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Assembleia Geral começa às 17h30, em primeira chamada e às 18h, em segunda chamada, do dia 7 de dezembro (terça-feira).  As inscrições devem ser realizadas até as 23h59 do dia 6/12 (segunda-feira).

>> Onde?

A Assembleia será 100% digital, com acesso por meio do aplicativo Zoom. Leia o passo a passo abaixo para saber como participar.

>> Quem pode participar?

Apenas sócios(as) poderão acessar o ambiente da Assembleia Geral.

>> Como faço para participar?

  1. CLIQUE AQUI e preencha o formulário até o fim para validar o seu cadastro. Confira com atenção os dados, que serão cruzados com as informações no banco de sócios.

Por razões técnicas e para assegurar a participação de todos, serão aceitas inscrições até as 23h59 do dia 6 de dezembro.

Caso tenha problemas para validar seus dados, contate o nosso Serviço de Atendimento ao Sócio (SAS) pelo whatsapp – (51) 9663-5699 e (51) 9569.0465 – ou pelo e-mail sas@cpers.org.br.

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Por isso repetimos: baixe o aplicativo Zoom. Sua experiência será melhor e mais tranquila.

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  1. Às vésperas da Assembleia, você receberá um e-mail com um link único, intransferível. Este link é o seu crachá. Se você passar para outra pessoa, não poderá acessar a Assembleia.

Em hipótese alguma encaminhe este link. Ele é a sua identidade, a sua garantia de acesso, voz e voto.

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No penúltimo dia da Caravana por #ReposiçãoJá, a comitiva do CPERS mobilizou, nesta quinta-feira (25), mais de dez cidades e escancarou o descaso do governo Eduardo Leite (PSDB) com a educação.

A iniciativa esteve nas regiões dos núcleos de Ijuí (31º), Osório (13º), Palmeira das Missões (40º), Rio Grande (6º), São Gabriel (41º), São Luiz Gonzaga (33º) e Porto Alegre (38º e 39º).

No decorrer do dia, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, o diretor Leonardo Preto Echevarria e a diretora do 31º Núcleo, Teresinha de Jesus Boneto Mello, estiveram em Ijuí para reafirmar a luta contra os incessantes ataques do governo e informar os educadores(as) sobre as ações do Sindicato.

“Estamos preparando a nossa base para a resistência e a pressão que teremos que fazer em cima do governo para termos a recomposição dos nossos salários. Dialogamos com os colegas para fortalecer a mobilização e construção coletiva dentro da escola dos próximos passos da nossa luta. Foi muito gratificante”, avaliou Helenir. 

Na EEEM Ruy Barbosa, o Ruyzão, de Ijuí, os dirigentes encontram uma estrutura totalmente sucateada. Rachaduras extensas no prédio fizeram com que parte significativa da escola fosse interditada.

Retirada de direitos agrava situação dos educadores

Em Osório, os diretores Cássio Ritter e Alda Souza conferiram de perto os problemas enfrentados pela categoria. 

Na EEEB Prudente de Morais, os educadores(as) desabafaram sobre a situação de miserabilidade que se encontram. Além dos sete anos sem reposição, amargam constantes cortes no salário e redução de benefícios, como o adicional de Local de Exercício (Difícil Acesso), por exemplo.

“Preenchemos planilhas há quase dois anos. Tiramos do nosso bolso para comprar equipamentos, pagar luz, internet e medicamentos, pois estamos doentes. Tiraram o Difícil Acesso; descontaram o vale-transporte e vale alimentação na pandemia. Não dá mais!”, desabafou o professor Carlos Aliardi.

Na escola do campo EEEF Ferreira Viana, a diretora Cleusa Maria dos Santos expôs o impacto em seu salário. “Eu ganhava R$700,00 pelo adicional. Depois do corte do governo, ficou apenas R$65,00. Eu pago para ir para a escola.”

“A nossa monitora pediu para sair da escola porque estava gastando horrores com transporte e não aguentava mais”, completou.

Os descontos dos dias de greve e do vale-transporte também vêm reduzindo os já escassos recursos da categoria. 

“O que nos enfraquece ainda mais são os descontos da greve, mesmo com as aulas recuperadas. Sempre fiz greve e esse dinheiro me faz falta”, asseverou a professora Janaína Borba, que está há 22 anos no Estado.

Pressão aos deputados por salário digno para toda a categoria

O diretor Cássio Ritter explicou que diante da rejeição de Mateus Wesp (PSDB), relator da proposta orçamentária 2022, à emenda do CPERS, o Sindicato está pressionando os deputados(as) para que seja destacada em plenário e garanta a reposição salarial.

“Estivemos nos gabinetes e cobramos que os parlamentares. Quem tem compromisso com a educação pública tem que nos apoiar e garantir salário digno.”

“Na hora de descontar, Eduardo Leite desconta, mas na hora de pagar o nosso salário, internet e luz, ele não paga. Estamos pressionando para que ele faça o ressarcimento dos gastos que tivemos na pandemia”, pontuou a diretora Alda Souza.

As instituições EEEF General Osório, EEEB Prudente de Morais e EEEM Albatroz também receberam os diretores(as).

Escolas sucateadas: a educação não é prioridade para o governo

Após quase dois anos de pandemia, as escolas seguem em situação precária. O governo não aproveitou o tempo em que as instituições estiveram fechadas para realizar reformas e melhorias. Este panorama tem sido frequente na Caravana.

Em São Gabriel, a EEEM Dr. Fernando Abbott, as adversidades se acumulam. Piso com problemas e a necessária ampliação da cozinha e do refeitório são alguns deles. 

A diretora Priscilla de Andrade Bicca lamenta a perda da verba do Bird, no valor de R$ 150 mil, por incompetência do governo. “Esse recurso que iríamos ganhar, a Seduc afirmou que gestaria, mas perdemos. É só entrar no colégio e ver todos os problemas de estrutura que enfrentamos”, desabafou. 

Para o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, a Caravana evidencia que o programa Avançar, do governo estadual, não passa de uma jogada de marketing. “Ao longo da nossa ronda constatamos que escolas com problemas elétricos, falta de água e estruturas desmoronando são padrão da gestão Leite. O governo está permitindo que as crianças retornem para as aulas em locais totalmente inadequados e muitas vezes perigosos.”

 

“A política de Eduardo Leite é de completo desmonte da escola pública. Precisamos enfrentar firmemente o governo construindo a unidade entre professores e funcionários de escola”, afirmou a diretora Juçara Borges.

No mesmo município, a IEE Menna Barreto, que atende a quase 800 alunos, sofre desde 2011 com problemas elétricos e infiltrações. Duas salas de aula estão interditadas.

“O governo diz que não é prioridade. Já ficamos sem luz, pois o sistema elétrico não tem capacidade. Fiz levantamento de tudo”, conta o orientador Gleidevan Marques. 

“O governador não dialoga e nem resolve os problemas. Temos professor com licença-interesse negado. Estão tirando os nossos direitos”, ressalta a diretora Flávia Xavier Kieling.

“Vivenciamos um desmonte da educação pública. Recebemos parcos recursos, mas seguimos, apesar de todos os ataques, pois acreditamos na educação”, afirmou a diretora da EEEF Professora Sueni Goulart Santos, Giovana Gonçalves.

A escola possui  o melhor IDEB da cidade, mas sofre com o descaso. Faltam funcionários(as) para limpeza e merenda.

A EEEM XV de Novembro está há quatro anos com o auditório interditado. O local é um espaço clássico da cidade, usado por toda a comunidade.

Na EEEF Rafael Pinto Bandeira, em Porto Alegre, o muro está prestes a desabar. A situação ocorre desde 2013 e coloca em risco educadores(as) e estudantes.

A instituição também está com um dos banheiros interditado, azulejos caindo e sala de aula que virou depósito. Faltam professores(as) para a sala de recursos, monitor, orientador e funcionário para a limpeza.

“A Seduc empurra a obra do muro para autonomia da escola. Mas não temos verba. A estrutura pode cair a qualquer momento”, alerta a vice-diretora, Daniela Viegas.

“Além da extrema precariedade das escolas, nós já  estamos com 51,33% de perdas salariais, após sete anos sem reposição. Não é reajuste, é só perda salarial que estamos pedindo” , destacou o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia. 

Na capital, também foram visitadas as escolas EEEM Roque Gonzáles, Colégio Estadual Dr. Glicério Alves e EEEM  Oscar Coelho de Souza. 

Anos de espera por uma solução que não chega

Há quatro anos, a EEEM Maria Teresa Vilanova Castilhos, de Osório, sofre com problemas de infiltrações que comprometem a estrutura do piso e do forro da sala administrativa da escola.

Quando chove, o espaço fica alagado e a parte elétrica precisa ser trocada. O auditório teve que ser readaptado para abrigar o setor.

 A 11ª CRE foi notificada, mas o processo está parado.

“O governo precisa resolver isso para ontem. Para nossas pequenas reformas, o dinheiro vem de iniciativas de arrecadação entre a própria comunidade escolar”, afirma a diretora da EEEM Maria Teresa Vilanova Castilhos, Maristela Amaral da Silva.

