Das 2.410 escolas da rede estadual de educação, somente 26,2% fornecem água potável e 328 sequer possuem banheiro em suas dependências.

Os dados são do Censo Escolar 2020, analisados pelo Dieese. Além de jogarem luz sobre a dimensão do descaso do Estado com a educação pública, as informações ganham relevância com a retomada do debate sobre as aulas presenciais em meio à pandemia.

O Dieese destaca que 86,3% das escolas contam com abastecimento da rede pública, mas que não há garantias de que a água seja apropriada ao consumo humano.

A precariedade da rede também é evidenciada pela falta de esgotamento sanitário, que chega a apenas 54,8% das escolas.

Outro destaque é a carência de acessibilidade: 69,8% das instituições não possuem banheiro adaptado ao uso de alunos(as) com deficiência ou mobilidade reduzida.

Pandemia e desigualdade

O CPERS apresenta estes números na expectativa de que sejam considerados no debate sobre a retomada das aulas presenciais, contaminado por chavões vazios como a suposta preocupação em “combater a desigualdade” entre as redes pública e privada.

Tal justificativa, que embasa a tentativa de forçar a presença de estudantes, desafia a inteligência de quem conhece a rede estadual; escolas sucateadas, com estrutura precária, deficitária em recursos humanos e sem condições de cumprir os protocolos sanitários.

Uma política real de redução das desigualdades passa por investimentos consistentes na manutenção e qualificação dos equipamentos públicos que compõem a rede, bem como na valorização dos educadores(as), que já amargam perdas salariais que corroeram 40% do poder de compra da categoria em seis anos.

O Sindicato apela aos integrantes do Gabinete de Crise que tenham o bom senso de rejeitar a proposta do Sinepe/RS e pleiteiem junto ao governo melhores condições para um retorno seguro: priorizar a vacinação de educadores(as) e prover EPIs, recursos humanos e financeiros e testagem em massa a toda a comunidade.

Leia também:

>> Presença obrigatória nas escolas atenta contra o direito à vida de pais e estudantes
>> Ensino privado do RS tem maior concentração de alunos por turma do Brasil
>> Exterminador do futuro: Eduardo Leite fechou 61 escolas em apenas 9 meses, 3x mais rápido do que Sartori

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A negligência do governo Bolsonaro coloca o Brasil como o segundo país em número de vítimas da Covid-19, que se aproxima de 230 mil mortes. Enquanto o restante do mundo avança na vacinação, o país sequer tem doses suficientes para imunizar o grupo prioritário da primeira fase. A indiferença do governo federal, unida à inércia de Eduardo Leite agravam seriamente o avanço da pandemia no estado.

Enquanto outros países progridem no combate à Covid-19 com regras rígidas de distanciamento social e, principalmente, empenhando esforços para vacinar toda a população, no Brasil a vacinação é extremamente lenta. Até o último dia 4 foram vacinados apenas 2.496.159 milhões de pessoas, o que equivale a 1,18% da população.

Com estoque baixíssimo de vacinas, apenas 10 milhões de doses para todo o país, a imunização não contempla sequer todo o grupo prioritário da primeira fase de vacinação.

Neste ritmo, seriam necessários mais quatro anos para vacinar todos os brasileiros, conforme estimativa baseada no painel MonitoraCovid-19, da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz).

O descaso e a desorganização do Ministério da Saúde, sob o comando do ministro Pazuello, trazem consequências catastróficas. Tornou-se tragicamente rotineiro o registro de mais de mil mortos por dia no país.

Apesar do Brasil ostentar um dos programas mais ambiciosos de vacinação, o negacionismo e a ação irresponsável de Bolsonaro faz do país um exemplo negativo.

Educadores na linha de frente: vacinação já

Só na educação básica o Brasil conta com 2,1 milhões de professores.

Em aulas presenciais ou em plantões nas escolas, inúmeras vezes sem estrutura adequada e EPIs, os educadores estão totalmente expostos à contaminação pelo novo coronavírus.

No entanto, não se vê esforços para que os trabalhadores da educação sejam incluídos nos primeiros grupos prioritários do Plano Nacional de Imunização (PNI).

