A #CaravanaPelaDemocracia segue firme e forte em seu giro ao encontro do povo gaúcho denunciando os ataques dos governos federal e estadual e mobilizando centenas de educadores(as) em cerca de 190 escolas, na sua quarta semana, para o voto consciente em defesa da educação e dos direitos dos trabalhadores(as).

Nesta sexta (26), o CPERS desembarcou em Montenegro (5º), Guaporé (3º) e Camaquã (42º) debatendo a conjuntura política, valorização salarial, direitos dos educadores(as) e defesa da democracia em escolas, além de rádios e jornais locais.

“É perceptível a indignação e a revolta dos nossos colegas, professores e funcionários, da ativa e aposentados, com as políticas de destruição, privatização dos serviços públicos e retirada de direitos. Precisamos da participação massiva da categoria nas mobilizações, nas escolas, nas redes, nas ruas e também nas urnas. Temos a responsabilidade de escolher que tipo de projeto queremos para a educação pública e os educadores”, asseverou o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt.

Para o vice-presidente Edson Garcia, a quarta semana da Caravana foi de trabalho árduo, mas de muitos frutos positivos.

“Tivemos, mais uma vez, a oportunidade de esclarecer dúvidas dos nossos colegas e levar informações importantes. Também percebemos que a categoria está fazendo uma avaliação muito nítida da realidade atual, de retirada de direitos. A cada encontro percebemos que os professores e funcionários estão cientes da necessidade de mudarmos esse cenário, com muita disposição para a luta para termos uma educação de qualidade, transformadora e que venha a somar na vida das pessoas”, afirmou.

Falta de educadores é mais um atestado do descaso do governo

Na EEEF Dr. Jorge Guilherme Moojen, falta professor(a) de matemática, merendeira, monitor(a), orientador(a) e funcionário(a) de limpeza. Para piorar a situação, a escola está com duas merendeiras em licença saúde.

A instituição atende dois cadeirantes, dois autistas e uma aluna especial. Sem monitor, duas professoras se revezam para ficar na sala de aula auxiliando os estudantes especiais. 

“Estamos trabalhando no faz de conta, o aluno acaba ficando ocioso por não ter professor. Acaba perdendo períodos importantes para a formação. Esse ano a Seduc conseguiu se superar no descaso com a educação pública”, desabafa a diretora da instituição Simone Garcia.

A escolha de futuro digno para a educação está em nossas mãos

No encerramento da Caravana no 3° Núcleo do CPERS, na região de Guaporé, educadores(as) – da ativa e aposentados(as) -, conselheiros(as) e representantes de escola se reuniram na sede do núcleo para uma plenária de mobilização e debate sobre os projetos em disputa nas próximas eleições. 

Para a tesoureira do CPERS, Rosane Zan, é preciso evitar uma tragédia para a educação e a sociedade gaúcha e brasileira.

“Se nós não fizermos uma análise até o dia 2 de outubro, corremos o risco de cometer os mesmos erros do passado. Desde o governo Sartori nós estamos constantemente pressionando os deputados e perdemos tanto. Precisamos renovar nossos representantes e priorizar quem defende a educação e os educadores”.

De acordo com o diretor Leonardo Preto, a unidade na luta é fundamental para firmar a resistência: “todas as conquistas que temos é devido à nossa luta pelo Sindicato. Nós só não perdemos mais direitos, devido à nossa mobilização. Por isso, é importante ser filiado e se somar conosco”, destaca.

“Temos o dever de observar os projetos de cada candidato. Não estamos aqui para dizer em quem vocês devem votar, mas, nós, funcionários públicos, temos que votar em quem vai nos representar”, afirmou o diretor Amauri Pereira da Rosa.

Acompanharam as visitas em Montenegro (5°), a diretora do Núcleo, Elisabete de Vargas Pereira, a vice-diretora Cleia Tavares, a membro da direção, Rosane Vier da Silva, e as educadoras Cláudia Maria Rossoni e Ilda Domingues.

Já em Guaporé (3°), marcaram presença a diretora-geral do Núcleo, Marli Grosselli Toldi, tesoureiro, Claudio Grando, a secretária, Marisa Lacerda, e as diretoras Josélia Donida e Bertolina Miotto.

 O CPERS segue na estrada, até o dia 9 de setembro, visitando  escolas das regiões dos 42 Núcleos do Sindicato para mobilizar a categoria e fortalecer o projeto de futuro que queremos para a educação pública gaúcha e brasileira.

Clique aqui e confira o roteiro das próximas semanas. Organiza teu núcleo, chama os colegas e vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação.

>> Confira abaixo as escolas visitadas na #CaravanaPelaDemocracia nesta semana:

> Guaporé (3° Núcleo)
EEEF Sagrado Coração de Jesus (Anta Gorda)
EEEM Padre Domenico Carlino (Putinga)
Escola Padre Alfredo Antonelli (Itapuca)
CE de Ilópolis (Ilópolis)
EEEM Frei Caneca (Guaporé)
EEEF Alexandre Ferreira (União da Serra)
EEEF Geny Pinto Cadore (Serafina Correa)
EEEF Dr. Felix Engel Filho (Guaporé) 

> Camaquã (42º Núcleo)
EEEM Ana César

> Montenegro (5° Núcleo)
EEEF Adão Martini
EEEF José Garibaldi
EEEF Dr. Jorge Guilherme Moojen
EEEF  Aurélio Porto
EEEF Adelaide Sá Brito
EEEF Delfina Dias Ferraz
EEEF Osvaldo Brochier
EEEF Tanac
EEEM Dr. Paulo Ribeiro Campos
EEEF Manoel de Souza Moraes
EEEF Álvaro de Moraes
EET São João Batista
EEEF Junto ao Núcleo Habitac Promorar
EEEM Jacob Hoff (Harmonia)
EEEF José do Maratá (São José do Sul)

> Estrela (8º Núcleo)
IEE Monsenhor Scalabrini (Encantado)
EEEF Farrapos (Encantado)
EEEB Padre Fernando (Encantado)
EEEM Guararapes (Arroio do Meio)
EEEF Fernandes Vieira (Lageado)
CE Presidente Castelo Branco (Lageado)
EEEM Santo Antônio (Lageado)
EEEM Monsenhor Seger (Travesseiros)
EEEM Ana Neri (Marques de Souza)
EEEF Henrique Geiss (Marques de Souza)
EEEF Frei Antônio (Marques de Souza)
EEEM Hugo Oscar Spohr (Canudos do Vale)
EEEB São Francisco (Progresso)
EEEF Afonso Mathias Ferrari (Progresso)
EEEF José Preto (Progresso)
EEEM Pouso Novo (Pouso Novo)

