Na última quarta-feira (21), o CPERS lançou o ‘Radar da Situação das Escolas Estaduais’para identificar a real condição da rede estadual neste início de ano letivo. Até o fechamento desta matéria, nesta terça-feira (27), 200 instituições já haviam respondido ao questionário, o que representa aproximadamente 8,5% do total de escolas estaduais do Rio Grande do Sul.
Os dados preliminares permitem vislumbrar o que o CPERS vem denunciando todos os dias: as escolas estaduais estão bem longe da realidade vendida pelo governo Eduardo Leite (PSDB). O que percebemos é um quadro caótico, acusando falta de recursos humanos, problemas estruturais graves e ameaças de fechamento.
O levantamento contabiliza até o momento, por exemplo, a falta de 622 educadoras(es) entre professoras(es), funcionárias(os) e especialistas. A carência mais expressiva de recursos humanos refere-se às(aos) agentes educacionais: faltam 272 profissionais para atuar em áreas como merenda, manutenção, administrativo e limpeza.
Já a falta de professores(as) em sala de aula chega a 191. Os especialistas – professores(as) que atuam em áreas como supervisão, orientação escolar, administração e biblioteca -, representam outra grande lacuna. Faltam 159 nas escolas que preencheram o formulário.
Dentre as respostas, 99 indicaram problemas estruturais como elétricos, hidráulicos, muros caindo, obras inacabadas ou atrasadas, entre outros.
Os dados – ainda preliminares – do Radar do CPERS, assim como os do Censo Escolar de 2023, divulgado pelo INEP na última quinta-feira (22), comprovam o fracasso do projeto educacional do governo Leite (PSDB) e confirmam que as melhorias na oferta da educação pública no Rio Grande do Sul ainda deixam a desejar. A luta do CPERS por melhores estruturas, valorização do ensino e das educadoras(es), tem respaldo científico e estatístico e seguirá com força ao longo de 2024!
O formulário permanece aberto até o dia 21 de março para que mais escolas relatem a sua situação. Os dados serão compilados e utilizados para divulgar a real dimensão dos problemas da rede estadual de educação.
>> Levantamento parcial das respostas até 27/02/2024:
> 262 respostas; > 200 escolas; > 117 municípios; > Faltam de 191 professoras(es); > Faltam 272 funcionárias(os) de escola; > Faltam 159 especialistas; > 99 escolas apontam problemas estruturais; > Principais problemas relatados: elétricos, hidráulicos, muro ou telhado caindo, obras atrasadas ou inacabadas, entre outros; > Outras necessidades, desafios ou problemas identificados na pesquisa:
> Ameaça de Fechamento da Escola: 13 > Fechamento de Turno: 04 > Fechamento de Turma: 11 > Encerramento de turmas da EJA: 07 > Enturmação: 05 > Multisseriação: 16 > Biblioteca inexistente ou fechada: 40 > Laboratório de informática inexistente ou fechado: 36 > Falta de insumos básicos (limpeza, higiene, manutenção): 12 > Merenda insuficiente ou inadequada para o n.º de estudantes: 17
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Demora nos agendamentos, cobranças indevidas, descredenciamento de médicos(as), diminuição da oferta na capital e no interior e desrespeito e assédio com associados(as). Estas foram apenas algumas das denúncias apresentadas por representantes da direção estadual do CPERS, em reunião realizada na manhã desta terça-feira (27) com o diretor-presidente do IPE Saúde, Paulo Oppermann.
O encontro, solicitado pelo Sindicato, foi realizado na sede do Instituto na capital e ocorre após as mudanças impostas pelo governo Eduardo Leite (PSDB) e sua base aliada na Assembleia Legislativa, que aprovaram a reforma da autarquia em junho de 2023, levando ao aumento das alíquotas das(os) servidoras(es) e a taxação de seus dependentes. Porém, o discurso vendido para a sociedade por Leite e pela grande mídia, de que o acréscimo nas contribuições qualificaria os serviços oferecidos, não se sustenta e a realidade prova o contrário diariamente.