O Ministério da Educação (MEC), ao invés de encabeçar uma força tarefa para que todos os estados priorizem professores e funcionários de escola, segue indiferente.

Eduardo Leite, apesar de sinalizar boas intenções, não apresentou respostas concretas. Mesmo com a doença fora de controle e a cepa de Manaus ameaçando chegar por aqui, insiste nas aulas presenciais e estuda a absurda proposta do Sindicato do Ensino Privado (Sinepe) para tornar obrigatório o retorno às salas de aula.

Mesmo ciente da escassez das vacinas para o povo gaúcho, não toma nenhuma iniciativa para poupar vidas.

Alternativas existem. O que falta é boa vontade. Nessa semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu mudar as regras atuais para receber pedidos de uso emergencial de outras vacinas contra a Covid-19, o que pode facilitar a compra da vacina Russa, a Sputnik V.

Enquanto isso, a secretaria da saúde da Bahia já anunciou que estão previstas para o estado cerca de 500 mil doses da vacina Sputinik V, até abril deste ano.

CPERS cobra imunização

O CPERS já -se com representantes da Secretaria Estadual da Educação (Seduc) para exigir prioridade na imunização dos educadores. O governo ainda não deu nenhuma previsão de em qual grupo os educadores(as) serão incluídos ou a data em que receberão a vacina.

 

Por que as crianças ainda não serão vacinadas

Com a proximidade do início do ano letivo, cresce a preocupação de pais e mães com a segurança e proteção das crianças em relação a pandemia. A dúvida persistente é se este público será vacinado contra a Covid-19.

Conforme o Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), neste primeiro momento crianças não serão vacinadas, pois no Brasil ainda não existem estudos clínicos conclusivos que contemplem a população infantil.

As duas vacinas já autorizadas para uso nacional, CoronaVac e de Oxford, foram liberadas pela Anvisa apenas para maiores de idade pelo fato de que os ensaios clínicos realizados até agora não contemplaram as faixas mais jovens.

Até o momento, o Instituto Butantan (responsável pela CoronaVac no Brasil) comunicou apenas que os menores de 18 anos serão incluídos nas “fases futuras” dos testes.

 

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As salas de aula de rede privada de Ensino Básico do Rio Grande do Sul detêm a maior concentração de alunos do país. Os dados são do Censo Escolar 2020, analisados pelo Dieese.

Além do conhecido impacto da lotação na qualidade do ensino-aprendizagem, a informação ganha relevância diante da sugestão do Sinepe/RS – sindicato patronal do setor – de tornar obrigatória a presença de estudantes durante o ano letivo, em meio à pandemia.

Considerando que os protocolos sanitários atuais serão mantidos, com o revezamento presencial em meia lotação, outro problema se destaca: o número de docentes está em queda. Como reorganizar as turmas sem realizar novas contratações?

O Sinpro/RS, Sindicato dos Professores do Ensino Privado, argumenta que o rodízio é impraticável. “Como serão planejadas as atividades? Quem fará isso se os professores estão envolvidos com as aulas? Haverá mais trabalho para o professor? Será feito quando? Haverá remuneração extra?”, indaga Margot Andras, diretora da entidade.

Diante do recrudescimento da pandemia e da morosidade da vacinação no país, Margot também defende a autonomia dos pais para decidirem se os filhos(as) frequentarão as aulas presenciais ou não.

De forma semelhante, o CPERS manifesta profunda contrariedade à proposta em análise pelo Gabinete de Crise do Estado.

Não é possível que, após mais de 220 mil vidas perdidas, continue a prevalecer a lógica que transformou o Brasil em ameaça sanitária global, pária em rankings internacionais e vetor de variantes mais perigosas do coronavírus.

Países que priorizaram a reabertura de escolas fizeram o dever de casa: controlaram a disseminação comunitária e adotaram a ampla testagem como rotina. Aqui, os testes apodrecem em depósitos e, no estado, o governo sequer apresenta dados do contágio na rede e se nega a vistoriar as instituições de ensino.

