Na última sexta-feira (02), os(as) educadores(as) do 31º Núcleo – Ijuí celebraram a aquisição da sede própria da entidade, na região. O novo espaço fica situado no Edifício Central (salas 01 e 02), cruzamento das ruas 7 de Setembro e Do Comércio, no centro de Ijuí. Esta é a 8ª sede adquirida pelo CPERS, através do empenho da Direção Central do Sindicato.

Para a diretora do Núcleo, Teresinha Mello, a aquisição da sede própria significa a conquista de um sonho.  “Representa mais uma vitória nos 38 anos de lutas do CPERS em Ijuí. Durante todo este tempo, pagamos aluguel. Agora, através da gestão da professora Helenir, finalmente conseguimos realizar este sonho coletivo que tínhamos há muito tempo”, relatou.

 

Para celebrar a conquista foi realizado um coquetel que contou com a presença da presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, demais diretores da Direção Central da entidade, autoridades locais e parlamentares. Na ocasião, houve também a inauguração da galeria dos(as) ex-diretores(as) do Núcleo.

“Essa sede é um espaço dos trabalhadores da educação, mas também de toda a comunidade escolar. Essa conquista representa uma identidade para o Núcleo e é um local a mais para a organização da importante luta em defesa dos direitos dos educadores”, observou Helenir.

No local, professores e funcionários de escola associados ao Sindicato têm à disposição atendimentos sobre questões funcionais, jurídicas e reuniões do conselho regional, entre outros.

 

 

 

 

 

 

 

 

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O atraso recorde no pagamento da folha de julho, os projetos de Eduardo Leite para atacar a Previdência estadual e a alardeada revisão dos planos de carreira reforçam as deliberações do Conselho Geral de 5 de julho. É preciso construir a greve em cada escola estadual e região do Rio Grande do Sul.

Quem ainda tem dúvidas a respeito dos projetos do governador para a educação deve ler a Sineta de julho, já disponível em versão digital e, em breve, na caixa postal dos sócios e sócias do CPERS.

Enquanto encena diálogo para as câmeras, Eduardo Leite age para impor uma agenda violenta e privatista. Por trás da máscara, está a radicalização do projeto de Sartori; arrocho salarial, precarização dos serviços e das relações de trabalho, benesses a categorias privilegiadas, ataque brutal a servidores(as) do Executivo, enxugamento, sobrecarga de trabalho nas escolas e mercantilização do ensino.

O governo rompeu a mesa de negociação da pauta salarial e dá sinais claros de que pretende atropelar a categoria, fazendo uso de ampla base na Assembleia (de 37 a 41 deputados entre as 55 cadeiras). Somente uma mobilização extraordinária dos educadores(as) pode colocar este projeto em xeque e obrigar Eduardo Leite a negociar.

Nós vivemos junto com a categoria a situação de miserabilidade, as condições precárias e a desvalorização, a crueldade da demissão de contratados(as) em licença saúde, a falta de quadros e a ausência de um projeto real de valorização de quem trabalha no chão da escola.

Reagimos e denunciamos, procuramos a Justiça, acionamos a imprensa, pressionamos deputados(as), levamos as pautas da categoria inúmeras vezes à Seduc, organizamos mobilizações em todas as frentes para enfrentar os ataques, que se somam às investidas da extrema direita em nível federal. Mas o CPERS não conseguirá, sem o engajamento organizado e comprometido da categoria, reverter os retrocessos em curso.

Há, em todas as regiões, educadores(as) que se encontram prontos para deflagrar de imediato a greve. Mas a indignação não é homogênea entre a categoria e estes não representam, ainda, a massa crítica necessária para uma resistência à altura do desafio histórico. Precisamos alcançar outro patamar de mobilização e isso não se dará de forma automática.