A EEEF General Osório está com dificuldade para contratar professor de Educação Física para substituir uma educadora que está em licença. As crianças estão há mais de mês sem aulas.

Em Palmeira das Missões, as diretoras Rosane Zan e Vera Lessês, acompanhadas do diretor do 40° núcleo Joel Oliveira, da representante 1/1000 Candida Rossetto e da secretária Mara Roesler, visitaram cinco escolas nos municípios de Palmeira e Novo Barreiro. Trata-se da EEEF Presidente João Goulart – CIEP, EEEB Palmeira das Missões – Polivalente, EET Celeste Gobbato, EEEM Venina Palma e EEEM São João Batista. 

A EET Celeste Gobbato perdeu, em 2020, 60% do Adicional de Local de Exercício (Difícil Acesso), passando de 80% para 20%. Para chegar na escola são cerca de 2 km de chão batido e nenhuma possibilidade de transporte público na região.  

Já a EEEM Venina Palma está há dois anos sofrendo com problemas elétricos. Nos dias de calor intenso, alunos ficam sem ar-condicionado. As aulas noturnas contam com um transformador emprestado da comunidade, que não pode ser sobrecarregado; caso contrário, os moradores(as) ficam sem luz. A escola segue com revezamento das turmas. 

“Precisamos nos unir e decidir como vamos enfrentar esses governos. Se não fizermos esse debate entre nós, nós perderemos a educação pública. O objetivo desses governos é um só, acabar com o público e vender para o privado”, enfatizou a diretora Rosane Zan.

 

“O governo segue arrecadando com o desconto dos aposentados e economizou às nossas custas durante a pandemia. Esse governo não olha para o trabalhador e o quanto tivemos que investir para trabalhar, por isso entramos com a proposição do projeto de lei para o nosso ressarcimento dos gastos na pandemia”, afirmou a diretora Vera Lessê durante visita a escola.

Em Rio Grande (6º núcleo), a diretora Carla Cassais, acompanhada do diretor do núcleo, Cledri Lopes e da vice-diretora, Andréa Nunes da Rosa, também estiveram fiscalizando a situação das escolas EEEM Silvia Gama, EEEM Bibiano de Almeida, EEEM Carlos Loréa Pinto e IEE Juvenal Miller.

O IEE Juvenal Muller está com graves problemas no telhado, que geraram infiltrações nas paredes e forro, comprometendo a estrutura do prédio. Um corredor inteiro e mais três salas de aula foram interditadas. Parte do teto praticamente caiu em cima de um estudante.

O processo foi aberto em 2018, mas até o momento encontra-se parado.

Já as diretoras Glaci Weber e Suzana Lauermann foram às instituições EEEF Dr. Mário Vieira Marques -Ciep, EEEF Professor João Aloisio Braun, EEEM São Luiz e IEE Professor Osmar Poppe, em São Luiz Gonzaga. 

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Mudam os trajetos, mas a realidade de desatenção e desamparo se repete a cada região visitada pela Caravana do CPERS.

Nesta quarta-feira (24), os dirigentes do Sindicato pegaram a estrada novamente para fazer o que o governo não faz: ir ao chão da escola, ouvir as necessidades da categoria e ver de perto a fragilidade das escolas.

O que era para ser regra, é exceção. Escolas com estruturas adequadas e seguras mostram-se raras no caminho percorrido pela Caravana; o que prevalece são instituições sucateadas e educadores sobrecarregados e com salário defasado.

Um dos exemplos é o IE Professora Gema Angelina Belia, em Porto Alegre, que está com dois pavilhões interditados – uma brizoleta e um prédio de alvenaria – há dois anos.

A escola está com problemas na rede elétrica, infiltrações e cupins que comprometem as estruturas. São cerca de dez salas de aula comprometidas; os laboratórios de Física, Biologia e Química, além do auditório e a sala de Educação Física tiveram que ser transformados em salas de aula.

A inspeção e as medições foram feitas, mas o projeto segue parado. “O sentimento de abandono é grande. Ainda estamos aguardando o governo fazer alguma coisa pela nossa escola, mas até agora nada”, lamenta a diretora da instituição, Ludmila Valim Inamoratto.

Jecelaine Warth, vice-diretora, compartilha do mesmo sentimento. “Entra governo e sai governo e a impressão que passa é de que somos estorvo para o Estado. É muito triste.”

O segundo vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, destacou a importância da Caravana para denunciar a realidade da educação pública. “Ouvimos a base da categoria e destacamos a importância da luta pela reposição salarial. Constatamos o que já temos denunciado: escolas completamente abandonadas devido ao descaso do governo.”

No antigo hospital, uma escola

A EEEb Margarida Pardelhas, em Cruz Alta, está há sete anos funcionando em um prédio hospitalar alugado pelo Estado.

Com mais de 800 estudantes, a instituição foi instalada no hospital, pois a obra da escola não foi concluída devido ao não pagamento por parte do governo e pela falência da empresa anterior.

No prédio atual, as salas de aula funcionam onde eram quartos hospitalares – sem o tamanho necessário para turmas com cerca de 30 estudantes. Com o retorno presencial obrigatório, a escola não possui estrutura suficiente para atender os protocolos sanitários, e segue com o revezamento e o ensino remoto.

A presidente do CPERS e o diretor Leonardo Preto Echevarria estiveram no local. “É inadmissível que essa situação se arraste por sete anos. O governo deveria fazer todo o esforço para que educadores e estudantes estivessem na estrutura da escola. Aula em ambiente que era hospitalar é inaceitável.”

A presidente Helenir e o diretor Leonardo também estiveram na EEEF Dr. Gabriel Álvaro de Miranda, IEE Professor Annes Dias, Ciep, EEEb Venâncio Aires, EEEM Profª Maria Bandarra Westphalen, Neeja Erico Veríssimo, EEEM Dom Antônio Reis e EEEM Dr. Hildebrando Westphalen.

Escola sem água há dois anos

O descaso do governo Leite com a educação segue como padrão por onde se passa. Em Cristal, ponto de parada do roteiro pela zona sul do estado desta última semana de #CaravanaCpers, não é diferente. Desde 2018, a EEEF Darcy Peixoto da Silveira (CIEP), em Cristal, está sem água.

A vistoria técnica orçou em cerca de R$ 100 mil para a obra, mas a morosidade do executivo em resolver os problemas persiste e segue prejudicando a comunidade escolar.

“Jamais imaginávamos que iam ser liberadas as aulas presenciais sem estarmos com este  problema resolvido.  Todo esse tempo da pandemia deveria ter sido aproveitado para solucionar essa questão”, destaca a diretora Rosane Fonseca Soares.

Atualmente, a escola luta por uma verba de R$ 33 mil para liberar as 12 torneiras e os banheiros.

A instituição, que atende 405 estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental e mais o EJA no turno da noite, segue com as aulas remotas. Os estudantes que não têm internet buscam atividades impressas.

“A escola tem uma estrutura muito boa, só que este problema impede as aulas. O processo está na Seduc desde 2018. Isso é muito grave”, ressaltou a diretora Carla Cassais, que visitou a instituição e também o IEE Cônego Luiz Walter Hanquet em Camaquã e a Escola Técnica Estadual Santa Isabel em São Lourenço do Sul.

Educadores de Frederico Westphalen na luta por #ReposiçãoJá

As diretoras do CPERS, Rosane Zan e Vera Lessês, acompanhadas pela diretora Maria Cleni da Silva e o secretário Ailton Solano de Lima, do 26º Núcleo, visitaram 12 escolas em sete municípios da região de Frederico Westphalen.

Para a diretora Vera Lessês, a intenção do governador é acabar com a educação pública. Por isso, a mobilização da categoria é essencial. “Percebemos um desmonte intencional da educação e das escolas públicas para parcerias futuras com entidades privadas. Esse projeto das 56 escolas modelo mostra que dinheiro o governo tem, basta priorizar o que interessa. Como vamos trabalhar em escolas com estruturas perfeitas, mas sem dinheiro para chegar até elas?”

A diretora Rosane Zan apresentou as principais ações do Sindicato para barrar os ataques do governo.

“Entramos com a proposição do projeto de lei para a reposição das nossas perdas na pandemia. Há dois estados que já receberam o ressarcimento. Então há jurisprudência. Esperamos que os deputados tenham sensibilidade e priorizem a educação”, asseverou.

Durante o dia, as diretoras também visitaram as escolas EET José Cañellas, EE Vergínio Cerutti – CIEP, EEEF Caiçara, EEEM 20 de Setembro, IEE Madre Tereza, EEEF Pedro Gemelli, EEEF José André Acadrolli, EEEM Danilo Daris, I.E.E. 22 de Maio, EEEB Padre Abilio de Marcos Sponchiado, EEEB Jose Zanatta e EEEF José André Acadrolli.

Municipalização coloca em risco futuro de escola de Seberi

A EEEF Pedro Gemelli, de Seberi, está há três anos sob ameaça de municipalização. Direção, professores(as) e funcionários(as) convivem com a apreensão de não saber o futuro da escola.

