Recebemos áudios de coordenadores(as) regionais DESINFORMANDO as direções de escola, DISTORCENDO o conteúdo da liminar obtida pelo CPERS e recorrendo à MÁ-FÉ na tentativa desesperada de empurrar a comunidade escolar de volta às aulas presenciais.

As coordenadorias afirmam que a liminar usa o termo “preferencialmente” para postular a vistoria como opcional e, portanto, não seria um requisito para retomar as atividades.

Basta um mínimo de interpretação de texto para compreender que o termo se refere à área de atuação do técnico responsável pelo laudo: preferencialmente da área sanitária.

Diz a liminar:

“Portanto, a declaração de conformidade deve ser ser realizada por agente técnico do Estado, da área sanitária preferencialmente, pois, em assim não o sendo, estar-se-ia delegando atividade estatal para quem não tem capacidade para tanto, o que demonstra-se ilegal.”

Se o trecho destacado não for suficiente, o parágrafo final da sentença reafirma:

“(…) DEFIRO, em parte, a liminar postulada na inicial para DETERMINAR ao Estado que apenas autorize o retorno do ensino presencial nas escolas (…) após declaração de conformidade sanitária, por agente técnico do Estado, da área sanitária, preferencialmente (…)”

Reiteramos: a liminar continua valendo, uma vez que o recurso do Estado não obteve qualquer efeito suspensivo.

Portanto, qualquer escola com estudantes em sala de aula e sem laudo externo está, hoje, descumprindo a ordem judicial e sujeita a penalidades por desobediência.

#EscolasFechadasVidasPreservadas

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Em nota pública divulgada nesta quarta-feira (28), a Famurs reafirma “pela terceira vez e definitivamente” a orientação de não retornar às aulas presenciais.

A entidade, que representa todos os municípios do Rio Grande do Sul, também manifesta “profunda contrariedade”  ao condicionamento da liberação de determinadas atividades a partir da retomada presencial das aulas.

>> Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

“Esta imposição fere frontalmente a autonomia dos municípios, além de tratar questões diferentes como se fossem iguais”, relata a nota, aprovada por unanimidade entre os representantes de associações regionais e direções presentes.

A Famurs alerta, ainda, que os Municípios não dispõem das condições ideais para fiscalizar o cumprimento integral dos protocolos.

Confira a íntegra da nota:

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O CPERS e as entidades que compõem a Frente dos Servidores Públicos (FSP/RS) uniram forças neste Dia do Servidor Público (28) para rejeitar e denunciar o ataque de Bolsonaro e seus aliados à classe trabalhadora.

Na manhã desta quarta-feira (28), foi realizada uma entrevista coletiva onde as entidades denunciaram o caráter destrutivo e privatista da Reforma Administrativa de Bolsonaro (sem partido) e buscaram dialogar com a sociedade a respeito da necessidade de mais e melhores serviços públicos, e não o contrário.

Durante a tarde, em Porto Alegre e diversas outras cidades do estado, foram realizados atos simbólicos contra a reforma que quer acabar com a estabilidade e substituir concursados por apadrinhados políticos.

Na capital, a manifestação ocorreu em frente à Prefeitura Municipal e reuniu servidores públicos das três esferas. 

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou que este Dia do Servidor Público, mais do que nunca deve ser marcado por muita luta. 

“Estamos novamente na rua contra a retirada de direitos. Mas principalmente contra a reforma administrativa que vai tirar da população gaúcha e da população brasileira o direito a ter serviços públicos. Estamos aqui defendendo o serviço público para todos os brasileiros e brasileiras. O Chile e a Bolívia nos deram o exemplo de que é possível derrotar essas políticas e nós temos que estar na rua para começar essa derrotada.”

Helenir ainda ressaltou a importância de combater as políticas de Leite e Bolsonaro: “Nós temos dois governos afinadíssimos que é o Bolsonaro e Leite que tentam sim privatizar. Nós vimos ontem que Bolsonaro está pensando na privatização do SUS, que nesse momento de pandemia é tão importante. O governo mostra a sua disposição de privatizar aquilo que tem sido a única saída, o único cuidado com a população brasileira”. 

Alexandre Luzzi Rodrigues, diretor de Assuntos Sindicais da Afocefe, acredita que derrotar o projeto é defender os serviços públicos.

