Diretores de escolas do 22° Núcleo reuniram-se na tarde desta quarta-feira (16), na EEEM Heitor Villa-Lobos, em Gravataí, para conhecer e debater os diversos ataques do pacote de medidas apresentado pelo governo na última semana, relativos a mudanças no Plano de Carreira do Magistério, no Estatuto dos Servidores (Lei 10.098) e na Previdência Estadual. 

Durante a abertura do encontro, a diretora do CPERS, Valdete Moreira, destacou a hipocrisia do discurso do governador sobre o projeto. 

“Os educadores precisam saber que, por mais que o projeto venha disfarçado de aumento com a promessa do piso, serão mais de dez anos sem nenhum reajuste. Por isso estamos aqui hoje, vocês são o nosso elo com a escola nesse momento, precisamos que os educadores conheçam a realidade desse projeto”, destacou Valdete.

A diretora do CPERS, Vera Lessês, falou sobre a brutalidade do pacote de mudanças para os educadores(as), uma categoria que já sofre com a desvalorização e 46 meses de salários atrasados e parcelados. “A situação é muito pior do que imaginávamos. Eduardo Leite vai conseguir algo nunca feito, unir todos os servidores contra  o governo”, afirmou.

O que está em jogo com o pacote de mudanças de Eduardo Leite

Olhares incrédulos e semblantes preocupados, estas foram algumas das reações dos diretores(as) de escola sobre como o pacote de mudanças de Leite afetará funcionários(as) de escola, professores(as) e aposentados(as).

Tatiane Severo Freitas, representando o escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, assessoria jurídica do CPERS, apresentou o que está em jogo para a categoria. “Eduardo Leite quer ficar conhecido como o governador que pagou o piso, sendo que, quem vai pagar o piso do Rio Grande do Sul é o próprio educador”, destacou.

A advogada ressaltou ainda que a proposta de Leite não passa de uma reorganização dos gastos atuais com a folha, sem conceder um centavo a mais. “O projeto de Leite é muito cruel e com o que está proposto, a atual situação pode piorar mais ainda no longo prazo”, afirmou Tatiane.

Durante a apresentação, a diretora da EEEF Dr. Liberato Salzano V. da Cunha, Simone de Souza, ficou surpresa com o fato de que uma das mudanças do pacote refere-se a restrição do difícil acesso apenas para escolas do campo. “Minha escola tem 100% de difícil acesso e eu já tenho dificuldade de conseguir professores, se nos tirarem esse direito a escola vai fechar”, declarou.

Ao fim do encontro a diretora do Sindicato, Valdete, relembrou ainda outro fator importante, o governo atual tem maioria na Assembleia Legislativa, por isso, a união e pressão da categoria sobre os deputados será a única forma de barrar essas mudanças. 

“Façam reunião com os colegas nas suas escolas. A situação é urgente. As “vantagens” apresentadas pelo governo vão mascarar a realidade. Se o pacote for aprovado, os educadores ficarão ainda mais empobrecidos”, reiterou Valdete. 

AGORA É GREVE

Conforme deliberado na última Assembleia Geral do CPERS, assim que Eduardo Leite protocolar os projetos, o Sindicato comunicará toda a categoria e setenta e duas horas (72h) depois, entraremos em greve para barrar o fim da carreira e os ataques ao serviço público.

Somente uma mobilização massiva, forte e unificada pode obrigar Eduardo Leite a recuar. Por isso, converse com seu colegas de trabalho, discuta a importância da greve com alunos e pais.  Mobilize toda a comunidade escolar. 

Para auxiliar, estamos preparando diversos conteúdos em nosso site resumindo de forma objetiva o pacote desumano de Leite. Acesse aqui e compartilhe!

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Com o objetivo de valorizar os(as) educadores(as) e mostrar a riqueza das experiências pedagógicas produzidas no chão da escola, a 4ª edição da Mostra Pedagógica do CPERS está passando pelos 42 núcleos do Sindicato.