> Bagé (17º Núcleo)
EEEB Professor Justino Costa Quintana
EEEF Felix Contreiras Rodrigues
EEEM Dr. Luiz Mércio Teixeira

> Carazinho (37º Núcleo)
EEEF Rodolfo Bolzani
EEEM Paulo Frontin
EEEF Carlinda de Brito
EEEB José Gomes Portinho
IEE Júlia Billiart
EEEF Aloysio Hofer
EEEF Israelina Martins Silveira
EEEF Geny Vieira da Cunha
IEE São Francisco Solano
EEEB José Maria de Castro
EEEM Santo Antônio do Planalto
EEEB Érico Veríssimo
EEEB Alfredo Ferrari
CE Blau Nunes
EEEF 19 de Novembro
EEIEF Kame Mre Kanhrukre
EEEF Manuel Arruda Câmara

> Bento Gonçalves (12º Núcleo)
CE Dona Isabel (Bento Gonçalves)
EEEF Carlos Dreher Neto (Bento Gonçalves)
EEEM Onze de Agosto (Nova Prata)
EEEF Carlos Barbosa (Carlos Barbosa)
EEEM Dante Grossi (Garibaldi)
IEE Tiradentes (Nova Prata)
CE Padre Colbachini (Nova Bassano)

> Rio Grande (6 Núcleo)
EEEM Bibiano de Almeida
EEEF Marechal Emílio Luiz Mallet
EEEM Roberto Bastos Tellechea
EEET Getúlio Vargas
EEEF Barão de Cerro Largo
EEEF Almirante Tamandaré

> Palmeira das Missões (40º Núcleo)
IEE Borges do Canto
EEEF Cacique Neenguiru
EEEF CIEP
EEEB Palmeira das Missões (Polivalente)
EEEF Professora Carimela Puglieli Bastos
EEEF Antonio de Souza Neto – Gleba
EEEF Erci Campos Vargas
EEEM Lucila Nogueira (Boa Vista das Missões)
EEEM São João Batista (Novo Barreiro)
EEEM Dr. Aldo Conte (Sarandi)
EEEB Antonio João Zandoná (Barra Funda)

> Caxias do Sul (1º Núcleo)
EET Caxias do Sul
EEEM Província de Mendoza
IEE Cristovão Mendonça
EEEM Dr. Assis Antônio Mariani
EEEM Erico Veríssimo
EEEM São Caetano
EEEF Eng. Dario Granja Sant Anna
EEEM Olga Maria  Kayser

> Passo Fundo (7º núcleo)
EEEF Cel. Gervásio Lucas Annes
EEEM Prestes Guimarães
EEEM Adelino Pereira Simões
IEE Cecy Leite Costa
EEEM Alberto Pasqualini
CE Joaquim Fagundes dos Reis
EEEF Irmã Maria Margarida
EEEM Maria Dolores Freitas Barros
EEEM Professora Eulina Braga
EEEM Protásio Alves
EEEM Meibe Ribeiro

> Pelotas (24º Núcleo)
IEE Assis Brasil
EEEM Adolfo Fetter
EEEM Dr. Joaquim Duval
EEEF Luiz Carlos Correa da Silva
EE 1°Grau Dr Dario da Silva Tavares (Capão do Leão)
EEEM Presidente Castelo Branco (Capão do Leão)

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Foto: Pedro Gontijo – Senado Federal

Representantes do Comitê Nacional dos Secretários da Fazenda dos Estados (Comsefaz) e do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) reuniram-se nesta quinta-feira (18) com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para pedir que o Congresso avalie os vetos do presidente Jair Bolsonaro à lei que reduziu o ICMS sobre combustíveis (Lei Complementar 194, de junho deste ano).

Os vetos atingem artigos que determinavam que a União compensaria os estados pela perda de arrecadação, para que os gastos mínimos constitucionais em educação e saúde, assim como do Fundeb, tivessem as mesmas disponibilidades financeiras existentes antes da sanção da lei do ICMS. Partes dos vetos que impediam a compensação já foram derrubados pelo Congresso em julho, mas ainda há itens pendentes de análise.

Em uma rede social, Pacheco afirmou após o encontro que o Senado busca formas para compensar para estados e municípios.

“O Senado está atento a essa diminuição de recursos e está trabalhando para buscar novas fontes de custeio e meios para a utilização dos recursos disponíveis”, disse o presidente do Senado.

De acordo com o presidente do Comsefaz, Décio Padilha, o veto de Bolsonaro retira, apenas entre julho e dezembro de 2022, pelo menos R$ 17 bilhões das verbas estaduais de educação e saúde.

— O artigo vetado obriga a União a compensar as perdas estaduais em educação e saúde. É imprescindível derrubar o veto, ou o legado será um déficit e o comprometimento na prestação de serviços absolutamente essenciais a toda a população. Nenhum gestor vai fechar escolas e hospitais, os custos são permanentes, mas os recursos sumiram. A perda de arrecadação do ICMS, de julho a dezembro, será de R$ 17 bilhões para educação e saúde — informou.

O presidente do Comsefaz acrescentou que, para marcar a data da apreciação do veto, Pacheco levará em conta se a compensação da União prevista na lei do ICMS é somente para 2022, ou se será permanente. Se for permanente, “é possível aguardar cerca de um mês”, avaliou. Mas se a compensação prevista for apenas para 2022, a análise dos vetos deverá ser urgente.

Piso da enfermagem

Outra pauta do Comsefaz é o debloqueio de recursos da Saúde — cerca de R$ 2 bilhões — destinados ao combate à pandemia que estão parados nos estados. Os estados pedem que o prazo para uso desses recursos seja ampliado até dezembro de 2023. E por fim, que o Parlamento também se debruce sobre a definição de novos recursos visando honrar o piso salarial da enfermagem, sancionado neste mês.

— O piso da enfermagem torna ainda mais essencial derrubar os vetos à lei do ICMS. Esse piso dobra a folha da Saúde, dependendo do estado, naqueles que pagavam bem abaixo do piso — informou Décio Padilha.

Nésio Fernandes, presidente do Conselho Nacional de Secretários da Saúde, disse que o impacto orçamentário do piso da enfermagem sobre as contas de estados e municípios beira os R$ 10 bilhões.

Outro participante da reunião com Pacheco foi Fernando Pigatto, presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que reivindica a derrubada de vetos à LDO para o Orçamento de 2023 que diminuem as verbas para a área. Os participantes aguardam também a definição de uma mesa de negociações com o Congresso Nacional em busca de recursos para honrar o piso da enfermagem.

