O dia 8 de março é uma data que mobiliza e articula mulheres de todas as idades, raças, identidade de gênero e dos mais diferentes setores da sociedade em torno de pautas comuns, dentre as quais estão a luta contra a violência, o racismo, a fome e a garantia de direitos para todas as mulheres.

Vivenciamos atualmente uma conjuntura em que retrocessos e perdas de direitos historicamente conquistados atingem ainda mais duramente as mulheres.

Todas as mulheres têm o direito a viver uma vida livre de qualquer tipo de violência, agressões físicas, abusos e violações sexuais. No entanto, milhares delas sofrem com essa realidade todos os anos, no Brasil e no mundo.

O 8 de março se volta também para oferecer alternativas a esse quadro de naturalização da violência contra as mulheres.

É preciso reeducar os homens contra o machismo, que deve ser combatido diariamente, nos mais variados ambientes. O combate ao machismo estrutural é uma luta de toda a sociedade, em que homens e mulheres precisam caminhar lado a lado.

Cabe evidenciar ainda, que a maior marca do 8 de Março continua sendo a imensa capacidade de mobilização, articulação e incidência dos diferentes movimentos de mulheres. Uma unidade de alianças construída na diversidade.

A nossa luta é “Pela Vida das Mulheres! Por um Brasil com Trabalho Digno, Sem Fome, Sem Violência, Sem Racismo e Sem LGBTQIfobia!”
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Enquanto Eduardo Leite (PSDB) propaga aos quatro cantos o discurso mentiroso de que investe no ensino público gaúcho, dados levantados pelo Dieese, a partir de informações do Censo Escolar 2021, constatam que – ao invés de avançar – a educação desanda.

O Rio Grande do Sul é o estado que registrou maior queda no número de matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA), em 2019, com extinção de 40 mil inscrições, o que corresponde a uma redução de 56%.

Os dados são preocupantes e acendem um alerta sobre o futuro da EJA no RS. Em 2019, havia 71.703 estudantes matriculados em aulas desta modalidade; já, em 2021, o número caiu para 31.552. 

>> Acesse o levantamento completo aqui.

Ao todo, 258 municípios não registram matrículas de EJA através da rede estadual, o que corresponde a 51,9%.

Além disso, 178 cidades (35,8%) não registram matrículas para jovens e adultos nem pela rede estadual e nem pela rede municipal de ensino.

Dos municípios que registravam matrículas na rede estadual em 2019, 40 deixaram de inscrever em 2021; e 14 cidades apontam queda superior a 80% no número de matrículas nas instituições de ensino estaduais.

Tabela 1 – Municípios que em 2021 registraram queda superior a 80% no número de matrículas EJA em comparação com 2019 na rede estadual de ensino Rio Grande do Sul, 2021

Vale destacar que, em 2021, milhares de jovens e adultos(as) padeceram com a espera na homologação de suas matrículas na modalidade. A liberação das mesmas só foi realizada após muita pressão do CPERS e das instituições de ensino.

Os números comprovam que o maior legado que o governador deixa para o Rio Grande do Sul é a destruição da educação pública.

O projeto neoliberal do governo de enxugamento da rede segue a passos largos nos últimos anos, aprofundado à política de fechamento de turmas e escolas, redução do número de matrículas da EJA e desvalorização dos educadores(as), cujo poder de compra foi reduzido para mais da metade da inflação.

O CPERS segue na luta cobrando do governo políticas concretas que valorizem a educação pública gaúcha e os educadores(as). Desde o dia 22, o Sindicato percorre todo o estado com a #CaravanaDaVerdade para desmascarar as mentiras de Eduardo Leite (PSDB).

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Eduardo Leite (PSDB) mais uma vez ataca a Educação Pública, agora, o foco do governo são os Núcleos Estaduais de Educação de Jovens e Adultos  (NEEJAs). Na última semana, o governo encaminhou ofício para as Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) comunicando o enxugamento e remanejamento do quadro de professores(as) dos NEEJAs.

