Trabalhadores lutam bravamente contra o PLC 259 e declaram Eduardo Leite inimigo nº1 do povo gaúcho


Ainda era madrugada quando educadores(as) e demais servidores(as) bloquearam as entradas de acesso à Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, nesta terça-feira (20) – data da votação do projeto cruel de reestruturação do IPE Saúde (PLC 259), de Eduardo Leite (PSDB).

A ação visava impedir que a proposta, um ataque feroz aos servidores(as) públicos gaúchos e seus direitos fundamentais, fosse aprovada pelos deputados(as).

A Praça da Matriz foi tomada por aproximadamente 10 mil aposentados(as), funcionários(as) de escola, professores(as) e demais trabalhadores(as) da ativa, em uma demonstração massiva de resistência e indignação.

Essa mobilização é resultado das plenárias realizadas em todo o Rio Grande do Sul, que evidenciaram o caráter desumano do projeto apresentado pelo governo. O chamado para a participação de todos(as) no ato foi incisivo e unificador, buscando transmitir a urgência de se opor a essa proposta prejudicial.

Durante toda a manhã, os manifestantes procuraram o diálogo com os parlamentares para apresentar uma proposta de acordo feita pelo CPERS e pela Frente dos Servidores Públicos (FSP) para que fosse retirado o regime de urgência do projeto. No entanto, o governo e sua base na Assembleia Legislativa recusaram o pedido.

A reunião de líderes, responsável por discutir as pautas que seriam votadas, foi realizada no Memorial do Legislativo devido ao fechamento do Parlamento pelos servidores(as). Ignorando a solicitação dos representantes da FSP, a Mesa Diretora decidiu prosseguir com a votação do PLC 259.

Diante da brava luta dos trabalhadores(as), que resistiram e não desobstruíram as entradas da Assembleia, o governo ordenou que o Batalhão de Operações Especiais (BOE) liberassem os acessos para os deputados(as), que foram escoltados pelo BOE e acessaram o prédio principal.

“Uma vergonha virarem as costas para o povo e precisar da polícia para entrar na Assembleia. Se dizem representantes do povo e não escutam o nosso pedido de retirada desse projeto cruel. Pior: ainda chamaram o nosso ato de antidemocrático. Falam isso porque não precisam sobreviver com o salário que recebemos. Se este projeto passar, ficaremos sem condições de pagar o IPE Saúde e a demanda do SUS aumentará significativamente”, asseverou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

“Os parlamentares que votarem a favor serão os responsáveis pela crise que será gerada no SUS, pois estão nos jogando para lá. A nossa resposta será nas urnas”, acrescentou Helenir.

Censura e autoritarismo: votação do PLC 259 ocorre a portas fechadas, sem a participação dos servidores públicos

Logo após o ingresso dos parlamentares à Assembleia, o presidente da casa, Vilmar Zanchin, anunciou decisão da Mesa de realizar sessão fechada, sem acesso da população no que deveria ser a Casa do Povo.

“Vergonhosamente, estão votando escondido e impedindo a participação dos servidores. Esse deputados não nos representam. Seguimos com a nossa luta por reposição salarial. Não aceitaremos que o governo desconte 12% do nosso salário, sem nos conceder nada de reajuste”, asseverou Helenir.

Assembleia Unificada declara Eduardo Leite (PSDB) como inimigo número 1 dos servidores

Diante da falta de diálogo com as categorias e da insistência na votação do projeto, o CPERS e a FSP organizaram uma Assembleia Geral Unificada, em frente ao Palácio Piratini. Durante a votação, decidiu-se por unanimidade que Eduardo Leite (PSDB) é o inimigo nº1 dos trabalhadores(as) gaúchos, dos serviços e da educação pública.

Os representantes do funcionalismo público também decidiram não participar da votação do PLC 259, além de prosseguir com a luta em defesa do IPE Saúde e pela Revisão Geral dos Salários.

“Se aprovarem esse projeto será um crime contra os servidores, principalmente contra os mais velhos. Mas queremos deixar bem claro que não tem governo que irá acabar com essa unidade dos servidores públicos. Seguiremos cerrando fileiras em defesa do Instituto e por valorização salarial.”, afirmou Helenir.

Base do governo aprova o projeto desumano de reestruturação do IPE Saúde (PLC 259)

Pela noite, os deputados(as) da base do governo Eduardo leite (PSDB) aprovaram, por 36 votos favoráveis e 16 contrários, o projeto cruel de reforma do IPE Saúde (PLC 259), que massacra aposentados(as), funcionários(as) de escola, professores(as) e demais servidores(as) da ativa, em sessão extraordinária, na Assembleia Legislativa.

Servidores(as) devem estar vigilantes em relação aos deputados(as) e partidos que traíram os trabalhadores(as) ao apoiarem o PLC 259. A luta continua, não apenas em defesa do IPE Saúde, mas também pela valorização salarial de todos(as).


 

 

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