Representantes da Direção Central e dos núcleos do CPERS visitaram escolas da Região das Missões, na tarde desta quinta-feira (15), para reafirmar a luta por salário digno e alertar a categoria sobre os prejuízos da Reforma Administrativa (PEC 32).

A atividade integra a agenda de mobilizações no interior e na capital – organizadas pelo Sindicato – para ouvir, informar e organizar a luta.

As escolas Achilino de Santis e Tolentina Barcelos Gonçalves (TBG), de Santo Antônio das Missões, receberam o vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, e o diretor do 33° Núcleo, Joner Nascimento.

Eles abordaram a situação dramática enfrentada por professores(as) e funcionários(as) que estão com mais de sete anos de salários congelados, agravados pelas recentes perdas de direitos, eliminação de vantagens, redução de adicionais e alterações na Previdência.

“O Sindicato está iniciando um grande movimento por reajuste salarial. Estamos investindo em conteúdos para as redes sociais e também em outros veículos de comunicação. Precisamos ter o esteio da sociedade diante da situação calamitosa que nós, educadores, estamos passando”, afirmou o vice-presidente do CPERS, Alex Saratt.

Alex destacou ainda que é fundamental a mobilização em todos os espaços, incluindo no engajamento virtual da categoria com o compartilhamento de cards pelas redes sociais, participação de tuitaços e demais atividades promovidas pelo CPERS.

Além disso, a pressão também se dá no campo político pelo diálogo com vereadores e deputados da base do governo, solicitação de audiências e aprovação de Moções de Apoio.

“Esses governos neoliberais querem acabar com os nossos direitos.  Por isso temos que dialogar com a sociedade e fazer uma cobrança em cima disso”, destacou o diretor do 33º Núcleo, Joner Nascimento.

Para a professora do Colégio Estadual Tolentina Barcelos Gonçalves (TBG), Greice Fonseca, os educadores, além de estarem endividados, têm que lidar com a sobrecarga de trabalho, o que acaba comprometendo a saúde mental de grande parte da categoria.

“Estamos nos desdobrando em várias pessoas ao mesmo tempo e o governo só nos cobra. Precisamos de um governo verdadeiramente comprometido com a educação. Estamos ficando doentes e também precisamos de apoio psicológico”.

Reforma Administrativa e o ataque aos educadores(as)

Outro ponto discutido foi a Reforma Administrativa (PEC 32). A PEC 32 representa a destruição dos serviços públicos, das carreiras e dos direitos dos educadores(as) e do conjunto do funcionalismo público.

“Com a Reforma, perderemos a paridade e haverá uma diminuição drástica do salário dessas pessoas ao longo de sua vida. É para nos matar de fome. Se aprovada, a Reforma também vai acabar com a estabilidade do servidor, um direito constitucional. Será um grande retrocesso. Por isso precisamos unir forças”, disse o diretor do 33º Núcleo, Joner Nascimento.

“É a destruição de um dos pilares daquilo que a gente pensa o bem estar nacional que é o bem estar social. Existe uma mobilização dos movimentos sociais e sindicatos. Nesse jogo de forças ganhamos tempo e condições de convencer a sociedade sobre o caráter maligno dessa proposta. Temos uma campanha que visa esclarecer a população e a categoria sobre a Reforma Administrativa”, asseverou o vice-presidente Alex Saratt.

Outras seis escolas do município de São Luiz Gonzaga receberam a visita da diretora Sandra Régio, que também denunciou os ataques da Reforma Administrativa (PEC 32) contra os educadores e demais servidores(as). Sandra destacou ainda a importância de unidade na luta por reposição salarial.

“Temos colegas que estão passando fome e estão endividados. Não podemos permitir isso. Por isso é importante estarmos juntos na luta para garantir os nossos direitos e barrar os ataques do governo”, afirmou a diretora Sandra.

