Mais de 2,4 mil educadores(as) aposentados já assinaram o manifesto disponibilizado pelo CPERS contra os projetos de morte de Eduardo Leite para a categoria. O documento foi lançado para receber assinaturas na tarde desta terça-feira (22).

Vinte e quatro horas depois, a adesão não para de crescer. Ainda é possível aderir. Basta preencher o formulário abaixo. A íntegra da carta pode ser lida na sequência da página.

Carta das aposentadas e aposentados da rede estadual de educação sobre o projeto desumano de Eduardo Leite

Nós, educadoras e educadores aposentados(as) da rede estadual do Rio Grande do Sul, repudiamos com veemência o mais recente ataque de Eduardo Leite aos professores(as), funcionários(as) de escola e a todos os gaúchos(as) que dependem da educação pública para aprender, sonhar e crescer.

É com perplexidade e indignação que tomamos conhecimento dos projetos do governador para destruir a carreira do magistério – conquistada a duras penas em nossas lutas históricas -, aprofundar o arrocho salarial, retirar direitos e confiscar o dinheiro dos aposentados(as) que ganham menos taxando a Previdência.

Em toda nossa trajetória, jamais vimos um governo atacar com tanta violência seus próprios servidores(as). Não é nada menos do que inacreditável a disposição de cobrar alíquotas previdenciárias de quem ganha pouco mais de um salário mínimo. Não trabalhamos e lutamos a vida inteira para chegar à aposentadoria empobrecidos e sem dignidade.

Este é um projeto de morte, nocivo e cruel.  É nos ombros de quem recebe os menores salários que recairá a conta da má gestão, das desonerações fiscais bilionárias, da sonegação de grandes empresas e dos privilégios dos altos salários.

O governador quer sacrificar as nossas vidas em nome de um ajuste fiscal que não produziu qualquer resultado positivo em cinco anos de arrocho. Pelo contrário, Sartori legou aos gaúchos(as) o maior rombo dos últimos 16 anos nas contas públicas. Quem, como Leite, está a serviço deste projeto, não está a serviço do Rio Grande do Sul.

Somos dezenas de milhares que construímos o passado e o presente, educando gerações. Nossas lutas históricas fizeram do CPERS um dos maiores e mais combativos Sindicatos do Brasil. Enfrentamos o chumbo da ditadura e a insensibilidade de outros governantes.

Estaremos em todos os espaços, nas ruas, nas praças e nos piquetes em escolas, de mãos dadas com os colegas da ativa para barrar essa proposta nefasta e inaceitável. A greve da categoria tem nosso apoio total e irrestrito. Eduardo Leite passará, nossos direitos ficarão. Avante educadores, de pé!

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Leia também:

– Série de vídeos detalha os ataques do pacote desumano de Eduardo Leite
– Como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados
– Eduardo Leite quer destruir a carreira e economizar às custas dos educadores
– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso
– Direções escolares se mobilizam contra ataques de Eduardo Leite
– Educadoras aposentadas assinam carta contra os projetos de Eduardo Leite

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Nós, professores(as) e funcionários(as) de escola do Rio Grande do Sul, pedimos a sua atenção: dentro de poucos dias estaremos em greve em todo o estado.

Sabemos das dificuldades e das consequências de uma greve para a organização familiar, mas esperamos contar com a compreensão e apoio de cada pai, cada mãe e cada aluno.

O governador Eduardo Leite não nos deixa alternativas.

Além de continuar a política de atrasos e congelamento salariais, o Estado ameaça acabar com o pouco que nos resta, atacando nossos direitos, nossas carreiras e nossos sonhos.

O governo fala em crise. Mas já estamos pagando, junto com você, por esta crise há anos. Trabalhamos e educamos com amor, mas amor não paga as contas.

Os impostos que todos nós sustentamos aumentaram. Os gaúchos sobrevivem com alguns dos custos mais elevados do país na gasolina, no gás, na água e na alimentação.

Enquanto isso, bancos têm lucros recordes, empresas deixam de pagar bilhões em impostos e os privilégios dos altos salários continuam intocados.

