Desmonte: Eduardo Leite fechou quase 2 mil turmas da rede estadual de educação em um ano


No dia 23 de setembro de 2019, em coletiva de imprensa na sede do Sindicato, o CPERS alertava que teve acesso a planos do governo Eduardo Leite (PSDB) para o enxugamento da rede estadual de educação:

“O Estado pretende fechar 2 mil turmas. Seriam 5 mil até o fim da gestão. Há, também, a previsão de implantar turno único em 480 escolas.”

Agora, dados do Censo Escolar analisados pelo Dieese mostram que a denúncia foi certeira. Entre o final de maio de 2019 e o dia 11 de março de 2020, o desmonte planejado levou ao fechamento de 1.889 turmas, número muito próximo da meta anunciada.

O número de turmas vem caindo ano a ano desde 2015, mas a política da tesoura de Eduardo Leite representa uma aceleração em relação a Sartori, que fechou em média 1,5 mil turmas ao ano.

Como o Censo Escolar 2020 reflete o período anterior à pandemia, não captura o violento desmonte em curso desde a suspensão das aulas presenciais.

O fechamento de turmas, muitas vezes associado a enturmações e multisseriações, reduz a capacidade de atendimento da rede, desagrega vínculos e desestimula estudantes, contribuindo para a evasão escolar.

Ao fragilizar a oferta, o Estado prenuncia cortes maiores, levando ao encerramento de turnos inteiros e ao fechamento de escolas.

>> Eduardo Leite fechou 61 escolas em apenas 9 meses, 3x mais rápido do que Sartori

Trata-se de um ciclo vicioso: o Estado incentiva a evasão e usa a redução anual de matrículas (queda de 5,5% em 2020) como justificativa para continuar o desmonte da rede.

Menos turmas também significam salas de aula lotadas e educadores(as) ainda mais sobrecarregados.

Para o CPERS, a intenção do governo é clara: cortar gastos a qualquer custo e precarizar a educação pública para abrir mercado ao ensino privado, priorizando interesses do empresariado e não do conjunto da sociedade.

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