Nesta quarta-feira (16), o 19º núcleo (Alegrete) realizou a etapa regional da Mostra. O encontro de estudantes e professores(as) ocorreu a partir das 9h, no salão Maria Amorin.

Alguns dos assuntos abordados nos projetos foram meio ambiente, história, igualdade de gêneros, a importância de leitura e sentimentos de estudantes e educadores (tristeza, depressão, medos, desmotivação, suas causas e consequências).

A diretora do núcleo, Maria Izete Paré Rhodes deu as boas-vindas aos alunos e professores e falou da alegria de prestigiar os projetos inscritos na mostra.

A coordenadora do Departamento de Educação, Rosane Zan, perguntou aos presentes na Mostra: “O que fazer diante dos ataques de retiradas dos nossos direitos? A reposta ela mesma fez questão de destacar: “Vamos contra-atacar com a prática pedagógica no chão da escola. Este será o nosso ato de resistência. Temos, em nossas mãos, o poder de transformação social como educadores”, concluiu.

Para se inscrever na Mostra basta preencher o formulário abaixo. Os anexos (como documentos, trabalhos por escrito ou em powerpoint, fotos e vídeos) devem ser enviados para o e-mail mostracpers@gmail.com.

 

Projetos selecionados:

Nível: Séries Finais do Ensino Fundamental
1º Lugar:
Projeto: Lendo o Mundo, Escrevendo a Vida
Orientadora:  Ana Lucia Silva Vargas
EEEM Dr. Romário Araújo de Oliveira.

2º Lugar:
Projeto: Produzindo Sabão; Confeccionando Jornal
Orientadores: Osmar Senador Mendonça Júnior e Izabel Cristina Vieira Ferreira Escola Estadual de Ensino Fundamental Santa Inês

3º Lugar:
Projeto Testemunhos e Monumentos da República Oligárquica na Praça Central
Orientador: Anderson Romário Pereira Corrêa
Escola Estadual de Educação Básica Dr. Lauro Dornelles.

Nível: Ensino Médio
Projeto: Luta por Igualdade das Mulheres em Alegrete
Orientador: Bolívar Schlottfeldt Marini
Escola Estadual de Ensino Médio Waldemar Borges

Nível: Educação Profissional
Projeto: No meio do caminho, há pedra, vida e poesia. Na linguagem da escola, há afeto, grito e luta
Orientadora: Mariléia da Silva Marchezan
Instituto Estadual de Educação Oswaldo Aranha

 

Cronograma das próximas Mostras:

18/10 – Livramento
22/10 – Bagé
23/10 – Rio Grande
24/10 – Pelotas
25/10 – Camaquã
29/10 – Santiago
30/10 – Santa Maria
31/10 – Cachoeira do Sul
01/11 – Santa Cruz
05/11 – 38º Porto Alegre
05/11 – 39° Porto Alegre
05/11 – Gravataí
06/11 – Canoas
06/11 – Guaíba
07/11 – São Leopoldo
07/11 – Soledade
08/11 – Osório
08/11 – Montenegro
12/11 – Bento Gonçalves
12/11 – Taquara
12/11 – Guaporé

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Mais de 280 educadores(as) aposentados dos núcleos de Erechim, Lagoa Vermelha e Passo Fundo celebraram a vida e a luta nesta quarta-feira (16).

Reunidos para a etapa regional do Encontro de Aposentados, as associadas do CPERS participaram do Desafio de Danças Folclóricas, debateram a conjuntura política e receberam informações aprofundadas sobre o pacote de ataques de Eduardo Leite, com apresentação do advogado Marcelo Oliveira Fagundes.

“Nossas conquistas históricas estão ameaçadas. Precisamos, mais uma vez, honrar as lutas do CPERS e nos preparar para a luta em defesa da carreira e dos nossos direitos”, afirmou Glaci Weber, diretora do Departamento de Aposentados(as).

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, também abordou o pacote desumano de Leite. “É quase impossível acreditar que alguém tenha desenvolvido um projeto desses, tamanha a crueldade das medidas, porque todo o estado sabe da precaridade que vive a nossa categoria”, avaliou.