Por trás deste projeto está a intenção de acabar com a escola pública e os sonhos de milhões de gaúchos.

Querem privatizar o ensino e cobrar das famílias a conta do acesso à educação. Não vamos deixar que isso aconteça.

Mas precisamos da sua ajuda e da sua mão amiga.

Lutaremos hoje pelos nossos e pelos seus direitos. Pelo futuro da sua e das nossas famílias.

Amanhã, vamos celebrar juntos a vitória e recuperar todas as aulas que forem necessárias.

Temos compromisso e responsabilidade com a educação. Jamais deixamos de cumprir nossas obrigações. Você pode contar conosco. Queremos contar contigo.

Se é guerra que Eduardo Leite quer, é greve que ele vai ter.

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– Assine a carta das educadoras aposentadas contra os projetos de Eduardo Leite
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– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
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Símbolo da resistência na capital, o colégio Julinho sediou na manhã desta quarta-feira (22) uma plenária com direções e educadores(as) de mais de 20 escolas de Porto Alegre sobre as atrocidades previstas no projeto do governo Eduardo Leite.

Reunidos no auditório, professores(as) e funcionários(as) escutaram, atentos e perplexos, as explicações repassadas pela direção central do CPERS e a assessoria jurídica do sindicato, representada pelo advogado Marcio Rosa.

Os projetos incluem medidas como o congelamento dos salários de toda a categoria por anos a fio, o extermínio de direitos históricos como as vantagens temporais, ataques à organização sindical e taxação de aposentados(as) que recebem um centavo acima do salário mínimo, sem prever qualquer compensação.

“No texto apresentado pelo governo, as mudanças na carreira trazem um grande desestímulo aos educadores. Cito um exemplo: o professor que ingressa hoje no magistério, já entra no seu nível equivalente, de acordo com graduações e especializações que tiver. O projeto do governo prevê que isso ocorra apenas após o estágio probatório, que é de três anos”, explicou Marcio.

A falsa ideia que o governo tenta passar para a sociedade, de que irá pagar o Piso para a categoria, também foi esclarecida pelo advogado. “Vão retirar todas as gratificações e vantagens e incorporar no básico. Ou seja, serão os professores que pagarão o próprio Piso e não o governo. Isso não é um projeto, é um antiprojeto”, afirmou.

Sobre os educadores(as) em regime de contratação temporária, Rosa destacou “o governo quer a retirada de direitos fundamentais destes servidores, como a licença-maternidade”.

Edson Garcia, 2º vice-presidente do CPERS, frisou a importância das plenárias para fortalecer a justa luta da categoria. “As informações que passamos devem ser levadas aos colegas nas escolas. Só assim, compreendendo as consequências do projeto, vamos fortalecer a nossa resistência. Se não lutarmos, não sobrará nada”, destacou.

A secretária-geral do Sindicato, Candida Rosseto classificou o projeto do governo como o pacote de morte. ” É um projeto extremamente nocivo. Todos serão atingidos, inclusive os aposentados, que passarão a pagar alíquotas que podem chegar a mais de 16% do salário. Se não reagirmos, quem vai pagar a conta da crise seremos nós”, alertou.

Candida lembrou ainda que, 72 horas após o projeto ser protocolado na Assembleia Legislativa, será deflagrada a greve, conforme decisão da Assembleia Geral da categoria. “Isso já está definido! Agora, vamos mostrar nossa capacidade de mobilização nas escolas. E as direções têm papel fundamental neste cenário”, conclamou.

A vice-diretora do 39º núcleo do CPERS (Porto Alegre), Maria Resplande Batista de Sá, observou a importância da unidade para impedir que direitos historicamente conquistados sejam retirados. “Cada um que sair daqui hoje tem que ir para a sua escola e dizer o quanto é importante a nossa unidade frente a este tremendo ataque do governo, que é conivente com o governo federal. Não estamos derrotados, vamos unir forças para impedir esta afronta”, frisou.

Verônica de Souza Macedo, diretora da escola Vila Jardim Renascença, relatou que conhecia o projeto apenas de forma resumida e que através das informações repassadas na plenária pode conhecer a fundo as verdadeiras intenções do governo.