Desta forma, Leite retira dos jovens e adultos a possibilidade de acabarem os estudos e conseguirem uma oportunidade melhor no mercado de trabalho, destruindo desta maneira milhares de sonhos.

Em uma pesquisa realizada pelo Dieese, com dados do Censo Escolar 2021, na rede estadual de ensino no Rio Grande do Sul, haviam 2.182 matrículas na modalidade.

Atualmente, dos 497 municípios gaúchos, apenas 18 contam com oferta do NEEJA (Tabela 1).

O documento também compara o ano de 2019 com 2021, verificando que pelo menos cinco municípios deixaram de ofertar a modalidade, são eles: Canoas, Carazinho, Caxias do Sul, Pelotas e Soledade.

>>> Confira aqui o estudo completo. 

Constatou-se na pesquisa a redução de núcleos nos municípios, por exemplo, Porto Alegre. Em 2019, a capital contava com sete núcleos, em 2021, passou a registrar apenas quatro. Isso ocorreu também em Cruz Alta, Passo Fundo e Santo Ângelo.

Também foi verificado que os municípios de Frederico Westphalen, Lajeado, Santo Cristo, Tenente Portela e Venâncio Aires passaram a ofertar a modalidade no ano de 2021.

O estudo concluiu que mesmo considerando que embora alguns núcleos foram fechados e outros abertos, para a comunidade o saldo é negativo. Em 2019 havia, de acordo com os registros no Censo – que é preenchido pela própria entidade de ensino -, na rede estadual, um total de 29 núcleos e em 2021 passou para 23, ou seja, seis núcleos a menos em um espaço curto de tempo.

Luta para assegurar os NEEJAs

O CPERS juntamente com os seus 42 núcleos, repudia essa ação e conclama todos para um movimento que garanta o direito à educação e ao emprego dos educadores(as). Exigimos a imediata suspensão da orientação encaminhada e o restabelecimento das condições anteriores.

“É necessário resistirmos, educação de qualidade se faz com professores para atenderem dignamente os alunos das nossas escolas. Vamos defender os NEEJAs porque é importante que aqueles que não puderam estudar em seu momento escolar, e que voltaram para a escola, tenham esse esforço reconhecido e condições para desenvolver o seu conhecimento”, destaca a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

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por Débora Raymundo Melecchi*

Dia 28 de fevereiro foi a data escolhida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a conscientização sobre lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, a segunda maior causa de adoecimento no trabalho.

As lesões por esforços repetitivos (LER) e os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) são provocados por atividades relacionadas à organização do trabalho, como a repetição de movimentos, fatores psicológicos e sobrecarga física.

São consideradas LER/DORT a tendinite, tenossinovite, bursite, epicondilite, síndrome do túnel do carpo, dedo em gatilho, síndrome do desfiladeiro torácico, síndrome do pronador redondo, mialgias, dentre outros.

A alta prevalência de LER/DORT tem sido explicada por transformações do trabalho e das empresas cuja organização tem se caracterizado pelo estabelecimento de metas e produtividade, considerando suas necessidades, particularmente de qualidade dos produtos e serviços, e aumento da competitividade de mercado, sem levar em conta os trabalhadores(as) e seus limites físicos e psicossociais.

Exige-se a adequação dos trabalhadores às características organizacionais das empresas, pautadas por intensificação do trabalho, aumento real das jornadas e prescrição rígida de procedimentos, impossibilitando manifestações de criatividade e flexibilidade.

Ou seja, a ocorrência dos LER/DORT está relacionada à exposição dos trabalhadores(as) aos fatores de risco ocupacionais presentes nas condições de trabalho. Esses fatores de risco podem ser físicos (movimentos repetitivos; força excessiva; postura inadequada, estática e/ou prolongada, vibração, e, compressão tecidual), organizacionais (excesso de jornada de trabalho; ausência de intervalos e pausas) e/ou cognitivos (complexidade da tarefa, decisões complexas, altas demandas psicológicas, concentração, atenção)

E com a pandemia da Covid-19, a necessidade do deslocamento do trabalho presencial para o teletrabalho, é infelizmente esperado um aumento no aparecimento de mais trabalhadores(as) com notificação do LER/DORT, devido às condições não adequadas de mesa, cadeira e mesmo de iluminação.