Fonte: Agência Senado (18/08/2022)

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Trabalhar mais para ganhar menos: a Reforma da Previdência (Emenda Constitucional 103), aprovada em 2019 pelo governo Jair Bolsonaro, aumentou o tempo de contribuição e reduziu os valores de aposentadorias e pensões. Além disso, acabou com a redução de 5 anos no tempo de contribuição do magistério.

Acesse o site www.politicoscontraaeducacao.com.br e veja quem são os parlamentares que aprovaram essa lei que desvalorizou a aposentadoria dos trabalhadores/as, em especial os/as da educação. No site é possível filtrar o nome de senadores/as, deputados/as, o estado de cada um e as reformas que já foram votadas.

“Toda quinta-feira a CNTE vai apresentar aos leitores a lista de parlamentares que votaram contra a educação durante os últimos anos, para que a população tenha conhecimento e não os elejam. É fundamental escolhermos candidatos e candidatas que defendem a educação pública de qualidade”, afirmou o presidente interino da CNTE, Roberto Leão. “Quem vota contra a educação não se elege mais” é o lema da campanha.

Saiba quais foram os principais retrocessos da Reforma da Previdência

A Reforma da Previdência, para a grande maioria dos/as trabalhadores/as, representa o fim do sonho da aposentadoria. Na avaliação do Dieese, o valor das aposentadorias e das pensões acima do salário mínimo irá diminuir muito, mesmo para aqueles que têm salários pouco acima do mínimo legal. Para muitas pessoas, a elevação da idade mínima de aposentadoria poderá significar a permanência durante alguns anos na inatividade, sem renda do trabalho ou de proventos da previdência – veja a nota técnica do Dieese na íntegra.

Para trabalhadores/as da educação as perdas foram imensas e as professoras estão entre as mais prejudicadas. A idade para a aposentadoria das docentes (mulheres) no serviço público federal e na média para quem leciona em regime celetista (INSS) aumentará 7 anos, e o tempo de contribuição, 15 anos. As mulheres compõem 80% da categoria do magistério de nível básico no país.

A Reforma praticamente acaba com a aposentadoria especial do magistério, pois os professores e as professoras terão que contribuir por 40 anos (com exceção das filiadas ao INSS) para terem acesso a 100% do salário de contribuição que se alcançava aos 25 anos para as mulheres e aos 30 anos para os homens.

As principais mudanças são o rebaixamento dos valores das aposentadorias e pensões e o aumento do tempo de contribuição. Até então, todos os segurados do INSS podiam ingressar com pedido de aposentadoria a partir do 15º ano contributivo. E a aposentadoria era equivalente a 70% dos maiores salários de contribuição.

Com a reforma, apenas as mulheres do INSS manterão o direito à aposentadoria aos 15 anos de contribuição, porém os proventos serão equivalentes a 60% de todo o período contributivo. Para alcançar 100% da média de proventos, a mulher segurada do RGPS/INSS terá que contribuir por 35 anos e os homens por 40 anos.

Fonte: CNTE

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A #CaravanaPelaDemocracia desembarcou nesta quinta-feira (25) nos núcleos de Caxias do Sul (1º), Passo Fundo (7º) e Pelotas (24º).

Em visita às escolas e entrevistas para rádios e jornais dessas regiões, os dirigentes do CPERS destacaram que o voto em projetos que, de fato, valorizem os educadores(as) e a educação pública será decisivo para o respeito aos direitos da categoria e os investimentos necessários no ensino público.

Em cada conversa com professores(as) e funcionários(as) os dirigentes apresentam o comparativo entre os últimos quatro governos. O conteúdo integra o jornal Sineta, que também traz um encarte mostrando como votaram os deputados(as) – estaduais e federais – em projetos que retiraram direitos dos educadores(as), como as reformas da Previdência e Trabalhista, o desconto dos aposentados(as) e o desrespeitoso reajuste de 6%

O objetivo ao apresentar essas informações é mostrar cenários vivenciados e as possibilidades diante das eleições que se aproximam e que serão decisivas para o futuro da categoria e da educação.

“Nos últimos anos, devido aos atuais governos, nós sofremos duros golpes como a Emenda Constitucional 95, que congelou o orçamento público por 20 anos, as Reformas Trabalhistas e da Previdência, assim como a Reforma da Previdência Estadual. O que nós queremos é o fortalecimento do setor público e não o contrário, como desejam os liberais. Para a grande maioria da população, a escola pública é a única oportunidade de educação para os filhos, é o SUS que garante o atendimento para essas pessoas, precisamos de governos que valorizem e fortaleçam essas políticas”, observou o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt.

Saratt e os dirigentes estaduais do CPERS, Rosane Zan e Amauri Pereira Júnior estiveram em escolas do 7º Núcleo (Passo Fundo). Acompanharam o grupo o diretor do Núcleo, Orlando Marcelino da Silva Filho, a vice-diretora Elica Cavalheiro e o representante 1/1000, Mauro Calliari.

“Nós não estamos aqui para decidir por vocês, mas para fazer uma reflexão. Precisamos refletir sobre quem colocamos lá, não só o presidente ou o governo, mas no parlamento e no senado, essas pessoas também decidem o nosso futuro e precisam estar ao nosso lado e não dos nossos algozes”, pontuou a diretora Rosane Zan.

“Nós jamais vamos dizer aqui em quem vocês têm que votar, porque esse não é o nosso papel. Trazemos um material para refletirem e tomarem suas decisões. Precisamos desenvolver a consciência de classe. Usamos serviços públicos, mas na hora de votar parece que muitos votam como elite. Temos que depositar nosso voto em candidatos que votam conosco, que defendem a educação pública e os educadores”, enfatizou o vice-presidente do CPERS, Edson Garcia.

A diretora Juçara Borges, que esteve na região do Núcleo de Caxias do Sul (1º), com Garcia e o diretor Leonardo Pretto Echevarria, destacou a necessária valorização dos funcionários(as) de escola. “A nossa luta é por uma educação pública de qualidade e por serviços públicos que nós também precisamos. Então temos que votar em projetos que priorizem a educação e percebam a importância de investir na valorização dos funcionários de escola e dos professores”, afirmou.

A vice-diretora do Núcleo, Solange Carvalho e Thais Leite, membro da direção do Núcleo, acompanharam a visita às escolas.

As diretoras Suzana Lauermann e Carla Cassais visitaram escolas de Pelotas (24º Núcleo). Estiveram com elas o diretor do Núcleo, Mauro Rogério da Silva Amaral, a vice-diretora, Renata Petrucci Souto Allemand, a educadora, Tidy Peduzzi, e os representantes 1/1000 do Núcleo, Maria Virgínia Moreira e Antônio Alberto Andreazza.