Será necessário dialogar intensamente com a base e sensibilizar colegas, alunos e pais em todo o estado para construir as condições para uma greve maciça e vitoriosa. Para a direção central do CPERS, esta construção deve se dar com a adesão crescente a um calendário progressivo de mobilizações. Delineamos, abaixo as orientações nesse sentido:

1) Discussão da Sineta nas escolas no retorno do recesso;

2) Levantamento das demandas das escolas neste mês de agosto (preenchimento de formulário físico ou virtual fornecido pelo CPERS);

3) Eleição de representantes de escola no maior número possível de instituições, ação a ser potencializada por materiais fornecidos pelo Sindicato (Depto. de Organização Estatutária e Depto. de Comunicação);

4) Grande demonstração de força e indignação da categoria no ato do dia 13 de agosto, em Porto Alegre e nas regiões que organizarem atos;

5) Participação qualificada no X Congresso do CPERS e nas plenárias regionais para eleição de delegados;

6) Realização de uma grande assembleia no mês de setembro.

O processo do Congresso do CPERS, que irá ocorrer nos dias 6, 7 e 8 de setembro reunindo 1800 delegados, antecedido por assembleias regionais em todos os núcleos, potencializará a mobilização da categoria e permitirá tomadas de decisão maduras na Assembleia Geral, com indicativo do Conselho Geral para ocorrer após o Congresso.

A depender das medidas do governo, a Assembleia Geral, e a própria greve, podem ser antecipadas para um período que não se coloca como ideal. Por isso devemos permanecer em alerta, mobilizados e unidos.

Vamos juntos enfrentar esse período nefasto da história do país e do nosso estado. A força do CPERS está nos seus mais de 80 mil sócios(as), na nossa história e na nossa luta incansável em defesa da educação. O CPERS somos todos nós.

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“Para a comunidade, a escola é referência. Tudo acontece ali. No momento em que não existir mais escola, a comunidade acaba”. Volnice Carvalho Batista é diretora da EEEF Anatália Jacques, a única escola da Vila de Santa Rosa, no município de Santo Antônio das Missões. Em 2020, no que depender do governo Eduardo Leite, a instituição fechará as portas.



O destino da Anatália Jacques é compartilhado por outras seis escolas do campo da região de São Luiz Gonzaga (33º Núcleo). Em ofício, o coordenador da CRE local, Victor Hugo Pereira, notificou a direção do núcleo do CPERS sobre a medida. A justificativa do Estado é lacônica: “por motivo de reduzido número de alunos, sem perspectiva de aumento para o próximo ano, por determinação da mantenedora – Secretaria de Estado da Educação”.

Nesta quinta-feira (1º), a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, a diretora Rosane Zan e o diretor-geral do 33º Núcleo, Joner Alencar, reuniram-se com representantes das escolas ameaçadas. Em pauta, a real situação das comunidades e a mobilização necessária para evitar o fechamento.



“A culpa não é da comunidade, é do governo que não pagou o transporte escolar e a escola perdeu vários alunos após 50 dias sem conseguir ir às aulas”, conta Volnice. “Temos perspectiva de mais estudantes no ano que vem, mas eles dizem que é irreversível, que é ordem da mantenedora”, lamenta.

A legislação prevê que o Estado consulte a população afetada antes de fechar as instituições, mas, de acordo com as direções escolares, o governo tem atropelado as etapas necessárias e considera a decisão sem volta. “Eles não querem nos ouvir. Têm as respostas prontas”, desabafa Fátima Regina da Cruz, diretora da EEEF Florentino Pinto de Menezes, de Rincão dos Pintos. “O coordenador disse que vai tentar municipalizar, mas a Prefeitura já disse que não quer. Aí a escola vai a leilão”, conclui.



De acordo as direções presentes, o Estado também informa números equivocados sobre o número de alunos. Na EEEF Florentino, há previsão de quatro novos estudantes para o próximo ano letivo, enquanto a Seduc diz que, dos sete atuais, restarão apenas três. Na EEEF D. Jaime de Barros, de Santa Inês, o ofício informa que há 23 alunos, sem previsão de aumento. Mas a escola atende a 25 e deve receber um novo estudante em 2020.

Mercantilização

Para o CPERS, a continuidade das escolas rurais é mais do que uma questão corporativa. Trata-se da manutenção dos jovens no campo, do fortalecimento da agricultura familiar e da própria sobrevivência de culturas locais contra o avanço do capital. “Quando as crianças são retiradas do convívio e vão para a cidade, a maioria não retorna. As comunidades envelhecem e acabam, somem do mapa. Quem já tem muita terra, compra o que sobrou e acumula mais propriedades para o latifúndio e o agronegócio”, explica a presidente Helenir.