A ergonomia entra como fator imprescindível, e se faz necessário que o trabalho se adapte ao trabalhador(a), e não o inverso, para reduzir o indicador de adoecimento.

A respeito da ergonomia, o Brasil adotou medidas preventivas às doenças ocupacionais somente na década de 1990. Com a regulamentação, os trabalhadores(as) e as empresas possuem aparatos legais para a promoção da saúde no ambiente de trabalho. Dentre estes, a Norma Regulamentadora (NR) 17 que visa orientar os procedimentos obrigatórios para preservar a saúde e segurança de seus colaboradores(as).

Vale lembrar que no Brasil, as LER/DORT são equiparadas ao acidente de trabalho por se caracterizarem como doenças desenvolvidas ou agravadas pelas condições do trabalho realizado. Para isso, é necessário obter o reconhecimento do nexo de causalidade entre a condição clínica das LER/DORT e a atividade laboral realizada pelo trabalhador(a). Esse reconhecimento é feito por meio da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) ou do Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP)

Se faz necessário entender que cuidar de um trabalhador(a) é um investimento que deve ter um olhar diferenciado. As normas de saúde, de higiene e de segurança no trabalho não devem ser criadas apenas para satisfazer o empregador, mas sim como forma de melhoria das condições de trabalho. Não basta publicar leis. É necessário que as mesmas sejam funcionais e proporcionem a erradicação das práticas laborais inseguras.

Mas, infelizmente, a atuação do governo federal vem na contramão do cuidado com as trabalhadoras e os trabalhadores, propondo alterações nas normas regulamentadoras para atender os interesses do patronato.

E não poderíamos deixar de citar a Vigilância em Saúde do Trabalhador (Visat) a qual deve ocupar papel central na intervenção sobre os determinantes dos agravos à saúde dos trabalhadores(as) sob a égide do campo da Saúde do Trabalhador(a). Configura-se como uma estratégica do Sistema Único de Saúde (SUS) para o enfrentamento das situações que colocam em risco a saúde da população trabalhadora, sendo composta pela intervenção articulada em três dimensões: a promoção da saúde, a prevenção das enfermidades e acidentes e a atenção curativa.

Por fim, neste 28de fevereiro, reafirmamos nosso compromisso com a classe trabalhadora na luta pela proteção dos seus direitos e saúde. E convidamos a todas, todos e todes que unamos força social e política para transformarmos esta realidade atual em dias melhores.

*Débora Raymundo Melecchi é farmacêutica, presidenta do SINDIFARS e Dirigente Estadual da CTB/RS.

Texto via CTB/RS. 

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Neste sábado de Carnaval, a população gaúcha foi surpreendida por um decreto do Governador Eduardo Leite suspendendo a obrigatoriedade do uso de máscaras para crianças com até 12 anos de idade.

Entidades e organizações representativas da saúde, da educação e em defesa das vítimas da Covid-19 se perguntam o porquê de tal medida, que contraria os organismos internacionais e nacionais de saúde.

Desde janeiro de 2022 a Academia Americana de Pediatria (AAP), o Centro Americano de Controle de Doenças e o National Health Service (NHS) recomendam o uso de máscaras por crianças acima de dois anos de idade, posição também defendida pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Além do que, em razão da regra federal, o governo estadual não poderia flexibilizar o uso de máscaras, poderia tão somente ampliar o uso para mais faixas etárias.

Com uma semana de aulas presenciais, os registros de casos positivos para a Covid-19 já extrapolam as projeções mais negativas – consequência da baixa cobertura vacinal para a faixa etária de 5 a 11 anos (43,9%), aliada à alta taxa de transmissão da variante Ômicron. A esses casos se somarão aqueles resultantes das aglomerações do feriado de Carnaval. A taxa de óbitos também cresceu, sendo o estado com a segunda maior taxa do país: 3,31 óbitos/100 mil habitantes enquanto a média nacional é 2,39.