 

A diretora Clarice Melo questiona: “Por que pegar essa escola que tem uma estrutura boa e está funcionando e entregar para o município?”

Clarice se diz preocupada com a comunidade escolar que depende da escola, por ser uma das únicas na região. “Ficamos preocupadas com o futuro da escola, como vão ficar os professores? E os alunos terão vaga assegurada aqui? Não queremos perder o que construímos na escola”.

A comitiva do CPERS ressaltou a importância da mobilização da comunidade escolar, através de ações como audiências públicas, reuniões para a organizar o apoio da sociedade, abaixo-assinados e pressão nos deputados(as), vereadores(as), secretários(as) de educação e prefeitos(as).

Funcionários de escola em situação de emergência

A situação dos funcionários(as) de escola foi o foco das visitas nas escolas em Bagé.

A diretora do Departamento dos Funcionários(as) de Escola do CPERS, Juçara Borges, esteve em escolas de Bagé, acompanhada do 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt.

Na região, predominou a situação dos funcionários(as), que recebem um dos piores salários do estado, cujo básico é R$ 620. “Para atingir um salário mínimo, recebem completivo. Então, além da falta de reposição, o arrocho do  Piso Regional deixa a situação ainda mais grave”, explicou a diretora Juçara Borges.

Durante visita na EEEM Dr. Carlos Kluwe, funcionários(as) contratados realizaram filiação ao CPERS para fortalecer a luta por respeito e salário digno.

Na EEEB Professor Justino Costa Quintana, a vice-diretora, Lidiane Mendonça Ferreira, afirma que há falta destes profissionais na instituição. “Principalmente para a limpeza. Pela manhã temos 28 salas ocupadas e apenas cinco funcionárias para dar conta de todos os protocolos de higienização”.

A vice-diretora ainda lamenta a falta de professores(as) e bibliotecários(as). “Temos biblioteca, mas nenhum profissional da área para orientar as crianças”.

Para o vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, a grave situação dos funcionários(as) é a prova contundente do grau de miserabilidade da categoria.

“Dados do Dieese mostram que  em 2021 são 12,5 mil trabalhadores ganhando menos do que custa uma cesta básica. E considerando todos os servidores do estado, 92% dos salários mais baixos pertencem à SEDUC. Por isso reivindicamos reposição já e reajuste do piso regional em 10,3%”.

As escolas da região de São Borja foram visitadas pelas diretoras Glaci Weber e Suzana Lauermann. Uma das instituições visitadas foi o IE Padre Francisco Garcia.

CPERS segue na estrada unificando a luta da categoria

Nesta quinta-feira (25), a Caravana estará na região dos núcleos de Ijuí (31º), Osório (13º), Palmeira das Missões (40), Porto Alegre (38º e 39º), São Luiz Gonzaga (33º), São Gabriel (41º) e Rio Grande (6º).

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O movimento em defesa do Instituto Estadual General Flores da Cunha, composto por representantes do CPERS, CUT, Ubes e Faced/UFRGS, está divulgando uma Carta Pública em defesa da escola. O objetivo é o de pressionar o o governo Eduardo Leite (PSDB) para que conclua a obra do restauro e pela retomada da sede histórica como escola.

Os estudantes estão desde 2016 longe da estrutura da sede, a obra que tinha previsão para ser concluída em 18 meses e está há dois anos completamente parada.

O Movimento em Defesa do IE fez um abaixo-assinado, que já contabiliza milhares de assinaturas, para exigir do governo a garantia da continuidade do restauro e o retorno da comunidade escolar para o prédio histórico do Instituto.

Confira a íntegra da Carta Pública:

 

Carta Pública do Movimento em Defesa do Instituto de Educação General Flores da Cunha

Viemos, por meio desta Carta Pública, manifestar as desconformidades de parte da administração pública atual no tratamento da obra de restauro do Instituto de Educação General Flores da Cunha, paralisada desde setembro de 2019.

O processo de restauração do prédio da escola corre desde 2011, com a mobilização da comunidade escolar, diante da precariedade das instalações físicas, pela preservação daquele espaço. Em 2012 ocorreu a formação de uma Comissão para elaborar as diretrizes que definiram a contratação, através de licitação de empresa para execução do Projeto de Restauração Integral do Instituto de Educação, destinado à função escolar.

Em 2016, por ocasião do início dos trabalhos da primeira empresa contratada, a comunidade escolar saiu de seu espaço no intuito de possibilitar a restauração do prédio histórico e com o prazo de 18 meses para retorno, instalando-se temporariamente em três locais distintos.

Essa situação enseja as dificuldades enfrentadas por estudantes, professores e servidores (localização, espaço, condições de trabalho), preconizando o processo de ensino aprendizagem. Não existem laboratórios, sala de informática, sala de artes, quadras de esportes, nem espaços para prática de educação física e de circulação dos estudantes em seu intervalo de aula.

O resultado foi que cerca de 2.000 matrículas deixaram de ser ofertadas pelo Instituto, que possui os seguintes níveis de ensino: Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Ensino de Jovens e Adultos – EJA, Curso Normal e Curso Normal Aproveitamento de Estudos.

A comunidade escolar tem tentado insistentemente dialogar com o governo estadual e com a secretária de Educação. Também tem realizado várias mobilizações para reivindicar a retomada da obra e, mais recentemente, para o retorno do IE ao seu endereço original na Av. Osvaldo Aranha.

A preocupação da comunidade escolar se intensificou ao ser surpreendida pelo governador do estado, Eduardo Leite que, agora, no final de sua gestão, anunciou a concepção de um novo projeto para o espaço da escola, desconsiderando o projeto original orçado, contratado, pago e construído pela comunidade escolar.

Em anúncio público no mês de outubro, no Palácio Piratini, o governador propôs investir no Instituto de Educação R$ 34.9 milhões, com o objetivo de criar um “Centro de Desenvolvimento de Profissionais da Educação mediado por Tecnologias” e mais R$ 25 milhões para um “Museu Escola do Amanhã” (indefinido) que pretende inserir ali, em parceria com o IDG (instituição privada que administra o Museu do Amanhã no RJ).

Ou seja, até o ano passado, investir R$ 23 milhões na conclusão do projeto iniciado para o acesso à educação de MILHARES de alunos, com toda modernidade e tecnologia necessárias, era demais. Agora pretende destinar R$ 59,3 milhões para interferir no mesmo espaço, sem o mesmo alcance social e educacional do projeto original, que contou com investimento de recursos públicos.

No dia dez de novembro foi criado um Grupo de Trabalho, pelo governo atual, com a finalidade de “discutir e formular o projeto, elaborar diretrizes, mediante estudo técnico, para retomada das obras e atividades do Instituto de Educação General Flores da Cunha”. Além de se tratar da criação de GT para elaborar diretrizes de um projeto que já existe, em que já houve dispêndio de dinheiro público, é enganosa a motivação para inclusão de pessoas específicas, com a referência de “ex-aluna” e “ex-professora” do Instituto de Educação General Flores da Cunha, sem que as mesmas mantenham qualquer vínculo ou proximidade com a comunidade escolar, bem como, o desconhecimento sobre o projeto original da obra de restauro.

A comunidade escolar, permanecendo sem respostas quanto à retomada da obra e tocada pelo desmonte de seu projeto aguardado há cinco anos, ampliou as suas ações, buscando participação mais efetiva da sociedade à causa do Instituto de Educação. Surgiu, assim, o MOVIMENTO EM DEFESA DO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO, com a participação de diversas entidades – CUT, CPERS, UBES, FACED-UFRGS, conselhos tutelares, deputados e vereadores, além de membros da comunidade em geral.

Sua primeira ação foi a divulgação de um abaixo-assinado virtual (https://chng.it/fvcbZ7kSnC), atualmente com mais de 9.300 assinaturas. A situação do restauro do Instituto de Educação, ainda está sendo tratada em dois processos no Ministério Público/RS. Um na Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre e outro na Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre, iniciado em maio de 2021, em que foi pautada a declaração do governo do estado em dar um novo destino ao prédio da escola.

Em resposta a esse último processo, a secretária de Educação, depois de seis meses, informou que contratou um novo projeto e que as obras serão retomadas apenas na parte não afetada pelo seu projeto de museu. Ou seja, há, sim, a decisão de modificar o projeto original de escola pública, licitado e pago.

Desconsiderando, dessa forma, o interesse público de qualificar e modernizar o estabelecimento de ensino, adaptado para receber os estudantes e as tecnologias envolvidas no trabalho em sala de aula nos dias de hoje.

O projeto de escola é para todo o espaço e o museu pode ser perfeitamente instalado em outro prédio público disponível como o da esquina da Rua Andrade Neves com a General Câmara, em área do centro histórico da cidade.

Reafirmamos, veementemente, que esse novo projeto, pretendido pelo governo do estado, vai contra o projeto original da obra de restauro do IE construído com a comunidade escolar. Comunidade essa, promotora desse processo, juntamente com os diversos agentes públicos envolvidos, com o objetivo de retorno aos seus prédios reconhecidamente históricos, dotados de espaços restaurados, modernizados e adaptados às novas tecnologias, buscando o atendimento dos interesses culturais e educacionais da sociedade em geral, além de beneficiar, diretamente, uma população escolar que comporta mais de 2.000 alunos, em três turnos de funcionamento, numa localização central da capital do Estado.