Estrutura precária escancara o descaso do governo com a educação

 Um prédio anexo, de madeira, construído ainda na década de 1990 abriga duas salas de aula e um depósito da EEEM General Prestes Guimarães, em Passo Fundo. Mesmo com pequenas reformas feitas pela direção da instituição, a estrutura é bastante precária.

“O prédio tem mais de 30 anos. Já fizemos algumas reformas como pintura e troca de piso, pois precisamos das salas. Temos esperança de que um dia essa estrutura deixe de ser provisória”, explica a diretora da instituição, Itatiane Chiaradia.

Segundo ela, há oito anos veio a última verba do governo para a realização das reformas. “Depois disso, mais nada. Nenhum retorno sobre essa situação”, afirma.

Além dos problemas estruturais no prédio, o muro da escola tem risco de desabar. O presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt, esteve na escola nesta quinta e conferiu a situação. “É um ambiente provisório que, infelizmente, parece que virou permanente. Essas condições deixam claro o descaso do governo com a educação pública, os educadores e a comunidade escolar. Mais uma vez constatamos que o Executivo estadual se exime de sua responsabilidade”, ressaltou.

A #CaravanaPelaDemocracia segue até o dia 9 de setembro em defesa da educação. No dia 13, o CPERS realizará um grande ato, em Porto Alegre, com aposentados(as), funcionários(as) de escola e professores(as) para apontar que é preciso um novo caminho para o Rio Grande do Sul e para o Brasil.

Clique aqui e confira o roteiro das próximas semanas. Organiza teu núcleo, chama os colegas e vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação.

>>Confira as escolas visitadas nesta quinta-feira:

>Caxias do Sul (1º Núcleo):

EET Caxias do Sul
EEEM Província de Mendoza
IEE Cristovão Mendonça
EEEM Dr. Assis Antônio Mariani
EEEM Erico Veríssimo
EEEM São Caetano
EEEF Eng. Dario Granja Sant Anna
EEEM Olga Maria  Kayser

>Passo Fundo (7º núcleo)

EEEF Cel. Gervásio Lucas Annes
EEEM Prestes Guimarães
EEEM Adelino Pereira Simões
IEE Cecy Leite Costa
EEEM Alberto Pasqualini
CE Joaquim Fagundes dos Reis
EEEF Irmã Maria Margarida
EEEM Maria Dolores Freitas Barros
EEEM Professora Eulina Braga
EEEM Protásio Alves
EEEM Meire Ribeiro

>Pelotas (24º Núcleo)

IEE Assis Brasil
EEEM Adolfo Fetter
EEEM Dr. Joaquim Duval
EEEF Luiz Carlos Correa da Silva
EE 1°Grau Dr Dario da Silva Tavares (Capão do Leão)
EEEM Presidente Castelo Branco (Capão do Leão)

 

 

 

 

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Luta, direitos, conjuntura política, informes jurídicos e defesa do IPE Saúde pautaram a Plenária de Mobilização do CPERS, que mobilizou professores(as) e funcionários(as) de escola – da ativa e aposentados(as) – de São Francisco de Assis (19º Núcleo), nesta quarta-feira (24).

Para a diretora do Departamento Administrativo, Sandra Regio, a categoria precisa estar unida e forte para firmar a luta, sobretudo neste ano eleitoral, que é decisivo para o futuro dos educadores(as) e da educação pública do Rio Grande do Sul e do Brasil.

“O poder de escolha está em nossas mãos. É fundamental dar um basta em governos que não priorizam a educação e os educadores. Nestas eleições, precisamos escolher projetos políticos que valorizem a categoria: professores e funcionários, da ativa e aposentados”, asseverou Sandra.

De acordo com a diretora do 19º Núcleo, Rosa Maria Agostini Dotta, o debate é essencial para dar um basta a tantos ataques e escolher quem – de fato – defende a educação nestas eleições.

“Os últimos governos atacaram duramente os nossos direitos e a educação, mas fizemos a luta e resistimos bravamente. Agora é hora de votarmos em quem está do nosso lado nas trincheiras”, afirmou.

Informes jurídicos

O advogado da assessoria jurídica, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, Marcelo Fagundes, explanou sobre o confisco do salário dos aposentados(as) com a Reforma da Previdência estadual, o falso reajuste de 32% aos educadores(as), o vergonhoso “aumento” de 6% a servidores e as ações judiciais na defesa dos direitos da categoria.

Sobre a Reforma da Previdência no Estado, o advogado Marcelo explicou que se trata de uma medida inconstitucional. Em fevereiro de 2020, o CPERS e a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG) ingressaram com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI).

“Este desconto faz muita falta para os aposentados pagarem as contas no final do mês. Seguimos aguardando a data do julgamento, que seria em janeiro deste ano se o governo não tivesse recorrido”, explicou.

Quanto ao reajuste imoral e não linear de 32%, a assessoria jurídica entrou com ação para garantir que o índice seja concedido para todos os educadores(as) gaúchos, e não apenas a uma pequena parcela da categoria.

O advogado também criticou o mísero índice de 6% a servidores(as). Em sua maioria, funcionários(as) de escola não sentiram no bolso o reajuste de 6% da revisão geral, concedido no início do ano, e vários tiveram UM CENTAVO de “aumento” no contracheque.

Para mais informações, entre em contato com a assessoria jurídica, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, pelo telefone (51) 3073.7512

IPE Saúde

O sucateamento do IPE Saúde foi abordado pela diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador e representante do CPERS no Conselho de Administração da entidade, Vera Lessês.

“Se os últimos governos tivessem dado a inflação anual como reposição salarial, esta crise do IPE Saúde seria menor do que é hoje. Estamos pressionando para que o Estado encontre saída para sanar o déficit atual do IPE Saúde”, afirmou Vera.

Atualmente, o IPE-Saúde deve mais de R$ 1 bilhão a prestadores de serviços, especialmente hospitais e clínicas, que registram a maior parte do passivo.

Para a diretora Vera, a crise do IPE Saúde é responsabilidade da má gestão que o Estado tem feito nos últimos anos. 

“O IPE Saúde está com o sexto presidente, o que demonstra uma alta rotatividade e falta de compromisso dos gestores com a qualidade do serviço para os segurados e dependentes. A verdade é que o Instituto é usado como casa de passagem de políticos que ficam na presidência até conseguirem um cargo na Assembleia”, frisou. 

“O CPERS fará toda a luta necessária para manter o IPE público e solidário, porque a nossa categoria precisa disso”, finalizou a diretora.