“Estamos lutando contra uma reforma administrativa que de reforma não tem nada, isso é a privatização dos serviços públicos. Eles estão querendo fazer ajustes fiscais para privatizar. Recebemos notícias de que o Bolsonaro quer privatizar todo o SUS, retirar os serviços públicos da população. O serviço público será sucateado, ficará ainda pior. Não é uma reforma é o fim do serviço público. Nós precisamos alertar a população”. 

Para o coordenador geral do Sindjus, Fabiano Marranghello Zalazar, salientou a importância de conscientizar a população sobre os riscos da reforma administrativa. 

“Eles querem acabar com os serviços públicos e por isso estamos aqui com muita disposição nessa reta final do ano para barrar essa reforma administrativa. Que possamos transmitir para as nossas bases e sociedade o risco que estamos correndo com essa reforma.” 

Nívea Carpes, diretora da Amapergs, frisou o importante papel dos servidores nas lutas e na defesa dos serviços essenciais para a população. 

“Hoje no dia do servidor público não temos nada a comemorar, essa é uma data de luta e reflexão. A nossa vida é de lutas, estamos continuamente em luta pelos nossos direitos. Hoje é o momento de refletirmos e termos consciência do nosso papel. A população precisa da gente.”

 

A coordenadora da ASSUFRGS, Mariane Quadros, pediu empenho na luta contra a reforma administrativa e na garantia da continuidade dos serviços públicos gratuitos e com acesso para todos. 

“Nós temos uma tarefa muito importante de ampliar essa luta. Temos que alertar em todos os cantos que essa reforma vai acabar com o serviço público, serviços que são gratuitos hoje, vamos ter que pagar amanhã. Vamos juntos, vamos à luta, porque só com luta mudamos a vida.”

Ao fim do ato, os servidores deixaram a sua mensagem, com cantos de “Fora Bolsonaro” a Frente de Servidores Públicos diz não ao fim dos serviços públicos, não à reforma administrativa.

Também marcaram presença no ato o 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, a secretária-geral, Candida Rossetto e os diretores: Daniel Damiani, Vera Lessês, Rosane Zan, Valdete Moreira, Cássio Ritter, Sandra Régio e Mauro Calliari.

Entidades presentes:

1. CPERS
2. CUT
3. Sintrajufe/RS
4. Afocefe Sindicato
5.Asserlegis
6. ASSUFRGS
7. Sintergs
8. Sindjus RS
9. Sindiserf/RS
10.SENERGISUL
11. Sindserf/RS
12. Sindper
13. Sindiágua
14. ASPGE RS
15. Amapergs
16. Intersindical
17. ASSIBGE
18. SEMAPI
19. ANDES/UFRGS
20. SIMPE/RS

Confira imagens da coletiva e dos atos na capital e no interior:

Em Soledade, o 28º Núcleo do CPERS promoveu um ato em homenagem aos funcionários(as) de escola e contra a Reforma Administrativa, e convidou todos os candidatos a prefeito para falar sobre o tema da educação.


 

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O CPERS e as entidades que compõem a Frente dos Servidores Públicos (FSP/RS) uniram forças neste Dia do Servidor Público (28) para rejeitar e denunciar o ataque de Bolsonaro e seus aliados à classe trabalhadora.

Na manhã desta quarta-feira (28), foi realizada uma entrevista coletiva onde as entidades denunciaram o caráter destrutivo e privatista da Reforma Administrativa de Bolsonaro (sem partido) e buscaram dialogar com a sociedade a respeito da necessidade de mais e melhores serviços públicos, e não o contrário.

Durante a tarde, em Porto Alegre e diversas outras cidades do estado, foram realizados atos simbólicos contra a reforma que quer acabar com a estabilidade e substituir concursados por apadrinhados políticos.

Na capital, a manifestação ocorreu em frente à Prefeitura Municipal e reuniu servidores públicos das três esferas. 

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou que este Dia do Servidor Público, mais do que nunca deve ser marcado por muita luta. 

“Estamos novamente na rua contra a retirada de direitos. Mas principalmente contra a reforma administrativa que vai tirar da população gaúcha e da população brasileira o direito a ter serviços públicos. Estamos aqui defendendo o serviço público para todos os brasileiros e brasileiras. O Chile e a Bolívia nos deram o exemplo de que é possível derrotar essas políticas e nós temos que estar na rua para começar essa derrotada.”

Helenir ainda ressaltou a importância de combater as políticas de Leite e Bolsonaro: “Nós temos dois governos afinadíssimos que é o Bolsonaro e Leite que tentam sim privatizar. Nós vimos ontem que Bolsonaro está pensando na privatização do SUS, que nesse momento de pandemia é tão importante. O governo mostra a sua disposição de privatizar aquilo que tem sido a única saída, o único cuidado com a população brasileira”. 