Durante a reunião, os diretores do CPERS apresentaram uma série de situações preocupantes, tanto da categoria como pessoais, que comprovam os problemas acima relatados. A presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, destacou a luta empenhada pelas(os) educadoras(es) e a Frente dos Servidores Públicos (FSP-RS) pela manutenção da qualidade do IPE Saúde.
“Fizemos uma intensa mobilização alertando que os problemas não seriam resolvidos com o aumento da contribuição. Agora, o mínimo que exigimos é dignidade para estes servidores, que após uma vida contribuindo não conseguem atendimento ou têm que pagar preços por fora para garantir a sua saúde e a de seus familiares”, expôs a presidente.
“Precisamos evitar que os médicos façam os absurdos que estamos denunciando. Esta reunião de hoje é para saber como o IPE Saúde irá superar esses problemas, para que os segurados tenham atendimento adequado”, exigiu Helenir.
A direção do Sindicato também manifestou preocupação com relação aos hospitais que ameaçam suspender o atendimento às(aos) seguradas(os) do IPE Saúde. O diretor-presidente do Instituto, Paulo Opermann, garantiu que, ao contrário do que as entidades médicas afirmam, a tabela de remuneração e os pagamentos efetuados às entidades e aos médicos(as) estão em dia.
“Precisamos apresentar a realidade dos fatos. Nos últimos dias estamos sendo bombardeados com diversas distorções e aqui poderemos dissecar o que realmente está acontecendo. As dificuldades do nosso instituto são conhecidas, por isso estamos nos colocando à disposição para responder o que for possível e fazer com que a relação melhore. Os resultados de algumas ações que estamos implementando custam a aparecer, ainda mais em uma autarquia responsável pela saúde de quase um milhão de pessoas”, garantiu Paulo.
Vera Lessês, diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador(a) do CPERS e representante do Sindicato no Conselho de Administração do IPE Saúde, reforçou a importância do Instituto para professoras(es) e funcionárias(os) de escola, tanto ativas(os) como aposentadas(os).
“Tudo o que ouvimos aqui nesta reunião reforça o que cobramos incessantemente na mesa do Conselho. Resistimos às mudanças das alíquotas por saber da situação de miserabilidade da categoria, agora que aumentou, precisamos retomar a qualidade que o IPE Saúde tinha quando grande parte dos servidores ingressou no estado”.
Ao fim do encontro, os representantes do Sindicato reforçaram que permanecerão atentos e vigilantes aos desdobramentos da disputa entre IPE Saúde, médicas(os) e entidades que prestam o atendimento à categoria.
No dia 22 de março, o CPERS e a Frente dos Servidores Públicos realizarão um grande ato, a partir das 9h, em frente à sede do Instituto em Porto Alegre, para exigir qualidade nos serviços. Não permitiremos que as manifestações e articulações dos empresários da saúde resultem em perdas e precarização ou, como indica a cartilha neoliberal, na privatização do IPE Saúde.
Também participaram da reunião, representando o CPERS, o 2° vice-presidente, Edson Garcia, a tesouraria-geral, Rosane Zan, as(os) diretoras(es) Glaci Weber, Juçara Borges, Cássio Ritter e Sandra Régio, o representante do Sindicato no Conselho de Administração do IPE Saúde, Antonio Andreazza, e o advogado da assessoria jurídica da entidade, Marcelo Fagundes.
Em celebração ao mês das mulheres – comemorado em março -, a 22ª edição da Revista Mátria da CNTE chega com mais uma publicação recheada de histórias inspiradoras. São 84 páginas com reportagens e artigos especiais sobre política, direitos, desafios, trabalho e as atuais perspectivas para as mulheres brasileiras. Em homenagem à principal idealizadora desta publicação anual, a Mátria de 2024 traz na capa Raquel Guisoni. Ex-secretária de Relações de Gênero da Confederação, Raquel é dona de um grande legado na defesa da educação pública, tendo sido voz ativa na defesa da igualdade de gênero e na luta sindical.