Trata-se de mais uma face do processo acelerado de mercantilização do ensino. “Estão saneando a rede como se faz com uma empresa antes de vender”, continua Helenir. “Que empresa vai querer investir em uma escola que atende poucos alunos em comunidades rurais? Estamos no olho do furacão de grandes negociações econômicas.”

Outra questão é a descontinuidade pedagógica e a possível evasão escolar acarretada pelo fechamento, que gera um hiato no aprendizado. “Além da sobrevivência da comunidade, é uma luta em defesa do direito das crianças e adolescentes à educação. Essas crianças, algumas com menos de 7 anos, terão que percorrer longos trajetos para chegar à nova escola”, afirma a diretora Rosane Zan.

A saída é se fazer ouvir

A resistência se dá através da comunidade escolar. “Reúnam as comunidades, discutam a importância das escolas, façam um abaixo-assinado endereçado ao Conselho Estadual de Educação. Se os pais se posicionarem com firmeza, o governo irá recuar”, aconselha Helenir, que reiterou que o Sindicato ajudará na mobilização.



O diretor-geral, Joner Alencar, também colocou o 33º Núcleo do CPERS à disposição para auxiliar na luta para manter as instituições de portas abertas. “A escola do campo faz muito mais do que repassar conhecimento. Ela enriquece e fomenta a comunidade. Vamos resistir juntos”, pontua.

Nas próximas semanas, as direções devem convocar reuniões com pais, alunos e moradores das comunidades afetadas e explicar a necessidade de mobilização. O CPERS deve auxiliar, também, na argumentação junto ao Conselho Estadual de Educação para impedir o fechamento das escolas.

Relação de escolas ameaçadas

EEEF Florentino Pinto de Menezes – Rincão dos Pintos
EEEF Ernestina Amaral Langsch – Capela São Paulo
EEEF D. Jaime de Barros Câmara – Santa Inês
EEEF Reinoldo Sommer – São Sebastião, Dezesseis de Novembro
EEEF Reginaldo Krieger – Nova Florida, Dezesseis de Novembro
EEEF Anatália Jacques Ourique – Vila de Santa Rosa, Santo Antônio das Missões
EEEF Érico Veríssimo – Vila Manoã, Santo Antônio das Missões


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O governo Eduardo Leite anunciou, no final da tarde desta quarta-feira (31), o calendário de pagamento dos salários dos(as) servidores públicos estaduais. Neste mês, o pagamento começa somente no dia 13 de agosto com valor líquido de até R$ 2.500,00. Para os servidores que recebem até 3.600,00 o valor integral será pago até o dia 10 de setembro (confira o calendário abaixo).

Este é o 44º mês em que os(as) educadores(as) e demais categorias do funcionalismo gaúcho recebem seus salários atrasados e/ou parcelados.

Conforme deliberado em Assembleia Geral da categoria, toda a vez que o governo parcelar e/ou atrasar os salários, a categoria irá paralisar suas atividades no primeiro dia útil de cada mês. Portanto, nesta quinta-feira professores(as) e funcionários(as) de escola cruzam os braços para exigir respeito aos seus direitos e salários pagos em dia.

A pauta de reivindicação, definida na Assembleia Geral, exige reposição emergencial de 28,78%, pagamento em dia e realização de concursos públicos para professores(as) e funcionários(as) de escola.

 13 de agosto: Dia Nacional de Lutas em defesa da educação e da aposentadoria

No dia 13 de agosto, ocorrerá paralisação nacional da educação convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e de mobilizações contra a Reforma da Previdência em todo o país.

A intenção é marcar o dia de lutas com um ato público na Praça da Matriz, denunciando o desmonte do Estado e os ataques protagonizados pelo governo Eduardo Leite aos servidores públicos.

O ato terá início às 14h, e a programação deve contar com aulas públicas e atrações artísticas. Às 16h, as centrais sindicais se somam ao ato e, às 17h30, os manifestantes saem em caminhada, passando pela esquina democrática e chegando à Faculdade de Educação da UFRGS.