 

Movimento em Defesa do Instituto de Educação General Flores da  Cunha

 

 

 

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Orçamento 2022 fica devendo para saúde e educação

Na manhã desta terça-feira (23), antes de sair para a terceira semana da sua caravana pelo Rio Grande do Sul, a direção do CPERS esteve na Assembleia Legislativa reivindicando aos deputados um destaque na emenda que prevê  a reposição salarial de 47,82% no salário de professores e funcionários de escola, ativos e inativos na LOA 2022. 

A emenda foi protocolada no projeto de lei do orçamento de 2022, mas foi rejeitada pelo relator do projeto na Comissão de Finanças.

O sindicato agora solicita o apoio dos deputados em garantir que a proposta seja rediscutida pelo pleno durante a votação em plenário.

Segundo análise do DIEESE, na LOA de 2022 o executivo estima um crescimento de 6,9% na arrecadação e maior receita em comparação a 2021, no entanto, o investimento em educação diminui 0,3% da sua fatia no orçamento e a previsão de gastos com pessoal também cai 3,3%. Para os altos salários do TJ, MP e Assembleia Legislativa, o governo do Estado prevê dotação de aumento

“Estamos percorrendo o estado e mostrando a realidade da educação pública: as escolas estão sucateadas e nossos salários defasados. A gestão Eduardo Leite não avança, ela retrocede! A educação não pode mais esperar. Pedimos apoio dos parlamentares que acreditam na força da escola pública para que peçam destaque e reavaliem a proposta de reposição salarial dos educadores(as) ”, afirma a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

Na agenda, os dirigentes do CPERS puderam conversar com os deputados Valdeci Oliveira (PT), Pepe Vargas (PT), Zé Nunes (PT) e Issur Koch (PP), que manifestaram apoio à iniciativa. O presidente da ALERGS, Gabriel Souza (MDB), recebeu a comitiva e se comprometeu em levar para a avaliação da bancada.  

O CPERS seguirá com a mobilização junto aos parlamentares nos próximos dias. Clique aqui e contate os parlamentares reivindicando apoio à #ReposiçãoJá!

Saúde em apuros

Não é só a educação pública que está sofrendo com a previsão orçamentária do governo Leite para 2022.  56 hospitais gaúchos foram atingidos pelos cortes do governo Leite no chamado Programa Assistir.

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Falta o básico em inúmeras escolas estaduais gaúchas. Aulas na penumbra, teto prestes a desabar, risco de curto circuito, muros desabando, mofo, infiltrações e insegurança.

Neste cenário de negligência, estão educadores(as) deixados na miséria devido aos sete anos sem reajuste salarial e à retirada de direitos como o adicional de local de exercício, descontos dos dias recuperados da greve e do vale-transporte.

Esta é a realidade que Eduardo Leite (PSDB) tenta mascarar, mas que a Caravana do CPERS vem denunciando ao longo das duas últimas semanas.

No total, os dirigentes do sindicato estiveram, até o momento, em mais de 30 cidades nas 9 regiões funcionais do estado, fiscalizando a situação de cerca de 120 escolas.

Enquanto o governo mente afirmando que são poucas as escolas que, por falta de condições, não retomaram as aulas presenciais, o sindicato pegou a estrada para mostrar a verdade.

Exemplos de abandono se multiplicaram conforme a Caravana progrediu. São inúmeras são as instituições que não possuem as condições mínimas para o retorno imposto por Leite.

Direções aflitas diante da morosidade do Executivo frente as obras emergenciais que sequer têm data para iniciar e reformas urgentes que estão paradas há anos são o reflexo da negligência do governo.

“Estamos percorrendo o estado junto à nossa base para provar ao governador e à Seduc que o mundo de fantasia deles não é real. As escolas estão sucateadas e nossos salários defasados. A gestão Eduardo Leite não avança, ela RETROCEDE! A educação não pode mais esperar”, afirma a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

Abaixo, resumimos algumas das situações conferidas pelo sindicato, que exemplificam o sucateamento das escolas e o desamparo dos educadores.

Nesta semana, o CPERS segue na estrada visitando escolas das regiões de Frederico Westphalen, São Borja, Cruz Alta, Bagé, Camaquã, Porto Alegre, Osório, Palmeira das Missões, São Luiz Gonzaga, Ijuí, São Gabriel, Rio Grande, Carazinho, Cerro Largo, Santo Ângelo, Cachoeira do Sul e Pelotas.

Porto Alegre:

-EEEF Luiz de Azambuja Soares

Problemas na rede elétrica, muro com risco de desabamento e paredes com infiltrações.

-EEEF Dr. José Carlos Ferreira

Prédio com risco de desabamento, infiltrações nas paredes, risco de desabamento da fachada, falta de funcionários para a limpeza e não há vice direção.

Vistoria e licitação feitas em 2019. A obra foi orçada em R$ 120 mil e segue no setor de obras do governo.

 -EEEF Onofre Pires

Escola tinha 60% de Difícil e o governo retirou.

Para chegar na escola o ônibus para longe e não há segurança.

-EEEF Imperatriz Leopoldina

Sob ameaça de fechamento desde 2019, ano em que foi excluído o turno da manhã. Recentemente a instituição foi avisada pela secretária estadual de educação, Raquel Teixeira sobre a possibilidade de o terreno da escola ser vendido para uma instituição privada de ensino.

-EEEF Nossa Senhora da Conceição 

Foi arrombada quatro vezes. Somente neste ano foram 12 arrombamentos. No último, levaram até o portão. Em junho, roubaram parte da fiação e desde então a instituição está sem luz. Os alunos estão tendo aula na penumbra. Não há merenda, pois roubaram a válvula de gás.

-EEEM Visconde do Rio Grande

Não há luz elétrica. Fios de cobre e disjuntores foram roubados.  Quatro salas de aulas estão interditadas, telhado está quebrado e há infiltrações.

-E.E.F. Santa Rita de Cássia

Fiação elétrica que foi furtada. A instituição segue com aulas remotas, entrega e devolutivas de atividades impressas.

 -EEEF Venezuela

Telhado quebrado, infiltrações e vazamentos causam mofo e rachaduras nas paredes. Há 12 salas interditadas. O auditório abriga duas turmas. Por falta de espaço adequado, os livros ficam no corredor. Salas pequenas impedem o distanciamento e faltam funcionários para fazer a merenda.

Para os reparos, o orçamento gira em torno de R$ 100 mil. A escola aguarda há um ano e meio o retorno da Secretaria de Obras.

 -ETE José Feijó

Há apenas uma funcionária para limpeza dos ambientes.

 -EEEF Júlio Brunelli

Funcionários insuficientes para garantir a limpeza dos ambientes.

 -EEEM Mariz e Barros

Funcionários insuficientes para garantir a limpeza dos ambientes.

Uruguaiana

EEEF Hermeto José Pinto Bermudez

Está há um ano sem luz. O quarto projeto elaborado pela Secretaria de Obras do Estado ser rejeitado.

-EEEF Flores da Cunha

Interditada, a escola aguarda há dois anos a entrega da obra de sua sede que teve um princípio de incêndio em 2019. Atualmente, atende nas dependências de outra instituição, a EEEM Dr. João Fagundes.

 

Montenegro

-Colégio Doutor Paulo Ribeiro Campos

Há dois anos sem energia elétrica, consequência de cinco invasões. São 13 salas de aula, o laboratório de informática, o refeitório e a biblioteca sem luz, impedindo o retorno presencial às aulas.

-EEEF Tanac

Um amplo espaço que poderia abrigar o 8º e 9º ano está totalmente comprometido, principalmente o chão que possui enormes buracos, rachaduras extensas e desnível.

Caíram os azulejos das paredes e das pias dos banheiros e do refeitório.

Uma das escadas de acesso à instituição está desmoronando.

-EET São João Batista

Falta professor de Espanhol desde o início do ano letivo e de Matemática para as aulas do programa Aprende Mais.

 -EEEF Delfina Diaz Ferraz

A cerca de ferro está caída há vários anos, o refeitório e a cozinha, que fica no porão, estão em péssimas condições.

 -EEEF Adelaide de Sá Brito

O muro caiu e até hoje não houve retorno sobre o conserto. Número insuficiente de funcionários(as) para fazer a limpeza dos ambientes. No momento, apenas uma profissional, que é cedida de outra escola, faz a higienização.

 

Muitos Capões

-EEEM D. Frei Vital de Oliveira

Há dois anos, a escola espera pela reforma do telhado. Quatro salas de aula estão interditadas.

 

Santa Maria

CE Coronel Pilar

Problemas no sistema de distribuição de energia elétrica.  Não há como ligar ventilador e ar condicionado. Goteiras causam infiltração e umidade, que geram mofo pelas paredes. Quando chove, os alunos têm aulas na biblioteca e em outros espaços.