Também estiveram presentes a diretora do Instituto Estadual Salgado Filho, Roseli de Fátima Denardi Martins, a diretora do Núcleo, Margarete Ayres Machado, o suplente de 1/1000 do Núcleo, Fábio Dorneles, e o vice presidente do Sindicato dos Bancários e Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Alegrete, José Luiz Machado de Andrade.

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul instalou, nesta quarta-feira (24), a “Frente Parlamentar em Defesa do Instituto de Educação General Flores da Cunha e seu conjunto Arquitetônico como Escola Pública”. O projeto de restauro da instituição foi discutido com o governo, aprovado pela comunidade escolar, licitado e contratado pela primeira vez em 2014. Porém, até o momento as obras ainda não foram concluídas.

Há oito anos, os governos que se sucederam realizaram novas licitações, com enormes períodos de interrupção e paralisação dos trabalhos. As obras foram retomadas pelo governo atual no início deste ano, mas seguem em ritmo extremamente vagaroso.

Além da morosidade nas obras, em outubro do ano passado o governo anunciou uma mudança unilateral do projeto licitado, informando que destinará parte do espaço da instituição para instalar um museu privado, o Museu do Amanhã. Se o projeto se concretizar, resultará na redução de aproximadamente mil vagas para estudantes.

O Instituto foi construído em 1930 e é considerado um prédio histórico de Porto Alegre. Chegou a ter cerca de 3.500 alunos e é um símbolo da educação pública no Rio Grande do Sul. Atualmente, devido às obras no local, os alunos(as) da instituição têm aulas em quatro locais diferentes na capital.

Trajetória das lutas em defesa do Instituto é destacada

Após apresentar a trajetória de luta para que as obras no Instituto se concretizem, a proponente da Frente, a deputada Sofia Cavedon, destacou o objetivo da iniciativa. “Essa Frente é para dar institucionalidade a uma luta que já existe e para proporcionar o empoderamento e a escuta da comunidade escolar. Ninguém é contra o Museu do Amanhã. Queremos o respeito à gestão democrática, à autonomia pedagógica e à comunidade escolar. A Frente Parlamentar vai continuar gritando e dando voz ao movimento do Instituto”, afirmou.

A presidente da Comissão do Restauro do Instituto de Educação, Maria da Graça Morales, destacou que o novo desenho da escola difere daquele projetado pelo governo do Estado em 2014. “Não houve debate e participação da comunidade escolar, secretarias estaduais e órgãos do patrimônio na sua elaboração. Sempre defendemos o projeto construído e aprovado pela comunidade, que é de cem por cento escola pública. A Frente vai aprimorar o debate público junto À  sociedade e o estado. Será a nossa ferramenta de mobilização política”.

CPERS defende o projeto aprovado pela comunidade escolar

O Movimento em Defesa do Instituto de Educação, que congrega diversas entidades e representações sociais, entre elas o CPERS, defende a permanência da instituição como 100% escola pública, sem alterações no projeto original, pois contempla os espaços para a função escolar e prevê áreas de tecnologia, ciência, esportes, cultura, inclusão, acessibilidade, segurança, climatização e, principalmente, as vagas previstas aos estudantes.

“É direito dos educadores e dos educandos retornar para o prédio histórico do Instituto de Educação, com todos os espaços em plenas condições e de acordo com o projeto aprovado pela comunidade escolar. O governo precisa respeitar essa escolha”, observou a tesoureira e diretora da Comissão de Educação do CPERS, Rosane Zan.

“A precariedade das escolas públicas é intencional, pois o governo quer sucatear para vender para a iniciativa privada. O Museu que queremos no Instituto é a escola viva e funcionando plenamente. Eles combinaram que vão nos matar no cansaço e nós combinamos que vamos resistir”, destacou o presidente da CUT/RS, Amarildo Cenci.

A presidente do Conselho Escolar do Instituto, Ceniriane Vargas, afirmou que a posição do grupo é a de não recuar do projeto aprovado pela comunidade. “Não aceitaremos recuar nenhum milímetro, pois construímos um projeto que torna o Instituto uma escola do futuro com toda a estrutura necessária e valorizando os educadores e os educandos. Hoje, nossa escola, que já foi referência, é um símbolo do descaso do atual governo”, lamentou.

Integrantes do Conselho Escolar e do Grêmio Estudantil do Instituto, as alunas Andréa Beltrão da Silveira e Laura Gomes Oliveira de Souza, expressaram a esperança de ver a instituição restaurada. “Nos sentimos muito honradas em representar os alunos do passado, do presente e do futuro do Instituto de Educação. Nossos professores enchem os olhos de lágrimas quando lembram da história do Instituto. E nós, como futuras educadoras, queremos o respeito a nossa instituição e queremos voltar para o nosso prédio de origem com todas as condições”.

O CPERS seguirá atento e mobilizado para fazer a luta necessária para que o Instituto de Educação retorne ao seu prédio original, restaurado conforme a vontade da comunidade escolar e oferecendo o que é de direito dos estudantes e educadores(as): uma educação pública de qualidade!

Fotos: Celso Bender/Assembleia Legislativa RS

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Seguindo com o compromisso de levar à categoria a fundamental reflexão sobre a importância do voto para mudar o cenário de descaso com os educadores(as) e a educação pública, a #CaravanaPelaDemocracia esteve, nesta quarta-feira (24), nos núcleos de Bento Gonçalves (12º Núcleo), Palmeira das Missões (40º Núcleo) e Rio Grande (6º Núcleo).

Ao conversar com professores(as) e funcionários(as) das escolas visitadas, os dirigentes estaduais e regionais do Sindicato também evidenciaram a importância da mobilização da categoria contra a retirada de direitos, aprofundada nos últimos governos.

Além disso, ao fazer a análise da conjuntura política atual, os representantes do Sindicato ressaltaram como primordial conhecer os projetos em disputa e verificar quem defende os educadores(as) e prioriza a educação pública.

“Precisamos fazer uma reflexão sobre o poder que o nosso voto tem, mas, principalmente, fazer uma avaliação se a forma como nós temos vivido nos últimos tempos nos serve. Precisamos refletir se existe uma outra opção. Chegamos até aqui graças a luta e a resistência, não podemos desistir”, destacou o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt.

Saratt visitou escolas de abrangência do 40º Núcleo (Palmeira das Missões), acompanhado do diretor Joel da Silva Oliveira e as educadoras, Maria de Lourdes, Marisa Konig, Sergia Andreia Amaral, Lucia Ribas, Neuza Lopes e Darleni Frolich.

