O primeiro Conselho Geral de 2020 ocorreu na última sexta-feira (29), reunindo representantes de todo o estado para debater a conjuntura e os próximos passos da luta da categoria. Também em pauta, foi dada a largada para o processo eleitoral da entidade com a votação das chapas que formarão a Comissão responsável por elaborar o Regimento, definir prazos e datas, realizar a apuração e proclamar os vencedores(as).

 

A exigência de prioridade para a ampla vacinação dos educadores(as), incluindo professores(as) e funcionários(as), e a continuidade da luta por direitos e dignidade movimentaram o debate. O início do ano tem sido marcado pelo aprofundamento do desmonte da rede estadual, com o governo Leite proibindo a abertura de turmas de EJA, municipalizando escolas e fechando turmas e turnos.

“Mal começou o ano e o Estado já ataca a educação pública. A mobilização da comunidade das escolas ameaçadas é fundamental para barrar esta violência. É imprescindível que os núcleos atuem junto às escolas e comuniquem a direção central para que possamos agir”, comunicou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Candida Rossetto, secretária-geral do Sindicato, informou que 18 núcleos já responderam ao pedido de informações enviado pela direção central para mapear os ataques em curso contra o direito à educação.

A diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador, Vera Lessês, lembrou que o IPE Saúde permanece com o atendimento presencial suspenso em virtude da contaminação de servidores(as) e orientou sobre os projetos piloto firmados com o Instituto de Cardiologia e a Clínica Psiquiátrica São José, entre outros temas.

Ainda nos informes, Selene Michelin, diretora da CNTE, destacou que a entidade nacional ingressará na Justiça contra a portaria do governo Bolsonaro que reduziu o reajuste do Piso Nacional a zero neste ano. A confederação também lançou uma campanha em defesa da vacinação dos trabalhadores(as) e tem ampliado o debate sobre o ensino híbrido.

Informes do jurídico e filiação online

O advogado Pedro Magadan, do escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, esclareceu dúvidas sobre a liminar conquistada pelo CPERS para assegurar o pagamento do 13º a quem teve a operação negada pelo Banrisul.

Conforme a decisão judicial, todos os servidores(as) impedidos de realizar o empréstimo deverão receber do governo o valor correspondente ao 13º em parcela única. Para tanto, o servidor(a) deve preencher uma declaração informando que teve o direito negado pelo banco. Entre em contato com a assessoria jurídica para mais informações.

“O TJ diz que cada pessoa tem que provar que não conseguiu fazer o empréstimo. Por isso divulgamos que seja enviado uma declaração. Já recebemos em torno de 300 e estamos acumulando para fazer em lotes. A juíza já mandou pagar essas pessoas e mandou intimar o estado, o que ainda não ocorreu”, explicou Pedro.

José Carlos, técnico da assessoria de TI do CPERS, apresentou uma novidade que será disponibilizada aos educadores(as); a filiação online. Em breve, será possível realizar todo o processo de filiação 100% online, incluindo a etapa da assinatura, que será digitalizada. Mais informações serão divulgadas quando o sistema estiver pronto.

 Comissão Eleitoral

 Três chapas se candidataram para formar a Comissão Eleitoral, cuja composição é definida por cinco titulares e cinco suplentes indicados pelas chapas. O número de integrantes de cada uma corresponde à proporção (arredondada) de votos recebidos, conforme resultados abaixo.

Chapa Muda CPERS – 40 votos (34%) – 2 membro titulares e 2 suplentes na Comissão Eleitoral
Chapa CPERS Unido e Forte – 57 votos (48%) – 2 membros titulares e 2 suplentes na Comissão Eleitoral
Chapa Novo Rumo – 20 votos (17%) – 1 membro titular e 1 suplente na Comissão Eleitoral
Abstenção – 2 votos (2%)

No dia 5 de março, está na pauta do Conselho Geral a aprovação do Regimento Eleitoral.

Campanhas e mobilizações

Além da pauta sanitária, os conselheiros(as) apontaram – nas deliberações aprovadas – para a luta pelo direito à educação, o pagamento dos dias de greve, um maior número de vagas no concurso público anunciado – incluindo para funcionários(as) de escola – e outros temas. Confira a relação completa abaixo.