-IE Olavo Bilac

No ano passado, o local sofreu cinco arrombamentos. Falta de funcionários para a limpeza e merendeira.

 

Viamão

-EEEF Carlos Chagas

Sofre ameaça de municipalização.

 

São Leopoldo

-EEEM Olindo Flores da Silva

Alagamento das salas e do pátio instituição. Portas, armários e demais estruturas estão danificados por conta da água que entra em toda a escola.

Desde 2019, a biblioteca está fechada devido à falta de bibliotecário. A instituição possui um extenso terreno que anteriormente abrigava as quadras de esporte. Atualmente o local está coberto de mato e com a pouca estrutura que possuía deteriorada.

 -EEEF Pedro Schuler 

O teto da cozinha, do refeitório e do laboratório de informática está completamente comprometido, ameaçando desabar.

 

Guaíba

-EEEF Nossa Senhora do Livramento

Há quase seis anos está com obras inacabadas. A instituição pegou fogo em 22 de dezembro de 2016 e a construção do novo prédio, iniciada em fevereiro de 2018, foi interrompida em setembro do mesmo ano, por falta de pagamento da Seduc à empresa contratada. Para suprir a demanda foi improvisada uma sala de aula no refeitório da instituição.

 -EEEM Izaura Ibanez Paiva

A escola possui dois prédios distintos, atende a 480 alunos, mas tem somente dois banheiros em um dos prédios.

A escola também perdeu o adicional de local de exercício, de 20% para 5%, sendo que o ônibus na região circula somente até às 20h e as aulas noturnas vão até às 22h45, além das brigas de gangues com tiroteios que são frequentes no bairro.

-IEE Gomes Jardim

Aguarda há 10 anos pela cobertura da quadra de esportes.

 

Santa Cruz

-EEEF Bruno Agnes

Muro da instituição está condenado há mais de dois anos. Um dos prédios, a brizoleta, está deteriorada e ameaça desmoronar.

-EEEM José Mânica

Em 2012, o prédio que abrigava as salas de aula teve que ser demolido por rachaduras profundas que comprometiam sua estrutura. No ano seguinte, quatro contêineres foram transformados em salas de aula. A estrutura é muito frágil e as paredes são de gesso acartonado.

O refeitório da escola está improvisado em um outro contêiner, alugado em 2016. Os contêiner tinham validade até 2018. Mas já se passaram três anos e nada foi feito. A cada ano, o prédio vai entortando e cedendo.

Das sete salas, três tiveram que ser ocupadas para abrigar a sala de recursos, biblioteca, informática, supervisão e orientação. Destas, apenas quatro são, de fato, salas de aula.

 

Taquara 

 EEEM Dirceu Marilio Martins

Aguarda troca da fiação elétrica, que possui 40 anos, conserto no telhado e está sem supervisor escolar há dois anos, sem orientador e bibliotecário.

 -EEEM Felipe Marx

Um dos prédios está com a estrutura totalmente comprometida. As seis salas do local estão interditadas, pois há extensas rachaduras que chegam a expor as vigas e o piso das salas de aula está afundando. Desde 2015, a escola aguarda a vistoria da Seduc.

 -EEEM Willibaldo Bernardo Samrsla-CIEP

A caixa d’água há anos ameaça despencar.

 

Três Passos

-IEE Fagundes Varela

Goteiras, buracos no telhado e mofo nas paredes.

 

Tapera

-EEEM Dionísio Lothário Chassot

Há mais de dez anos, a instituição aguarda pela reforma elétrica geral.

 

Santana do Livramento

 

-EEEM Dr. Hector Acosta

Quatro das maiores salas de aula estão interditadas há três anos devido a infiltração e problemas elétricos.

 -EEEM Professor Chaves

Teve o turno da manhã fechado.

 

Rosário do Sul

-EEEM Plácido de Castro

Muro está desabando

 

 

 

 

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“Em apenas três dias presenciamos escolas onde aluno tem aula sem luz, escola fechada há dois anos por princípio de incêndio, escola com salas interditadas pois quando chove as paredes dão choque e escola com o muro caindo. A gestão Eduardo Leite não avança, ela RETROCEDE!”.

Este é o relato da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, no encerramento da segunda semana de Caravana do CPERS por #ReposiçãoJá, que visitou cerca de 10 municípios e diversas instituições de ensino estaduais por todo o estado nesta sexta-feira (19).

Na maioria das escolas visitadas fica nítida a morosidade do governo do Estado em resolver os problemas. O roteiro pela fronteira oeste evidenciou a realidade de falta de estrutura e abandono que as escolas públicas do Rio Grande do Sul sofrem.

A EEEM Dr. Hector Acosta em Santana do Livramento atende 890 alunos e segue em revezamento, com quatro das maiores salas interditadas há três anos por infiltração.

A diretora, Cleusa Terezinha Har Pereira, afirma que para realocar os alunos, a escola utiliza salas menores, que não têm capacidade para receber a totalidade de estudantes.

“Tivemos que interditar as salas pelos problemas elétricos e de infiltração. Estava perigoso para os alunos. Segundo a CRE não há empresas interessadas na obra, está tudo trancado e não temos mais retorno” afirma.

Em Rosário do Sul, o diretor da EEEM Plácido de Castro, Lissandro Bentes lamenta a situação do muro da escola, que está desabando.

“Este problema vem se arrastando há anos, mas quando o processo vai para Porto Alegre, paralisa. O muro fica na principal rua da cidade. Leite fala em escolas modelos, mas deveria usar os recursos para terminar as obras inacabadas há anos por todo o estado”.

Fechamento de turmas

A comunidade escolar de Livramento também luta contra o fechamento de turmas. A tradicional EEEM Professor Chaves teve seu turno da manhã fechado durante a pandemia.

A luta em defesa do Instituto Estadual de Educação Professor Liberato Salzano Vieira da Cunha foi o que garantiu a permanência do curso normal, apesar das tentativas de desmonte do governo Leite.

Na visita do sindicato, a professora Mirtha da Cunha agradeceu a resistência e lamentou a falta de valorização da categoria. “Fazemos o que é possível para manter o interesse pela profissão de educador acesa na mente dos jovens, mesmo com tanta falta de perspectiva. Lutamos porque temos paixão pela educação”.

Durante a visita, a diretora Carla Cassais, chamou a categoria para a luta. “O CPERS é mais forte com a participação ativa de todas e todos. Essa caravana também é para ouvir a base e traçar os próximos passos da nossa resistência.”

Escolas de Guaíba pedem socorro!

Os diretores diretor Cássio Ritter e Leonardo Echevarria, visitaram a região de Guaíba nesta sexta de Caravana. Durante as visitas, conversaram com a categoria sobre temas que afligem os educadores do Rio Grande do Sul.

“Entramos na justiça para que não tenhamos o desconto do vale-transporte. Nós não estávamos presencialmente na sala de aula na pandemia, mas trabalhamos todos os dias em casa, gastando e investindo muito em internet, notebook, celulares para garantir as aulas online. Não é justo que seja descontado esse dinheiro de nós”, reflete o diretor Leonardo Echevarria.  

“Nossa situação está muito difícil, a categoria está na miséria. Já são mais de 50% de perdas salariais. E os funcionários de escola que o básico para 40h é de R$620,00, imagina como sobreviver com essa miséria? Por isso, ressaltamos que a nossa luta é para reajuste para todos, para professores e funcionários de escola”, destacou o diretor Cássio Ritter.

Uma das escolas visitadas, foi a EEEF Nossa Senhora do Livramento, que convive há quase seis anos com obras inacabadas. A instituição pegou fogo em 22 de dezembro de 2016 e a construção do novo prédio, iniciada em fevereiro de 2018, foi interrompida em setembro do mesmo ano, por falta de pagamento da Seduc à empresa contratada.

Para atender os 358 alunos, divididos em 16 turmas do 1º ao 9º ano, a escola faz um revezamento em três turnos durante o dia e os estudantes vão somente três dias da semana presencialmente. O mesmo acontece com os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no turno da noite.

Para suprir a demanda foi improvisada uma sala de aula no refeitório da instituição, os alunos pegam a merenda na cozinha e comem na sua própria classe. A sala da direção, secretaria e coordenação também estão no mesmo ambiente do refeitório.

A diretora Marisa Kaller dos Santos conta que para não danificar alguns materiais, ela mesma está finalizando a obra de algumas salas com recursos da escola.

“Alguns ambientes eu mesma estou tocando a obra, como a biblioteca. Não consigo ver os materiais se danificando e não fazer nada. É muito triste saber que já podíamos estar devidamente instalados e não estamos. São poucos os reparos que faltam, como piso, porta e instalação da rede elétrica. A Seduc só sabe dizer que o processo está em andamento, mas nada acontece”, desabafa Marisa.

Já na EEEM Izaura Ibanez Paiva, que atende 480 estudantes do 1º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio em três turnos, está faltando banheiro.