“Foi muito esclarecedor e assustador. Estou na reta final para me aposentar e me sinto muito insegura, pois ninguém vai escapar. É aterrorizante a forma como ele está atacando o nosso plano de carreira. Já estamos há cinco anos sem nem um reajuste, com salários atrasado, pedindo empréstimos ao banco para receber o que nos é de direito. É muito desrespeito”, afirmou.

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A direção central do CPERS segue na estrada em um esforço conjunto de mobilização da base e debate sobre os projetos de Eduardo Leite para os trabalhadores(as) da educação.

Nesta terça-feira (22), além da agenda em Rosário do Sul, a presidente Helenir Aguiar Schürer conduziu uma plenária com educadores(as) de oito escolas estaduais em Quaraí, no Centro Cultural Dyonélio Machado, palco de lutas históricas na cidade da região da campanha.

Os projetos incluem medidas como o congelamento dos salários de toda a categoria por anos a fio, o extermínio de direitos históricos como as vantagens temporais, ataques à organização sindical e taxação de aposentados(as) que recebem um centavo acima do salário mínimo, sem prever qualquer compensação.

“Em fevereiro, quando visitou o CPERS, Eduardo Leite disse que buscaria uma forma de valorizar a carreira e torná-la mais atrativa. Mas a proposta do governo é o avesso disso. Hoje a diferença salarial entre o nível médio e a pós-graduação é de 100%. Se o projeto passar, um doutorado receberá apenas 7% a mais do que o colega de nível médio. É a morte da carreira”, explica Helenir.

As plenárias, realizadas em todo o estado são fundamentais para preparar a categoria para a greve, a ser deflagrada 72 horas após o protocolo dos projetos na Assembleia Legislativa. O envio aos deputados é esperado para os próximos dias.

Ana Maria Fritz, professora de história nomeada pela Justiça em 2013 por intervenção do CPERS, aprovou a plenária e fez um chamado à luta.

“São esclarecimentos que vêm como uma luz no fim do túnel. No interior a gente se sente perdido com as notícias que vêm da TV. Com o decorrer dos anos os governos vêm massacrando a classe e é muito bom ter um Sindicato como o CPERS ao nosso lado. As pessoas se sentem acuadas e com medo, mas não tem que ter medo. Tem que meter a cara e ir em frente para garantir nossos direitos”, afirma a educadora.

Nesta quarta (23), Helenir esteve no Encontro dos Aposentados em Cachoeira do Sul e, no fim da tarde, participa de plenária em São Gabriel.

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Nós, educadoras e educadores aposentados(as) da rede estadual do Rio Grande do Sul, repudiamos com veemência o mais recente ataque de Eduardo Leite aos professores(as), funcionários(as) de escola e a todos os gaúchos(as) que dependem da educação pública para aprender, sonhar e crescer.

É com perplexidade e indignação que tomamos conhecimento dos projetos do governador para destruir a carreira do magistério – conquistada a duras penas em nossas lutas históricas -, aprofundar o arrocho salarial, retirar direitos e confiscar o dinheiro dos aposentados(as) que ganham menos taxando a Previdência.

Em toda nossa trajetória, jamais vimos um governo atacar com tanta violência seus próprios servidores(as). Não é nada menos do que inacreditável a disposição de cobrar alíquotas previdenciárias de quem ganha pouco mais de um salário mínimo. Não trabalhamos e lutamos a vida inteira para chegar à aposentadoria empobrecidos e sem dignidade.

Este é um projeto de morte, nocivo e cruel.  É nos ombros de quem recebe os menores salários que recairá a conta da má gestão, das desonerações fiscais bilionárias, da sonegação de grandes empresas e dos privilégios dos altos salários.

O governador quer sacrificar as nossas vidas em nome de um ajuste fiscal que não produziu qualquer resultado positivo em cinco anos de arrocho. Pelo contrário, Sartori legou aos gaúchos(as) o maior rombo dos últimos 16 anos nas contas públicas. Quem, como Leite, está a serviço deste projeto, não está a serviço do Rio Grande do Sul.

