Teto caindo, infiltrações e cupins: escola Pedro Schuler aguarda obras para evitar desabamento


A comunidade da EEEF Pedro Schuler, de Portão, símbolo de lutas na região metropolitana de Porto Alegre, pede socorro.

Há anos a escola aguarda reparos em uma parte do telhado do refeitório e da cozinha, que caiu após assaltantes invadirem a escola pela cobertura. Sem resolução, o problema se agravou após uma infestação de cupins e infiltrações, que causaram o desabamento de mais uma parte do teto em 2020.

A diretora da escola, Jurandara Coletti, relata que o medo é constante.

“O medo é muito grande. Nessa noite eu acordei pensando nisso, sabe? É bem preocupante, a cozinheira está com medo também. A gente tem que estar sempre em estado de alerta”. 

Na última semana, o CPERS visitou a escola e verificou que a situação é alarmante. A presidente Helenir Aguiar Schürer informou que vai buscar respostas junto à Secretaria da Educação para a resolução do problema. 

“Não podemos permitir que uma escola tradicional como a Pedro Schuler enfrente essa situação. A segurança das crianças deveria ser a prioridade do governo”. 

Em 2018, através de uma parceria com a Unisinos, foi desenvolvido um projeto de Engenharia Elétrica que até hoje aguarda liberação de verba para a realização da obra. 

“Conseguimos um valor do orçamento participativo para fazer a obra, mas não foi utilizado porque a Seduc não tinha engenheiro para o projeto. Depois, com a Unisinos, no último ano do governo Sartori, também parou. E, agora, no governo Leite, morreu tudo”. 

A escola atende a população do bairro Estação há 83 anos e nos últimos tem resistido a ataques constantes do governo. No ano passado, a comunidade precisou unir forças para evitar o fechamento de um turno e neste ano enfrentaram dificuldades com a pandemia, com casos positivos e o grande número de educadores(as) no grupo de risco

Também acompanharam a visita o diretor do CPERS Cássio Ritter e o diretor do 14° Núcleo (São Leopoldo) Luiz Henrique Becker.

Nas últimas semanas, o CPERS vem denunciando o descaso com a estrutura das escolas gaúchas e a política de enxugamento que integra o projeto de desmonte da rede estadual perpetrado pelo governo Eduardo Leite (PSDB).

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