PROPOSTAS APROVADAS NO CONSELHO GERAL

  1. Continuar a campanha Vacinação Para os/as Trabalhadores/as em Educação, Já!
  2. Exigir testagem em massa com segurança sanitária, garantia da higienização, EPIs adequados e em quantidade suficiente, adequação dos espaços físicos e manutenção do afastamento dos maiores de 60 anos. Nomeação de professores e funcionários para recomposição das equipes para a garantia do reinício do ano letivo de 2021 com segurança sanitária, qualidade na educação e enfrentamento à evasão escolar. Cobrar dos governos um calendário de vacinação gratuita para os educadores.
  3. Realizar campanha contra a municipalização do ensino.
  4. Lutar contra a precarização e privatização do IPE-Saúde.
  5. Dar continuidade do movimento Fica EJA, potencializando ações de denúncia nas Câmaras de Vereadores, na Comissão Especial de Educação da Assembleia Legislativa e Ministério Público.
  6. Lutar contra o fechamento de turmas, turnos e escolas.
  7. Realizar Moção de repúdio ao INEP/MEC pela desorganização na execução da prova do ENEM, gerando exposição de alunos e familiares à pandemia e prejudicando inúmeros estudantes.
  8. Pressionar o governador Eduardo Leite(PSDB) para o pagamento dos dias descontados na greve e que já foram recuperados.
  9. Campanha para lutar e pressionar por mais vagas no concurso para o magistério e da urgência na realização de concurso público para funcionários/as de escola em todos os cargos.
  10. Realizar Moção de solidariedade aos moradores do Amazonas, em especial Manaus.
  11. Realizar Moção de repúdio à desorganização do governo Federal no que tange à vacinação.

 

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O Conselho Geral do CPERS manifesta a sua irrestrita solidariedade ao povo de Manaus e demais municípios do Amazonas, diante do colapso do sistema de Saúde, sobrecarregado pelo aumento dos casos de Covid-19 e falta de insumos básicos como oxigênio.

O Brasil ficou em alerta diante do trágico e gravíssimo drama sanitário enfrentada por milhares de famílias e profissionais de saúde amazonenses.

Hospitais viraram câmaras de asfixia, sem oxigênio, sem vacina, sem governo. Segundo informações do pesquisador Jesem Orellana, da Fiocruz-Amazônia, uma ala inteira de pacientes morreu asfixiada. Trata-se de um verdadeiro genocídio.

A omissão, o negacionismo e negligência do governo Bolsonaro (Sem Partido), o fracasso na coordenação nacional no combate à pandemia e do início imediato de uma campanha de vacinação levou o país a assistir a tragédia da falta de oxigênio em Manaus.

Esta conjunção inadmissível poderia ter sido evitada mediante um plano de ação que articulasse esforços dos governos locais e federal.

Bolsonaro subestima as consequências da pandemia e não assume o papel que lhe cabe no enfrentamento da Covid-19; não adota qualquer política de fortalecimento do SUS e de parâmetros científicos para o controle da propagação do vírus.

Não bastasse toda a tragédia anunciada em Manaus, Pazuello afirmou ser “inadmissível” o não uso de cloroquina no combate ao coronavírus na cidade. O medicamento já foi descartado categoricamente pela comunidade médica e não há comprovação científica no combate à doença.

Foram inúmeros e dramáticos os apelos de profissionais de saúde pedindo voluntários para prover ventilação manual a pacientes de UTI, na tentativa desesperada de salvar vidas. A média de 125 enterros diários se manifesta na tristeza e luto dos familiares.

O caos instalado em Manaus é somente a ponta visível de um iceberg que expõe, novamente, as insuficiências da rede de saúde em todo o estado e pode se propagar em todo o país se não houver a adoção de medidas rígidas no controle da pandemia.

As autoridades sanitárias têm o dever de apresentar um plano de expansão rápida da força de trabalho, de leitos e de insumos que garantam acesso e resolutividade no atendimento e o direito de respirar.

A desorganização, a ausência de prioridades e a falta de monitoramento e de fiscalização no uso de recursos públicos devem ser repudiadas e combatidas em todos os níveis de gestão.

O CPERS lamenta as milhares de mortes e expressa seu pesar aos familiares e seu apoio aos profissionais de saúde que heroicamente atuam na linha de frente, salvando vidas e diminuindo a dor de tantas famílias.

Foto de capa: Michael Dantas/AFP

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O Brasil é o pior país no ranking do combate a pandemia da Covid-19. Diariamente crescem, de forma assustadora, o número de vítimas. Mas os índices de casos e mortes que colocam o país entre os mais afetados pela doença não foram resultado do acaso ou da fatalidade, mas sim de um programa que vem sendo levado a cabo de maneira determinada pelo governo Bolsonaro.