Alexandre Luzzi Rodrigues, diretor de Assuntos Sindicais da Afocefe, acredita que derrotar o projeto é defender os serviços públicos.

“Estamos lutando contra uma reforma administrativa que de reforma não tem nada, isso é a privatização dos serviços públicos. Eles estão querendo fazer ajustes fiscais para privatizar. Recebemos notícias de que o Bolsonaro quer privatizar todo o SUS, retirar os serviços públicos da população. O serviço público será sucateado, ficará ainda pior. Não é uma reforma é o fim do serviço público. Nós precisamos alertar a população”. 

Para o coordenador geral do Sindjus, Fabiano Marranghello Zalazar, salientou a importância de conscientizar a população sobre os riscos da reforma administrativa. 

“Eles querem acabar com os serviços públicos e por isso estamos aqui com muita disposição nessa reta final do ano para barrar essa reforma administrativa. Que possamos transmitir para as nossas bases e sociedade o risco que estamos correndo com essa reforma.” 

Nívea Carpes, diretora da Amapergs, frisou o importante papel dos servidores nas lutas e na defesa dos serviços essenciais para a população. 

“Hoje no dia do servidor público não temos nada a comemorar, essa é uma data de luta e reflexão. A nossa vida é de lutas, estamos continuamente em luta pelos nossos direitos. Hoje é o momento de refletirmos e termos consciência do nosso papel. A população precisa da gente.”

 

A coordenadora da ASSUFRGS, Mariane Quadros, pediu empenho na luta contra a reforma administrativa e na garantia da continuidade dos serviços públicos gratuitos e com acesso para todos. 

“Nós temos uma tarefa muito importante de ampliar essa luta. Temos que alertar em todos os cantos que essa reforma vai acabar com o serviço público, serviços que são gratuitos hoje, vamos ter que pagar amanhã. Vamos juntos, vamos à luta, porque só com luta mudamos a vida.”

Ao fim do ato, os servidores deixaram a sua mensagem, com cantos de “Fora Bolsonaro” a Frente de Servidores Públicos diz não ao fim dos serviços públicos, não à reforma administrativa.

Também marcaram presença no ato o 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, a secretária-geral, Candida Rossetto e os diretores: Daniel Damiani, Vera Lessês, Rosane Zan, Valdete Moreira, Cássio Ritter, Sandra Régio e Mauro Calliari.

Entidades presentes:

Confira imagens da coletiva e dos atos na capital e no interior:


 

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Em ofício assinado pelo Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, Cel César Eduardo Bonfati, a corporação determina uma série de orientações para a correta estocagem de álcool 70% nas escolas estaduais.

Acesse a íntegra do ofício aqui

O documento, endereçado ao secretário Faisal Karam, foi expedido após denúncia do CPERS efetuada na última sexta-feira (23).

Os estoques, que chegam a milhares de litros por unidade escolar, foram entregues sem qualquer instrução por parte do governo a respeito dos protocolos de manuseio e armazenamento, levando as equipes a empilharem caixas em salas pequenas, mal ventiladas e sem segurança.

O ofício lista a necessidade de usar salas com ventilação e sem exposição do sol, com a estocagem sobre paletes e sem contato com o piso e afastadas das paredes.

A sala também deverá ter um extintor de incêndio 2A:20BC instalado externamente ao lado da porta de acesso e pessoas treinadas conforme a Resolução Técnica nº 14/CCB/2009, bem como condições mínimas de segurança contra arrombamento e vandalismo.

O comunicado também recomenda consultar a Anvisa para estabelecer a quantidade máxima de estocagem e outras medidas específicas, “estabelecendo as excepcionalizações necessárias com a devida segurança.”

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A Fazenda anunciou que pagará a primeira faixa salarial de setembro – para quem recebe até R$ 4,8 mil – nesta sexta-feira (30).

O saldo restante será quitado até o dia 10/11.

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Em audiência de conciliação nesta terça-feira (27) a respeito da liminar conquistada pelo CPERS, a Justiça determinou prazo de 24 horas para a Secretaria da Educação apresentar uma proposta.

Assim que for oficiado, o Sindicato solicitará um prazo para responder se os termos são aceitáveis ou não.

Na oportunidade, a direção do CPERS informou o juiz Cristiano Vilhalba Flores que o Estado está descumprindo a ordem judicial, mantendo escolas em funcionamento sem vistoria ou laudo de agentes técnicos externos.

