A Rede de Apoio aos Educadores do Rio Grande do Sul segue arrecadando cestas básicas e recursos para adquirir alimentos a serem doados a quem trabalha no chão da escola.

Queremos agradecer a todos(as) que de alguma forma já ajudaram a amenizar, ao menos um pouco, o sofrimento dos trabalhadores(as) grevistas que tiveram os salários cortados de forma cruel e autoritária pelo governo Eduardo Leite (PSDB).

Recebemos alimentos, cestas básicas, dinheiro, mas acima de tudo carinho e solidariedade de todo o Rio Grande do Sul e também de outros estados. 

Somando a campanha lançada pelo CPERS e a iniciativa da ADUFRGS, já foram mais de R$ 12,1 mil em recursos doados para serem revertidos em cesta básica.

Até a publicação desta matéria, recebemos também um total de 172 pedidos de auxílio de educadores(as). Destes, mais de 130 já foram atendidos em todo o estado. Se você ainda não foi contatado, em breve, receberá uma ligação com informações do local de retirada da sua cesta.

Além da campanha oficial iniciada em janeiro, diversos núcleos do CPERS já haviam promovido iniciativas semelhantes de solidariedade, totalizando outras 103 cestas doadas.

Se você ainda não fez o pedido da sua cesta básica, basta preencher o formulário abaixo com os seus dados. 

E se você não doou, corre que ainda dá tempo!

Banco Banrisul

Código: 041 / Ag: 0100 / Conta: 064241800-7

CNPJ: 92.908.144/0001-69

Beneficiário: CPERS/Sindicato

Pessoas que enviaram ajuda em dinheiro (os nomes divulgados foram previamente autorizados): 

  1. Arlene Pires
  2. Flávio Sacco dos Anjos
  3. Nádia Velleda Caldas
  4. Marialice Rangel Perroud
  5. Lucas Ramos Vieira
  6. Renato Lenzi
  7. sergio gadini 
  8. Carla Viviane Wottrich 
  9. Leandra Andrade
  10. Marcia Balreira de Souza 
  11. Ricardo Dias de Souza 
  12. Fagner iohara Xavier Azeredo 
  13.  Maria Alice Bello Fallavena
  14. CARMEM JANETE CORREA DA CUNHA
  15. Magda Arian Kettl
  16. Sandro Ouriques dos Santos
  17. Juliana Maia Kettl
  18.  Daniel Schneider
  19. Márcia Ondina Vieira Ferreira

No fim de 2019, já havíamos pedido apoio para arcar com os custos da alimentação de educadores que estavam acampados na Praça da Matriz, resistindo contra o pacote de Eduardo Leite (PSDB). Abaixo, deixamos o nosso agradecimento às entidades que nos ajudaram neste período de arrecadação:

  • Simpa
  • Senergisul
  • ASPGE/RS
  • Simpro
  • MST

COMO FUNCIONA A REDE DE APOIO AOS EDUCADORES GAÚCHOS

  1. Se você pode ajudar ou precisa de ajuda, comece preenchendo o formulário no fim desta página
  2. Para solicitar cestas básicas, é necessário ser sócio(a) do CPERS e não ter conseguido sacar o 13º e/ou ter sofrido corte de ponto em razão da greve
  3. Cestas básicas podem ser entregues diretamente nos 42 núcleos do CPERS (clique aqui e confira as cidades e endereços) ou na sede do Sindicato na capital (Av. Alberto Bins, 480)
  4. As doações em dinheiro podem ser depositadas na seguinte conta, criada exclusivamente para este fim: Banco Banrisul (Código: 041) / Ag: 0100 / Conta: 064241800-7 / CNPJ: 92.908.144/0001-69 / Beneficiário: CPERS/Sindicato
  5. Os educadores(as) que necessitam de auxílio serão contatados pelo CPERS quando da disponibilidade de cestas básicas para combinar a retirada
  6. Ao fim da campanha, as cestas básicas que não forem entregues serão doadas para instituições de caridade e as doações em dinheiro serão destinadas ao fundo de greve.
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artigo de Valdete Moreira*

No Congresso Nacional do PSDB no final de 2019, o governador do RS, Eduardo Leite afirmou em seu pronunciamento que “o PSDB tem compromisso com valores e princípios e deles não abro mão. É um partido que tem a convicção que promove iniciativas e propostas para melhorar a vida de todos os brasileiros.”