“A Mátria é uma revista muito aguardada para o mês de março e ela tem uma construção sempre muito cuidadosa. Nesta edição, temos algo especial que é a nossa homenagem à Raquel Guisoni. Junto a outras mulheres, ela foi responsável por consolidar uma política importante voltada para a igualdade de gênero na Confederação”, destaca a atual secretária de Relações de Gênero e coordenadora do projeto, Berenice Darc.
Além de um olhar cuidadoso sobre as questões de gênero, raça e sexualidade, Mátria trata das perspectivas sobre a pluralidade da mulher com vistas a um projeto educacional.
“Aborda, principalmente, essa possibilidade da gente construir políticas públicas afirmativas para as mulheres, olhando o contexto da pluralidade, da religiosidade, das diferenças culturais, de raça e de todas as mulheres brasileira. Tem esse olhar de esperança para que a gente fortaleça o processo democrático no país, cuidando das nossas mulheres, uma vez que o Brasil é, desde muito tempo e até hoje, um dos países que mais mata mulheres”, salienta Berenice.
Nos próximos dias, todas as entidades filiadas à CNTE receberão a edição impressa da Revista Mátria. A partir da sexta-feira, 1 de março, todas as matérias estarão disponíveis para leitura no site da CNTE. Já a versão em PDF para leitura online da Revista Mátria já está disponível para download.
Na tarde desta segunda-feira (26), representantes da direção estadual do CPERS e da Secretaria de Educação do RS (Seduc) reuniram-se para a primeira reunião do ano letivo de 2024. O encontro, realizado na sede da Seduc em Porto Alegre, tinha o objetivo de expor as demandas que chegam até o Sindicato e debater outros temas relevantes para a educação pública estadual.
Dados extremamente preocupantes do Censo Escolar 2023, denúncias de assédio nas escolas estaduais, questões pedagógicas e a situação de miserabilidade da categoria foram alguns dos pontos debatidos no encontro.
Na abertura, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, entregou à secretária de Educação do Estado, Raquel Teixeira, uma cópia do estudo realizado pelo Dieese com os dados do Censo Escolar 2023. As informações apresentadas confirmam o que o Sindicato vem denunciando diariamente: os “avanços na educação pública” propagandeados pelo governo Eduardo Leite (PSDB) não se sustentam estatisticamente.
“Me entristece muito ver a situação atual da educação pública no nosso estado, este estudo do Dieese reafirma tudo o que a gente vem criticando nesse governo. A redução sistemática do papel do Estado na garantia do acesso à educação está precarizando cada vez mais o trabalho e o dia a dia nas escolas e, consequentemente, levando a educação pública gaúcha a patamares desastrosos”, denunciou a presidente do Sindicato.
A secretária recebeu o documento, mas afirmou que as pessoas responsáveis pela análise dos dados na Seduc não estavam presentes na reunião e o tema seria debatido em outro momento.
Outro ponto de extrema importância foi a questão salarial da categoria. Mesmo que o tema não seja de incumbência da Seduc, os representantes do Sindicato fizeram questão de sinalizar para Raquel que ainda aguardam o chamado do governador Eduardo Leite (PSDB), para reafirmar a luta da educação por salários justos para todas(os) as(os) profissionais que atuam nas escolas estaduais e também para aquelas(es) que já se aposentaram.
Foi destacado ainda, que em função dos baixos salários muitas(os) educadoras(es) acabam adoecendo e se submetendo a condições vis de trabalho por medo de perder o pouco salário que tem. Os baixos salários também justificam a baixa procura e o pouco interesse pelas profissões educacionais.
“Essa situação de miserabilidade está adoecendo a nossa categoria. Em sua grande maioria, nossos colegas precisam sortear quais contas pagar no fim do mês e eu não posso aceitar que se trate os aposentados como segunda linha. Nós conquistamos o que conquistamos em razão de quem veio trilhando o caminho até aqui”, reforçou Helenir.