Somos dezenas de milhares que construímos o passado e o presente, educando gerações. Nossas lutas históricas fizeram do CPERS um dos maiores e mais combativos Sindicatos do Brasil. Enfrentamos o chumbo da ditadura e a insensibilidade de outros governantes.

Estaremos em todos os espaços, nas ruas, nas praças e nos piquetes em escolas, de mãos dadas com os colegas da ativa para barrar essa proposta nefasta e inaceitável. A greve da categoria tem nosso apoio total e irrestrito. Eduardo Leite passará, nossos direitos ficarão. Avante educadores, de pé! 

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Nós, educadoras e educadores aposentados(as) da rede estadual do Rio Grande do Sul, repudiamos com veemência o mais recente ataque de Eduardo Leite aos professores(as), funcionários(as) de escola e a todos os gaúchos(as) que dependem da educação pública para aprender, sonhar e crescer.

É com perplexidade e indignação que tomamos conhecimento dos projetos do governador para destruir a carreira do magistério – conquistada a duras penas em nossas lutas históricas -, aprofundar o arrocho salarial, retirar direitos e confiscar o dinheiro dos aposentados(as) que ganham menos taxando a Previdência.

Em toda nossa trajetória, jamais vimos um governo atacar com tanta violência seus próprios servidores(as). Não é nada menos do que inacreditável a disposição de cobrar alíquotas previdenciárias de quem ganha pouco mais de um salário mínimo. Não trabalhamos e lutamos a vida inteira para chegar à aposentadoria empobrecidos e sem dignidade.

Este é um projeto de morte, nocivo e cruel.  É nos ombros de quem recebe os menores salários que recairá a conta da má gestão, das desonerações fiscais bilionárias, da sonegação de grandes empresas e dos privilégios dos altos salários.

O governador quer sacrificar as nossas vidas em nome de um ajuste fiscal que não produziu qualquer resultado positivo em cinco anos de arrocho. Pelo contrário, Sartori legou aos gaúchos(as) o maior rombo dos últimos 16 anos nas contas públicas. Quem, como Leite, está a serviço deste projeto, não está a serviço do Rio Grande do Sul.

Somos dezenas de milhares que construímos o passado e o presente, educando gerações. Nossas lutas históricas fizeram do CPERS um dos maiores e mais combativos Sindicatos do Brasil. Enfrentamos o chumbo da ditadura e a insensibilidade de outros governantes.

Estaremos em todos os espaços, nas ruas, nas praças e nos piquetes em escolas, de mãos dadas com os colegas da ativa para barrar essa proposta nefasta e inaceitável. A greve da categoria tem nosso apoio total e irrestrito. Eduardo Leite passará, nossos direitos ficarão. Avante educadores, de pé! 

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Instalado no Dia do Professor, o Acampamento da Resistência segue firma na Praça da Matriz, em Porto Alegre. Conforme deliberado na última Assembleia Geral do CPERS, realizada dia 27 de outubro, a cada semana a organização do local ficará a cargo de alguns dos núcleos do sindicato.

Desde ontem, segunda-feira (21), o 20º (Canoas) 38º/39º (Porto Alegre) e 34º (Guaíba) núcleos são os responsáveis pela rotina do acampamento que inclui os sinetaços que iniciam e fecham as atividades.

Os professores(as) e funcionários(as) de escola trazem uma bagagem própria de luta, histórias e conquistas.

“Entra ano e sai ano e é sempre a mesma coisa, lutando pelos nossos direitos. Cada governo que entra a história se repete, tentam retirar nossos direitos que foram conquistados com tanta luta. Eu tenho esperança que melhore, mas quando não sabemos”, desabafa a merendeira aposentada, Maria Angélica Rodrigues Machado, nesta semana representado o 38º núcleo.

Para o professor de história, Sergio Antônio Kumpfer, 58 anos, representando o núcleo de Guaíba, os educadores estão exercendo o direito e dever profissional em defesa da dignidade da categoria e da escola pública. “Nós temos dever e compromisso com a escola pública de qualidade”, ressalta.

