Contrapondo as adversidades diárias enfrentadas pelas escolas públicas gaúchas, a 5ª Mostra Pedagógica do CPERS, cujo tema deste ano é “Escola Livre, Educação Presente”, tem oportunizado maior visibilidade à qualidade dos trabalhos desenvolvidos no chão da escola.

Nesta quinta-feira (31) foi a vez das escolas das regiões do 5º Núcleo (Montenegro) e do 7º Núcleo (Passo Fundo) apresentarem seus projetos, na etapa regional. Em Montenegro foram inscritos 57 trabalhos. Já em Passo Fundo, foram apresentados três projetos.

O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, que participou da atividade em Montenegro, ressaltou a importância da Mostra. “Se temos uma educação pública de qualidade, podem ter certeza que há também a marca do Sindicato. Ao longo dos 78 anos da nossa entidade, construímos condições para que a formação intelectual dos nossos estudantes possa contribuir para uma população consciente e cidadã. Através da Mostra, é possível exibir e comprovar o quanto a escola pública gaúcha tem a contribuir para o senso crítico da nossa sociedade”, observou.

“Para nós, cada edição da Mostra, que ocorre desde 2015, é muito importante. Parabenizo a todos que aqui estão, pois apresentar projetos é uma experiência significativa para a vida. O movimento educacional se faz assim, com a participação de cada um e de cada uma nos grupos”, observou o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, que também prestigiou a Mostra do 5° Núcleo.

Em Passo Fundo (7º Núcleo), a tesoureira do CPERS, Rosane Zan, ressaltou a importância de trazer à tona os trabalhos pedagógicos produzidos em todos os cantos do Rio Grande do Sul.

“É fundamental depositar fé na jornada que trilhamos dentro das instituições educacionais, evidenciando o comprometimento dos educadores e dos alunos que compõem a esfera da educação pública. Capacitamos nossos estudantes a forjar pensamentos, nutrir a criatividade e conceber projetos belos e significativos no chão da escola pública. É o que constatamos nas mostras regionais em todo o estado”, enfatizou Rosane. 

Orgulho: em Montenegro, educadores e estudantes expõem dedicação aos projetos

Em Montenegro, os trabalhos foram expostos no Clube do Comércio. No local, educadores(as) e alunos(as) explicaram ao público o processo de desenvolvimento e o objetivo dos projetos.

Orgulhosa em frente ao estande que apresentava o projeto “Bio óleo a partir da próclise da bergamota no motor de combustível interno”, Aléxia Valentina Mendel, aluna do curso técnico em Química, da ETE São João Batista, destacou a importância da experiência. “No início do ano começamos a desenvolver o projeto. Tivemos a liberdade de escolher o assunto que iríamos trabalhar. E estar aqui é muito legal, pois é uma oportunidade de mostrar o que aprendemos e desenvolvemos, mostrar que somos capazes”, afirmou.

Os benefícios do Kefir foi o que os estudantes do 8º ano da EEEM São José do Marata apresentaram no projeto “Bichinho do Iogurte”. A professora Sandra Kranz da Motta, que coordenou o trabalho, relatou que os alunos iniciaram o desenvolvimento da pesquisa, que contou com consulta em site e entrevistas. “A mãe de uma das estudantes já fazia o kefir em casa e isso despertou o interesse de saberem quais eram os benefícios. A partir daí, iniciamos as pesquisas”, relatou.

“Minha mãe já fazia o kefir em casa há bastante tempo, mas eu não tinha ideia da quantidade de benefícios para a saúde que ele proporciona. Para saber os benefícios, além das pesquisas, nós entrevistamos uma nutricionista e um agrônomo”, explicou a estudante Camila Kranz Ernzen.

A diretora do 5º Núcleo, Elisabete de Vargas Pereira, acompanhou e conduziu as atividades desenvolvidas no decorrer do dia. A iniciativa contou também com momento cultural, através da apresentação do Grupo Vocal Casa da Voz.

