tempo estão sendo pagos indevidamente. Mas nós temos critérios para reavaliar isso ao longo dos próximos meses. Não é definitivo”, colocou o secretário

Entretanto, questionado ao menos cinco vezes se, objetivamente, o CPERS seria incluído na comissão para discutir os critérios, Faisal deu a mesma resposta: “vamos ter que construir isso juntos”.

Candida Rossetto, secretária-geral do CPERS, criticou o discurso legalista do secretário. “Também é Lei que se pague o salário no final do mês. É difícil de entender que para algumas coisas é preciso cumprir as leis e para outras é possível relevar. Concretamente isso só acontece quando é para cortar salários”, disse.

Funcionários(as) de escola: reajuste será estudado

Desde a greve da educação, o CPERS tem buscado construir alternativas para assegurar a recomposição salarial de funcionários(as) de escola, parte da categoria que não recebe qualquer aumento mesmo quando é elevado o Piso Nacional do Magistério.

“Somos a base da piramide salarial do Estado. Precisamos de uma atenção especial para não continuarmos nessa situação de absoluta miséria. Estamos falando de botar comida na mesa de muitas famílias”, afirmou a diretora do departamento de funcionários(as) do CPERS, Sônia Solange Viana.

O secretário mostrou interesse em buscar a valorização do segmento e pediu uma proposta do Sindicato em ofício, a ser enviado amanhã. A partir do pedido, será realizado um estudo de impacto

Insalubridade e periculosidade

A Secretaria reconheceu que houve erros na retirada de alguns dos adicionais no último contracheque.

Servidores(as) que trabalham em casas prisionais e hospitais em que há escolas devem voltar a receber o adicional de periculosidade já na folha suplementar.

Professores(as) que atuam dentro de presídios, como no caso dos Neejas prisionais, também terão direito ao adicional.

Quanto à insalubridade, adicional retirado de educadores(as) que trabalham com agentes químicos e equipamentos que oferecem risco à saúde em escolas técnicas, o secretário afirmou que é uma pauta já identificada pelo governo e que “será trabalhada”.

Folha suplementar atrasa

A folha suplementar, que trará, segundo o secretário, uma organização “mais limpa” no contracheque, ficará para a próxima semana.

A intenção era rodá-la nesta sexta-feira, 15, mas o governo estaria trabalhando para garantir que não haja erros na aplicação de todas as mudanças.

Além de pequenas correções, a principal alteração será a mudança na forma de pagamento dos professores(as) para subsídio, ainda sem ganhos salariais.

Impasse legal no Conselho de Educação

O Sindicato também questionou os movimentos do governo para alterar a composição do Conselho Estadual da Educação, aumentando a representação do Estado.

O governo afirma estar cumprindo decisão do STF, enquanto o CPERS defende que suas representantes já deveriam ter sido empossadas pela legislação estadual. O tema, que será objeto de Projeto de Lei do governo, possivelmente será judicializado.

Volta às aulas ainda é incerta

O Sindicato manifestou  preocupação e contrariedade com o retorno às aulas presenciais até que haja absoluta segurança de que a pandemia está sob controle, e cobrou garantias de que será consultado na definição dos protocolos e do calendário.

Faisal expressou a incerteza do governo quanto ao cronograma da retomada que, segundo ele, deve começar pelo Ensino Superior e pela rede privada.

“Não sabemos se será em junho, julho ou agosto, não tem definição de data. O que temos é um sentimento, que é discutível. Como evitar contato físico entre alunos pequenos? Como digo para um jovem ou uma criança ficar distante?”, problematizou.

O secretário também afirmou que  já existe uma estimativa de quantos novos funcionários de escola seriam necessários para trabalhar na sanitização dos espaços, incluindo o impacto financeiro das novas contratações.

Ainda sobre o calendário, disse que o governo não gostaria de penalizar a categoria prolongando as aulas até janeiro e fevereiro, e que busca alternativas para finalizar o ano letivo de “forma razoável”.

Terminou criticando a falta de orientações do governo federal: “estamos órfãos de Ministério”, pontou.

Abono de faltas para participação de atividades sindicais

Por fim, o governo foi cobrado a respeito do direito de participação em atividades sindicais sem penalizações no ponto, uma prerrogativa atacada pelo pacote aprovado em janeiro. A Seduc acenou para a possibilidade de construir um calendário prevendo quantas atividades seriam realizadas ao longo de um determinado período.

Quanto ao Encontro Estadual de Funcionários(as) de Escola, realizado no início de março, técnicos da Secretaria afirmaram que o abono – até hoje não concedido – será encaminhado.

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