>> Leia a posição do CPERS sobre a presença forçada nas escolas

A falta de uma política de testagem impede a detecção de graves situações como a do Instituto Educacional Jaime Kratz, de Campinas (SP), que ilustrou manchetes nesta semana após surto que contaminou 47 trabalhadores(as) e estudantes. 

Apelamos aos integrantes do Gabinete de Crise que tenham o bom senso de rejeitar a medida e pleiteiem junto ao governo melhores condições para um retorno seguro: priorizar a vacinação de educadores(as) e prover EPIs, recursos humanos e financeiros e testagem em massa a toda a comunidade.

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Em apenas 9 meses, o governo Eduardo Leite (PSDB) fechou 61 escolas da rede estadual. Trata-se de uma “nova façanha”, que aprofunda e acelera o desmonte iniciado pelo governo Sartori (MDB).

Os dados são do Censo Escolar 2020, analisados pelo Dieese, e correspondem ao intervalo entre o final de maio de 2019 e o dia 11 de março de 2020, refletindo o cenário pré-pandemia.

Como demonstra o quadro abaixo, em quatro anos o governo de José Ivo Sartori fechou 100 escolas estaduais. Já Leite “trabalhou” 3,5 vezes mais rápido no desmanche da educação, fechando, em média, 6,7 escolas por mês.

A base não captura os recentes ataques a instituições de todo estado, especialmente escolas do campo e incluindo casos emblemáticos, como o da EEEF Rio Grande do Sul, que foi ocupada pela comunidade após ser arrombada pelo governo em um ato autoritário e sem qualquer justificativa plausível para o fechamento.

Escolas fechadas significam salas de aula lotadas e educadores(as) ainda mais sobrecarregados.

A política de enxugamento também fere o direito constitucional de acesso universal à educação de qualidade, corrobora para a evasão e agrava a defasagem e a distorção idade-série, desestimulando jovens e famílias a darem continuidade aos estudos.

Para o CPERS, a intenção do governo é clara: precarizar para abrir mercado ao ensino privado, priorizando interesses do empresariado e não da comunidade.

Quem fecha escolas abre prisões.

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A Sineta de fevereiro de 2021 apresenta a chamada de uma ampla campanha salarial lançada pelo CPERS para a valorização da categoria.

Graças aos desastrosos governos de Sartori (MDB) e Eduardo Leite (PSDB), chegamos em novembro de 2020 a seis anos sem qualquer reposição salarial e registrando perdas inflacionárias que corroeram 40% do poder de compra dos educadores(as). A educação não pode mais esperar!

A publicação traz também um balanço do ano de 2020, informes do jurídico do CPERS sobre as ações em andamento e reportagens especiais sobre o pedido de vacinação dos trabalhadores(as) da educação e o ensino híbrido.

Você ainda pode conferir o que está em jogo nesse ano que se inicia e como as reformas de Bolsonaro e Leite impactarão a categoria.

Leia abaixo ou baixe o arquivo da sineta aqui.

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Nesta quinta-feira (4), a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, presidida pela deputada Sofia Cavedon, ouviu a preocupação de representantes de escolas de Pelotas, Santiago e Santa Cruz do Sul sobre o fechamento de turmas da EJA, enturmações e municipalizações impostas pelo governo Leite.

São inúmeras as denúncias que chegam ao CPERS e à Comissão pedindo intermediação para cessar o desmonte da rede estadual.

Edson Garcia, segundo vice-presidente do CPERS, lembrou que os ataques à rede não pararam desde o início do governo Sartori, e trouxe dados apurados pelo CPERS no final de 2020, quando Eduardo Leite (PSDB) proibiu a abertura de novas turmas nas modalidades da EJA, NEEJA e cursos técnicos em escolas estaduais.

“Na ocasião, em consulta a 43 escolas, identificamos que ao menos 5,3 mil jovens e adultos tiveram negado o direito constitucional à educação. Também lançamos um abaixo-assinado contra o fim da EJA, Neeja e cursos técnicos que contou com o apoio de 6,6 mil assinaturas”, disse.

Garcia salientou a importância da mobilização da comunidade escolar para impedir que o governo avance nos ataques às escolas. “Tivemos sucesso quando organizamos abaixo-assinados com a comunidade em geral. Temos que incentivar a mobilização em cada região”, orientou.