 

Confira o calendário de pagamento:

Fonte: Sefaz/RS

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Apesar da carência de quadros na rede estadual, o Estado não nomeou todos os candidatos aprovados no Concurso para Servidores de Escola de 2014, cujo prazo de validade expirou no dia 30 de junho.

A assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, está ajuizando ações para garantir a devida nomeação, quando configurada a situação de preterição.

O Estado, mais uma vez, optou por efetuar e renovar contratações de cunho temporário, precarizando o quadro funcional.

O Poder Judiciário vem reconhecendo o direito à nomeação dos candidatos aprovados quando o número de contratos é igual ou superior à respectiva classificação do candidato no concurso.

Para maiores informações, entre em contato com o Escritório de Porto Alegre (51-30737512) ou procure o núcleo do CPERS da sua região.

Documentação necessária para o ajuizamento da ação

– Procuração, contrato e declaração para AJG;
– Cópia do RG;
– Algum documento para comprovar a renda atual, tal como o contracheque ou declaração/isenção de Imposto de Renda;
– Especificar o cargo e a CRE em que o candidato foi aprovado no concurso;
– CASO o candidato tenha contrato temporário com o Estado é imprescindível fornecer a ficha funcional, para fins de comprovação que o professor ocupa a própria vaga.

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A Secretaria Geral do CPERS publicou, nesta quarta-feira (31), uma errata retificando o item 4.6 do regulamento, que versa sobre a eleição de delegados(as) nas Assembleias Regionais. Segue a nova redação:

“Para votar, todos estão aptos, mesmo sendo associados(as) no dia da eleição. Para ser votado(a) , o nome tem que constar na lista dos aptos até 60 dias antes do pleito.”

Acesse aqui a errata.

As Assembleias Regionais têm início neste dia 1º e seguem até o dia 21 de agosto em todos os 42 núcleos do CPERS. Confira as datas e saiba mais clicando aqui. 

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O CPERS recebeu, na manhã desta terça-feira (30), lideranças de entidades representativas do funcionalismo estadual para debater a construção de um ato unificado no dia 13 de agosto, data da próxima paralisação nacional da educação convocada pela CNTE e de mobilizações contra a Reforma da Previdência em todo o país.

A intenção é marcar o dia de lutas com um ato público na Praça da Matriz, denunciando o desmonte do Estado e os ataques protagonizados pelo governo Eduardo Leite aos servidores públicos. O dia 13 também é a data a partir da qual a folha de julho começa a ser quitada, representando o maior período sem pagamento desde o início dos atrasos, que já somam 44 meses.

O ato terá início às 14h, e a programação deve contar com aulas públicas e atrações artísticas. Às 16h, as centrais sindicais se somam ao ato e, às 17h30, os manifestantes saem em caminhada, passando pela esquina democrática e chegando à Faculdade de Educação da UFRGS.

“Defender a educação e a previdência social é uma pauta que nos une, pois afeta a todos(as) e dialoga com o presente e o futuro de cada trabalhador”, afirma a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer. “Mas precisamos denunciar o projeto de destruição de direitos, dos serviços públicos e do Estado de bem estar social, que está por trás dos ataques no Rio Grande do Sul e no Brasil.”

Assim como na capital, educadores(as) de toda a rede devem cruzar os braços em protesto contra a situação de miséria e a escalada de ataques à educação pública. O CPERS disponibilizará ônibus para os núcleos que não realizarem atos em suas regiões. Fique atento às nossas redes para mais informações.

Além da direção central do CPERS, participaram da reunião representantes do Senergisul, do Sindsepe/RS, do Sindicaixa e da Ugeirm.

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Na próxima segunda-feira (5) os(as) deputados(as) federais voltam do recesso parlamentar e no dia seguinte, 6 de agosto, a Câmara dos Deputados deve iniciar o segundo turno da votação da reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL).

Para entrar em vigor, a reforma, que obriga os(as) brasileiros(as) trabalharem mais para se aposentar e com valor do benefício menor, principalmente para os mais pobres, precisa ser aprovada duas vezes na Câmara e duas vezes no Senado.

Na votação do primeiro turno na Câmara, a mobilização da classe trabalhadora derrotou o governo em alguns pontos, como as alterações que praticamente acabavam com a aposentadoria dos rurais, a redução no valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para idosos(as) em condição de miséria e a idade mínima para professoras se aposentarem.