Saiba mais:

>Salário em pauta: CPERS e Casa Civil do Governo têm audiência marcada para a próxima quarta-feira
> Salário e direitos pautam participação do CPERS em encontro do Fórum Regional de Diretores, em Santa Rosa

> Saiba como a Reforma Administrativa ataca funcionários(as) e professores(as)
> Impactos para os atuais servidores
> Como a Reforma ataca aposentados

  

 

 

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Reposição salarial, Reforma Administrativa, Reforma do Ensino Médio e terceirização foram alguns dos temas debatidos durante o Encontro do Fórum Regional de Diretores, realizado na tarde desta quinta-feira (15), em Santa Rosa.

A reunião congregou diretoras e diretores de 11 escolas da região, que retomam os encontros presenciais do Fórum após a realização de atividades online desde o início da pandemia.

Na abertura do evento, foram definidos os novos coordenadores que assumem o Fórum na gestão 2021/2022. Sandra Ivana Bubicz, diretora da EEEF Mercedes Motta e Junior Alessandro Freddi, diretor do I.E.E. Visconde de Cairu, coordenarão o grupo. 

O Fórum é um instrumento para a união dos diretores e uma ferramenta para enfrentarem juntos os ataques do governo Leite. “Queremos retomar o Fórum após esse período de pandemia para trocarmos informação e experiências. Unidos, nós podemos responder com mais firmeza às demandas da Seduc”, avalia Sandra. 

O diretor Junior diz que o trabalho do grupo será árduo perante a realidade da categoria. “O principal hoje é reagrupar a comunidade escolar para se sentirem novamente parte das escolas. Precisamos também focar na saúde mental e no aprendizado pedagógico. A pandemia nos distanciou, mas precisamos nos organizar para poder trabalhar”.

A diretora do 10º Núcleo do CPERS (Santa Rosa), Eloisa Maria Womer, ressaltou a importância do Fórum para as lutas da categoria na região. “Esse contato mais direto com os diretores só fortalece a nossa luta. Estamos aqui hoje para lembrar que o CPERS e 10° Núcleo estão à disposição, precisamos nos unir para combater as atrocidades desse governo. Contem com o 10º Núcleo e o CPERS com o que precisarem”.

A reunião foi realizada respeitando todas as normas de saúde deste período de pandemia, com distanciamento, disponibilização de álcool em gel, verificação da temperatura de todos os presentes e uso obrigatório de máscara. 

Reposição Salarial

O CPERS participou do encontro com o objetivo de debater os principais desafios da categoria para o próximo semestre.

Após sete anos de salários congelados, agravados pelas recentes perdas de direitos, eliminação de vantagens, redução de adicionais e alterações na Previdência, o tema da reposição salarial ganhou destaque. 

> Salário em pauta: CPERS e Casa Civil do Governo têm audiência marcada para a próxima quarta-feira

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou que as perdas inflacionárias da categoria chegam a quase metade do poder de compra desde o último reajuste, realizado em novembro de 2014.

“Hoje nós compramos metade do que comprávamos em 2014. Precisamos que a sociedade nos escute, todos precisam saber da situação de miséria da nossa categoria, por isso vamos lançar no próximo fim de semana uma ampla campanha na mídia denunciando nossa realidade”. 

Os relatos dos educadores(as) presentes na reunião explicitam a urgência da reposição. Professores(as) e funcionários(as) das escolas gaúchas estão exaustos e realizando suas tarefas por amor à profissão que exercem. 

“Como se não bastasse o arrocho salarial, para continuar atendendo nossos alunos durante precisamos fazer investimentos. Mal temos dinheiro para comer, mas tivemos que gastar com melhorias na internet, comprando notebook e até celular”, destacou a diretora do CPERS, Juçara Borges. 

Reforma Administrativa

Além das questões do dia a dia nas escolas, como autonomia financeira e gestão pedagógica e a pauta da reposição salarial, o encontro também debateu a Reforma Administrativa (PEC 32). 

A PEC 32 representa a destruição dos serviços públicos, das carreiras e dos direitos da categoria e do conjunto do funcionalismo público.

Em face da urgência no debate, nesta sexta-feira (16), a partir das 11h, em Santa Rosa, sindicatos, centrais e entidades ligadas à Frente de Servidores Públicos (FSP/RS) dão início a uma série de mobilizações contra a Reforma Administrativa (PEC 32). 