Em seu discurso, amplamente divulgado pela mídia hegemônica, o jovem governador falava sobre o Estado e sua responsabilidade com a vida das pessoas, a garantia do emprego, do sustento e da renda. Além de defender a democracia e o diálogo como modelos para a governança do RS. No entanto, Leite mentiu, foi desonesto e se mostra o mais desumano e cruel governador que o RS já teve a partir da assinatura da Constituição Federal.

Eduardo Leite age com irresponsabilidade, pois não consegue governar o RS e nem mesmo atender às necessidades da geração atual sem comprometer as gerações futuras. Pouco sobrará do estado após a passagem do PSDB pelo governo.

Há milhares de educadoras e educadores de todo o Estado que receberam o contracheque em branco. As professoras e professores, funcionárias e funcionários, e equipes diretivas têm feito um excelente trabalho, com aulas recuperadas, mantendo seu compromisso com a comunidade e cumprindo a lei.

Mas a Lei em nosso país tem partido e tem lado; seu rigor só é aplicado para avançar sobre o direito das trabalhadoras e trabalhadores. A justiça só enxerga o patrão, a justiça é injusta!

Nossa categoria é formada majoritariamente por mulheres e as desigualdades entre nós e os homens se dão em vários níveis: nas jornadas de trabalho que acumulamos, no enfrentamento ao machismo e sexismo, na falta de oportunidades para qualificação profissional, por sermos as mães e avós que cumprem sozinhas com a tarefa dos cuidados no lar.

Depois de cinco anos sem reajuste e com 50 meses de salários atrasados e parcelados, a única garantia que temos é a da miséria. E para nós, MULHERES, mães, provedoras de família que não recebemos salários, as dificuldades chegam antes. 

Encarar o prato sem comida, a panela vazia e a fome é difícil! A humilhação não nos poupa e o sentimento de impotência aumenta dia após dia, pior ainda é quando temos que enfrentar o machismo e a opressão. Essa vulnerabilidade é aproveitada ainda mais pelos abusadores e machistas assediadores.

Nós, mulheres que ousamos levar uma vida independente, sofremos com a desigualdade nos salários. Com um rendimento menor e sem estímulo para seguirmos em nossos estudos, é bem maior a nossa evasão em cursos de formação, sejam eles de graduação ou pós-graduação . Desistir é uma possibilidade que sempre nos oferecem. E como é fácil nos descartar.

Nosso lugar no mundo fica restrito à casa e ao trabalho. 

Nas universidades sempre tivemos um rendimento melhor que o dos homens. Nosso desempenho acadêmico só é menor quando sofremos a pressão do exercício das múltiplas funções. Nossas alunas testemunham as dificuldades e os problemas que enfrentamos, pelos olhares nos fortalecemos porque entre nós somos capazes de compreender a dificuldade de ser mulher e de lutar pelos nossos direitos.

No entanto, quando se fala do sistema educacional e dos problemas, somos nós, as mulheres, as primeiras a serem citadas nos índices de afastamentos e nos casos de saúde mental. Mas, na formulação das políticas públicas para a educação ou no debate sobre planos de carreira e previdência, nunca somos lembradas, não somos ouvidas, não contribuímos porque lá estão eles, os homens, sempre os homens, decidindo sobre as nossas vidas. Sempre os homens prontos para pôr em cheque nossa saúde psicológica ao nos ver em cargos de liderança ou frente a atos que exigem coragem ( quando não nos colocam à frente para garantir segurança para eles).

O Magistério Público Estadual do Rio Grande do Sul agoniza. A arrecadação de cestas básicas para alimentar os filhos das trabalhadoras e trabalhadores em Educação é de um constrangimento sem fim. Uma mãe trabalhadora nessa condição é o maior exemplo da agressividade de uma sociedade marcada pelo capitalismo violento e opressor, é uma marca invisível na sociedade machista e patriarcal do nosso tempo.

