CPERS mobiliza categoria para a luta salarial e contra o fim da aposentadoria em Porto Alegre, Santa Maria, Alegrete e Três Passos


A quinta-feira (4) foi de mobilização e debate com a base sobre a pauta salarial e esclarecimentos sobre a Reforma da Previdência nos núcleos de Porto Alegre (38º), Santa Maria (2º), Alegrete (19º) e Três Passos (27º). A rodada marcou o penúltimo dia das Plenárias Regionais do CPERS, iniciadas no final de fevereiro e que percorreram todo o estado desde então.

A intenção, além de expor a realidade sobre a reforma e as perdas salariais, é organizar a categoria para a luta contra o fim da aposentadoria e para participar da Assembleia Geral e Popular, marcada para o dia 12 de abril.

“Precisamos de cada um de vocês lado a lado conosco. Separados, não há como vencer. Juntos, não há como perder”, declarou a presidente Helenir Aguiar Schürer em Alegrete.

“Além das plenárias, visitamos escolas para alcançar um número maior de educadores. Nosso objetivo é o de que os esclarecimentos e as orientações que estamos repassando cheguem ao maior número de educadores possível e alcance as escolas mais distantes”, afirma a diretora do Departamento Administrativo do CPERS, Sandra Teresinha Severo Regio, na plenária de Santa Maria (1º)

“Não é uma reforma. É a destruição da previdência social e solidária”, sintetiza Edson Garcia, 2º vice-presidente do CPERS, que participou da plenária do 38º Núcleo.

O professor aposentado Dartagnan Agostín diz perceber que grande parte da categoria e da sociedade ainda não compreende a gravidade das consequências da proposta do governo Bolsonaro. “Muita gente ainda não se deu conta do que pode acontecer se esta reforma passar. Muitos se deixam enganar pelas propagandas, não questionam. Por isso, essas plenárias que estão ocorrendo nos Núcleos são fundamentais”, observa.

Além da presença dos(as) dirigentes, todas as Plenárias Regionais contam com o apoio da assessoria jurídica da entidade, representada pelo Escritório Buchabqui e Pinheiro Machado. “A força com que essa reforma atinge as mulheres é devastadora, é preciso atentar para este ponto”, alerta o advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS.

Solange Carvalho, 1ª vice-presidente, destacou a crueldade de uma reforma que recai com maior brutalidade sobre educadoras, uma categoria que já sofre com a desvalorização e, no caso gaúcho, com 40 meses de salários atrasados e parcelados. “Hoje pagamos juros para receber os nossos salários. Como teremos condições de pagar uma previdência privada? É isso que pode ocorrer se não barrarmos a reforma da reforma da previdência. É muito grave o que está sendo proposto”, avalia.

Nesta sexta-feira, as plenárias ocorrem nos núcleos de Três de Maio, Porto Alegre (39º), Santana do Livramento e Santa Cruz do Sul. Confira horários e locais abaixo.

Cartilha da Reforma da Previdência

Quais os objetivos da Reforma da Previdência? Quem é atingido(a)? Quem se beneficia? Como a proposta afeta quem já está aposentado(a)? Respondemos a estas perguntas e a muitas outras no material “Reforma da Previdência: Guia para entender e defender a sua aposentadoria”.

A cartilha foi elaborada com informações da nossa Assessoria Jurídica e do Dieese para você entender a PEC do governo Bolsonaro e suas consequências na vida dos(as) trabalhadores(as).

São 32 páginas que abrangem os diferentes aspectos da Reforma, incluindo as alterações no Regime Geral (setor privado) e Regime Próprio da Previdência Social (servidores), além de exemplos práticos e informações organizadas sobre os principais pontos da proposta.

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A pauta salarial em números

Com a folha de março, completamos 40 meses de salários parcelados, contas atrasadas, sofrimento psicológico, desvalorização, miséria e vergonha.

Para além da incerteza que todos os meses recai sobre os(as) educadores(as), que não sabem quando ou quanto receberão pelo seu trabalho, também amargamos mais de quatro anos sem reajuste ou reposição da inflação.

É possível falar em qualidade de ensino sob esse terrorismo?

Elaboramos 10 gráficos com dados do Dieese para ilustrar o descaso com a escola pública no Rio Grande do Sul e fomentar o debate sobre a pauta salarial, tema da próxima Assembleia Geral do CPERS. Acesse aqui.

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