Um ato será realizado em frente ao escritório político do deputado Osmar Terra (MDB), um dos gaúchos que compõem a Comissão Especial da PEC 32, responsável por analisar o mérito da proposta. Acompanhe o ato nas redes do CPERS! 

> Saiba como a Reforma Administrativa ataca funcionários(as) e professores(as)

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A Secretaria-Geral do CPERS recebeu, nesta quinta-feira (15), comunicado do Gabinete da Casa Civil para reunião na próxima quarta (21), com a presença do secretário-chefe Artur Lemos e do líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Frederico Antunes (PP).

A agenda foi marcada após pedido do Sindicato ao deputado Gabriel Souza (MDB), presidente do Legislativo, com vistas a discutir a necessidade urgente de reposição salarial para a categoria.

O CPERS trabalha para constituir uma mesa de negociação com o governo Eduardo Leite (PSDB).

>> Receba notícias do CPERS por whatsapp

Quase sete anos de congelamento salarial, metade do poder de compra perdido para a inflação, direitos retirados, vantagens eliminadas, adicionais reduzidos e gastos extras durante o trabalho remoto levaram professores(as) e funcionários(as) de escola a níveis escandalosos de penúria.

O último reajuste ocorreu em novembro de 2014, ainda no governo Tarso (PT). De lá para cá, a inflação acumulada chega a 45% e o custo da cesta básica na capital registrou um aumento de mais de 80%.

Além das mais de 150 moções de apoio aprovadas em Câmaras Municipais e da pressão no Piratini e na Assembleia, o Sindicato prepara mobilizações presenciais na capital e no interior. No próximo domingo, inicia-se uma campanha publicitária por #ReposiçãoJÁ.

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O Comitê do Plebiscito Popular no Rio Grande do Sul foi lançado, de forma virtual, nesta quarta-feira (14). O ato contou com a participação do CPERS, centrais sindicais, movimentos sociais, frentes populares, lideranças de partidos políticos e outras entidades representativas, reunindo mais de 400 participantes.

A iniciativa é uma reação da sociedade à política nefasta de privatizações do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), do governador Eduardo Leite (PSDB) e de vários prefeitos alinhados com esse projeto de destruição do estado, retirada de direitos dos trabalhadores e entrega do patrimônio público para grandes empresários e o mercado financeiro.

Na ocasião, houve manifestações de apoio dos ex-governadores Tarso Genro, Olívio Dutra e Alceu Collares, do senador Paulo Paim (PT), de deputados do PT, do ex-ministro Miguel Rossetto e do ex-deputado Vieira da Cunha. Também falaram dirigentes da CUT-RS e centrais sindicais, federações e sindicatos que representam trabalhadores de estatais ameaçadas de privatização.

A proposta dos organizadores é realizar, na primavera, um plebiscito popular sobre as privatizações de serviços essenciais e estratégicos para o desenvolvimento social e econômico do RS.

 

Governador rompeu com promessa de campanha

O ponto crucial foi a derrubada do plebiscito estabelecido na Constituição Estadual sobre a privatização de estatais. Primeiro, os deputados governistas aprovaram o fim da consulta popular para a venda da CEEE, CRM e Sulgás. Agora, acabaram com essa regra democrática para a entrega da Corsan, Banrisul e Procergs, rasgando a promessa de campanha eleitoral do governador de que “manteria a Corsan e o Banrisul como empresas públicas”.

Em nível federal, o ministro da Economia, Paulo Guedes, vem tocando uma agenda de privatizações, “passando a boiada” no patrimônio público. Venda de refinarias da Petrobras, liquidação da Ceitec, aprovação da venda da Eletrobras no Congresso, projeto de privatização dos Correios e desmonte da Caixa são alguns exemplos. Em Porto Alegre, o prefeito Sebastião Melo (MDB) já anunciou a intenção de desestatizar a Carris, sendo que o DMAE e a Procempa também estão sob ataque da privatização.

 

Manifesto já pode ser assinado

A consulta será feita em formato híbrido, através de uma plataforma de democracia participativa, garantindo o voto em cédula para comunidades sem acesso à internet. Para isso, o comitê já organizou comissões de mobilização, finanças, comunicação e pedagógica.