Houve ainda uma Roda de Conversa sobre “O Uso (Des)medido da internet e redes sociais digitais”, exposto pelo oficial aposentado da Brigada Militar, José de Jesus Cirne da Silva, que integra o Comitê Municipal de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. “A nível mundial, a neurociência, a psiquiatria e a psicologia, entre outras, alertam sobre os impactos à saúde física e mental do uso excessivo da internet. A baixa tolerância a frustrações, principalmente em adolescentes, é um dos impactos. Hoje, inclusive, já se tem dependência tecnológica que equivale à dependência química”, expôs.

Após avaliação, a Comissão Julgadora selecionou os seguintes projetos para a etapa estadual da 5ª Mostra Pedagógica, que será realizada em dezembro, em Porto Alegre.

>> Projetos selecionados para a etapa estadual da 5ª Mostra Pedagógica:

> Categoria Ensino Fundamental – Séries Iniciais: 
Projeto “O mundo precisa da tua ação!” (CE Engenheiro Paulo Chaves)

> Categoria Ensino Fundamental – Séries Finais: 
Projeto “Ansiedade e depressão na Adolescência” (EEEM São José do Marata)

> Categoria Ensino Médio: 
Projeto “Branquitute no Brasil: a atuação de pessoas brancas na luta antirracista no século XXI” (CE Engenheiro Paulo Chaves)

> Categoria Ensino Técnico:
Projeto “Ciência sociais e químicas na tatuagem” (ETE São João Batista)

> Categoria EJA:
Projeto “Energia Eólica” (EEEM Delfina Dias Ferraz)

Mostra em Passo Fundo destaca a qualidade da escola pública

Orgulhosos, estudantes expuseram, orientados por seus professores(as), projetos desenvolvidos no chão da escola. Em meio à partilha de conhecimento, a educação pública gaúcha revelou mais uma vez a sua inegável qualidade e potência.

A professora da EEEB Professor Alfredo Gavioli, de Ronda Alta, Letícia Grosseli, apresentou o projeto “Robocata: Aliando Tecnologia com sustentabilidade”. Na ocasião, ela explicitou o trabalho desenvolvido junto a seus alunos(as) em sua instituição de ensino. “Com o nosso projeto, trouxemos uma nova visão de como trabalhar a tecnologia dentro da sala de aula”, frisou.

Com o projeto “Pinhão”, elaborado sob orientação do professor Ederson de Barros, o aluno Francisco Teixeira Silva, da EEEM Cecy Leite Costa, de Passo Fundo, destacou a experiência em integrar a Mostra.

“O nosso projeto visa ressaltar a importância das araucárias tanto culturalmente quanto para o meio ambiente, principalmente para a população gaúcha. Está sendo uma experiência incrível fazer parte da Mostra e recomendamos que cada um desenvolva o seu trabalho em sua escola”, explanou.

Já o professor Juliano Muller, da EEEM Professora Eulina Braga, de Passo Fundo, que apresentou o projeto “Exposição artística produzida com Inteligência Artificial”, sintetizou o sentimento em participar da atividade.

“Estou muito feliz de participar e poder compartilhar o que tenho feito com os alunos, mesmo com as dificuldades que temos tido de colocar em prática a disciplina Cultura Digital, com o Novo Ensino Médio, na nossa escola. Essa é uma oportunidade de ensinar novos mecanismos de tecnologias a eles para que possam, quem sabe, trabalhar futuramente com isso”, explicou.

A comissão julgadora, formada por Marciano Pereira, professor de Filosofia da EEEM Adelino Pereira Simões, de Passo Fundo, Loreni de Farias da Silva, professora de Geografia, da EEEM Visconde de Araguaia, de Coxilha, e Marli Schaule, professora aposentada de Geografia, da EEEM Adelino Pereira Simões, de Passo Fundo, selecionaram o projeto “Robocata: Aliando Tecnologia com sustentabilidade”, da EEEB Professor Alfredo Gavioli, de Ronda Alta, para a etapa estadual da Mostra, que ocorre em dezembro, em Porto Alegre.

Do 7º Núcleo, também estavam presentes na Mostra Regional o diretor, Orlando Marcelino da Silva Filho, e a tesoureira, Elita Treviso.