O pacote atinge violentamente toda a categoria, incluindo os inativos. Quem recebe a partir de um salário mínimo passará a contribuir com alíquotas previdenciárias, e não terá qualquer previsão de reajuste salarial.

Assista o vídeo explicativo sobre como as alterações propostas atingem em cheio quem já trabalhou a vida toda.

O grupo de dança de Lagoa Vermelha conquistou o 1º lugar no Desafio de Danças, ao som do ritmo do Xaxado.

As aposentadas também assinaram, por unanimidade, uma carta que repudia o pacote de medidas de Eduardo Leite e convoca a categoria para a greve.

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Cerca de 280 educadoras aposentadas dos núcleos de Erechim, Lagoa Vermelha e Passo Fundo aprovaram, por unanimidade, uma carta que repudia o pacote de medidas de Eduardo Leite e convoca a categoria para a greve.

O documento foi apresentado e assinado nesta quarta-feira (16), no Encontro Regional de Aposentados em Erechim, com a presença da presidente Helenir Aguiar Schürer e a diretora do Departamento de Aposentados, Glaci Weber.

Leia a íntegra:

Carta das aposentadas e aposentados do CPERS  sobre o projeto desumano de Eduardo Leite

Nós, educadoras e educadores aposentados da rede estadual do Rio Grande do Sul, repudiamos com veemência o mais recente ataque de Eduardo Leite aos professores(as), funcionários(as) de escola e a todos os gaúchos que dependem da educação pública para aprender, sonhar e crescer.

É com perplexidade e indignação que tomamos conhecimento dos projetos do governador para destruir a carreira do magistério – conquistada a duras penas em nossas lutas históricas -, aprofundar o arrocho salarial, retirar direitos e confiscar o dinheiro dos aposentados(as) que ganham menos taxando a Previdência.

Em toda nossa trajetória, jamais vimos um governo atacar com tanta violência seus próprios servidores. Não é nada menos do que inacreditável a disposição de cobrar alíquotas previdenciárias de quem ganha pouco mais de um salário mínimo. Não trabalhamos e lutamos a vida inteira para chegar à aposentadoria empobrecidos e sem dignidade.

Este é um projeto de morte, nocivo e cruel.  É nos ombros de quem recebe os menores salários que recairá a conta da má gestão, das desonerações fiscais bilionárias, da sonegação de grandes empresas e dos privilégios dos altos salários.

O governador quer sacrificar as nossas vidas em nome de um ajuste fiscal que não produziu qualquer resultado positivo em cinco anos de arrocho. Pelo contrário, Sartori legou aos gaúchos o maior rombo dos últimos 16 anos nas contas públicas. Quem, como Leite, está a serviço deste projeto, não está a serviço do Rio Grande do Sul.

Somos dezenas de milhares que construímos o passado e o presente, educando gerações. Nossas lutas históricas fizeram do CPERS um dos maiores e mais combativos Sindicatos do Brasil. Enfrentamos o chumbo da ditadura e a insensibilidade de outros governantes.

Estaremos em todos os espaços, nas ruas, nas praças e nos piquetes em escolas, de mãos dadas com os colegas da ativa para barrar essa proposta nefasta e inaceitável. A greve da categoria tem nosso apoio total e irrestrito. Eduardo Leite passará, nossos direitos ficarão. Avante educadores, de pé!

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Leia também:

– Série de vídeos detalha os ataques do pacote desumano de Eduardo Leite
– Como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados
– Eduardo Leite quer destruir a carreira e economizar às custas dos educadores
– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso

 

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Confira o dossiê elaborado pelo CPERS sobre a proposta de Eduardo Leite para atacar a carreira, a Previdência e os direitos dos servidores. O conteúdo foi entregue à imprensa em coletiva nesta terça (15) e elaborado com dados do Dieese e da Assessoria Jurídica, com base na reunião realizada no dia 9 com o governador.