Enquanto os outros países investem na vacinação, em medidas para evitar aglomerações e incentivar o uso de máscaras, Bolsonaro segue desacreditando destes protocolos, considerados eficazes por especialistas, aprofunda o desmonte da pesquisa científica e ataca o SUS. Além disso, dissemina falsas informações, incentiva o uso de medicamentos rejeitados por pesquisas em todo o mundo, debocha da dor das pessoas que perderam familiares e amigos, afirma a inevitabilidade da morte e chama de fracos os que tentam se proteger.

Diante da falta de uma política nacional de combate à pandemia, reflexo da omissão ou da condução completamente equivocada também do Ministério da Saúde, a população vive um verdadeiro “salve-se quem puder”.

O Brasil teria todas as condições para dar uma resposta melhor se estivesse seguindo a tradição que já teve no que se refere à vacinação, considerando-se a expertise de 47 anos do Programa Nacional de Imunização (PNI).

Neste momento é extremamente necessário destacar à sociedade a importância da vacinação de todos, pois, mais do que nunca, se vacinar é um ato de cidadania, solidariedade e de salvar vidas. Mas o que vemos é o incentivo de exatamente o contrário, além de deboches, piadas de baixo calão, fake news e a crítica à quarentena e ao distanciamento social adotados por governadores e prefeitos.

O crítico cenário atual revela um governo totalmente incompetente e irresponsável para lidar com a mais grave pandemia dos últimos 100 anos. É gravíssimo!

Desde já, é preciso responsabilizar o presidente Bolsonaro e o Ministério da Saúde pela dimensão das mortes e perdas. Precisamos cerrar fileiras na defesa da vacinação em massa da população, do SUS, do trabalho e da dedicação dos profissionais de saúde, da pesquisa científica, da universidade pública e do conhecimento.

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O Conselho Geral do CPERS manifesta repúdio à aplicação da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), realizada em meio ao agravamento da crise sanitária da COVID-19 no Brasil. 

O país já passou a marca de 220 mil mortos pela doença e está vivendo uma terrível segunda onda de transmissão, além de registros de reinfecção e de uma variante mutante do coronavírus. Hospitais estão em colapso e há muitas incertezas sobre os prazos para vacinação da população. 

Em meio a esse cenário de horror e apesar da preocupação de pais, professores(as) e estudantes e do alerta de diversas entidades científicas e políticos que pediam o adiamento do exame, o governo Bolsonaro insistiu em manter a realização das provas.

Os dois finais de semana de aplicação foram marcados por salas ocupadas acima da capacidade, abstenção recorde e muito medo de contágio.

Ainda em março de 2020, nos primeiros momentos da crise de saúde que tomaria o país e o mundo, surgiram os pedidos para que a prova fosse adiada. Em maio, após muita pressão da sociedade, o Inep adiou o exame para o início de 2021, mesmo após pesquisa realizada pelo próprio instituto onde estudantes escolheram o mês de maio de 2021 para a realização. 

Com a insistência no mês de janeiro,  51,5%, dos 5,8 milhões de inscritos, não conseguiram fazer a prova no primeiro dia (17 de janeiro). Além daqueles que não compareceram pelo medo de infecção, outros muitos ainda foram barrados nos portões de entrada por culpa da lotação das salas.

Já a primeira experiência de um Enem digital teve menos de 30 mil participantes e problemas técnicos que deixaram candidatos sem prova em alguns locais. A abstenção foi de 68% entre os 96 mil candidatos confirmados.

Esse foi o maior número de abstenções desde a origem do Enem, em 1998.

Todo esse caos ainda corrobora para a ampliação das desigualdades educacionais, já tão acentuadas no período da pandemia.

Em documento que pedia o adiamento do Enem, a Defensoria Pública da União ressaltava que o exame existe para reduzir a desigualdade do acesso ao ensino superior e não pode servir para ampliá-la.

O ano de 2020 foi marcado pela defasagem educacional causada pela pandemia, onde a desigualdade econômica fez com muitos alunos e alunas não conseguissem realizar as aulas oferecidas à distância. A rede pública, com raras exceções, enfrentou diversas dificuldades na preparação dos estudantes para a conclusão do Ensino Médio.

É justo submeter jovens que mantiveram rotinas de estudos e acompanhamento tão diferenciados a um exame da importância do Enem em meio a esse caos? 