A escola possui dois prédios distintos, mas tem somente dois banheiros em um dos prédios. Já foram feitos dois projetos que fariam mais salas: laboratório de ciências, audiovisual e mais um banheiro. Mas, infelizmente, o projeto não saiu do papel. “Passa governo e vem governo e o projeto fica para trás”, explica a diretora Andréa Oliveira dos Santos.

A escola também perdeu o adicional de local de exercício (antigo difícil acesso), de 20% para 5%, sendo que o ônibus na região circula somente até às 20h e as aulas noturnas vão até às 22h45, além das brigas de gangues com tiroteios que são frequentes no bairro.

A diretora que ganhava R$ 260,00 de difícil acesso em 2020 passou a ganhar R$ 90,00, e em 2021 passou para R$ 30,00, uma perda de R$ 230,00.

“Preenchi a ficha com as mesmas coisas dos outros anos, nada mudou na região. O perigo que enfrentamos é o mesmo. Esse dinheiro faz falta para nós. Quem não tem carro tem que pegar UBER ou colocar-se em risco com as vans clandestinas. Está muito difícil a nossa situação”, conclui Andréa.

O IEE Gomes Jardim, em Guaíba, luta há 10 anos pela cobertura da quadra de esportes. A escola que atende 1.100 estudantes sonha com o projeto que não sai do papel.

“Quando chove os alunos não podem ter aula de educação física. A quadra coberta também serviria para eventos da escola”, afirma o diretor Valmir Michelon.

Escolas da região de Santa Cruz aguardam liberação de obras há mais de anos 

A diretora do CPERS, Sandra Régio, percorreu a região de Santa Cruz, acompanhada da diretora do 18° Núcleo, Cira Kaufmann, para conversar com os educadores(as) e conhecer a estrutura das escolas da região. 

Durante visita em uma das escolas, a diretora destacou a principal pauta da caravana, a justa luta por reposição salarial da categoria. 

“É inadmissível que estejamos há sete anos com salários congelados. Estamos pressionando o governo pela urgência da reposição salarial para toda a categoria, professores e funcionários da ativa e aposentados. Nesta caravana, levaremos todas as questões apresentadas pelas escolas que visitamos para a próxima reunião com o governo”, asseverou Sandra.

“A política de Eduardo Leite é de total desmonte do ensino público. Por isso, afirmamos que ele é o maior inimigo da educação”, declarou a diretora Cira.

A primeira escola visitada pela Caravana na região foi a EEEF Bruno Agnes, onde o muro da instituição está condenado há mais de dois anos. Por conta da insegurança, foi feito um isolamento de proteção com recursos próprios para evitar qualquer acidente com as crianças. 

Além do muro, há outra estrutura isolada pelo risco de cair. Trata-se da brizoleta da escola, que está deteriorada e precisa ser demolida, mas para isso é preciso autorização do governo, o problema é a morosidade do processo.

Apesar dos problemas estruturais, a Bruno Agnes é referência em Santa Cruz do Sul e atende em média 210 alunos. Em 2020, a escola foi avaliada como uma das três melhores instituições de ensino da região pelo MEC. 

Uma das escolas mais antigas de Santa Cruz do Sul – com 82 anos de história -, a EEEM José Mânica também sofre com problemas estruturais.

Tudo começou em 2012 quando o prédio que abrigava as salas de aula teve que ser demolido por rachaduras profundas que comprometiam sua estrutura.

Como medida emergencial, o governo adquiriu, no ano seguinte, quatro contêineres para que fossem transformados em salas de aula. A estrutura é muito frágil e as paredes são de gesso acartonado.

A estrutura é alugada e o governo desembolsa cerca R$ 8 mil por mês para manter o espaço. 

O refeitório da escola está improvisado em um outro contêiner, alugado em 2016. Os contêiner tinham validade até 2018. Mas já se passaram três anos e nada foi feito. A cada ano, o prédio vai entortando mais e vai cedendo.

Das sete salas, três tiveram que ser ocupadas para abrigar a sala de recursos, biblioteca, informática, supervisão e orientação. Destas, apenas quatro são, de fato, salas de aula.

Assim como em diversas outras escolas visitadas durante a caravana, a justificativa do governo para a situação é a que o projeto está parado na Secretaria de Obras.

Graças ao descaso do governo, a comunidade da José Mânica se mobiliza para cuidar da estrutura da escola. As tintas da pracinha, por exemplo, foram adquiridas através da doação de pai de aluno; a direção também comprou ar-condicionado com dinheiro da própria instituição. 

Hoje a escola atende quase 500 alunos de cinco bairros. Antes da demolição do prédio, atendia cerca de mil.

Durante a passada por Santa Cruz, a Caravana do CPERS ainda visitou as seguintes instituições: EEEM Ernesto Alves de Oliveira, EEEM Fábio Nackbar Candelaria, Escola Afonso RABUSKY e Escola Rosário.

Escolas de Taquara não podem mais esperar o descaso do governo Leite 

O segundo vice-presidente do CPERS, Edson Garcia e a diretora do 32° Núcleo (Taquara), Simone Goldschmidt, estiveram em escolas estaduais da cidade para conversar com a base e conferir como está a situação das instituições.

Na primeira escola visitada, a EEEM Dirceu Marilio Martins, o diretor Luiz Carlos Santos relatou que a principal demanda é a troca da fiação elétrica, que possui 40 anos. “Se todos os ar-condicionados forem ligados ao mesmo tempo, cai a chave. Teve tardes que chegou a cair cinco vezes”, contou.

Ao perceber a formação de bolsões de água muito próximos à fiação elétrica do teto, Luiz recorreu aos recursos da autonomia financeira. “Tive que usar esse dinheiro, que é para questões do dia a dia”, explicou.

A instituição também precisa de conserto no telhado e está sem supervisor escolar há dois anos, sem orientador e bibliotecário.

Um prédio da EEEM Felipe Marx, construído em 2001, está com a estrutura totalmente comprometida. As seis salas do local estão interditadas, pois há extensas rachaduras que chegam a expor as vigas e o piso das salas de aula está afundando. O perigo é eminente.

O diretor Januário Marques de Souza tenta desde 2015 que a Seduc faça a vistoria do local. Mas até o momento isso não ocorreu.

Depois de muita insistência, conseguiu uma reunião com a coordenação da 2° Coordenadoria Regional de Educação (CRE). “A situação ficou protocolada em regime de urgência sob análise. Mas só agora fizeram isso. Estamos pedindo desde maio do ano passado”, observou o diretor.

“Um prédio que tomba não é acidente, é negligência” alertou.

A EEEM Willibaldo Bernardo Samrsla-CIEP enfrenta um problema parecido. A caixa d’água há anos ameaça despencar. Na última conversa com a CRE, a direção ouviu como resposta que deveria conversar com a prefeitura sobre a situação.

Frente a fragilidade constatada nas escolas, a diretora Simone ressalta que a secretária de Educação, Raquel Teixeira, demonstra estar muito distante da realidade das instituições públicas gaúchas. “Ela não é da educação pública, nem conhece e parece que também não quer conhecer. Sabe bem é da educação privada.”

Sobre o anúncio do governo de que vai transformar 56 instituições em escolas modelos, o 2° vice-presidente Edson alerta: “não vão fazer. Não há tempo para isso. Estamos a menos de um mês para o final do ano letivo. Vão fazer pequenos reparos, só de fachada, para enganar.”

Além das escolas mencionadas, a Caravana do CPERS também visitou a Escola Estadual 27 de Maio durante o dia em Taquara.

#CaravanaCPERS 

Goteiras, buracos no telhado e mofo nas paredes. Essa é a realidade do IEE Fagundes Varela, em Três Passos, onde a secretária-geral do CPERS Suzana Lauermann e a diretora Vera Lessês, acompanhadas de representantes do 27° núcleo, conversaram com a comunidade escolar e constataram a realidade de abandono das escolas pelo governo Leite.

A diretora Juçara Borges visitou escolas da região de Estrela, acompanhada da diretora do 8º Núcleo do CPERS, Eloede Maria Conzatti.

As instituições visitadas foram: a EEEM Santo Antônio, o Colégio Estadual Presidente Castelo (Castelinho), o CE Barão de Antonina (Taquari), o IEE Pereira Coruja (Taquari), a EEEF Carlos Fett Filho e a EEEF São João Bosco (Lajeado).

O vice-presidente do CPERS, Alex Saratt e a diretora do 28º Núcleo (Soledade), Magale Eicheler da Rocha, visitaram escolas dos municípios de Tapera, Espumoso e Soledade.

Uma das situações mais preocupantes foi a verificada na EEEM Dionísio Lothário Chassot, em Tapera. Há mais de dez anos, a instituição aguarda pela reforma elétrica geral em suas instalações. Três equipes diretivas passaram pela escola sem que o problema fosse resolvido.

Anualmente a escola recorre a 25ª CRE na tentativa de ter a demanda atendida.

Para deixar a escola em condições de uso são realizadas manutenções com eletricistas, que sempre orientam a ter cautela quanto ao uso de equipamentos elétricos.

Após solicitação da direção da escola, um engenheiro elétrico da Coordenadoria Regional de Obras Públicas (CROP) foi até a escola e constatou a precariedade das instalações. No entanto, ainda não há previsão para a reforma ser concretizada.