  1. Achatamento da carreira

– No atual Plano de Carreira do Magistério, a diferença do salário básico entre o topo e o início da carreira é de 200%

– A proposta de Leite prevê apenas 52%

– Entre o nível médio e o doutorado, sem alteração de classe, o governo prevê apenas 7% de aumento

– Para efeito comparativo, ver a diferença entre o topo e o início da carreira em outros estados:

PR: 364%
MG: 291%
CE: 266%
SP: 183%

– A retirada de direitos e vantagens com a finalidade de pagamento do piso em uma carreira achatada, sem o correspondente escalonamento, retira por completo a finalidade da Lei Nacional do Piso do Magistério (nº 11.738/08), de valorizar a educação e seus trabalhadores

– Qualquer proposta que inclua valores inferiores às projeções abaixo, calculadas de acordo com o atual Plano de Carreira e considerando o Piso como básico (40h), é um ataque a direitos já assegurados à categoria

2. Reajuste zero por tempo indeterminado

–  O governo quer que o educador pague o próprio piso. A proposta de Leite é uma mera reorganização dos gastos atuais com a folha, sem conceder um centavo a mais. Isso para uma categoria que perdeu mais de ⅓ do poder de compra em cinco anos de salários congelados

– As vantagens serão integradas ao básico para mascarar o pagamento do piso e o valor excedente transformado em “parcela autônoma”. Essa parcela não sofrerá reajuste e perderá valor real com cada alta da inflação. Pior: eventuais reajustes do básico serão descontados da parcela autônoma, condenando grandes segmentos da categoria ao congelamento de seus contracheques até que toda a parcela seja integrada ao básico

– Com o fim das vantagens temporais (triênios e quinquênios), cessa qualquer possibilidade de crescimento vegetativo dos salários

– O governo não acena com qualquer possibilidade real de reajuste. Afirma que o básico da carreira será reajustado de acordo com a variação do Piso Nacional, que depende de uma improvável sanção do atual governo federal, marcado por uma violenta política de cortes na educação

  1. Previdência estadual

Quem ganha menos será penalizado pelas alterações e quem ganha mais terá alívio financeiro

Simulações elaboradas pelo Dieese demonstram que os inativos lotados na folha da Seduc poderão responder por cerca de 74% de toda a arrecadação do Estado com a incidência de alíquotas para quem recebe abaixo do teto do INSS

  • Projeção de arrecadação total com os inativos abaixo do teto: R$ 35 milhões / mês
  • Projeção de arrecadação com os inativos da Seduc abaixo do teto: R$ 26 milhões / mês 

Já a proposta de alíquotas progressivas para inativos que ganham acima do teto resultará em uma redução na arrecadação de R$ 5,2 milhões

Em 10 anos, R$ 4,7 bilhões poderão ser confiscados do contracheque de inativos até o teto e o Estado poderá deixar de arrecadar R$ 679 milhões com inativos acima do teto

Apesar de representarem 61,6% dos vínculos do funcionalismo estadual, os educadores(as) respondem por 29,7% da folha. A categoria já paga, há anos, pelo incremento dos salários mais altos. Em 2014, a folha da Seduc representava 37,8% dos gastos de pessoal. A queda demonstra que desvalorizar a educação é uma política de Estado no Rio Grande do Sul

Os trabalhadores contratados (temporários) contribuem para o Regime Geral da Previdência (RGPS) e não para o Regime Próprio dos servidores (RPPS). Se o governo realizasse concurso público para admissão dos 25.142 contratados na carreira, arrecadaria R$ 220 milhões anuais para o RGPS. Seriam R$ 2,2 bi em 10 anos.