Não nos resta dúvidas que a opção de nos deixar sem salário foi uma escolha. Foi uma ofensiva para atingir quem ousou lutar. Quem ousou liderar frentes de ataque ao governo. Porque fomos nós que desorganizamos a base do governo, que fechamos as ruas, que lideramos as marchas, que abrimos assembleias, que apanhamos, que fomos chamadas de loucas, que fomos violentadas no psicológico, que mantivemos os acampamentos e as caminhadas ao longo destes meses todos. Diante do perigo, somos nós as primeiras a se levantar. E isso causa medo e o medo causa ataques, sejam eles covardes e machistas, sejam eles de imaturidade e infantilidade. 

 

Dedico este texto para todas as trabalhadoras em Educação do Rio Grande do Sul, mulheres fortes, militantes e guerreiras que ousaram enfrentar um sistema patriarcal e machista, que existe bem antes do capitalismo, na luta em defesa da educação em todos os espaços, no Sindicato, na escola, na sociedade e pela garantia do direito do acesso amplo, democrático e universal à escola pública e ao conhecimento. 

*Valdete Moreira integra a direção central do CPERS/Sindicato e coordena o Departamento de Formação Política e Sindical

 

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A diretoria do CPERS, através do seu Departamento de Educação, entrou com pedido de audiência no Ministério Público para tratar da ilegalidade das Portarias 293 e 312/2019 que decretaram alterações profundas na matriz curricular da rede pública estadual.

As alterações impostas por Eduardo Leite (PSDB), além de ferir a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a Gestão Democrática das escolas, interferem no direito dos alunos ao acesso à educação básica. 

Confira a nota do CPERS defende revogação da nova matriz curricular

Para aprofundar o debate e orientar as direções escolares quanto ao tema, o CPERS promove a partir da próxima semana um ciclo de debates. 

Receba notícias do CPERS por whatsapp

O primeiro será realizado em Porto Alegre, na próxima segunda-feira (03), no Auditório do CPERS (Av. Alberto Bins, 480, 9° andar), a partir das 16h. Na terça-feira (04), o encontro acontece em Santa Maria, na escola Maria Rocha (R. Conde de Porto Alegre, 795).

Ambos contarão com a presença da assessoria jurídica do Sindicato e das Conselheiras do CEED. 

Compareça e prepare-se para resistir às imposições de um governo que prioriza o enxugamento das escolas e do ensino, em detrimento da qualidade da educação pública e da gestão democrática.

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Para marcar o 50º mês de salários parcelados, Eduardo Leite (PSDB) “adiantou o atraso”.

A folha começa a ser quitada nesta sexta (31). Mas só para quem não teve os salários cortados de forma cruel e autoritária por conta da greve.

O pleno do Tribunal de Justiça ainda vai julgar o recurso do CPERS para garantir o pagamento dos dias recuperados sem descontos.

Seguimos pressionando por celeridade nos trâmites do tribunal. Mas, como a justiça tarda, o CPERS tem buscado alternativas, como cobrar dos parlamentares para que pressionem por uma mudança de postura do governo.

É simples: recuperamos os dias letivos. Queremos nossos salários!

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Nesta quarta-feira, dia 29 de janeiro, comemora-se o dia Nacional da Visibilidade Trans no Brasil – data que, desde 2004, marca a luta por direitos sociais da população de travestis e transexuais.

A data foi criada na ocasião do lançamento de uma campanha nacional elaborada por lideranças do movimento de pessoas trans, em parceria com o Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde. A Campanha lançada à época foi: “Travesti e respeito: já está na hora dos dois serem vistos juntos”.

De acordo com o grupo Transrevolução (RJ), a expectativa de vida de uma pessoa travesti ou transexual brasileira gira em torno dos 35 anos, enquanto que a da população média é de 74,6 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os levantamentos mais recentes sobre a população trans foram realizados pela Organização Não Governamental (ONG) Transgender Europe (TGEU), a partir da visibilidade de notícias relacionadas a pessoas trans, em parceria com ONGs e coletivos de vários países, incluindo instituições brasileiras como a Associação das Travestis e Transexuais (ANTRA), a Rede Trans Brasil (RedeTrans) e o Grupo Gay da Bahia (GGB).

De acordo com dados levantados pela ANTRA, 163 pessoas trans foram assassinadas em 2018. São mortes quase sempre cruéis e essas vidas brutalmente ceifadas carregam uma simbologia que reforça ainda mais a exclusão e a discriminação – pois é, ao mesmo tempo, o extermínio de uma pessoa e ainda a mensagem social da não aceitação das diferenças.