Na EEEM São João Batista, de Novo Barreiro, a #CaravanaPelaDemocracia foi recebida com uma roda de conversa, onde os professores(as) e funcionários(as) da instituição debateram sobre o futuro da educação e a necessária valorização dos educadores(as).

A diretora da escola, Daniela Sganzerla, ressalta que nesse período eleitoral todos amam a educação, mas é preciso comparar o discurso e a prática. “Nesse ano recebemos uma verba para reformas e a nossa escola está ficando muito bonita, mas é muito fácil a gente se iludir. A nossa escola está bonita porque a gente faz festa para arrecadar dinheiro, porque as famílias colaboram, porque nós colaboramos, porque se a gente depender do que o governo normalmente a realidade seria outra.”

No diálogo com os educadores(as) das escolas de Bento Gonçalves (12º Núcleo), o vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, chamou a atenção para o desrespeito à carreira e ao futuro da categoria. “Além do governo Leite/Ranolfo que nos ataca, temos hoje na Assembleia Legislativa 42 deputados que votam contra a educação e os educadores. Somente 13 deles votam conosco. Temos que ter conscientização coletiva para mudar esse cenário político.”

Acompanharam as visitas no 12° Núcleo, os educadores(as) Leonildo da Luz de Moura, Elda Maria Borille  Falcade, Katiuska Izaguirry Marçal e Terezinha Tureck.

Durante a passagem da Caravana, os dirigentes do Sindicato destacam a importância de fortalecer a luta para defender os direitos históricos de professores(as) e funcionários(as) de escola. Compreendendo a importância de intensificar as mobilizações, a merendeira Maria Cristina Rodrigues Fernandes filiou-se ao CPERS. “Todo funcionário de escola tem que se associar, seja ele concursado ou contratado, pois é o sindicato que defende e protege os trabalhadores”, destacou.

Escola em Rio Grande aguarda há quatro anos por reparos no piso das salas de aula

Três salas de aula interditadas, duas funcionando em situação precária, salão e biblioteca interditados parcialmente. Essa é a situação verificada na EEEF Marechal Emílio Luiz Mallet, em Rio Grande, pela Caravana.

O diretor da instituição, William Rocha, explica que os problemas ocorrem no piso desses locais. “Estão bastante danificados, é piso em parquet. O chão das salas ficou com buracos, pois o parquet soltou”, relata.

De acordo com ele, em 2019 o governo licitou uma obra emergencial. O valor total estava na ordem de aproximadamente R$ 270 mil e contemplava a substituição total ou parcial do piso de oito salas de aula, da biblioteca e do salão da escola, além da reforma dos banheiros masculino e feminino, a substituição de janelas de algumas salas de aula e o reparo na caixa d´água.

A empresa licitada iniciou a obra em janeiro de 2019 e tinha o prazo de três meses para concluir. “Em um mês de obras, apenas substituíram o forro dos banheiros, que em seguida caiu, e retirou o piso antigo das salas. Em algumas foi feito o contrapiso, outras sequer isso. E logo após abandonaram”, explica, salientando que o governo levou mais dois anos para romper o contrato com a empresa.

No ano passado, após o rompimento do contrato, o estado licitou mais três empresas, porém nenhuma quis assumir a reforma.

Esse ano a Coordenadoria Regional de Obras Públicas (CROP) foi até a escola e fez um relatório sobre a situação atual. “No documento eles afirmam que a escola necessita de cuidados urgentes, mas não emergenciais. É um absurdo. Já perdemos alunos e fecharam turmas em função dessa situação de precariedade”, expõe o diretor.

“Indignação e tristeza, é isso que sinto ao ver a escola nessas condições e não ter muito o que fazer, pois são coisas que fogem da alçada da direção da escola que tenta fazer o possível com aquilo que entra de recursos mensalmente. Isso afeta também a auto estima de quem atua diariamente na escola, professores, funcionários, estudantes e comunidade escolar em geral”, desabafa.

“Passa o tempo e as escolas continuam com obras paradas e em situação cada vez pior, pois não há uma ação efetiva por parte do governo para sanar os problemas”, indigna-se a diretora do CPERS, Carla Cassais, que esteve na escola acompanhada da tesoureira do Sindicato, Suzana Lauermann. Elas estiveram em outras instituições da região acompanhadas do diretor do Núcleo, Cledir Lopes, da vice-diretora, Andréa Nunes da Rosa, Sirlei Nunes de Nunes e as educadoras representantes dos aposentados do Núcleo, Arlete Rosa, Isabel Veleda e Gilda Amaral.

O Sindicato seguirá acompanhando a situação da instituição e atuando nas instâncias necessárias para que as obras sejam retomadas e finalizadas o quanto antes.

A #CaravanaPelaDemocracia segue até o dia 9 de setembro em defesa da educação. No dia 13, o CPERS realiza um grande ato, em Porto Alegre, com aposentados(as), funcionários(as) de escola e professores(as) para apontar que é preciso um novo caminho para o Rio Grande do Sul e para o Brasil.

Clique aqui e confira o roteiro das próximas semanas. Organiza teu núcleo, chama os colegas e vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação.

>>Confira as escolas visitadas nesta quarta-feira:

>Bento Gonçalves (12º Núcleo):

CE Dona Isabel (Bento Gonçalves)

EEEF Carlos Dreher Neto (Bento Gonçalves)
EEEM Onze de Agosto (Nova Prata)

EEEF Carlos Barbosa (Carlos Barbosa)
EEEM Dante Grossi (Garibaldi)
IEE Tiradentes (Nova Prata)
CE Padre Colbachini (Nova Bassano)

>Rio Grande (6 Núcleo):

EEEM Bibiano de Almeida

EEEF Marechal Emílio Luiz Mallet

EEEM Roberto Bastos Tellechea

EEET Getúlio Vargas

EEEF Barão de Cêrro Largo

EEEF Almirante Tamandaré

>Palmeira das Missões (40º Núcleo):

IEE Borges do Canto

EEEF Cacique Neenguiru

EEEF CIEP

EEEB Palmeira das Missões (Polivalente)

EEEF Professora Carimela Puglieli Bastos

EEEF Antonio de Souza Neto – Gleba

EEEF Erci Campos Vargas

EEEM Lucila Nogueira (Boa Vista das Missões)

EEEM São João Batista (Novo Barreiro)

EEEM Dr. Aldo Conte (Sarandi)

EEEB Antonio João Zandoná (Barra Funda)

 

 

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A educação é uma das principais pautas em todas as eleições, porém, passado o pleito eleitoral, não é isso que acontece em grande parte dos poderes executivos e parlamentos do Brasil. Pelo contrário! A escola pública e seus trabalhadores/as são atacados diuturnamente. Cortes de verbas deixam milhares de crianças e jovens sem escola de qualidade e a desvalorização dos profissionais da educação – aliada às políticas de privatização e mercantilização do ensino público – comprometem a oferta pública educacional.