 

  1. Déficit inflado

A análise das projeções orçamentárias demonstra que, desde 2015, o Estado superestima e expectativa de déficit. Entre 2015 e 2018, a média do déficit realizado é 53% menor do que orçado, conforme tabela abaixo:

 

Déficit projeto na PLOA
Ano Orçado (A) Realizado (B) (B)/(A)
2015 5.4 bilhões 4.9 bilhões -9%
2016 4.6 bilhões 143 milhões -97%
2017 2.9 bilhões 1.6 bilhões -46%
2018 6.9 bilhões 2.7 bilhões -61%
Média -53%

 

Na apresentação do governo, utiliza-se a previsão de déficit constante na Loa, de R$ 5,2 bi. Mantida a tendência de superestimação, o déficit real deve girar em torno de R$ 2,4 bi.
A PLOA 2020 não considera:

  • Adesão ao Regime de Recuperação Fiscal
  • A manutenção da liminar obtida junto ao STF em 2017 para não pagar a dívida com a União
  • As economias em licença prêmio (PEC 242) e triênios (PEC 261)
  • O Estado orçou uma arrecadação de 32,6 bilhões, sendo que em 2018 o Estado arrecadou 34,8 bilhões
  1. Como as propostas atingem cada segmento da categoria

    5.1 PROFESSORES(as)

– Fim do Plano de Carreira

– Reajuste ZERO por tempo indeterminado

– Todas as gratificações e vantagens passam a integrar o básico do nível/classe correspondente

– Criação de parcela autônoma com a “sobra” das vantagens acima do básico. Este valor não será reajustado

– Fim das vantagens temporais (triênios, quinquênios e avanços)

– Fim da incorporação de gratificações para a aposentadoria

– Aumento da contribuição para a aposentadoria

– Aumento do tempo de contribuição e redução dos proventos conforme Reforma da Previdência nacional

– Redução das férias remuneradas para 30 dias

– Difícil acesso apenas para escolas do campo

– Redução ou extinção do abono permanência

– Fim do abono de falta para participação em atividades sindicais

– Redução nos adicionais de unidocência, classe especial e penosidade

– Fim das convocações e substituição por contratos

 

5.2 FUNCIONÁRIOS(as) DE ESCOLA (alterações na Lei 10.098)

– Fim das vantagens temporais (triênios e quinquênios)

– Fim da incorporação de gratificações para a aposentadoria (como as de direção e insalubridade)

– Aumento do tempo de contribuição e redução dos proventos conforme Reforma da Previdência nacional

– Aumento da contribuição para a aposentadoria

– Difícil acesso apenas para escolas do campo

– Redução ou extinção do abono permanência

– Fim do abono de falta para participação em atividades sindicais

– Reajuste ZERO por tempo indeterminado

 

5.3 APOSENTADOS(as)

– Quem recebe a partir de um salário mínimo passará a contribuir para a Previdência

– Professores(as) aposentados também terão todas as gratificações e vantagens integradas ao básico. Qualquer valor acima do piso do nível/classe correspondente será transformado em parcela autônoma que não sofrerá reajustes.

– Reajuste ZERO por tempo indeterminado

 

5.4 CONTRATADOS(as)

– Como a referência de hora-aula é o salário do concursado, os contratados(as) também terão os salários congelados por tempo indeterminado

 

  1. Sobre a greve

    É decisão de Assembleia Geral.

    Assim que Eduardo Leite protocolar os projetos relativos a mudanças no Plano de Carreira do Magistério, alterações no Estatuto dos Servidores (Lei 10.098) ou Previdência Estadual, o Sindicato comunicará toda a categoria.

    Setenta e duas horas (72h) depois, entraremos em greve para barrar o fim da carreira e os ataques ao serviço público. Este é o prazo legal necessário para comunicar e iniciar a greve

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– Como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados
– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso

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Sob chuva e momentos de forte emoção, mais de 1.500 educadores(as) de todo o Rio Grande do Sul lotaram a Praça da Matriz nesta terça-feira (15) e instalaram o Acampamento da Resistência em frente ao Palácio Piratini.

O ato, convocado para marcar o Dia do Professor, transformou-se também no marco inicial de uma nova luta: em defesa da carreira, da previdência e dos direitos dos servidores, duramente atacados pelo pacote de medidas apresentado por Eduardo Leite.