Sofia destacou que, além da perda pedagógica, a política da tesoura custa caro ao Estado.

“O estado perdeu, no ano passado, 1,9 bilhões por redução de matrículas. Esse dinheiro vai para o município através do Fundeb e conta para o mínimo constitucional que deve ser investido em educação”, observou Sofia.

Na ocasião, representantes das escolas EEEM Macedo Beltrão do Nascimento, de Capão do Cipó, do IEE Assis Brasil, de Pelotas e da EEEF Sagrada Família, de Santa Cruz do Sul, expuseram seus problemas.

Marilene Botega, diretora da escola Macedo Beltrão do Nascimento, única de Ensino Médio na região, relatou que soube através de uma entrevista do prefeito que, a partir do dia 8, alunos do ensino médio seriam transferidos para outra instituição.

Na prática, os que residem de 30 a 60km da escola estudariam em uma unidade na cidade e os demais seguem na instituição. “Haverá enturmações, pois o sistema ISE não aceita menos de 14 alunos por turma. Quem vai sair perdendo é a comunidade escolar e os nossos educadores, pois terão redução de carga horária. Essa decisão foi imposta.”

A diretora observa ainda que a escola para a qual os alunos devem ser transferidos não possui alvará dos bombeiros, não passou pela vigilância sanitária e a proposta não foi apresentada ao Conselho de Educação.

“Parece que o prefeito desconhece algumas normas. Em nossa escola, as salas de aula têm ar-condicionado, grande acervo na biblioteca, ginásio de esportes, horta com irrigação, estufa, laboratórios de informática e de ciências. Essa escola que querem transferir os alunos não tem nada disso”, denunciou.

Proposta deixa educadores e comunidade apreensivos

O diretor do 29º núcleo do CPERS (Santiago), Leandro Wesz Parise, ressaltou que a decisão causou espanto e preocupação. “A escola possui uma estrutura impecável e a unidade para o qual querem transferir não tem nenhuma condição para receber os alunos. Fizemos reuniões com a comunidade e falamos com vereadores para que possam interferir nessa resolução do governo.”

O núcleo também apelou à Comissão de Educação que encaminhe à Seduc e ao Conselho Estadual de Educação (CEEd) o esclarecimento da legislação e todas as demandas que dão suporte à estruturação do ensino médio na escola para a qual haverá a transferência dos estudantes. “Também cobramos um posicionamento formal do estado, pois até agora não chegou nenhum à escola”, considerou Parise.

Elizandra Ceolin, mãe de aluno está preocupada com o futuro da instituição. “Essa proposta irá prejudicar muito a nossa comunidade. Querem deixar metade dos alunos na vila Carovi e metade em Capão do Cipó. Vão acabar agrupando as turmas. Estamos preocupados. A escola é impecável e tem excelentes educadores. Meu filho estudou lá e hoje cursa uma faculdade federal”, observou.

Comissão instaurada pela Seduc já trata de transição

Logo após a exposição do problema enfrentado pela escola, a assessoria da Comissão de Educação leu o documento enviado pela Seduc, que informava que no dia 1º de fevereiro foi instaurada uma Comissão para tratar do assunto.

No entanto, a diretora Marilene explicou que, ao participar da primeira reunião, percebeu que o objetivo é dar prosseguimento a proposta do governo. “Ficou muito evidente. Na ocasião, aproveitamos e entregamos um abaixo assinado.”

“Essa Comissão é de transição, pois já anunciaram que os alunos, no início do ano letivo, serão transferidos. Tem que questionar o CEEd se uma escola pode funcionar apenas com salas de aula, sem laboratórios, equipamentos e ginásio de esportes”, indagou o professor da escola, Rodolfo Brum.

“Nenhum aluno pode ser visto como um número”

Fabio Padilha, diretor do IEE Assis Brasil, instituição com 92 anos de atuação em Pelotas, preocupa-se com o fechamento da EJA. Há 15 dias, as inscrições para matrículas não são permitidas. “Não se pode enxergar o aluno como um número. Quem está na EJA tem inúmeras peculiaridades. Em Pelotas, só abriram duas turmas de EJA. Não duas escolas, duas turmas. O estado retira deles a oportunidade preciosa de estudar”, lamentou.