Na opinião do professor, os governos liberais percorrem o mesmo caminho, de entrega do patrimônio, desconstituição e destruição dos serviços públicos. “Eles escolhem sempre os mesmos inimigos, que são os trabalhadores, que na verdade seguram na ponta a execução do serviço público. O governo nem sabe o que acontece na escola pública. Nós que garantimos o mínimo de qualidade que os educandos da escola pública do Rio Grande do Sul ainda tem.”

No magistério desde 1989, ele conta que nunca viu tantos ataques aos educadores como nos dois últimos governos estaduais. “Nunca imaginei que, mesmo com salários tão pequenos, seríamos rotulados pelo governo do estado como tendo privilégios. É uma situação dramática, lamentável, o que nos resta é a luta cidadã, o convencimento e esclarecimento da sociedade, porque nós vamos continuar na rede pública e esse governo vai passar, eles passarão”, conclui Sérgio.

“Esse governo veio com toda força, nos sugando, nos prejudicando e tentando tirar o que lutamos para conquistar. Porque nada vem fácil, tudo foi na luta. E com muito trabalho, com muito estudo, muita persistência. E hoje vemos eles tentarem retirar tudo. É uma tristeza muito grande, fico revoltada”, conta a representante do 39º núcleo no acampamento, Ione Torres de Oliveira, merendeira aposentada.

Ione é sócia há 20 anos do CPERS e relata que participa assiduamente de todos os chamamentos do Sindicato. “E sempre que precisarem pode contar comigo. Eu estou sempre do lado do sindicato. O CPERS somos todos nós”, conclui.

A acampamento seguirá na Praça até o final do ano para lembrar o governador, diariamente, que os educadores gaúchos resistirão fortemente para impedir a retirada de seus direitos históricos.

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Nesta terça-feira (22), a etapa regional da 4ª Mostra Pedagógica do CPERS chegou ao 17º Núcleo (Bagé). Orgulhosos, dezenas de estudantes expuseram, junto com seus professores, os projetos realizados em sala de aula. No auditório da UERGS, o público pode conferir de perto a qualidade da educação pública.

No total foram inscritos 14 trabalhos, frutos dos projetos desenvolvidos no decorrer do ano nas escolas Barão de Aceguá, Chico Mendes, Frei Plácido, Justino Quintana e Farroupilha. As abordagens apresentadas contemplaram as áreas de Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Química e Linguagens Interdisciplinares das séries iniciais do ensino fundamental, do ensino médio, do ensino médio/educação profissional e das séries finais do ensino fundamental.

Para avaliar as produções a Mostra contou com o olhar atento das professoras Mirna Susana Viera Martinez e Veronica Camargo, ambas da UERGS e Giulia Vieira, do IFSUL.

“As escolas estão expondo muitas mensagens sobre a importância da educação   para a vida. Uma em especial, que vi aqui na UERGS, me chamou a atenção, pois diz assim: uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo, a educação é a solução. Isso nos leva a uma importante reflexão. Se a educação é a solução por que tantos ataques à escola pública? Precisamos trazer a sociedade para o nosso lado e juntos barrar esses projetos de retiradas de direitos dos educadores. A resistência se vê aqui, na prática, com a Mostra Pedagógica Regional de Bagé. Um viva a educação pública!”, conclamou a coordenadora do Departamento de Educação do CPERS, Rosane Zan.

Trabalhos selecionados para a etapa estadual da Mostra:

  • Séries iniciais do ensino fundamental

Projeto: Escrita criativa nos anos Iniciais do ensino fundamental a partir de reflexões acerca da diversidade étnico-racial brasileira

Escola: Frei Placido, de Bagé

Professora responsável: Sâmia Machado Reis Conceição

  • Séries finais do ensino fundamental

Projeto: Semeando Agrofloresta – Colhendo a construção coletiva do conhecimento

Escola: Chico Mendes, de Hulha Negra

Professores responsáveis: Cenira Hahn e Mariano Gasso

  • Ensino Médio Técnico

Projeto: Sustentabilidade

Escola: Frei Plácido, de Bagé

Professora responsável: Iaramar Fernandes

  • Ensino Médio

1) Projeto: Pac Man hidráulico (1º lugar)