“A situação é muito preocupante, pois o perigo é eminente. Por precaução, a escola precisa manter desligados equipamentos como ar-condicionado e ventiladores, o que acaba provocando desconforto e dificuldade para trabalhar e estudar”, avaliou o 1 º vice-presidente.

“Hoje vimos colegas muito interessados em fazer a luta para pressionar o governo Leite a dar a reposição salarial para a categoria. Professores e funcionários de escola estão enfrentando muitas dificuldades pelos salários defasados e pelos constantes descontos nos contracheques”, analisou a diretora Magale.

No decorrer do dia, os diretores também visitaram as escolas IEE Nossa Senhora Imaculada, EEEM José Clemente Pereira e EEEM Júlia Lopes de Almeida.

O diretor Amauri Pereira da Rosa, acompanhado da diretora Neuza Marques, esteve em escolas de Cambará do Sul, pertencente ao núcleo de Taquara.

Na EEEM Imaculada Conceição, a direção relatou a falta de professor(a) de Matemática  e de um secretário(a) de escola.

Localizada no interior do município, no bairro Santana, a EEE Raia esteve na eminência de fechar,  mas a direção mobilizou a comunidade e pressionou o poder público e a CRE para que não  fechassem a escola. No entanto, não sabem o que acontecerá no próximo ano. A diretora solicitou abertura do 6 ° ano, mas ainda não obteve resposta.

A direto Rosane Zan visitou escolas da região de Passo Fundo: EEEM Anna Luiza Ferrão Teixeira, EEEM Ernesto Tochetto, EEEM Lucile Fragoso de Albuquerque.

Na próxima semana o CPERS dá continuidade a Caravana por #ReposiçãoJá para verificar a situação das escolas e mobilizar a categoria pela justa reposição salarial. 

Confira a agenda da última semana da #CaravanaCPERS: 

24/11 | Quarta-feira

Frederico Westphalen
São Borja
Cruz Alta
Bagé
Rio Grande
Porto Alegre
Osório

25/11 | Quinta-feira

Palmeira das Missões
São Luiz Gonzaga
Ijuí
São Gabriel
Pelotas
Porto Alegre
Osório

26/11 | Sexta-feira

Carazinho
Cerro Largo
Santo Ângelo
Cachoeira do Sul
Camaquã
Porto Alegre
Osório


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O governo Eduardo Leite e sua base na Assembleia Legislativa dão mais uma demonstração do total descaso com a educação pública e com os educadores(as).

A Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle, da Assembleia Legislativa, aprovou nesta quinta-feira (18), o parecer do relator Matheus Wesp (PSDB) para a Proposta Orçamentária 2022, com a rejeição da emenda do CPERS. 

A emenda buscava inserir a recomposição salarial de 47,82% para os servidores(as) ativos, inativos e pensionistas vinculados à rede estadual de ensino.

Para a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, o descarte da proposta do Sindicato só revela ainda mais o projeto de desmonte da educação em curso.

 “O projeto da LOA para o próximo ano faz cair por terra o discurso de marketing do governador e evidencia a sua prática cruel. Dinheiro tem, mas Leite faz a escolha de ser inimigo da educação”, afirma.

No orçamento de 2022 o executivo estima um crescimento de 6,9% na arrecadação e maior receita em comparação a 2021, no entanto, o investimento em educação diminui 0,3% da sua fatia no orçamento e a previsão de gastos com pessoal também cai 3,3%. 

Confirmando que beneficia somente para os poderosos, para os altos salários do TJ, MP e Assembleia Legislativa, o governo do Estado prevê dotação de aumento.

Na votação do parecer, a bancada do PT apresentou posição contrária.

“O orçamento de 2022 agora segue para votação em plenário. O CPERS seguirá na luta por #ReposiçãoJá e conclama os deputados que apoiam a educação para apresentar nova emenda e garantir a justa valorização salarial da categoria”, declara Helenir.

Clique aqui e contate os parlamentares reivindicando apoio à #ReposiçãoJá!

A educação não pode mais esperar.

Estudo do Dieese já comprovou que DINHEIRO TEM, basta valorizar o que importa e priorizar a educação! 

  • R$ 20,1 bi é o que o Estado deixa de arrecadar ao ano por conceder isenções fiscais sem transparência.
  • R$ 9,6 bi é o que o Estado deixa de arrecadar ao ano por não combater a sonegação.
  • R$ 1,7 bi é o valor do Superávit orçamentário de 2021. Esse valor inclui as despesas da dívida junto à União (não pagas por força de liminar), portanto 4 bi.
  • Em 2021, o RS tem o menor comprometimento da receita com gasto de pessoal 40,53% já visto na última década, quando o limite é 49%.
  • Arrecadação do ICMS em 2020/2021 cresceu 28%.
  • 31,4% é o crescimento da receita tributária líquida do RS.
  • 27,7% foi o crescimento da economia gaúcha no 3º trim. de 2021 comparado com 2020.
  • R$ 340 milhões/ano é o que o governo passou a confiscar dos aposentados(as) da SEDUC após Reforma da Previdência.
  • R$ 242 milhões é o que o Estado economizou (com luz, água…) com o teletrabalho durante a pandemia.
  • 35% das receitas é o que o RS deveria investir em educação de acordo com a Constituição Estadual, mas o percentual efetivo não passa de 27% (15,7% se considerados apenas os ativos, como dita a constituição).
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Uma categoria que precisa ser ouvida e urgentemente valorizada. Esta tem sido a confirmação dos dirigentes do CPERS a cada escola em que passam com a Caravana por Reposição Já, que iniciou no último dia 11.

Nesta quinta-feira (18), representantes da direção central e dos núcleos do sindicato estiveram em escolas das regiões de Alegrete, Três de Maio, Santa Maria, Gravataí, Lagoa Vermelha, Bento Gonçalves, São Leopoldo e Passo Fundo.

Frente aos sete anos sem reajuste salarial, o esgotamento toma conta de professores(as) e funcionários(as) de escola que vêem o salário, já ínfimo, minguar diante do constante aumento de preços. Há ainda a retirada de direitos como o adicional do local de exercício (antigo difícil acesso), que fez minguar ainda mais os recursos dos educadores(as).

“Não tivemos a oportunidade de dialogar, mesmo estando há 32 anos nesta escola. Educadores(as) estão tendo que organizar caronas solidárias para conseguir vir trabalhar”, relata a diretora da EEEF Arthur Hormain, Angelina Kulmann.

Para a coordenadora pedagógica da escola, Regina Adriana Broglio, o Executivo não conhece as especificidades de cada região. “Não temos via de transporte público aqui. A estrada é difícil, sem falar no preço da gasolina”.

“O governo retirou todo o adicional, mesmo com a nossa região tendo problemas de segurança”, observou o diretor Ademir Lopes da Silva, da EE Eduardo Vargas.

Para a funcionária Elisa Barros Custódio , da EE Ecilda Alves Paim, a retirada representa uma perda de mais de R$ 200. “Perder dinheiro com tudo cada vez mais caro tem um impacto muito grande na nossa vida”.

Autoritarismo: sem diálogo, governo ataca direitos históricos

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, ressalta o fato de ser a primeira vez que um governo altera estes critérios sem dialogar com a categoria.

“O governo Leite se mostra autoritário e cruel. O sindicato sempre foi chamado para este diálogo, mas o governador retirou direitos no auge da pandemia, sem ter conversado com ninguém” alerta, ressaltando que o sindicato está reunindo estas informações para apresentar ao Executivo e rediscutir os critérios.

Junto com a diretora Carla Cassais e a diretora do núcleo 19º Rosa Maria Agostini Dotta, a presidente do CPERS esteve nas escolas: EE Marquês Alegrete, EE Arthur Hormain, EE Eduardo Vargas, EE Gaspar Martins, EE Dr. Lauro Dornelles, EE Ecilda Alves Paim, CIEP, Instituto Estadual de Educação Osvaldo Aranha. 

Escolas esquecidas: precariedade das instituições segue sem solução

Exemplos do descaso com as estruturas precárias das escolas se multiplicam a cada região visitada e nem de longe podem ser comparados com os dados ilusórios e as inverdades ditas pela secretária de educação, Raquel Teixeira.

Se o governo Eduardo Leite (PSDB) se recusa a conhecer e reconhecer o sucateamento das escolas gaúchas, o sindicato tem a responsabilidade e o compromisso de mostrar o cenário real vivido diariamente por educadores, estudantes e comunidade escolar.

Região de Santa Maria

O CE Coronel Pilar enfrenta problemas no sistema de distribuição de energia elétrica. É necessário aumentar a capacidade de carga. Por conta disso, não há como ligar ventilador e ar condicionado. Alunos têm aulas no calor.

Após um temporal que destruiu, em 2019, o telhado da escola, goteiras causam infiltração e umidade, que geram mofo pelas paredes. Quando chove, os alunos têm aulas na biblioteca e em outros espaços.