Outros retrocessos, no entanto, permanecem. Um exemplo é a restrição ao abono salarial PIS/Pasep. No Paraná, sete em cada 10 trabalhadores(as) que têm direito vão perder o benefício após a reforma.

Atualmente, todos os(as) trabalhadores(as) com carteira assinada e remuneração média anual de até dois salários mínimos têm direito ao abono salarial. Com a alteração proposta pelo governo Jair Bolsonaro, apenas quem tiver renda média anual igual ou inferior a R$ 1.364,43 poderá sacar o benefício pago anualmente no valor de até um salário mínimo.

Ainda dá tempo de virar

Para derrotar essas e outras medidas, centrais e sindicatos orientam a intensificar a mobilização nas redes sociais e nas ruas. O site “Na Pressão”, criado pela CUT, está com uma nova campanha no ar: “Querem o fim da sua aposentadoria – Juntos podemos evitar”.

Por meio desta ferramenta, o(a) trabalhador(a) podem enviar e-mails para os(as) parlamentares, contatá-los via redes sociais ou diretamente por meio do WhatsApp e dar o recado claramente: não mexam nos meus direitos.

Leia também: Informativo Contra a Reforma da Previdência | Ainda Dá Pra Virar

Como pressionar

Para pressionar, entre no site ‘napressao.org.br’, clique em cima da campanha “Querem o fim da sua aposentadoria” e, depois, clique em pressionar.

Na coluna da esquerda, estão os mais de 260 deputados(as) que são favoráveis ao fim da aposentadoria. Na coluna da direita, na cor verde, estão os(as) que são a favor da sua aposentadoria. Em laranja, na lista central, estão os(as) indecisos(as).

Ao escolher um(a) dos(as) parlamentares para pressionar você tem acesso a todas as informações sobre ele(a) e pode escolher através dos ícones abaixo da foto o jeito que prefere pressionar, pelo WhatsApp, Facebook, Twitter ou e-mail.

Ao clicar no compartilhar, você convida sua rede para também fazer pressão contra a reforma da Previdência.

Além disso, no ‘Na Pressão’ o(a) trabalhador(a) pode baixar o card de divulgação para redes sociais e também compartilhá-lo nos grupos de famílias e amigos(as).

Com informações da CUT.

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O Ministério Público (MP) acaba de ingressar com ação civil pública contra o Governo do Estado do Rio Grande do Sul pleiteando a interrupção do processo de transferência dos imóveis pertencentes ao Instituto de Previdência do Estado do RS (IPE) para o Poder Executivo.

A ação foi protocolada pela promotora de Justiça Miriam Balestro Floriano na 7ª Vara da Fazenda Pública, em Porto Alegre (RS), na noite de sexta-feira (26/07) e referenda o requerimento encaminhado pelo então presidente do Conselho Deliberativo do Instituto, Luís Fernando Alves da Silva, ainda em 2017. Na época, conta Silva, o colegiado denunciou a irregularidade do processo de tentativa de venda de dois imóveis do IPE, uma vez que retira ativos do instituto e, consequentemente, prejudica seus segurados em favor do Tesouro do Estado.

“Depois de dois anos de investigação, o MP reconheceu nosso pedido e acaba de ingressar com a ação. Nossa expectativa é obter liminar para interromper os processos de tentativa de venda em andamento e evitar a dilapidação do patrimônio do instituto, que precisa desses recursos para seguir prestando um serviço de qualidade aos seus segurados”, pontuou o dirigente que foi desligado do cargo uma vez que o Conselho Deliberativo foi extinto. Atualmente, Alves da Silva é vice-presidente da Associação dos Servidores da Justiça do RS (ASJ) e integrante do Conselho de Administração do IPE PREV, representando a União Gaúcha em Defesa Social e Pública.

Na tarde desta segunda-feira (29/07), Alves da Silva reuniu-se com a direção do CPERS para tratar do tema e definir estratégias de acompanhamento da ação.