Um manifesto, convidando a população gaúcha a somar-se à iniciativa, também já está publicada na internet para a coleta de assinaturas de apoio.

Clique aqui para assinar o manifesto.

 

Resistência popular contra as privatizações

“Vivemos dias intensos e desafiadores, de reflexão e de encontro nas ruas, nas redes, nos olhares e marcharemos juntos com essa juventude maravilhosa, as mulheres e os negros para construir igualdades, combater injustiças e preconceitos e viver a democracia”, afirmou o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci.

Todos os oradores destacaram a importância da resistência popular contra as privatizações.

A tentativa de privatizar todos os serviços públicos foi criticada por João Pedro Stedile, integrante da coordenação nacional do MST. “É isso que eles fazem historicamente e estão fazendo. Por isso, deram o golpe na presidenta Dilma e instalaram esse insano no poder. Por trás de tudo isso, está o grande capital financeiro, que precisa se apropriar de tudo isso. No RS, temos um governador que se mostra como contrário ao Bolsonaro, mas está praticando a mesma política do governo federal”.

“Quero fazer um apelo para incluir o debate da privatização da Eletrobras, dos Correios e da Caixa, porque isso vai afetar também a vida dos gaúchos e gaúchas”, propôs o líder do MST.

 

Plebiscito fortalece organização da base

Para Eliane Martins, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Desempregadas (MTD), o plebiscito possibilita que mesmo resistindo em faixas próprias, já que o movimento não é partidário, é preciso um esforço comum para a unidade.

“Precisamos vencer nossos limites, nossos métodos e nossas próprias barreiras como movimento da classe trabalhadora. Vamos organizar 28 regiões no Estado, mas depois não vamos abandoná-las. Aqui estamos falando da venda do patrimônio público e com isso nós estamos virando uma chave para a religação e organização de várias frentes de trabalho de base. O plebiscito é uma chave de luta que precisa ser ligada a várias outras, num trabalho de base que é processual e perene, não apenas um evento”, disse.

 

Entrega dos bens públicos é coisa do capitalismo

O teólogo, filósofo e escritor Leonardo Boff observou que a onda mundial de entregar os bens públicos é oriunda do capitalismo que visa acumular tudo em poucas mãos para dominar os outros. Ele advertiu, porém, que há coisas que não podem ser privatizadas como exemplo, a área de energia, que é um setor estratégico; o Banco do Brasil, que significa soberania nacional; a infraestrutura, cujas rodovias e estradas não podem servir somente ao interesse particular; mas especialmente a água, que é um bem universal.

“Estamos numa grande campanha contra a privatização da Corsan. A água é um bem necessário para todo mundo, e não pode ser privatizada. O Banrisul é público, que atende aos gaúchos e gaúchas, aos pequenos agricultores e a todas as pessoas que precisam do serviço público. Privatizar a Petrobras também afeta a energia que move a máquina mundial e brasileira. Isso é perder a soberania e não queremos ser súditos de ninguém”, disse.

Boff defendeu “uma nação soberana, que atenda ao seu povo com os instrumentos que facilitem a vida de todo mundo, e não só os mais ricos”.

 

 

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Os educadores(as) do 19º Núcleo podem votar até as 23h59 da quinta, pelos links abaixo:

> Representantes 1/1000 e Aposentados(as): https://votacao.cpers.com.br/eleicoes2021-2024-alegrete

> Representantes Municipais: https://votacao.cpers.com.br/eleicoes2021-2024-alegrete-municipal

A Direção Central do CPERS esclarece que abrirá uma sindicância para apurar com rigor os fatos que levaram à impugnação do pleito. Os votos da 1ª etapa foram homologados normalmente.

Caso haja constatação de fraude, os responsáveis serão punidos nos termos do estatuto do Sindicato. Tentativas de macular o processo democrático da entidade não serão toleradas.

Informamos, ainda, que o IP gerador da suspeita não é utilizado pelo 19º Núcleo do CPERS.

Por fim, ressaltamos que a ocorrência em Alegrete é um fato isolado – único registrado em 42 núcleos -, sem qualquer relação com o restante do processo eleitoral, marcado pela lisura, transparência e a participação direta de quase 30 mil associados(as).