Tudo isso é mais um reflexo da má administração e do desinteresse do atual governo com a educação e o bem-estar da população. Adiar a prova seria uma escolha pela vida, mas Bolsonaro optou pelo caos e confirmou sua insensibilidade diante de tantas mortes já ocorridas.

Imagem destaque: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

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Em reunião com técnicos da Secretaria da Fazenda nesta quinta-feira (28), o Serviço de Atendimento ao Sócio (SAS) e a assessoria jurídica do CPERS cobraram explicações sobre novos descontos que têm causado sérios transtornos aos educadores(as).

Mais uma vez, a desorganização e a falta de transparência do governo desrespeitam a categoria, aprofundam a insegurança e prejudicam o planejamento dos trabalhadores(as), que amargam severa defasagem após seis anos de salários congelados e ataques continuados a direitos.

Confira as principais respostas aos questionamentos levados pelo CPERS:

Desconto de greve no 13º -> Como o 13º é calculado com base nos meses trabalhados, a Fazenda está descontando retroativamente do 13º os valores correspondentes ao período de greve de 2019. Trata-se de mais uma violência. O CPERS considera todos os descontos relacionados à greve abusivos e ilegais, e continua lutando na Justiça para reverter o confisco das aulas recuperadas.

Devedores Div-Indenizações -> O desconto de valores descritos com esta sigla no contracheque deve-se a um erro da Fazenda, que alega ter efetuado o pagamento, em 2020, de juros indevidos sobre parcelas do salário recebidas em dia. Os juros, argumentam, deveriam incidir apenas sobre parcelas em atraso.

Pagamento de férias -> O 1/3 de férias será pago na folha do mês de fevereiro. Quem teve o lançamento efetuado na folha de janeiro com valor inferior ao devido receberá o pagamento corrigido em fevereiro.

Vale-transporte -> A Fazenda alega que o cálculo do VT proporcional aos dias trabalhados presencialmente é complexo em razão da contrapartida dos servidores(as), e solicita que as dúvidas sejam encaminhadas aos contatos relacionados abaixo.

▶ Dúvidas sobre os valores e a organização do contracheque devem ser enviadas para os e-mails atendimento.dgf.te@sefaz.rs.gov.br e gab-drh@seduc.rs.gov.br

▶ O SAS também está disponível para auxiliar os sócios pelo whatsapp (51 9569.0465 ou 51 99663 5699).

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Na manhã desta sexta (29), educadores(as), alunos e ex-alunos da EEEM Santa Cruz, além de representantes do 18° Núcleo do CPERS e da União dos Estudantes de Santa Cruz do Sul (UESC) mobilizaram-se, em frente à escola, contra a imposição do modelo cívico-militar na instituição. O ato deve ocorrer ainda pela tarde, a partir das 18h.

A mobilização foi organizada em meio à votação que definirá o futuro da instituição de Santa Cruz do Sul, uma das escolas do estado ameaçadas pelo governo Leite (PSDB) com a implantação do programa criado pelo governo Bolsonaro.

Após pressão, os estudantes escolhem se a instituição deve ou não aderir ao modelo já que a comunidade escolar não havia sido consultada anteriormente.

Há seis meses o deputado federal Marcelo Moraes (PTB) discutia com Eduardo Leite a possibilidade de implantação do modelo cívico-militar na EEEM Santa Cruz. Mas o caso só se tornou público algumas semanas atrás.

A adesão ao programa de escolas cívico-militares demonstra que Leite e Bolsonaro seguem alinhados sem qualquer projeto para atacar os reais problemas da educação.

Cada aluno de colégio militar custa ao país três vezes mais do que quem estuda em escola pública regular. São R$ 19 mil por estudante, por ano, gastos pelo Exército nas 13 escolas existentes.

O investimento anunciado pelo governo federal – de R$ 1 milhão por escola – será destinado ao salário dos oficiais da reserva. É o Estado que precisará bancar uniformes e a qualificação dos espaços.

Caso opte por brigadianos reformados, a destinação dos recursos se inverte. Em todo caso, o projeto onera os cofres públicos em um contexto de crise financeira e sucateamento da educação.

Leite se curva ao autoritarismo e compromete a autonomia das escolas, a gestão democrática e recursos do Estado em um projeto inútil e demagogo.

O programa institui a presença de oficiais da reserva ou brigadianos reformados no interior das instituições para “resgatar princípios como disciplina, ordem e valorização dos símbolos da pátria”.