Conforme Padilha, a CRE informou que a escola deveria optar pelo ensino médio noturno ou pela EJA. “Tive que escolher a segunda opção, pois são alunos totalmente carentes. É um desperdício de dinheiro público, pois nossa escola têm uma excelente estrutura.”

“A notícia entristece toda a comunidade. Se perdermos a EJA, que inclusive tem a modalidade de surdos, afetará também o nosso quadro de professores, que terão que se realocar. Temos que lutar até o fim”, observou o professor Carlos Henrique Carvalho.

Lenon Morales Abeijon, representante de escola, listou as ações que estão sendo realizadas para reverter a situação. “Já fizemos um pedido ao Ministério Público e encaminhamos uma moção para a Câmara de Vereadores. Também estamos colocando a questão à imprensa para que a comunidade saiba o que está ocorrendo”.

A professora Angeluci Ortiz lastimou o descaso com os alunos e lembrou de todo o trabalho realizado para que se adequassem ao ensino remoto. “Foi todo um processo, contatamos aluno por aluno. Foram mais de 370 matrículas. Eles sentiram-se valorizados. Agora, vários alunos estão nos contatando preocupados.” 

Em Santa Cruz do Sul, governo tenta avançar na municipalização

Segundo a professora da EEEF Sagrada Família, escola de tempo integral em Santa Cruz do Sul, Tássia Cristina Meinhardt, a instituição foi informada, na semana passada, que mudaria de mantenedora. “Ou seja, é a municipalização a caminho. Nossa escola é maravilhosa, atua há oito anos em tempo integral e contamos com uma comunidade muito ativa. O que nos surpreendeu é esse interesse em nossa instituição. Fomos pegos de surpresa antes das férias coletivas, uma forma de tentar impedir a nossa mobilização. Não foi feita consulta com os professores e com a população”, denunciou.

Encaminhamentos

Ao final da reunião ficou definido que a Comissão solicitará uma audiência com a Seduc, que contará com representantes das escolas, para expor as consequências das ações pretendidas pelo governo. Também será encaminhado um documento ao Ministério Público Estadual pedindo que o retrocesso nas instituições seja barrado.

“Além disso, é imprescindível que haja reação da comunidade escolar demonstrando sua contrariedade. A manifestação do Conselho Escolar e o apoio das Câmaras de Vereadores também precisam ser articulados. É necessário criar essa reação já”, finalizou Sofia.

 

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Professores(as) e funcionários(as) de escola do Estado estão há mais de SEIS ANOS sem qualquer reposição.

Somente as perdas inflacionárias já corroeram 40% do poder de compra da categoria.

Mesmo durante a pandemia, direitos foram retirados e o contracheque virou uma colcha de retalhos.

Governador, até quando o Estado vai pagar um salário de fome a quem educa os filhos e filhas do Rio Grande do Sul?

O que pedimos é o mínimo: respeito, salário digno e prioridade para a educação!

#ReposiçãoJá!

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A Sineta de fevereiro de 2021 apresenta a chamada de uma ampla campanha salarial lançada pelo CPERS para a valorização da categoria.

Graças aos desastrosos governos de Sartori (MDB) e Eduardo Leite (PSDB), chegamos em novembro de 2020 a seis anos sem qualquer reposição salarial e registrando perdas inflacionárias que corroeram 40% do poder de compra dos educadores(as). A educação não pode mais esperar!

A publicação traz também um balanço do ano de 2020, informes do jurídico do CPERS sobre as ações em andamento e reportagens especiais sobre o pedido de vacinação dos trabalhadores(as) da educação e o ensino híbrido.

Você ainda pode conferir o que está em jogo nesse ano que se inicia e como as reformas de Bolsonaro e Leite impactarão a categoria.

Leia abaixo ou baixe o arquivo da sineta aqui.

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Na manhã desta terça-feira (2), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) promoveu o seminário pedagógico para debater o ensino híbrido e o enfrentamento à precarização do trabalho docente. O encontro reuniu mais de 500 participantes de todas as regiões do país, incluindo representantes dos sindicatos, diretores e diretoras da CNTE e a participação especial da professora de didática da Unirio, Maria Luiza Süssekind, primeira secretária da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped).