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Sindicatos, centrais e entidades ligadas à Frente de Servidores Públicos (FSP/RS) desembarcam em Santa Rosa nesta sexta-feira (16) para dar início a uma série de mobilizações pelo estado contra a Reforma Administrativa (PEC 32), em discussão no Congresso Nacional.

A agenda inclui entrevistas à imprensa local e um ato público, marcado para as 11h, em frente ao escritório político do deputado Osmar Terra (MDB).

O parlamentar é um dos gaúchos que compõem a Comissão Especial da PEC 32, responsável por analisar o mérito da proposta, ao lado dos titulares Alceu Moreira (MDB) e Marcelo Moraes (PTB), e dos suplentes Marcel Van Hattem (NOVO) e Paulo Pimenta (PT).

> Saiba como a Reforma Administrativa ataca funcionários(as) e professores(as)

Sob o slogan “Quem votar não volta”, a mobilização visa pressionar os deputados a se posicionarem contra a Reforma, que ameaça a própria existência dos serviços públicos.

Entre os pontos mais críticos estão o fim da estabilidade e o aumento da perseguição política, do apadrinhamento e da corrupção, além da extinção gradual das carreiras, a terceirização e a proliferação de vínculos precários.

“A Reforma Administrativa de Bolsonaro e Guedes não é só contra o servidor”, avalia a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer. “É um ataque frontal à população e à classe trabalhadora, que será prejudicada com o sucateamento de serviços básicos como saúde e educação”, complementa.

 

 

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A comunidade da EEEF Pedro Schuler, de Portão, símbolo de lutas na região metropolitana de Porto Alegre, pede socorro.

Há anos a escola aguarda reparos em uma parte do telhado do refeitório e da cozinha, que caiu após assaltantes invadirem a escola pela cobertura. Sem resolução, o problema se agravou após uma infestação de cupins e infiltrações, que causaram o desabamento de mais uma parte do teto em 2020.

A diretora da escola, Jurandara Coletti, relata que o medo é constante.

“O medo é muito grande. Nessa noite eu acordei pensando nisso, sabe? É bem preocupante, a cozinheira está com medo também. A gente tem que estar sempre em estado de alerta”. 

Na última semana, o CPERS visitou a escola e verificou que a situação é alarmante. A presidente Helenir Aguiar Schürer informou que vai buscar respostas junto à Secretaria da Educação para a resolução do problema. 

“Não podemos permitir que uma escola tradicional como a Pedro Schuler enfrente essa situação. A segurança das crianças deveria ser a prioridade do governo”. 

Em 2018, através de uma parceria com a Unisinos, foi desenvolvido um projeto de Engenharia Elétrica que até hoje aguarda liberação de verba para a realização da obra. 

“Conseguimos um valor do orçamento participativo para fazer a obra, mas não foi utilizado porque a Seduc não tinha engenheiro para o projeto. Depois, com a Unisinos, no último ano do governo Sartori, também parou. E, agora, no governo Leite, morreu tudo”. 

A escola atende a população do bairro Estação há 83 anos e nos últimos tem resistido a ataques constantes do governo. No ano passado, a comunidade precisou unir forças para evitar o fechamento de um turno e neste ano enfrentaram dificuldades com a pandemia, com casos positivos e o grande número de educadores(as) no grupo de risco

Também acompanharam a visita o diretor do CPERS Cássio Ritter e o diretor do 14° Núcleo (São Leopoldo) Luiz Henrique Becker.

Nas últimas semanas, o CPERS vem denunciando o descaso com a estrutura das escolas gaúchas e a política de enxugamento que integra o projeto de desmonte da rede estadual perpetrado pelo governo Eduardo Leite (PSDB).

Leia mais:

➡️ Descaso: com 70% da cobertura destruída por temporal, escola rural de Jaguari aguarda obras há quase um ano
➡️ Um ano sem luz: Escola Portão Velho, de Portão, aguarda reparo na rede elétrica após incêndio
➡️ Sem diálogo, governo tenta municipalizar à força escola estadual Maria Saturnina Ruschel, de Feliz

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Após a impugnação dos resultados da 2ª etapa das #EleiçõesCPERS2021 no 19º Núcleo (Alegrete), uma nova eleição será realizada na região nesta quinta-feira (15).