Fonte: ASJ

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Na última semana, denunciamos a escandalosa morosidade da Seduc na admissão de contratados(as) e convocações; educadores(as) chegam a trabalhar por até seis meses sem receber um centavo até o primeiro contracheque. Nas mesmas escolas, encontramos direções indignadas com a inépcia do novo governo para cumprir atribuições mínimas na gestão da educação.

Apesar do discurso de eficiência e racionalização, na prática o governo Eduardo Leite se mostra incapaz de resolver problemas básicos do ano letivo, respondendo solicitações com meses de atraso, sobrecarregando quem trabalha no chão da escola e deixando milhares de estudantes sem aulas.

Na EEEF Souza Lobo, na Zona Norte da capital, por exemplo, faltam professores(as) para as séries iniciais, artes e supervisão, bem como uma merendeira.

“A Secretaria de Educação está levando um tempo interminável para responder nossas solicitações”, conta a diretora Karla Bolson. “Uma das professoras está sem receber desde o início do ano. Levaram três meses só para responder que o cadastro tinha algo errado. Toda hora é um documento diferente faltando. Aí tu faz, refaz e eles levam mais três meses para responder”, explica.

Karla lembra que, como diretora, tem prazos a cumprir e não pode faltar com suas atribuições, sob pena da escola ser penalizada. Enquanto isso, o governo caduca. “Eu tenho compromisso com a vida funcional dos profissionais que estão na escola, e não sinto esse retorno da mantenedora. Com esse governo piorou infinitamente”, desabafa.

A diretora conta, ainda, que a escola fechou duas turmas do 3º ano em 2019 e que outras duas serão encerradas no próximo ano. “É um desgaste emocional imenso, pois sou eu que tenho que dar uma resposta para a comunidade escolar. Eu me sinto enrolando os pais, porque o governo está me enrolando, então é um ciclo vicioso”, finaliza.

A vice-diretora da EEEF Aldo Locatelli, Mariane Rocha Dias, relatou as mesmas dificuldades. Duas turmas de 9º ano e uma 8º estão sem aulas de português desde maio, faltam duas professoras de anos iniciais, a biblioteca está sem uma profissional e há uma vaga em aberto para merendeira.

“No dia em que a única merendeira da escola não vem, somos nós que preparamos a comida. Então oferecemos frutas ou bolachas, pois não podemos cozinhar. E ainda temos que fazer um relatório explicando por que não oferecemos a merenda prevista no cardápio da Seduc”, afirma.

A diretora também critica a morosidade do governo. “A resposta da Seduc é que eles não tem quem mandar. Estão naquele enxuga enxuga de outras escolas para mandar um professor para cá. Não contratam, não chamam os nomeados, não abrem contratos, então é essa a situação”, observa.

Não é apenas no refeitório que a equipe diretiva se desdobra para garantir o atendimento aos estudantes. “Há professores dando aula para duas turmas juntas, fazendo de tudo para manter os alunos. Todos nós, diretora, vice-diretora, estamos em sala de aula para não perder esses estudantes. Mas chega uma hora em que não aguentamos mais”, confessa.

Caos planejado

Em meio ao caos, a Seduc não dá sinais de novos concursos públicos para preencher a falta de pessoal e precariza cada vez mais a condição dos contratados emergenciais. Resta a dúvida: quais são as reais intenções desse governo? Porque, quando o Estado assume a política deliberada de piorar seus serviços, prenunciam-se medidas ainda mais violentas, como a privatização do ensino e a terceirização dos profissionais da educação.

A desorganização do ano letivo não é por acaso. Consta, no planejamento da Seduc, a meta de reduzir duas mil turmas até o final de 2019. Seriam cinco mil turmas a menos até o final do governo. Como disse Darcy Ribeiro, a crise da educação não é crise, é projeto.

Mas faltou ao governador combinar com a realidade. Somente neste ano, a rede pública recebeu 30 mil estudantes a mais do que em 2018. A conta não fecha.

Exigimos esclarecimentos e soluções imediatas. A escola pública atende mais de 80% dos estudantes do Rio Grande do Sul. Não é possível que, além de trabalhar com salários atrasados há 44 meses e congelados há mais de quatro anos, não tenhamos o mínimo de tranquilidade para desenvolver o processo educacional e garantir a qualidade do ensino.

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