O prédio do IE Olavo Bilac é o mais antigo de Santa Maria, possui 120 anos. A instituição enfrenta sérios problemas, principalmente na parte elétrica. No ano passado, o local sofreu cinco arrombamentos.

A falta de funcionários sempre foi crítica. Hoje, o local precisaria de mais dois funcionários para a merenda e cinco para a limpeza, já que o espaço da escola é extenso.

A diretora Sandra Régio, acompanhada da diretora do 2° Núcleo, Dgenne Ribeiro além destas instituições, visitou o Colégio Manoel Ribas (Maneco) e a EEEB Profª Margarida Lopes.

“Queremos que cada professor e cada agente educacional seja devidamente valorizado. A Caravana tem denunciado todos ataques do governo. É importante a colaboração de cada um e cada uma em nosso sindicato”, ressalta Dgenne.

 Região de Gravataí

A EEEF Carlos Chagas, em Viamão, sofre ameaça de municipalização. A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) já fechou as matrículas e as rematrículas na escola. Atualmente, a instituição atende 200 estudantes, do 1° ao 5° ano, entre eles crianças especiais.

“Ficamos chateados, pois nossa escola tem toda estrutura. Temos tudo para atender bem os alunos e o governo quer entregar para o município”, lamenta a vice-diretora, Lúcia Galant.

Os diretores Cássio Ritter e Leonardo Echevarria, acompanhados da diretora do 22º núcleo, Leticia Coelho Gomes e do tesoureiro, Jussemar da Silva, estiveram também no IEE Isabel de Espanha, na EEEM Ponche Verde, na Escola Brigadeiro Antônio Sampaio, na EEEB Gentil Viegas Cardoso e na EEEM Professora Sônia Maria Rangel Paim.

“A situação é tão triste, as escolas estão abandonadas. Nossa situação também não está fácil, são 7 anos sem reajuste salarial. Estamos deixando claro que o reajuste é para todos”, destaca o diretor Leonardo Echevarria.

A diretora do 22° Núcleo, Leticia Coelho Gomes, distribui a Cartilha do CPERS sobre a Gestão Democrática nas escolas visitadas: “A participação de todas e todos nas decisões, na luta por condições melhores de trabalho e garantir a autonomia e a transparência nas decisões, é muito importante”.

Diante de tantos ataques, a Caravana do CPERS tem trazido esperança para a categoria. “O CPERS é um sindicato que eu bato no peito para dizer que faço parte. É muito boa essa visita de vocês. Temos que mostrar que nós somos o futuro do país e que a escola pública, mesmo precária, faz a diferença”, expôs professor Gilson Rodrigues, da escola Brigadeiro Antônio Sampaio, em Alvorada.

Região São Leopoldo

Há anos, a EEEM Olindo Flores da Silva, em São Leopoldo, enfrenta o alagamento das salas e do pátio instituição. Portas, armários e demais estruturas estão danificados por conta da água que entra em toda a escola.

“Tudo aqui tem que ser erguido para evitar transtornos ainda maiores”, explica o diretor, Silvio Nei da Silva Machado.

A escola foi contemplada, ainda em 2001, através do orçamento participativo, com a construção da quadra coberta. Porém, ainda aguarda a estrutura.

Desde 2019, a biblioteca está fechada devido à falta de bibliotecário. E não há previsão de envio deste profissional.

A instituição possui um extenso terreno que anteriormente abrigava as quadras de esporte. Atualmente o local está coberto de mato e com a pouca estrutura que possuía deteriorada. A limpeza do terreno custa em torno de R$ 5 mil, valor que a rubrica de manutenção, de aproximadamente R$ 3 mil, não cobre.

No ano passado, a escola passou por dois assaltos. Neste, um novo arrombamento deixou a instituição sem televisores e computadores.

“Não conseguimos investir o que gostaríamos porque estamos sempre tendo que repor o que estraga ou o que levaram”, desabafa o diretor.

O teto da cozinha, do refeitório e do laboratório de informática da EEEF Pedro Schuler está completamente comprometido, ameaçando desabar. O setor de obras da Seduc, esteve na instituição para verificar o problema, mas sem apresentar previsão para o conserto. “Apenas nos disseram que a escola está na fila das obras a serem feitas, que há situações mais urgentes e que o governo não tem dinheiro”, relata a diretora Jurandara Coletti.

“Todas as escolas que temos visitado precisam de manutenção. O governo não fez os reparos no período em que podia, durante as aulas remotas na pandemia e agora exigiu o retorno obrigatório ignorando a precariedade existente”, enfatiza o diretor do 14º núcleo, Luiz Henrique Becker.

Junto com o diretor Amauri Pereira da Rosa e a da professora Alessandra Haag, ele esteve nestas instituições citadas acima e também nos Colégios 8 de Setembro, em Estância Velha e 25 de Julho, em Novo Hamburgo.

Três de Maio, Lagoa Vermelha, Bento Gonçalves e Passo Fundo

No decorrer dessa quinta-feira (18), as diretoras Suzana Lauermann e Vera Lessês estiveram em escolas da região de Três de Maio. Em Lagoa Vermelha, as instituições receberam as diretoras Glaci Weber e Alda Bastos Souza.

 

Em Bento Gonçalves, a diretora Juçara Borges conferiu a situação das instituições e conversou com os educadores. O roteiro da Caravana também incluiu a região de Passo Fundo, onde estiveram os diretores Alex Saratt e Rosane Zan.

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A situação do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul – IPE Saúde, foi tema de Audiência Pública da Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, realizada na manhã desta quinta-feira (18).

O CPERS Sindicato foi um dos proponentes do encontro, juntamente ao deputado estadual Edegar Pretto, a deputada estadual Sofia Cavedon, a União Gaúcha e a FESSERGS.

Os educadores(as) estaduais, ativos e aposentados, enfrentam perdas salariais enormes e ainda lutam para assegurar um atendimento de qualidade no IPE Saúde.

O 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, demonstrou preocupação com o futuro do IPE Saúde e sobre possíveis mudanças na forma da contribuição dos servidores(as).

“Muito nos preocupa quando a gente lê um projeto com a possibilidade de uma co-participação dos contribuintes de 40%. Como uma base de trabalhadores que esta há sete anos sem aumento poderá arcar com essa participação? O sistema está muito injusto”. 

Edson ainda destaca: “Nós da educação somos um dos que mais contribuem com a receita do IPE. Mas nós percebemos, no passar dos anos, um desmonte e uma desmoralização do instituto. Não há investimento, os escritórios do interior estão fechando. Nós somos defensores e brigamos por esse instituto porque ele é nosso e ele sai do valor que recebemos, mas nós queremos justiça na hora que buscamos esses serviços”.


A deputada estadual Sofia Cavedon destacou a critica situação financeira dos servidores(as) estaduais. “Nós estamos em um momento muito delicado dos servidores e servidoras do Rio Grande do Sul, por causa do congelamento dos salários. Imagina o rombo se houver aumento de alíquota e de contrapartida do IPE? Os servidores não têm nem a cobertura da anestesia pelo plano. Não é justo que a cada vez que tem crise o servidor pagar mais pelo serviço”.

O deputado estadual, Jeferson Fernandes, ressaltou o sucateamento do IPE Saúde. “Temos ouvido muitas reclamações de pessoas que pagam e não recebem o serviço a contento. Parece que quanto mais se paga o IPE, mais desestruturado ele se apresenta”.

Desmonte intencional

O IPE Saúde vem fechando várias agências pelo interior do estado, o descredenciamento de médicos é constante e faltam profissionais qualificados. Como se isso não fosse o suficiente, o governo Eduardo Leite (PSDB) ensaia aumentar a contribuição do segurado principal de 3,1% para 3,6% ou taxar por dependentes.

Para o presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado do RS – FESSERGS, Sérgio Arnoud, esse desmonte do IPE é intencional e com objetivo muito específico.

“O Estado surrupiou tudo do IPE. O Instituto é responsável por cerca de 40% de tudo que é gasto com saúde no RS, com esse tamanho o IPE é tratado dessa forma. Esse descaso é programado, querem esvaziar o IPE para facilitar o discurso da privatização”.

Para o presidente da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública do RS, Filipe Leiria, o desmonte do IPE é um projeto governamental.

“Nós não estamos falando de números, estamos falando de vidas! É sintomática a não presença de representantes do governo nesta audiência, esse desmonte é pensando por eles”, ressaltou Felipe.


A conselheira do Conselho de Administração do IPE Saúde e Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Aposentados – SINAPERS, Katia Terraciano Moraes, acredita que está na hora de mudar também a administração do IPE Saúde.

“É angustiante tratar desse tema e termos que sempre voltar a ele. Essa crise do IPE está se refletindo de uma maneira muito cruel nos servidores. O IPE já teve três presidentes de 2018 para cá, percebe-se aí o interesse político com o Instituto. O IPE precisa de um presidente que seja servidor público, que trabalhe pelos servidores”.

Encaminhamentos

Ao fim da audiência os presentes acordaram em levar a denúncia sobre a situação do IPE Saúde para os seguintes órgãos: Casa Civil, Ministério Público e Tribunal de Contas.

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