Representando o CPERS participaram da atividade o 2º vice-presidente, Edson Garcia, a secretária-geral, Candida Rossetto, os(as) diretores(as) Alda Bastos Souza, Cássio Ritter, Glaci Weber, Rosane Zan, Sônia dos Santos Viana, Vera Maria Lessês  e os diretores dos Núcleos do Sindicato.

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, explica que o encontro se propõe a pensar novas práticas pedagógicas para o momento de pandemia de Covid-19 que estamos enfrentando: “Vamos elaborar propostas para o enfrentamento necessário. Estão impondo medidas e ações que nos preocupam na ordem do emprego e da entrada do setor privado dentro da educação pública. Por isso é importante ouvir o que os estados estão trazendo para que possamos juntos encontrar formas e fazer o enfrentamento necessário”, ressaltou.

Panorama internacional

O secretário de Relações Internacionais da CNTE, Roberto Franklin de Leão, compartilhou um breve relato sobre a situação mundial: “A Internacional da Educação (IE) tem discutido o retorno às aulas. A grande preocupação dos trabalhadores é como se dá esse retorno às aulas presenciais, como fica a vida dos trabalhadores a partir do que vier a acontecer com o fim da pandemia e do que já está acontecendo, o ensino híbrido e como fica a jornada de trabalho”. Ele também mencionou preocupação com a privacidade: “O país inicia o retorno às aulas e os trabalhadores da educação já tiveram sua privacidade violada a partir do momento que começaram o ensino a distância. O celular do profissional já está na mão de todo mundo, horário de trabalho não existe, e isso é uma coisa que precisamos debater, precisamos regrar essas questões, para que possamos viver a nossa vida com o mínimo de privacidade”.

A secretária geral da CNTE, Fátima Silva, que também é vice-presidente da Internacional da Educação para América Latina (IEAL), falou sobre a experiência de países vizinhos: “Em todo continente estamos em um grande debate. O Uruguai se destaca por ser o país que menos tempo fechou as escolas, mas isso ocorreu por conta de um sistema de saúde bem consolidado, e que controlou a pandemia. A Argentina colocou professores na prioridade da vacina”, destacou.

Na avaliação de Fátima Silva, o setor da educação é o que mais sofreu profundas transformações, os negócios educacionais se incrementaram nas compras de plataformas virtuais e compras de equipamentos eletrônicos: “Isso traz mudança do nosso modelo de trabalho – todas as análises mostram que esse modelo mesclado com o virtual, híbrido, veio para ficar. Como dirigentes sindicais vamos fazer negociação no setor público e no setor privado. Então esse seminário é para dar unidade na nossa ação e conhecimento para aquilo que está acontecendo em nosso país, pra ter como parâmetro, e não como cópia”.

Desafios no Brasil

Os participantes do seminário relataram diversas situações de sobrecarga de trabalho, ausência de acessibilidade e de apoio para desenvolver o ensino híbrido. Em alguns estados os governos cortaram auxílios, verbas indenizatórias e horas extras, sendo que trabalhadores e trabalhadoras tiveram que investir do próprio bolso em equipamentos e internet.

A professora Maria Luiza Süssekind, da Anped, começou sua intervenção abordando a desvalorização da categoria: “Nós somos uma categoria vítima de demonização, de um tipo de ataque que é um processo de demonização porque o professor está sempre aquém do que a sociedade exige. Mas nós temos toda a qualificação necessária para estar na sala de aula, abrimos nossas casas, estamos trabalhando muito mais do que nossas cargas horárias”. Na avaliação dela, a pandemia é atravessada por questões globais e esgarçou questões que já existiam: “As infraestruturas escolares, o excesso de trabalho, os problemas de acessibilidade, de insatisfação dos docentes, tudo isso mostra o número de trabalhadores que já eram insatisfeitos com o que faziam. E sobretudo há a exposição, profissionais estão expostos e controlados. Estamos assistindo um barateamento em todos os níveis, um crescimento da aceitação do homeschooling, se valendo de uma aliança nefasta da pandemia com o ensino remoto, abrindo portas para a vaucherização”.