De acordo com a secretária-adjunta Ivana Flores, 67 escolas em todo o Rio Grande do Sul estão realizando aulas presenciais no momento. O número equivale a 2,5% da rede, o que evidencia o despreparo e a falta de condições para uma retomada segura.

O CPERS reafirma que a liminar continua valendo, uma vez que o recurso do Estado não obteve qualquer efeito suspensivo. Portanto, qualquer escola com estudantes em sala de aula e sem laudo externo está, hoje, descumprindo a ordem judicial e sujeita a penalidades por desobediência.

>> Confira a íntegra da liminar aqui

#EscolasFechadasVidasPreservadas

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Na última segunda-feira (26), a Câmara Municipal de Vacaria aprovou por unanimidade a moção de repúdio proposta na Assembleia Geral Digital do CPERS, realizada no dia 08 de outubro.

A moção, que será encaminhada ao governador Eduardo Leite (PSDB), solicita a manutenção das escolas fechadas neste período crítico e recomenda que as aulas presenciais não sejam retomadas.

Representantes do 30° Núcleo e membros da comunidade escolar do município participaram da audiência que firmou a decisão em defesa da vida dos educadores(as) e das famílias gaúchas. 

Baixe aqui o modelo de ofício e envie ao prefeito e vereadores(as) da sua cidade

O documento ainda solicita políticas de auxílio financeiro aos trabalhadores para suprir as necessidades do ensino remoto e que seja permitida a abertura de matrículas nas modalidades de Educação de Jovens e Adultos (EJA), Neejas e do Ensino Técnico.

Confira a íntegra do documento aprovado abaixo: 

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O PolicyLab, centro de estudos do Hospital Infantil da Filadélfia, um dos maiores institutos de pesquisa pediátrica dos Estados Unidos, lançou em outubro um guia epidemiológico com evidências e orientações para a retomada das aulas presenciais no país. 

No documento, a instituição destaca, entre outros pontos, que professores(as) e funcionários(as) de escolas correm maior risco de infecção sintomática e grave. E ainda alertam, mesmo que as crianças tenham menor chance de contrair Covid, esse risco não é zero.

Confira a íntegra do documento (em inglês) aqui. 

O estudo também pede cautela no momento da decisão da retomada ou não das aulas presenciais, visto que, mesmo aderindo às estratégias de mitigação recomendadas, como o uso de máscara, o distanciamento social, higiene e o rastreamento de contato, “enquanto houver transmissão comunitária de SARS-CoV-2, não há estratégias que possam eliminar totalmente o risco de transmissão nas escolas”

A recomendação é que para maximizar a segurança e o aprendizado pessoal, a transmissão local deve ser a mais baixa possível. 

Componentes fundamentais para um plano de segurança escolar

O guia elenca uma séria de recomendações para refletir os desafios que as escolas enfrentarão após a reabertura. 

Como prioridade, está a importância de trabalhar com os departamentos de saúde locais, já que os países que tiveram sucesso na retomada das aulas presenciais, geralmente têm relações estreitas com as autoridades de saúde pública locais, para um efetivo rastreamento rápido entre alunos e professores infectados.

Destacamos também, que o documento orienta que sejam fornecidas instruções claras para as famílias mitigarem a transmissão fora da escola. 

Ainda consta a necessidade da presença de equipes adequadas de serviços de saúde no ambiente escolar para uma vigilância abrangente e contínua dos sintomas de alunos e funcionários. Essa vigilância deve incluir verificações diárias de sintoma, com exames no local ou em casa, para a implementação de políticas de quarentena e licenças.

A recomendação é que se algum membro da equipe diretiva ou aluno apresentar sintomas seja feito o afastamento por no mínimo 10 dias (mesmo sem a realização de teste). 

Questões-chave para a tomada de decisão

Para o PolicyLab a tomada de decisão sobre o retorno das aulas presenciais ou não é desafiadora e precisa ser feita com cautela.

Por isso, ao fim do guia eles apresentam uma lista de perguntas-chave para refletir sobre a capacidade da escola, junto aos parceiros de saúde pública locais, para remediar quaisquer problemas identificados e avaliar a capacidade de retorno ou não. Traduzimos essas questões abaixo:

1) Sua escola teve dificuldade de implementar e manter todos os aspectos do plano de segurança escolar?

2) Qual é a eficácia de sua colaboração com a saúde pública local quando um aluno ou professor testa positivo para o COVID?

3) Com que rapidez a transmissão da doença e a positividade dos casos estão acelerando em sua região?