Os educadores(as) do 19º Núcleo poderão votar entre as 00h e as 23h59 da quinta, pelos links abaixo:

> Representantes 1/1000 e Aposentados(as): https://votacao.cpers.com.br/eleicoes2021-2024-alegrete

> Representantes Municipais: https://votacao.cpers.com.br/eleicoes2021-2024-alegrete-municipal

A Direção Central do CPERS esclarece que abrirá uma sindicância para apurar com rigor os fatos que levaram à impugnação do pleito. Os votos da 1ª etapa foram homologados normalmente.

Caso haja constatação de fraude, os responsáveis serão punidos nos termos do estatuto do Sindicato. Tentativas de macular o processo democrático da entidade não serão toleradas.

Informamos, ainda, que o IP gerador da suspeita não é utilizado pelo 19º Núcleo do CPERS.

Por fim, ressaltamos que a ocorrência em Alegrete é um fato isolado – único registrado em 42 núcleos -, sem qualquer relação com o restante do processo eleitoral, marcado pela lisura, transparência e a participação direta de quase 30 mil associados(as).

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Um levantamento feito pelo Instituto Pesquisas de Opinião (IPO), encomendado pela Assembleia Legislativa do RS, aponta que mais da metade (55,8%) dos gaúchos defende o retorno das aulas presenciais no Estado somente após a imunização de toda a população.

O dado demonstra o acerto da luta realizada pelo CPERS por vacinas e condições sanitárias adequadas antes da retomada. 

A proporção é maior entre pais estudantes da rede pública; 60,1% defendem a necessidade de imunização prévia.

>> Acesse o levantamento completo aqui.

Foram ouvidas 1,5 mil pessoas em todo o Rio Grande do Sul, de forma presencial, entre 19 e 24 de junho. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

 

 

A falta de condições estruturais que garantam segurança sanitária nas escolas está entre os principais motivos que dificultam o retorno das aulas presenciais.

Dos entrevistados, 38,9% não acredita que há higienização adequada nas instituições de ensino, relatam a falta de funcionários e recursos, e também têm dúvida do apoio do governo no fornecimento de EPIs.

Além disso, 35,3% dos pais ressalta o baixo percentual de pessoas vacinadas. Para estes entrevistados, a quantidade de imunizantes aplicados no Estado ainda é pequena e não proporciona uma situação de segurança para a comunidade escolar.

Quanto menor o grau de educação formal e mais baixa a renda familiar, maior é a tendência de avaliar que as aulas presenciais só deveriam retornar após a vacinação de todos, diz a pesquisa.

Percepção sobre conhecimento adquirido na pandemia

Além das questões sobre a percepção dos gaúchos com as condições para o retorno das aulas presenciais, o levantamento trouxe ainda perguntas sobre o conhecimento adquirido pelos estudantes durante a pandemia.

Quase metade (47,8%) das famílias está participando mais da educação formal dos filhos. Mesmo assim, os pais percebem grande dificuldade das crianças acompanharem (70,8%) e aprenderem com as aulas remotas (67,7%).

Desse modo, os obstáculos para acompanhar as aulas não presenciais incidem na dificuldade de aprender.

Os principais motivos indicados são falta de concentração, acesso à Internet, ausência de contato/acompanhamento do professor, falta de explicação do conteúdo/material, domínio do sistema/plataforma e a falta de apoio dos pais (por tempo ou conhecimento).

Há três obstáculos no acompanhamento da educação na pandemia: emocionais, materiais e técnicos e cognitivos.

O principal entrave é emocional (36,9%), que envolve a falta de foco, a adaptação à nova rotina e a falta da socialização das crianças e dos adolescentes.

No que se refere ao aprendizado, o problema maior apontado pelos pais é entender o conteúdo (34,2%), mas também há menção à falta de foco do aluno, dificuldades de acesso à Internet e ausência de contato com o professor.

Problemas da educação pública

A última parte da pesquisa abordou a qualidade da educação pública no RS e a necessidade de atuação da Assembleia Legislativa para criar dispositivos legais em favor da educação.