>> Projeto selecionado para a etapa estadual da 5ª Mostra Pedagógica:

> Categoria Ensino Médio
Projeto Robocata: Aliando Tecnologia com sustentabilidade (EEEB Professor Alfredo Gavioli – Ronda Alta)

Etapas Regional e Estadual

Os 42 núcleos do CPERS realizarão mostras regionais até novembro e os educadores(as) devem se inscrever com até cinco dias de antecedência ao evento na sua região. Os projetos e trabalhos mais significativos terão lugar na etapa estadual da Mostra. As experiências selecionadas também serão compiladas em uma publicação especial.

 

️ INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

1) Somente sócios(as) do CPERS terão suas inscrições validadas para a Mostra Pedagógica;
2) Os anexos (como documentos, trabalhos por escrito ou em PowerPoint, fotos e vídeos) devem ser enviados para o e-mail mostracpers5@gmail.com;
3) As inscrições podem ser realizadas com até 5 (CINCO) dias de antecedência à Mostra Regional do seu núcleo. Clique aqui para conferir o cronograma das etapas regionais da Mostra;
4) Clique aqui para acessar o regulamento completo da Mostra Pedagógica;
5) Se tiver dificuldades no preenchimento do formulário ou outras dúvidas, entre em contato pelo e-mail secgeral@cpers.org.br ou pelo fone (51) 3254.6000.

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Em junho deste ano, apesar de toda a luta empreendida pelos servidores(as) estaduais, Eduardo Leite (PSDB) consumou mais uma de suas maldades: a reforma do IPE Saúde.

O governador, utilizando o discurso que o Instituto não tinha mais como se manter, apesar dos mais diversos estudos que comprovaram outras formas de manutenção da autarquia, conseguiu aprovar com a sua base aliada, na Assembleia Legislativa, a Lei Complementar (LC) 15.970/2023 que, entre outras mudanças, aumentará a alíquota de contribuição para segurados(as) e criará a taxação de dependentes. . Estas alterações passarão a valer a partir de 1° de outubro de 2023.

Buscando tirar dúvidas da categoria, o CPERS solicitou informações concretas do IPE Saúde e esclarecimentos sobre os mais diversos temas, como prazos para exclusão de dependentes, atualização de valores, desligamentos e reingressos.

>> Abaixo destacamos alguns pontos de extrema importância e que precisam da atenção dos segurados(as):

1 – Primeiramente, o CPERS ressalta que qualquer desligamento ou exclusão de dependentes do IPE Saúde deve ser muito bem analisada, já que as mesmas acarretam consequências como pagamento de multas. O Sindicato recomenda que antes de qualquer alteração, os educadores(as) façam a simulação de como ficará a sua situação após a implantação da nova Lei. Clique aqui para acessar o serviço!

2 – A LC 15.970/23 trabalha com dois prazos para desligamentos de titulares e dependentes:

– O primeiro, se refere àqueles que já cumpriram o tempo mínimo de permanência no IPE Saúde (24 meses). Para estes casos, o prazo se encerra no dia 30 de setembro de 2023;

– O segundo, trata de titulares ou dependentes que ainda não cumpriram esse prazo. Para esses, a exclusão deve ser realizada até o dia 5 de setembro de 2023. Após esse período, haverá cobrança de multa que corresponde a 15% do valor das mensalidades faltantes para completar os 24 meses de carência.

3 – É importante efetuar a atualização do seu grupo familiar no sistema do IPE Saúde para evitar cobranças indevidas, como no caso de ex-cônjuges ou falecimentos. Clique aqui para atualizar o seu cadastro de dependentes.

4 – Uma das alterações com a aprovação da LC 15.970/23 – que começa a valer a partir de outubro de 2023 -, é o aumento da alíquota de contribuição do IPE Saúde, que passa dos atuais 3,1% para 3,6% do salário de contribuição. Vale ressaltar que este aumento fica limitado pela faixa etária do segurado(a), conforme a tabela abaixo: 

Tabela de limite de valor de contribuição por titular: 

5 – Outra alteração introduzida pela nova legislação diz respeito à contribuição dos dependentes do segurado(a) titular. Anteriormente, não havia qualquer cobrança, tanto para companheiros(as) como para filhos(as). Com a nova proposta, haverá contribuição por dependente também relacionado à faixa etária, conforme a tabela abaixo: 

Tabela de valores de contribuição por dependente: 

6 – Diante dos elevados valores a que ficaram sujeitos os segurados(as), foi garantido um teto de contribuição limitado a 12% do salário do servidor(a). Portanto, mesmo que os valores das tabelas de referência apresentem altos valores, a contribuição, por segurado(a), fica limitada a este percentual do salário de contribuição.