Para enfrentar com responsabilidade este cenário, largamente previsto por especialistas e até mesmo óbvio, o Governador deveria providenciar distribuição gratuita de máscaras PFF2/N95, organizar equipes de vacinação para percorrer as escolas públicas e promover campanha pública efetiva pela vacinação de todas as pessoas.

Por tudo isso, o decreto do Governador é inaceitável. Ainda mais que tal decisão foi tomada sem ouvir os órgãos e autoridades de saúde e de educação públicas do Estado, muito menos as representações de trabalhadores e do controle social.

O Comitê Estadual em Defesa das Vítimas da Covid-19 e as entidades abaixo-assinadas solicitam a imediata alteração do decreto, para que assegure a obrigatoriedade do uso de máscaras para todas as pessoas com idade acima de dois anos.

Conselho Estadual de Saúde – CES/RS
CPERS Sindicato
Associação Mães e Pais pela Democracia
Associação Vida e Justiça em Defesa dos Direitos das Vítimas da Covid-19
Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 – Avico
Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul – Coren-RS
Conselho Municipal de Saúde/ Porto Alegre
Sindicato dos Enfermeiros no RS – SERGS
Sindisaúde-RS

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A Direção Central do CPERS informa que durante o recesso de Carnaval, entre os dias 26 de fevereiro e 1° de março, o funcionamento do alojamento e da portaria do Sindicato segue em horário normal na sede da entidade (Av. Alberto Bins, 480), em Porto Alegre. Os demais atendimentos estarão suspensos e retornarão no dia 2 de março, no expediente normal.

O funcionamento dos núcleos do Sindicato fica a critério de suas respectivas direções.

A cantina também estará fechada neste período, voltando as suas atividades na quarta-feira (2).

Desejamos a todos um excelente feriado!

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Nesta quinta-feira (24), no encerramento da primeira semana da #CaravanaDaVerdade, o CPERS percorreu as regiões de Santana do Livramento (23° Núcleo) e Cerro Largo (36° Núcleo).

Durante as visitas às escolas, a direção central do Sindicato e representantes dos núcleos, tiveram a oportunidade de recolher informações sobre a atual situação das instituições estaduais  e construir a resistência contra o desmonte da educação pública e as mentiras de Eduardo Leite (PSDB).

Uma das principais dúvidas da categoria é referente à parcela de irredutibilidade, onde é possível se comprovar a perversidade da matemática de Leite.

“O governo Leite mente descaradamente que os educadores ganharam 32% de reajuste. É de uma cara de pau sem tamanho. Vejam o meu caso, eu ganhei 7%. Ele foi nos avanços que conquistei durante a carreira e retirou os 25% que precisa para completar os 32% do meu contracheque. Ou seja: ele tirou da parcela de irredutibilidade e colocou no subsídio. Quem paga o reajuste somos nós”, explicou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Unificou, é estudante junto com o educador!

Durante visita à escola EEEB Eugênio Frantz, em Cerro Largo, o CPERS promoveu um encontro com alunos e alunas para tratar de temas que impactam no ensino e no futuro dos jovens que necessitam da educação pública.

Novo Ensino Médio, militarização e os prejuízos dessas medidas foram alguns dos temas que pautaram o debate.

“As mudanças no Novo Ensino Médio, que começam a valer esse ano, trazem enormes prejuízos para a educação pública, aprofundando o desmonte e ampliando as desigualdades educacionais entre escolas públicas e privadas”, expôs o diretor do CPERS, Cássio Ritter.

A diretora Sandra Régio também participou da atividade e deixou um alerta aos estudantes: “Vocês, estudantes da rede pública estadual, terão acesso ao que é estritamente necessário para ingressar em um mercado de trabalho cada vez mais precarizado”.

Mobilização para a luta 

Um dos objetivos da caravana é a mobilização e a preparação da categoria para um ano árduo e de extrema importância para o futuro da educação pública no Rio Grande do Sul.

“Temos que eleger quem defende a educação e os educadores. Esse ano de 2022 é um ano eleitoral; a escolha está em nossas mãos”, asseverou a secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann.