“Projeto de morte”, “nocivo”, “arrocho histórico”, “inacreditável” foram algumas das expressões utilizadas nas falas públicas sobre a proposta desumana do governo.

“Leite quer destruir a carreira do professor, taxar aposentados, punir funcionários de escola, retirar direitos e reduzir ainda mais nosso salário. Quer sacrificar o futuro do estado em nome de um eterno ajuste fiscal que não produziu qualquer resultado positivo em cinco anos de arrocho. Quem, como Leite, está a serviço deste projeto, não está a serviço do Rio Grande do Sul”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, na Praça da Matriz.

“Se o pacote passar, o Rio Grande do Sul vai entrar para história como o estado em que os professores pagaram o próprio piso. É o projeto mais sacana que já vi nos meus 33 anos de magistério. É uma vergonha, uma verdadeira proposta indecente”, asseverou Helenir.

Pela manhã, o ato contou com o reforço de peso dos servidores do Judiciário, representados pelo Sindju/RS, em greve há mais de 20 dias.

Aos gritos de “do lado de lá está o opressor, do lado de cá está o trabalhador” e balões pretos ao céu simbolizando o luto e a luta, a direção do CPERS instalou oficialmente o Acampamento da Resistência.

O espaço será ocupado até o final do ano por educadores(as) e outras categorias do funcionalismo, com a intenção de cobrar reajuste, salário em dia e a manutenção dos direitos dos trabalhadores todos os dias ao governador. Os 42 núcleos do CPERS irão se revezar na manutenção e condução das atividades do acampamento.

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Unidade na luta

No início da tarde, a direção central do CPERS concedeu uma coletiva de imprensa apresentando dados, contestando números do Estado e detalhando o brutal arrocho proposto pelo governo.

Um relatório detalhado foi entregue com os principais contrapontos, como a imposição de reajuste zero por tempo indeterminado, a destruição do Plano de Carreira, o achatamento da progressão, o confisco de recursos de aposentados(as) para a Previdência, a retirada de direitos e os ataques à organização sindical.

A análise foi realizada com base na apresentação conduzida pelo governador na última quarta-feira (9). Apenas na manhã desta terça o CPERS teve acesso ao detalhamento completo. “É tudo isso que alertamos e ainda pior”, resume Helenir. “Podemos dizer seguramente que muitos ficarão sem reajuste por até 10 anos”.

No próximo dia 21, o Conselho Geral do CPERS debaterá as propostas e discutirá eventuais emendas. Em Assembleia Geral, a categoria já decidiu por entrar em greve após os projetos serem protocolados na Assembleia Legislativa.

O CPERS também entregou aos jornalistas uma síntese dos dados obtidos no Levantamento de Necessidades das Escolas, pesquisa realizada pelo departamento de Comunicação do Sindicato.

Na sequência, uma segunda coletiva lançou oficialmente a Frente dos Servidores Públicos (FSP/RS), uma nova unidade para enfrentar a conjuntura de ataques à sociedade, ao serviço público e aos direitos das categorias nas esferas municipal, estadual e federal.

Compõem a FSP/RS: ADUFRGS, AFAGRO, ASSUFRGS, CEAPE, CPERS, SEMAPI, SIMPE-RS, SINASEFE, SINDICAIXA, SINDJUS/RS, SINDPERS, SINDSEPE/RS, SINPRO/RS, SINTERGS e UGEIRM.

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– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso

    

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É decisão de Assembleia Geral.

Assim que Eduardo Leite protocolar os projetos relativos a mudanças no Plano de Carreira do Magistério, alterações no Estatuto dos Servidores (Lei 10.098) ou Previdência Estadual, o Sindicato comunicará toda a categoria.

Setenta e duas horas (72h) depois, entraremos em greve para barrar o fim da carreira e os ataques ao serviço público.

Este é o prazo legal necessário para comunicar e iniciar a greve.

Não aceitaremos retroceder. Somente uma mobilização massiva, forte e unificada pode obrigar Eduardo Leite a recuar.