7 – Foi aprovado também o aumento da coparticipação de até 40% para até 50% em consultas, exames complementares, serviços ou procedimentos. O aumento se deve a instituição da categoria 6 – atualmente são cinco categorias, que variam de 0% até 40%. Pela nova legislação, os valores de coparticipação passam a ter um novo patamar, infelizmente, onerando ainda mais o servidor(a).

O CPERS reforça que servidores e servidoras devem se manter atentos em relação aos deputados(as) e partidos que traíram os trabalhadores(as) ao apoiarem este vergonhoso projeto do governo Eduardo Leite (PSDB) que, mais uma vez, penaliza o bolso dos menores salários e alivia aqueles que mais ganham.

Vale ressaltar, que tal medida foi realizada em detrimento de outras ações de caráter emergencial que já deveriam ter sido tomadas, como o repasse total dos valores dos “imóveis do IPE Saúde” por parte do Executivo; a contribuição descontada do pagamento de precatórios e RPVs que é não repassada ao Instituto; e a quitação dos débitos relativos à parte patronal dos pensionistas por parte dos demais Poderes e Órgãos.

Em caso de dúvidas, contate o núcleo do CPERS da sua região ou o nosso Serviço de Atendimento ao Sócio (SAS) através do WhatsApp pelos telefones (51) 9569.0465 ou (51) 9663 5699, de segunda a quinta das 9h às 17h.

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

Foi publicado, nesta terça-feira (29), o Decreto 11.669/2023, assinado pelo presidente Lula (PT), que instaura o Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) para debater a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A Convenção trata dos direitos de sindicalização e as relações de trabalho na Administração Pública. Apesar de signatário, o Brasil ainda não possui regulamentação sobre ela.

De acordo com o decreto, o GTI será bipartidarismo artite, composto por 24 membros, sendo 12 representantes do governo federal e 12 representantes de sindicatos. A bancada do governo, indicados pelo Ministério da Gestão, será composta pela Advocacia Geral da União (AGU); Casa Civil da Presidência da República; Ministério do Trabalho e Emprego; Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República; e da Secretaria Geral da Presidência da República.

Já a bancada sindical terá a presença de membro da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB); da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); da Força Sindical (FS); da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST); da União Geral dos Trabalhadores (UGT); e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a qual a CNTE é filiada.

A secretária de Finanças da CNTE, Rosilene Corrêa, relata que o ponto central das discussões é estabelecer a negociação para o cumprimento dos acordos feitos entre os trabalhadores e o governo.

“Ficamos reféns dos governantes quando eles não cumprem os acordos. Quando fazemos greve, por exemplo, e definimos um acordo entre as duas partes, o governo não cumpre. Atualmente, não temos uma instância que nos sirva como um abrigo, garantindo o cumprimento de acordos feitos. Isso nos deixa em um enfrentamento com o governo, na luta por políticas”, apontou.

De acordo com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, ainda no período de transição do governo, o ministério já tinha prioridades definidas para o novo governo na relação com os servidores. “O primeiro objetivo era a reabertura da Mesa de Negociação, que cumprimos ainda em fevereiro. O segundo ponto era exatamente a regulamentação da convenção 151”, afirmou ela.

Esther ainda salientou a importância da adoção de regras para a regulamentação das relações de trabalho na Administração Pública, com ênfase em dar mais segurança jurídica aos servidores, em manter o diálogo com o governo de qualquer mandatário que estiver sob o comando.

Para a criação das bancadas, o decreto determina que cada órgão e entidade indiquem dois membros, especialistas e representantes de outros órgãos e entidades, públicos e privados, nacionais e internacionais, que poderão participar de reuniões, sem o direito de voto, a convite da coordenação do GTI. Após instalado, o GTI terá a vigência de cento e vinte dias, podendo ser prorrogado por igual período.