O Brasil se mantém no posto de País que mais mata transexuais do mundo, segundo levantamento da ONG TGEU .

As dificuldades das pessoas transexuais costumam se iniciar na família, desde tenra infância, com a vigilância e a punição para que se adaptem ao comportamento tido como ideal para o seu sexo anatômico.

A falta de aceitação, acolhimento e respeito, além do preconceito no ambiente escolar geram obstáculos para o bom aproveitamento da educação formal e alto índice de evasão escolar entre as transexuais. O abandono escolar se torna, assim, uma forma de evitar os sofrimentos vivenciados na escola. De acordo com dados da RedeTrans, cerca de 82% das mulheres transexuais e travestis abandonam o ensino médio entre os 14 e os 18 anos.

A baixa escolaridade decorrente desse contexto, somada aos estigmas e à vulnerabilidade social dessa população, traz como consequência uma grande dificuldade para sua inserção no mercado de trabalho formal, especialmente, em cargos que exigem maior qualificação. Frequentemente, as dificuldades de colocação no mercado de trabalho são relacionadas pelas próprias transexuais ao fato de terem abandonado os estudos precocemente.

A partir das constatações dos desafios vivenciados pelas transexuais durante a sua infância e adolescência, é possível perceber que a não aceitação, as pressões e as discriminações vivenciadas no contexto familiar e escolar – além de dificultar que as transexuais usufruam o direito à educação formal – representa ainda a diminuição e até mesmo o impedimento de colocação profissional na sua vida adulta.

Entre os principais marcos da conquista de direitos desta população estão a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconhecer o direito a alteração do gênero e prenome sem a necessidade de autorização judicial ou cirurgia de readequação sexual, a retirada da transexualidade da lista de transtornos mentais da Classificação Internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS), e a presença e vitória de mulheres trans na corrida eleitoral, fortalecida pela decisão do TSE de permitir o uso do nome social para candidatos e eleitores transgêneros. E, ainda, a criminalização da Transfobia, ocorrida em 2019, também mediante decisão do STF.

As conquistas também contrastam com a violência e com a exclusão vivenciada por boa parte da população trans no País.

Já é passado o momento em que a sociedade possa entender que, uma identidade de gênero diferente do sexo biológico, não deva ser empecilho para que os indivíduos se desenvolvam plenamente, dando condições para que todas e todos tenham uma adequada inserção no meio social.

O CPERS Sindicato, desde 2018, por meio do Departamento de Gênero e Diversidade, é apoiador da causa LGBT e vem promovendo atividades e desenvolvendo materiais para dar suporte aos educadores com o objetivo de inserir essa importante temática na luta sindical.

É preciso fazer das nossas escolas, ambientes seguros e livres do preconceito!

 

Departamento de Gênero e Diversidade

CPERS/Sindicato

 

 

 

 

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Foi aprovado, nesta segunda-feira (27), o requerimento da convocação extraordinária para votação do pacote de Eduardo Leite (PSDB) na Assembleia Legislativa. Na terça inicia-se a votação de cada projeto, a começar pela PEC 285. Não é mais possível a retirada da pauta.

Esta categoria é incansável. Frente a uma conjuntura terrível, cerrou fileiras na resistência, conquistou corações e mentes, desafiou a tirania de um governo que se pretendia imbatível e protagonizou uma das maiores greves do século XXI.

Com apoio massivo da sociedade, furamos o silêncio da mídia e abalamos as estruturas do estado. Essa aula de cidadania construiu as condições para frustrar os planos de Eduardo Leite, que pretendia aprovar todo o pacote em dezembro, sem qualquer alteração.

Agora, a luta deve se voltar à casa do povo. É preciso ter clareza da correlação de forças. Há a possibilidade real de reduzir as perdas e garantir que ao menos as medidas mais cruéis sejam eliminadas.

Ao contrário do Piratini, que não abriu espaço para ouvir a categoria, dialogamos com todas as bancadas.

Agradecemos o apoio incondicional dos deputados(as) de oposição (PDT, PSOL e PT), que sempre se posicionaram contrariamente ao pacote, e de deputados independentes que votaram contra o PLC 503, em dezembro (Capitão Macedo, PSL, e Rodrigo Maroni, PODE).