>> Confira abaixo os principais temas abordados na reunião desta segunda (26):
> Frente Parlamentar contra a Doutrinação do Ensino: os representantes do Sindicato apresentaram uma denúncia recebida pelo CPERS de que a Frente, lançada em novembro de 2023 pelo deputado estadual Capitão Martim (Republicanos) e que tem o objetivo de “frear a doutrinação no ensino” nas escolas e universidades, está inserindo pessoas nas escolas do estado para impedir o debate de temas como política de gênero, questões ligadas à diversidade e o racismo, algo que vai contra temas que a própria Seduc vem orientando para o trabalho em sala de aula. A secretária garantiu que irá verificar a situação, visto que a Seduc não foi informada sobre tal “vistoria” nas escolas.
> Pressão para o aumento da carga horária: o CPERS também denunciou situações de pressão que educadoras(es), que possuem 20h, estão sofrendo por não aceitarem o aumento da carga horária para 40h. O Sindicato recebeu diversas denúncias nesse sentido, com algumas chegando ao extremo de orientações por exoneração das(os) servidoras(es). O Sindicato exigiu o cumprimento do acordado ainda no ano passado, pelo fim das demissões de educadoras(es) contratadas(os) por esta razão. A orientação da Seduc é a de que, nas escolas de tempo integral, permaneçam aquelas(es) que podem ficar 40h, quem não tem essa opção, pode ser deslocado para outra instituição. A secretaria também vai analisar casos de municípios que possuem somente uma escola estadual e a mesma teve a carga ampliada.
> Sobrecarga de trabalho das(os) funcionárias(os) de escola: durante o encontro, o CPERS também cobrou a urgência da realização do Concurso Público para as(os) agentes educacionais, que enfrentam uma sobrecarga desumana, principalmente nas escolas de grande porte.
> Situação das EJAs e Neejas: ainda com base nos dados do Censo Escolar 2023, o Sindicato cobrou da Seduc atenção à situação cada vez mais precária da Educação de Jovens e Adultos no RS. Com diversos casos de fechamento ou não abertura de turmas, a oferta dessa modalidade está cada vez mais nas mãos da iniciativa privada, impedindo o acesso universal a uma educação pública de qualidade.
> Não abertura de turmas do 1° ano: o Sindicato também apresentou evidências de escolas sem oferta de turmas do primeiro ano do Ensino Fundamental, mesmo que as insituições apresentem demanda e até listas de espera nesta modalidade. A prática de fechamento ou não oferta de turmas vai de encontro a política de municipalização, que avança a passos largos no governo Leite (PSDB).
A anistia das greves de 2017 e 2019, que ainda não foi lançada no RHE, o desconto do INSS das(os) contratadas(os) e o pedido de liberação da categoria para participação na Assembleia Geral do CPERS, que será realizada dia 22 de março na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre, entre outros temas, também entraram na pauta.
O CPERS seguirá na pressão e na espera de respostas rápidas sobre as demandas apresentadas.
Além da presidente, participaram da reunião representando o CPERS o 1° vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, o 2° vice-presidente, Edson Garcia, a secretária-geral, Suzana Lauermann, a tesouraria-geral, Rosane Zan, e os diretores(as) Amauri Pereira da Rosa, Sonia Solange Viana, Carla Cassais, Sandra Régio, Juçara Borges e Vera Lessês. O advogado da assessoria jurídica da entidade, Marcelo Fagundes, e a economista do Dieese, Anelise Manganelli, também estavam presentes.
Dirigentes do CPERS participaram, na última semana, da Jornada Latino-Americana e Caribenha de Integração dos Povos, realizada em Foz do Iguaçu, no Paraná. O evento, que reuniu lideranças políticas e sociais de 15 nações, entre os dias 22 e 24 de março, tinha como objetivo discutir soluções e caminhos para ampliar a aproximação entre os países do continente.
Diversas conferências e debates foram realizados, que culminaram em uma carta aos povos pela integração da América Latina e do Caribe, defendendo a soberania das nações, um compromisso de trabalho e luta por um continente unido pela justiça ambiental, social, econômica e de gênero.