A CNTE e seus sindicatos filiados lutam em defesa da escola pública e de seus profissionais. Também defendem a democracia, o Estado de Direito e a Constituição Federal, que têm sido vilipendiados nos últimos tempos. E é com base nesses princípios que apresentamos às comunidades escolares algumas pautas centrais de interesse da educação pública e de seus profissionais, para que sejam debatidas nas escolas e na medida do possível com os próprios candidatos e candidatas à Presidente/a, Governador/a, Senador/a e Deputados/as Federais e Estaduais.

Inspirados em Paulo Freire, patrono da educação brasileira, façamos das eleições 2022 um espaço de conquistas e de escolhas de representantes comprometidos com a Escola Pública, Gratuita, Democrática, Emancipadora, Popular, Laica, de Qualidade Social e para Todos/as!

O QUE DEFENDEMOS

» Escola inclusiva, integral na etapa obrigatória (4 a 17 anos) e para todos/as, sem preconceitos e discriminações de quaisquer ordens, com atenção especial às pessoas com deficiência, aos analfabetos literais, aos jovens e adultos que não completaram a educação básica (cerca de 80 milhões de pessoas), às mulheres, às populações negra e LGBTQIA+ e às comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas e do campo.

» Gestão Democrática e Currículo emancipador, humanístico e voltado à profissionalização e ao acesso de todas as classes sociais à universidade pública e gratuita, respeitando-se as políticas de cotas como forma de combater as históricas desigualdades de classe, de raça e de gênero no Brasil.

» Cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação – PNE e dos respectivos planos estaduais e municipais, quase todas ignoradas pelas políticas ultraneoliberais, sobretudo pela Emenda Constitucional nº 95 (Teto de Gastos Sociais) e pela desvinculação do Fundo Social do Pré-sal, que retiram recursos da educação e de outras políticas públicas.

» Financiamento compatível para todos os níveis, etapas e modalidades da educação (meta 20 do PNE), com imediata aprovação do Sistema Nacional de Educação, do Custo Aluno Qualidade e da Política Nacional de Avaliação da Educação Básica, com foco nas experiências escolares, nos níveis socioeconômicos dos estudantes e nas condições de trabalho nas escolas.

» Cumprimento integral da lei do Piso do Magistério (valor e jornada extraclasse), da Formação Inicial e Continuada (Decreto nº 8.752/2016) e regulamentação do Piso Nacional para os Profissionais da Educação e das Diretrizes Nacionais de Carreira para professores/as, especialistas e funcionários/as da educação, à luz do art. 206, V e VIII da Constituição Federal e das metas 16 a 18 do PNE.

O QUE NÃO DEFENDEMOS

» Cortes e contingenciamentos orçamentários que impedem os investimentos nas escolas, institutos federais e universidades públicas. Entre 2015 e 2021, o MEC e o FNDE perderam cerca de 40 e 30 bilhões de reais, respectivamente, e o repasse de verbas ficou condicionado a práticas antirrepublicanas. Por isso a CNTE é a favor da CPI do MEC!

» Gestão privada de escolas públicas e a transferência de recursos públicos para instituições particulares, como ocorre na antirreforma do Ensino Médio e na recente alteração do FUNDEB. São medidas que beneficiam agentes privados e desresponsabilizam os gestores públicos e que no longo prazo reduzirão o número de escolas públicas e seu corpo funcional, afetando a escolarização dos mais vulneráveis. Defendemos recursos públicos para a educação pública!

» Reforma do Ensino Médio que transfere dinheiro e matrículas das escolas públicas para a rede privada, esvazia o currículo, estimula a demissão e/ou remoção de professores e funcionários das escolas, restringe o acesso de milhares de jovens das classes populares ao ensino superior e não garante a oferta de todos os itinerários formativos aos estudantes na maioria das escolas do país

» Militarização de escolas públicas que compromete a gestão democrática, a pluralidade do ensino, o trabalho pedagógico emancipador e o acolhimento humanizado. Além de não melhorar os índices de violência dentro e no entorno das escolas, a militarização expõe a comunidade escolar a perseguições, assédios, agressões e evasão de estudantes “não desejáveis” pelos padrões militares. A pedagogia é ciência e profissão e a escola pública é direito de todos!

» Educação Domiciliar (homeschooling) e Lei da Mordaça (“Escola sem Partido”). Ambas agem contra a liberdade de aprender, ensinar e o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas assegurados na Constituição. O Homeschooling expõe crianças à violência e à desprofissionalização pedagógica e a Mordaça tenta eliminar temas curriculares sobre gênero, orientação sexual e inúmeros preconceitos que geram violência e exclusão sociais. Pela reformulação da BNCC e sua correta adequação aos currículos escolares.

» Reforma Administrativa (PEC 32/2020) com privatização dos serviços públicos. A proposta admite a gestão direta de todas as escolas por entidades e empresas privadas, inclusive a contratação de pessoal sem concurso público e sem acesso aos planos de carreira. Também possibilitará a demissão em massa dos atuais servidores estáveis. Trata-se de um projeto que destruirá os serviços públicos e prejudicará o atendimento básico à maioria da população.

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda” – Paulo Freire.

-> Acesse o arquivo completo em PDF clicando aqui

-> Acesse o arquivo para impressão clicando aqui

Fonte: CNTE

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A partir desta quarta-feira (24), os usuários do IPE Saúde terão acesso ao Portal do Segurado. A solução integra uma ampla reformulação dos serviços digitais, que envolve desde mudanças no site até novas ferramentas para agilizar processos.

A diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador e representante do CPERS no Conselho de Administração do IPE Saúde, Vera Lessês, destaca que essa era uma reivindicação dos representantes classistas no Conselho. “Essa era uma de nossas solicitações, para que houvesse uma melhoria nos canais de comunicação  entre os segurados e o IPE SAÚDE.  Isso tanto no atendimento via telefone quanto no online.  É fundamental facilitar o acesso das pessoas e a agilidade  no atendimento  por parte do próprio Instituto”, frisa a diretora.

O primeiro serviço oferecido no novo formato é a Habilitação do Segurado, o passo inicial para contar com a assistência do IPE Saúde. O processo, que até então envolvia preenchimento de formulários e envio de documentação digitalizada pelo site (sem a geração de protocolo de controle do atendimento), passa a ser simplificado, feito integralmente pelo usuário com a validação do CPF por meio da integração com o portal gov.br. Também será possível realizar o acompanhamento das solicitações e responder a uma pesquisa de satisfação do atendimento digital.