Na base governista, cabe saudar o MDB, cujas emendas corrigem algumas das principais injustiças apontadas pelo CPERS. Suas propostas, se aprovadas, criam as condições para assegurar reajuste a todo o Magistério a partir de 2021, dirimir o achatamento da carreira e amenizar as perdas, também, de funcionários(as) de escola e dos demais servidores(as).

Não há que se nutrir ilusões: a alternativa a estas emendas é a aprovação dos projetos sem novas alterações. É o fim das carreiras e a destruição dos serviços públicos.

Por isso, fazemos um apelo a todas as bancadas: que se somem à construção de soluções capazes de dar respostas ao clamor da sociedade e garantir mecanismos de valorização dos professores(as) e funcionários(as) de escola do Estado. Estamos abertos ao diálogo.

Reiteramos, por fim, a saudação à bravura de uma categoria que lutou e lutará heroicamente até o final. É preciso salvar a escola pública e o futuro de milhares de trabalhadores e milhões de gaúchos.

Seguiremos na luta, acampados na Praça da Matriz a partir das 9h desta terça-feira, e nas galerias da Assembleia, conscientes da nossa responsabilidade enquanto lideranças deste Sindicato e orgulhosos da categoria que representamos.

Avante educadores(as), de pé!

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Enquanto a categoria realizava uma das maiores greves da história da educação, Eduardo Leite (PSDB) preparava novos ataques. Em dezembro o governador publicou as portarias 293/2019 e 312/2019, decretando alterações profundas na matriz curricular do Ensino Fundamental e Médio da rede pública, e regulamentando o registro de resultados de avaliação de aprendizagem.

As diretrizes representam, na prática, uma drástica redução de carga horária e de recursos humanos, bem como a precarização da qualidade de ensino, privando estudantes de disciplinas e conteúdos essenciais para a sua formação.

Assim como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a Reforma do Ensino Médio, que servem de referência para a nova matriz, as medidas foram implantadas à revelia da comunidade escolar, sem diálogo com educadores(as) e educandos.

O Conselho Estadual de Educação (CEEd), instância que deveria debater, analisar e avalizar as normas impostas, não foi consultado. Em parecer publicado no 20 de dezembro, o CEEd defende a revogação das portarias à Seduc apontando uma série de irregularidades e inconsistências nas diretrizes.

Acesse a íntegra do parecer aqui

O CPERS vem a público apoiar o pleito do Conselho, em respeito à autonomia escolar e à gestão democrática, e em defesa de um amplo debate com a sociedade sobre o tema. 

As portarias desconsideram, dentre outras normativas, a Lei Estadual n° 10.576/1995, que trata sobre a gestão democrática do ensino público e incumbe às instituições da elaboração e execução de suas propostas pedagógicas, expressão maior da autonomia escolar.

A redução de carga horária trará duras consequências para quem trabalha no chão da escola, levando à demissão de contratados(as), enxugamento de turmas e turnos, e ao cumprimento de jornadas de trabalho em múltiplas escolas para completar a carga horária. 

As Portarias irão interferir diretamente em toda a organização pedagógica das escolas, sem um  aprofundamento do debate quanto as mudanças no processo e quanto a organização didático pedagógica nas instituições, pois a realidade dos educandário está calcada nestes princípios e nos regimentos escolares, que não estão sendo respeitados.

O CEEd e o CPERS entendem que a portaria 293 traz diretrizes que só poderiam ser alteradas respeitando as Leis e normas do Sistema Estadual de Ensino. O Sindicato já analisa as possibilidades jurídicas para barrar a implementação das normas.

Nas próximas semanas, a direção do CPERS também pretende aprofundar o debate através de reuniões com as direções escolares para orientar a categoria.

É preciso resistir ante as imposições de um governo que prioriza o enxugamento das escolas e do ensino, em detrimento da qualidade da educação pública e da gestão democrática.

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📌 Acordo de greve e corte de ponto

– A categoria rejeitou, por unanimidade, a proposta de acordo de Eduardo Leite, que previa o desconto dos dias parados após o pagamento.

– Aceitar a proposta significaria aceitar o desconto. Continuamos lutando para receber a remuneração integralmente.

– A questão do corte de ponto permanece judicializada e caberá ao TJ decidir sobre a legalidade do ato. Qualquer nova informação será imediatamente comunicada pelo CPERS.