Não há problemas em formar fileiras para cantar o hino nacional. Mas o fetiche da disciplina cívica não salvará jovens das drogas ou da violência urbana. Nem elevará o nível de ensino. Lugar de militar é na caserna e de policial é na rua.

Escola é para quem tem formação para educar, não para reprimir.

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No dia 29 de janeiro é comemorado o Dia Nacional da Visibilidade Trans no Brasil. A data tem o objetivo de promover reflexões sobre a cidadania das pessoas transgênero, travestis, transexuais (homens e mulheres trans) e não-binárias (que não se reconhecem nem como homens nem como mulheres).

Nesta data, em 2004, pela primeira vez na história do Brasil travestis e transexuais estiveram no Congresso Nacional para falar aos parlamentares brasileiros sobre a realidade dessa população. No dia houve o lançamento oficial da campanha “Travesti e Respeito”, promovida pelo Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, em 2004, e que se tornou um marco para a luta protagonizada por militantes travestis históricas.

O termo trans é uma abreviação de “transgêneros”, que se refere às pessoas que não se identificam com o gênero que lhes foi atribuído quando nasceram.

A pessoa transexual, também chamada de transgênero, é aquela que não se identifica com o gênero com a qual foi designada ao nascer e que a sociedade entende que ela deve ter, por conta do seu sexo biológico.

Ao longo dos anos, e graças aos movimentos de pessoas trans e travestis é que podemos entender que não é a genitália e nem o sexo biológico que define se uma pessoa é homem ou mulher.

Para compreender um pouco mais, precisamos falar sobre 3 coisas: identidade de gênero, orientação afetiva sexual e sexo biológico.

A Identidade de gênero é o modo como o indivíduo se reconhece: mulher, homem, ou não binário (que não se vê como apenas uma coisa ou outra), independente de sua genitália.

A orientação afetiva sexual se refere a quem você sente atração: mulheres que se relacionam com mulheres (lésbicas), homens que se relacionam com homens (gays), pessoas que se relacionam com homens e mulheres (bissexuais) e heterossexuais.

O sexo biológico está ligado à biologia: cromossomos, hormônios, órgão sexual, que pode ser: vagina ou pênis. Há também as pessoas intersexuais, que tem características biológicas de ambos os sexos.

Acreditamos que entender é o primeiro passo auxiliar na visibilidade das pessoas que são marginalizadas por muitos, por puro desconhecimento e ignorância sobre o assunto.

Na maioria das vezes, devido à transfobia (preconceito contra a população trans), essas pessoas sofrem rejeição da família, são praticamente forçadas a abandonar a escola sem terminar os estudos e enfrentam grandes dificuldades de inserção no mercado de trabalho, entre outras iniquidades, que tornam as pessoas trans altamente vulneráveis, nos níveis social e pessoal.

“O Brasil, infelizmente, é o país que mais mata pessoas trans no mundo. Com índices muitos mais altos do que os países que o seguem. São mortes violentas, carregadas de requintes cruéis, que muitas vezes sequer chegam a ser notificadas aos órgãos públicos ou, quando chegam, não observam a verdadeira identidade de gênero das vítimas”, relata a coordenadora do Núcleo de Defesa da Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (Nudversis), Letícia Oliveira Furtado.

Diante disso, convidamos a seguinte reflexão: Quantas pessoas trans você conhece? Quantos amigos trans você tem? Você tem algum colega trans na sua escola? Na sua escola ou comunidade escolar existem pessoas trans?

Enquanto educadores, precisamos falar sobre o assunto, pois essa população possui direitos e nós temos a obrigação de seguir os requisitos legais para que todas e todos sejam incluídos e exerçam seus direitos e deveres como qualquer outro cidadão. Um desses direitos, diz respeito ao uso do Nome Social.

O uso do nome social, reconhecido ao longo dos últimos anos em diferentes instâncias do Executivo e Judiciário, é o direito de pessoas trans serem tratadas pelo nome com o qual se identificam foi legitimado por uma decisão histórica do Supremo Tribunal Federal, em 2018. Ela garantiu a possibilidade de alteração do sexo biológico e do nome presentes no registro civil sem obtenção de autorização judicial. Na prática, isso significa que o registro pode ser alterado sem a pessoa entrar na Justiça e sem a realização de cirurgia de redesignação ou de terapias hormonais, antes um requisito para a mudança.

Assim sendo, nós educadores, precisamos fazer valer e respeitar o uso do nome social dos nossos alunos, bem como promover seu bem estar e inclusão junto à comunidade escolar.

