Educadores do 38º Núcleo conhecem a realidade do pacote desumano do governo


Rostos tensos que transpareciam a indignação e a aflição de toda uma categoria. Esse foi o cenário da plenária que reuniu educadores(as) de sete escolas do 38º Núcleo (Porto Alegre – norte), nesta quinta-feira, (24), CE Cândido José de Godoi.

Professores e funcionários de escola receberam com espanto as informações repassadas pela direção central do CPERS, pela assessoria jurídica do sindicato e por representantes do núcleo.

Durante a abertura do encontro, o diretor do colégio, Mário Antônio da Silva, frisou a importância do debate neste momento de ataque brutal à todos os servidores públicos. “Querem privatizar a educação. Somente com a união da categoria que conseguiremos barrar esse projeto”, afirmou.

Para o diretor do CPERS, Daniel Damiani, o momento é grave e irá exigir organização e união da categoria para que seja construída uma greve forte para impedir a aprovação do pacote de maldades do governo.

“O ataque é forte, por isso a resposta precisa ser mais forte ainda. Precisamos fortalecer a agenda de comunicação com os pais e alunos e fazer pressão aos deputados mas, para isso, é necessário que todos compreendam o que está em jogo”, destacou Daniel.

Conforme decisão da Assembleia Geral, 72 horas após o projeto do Executivo ser protocolado na Assembleia Legislativa, a categoria entrará em greve. Por isso, o CPERS segue apresentando aos educadores de todo o Estado o que o governo realmente pretende.

O que está em jogo para a categoria

O advogado Marcio Rosa, da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, detalhou as perdas que a categoria terá, baseado na minuta do projeto apresentada ao sindicato.

“No discurso inicial, o governo garantiu que as mudanças iam ser para tornar a carreira mais atrativa, mas na realidade eles podem acabar com a carreira do magistério e desvalorizar ainda mais os educadores como um todo”, afirmou Marcio.

Os projetos preveem alteração em três legislações fundamentais para os educadores(as), o plano de Carreira do Magistério, o Estatuto dos Servidores (Lei 10.098) e a Previdência Estadual. Se aprovados, causarão o congelamento dos salários de toda a categoria por anos a fio, o extermínio de direitos históricos como as vantagens temporais, ataques à organização sindical e a taxação de aposentados(as) que recebem um centavo acima do salário mínimo, sem prever qualquer compensação.

“O governo quer fazer economia em cima do contra cheque do servidor público. Ele promete piso, mas vai pagar com corte de gratificações, adicionais por tempo de serviço, triênios, difícil acesso, entre outras coisas”, enfatizou o advogado.

Ao fim da apresentação, os educadores estavam indignados com a situação exposta e preocupados com a perda de seus direitos. Diante da situação, a representante do 38° núcleo, Maria Helena, ressaltou “não podemos desistir. É somente a nossa união que conseguiremos barrar esse projeto. O momento é gravíssimo. Eu tenho 34 anos de magistério e nunca vi um ataque tão grave”.

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