“Hoje nos reunimos novamente porque o desafio da unidade de nossos povos e de suas organizações é fundamental para deter uma extrema-direita que quer destruir nossas soberanias nacionais e populares para colocar nossos países a serviço do capital financeiro internacional e de suas corporações transnacionais. Também nos unimos para construir NOSSO projeto de integração soberana baseado na solidariedade e na complementaridade entre nossos povos”, diz um trecho da carta.
Os dias 2 e 8 de março, 17 de abril, 1º de maio, 5 de junho e 16 de outubro foram tirados no evento para que manifestações internacionais sejam realizadas em unidade. Além disso, foi definido que a grande Cúpula dos Povos, no âmbito da COP 30 no próximo ano, será realizada em Belém do Pará, no Brasil.
A Frente dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (FSP-RS), coletivo de entidades que reúne sindicatos e associações do serviço público estadual, publicou um manifesto em defesa do IPE Saúde, nesta sexta-feira (23). A nota foi divulgada após empresários da área da saúde solicitarem ao governador Eduardo Leite (PSDB) a suspensão do novo modelo de remuneração dos hospitais credenciados ao IPE Saúde, que entrará em vigor a partir de 1º de março.
A reforma do IPE Saúde levou ao aumento das alíquotas de contribuição dos(as) servidores(as) e seus dependentes, em prestações de serviços que permanecem precarizados. Enquanto isso, empresários da área da saúde continuam recebendo sua contrapartida em dia e nos valores de mercado, mas alegam em seus discursos que o instituto lhes paga pouco e de modo atrasado.
É o servidor(a) e o segurado(a) que estão pagando com sua própria vida por conta dessa situação! Não podemos permitir! Por isso, convocamos todos(as) a participarem do Ato em Defesa do IPE Saúde, no dia 22 de março, às 9h, em frente ao Instituto.
>> Leia a nota completa:
FRENTE DOS SERVIDORES PÚBLICOS EM DEFESA DO IPE SAÚDE PÚBLICO E DE QUALIDADE!
A Frente dos Servidores Públicos do RS – coletivo que reúne sindicatos e associações do serviço público estadual – manifesta sua posição diante das notícias de que os empresários da saúde solicitaram ao governador Eduardo Leite a suspensão do novo modelo de remuneração dos hospitais credenciados ao IPE Saúde, que entrará em vigor a partir de 1º de março.
Ano passado, alertamos toda sociedade gaúcha que a proposta do governador Eduardo Leite de reforma do IPE Saúde, aumentando as alíquotas de contribuição dos servidores e seus dependentes, em um cenário de retirada de direitos e congelamento salarial, além de representar uma grande injustiça, não era a saída para resolver a crise no IPE Saúde, e que o debate sobre mudanças que o instituto carece, precisariam, no mínimo, de um debate mais aprofundado.
Passados alguns meses, com relatos de que os serviços continuam precarizados, causa enorme preocupação o discurso dos empresários da saúde que o instituto lhes paga pouco e de modo atrasado, o que, no nosso entendimento, não se sustenta, vez que esses atores estão recebendo sua contrapartida em dia no valores de mercado. Estamos pagando alíquotas mais altas em um cenário de diminuição do nosso poder aquisitivo com serviços que não vêm sendo prestados com a qualidade prometida, essa é a realidade!
São muitos os gargalos responsáveis pela crise do IPE Saúde, o maior deles, sem dúvida, é o brutal congelamento dos vencimentos imposto aos servidores. As manifestações e articulações dos empresários da saúde resultarão, como sempre, em aumento das contribuições dos servidores, continuidade na precarização dos serviços e, por fim, seguindo a cartilha neoliberal, entrega do nosso instituto para a iniciativa privada! NÃO IREMOS PERMITIR!
É o servidor e o segurado que estão pagando com sua própria vida por conta dessa situação! Assim, convidamos todos e todas a participarem no próximo dia 22 de março, quarta-feira, a partir das 9h, do grande Ato chamado pela Frente dos Servidores e pelo CPERS, na sede do IPE Saúde, em defesa dos serviços públicos e de um sistema de saúde público e sustentável para os servidores e as servidoras do RS!