É preciso respeitar as pessoas como elas são, pois a escola não pode mais fechar os olhos para essa população. A escola é por excelência um dos principais espaços de formação e de socialização de crianças, adolescentes e jovens. Ela, no entanto, nem sempre é capaz de lidar com as diferenças. Uma escola que não protege, também desmotiva. Uma escola que desmotiva também é culpada pela evasão, baixo rendimento e reprovações.

A escola precisa reconhecer e proteger os alunos que sofrem, mas para isso precisa olhar para os preconceitos estruturais inseridos no sistema de ensino. Precisamos garantir que instituições sejam ambientes seguros e propícios para todas as crianças e não apenas para algumas.

A cultura do medo do que é diferente é muito mais presente na sociedade do que a gente pode imaginar, são inúmeros os desfechos negativos do nosso silêncio, que permite que adolescentes e jovens sejam vítimas do preconceito.

Não falar de gênero, diversidade e inclusão é perder a oportunidade de garantir uma formação de indivíduos mais abertos e de uma sociedade mais justa e igualitária. Quando escolhemos estar presentes e nos permitimos escutar as pessoas e suas experiências, passamos a compreendê-las de outras formas.

Que possamos ser mais justos e menos críticos com a população trans não apenas no mês da visibilidade trans. É preciso respeitar e incluir todas e todos.

Façamos de nossas escolas um ambiente livre de preconceitos! Basta de transfobia!

Artigo de Renata dos Anjos Departamento de Gênero e Diversidade do CPERS

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Após 138 dias da ocupação da Escola Rio Grande do Sul, o governo Eduardo Leite (PSDB) repetiu a ação autoritária que serviu de estopim ao movimento de resistência da comunidade. A escola foi novamente arrombada pelo próprio Estado na noite desta quarta (27), apesar da promessa de entrega das chaves à Seduc na próxima sexta.

Os ocupantes haviam encerrado a ocupação na última semana, em respeito à ordem judicial de reintegração de posse. Na manhã desta quinta, um engenheiro deveria realizar vistoria para demonstrar as boas condições em que a escola foi deixada e elaborar o projeto de PPCI. Mas o técnico foi barrado por seguranças privados.

Indignados com a ação, lideranças se dirigiram à Secretaria da Educação para buscar diálogo, mas também foram impedidos de acessar o prédio e ignorados pelo secretário Faisal Karam.

Rossana Silva, presidente do Conselho Escolar, relata o episódio: “mantivemos a escola em boas condições e íamos entregar a chave sexta-feira. Enviamos e-mail para o secretário na segunda, mas a CRE arrombou o cadeado e botou segurança privada lá dentro. Viemos até aqui pra conversar e fomos recebidos na rua sem resposta alguma. E as nossas crianças, como ficam?”

Para Atena Beauvoir Roveda, ex-estudante e integrante da ocupação, a interdição do debate é inaceitável. “Eles querem fechar a escola sem nenhum diálogo e esses 138 dias serviram para mostrar que a comunidade não quer que a escola seja fechada. A Rio Grande do Sul não vai virar arquivo morto da Seduc”, afirmou Atena Beauvoir Roveda, ex-estudante e integrante da ocupação.

A comitiva barrada contava também com a presença da diretora-geral do 39º Núcleo do CPERS, Christiane Ribeiro Gomes, e do vereador Leonel Radde (PT), que apontou desrespeito entre os poderes. “Viemos de forma pacífica e respeitosa para dialogar e debater a educação. Não há absolutamente alguma justificativa que isso ocorra”, comentou em suas redes sociais.

O CPERS atua junto à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa para buscar soluções e manter a instituição aberta, em respeito à vontade da comunidade escolar e do direito à educação.

Para o Sindicato, o fechamento da escola é mais um ato de autoritarismo do governo Leite, que dá continuidade à política de desmonte e destruição da educação pública fechando turmas e turnos e proibido matrículas de EJA e NEEJAs em todo o estado.

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O Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul – Sindicato dos Trabalhadores em Educação – CPERS/Sindicato, vem expressar todo apoio à greve dos trabalhadores da COMCAP impulsionada pelo SINTRASEM e exigimos a retirada imediata do Projeto de Lei que desmantela a COMCAP, levando à sua privatização.

Em defesa da COMCAP e dos direitos dos trabalhadores!

Pela COMCAP 100% pública!

Não vamos nos intimidar! Que cesse qualquer ataque à organização sindical e aos seus dirigentes!

 

Foto capa: Sintrasem/Divulgação

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