É tempo de coragem e de honrar a história de lutas do CPERS.

Converse com seus colegas de trabalho, discuta a importância da greve com alunos e pais.  Mobilize toda a comunidade escolar.

Não aceitaremos perder direitos e conquistas históricas. Reajuste já e nem um direito a menos!

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– Série de vídeo detalha os ataques do pacote desumano de Eduardo Leite
– Como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados
– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso

 

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AGORA É SALÁRIO!

Vamos responder ao deboche de Eduardo Leite, que escolheu o dia do professor para pagar a primeira faixa salarial do 46º mês de atrasos.

BASTA DE MASSACRAR QUEM EDUCA!

Às 10h, na Praça da Matriz, vamos realizar um grande ato estadual e acampar na praça para exigir o que é nosso: REAJUSTE JÁ E NEM UM DIREITO A MENOS.

Mobilize-se, contate seu núcleo e venha a Porto Alegre no dia 15!

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Estudantes, educadores(as) e comunidade escolar reuniram-se na última sexta-feira (11), às 14h, na Arena Bruxel, no município de Estrela (8º núcleo) para prestigiar os projetos inscritos na etapa regional da 4ª Mostra Pedagógica do CPERS. Ao todo, foram 12 trabalhos inscritos com a participação de sete escolas da região.

Na iniciativa as escolas expuseram os projetos de meses de dedicação e criatividade dos professores(as) e estudantes.

O encontro teve apresentação de teatro, de dança e trabalhos que abordaram meio ambiente, reciclagem, contos de fadas, alimentação saudável e agricultura familiar.

 “A Mostra Pedagógica do CPERS exibe a capacidade das escolas em seus trabalhos e atividades. É uma oportunidade única para colocar para fora tudo que escola produz, evidenciando a qualidade da escola pública gaúcha”, analisa o diretor do 8º núcleo, Gerson Luis Johann.

O diretor do CPERS, Cássio Ritter participou da Mostra e conferiu de perto a riqueza dos trabalhos expostos. “Excelente nível dos trabalhos apresentados pelos alunos, mostrando que apesar de todos ataques à educação pública a qualidade do ensino nas escolas estaduais se mantém”, conclui.

O Grupo de dança tradicionalista “OIGALÊ”, da EEEF Jardim do Trabalhador, do município de Encantado animou os presentes com uma linda apresentação.

A 4ª Mostra Pedagógica do CPERS continua na estrada até dia 12 de novembro. Os projetos e trabalhos mais significativos terão lugar na etapa estadual da Mostra Pedagógica, que ocorrerá em Porto Alegre em data a ser definida. As experiências selecionadas também serão compiladas em uma publicação especial.

Projetos selecionados:

Projeto: Olhares para guerra
Modalidade: educação de jovens e adultos
Escola: EEEM Jacob Arnt
Orientadora: Clarisse Gravina Dorensbach

Projeto: Tradicionalismo na escola 
Modalidade:
 anos  finais do ensino fundamental  
Escola:
 EEEF Jardim do Trabalhador
Orientadora: Karina Belotti Cenci

Projeto: Castelo Encantado
Modalidade: educação profissional 
Escola:
 Colégio Estadual Presidente Castelo Branco
Orientadores: Gisele Bruisma e Marcos Alberto Dalcin

Projeto: O descarte dos aparelhos eletrônicos  
Modalidade
: ensino médio
Escola: EEEM João de Deus  
Orientadora:
 Liliane Comerlato

Projeto: Veneno na nossa mesa, não!  
Modalidade: 
séries finais do ensino fundamental
Escola: EEEF Júlio de Castilhos
Orientadora: Patrícia Machado e Sirlei Marques

Projeto: A vida que brota da terra, a história da agricultura
Modalidade: séries iniciais do ensino fundamental 
Escola: 
EEEF Júlio de Castilhos
Orientadoras: Gisele dos Reis Pereira, Natasha de Castro Machry,  Sirlei Marques.

 

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