Educadores do 39º Núcleo definem estratégias para a luta durante plenária do CPERS


Educadores(as) de 16 escolas da zona sul da capital lotaram o auditório da EEEM Padre Reus nesta sexta-feira (26) para debater e conhecer as consequências dos projetos de Eduardo Leite.

A diretora geral do 39º Núcleo, Christiane Ribeiro Gomes, abriu o encontro lembrando que o momento exige organização da categoria.

“Fico muito feliz de ver esse auditório lotado. É disso que precisamos nesse momento. Somente com união e fazendo muita pressão é que conseguiremos impedir a aprovação deste pacote que quer acabar com a nossa carreira”, disse Christiane.

Daniel Damiani, da direção central do CPERS, ressaltou a importância de envolver a comunidade escolar  na luta.

“Os pais, alunos e a sociedade como um todo precisam saber da situação dos educadores gaúchos.  Eles precisam saber que é a escola pública que está em jogo, não são só as nossas questões funcionais”, enfatizou Daniel. 

O advogado Pedro Otávio Magadan, representando a assessoria do sindicato, escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, detalhou as medidas apresentadas na minuta do projeto do governo.

“Vão retirar todas as gratificações e vantagens e incorporar no básico. Ou seja, serão os professores que pagarão o próprio Piso e não o governo”, ressaltou Pedro. 

Pedro alertou para a complexidade da peça. Alguns dos pontos aparentam trazer vantagens e promessas, mas serão prejudiciais aos trabalhadores(as) em educação.

Os projetos preveem alteração do plano de Carreira do Magistério, o Estatuto dos Servidores (Lei 10.098) e a Previdência Estadual. Se aprovados, causarão o congelamento dos salários de toda a categoria por anos a fio, o extermínio de direitos históricos como as vantagens temporais, ataques à organização sindical e a taxação de aposentados(as) que recebem um centavo acima do salário mínimo, sem prever qualquer compensação.

Ao fim do encontro, os representantes das escolas  definiram encaminhamentos e trocaram experiências a fim de definir estratégias para a construção de uma greve forte na região.

Rodas de conversa, confecção de cartas, abaixo assinado e eventos foram algumas das propostas encaminhadas para informar a comunidade sobre a gravidade da situação e que a luta deve ser coletiva. 

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