As funcionalidades incluem ainda acesso à consulta detalhada dos planos com carências, dados sobre o grupo familiar, histórico médico e informações sobre a situação do cartão IPE Saúde. O objetivo é que, em breve, outros serviços, como habilitação de dependentes e solicitações de reembolso, contem, também, com as novas funcionalidades.

Melhoria dos serviços digitais

Outras ações com foco na maior eficiência dos serviços digitais também estão em curso, entre elas, reformulações no site e desenvolvimento de novas ferramentas. No início de agosto, foi realizado o HackaTech, uma maratona de mais de 12 horas de programação com a participação de alunos do Senac Tech e do Senac Saúde, com foco em criar soluções para o IPE Saúde.

Atualmente, além dos serviços disponibilizados pelo Atendimento Digital, os usuários podem recorrer à Central de Atendimento Telefônico e aos postos de atendimento presencial em Porto Alegre e no interior, por meio do Programa Facilitadores. Mais informações sobre os canais de atendimento podem ser obtidas no site (https://ipesaude.rs.gov.br/atendimento).

O CPERS segue na luta em defesa do IPE Saúde público e de qualidade, para que haja a garantia de atendimento a todos os segurados(as) e dependentes e que os profissionais credenciados sejam valorizados e atendam de acordo com as normas do Instituto, garantindo a saúde dos segurados(as).

Fonte: IPE Saúde

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A maior crise sanitária do século jogou luz e ampliou as desigualdades no ensino público no Brasil. Escolas fechadas, evasão escolar, problemas de aprendizagem, falta de estrutura nas escolas, queda nas matrículas e saúde emocional de alunos/as e professores/as abaladas são alguns dos problemas que a educação pública brasileira enfrenta.

De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Datafolha, em janeiro, 4 milhões de estudantes abandonaram a escola durante a pandemia. As principais motivações foram a dificuldade do acesso remoto às aulas e problemas financeiros, em que os alunos que lideraram a taxa de abandono pertenciam às classes D e E.

Além disso, um em cada quatro brasileiros não têm acesso à internet, representando cerca de 46 milhões de pessoas, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC), de 2018. Durante dois anos de pandemia de Covid-19, 38 milhões de alunos de escolas públicas enfrentaram 287 dias de escolas fechadas entre 2020 e 2021, segundo o Inep. A média equivale a quase um ano letivo e meio.

A professora de história da rede municipal de Maracanaú, município do estado do Ceará, que fica a 24 km da capital Fortaleza, Nivia Marques Monteiro, vivenciou esse drama de perto. “Muitos alunos não conseguiram acompanhar as aulas remotamente, a gente teve uma evasão muito grande por muitas questões (…). Aqui, a desigualdade social é grande e tinha alunos sem equipamentos para estudar, sem materiais, e daí muitos deles se afastaram da escola”, conta.

O município foi um dos últimos do estado a voltar às aulas presenciais devido aos muitos problemas estruturais nas escolas, adequação dos protocolos sanitários e escolas não padronizadas. O resultado foi muita defasagem de aprendizagem e problemas de evasão nas escolas.

O que a professora relata é comprovado pelo levantamento do jornal Folha de S. Paulo que aponta que o fechamento de escolas na pandemia em 2020 derrubou em 72,5% o aprendizado esperado.

Os dados da rede estadual paulista mostram ainda que o risco de abandono cresceu 365% durante o período em que as escolas ficaram fechadas e a falta de aulas presenciais fez esse risco médio crescer no mínimo 247% (ou seja, mais que triplicar), mesmo em cidades em que a pandemia foi mais leve.

Para Nivia, que também é secretária de políticas de gênero do Sindicato Unificado dos Profissionais em Educação no Município de Maracanaú (Suprema), o atraso nas tomadas de decisões da prefeitura, que cortou vários benefícios dos professores/as, levou docentes e estudantes a terem problemas físicos e emocionais.

“O ano de 2020 foi bem difícil aqui em Maracanaú porque quando veio a pandemia a gente teve um atraso grande em tomar uma decisão. As escolas foram fechadas, mas demorou a pensar como seria o ensino remoto e ficou todo mundo ansioso e confuso com o que estava acontecendo”, completa.

O documentário “Desconectados”, com pré-estreia agendada para esta semana, mostra histórias de como foi viver este isolamento, na voz dos que viveram na pele o que milhares de outras famílias passaram durante a crise sanitária.

Prejuízos para toda sociedade

A falta de coordenação do MEC do governo federal e a ausência de apoio para as prefeituras e estados levou o período sem aulas presenciais à desigualdade na oferta do ensino remoto, que esbarrou em problemas estruturais, como a falta de conectividade de rede de internet. Menos da metade dos estudantes brasileiros (39%) tiveram acesso às aulas de reforço durante o isolamento provocado pela pandemia, o que intensificou a desigualdade educacional.

“São prejuízos para toda sociedade e com certeza para a educação, que é uma parte fundamental do desenvolvimento do nosso país, sofreu muito porque não houve um investimento adequado durante e depois da pandemia”, afirma Ieda Leal, professora e secretária de Combate ao Racismo da CNTE.

Para ela, a educação está numa situação caótica porque houve perdas irreparáveis de colegas de trabalho, alunos que desapareceram na pandemia e famílias que foram devastadas. Segundo os dados da “Educação na perspectiva dos estudantes e suas famílias”, realizada pelo Datafolha, por outro lado, os alunos que tinham aulas online antes da pandemia foram menos prejudicados pelo fechamento das escolas, tanto no risco de abandono quanto na perda de aprendizagem.

“A pandemia aumentou a miséria, a desigualdade social e, de quebra, a desigualdade escolar. Se a gente não tem a condição normal de aprender, perdemos essa possibilidade e serão anos para retornar. Precisamos fazer um esforço para enfrentar essa disparidade entre alunos que conseguiram acompanhar remotamente com internet, aparelho celular, e tivemos alunos que não acompanharam porque tiveram problema de sinal e de energia”, finaliza a dirigente.

Como a reportagem da CNTE já mostrou, os desafios e esforços de estudantes, famílias e educadores no pós-pandemia ainda são grandes. Pelo país, professores e alunos sofrem com a ansiedade, depressão e outros problemas relacionados à saúde mental, principalmente com retorno das aulas presenciais, depois de dois anos de pandemia, e problemas estruturais nas escolas.

Foto destaque: Rovena Rosa/Agência Brasil
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