4) Há evidências de transmissão em sala de aula dentro de sua escola?

5) Houve evidência de aumento da transmissão vinculada na sua escola ou em outras escolas na sua região, apesar da conformidade com as medidas de segurança?

Imagem destaque: Amanda Perobelli | REUTERS

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Um estudo publicado na revista científica The Lancet Infectious Disease aponta que, após 28 dias da volta às aulas, houve uma elevação de 24% na taxa “R”, utilizada para medir a taxa de propagação do coronavírus.

Os dados foram calculados com políticas de relaxamento de contenção da Covid-19 – que incluem a reabertura de escolas – adotadas por 131 países, de 1º de janeiro a 20 de julho.

Essa é a primeira vez que se quantifica globalmente o reflexo do abandono das ações de isolamento.

Os autores do levantamento descobriram que, quatro semanas depois de acabar com a proibição de aglomerações, houve aumento médio de 25% do R, variável que indica o potencial de propagação da doença.

A reabertura de escolas e a liberação de eventos públicos – shows e jogos de futebol, por exemplo – foram as medidas que mais impactaram nos índices de transmissão da Covid-19.

Conforme a pesquisa, fechar escolas e locais de trabalho, proibir eventos públicos/aglomerações, solicitar que as pessoas fiquem em casa e limitem o deslocamento pelo país foram políticas mais eficazes para reduzir a taxa de reprodução do coronavírus. 

Juntas, elas reduziram o R em 52%.

O cronograma de cada nação foi dividido em fases individuais, para refletir com precisão as políticas de contenção, que variaram muito entre elas.

No total, foram 790 etapas avaliadas no estudo estatístico. O modelo considerou o procedimento de adotar ou relaxar as políticas até 28 dias depois.

Mudança ao longo do tempo na razão R após a introdução e relaxamento de NPIs individuais. Para cada NPI, o período de referência é o dia anterior à introdução ou relaxamento desse NPI. Uma relação R de mais de 1 indica transmissão aumentada, e uma relação R de menos de 1 indica diminuição da transmissão. As barras de erro apresentam os ICs de 95% das razões R derivadas do modelo. NPI = intervenção não farmacêutica. R = número de reprodução variável no tempo.

Segundo a análise, enquanto a adoção de um conjunto de medidas foi responsável por reduzir significativamente para perto ou mesmo menos de 1 o número de reprodução, o relaxamento das políticas de contenção teve efeito inverso.

Quando menor de 1, significa quantidade baixa de pessoas sendo contaminadas, mas, maior do que isso, demonstra o contrário.

Os resultados da análise principal apontam para uma tendência decrescente do índice de reprodução viral nas duas primeiras semanas depois do fechamento das escolas, dos locais de trabalho, da proibição de eventos públicos, da permanência em casa e nos limites de circulação de pessoas.

Individualmente, a medida mais efetiva nesse sentido foi banir aglomerações com mais de 10 pessoas.

Na primeira semana, o R era 0,9. Esse número caiu para 0,76 no 28º dia.

Os resultados também sugerem que, dentro de 28 dias, revogar a proibição de eventos públicos e reabertura das escolas pode aumentar a transmissão em 21%, e suspender a proibição de reuniões com mais de 10 pessoas pode elevar em 25%.

Escolas Fechadas, Vidas Preservadas

Para o CPERS, a falta de testes, de recursos humanos e materiais, e de controle da curva, inviabilizam qualquer possibilidade de retorno às aulas presenciais em curto ou médio prazo.

O Sindicato mantém a posição de que o retorno é precipitado e irresponsável, ainda que o governo demonstrasse capacidade de gestão para entregar os materiais prometidos, reformar as escolas e repor os quadros de funcionários(as).

Conclamamos a sociedade a se manifestar em todos os espaços possíveis, pressionando vereadores e prefeitos, eleitos ou candidatos, em defesa da vida.

>> Baixe o modelo de Ofício a ser enviado aos prefeitos, vereadores ou candidatos da sua cidade

Leia também:

>> Urgente: Justiça defere em parte liminar do CPERS e rede estadual deve suspender aulas presenciais
>> Fiasco: fracasso retumbante da volta às aulas atesta incompetência do governo Eduardo Leite (PSDB)
>> CPERS ajuiza ação civil pública para impedir abertura de escolas
>> Famurs reitera posição contrária ao retorno das aulas presenciais no estado
>> ContraTurno: volta às aulas? O que dizem os especialistas
>> Faça uma denúncia ao CPERS

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