Durante essa primeira semana, diversos educadores(as), funcionários(as) e professores(as) filiaram-se ao Sindicato para fortalecer a luta por valorização e salário digno.

“A #CaravanaDaVerdade é mais um momento para mobilizarmos todos os educadores para que se sindicalizem. A nossa entidade é de luta e está desmascarando as mentiras do governador Eduardo Leite e do governo Bolsonaro. A categoria está farta de tanta mentira”, declarou o diretor Leonardo Preto Echevarria.

Na próxima semana, a #CaravanaDaVerdade desembarca nos núcleos da região metropolitana. Vamos desmascarar as mentiras de Eduardo Leite (PSDB) em escolas de Porto Alegre (38° e 39° Núcleos), Gravataí (22°), Guaíba (34°), Taquara (32°) e Osório (13°).

Até o fim de março, o Sindicato estará na estrada mobilizando e desmascarando as mentiras do governador. Clique aqui para conferir o roteiro completo e acompanhe as nossas redes para mais informações!

Escolas visitadas nesta quinta (24):

>> Região de Santana do Livramento (23° Núcleo)

  • EEEM Dr. Hector Acosta, em Santana do Livramento
  • CE Alceu Wamosy, em Santana do Livramento
  • EEEF Nossa Senhora do Rosário, em Rosário do Sul
  • IEE Dep. Ruy Ramos, em Rosário do Sul

>> Região de Cerro Largo (36° Núcleo)

  • EEEB Eugênio Frantz (CERRO LARGO)
  • CE Prof.º Pedro José Scher (SÃO PEDRO DO BUTIÁ)
  • EEEB Érico Veríssimo (ROQUE GONZALES)
  • CE Athayde Pacheco Martins (UBIRETEMA)
  • EEEB Profº Francisco José Damke (SÃO PAULO DAS MISSÕES)
  • IEE São Francisco Xavier (PORTO XAVIER)
  • EEEM Coronel Antonio Fioravante (PORTO XAVIER)
  • EEEF Carlos Bratz (PORTO XAVIER)
  • EE João de Castilho (SALVADOR DAS MISSÕES)
  • EEEF Padre Traezel (CERRO LARGO)
  • EEEF Sargento Silvio Delmar Hollenbach (CERRO LARGO)
  • EEEF João Manoel Corrêa, Porto Xavier

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A EEEB Eugênio Frantz, de Cerro Largo, é mais um retrato do autoritarismo do governo Eduardo Leite (PSDB) com a educação. Durante a #CaravanaDaVerdade, ao visitar a instituição, o CPERS recebeu a denúncia do fechamento do turno da tarde – sem qualquer diálogo com a comunidade escolar.

Atendendo somente no turno da manhã, as aulas começam às 7h30 e terminam até 12h30, o que prejudica o transporte escolar, que é feito em parceria com o município.

A desorganização do Estado é tanta que os horários entre o transporte conveniado com o município e as aulas não batem, já que este não chega até o local às 7h da manhã.

A medida autoritária também prejudica os educadores(as) que lecionam em outras escolas e não têm tempo hábil para chegar até outras instituições pelo horário imposto.

“Somos obrigados a fazer esse horário e não temos possibilidade de fazer o contraturno. Qual o professor que consegue sair às 12h30 e chegar na outra escola às 13h?”, questionou o vice-diretor substituto da EEEB Eugênio Frantz, Moacir Thiele.

O vice-diretor Moacir também explica, com preocupação, que quando o governo fecha um turno, é muito difícil abri-lo novamente. Por isso, clama por ajuda. “Nossa escola precisa de uma orientação para que possamos resistir”, frisou.

Para a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, é importante a escola mobilizar a comunidade e preparar um documento para que o CPERS cobre explicações do governo.

“É essencial que se tenha qualquer documento para resistir a mais esse ataque de Eduardo Leite. A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco. Vamos cobrar explicações”, asseverou Helenir.

“A escola precisa fazer um dossiê para contar a história no papel, assinada por todo o quadro e juntar todo o material em um único documento”, completou a diretora do 36⁰ Núcleo, Romi Gertz.