Nesta quinta-feira (22), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) divulgou os dados do Censo Escolar 2023. A apuração estatística, realizada anualmente pelo órgão, é fundamental para analisar o cenário da educação no Brasil, perceber as incongruências entre o discurso político de governantes e a materialidade da situação educacional nos estados eassim, cobrar respostas do poder público.
Os números do Rio Grande do Sul, examinados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelam o que o CPERS vem denunciando todos os dias: Eduardo Leite (PSDB) tem reduzido sistematicamente o papel do Estado na garantia do acesso à educação, precarizando o trabalho das trabalhadoras(es) e, consequentemente, levando a educação pública gaúcha a patamares desastrosos.
No país, a quantidade de matrículas na rede pública reduziu em 2023, caindo para 37,9 milhões – eram 38,4 milhões em 2022 – enquanto o número de matrículas na rede privada aumentou, indo de 9 milhões para 9,4 milhões. A mesma tendência se repetiu no estado, evidenciando um enfraquecimento da administração pública e um fortalecimento das iniciativas privadas.
No entanto, a conjuntura no Rio Grande do Sul é escandalosa. O estado tem o menor número de matrículas na rede estadual desde 2016.
Leite governa o RS há 6 anos e ainda não conseguiu resolver o problema da evasão escolar, bem como tem diminuído, ano após ano, a participação da rede pública estadual na educação.
Em todas as etapas, o Rio Grande do Sul perdeu estudantes:
– Educação Infantil = queda de 149 matrículas em comparação a 2022 (Na contramão do Brasil, que teve aumento de 5% de matrículas nas redes estaduais brasileiras); – Ensino Fundamental = queda de 11.980 matrículas em comparação a 2022; – Ensino Médio = queda de 17.995 matrículas em comparação a 2022; – EJA = queda de 7.175 matrículas em comparação a 2022 (Em 2018, no Rio Grande do Sul havia 85.538 matrículas nesse nível de ensino, e em 2023, caiu para 32.820); – Educação Profissional = queda de 1.031 matrículas em comparação a 2022 (Na contramão do Brasil, que registrou um incremento de 67.347 matrículas nas demais redes estaduais brasileiras).
Avanço das municipalizações
Durante todo ano passado, o Sindicato acompanhou dezenas de escolas ameaçadas de municipalização que precisaram mobilizar a comunidade escolar para barrar as investidas das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs). Várias resistiram, mas muitas tiveram seus anos iniciais encerrados ou tiveram suas administrações transferidas integralmente para o município.
De 2022 para 2023, 338 turmas foram extintas no estado. Desde 2018, início do governo Leite, já se somam 3.565 turmas a menos. Mais revoltante ainda é a redução sistemática de escolas na rede estadual: em cinco anos, 152 escolas foram fechadas.
Ao contrário do que diz, o governador não valoriza as educadoras(es)
Em vídeo recente publicado no seu perfil do Instagram, Leite fala sobre o reajuste do Piso do Magistério e menciona que é compromisso do governo a valorização de professoras e professores. No entanto, o que os dados mostram é justamente o contrário.
Assim como a quantidade de instituições educacionais administradas pelo governo do RS tem encolhido de forma sistêmica, o quadro de professores também. De 2022 para 2023, as escolas estaduais perderam 792 docentes em sala de aula. Para piorar, cada vez mais trabalhadoras(es) têm sido contratadas(os) em regimes precarizados. No caso do Rio Grande do Sul, 59,2% das professoras(es) que estão em sala de aula na rede estadual não são concursados/efetivos/estáveis.
A pesquisa do INEP não analisa o contexto de funcionárias(os) de escola via sinopses estatísticas divulgadas na última quinta, no entanto, um mapeamento das condições de trabalho em que estão as funcionárias(os) é crucial para apontar os problemas e conquistar avanços.