Escola: Barão de Aceguá, de Aceguá

Professores responsáveis: Helen Giorgis Santos e André Maraschin

2) Projeto: Diversidade cultural (2º lugar)

Escola: Frei Plácido, de Bagé

Professora responsável: Nádia La Bella

3) Projeto: Aquaponia (3º lugar)

Escola: Barão de Aceguá, de Aceguá

Professoras responsáveis: Helen Giorgis e Andressa Machado

As etapas regionais da iniciativa começaram no dia dez de setembro e seguem até 12 de novembro. Nos dias 28 e 29 será realizada, em Porto Alegre, a etapa estadual.

Para se inscrever basta preencher o formulário abaixo. Os anexos (como documentos, trabalhos por escrito ou em powerpoint, fotos e vídeos) devem ser enviados para o e-mail mostracpers@gmail.com.

Cronograma das próximas Mostras:

24/10 – Pelotas

25/10 – Camaquã

29/10 – Santiago

30/10 – Santa Maria

31/10 – Cachoeira do Sul

01/11 – Santa Cruz

05/11 – 38º Porto Alegre

05/11 – 39° Porto Alegre

05/11 – Gravataí

06/11 – Canoas

06/11 – Guaíba

07/11 – São Leopoldo

07/11 – Soledade

08/11 – Osório

08/11 – Montenegro

12/11 – Bento Gonçalves

12/11 – Taquara

12/11 – Guaporé

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Informar a base, debater a importância da resistência, mobilizar e construir a greve.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, conduz uma intensa agenda de diálogo voltada a direções e representantes de escolas no interior do Rio Grande do Sul, detalhando os ataques presentes no pacote de medidas de Eduardo Leite.

Na manhã desta terça-feira (22), educadores(as) de oito escolas de Rosário do Sul debateram as propostas na EEEF Marçal Pacheco.

“Em 30 anos de magistério, jamais vi um projeto tão violento. Querem que os menores salários paguem a conta de uma eterna crise fiscal. Mas nós já pagamos essa conta há anos, sem qualquer sinal de melhora na situação do Estado”, argumenta a presidente.

Os projetos incluem medidas como o congelamento dos salários de toda a categoria por anos a fio, o extermínio de direitos históricos como as vantagens temporais, ataques à organização sindical e taxação de aposentados(as) que recebem um centavo acima do salário mínimo, sem prever qualquer compensação.

“Somente uma mobilização massiva, unificada e consciente dos educadores pode forçar Eduardo Leite a recuar. Essa categoria tem força e uma história rica em lutas vitoriosas. O governador passará, mas nossos direitos ficarão”, convoca.

As plenárias, realizadas em todo o estado pela direção central, são fundamentais para preparar a categoria para a greve, a ser deflagrada 72 horas após o protocolo dos projetos na Assembleia Legislativa. O envio aos deputados é esperado para os próximos dias ou semanas.

Ainda nesta terça, Helenir realiza plenária em Quaraí. Na quarta, estará em Cachoeira do Sul e São Gabriel.

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O Conselho Geral do CPERS manifesta seu apoio à professora Maria Medianeira Ibanez Alberto, do 21º núcleo (Uruguaiana). Após participar das manifestações das universidades, nos dias dois e três de outubro, em repúdio aos ataques contra a educação pública, ela passou a sofrer perseguição política e sentiu a força repressiva do poder municipal.

Aos 72 anos de idade, a professora Maria possui uma trajetória de forte atuação na luta em defesa dos educadores e da educação. Sempre presente nas manifestações do CPERS, nos dias citados, não foi diferente. A educadora atendeu ao chamado do Sindicato e participou das atividades que repudiaram os ataques dos governos contra o ensino público.

O CPERS colocou à disposição da educadora sua assessoria jurídica para auxiliar na resolução do caso e fazer cessar a perseguição.

Não aceitaremos que os trabalhadores e trabalhadoras sejam impedidos do direito democrático de se manifestarem.

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