O CPERS solicitou uma audiência com a Seduc e irá cobrar a reabertura do turno.

“O governo do Estado é de uma desorganização total. Vamos levar isso para a Seduc, cobrar um posicionamento. Também precisamos do apoio dos pais para resistirmos” afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Para o CPERS, o sucateamento das escolas estaduais – comprovado pela Caravana do CPERS – aliado à política de enxugamento de matrículas, turnos e escolas, evidencia a intenção do governo: precarizar para abrir mercado ao ensino privado, priorizando interesses do empresariado, e não da comunidade.

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Na surdina, sem nenhum aviso ou sinalização, o governo Eduardo Leite (PSDB) investe contra o direito de jovens e adultos em obter sua instrução e certificação escolar completa.

Através da redução da carga horária, sob a justificativa de oferta de ensino não mais por disciplina, mas por área de conhecimento (exceção feita em Português/Inglês), coloca em risco o futuro dessa modalidade de ensino.

O ardil pedagógico e laboral acontece após o início do ano letivo, sem nenhuma discussão com os atores envolvidos e interessados, e repercute na realocação de pessoal com riscos à manutenção do emprego de professores(as).

Se trata de política geral, em âmbito estadual, não de ajuste localizado e pontual, reforçando aquilo que o CPERS vem denunciando: Leite mente e é inimigo da educação!

A continuidade e o aprofundamento das políticas de destruição da educação, marca maior dos governos Leite e Bolsonaro – que cortou 802 milhões do orçamento educacional para 2022- devem ser enfrentadas com unidade, mobilização e luta.

Construir oposição e resistência a mais esse ataque é tarefa urgente do qual o Sindicato, a categoria, os estudantes e todos aqueles que defendem o direito à educação e a escola pública deverão empenhar esforços.

O CPERS, por meio de suas direções estadual e de núcleos, repudia essa ação e conclama todos para um movimento que garanta o direito à educação e ao emprego dos educadores(as). Exigimos a imediata suspensão da orientação encaminhada e o reestabelecimento das condições anteriores.

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Conteúdo inclui decisões recentes do STF que reforçam a inconstitucionalidade de leis inspiradas no movimento Escola sem Partido e o dever do Estado em abordar gênero e sexualidade nas escolas.

São Paulo, 22 de fevereiro de 2022 – Em resposta às intimidações, ameaças e notificações dirigidas a docentes e escolas e à escalada do autoritarismo no país, um grupo de mais de 80 entidades de educação e direitos humanos lança, nesta quarta-feira, 23 de fevereiro, uma nova versão do Manual de Defesa Contra a Censura nas Escolas. A publicação apresenta orientações jurídicas e estratégias político-pedagógicas em defesa da liberdade de aprender e de ensinar, baseadas em normas nacionais e internacionais e na jurisprudência brasileira.

>> BAIXE AQUI O MANUAL

“O Manual de Defesa Contra a Censura nas Escolas articula duas estratégias complementares: por um lado, fornece subsídios para que as comunidades escolares possam, em seu cotidiano, enfrentar as ameaças concretas ou anunciadas. Por outro, valoriza o debate público sobre essas situações como forma de enfrentamento de um conflito social gerado pela manipulação das ideias”, explica a apresentação do material.

Lançada em 2018, a primeira versão do documento contou com mais de 150 mil downloads. Na nova versão, foram incluídas decisões recentes do Supremo Tribunal Federal que reforçam a inconstitucionalidade de leis inspiradas no movimento Escola sem Partido e o dever do Estado em abordar gênero e sexualidade nas escolas como forma de prevenir a violência doméstica e o abuso sexual contra crianças e adolescentes.

A nova versão também apresenta estratégias de como responder a novos tipos de ameaças que têm sido promovidas por movimentos e grupos ultraconservadores contra comunidades escolares. Além disso, são esmiuçadas as alterações recentes de normativas nacionais e internacionais de direitos humanos, além de novas possibilidades no campo das estratégias jurídicas, políticas e pedagógicas de enfrentamento ao acirramento do autoritarismo na educação.