Não somente as professoras(es) têm perdido seus empregos e direitos trabalhistas. Na verdade, boa parte dos profissionais precarizados são monitoras(es), merendeiras(os), faxineiras(os), secretárias(os), porteiras(os) e demais trabalhadoras(es) que mantêm, diariamente, a escola pública de pé.
Diferente do que o governador tem afirmado, os dados não revelam melhorias na oferta da educação pública no Rio Grande do Sul. A luta do CPERS, por valorização do ensino e das educadoras(es), tem respaldo científico e seguirá com força ao longo de 2024!
Nesta quarta-feira (21), Eduardo Leite (PSDB) publicou um vídeo em suas redes sociais enaltecendo o fato de que está enviando para a Assembleia Legislativa (AL-RS) o projeto de reajuste do Piso para 2024. No entanto, sentimos falta de alguns pontos deixados de fora pelo governador. Confira abaixo:
1. Pagar o reajuste de 3,62%, estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) para o magistério em 2024, é lei e nada mais do que a obrigação de qualquer dirigente estadual ou prefeito;
2. Leite diz que, desde que assumiu o seu mandato, concedeu reajustes que somam mais de 80% às(aos) professoras(es), mas não citou que a categoria nunca teve perdas tão grandes como em seu governo! As perdas inflacionárias, até dezembro de 2023, somam 59,31%;
3. O governador diz que valoriza a educação e exalta o fato que excluiu o completivo do contracheque das professoras(es), porém, não fala nada sobre o completivo pago às(aos) funcionárias(os) de escola ou sobre o ataque violento ao plano de carreira da educação e, ainda, usa as vantagens das(os) trabalhadoras(es) para dizer “que paga o piso”;
4. A situação das(os) funcionárias(os) de escola, que amargam um vergonhoso salário básico de R$ 657,97, continua sendo ignorada por Eduardo Leite (PSDB). Essas(es) profissionais acabam precisando escolher entre comer e pagar suas contas e estão sendo deixadas(os) de lado no debate sobre o reajuste salarial;
5. Além de tudo isso, deixa grande parte das aposentadas e aposentados de fora do reajuste, fazendo com que esses profissionais paguem o seu próprio reajuste através da parcela de irredutibilidade, demonstrando total falta de sensibilidade e respeito para com aquelas e aqueles que dedicaram anos de suas vidas ao ensino e que agora enfrentam dificuldades para suprir suas necessidades básicas.
Eduardo Leite (PSDB) trata os direitos das trabalhadoras e trabalhadores em educação como se não fosse obrigação do governo cumpri-los! Pagar o salário, 13º em dia e reajustar o vale-alimentação é básico. O que nós queremos é valorização real e um salário justo para exercer a nossa profissão.
Chega de mentiras! Chega de devastar a educação pública do nosso estado!
Com o objetivo de zelar pela segurança financeira das educadoras e educadores, a partir deste mês de fevereiro, o CPERS estabelece uma parceria com a Tokio Marine. O CPERS-VIDA é um Seguro de Vida em Grupo – Familiar, que oferece diversas coberturas e serviços de assistência visando à tranquilidade dos segurados e seus familiares.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Tokio Marine pelo WhatsApp (51) 99674.8596, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 18h.
O CPERS- Vida é exclusivo para professoras(es) e funcionárias(os) de escola, ativas(os) e aposentadas(os), das escolas públicas do Rio Grande do Sul.
A partir do dia 26 de fevereiro, próxima segunda-feira, representantes da Tokio Marine começarão a visitar escolas estaduais para a divulgação do seguro. O primeiro roteiro abrangerá as escolas de Estrela, Montenegro e São Leopoldo.
Confira as coberturas:
Indenização de 100% na morte por qualquer causa do servidor ou servidora;
Inclusão automática do cônjuge ou companheiro (a) com 50% da cobertura de morte por qualquer causa;
Filhos de até 21 anos têm 10% da cobertura de morte por qualquer causa;
Invalidez total ou parcial por acidente com até 100% para o servidor(a);
Diagnóstico de Câncer com 20% da cobertura para o servidor(a);
Assistência Funeral Familiar com translado no Brasil e no Exterior;
DMHO – Despesas Médicas Hospitalares Decorrentes de Acidentes;
Exclusivo para os servidores e servidoras da Educação do Rio Grande do Sul.