📌 Calendário letivo

– Embora haja uma sugestão da Seduc, toda escola tem autonomia para elaborar seu próprio calendário de recuperação dos dias letivos e da carga horária dos alunos, conforme previsto na Lei da Gestão Democrática.

– Efetividade

– A categoria retornou e está recuperando as aulas. Portanto orientamos para que as direções assegurem a efetividade de todos.

📌 Férias

– Após a conclusão do ano letivo de 2019, todos os trabalhadores(as) devem gozar suas férias. Professores(as) em sala de aula têm direito a, no mínimo, 45 dias. Funcionários(as) têm direito a 30 dias, que podem ser divididos em dois períodos não inferiores a 10 dias.

🚨 Obs: Apesar do governo ter afirmado que não haverá punições ou represálias, eventuais situações devem ser imediatamente comunicadas ao seu núcleo do CPERS.

📢 Em breve o CPERS orientará os próximos passos da luta. Continuamos mobilizados para derrotar o pacote e convocaremos a categoria para barrar a votação assim que o governo confirmar a convocação extraordinária. Logo teremos mais informações para municiar o debate e a mobilização.

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Aprovado no dia 18 de dezembro, o PLC 503 do governo Leite (PSDB) já foi sancionado e transformado em Lei (LC nº 15.429/19).

A assessoria jurídica do CPERS prepara, em conjunto com outras entidades, uma ação para questionar a constitucionalidade do texto. No entendimento legal, a LC não poderia ser aprovada antes da PEC que alteraria a Constituição do Estado.

Seus efeitos são imediatos no que tange às adequações à Reforma da Previdência de Bolsonaro, como a idade mínima necessária para a aposentadoria e a redução dos benefícios.

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Já as novas alíquotas previdenciárias, que prejudicam imensamente os aposentados que recebem abaixo do piso do INSS, passam a valer 90 dias a partir da sanção.

Com base em análise do Dieese, elaboramos uma síntese dos impactos das mudanças no contracheque da categoria, caso a Justiça mantenha a validade da Lei.

IMPACTO PARA OS APOSENTADOS

Com a atualização do teto do INSS para 2020 (R$ 6.101,06), todos os aposentados com proventos até este valor serão taxados com alíquotas progressivas, que incidem sobre diferentes faixas salariais.

Na tabela abaixo, o Dieese elaborou cálculos já com a alíquota efetiva, demonstrando o confisco real que será realizado no contracheque de quem já trabalhou uma vida inteira.

Os valores são estarrecedores e muitos pagarão, em um ano, valores superiores ao salário de um mês trabalhado.

 

Redução no imposto de renda

Como a contribuição previdenciária é deduzida da base de cálculo do imposto de renda, quem passa a contribuir perceberá uma pequena redução no IR, conforme exemplo abaixo, também elaborado pelo Dieese.

 

Ainda assim, o volume total da perda da aposentada em questão chegará a R$ 5.585,06 em um ano (R$ 429,62 x 13)

Somadas as perdas salariais pela não reposição da inflação, a queda do poder de compra em cinco anos de quem trabalhou e já contribuiu a vida inteira chegará a cerca de 47,4% em abril de 2020.

Por que aposentados devem continuar lutando

Além da possibilidade de derrubar a Lei na Justiça, os(as) aposentados ainda são quem tem mais a perder com a nova proposta de Plano de Carreira.

Como têm mais triênios, este segmento terá parcelas autônomas maiores acima do subsídio e o valor será absorvido em reajustes futuros, levando ao congelamento salarial por anos a fio.

É, portanto, fundamental permanecer na luta para barrar os demais projetos do pacote, a ser votado no final de janeiro.

IMPACTO PARA QUEM ESTÁ NA ATIVA

Todos os servidores(as) na ativa precisarão trabalhar mais para se aposentar e terão uma sensível redução em seus proventos. Para saber mais sobe essas alterações, leia a análise do Jurídico. 

No texto original apresentado por Eduardo Leite, não havia previsão de alívio financeiro para as menores faixas salariais.

Após a mobilização da categoria e demais servidores(as), o projeto afinal prevê a redução da contribuição para todos que que recebem até aproximadamente R$ 15 mil. A partir deste valor, a taxação será majorada.

 

O pacote de Leite: o que ainda está em jogo
Pressione os deputados em suas redes sociais

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