O lançamento ocorre na mesma semana em que microdados do Censo Escolar foram descartados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) com base na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Em nota de posicionamento, entidades, redes de pesquisa e movimentos sociais afirmam que o descarte é inadmissível, carece de fundamento legal e, como resultado, impede a avaliação e elaboração de políticas públicas que respondam às necessidades da população.
O Manual também está sendo lançado como forma de prevenção e enfrentamento de possíveis ataques às escolas, educadores, estudantes e famílias em um ano eleitoral dramático, marcado por ameaças diversas à democracia, desinformação e disputas acirradas.

Casos-modelo, seus desdobramentos e estratégias de defesa

O Manual, que pode ser baixado gratuitamente clicando aqui, descreve 19 casos-modelo baseados em situações reais, seus desdobramentos e estratégias jurídicas e político-pedagógicas que podem ser usadas por profissionais de educação.

Entre os casos, são apresentadas situações de ameaças pelo Poder Público, como a aprovação de legislações antigênero; a interferência do Legislativo ou Executivo nas instituições educacionais; o constrangimento de docentes por diretorias de ensino e a militarização de escolas públicas. São também abordados casos de ameaças por membros da própria comunidade escolar e de seu entorno, como a perseguição por meio de notificações extrajudiciais, a ocorrência de constrangimentos ao uso de nome social, a censura ao uso de linguagem neutra, a violação da laicidade e o cerceamento das discussões sobre racismo e do ensino – previsto em lei – das histórias e culturas indígena, africana e afro-brasileira em escolas públicas e privadas.

O Manual trata ainda do tema fortemente recorrente, mas pouco comentado, da autocensura, isto é, da interrupção da abordagem de gênero, raça e sexualidade nas escolas pelos próprios docentes em decorrência do pânico moral e do medo de perseguição decorrentes da atuação autoritária de movimentos ultraconservadores contra professores.

Marcos legais nacionais, internacionais e decisões do Supremo Tribunal Federal

A primeira versão do Manual foi lançada no final de 2018 como parte de uma estratégia de incidência junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Corte julgasse um conjunto de ações que questionavam a constitucionalidade de leis de censura na educação.

Ao longo do ano de 2020, dez ações foram julgadas positivamente, reafirmando a inconstitucionalidade da censura e o dever do Estado em abordar as questões de gênero e sexualidade na Educação Básica como forma de prevenir o abuso sexual de crianças e adolescentes. As decisões reforçaram também que a ideia de neutralidade ideológica é antagônica ao pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, pilar constitucional da legislação educacional brasileira.

Outro aspecto importante referendado pelo STF foi a interpretação a respeito do lugar das famílias na gestão democrática da educação. Na compreensão da Corte, a participação das famílias na vida escolar de crianças e adolescentes é fundamental, mas não pode ser usada como artifício para limitar o direito constitucional de crianças e adolescentes a uma educação que contemple várias visões de mundo, estimule a capacidade de refletir e de pesquisar a realidade e que prepare os e as estudantes para uma sociedade sempre mais complexa e desafiante.

“Muitas vezes, mobilizadas pelo desejo de proteção de suas filhas e filhos, algumas famílias acabam contribuindo para que crianças e adolescentes cresçam despreparados e vulneráveis para enfrentar o mundo e atuar conscientemente pela superação das desigualdades, discriminações e violências nas suas vidas e na sociedade brasileira”, destaca o Manual.

Articulação contra o Ultraconservadorismo na Educação

Com apoio do Fundo Malala, do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e da Defensoria Pública da União (DPU), a publicação é resultado do trabalho de uma ampla articulação de sociedade civil, que inclui organizações não governamentais e redes que atuam pelo direito humano à educação, entidades sindicais, associações científicas, redes de pesquisa, organizações vinculadas ao movimento feminista, negro e LGBTQI+, setores religiosos progressistas defensores da laicidade do Estado, coletivos políticos e órgãos públicos comprometidos com a defesa dos direitos humanos.

Via CNTE

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