A secretária da Anped, Maria Luiza Süssekind, trouxe também o debate de gênero e do trabalho infantil que atravessa a educação pública: “O cenário que temos hoje a enfrentar é complicado do ponto de vista educacional, da saúde e econômico. Mas é preciso fazer um corte de gênero, raça e classe. Os índices de violência e feminicídio cresceram assustadoramente e as vítimas são as mulheres pobres e negras. O índice de trabalho doméstico aumentou, são os filhos jovens das empregadas domésticas que não estão indo às aulas porque estão cuidando dos irmãos menores. É preciso contar que está crescendo o trabalho infantil nas ruas e dentro das casas”.

Na avaliação de Maria Luiza Süssekind, para enfrentar essa situação é preciso trabalhar com o conceito de ensino remoto emergencial: “É preciso criar modelos híbridos, é preciso ter tempo, planejamento, para criar esse modelo. Não é possível operar desse modo sem gestão democrática. Não podemos continuar entendendo que currículos podem ser espalhados e o professor que se vire – não é possível reduzir ensino a currículo”. Para a professora, é preciso confiar na autonomia e competência dos professores e comunidades escolares: “Nós precisamos inventar os currículos, mudar a seriação, parar o isolamento do professor. Nós existimos em rede, não podemos colocar a política pra gente competir entre nós mesmos. Precisamos enfrentar a disciplinarização, o paradigma da aula expositiva, precisamos de currículos que falem de vida, de morte. As mortes estão silenciadas, os sinos das igrejas não tocam. Que sociedade é essa que é majoritariamente católica mas que não cobra dos padres que os sinos dobrem?”.

Informações: CNTE

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O CPERS manifesta profunda contrariedade à presença forçada de estudantes nas escolas neste grave período de recrudescimento da pandemia.

Não é possível que, após mais de 220 mil vidas perdidas, continue a prevalecer a lógica que transformou o Brasil em ameaça sanitária global, pária em rankings internacionais e vetor de variantes mais perigosas do coronavírus.

Países que priorizaram a reabertura de escolas fizeram o dever de casa: controlaram a disseminação comunitária e adotaram a ampla testagem como rotina. Aqui, os testes apodrecem em depósitos e, no estado, o governo sequer apresenta dados do contágio na rede e se nega a vistoriar as instituições de ensino.

Chavões vazios como a suposta preocupação em “reduzir a desigualdade” dominam o debate e desafiam a inteligência de quem conhece a rede estadual; escolas sucateadas, com estrutura precária, deficitárias em recursos humanos e sem condições de cumprir os protocolos.

Este é um governo que sempre tratou a educação pública mais como um estorvo do que como forma de promover equidade e justiça social. Ou alguém pensa que para combater a desigualdade é necessário massacrar educadores(as), extinguir centenas de turmas de EJA, proibir matrículas, fomentar a evasão e fechar escolas?

Por outro lado, se é verdade que o ensino remoto é falho e constitui-se em uma ameaça à qualidade da educação, também o é que o governo fez quase nada para prover condições de acesso a Internet e equipamentos para tornar a experiência menos calamitosa.

Ainda revelador da hipocrisia do discurso é o fato de tal sugestão ter partido de uma entidade patronal, naturalmente preocupada em maximizar lucros a qualquer custo. Julgar que proprietários da rede privada estariam aflitos com a qualidade do ensino público é risível.

Diante de governos que abriram mão de controlar a pandemia e relegaram a política sanitária a uma questão de consciência pessoal, obrigar indivíduos a exporem suas famílias à doença é um contrassenso. É o autoritarismo neoliberal negando até mesmo a possibilidade do “cada um por si”.

Portanto, apelamos aos integrantes do gabinete de crise do Estado, em cujas mãos está a análise da medida, que tenham o bom senso de rejeitá-la e que pleiteiem junto ao governo melhores condições para um retorno seguro: priorizar a vacinação de educadores(as) e prover EPIs, recursos humanos e financeiros e testagem em massa a toda a comunidade para proteger as vidas dos gaúchos(as).

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