O principal problema apontado pelos entrevistados, independentemente da pandemia, foi a baixa qualidade do ensino (21%), seguido pela estrutura precária (19,6%) e pela falta de valorização dos professores (11,6%).

Quase metade dos pais (45,2%) entende que o maior problema envolve um ciclo vicioso, no qual o professor é desvalorizado e isso influencia na qualidade do ensino, e vice-versa, o que impacta na motivação do aluno.

A maioria dos entrevistados (62,6%) defende que a Assembleia Legislativa deveria fazer uma lei/regra que melhore a educação no Rio Grande do Sul, especialmente para qualificar o ensino, a estrutura das escolas, que dê autonomia e garanta melhor remuneração aos professores.

Um percentual semelhante (58,4%) defende que haja lei/regra para melhorar as sequelas da pandemia, especialmente alguma que garanta a segurança sanitária nas escolas e o reforço escolar, que destine verbas para infraestrutura e tecnologia e incentive a economia.

A partir do resultado da pesquisa, o presidente da Casa, deputado Gabriel Souza (MDB), afirmou que a Assembleia está à disposição para contribuir financeiramente com o governo do Estado em demandas como investimento em equipamentos de proteção individual (EPIs). Também sinalizou com a proposta de um projeto de lei que propõe que empresas invistam o valor que pagariam de ICMS na educação.

Assista ao vídeo com os resultados da pesquisa

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A direção central do CPERS foi recebida, no fim da tarde desta segunda-feira (12), pelo presidente da Assembleia Legislativa – deputado Gabriel Souza (MDB) – para tratar da reivindicação mais urgente da categoria: salário digno.

O Sindicato solicitou a audiência na expectativa de obter apoio para constituir uma mesa de negociação com o governo Eduardo Leite (PSDB).

Sucessivos pedidos do CPERS para debater a pauta foram ignorados pelo Executivo.

“É inadiável. Não é preciso dizer para o senhor o quanto perdemos. Queremos que o governo nos apresente uma proposta para levarmos à categoria e ter a possibilidade de, minimamente, desafogar os educadores, que se encontram profundamente empobrecidos”, argumentou a presidente Helenir Aguiar Schürer.

Gabriel Souza assumiu o compromisso de construir a agenda com a Casa Civil do Piratini. “Inevitavelmente, cedo ou tarde precisaremos encontrar uma solução, não há mais sustentabilidade nas atuais condições”, disse o deputado.

“Se este governo não fizer, o próximo terá que fazer uma recomposição salarial. Vamos agir para tentar que o atual faça”, sinalizou o presidente do Legislativo.

Helenir entregou ao parlamentar um documento com 27 pontos em defesa da reposição. O conteúdo, elaborado pelo Dieese, destaca a defasagem salarial, as perdas resultantes das reformas de 2019 e 2020 e o quadro de melhora da situação fiscal do estado.

“Não temos tempo para aguardar por um próximo governo, deputado. A educação não pode mais esperar. É preciso que surja um movimento para salvar a escola pública”, completou Helenir, que também destacou as moções já aprovadas em 135 municípios em defesa da reposição.

Situação dramática

Quase sete anos de congelamento salarial, metade do poder de compra perdido para a inflação, direitos retirados, vantagens eliminadas, adicionais reduzidos e gastos extras durante o trabalho remoto levaram a categoria a níveis escandalosos de penúria.

O último reajuste para a categoria ocorreu em novembro de 2014, ainda no governo Tarso (PT). De lá para cá, a inflação acumulada chega a 45% e o custo da cesta básica na capital registrou um aumento de mais de 80%.

“É inadmissível”, sumarizou o diretor Edson Garcia. “Depois de tudo isso, o governo realiza descontos retroativos no vale-transporte que deixam professores e funcionários com 300 reais na conta para sobreviver o mês inteiro. Ninguém estuda para se formar, trabalhar e não ter um salário decente”.

Além das moções e da pressão no Piratini e na Assembleia, o Sindicato prepara mobilizações presenciais na capital e no interior. No próximo domingo, inicia-se uma campanha publicitária em prol da reposição.

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