* Todas as coberturas e capitais segurados, bem como valores serão apresentados “in loco”, onde os(as) servidores(as) terão todas as informações sobre o serviço oferecido.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Tokio Marine pelo WhatsApp (51) 99674.8596, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 18h.
Telhado quebrado, salas alagadas, infiltração e infestação de pombos são apenas alguns dos problemas que o CE José de Alencar, de São Francisco de Paula (32º Núcleo), enfrentava há pelo menos 10 anos. A instituição, que no dia 22 de março completa 106 anos, apresenta, desde 2015, problemas estruturais graves que prejudicam o dia a dia de educadoras(es) e estudantes.
O CPERS já havia visitado a instituição em outras duas ocasiões e, nesta quinta-feira (22), o 1° vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, e o diretor, Leonardo Preto Echevarria, retornaram ao local para verificar de perto a situação, visto que a escola não conseguiu iniciar o ano letivo na última segunda-feira (19).
Através da pressão do CPERS, da equipe diretiva e da comunidade escolar, o governo Eduardo Leite (PSDB) finalmente autorizou a reforma da escola. A obra iniciou após o feriado de Carnaval, porém, o local ainda não foi liberado.
Alex Saratt destaca que uma infraestrutura adequada para receber os profissionais da educação e seus alunos(as) é essencial no processo de aprendizagem. A morosidade da atual gestão na liberação de grandes obras prejudica ainda mais esse processo.
“O CPERS Sindicato tem pautado constantemente a importância da estrutura adequada e de um projeto político pedagógico que corresponda a realidade para que a educação se desenvolva nas melhores condições. O Sindicato segue sendo uma referência e conta com a categoria para avançar em nossas reivindicações e conquistas”, afirma Alex.
A reforma será concluída totalmente somente em julho deste ano, pois ainda faltam as conclusões das obras em todo o terceiro andar, no telhado, no forro, em sete banheiros, na quadra esportiva e na estação de luz para comportar adequadamente a necessidade elétrica da escola.
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Ameaça de municipalização
Outro problema enfrentado pelo CE José de Alencar é a iminente ameaça de troca de mantença da instituição. Atualmente, a escola atende quase 800 alunos(as), nos três turnos, nos ensinos Fundamental, Médio e EJA.
Apesar da demanda, o colégio foi impossibilitado de abrir vagas para o 1° ano do Ensino Fundamental, o que indica que essa modalidade possa entrar na lista das municipalizações, projeto de redução do Ensino Fundamental na educação pública estadual, que avança a passos largos na gestão de Eduardo Leite (PSDB).
“Fico muito triste, as pessoas querem estudar na escola porque o pai, a mãe, o avô já estudaram aqui, e por isso, eles querem continuar na escola, querem que seus filhos e netos permaneçam aqui. Nem um dos professores da escola compactuam com a municipalização”, afirma a diretora da instituição, Mirian Regina Paiva Vieira da Silva.
Além da não abertura de turmas, no quadro funcional da escola ainda faltam duas funcionárias para dar conta adequadamente da limpeza do colégio.
Assembleia Geral do CPERS
O diretor do CPERS, Leonardo Preto Echevarria, conclamou as educadoras presentes no encontro para a Assembleia Geral de Mobilização da categoria, que ocorre no dia 22 de março, a partir das 13h30, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre.
“Precisamos estar todos juntos nessa Assembleia para mostrarmos ao governo Eduardo Leite a força da nossa categoria. E para juntos decidirmos os próximos passos da nossa mobilização”, destacou.
O CPERS acompanhará de perto o andamento da situação no CE José de Alencar e fará toda a pressão necessária para garantir que educadoras(es) e estudantes possam ensinar e aprender na estrutura que merecem.