Diretores de escola de Gravataí debatem pacote desumano do governo Leite


Diretores de escolas do 22° Núcleo reuniram-se na tarde desta quarta-feira (16), na EEEM Heitor Villa-Lobos, em Gravataí, para conhecer e debater os diversos ataques do pacote de medidas apresentado pelo governo na última semana, relativos a mudanças no Plano de Carreira do Magistério, no Estatuto dos Servidores (Lei 10.098) e na Previdência Estadual. 

Durante a abertura do encontro, a diretora do CPERS, Valdete Moreira, destacou a hipocrisia do discurso do governador sobre o projeto. 

“Os educadores precisam saber que, por mais que o projeto venha disfarçado de aumento com a promessa do piso, serão mais de dez anos sem nenhum reajuste. Por isso estamos aqui hoje, vocês são o nosso elo com a escola nesse momento, precisamos que os educadores conheçam a realidade desse projeto”, destacou Valdete.

A diretora do CPERS, Vera Lessês, falou sobre a brutalidade do pacote de mudanças para os educadores(as), uma categoria que já sofre com a desvalorização e 46 meses de salários atrasados e parcelados. “A situação é muito pior do que imaginávamos. Eduardo Leite vai conseguir algo nunca feito, unir todos os servidores contra  o governo”, afirmou.

O que está em jogo com o pacote de mudanças de Eduardo Leite

Olhares incrédulos e semblantes preocupados, estas foram algumas das reações dos diretores(as) de escola sobre como o pacote de mudanças de Leite afetará funcionários(as) de escola, professores(as) e aposentados(as).

Tatiane Severo Freitas, representando o escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, assessoria jurídica do CPERS, apresentou o que está em jogo para a categoria. “Eduardo Leite quer ficar conhecido como o governador que pagou o piso, sendo que, quem vai pagar o piso do Rio Grande do Sul é o próprio educador”, destacou.

A advogada ressaltou ainda que a proposta de Leite não passa de uma reorganização dos gastos atuais com a folha, sem conceder um centavo a mais. “O projeto de Leite é muito cruel e com o que está proposto, a atual situação pode piorar mais ainda no longo prazo”, afirmou Tatiane.

Durante a apresentação, a diretora da EEEF Dr. Liberato Salzano V. da Cunha, Simone de Souza, ficou surpresa com o fato de que uma das mudanças do pacote refere-se a restrição do difícil acesso apenas para escolas do campo. “Minha escola tem 100% de difícil acesso e eu já tenho dificuldade de conseguir professores, se nos tirarem esse direito a escola vai fechar”, declarou.

Ao fim do encontro a diretora do Sindicato, Valdete, relembrou ainda outro fator importante, o governo atual tem maioria na Assembleia Legislativa, por isso, a união e pressão da categoria sobre os deputados será a única forma de barrar essas mudanças. 

“Façam reunião com os colegas nas suas escolas. A situação é urgente. As “vantagens” apresentadas pelo governo vão mascarar a realidade. Se o pacote for aprovado, os educadores ficarão ainda mais empobrecidos”, reiterou Valdete. 

AGORA É GREVE

Conforme deliberado na última Assembleia Geral do CPERS, assim que Eduardo Leite protocolar os projetos, o Sindicato comunicará toda a categoria e setenta e duas horas (72h) depois, entraremos em greve para barrar o fim da carreira e os ataques ao serviço público.

Somente uma mobilização massiva, forte e unificada pode obrigar Eduardo Leite a recuar. Por isso, converse com seu colegas de trabalho, discuta a importância da greve com alunos e pais.  Mobilize toda a comunidade escolar. 

Para auxiliar, estamos preparando diversos conteúdos em nosso site resumindo de forma objetiva o pacote desumano de Leite. Acesse aqui e compartilhe!

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