Rosilene afirma que, embora os membros da bancada sindical ainda não tenham sido definidos, a CNTE, representada pelo presidente Heleno Araújo e por ela, além de outras entidades filiadas à CUT, já se encontram em debate sobre o tema em um grupo interno.

“Discutindo o assunto internamente, conseguimos garantir a nossa participação, e quem da CUT for representar os trabalhadores estará apto a falar por nós”, enfatizou.

Entre os trabalhadores em educação, Rosilene confirmou a realização de um seminário com os membros filiados à CNTE, nos dias 12 e 13 de setembro, para debater o tema. Para ela, “é importante que essa discussão chegue nas pontas e os profissionais que trabalham na educação se apropriem do debate, contribuindo para luta”, reiterou.

Fonte: CNTE

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Fotos: Lucas Pitta Klein / Assessoria Dep. Laura Sito

Na noite desta quarta-feira (30), o 2° vice-presidente do CPERS e coordenador do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do Sindicato, Edson Garcia, participou de audiência da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, que tinha como tema “Juventude Negra Viva”. 

Durante o encontro, promovido pela presidente da Comissão, deputada Laura Sito (PT), e realizado no Plenarinho da ALRS, foi lançada a Frente Parlamentar em Defesa da Juventude Negra.

Enfrentar o extermínio desta parcela da população, que mais sofre com a violência policial e o racismo estrutural, por meio de uma agenda de promoção dos direitos, com políticas sociais que atuem na prevenção, na oferta de serviços e de oportunidades ao pleno desenvolvimento. Estes são alguns dos objetivos da recém lançada Frente Parlamentar. 

“Este foi um momento muito importante, com a presença de várias representações do movimento negro. Firmamos aqui o compromisso contra o extermínio e a criminalização de nossa juventude negra e periférica, movimento essencial para combatermos o racismo que vivenciamos diariamente em nosso país”, ressaltou Edson durante a atividade.

O 2° vice-presidente ainda destacou: “O CPERS segue firme na luta por uma escola antirracista, por acreditar que a escola é um local onde não há espaço para hostilidade, e sim, acolhimento e respeito a todo o tipo de diversidade. A educação é transformadora”.

A juventude negra é potência de suas comunidades e das periferias do Estado, produzindo arte, cultura, conhecimentos ou empreendendo. Quando a população negra sobrevive e tem acesso às políticas públicas, ela transforma as trajetórias de suas famílias e a realidade de suas comunidades e do país.

Para o CPERS, é urgente interrompermos este ciclo de violência. O combate ao genocídio da juventude negra é o caminho para, juntos e juntas, construirmos um mundo onde todo jovem negro(a) seja ouvido, respeitado e valorizado.

A juventude que pulsa, quer viver, sonhar e realizar os seus sonhos!

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Fotos: Matheus Piccini/CUTRS e CPERS Sindicato

Ao lado da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Frente dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (FSP-RS), equipe diretiva e sócios(as) do CPERS estiveram mobilizados em frente à Expointer, na manhã desta terça-feira (29). A classe trabalhadora presente estava organizada em repúdio à municipalização das escolas estaduais e à falta de reajuste salarial.

Municipalizar as instituições educacionais do estado tem sido mais uma tentativa de desmonte do serviço público realizado por Eduardo Leite (PSDB). A medida transfere a responsabilidade do governo para os municípios com o objetivo de cortar gastos, terceirizando o compromisso do Estado com o ensino gratuito e de qualidade.

De acordo com o Conselho Estadual da Educação (CEEd), uma escola só pode ser municipalizada se estudantes, professores(as) e funcionários(as) concordarem com a ação.  “A partir de hoje, voltaremos para as nossas escolas, organizaremos a nossa comunidade e faremos atas dizendo que não aceitamos a municipalização”, argumentou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

“É uma vergonha para o Brasil e para o estado a gente ter um governador que não trata a escola pública com o devido respeito e a necessidade que ela precisa para atender o Rio Grande do Sul”, destacou o presidente da CUT RS, Amarildo Cenci.

A municipalização significa o rompimento de vínculos criados nas escolas, o que resulta na descontinuidade do processo pedagógico e na demissão de diversos trabalhadores(as). “A luta será dura, pois não é a primeira vez. Quem lembra lá no tempo do (Antônio) Britto? A gente venceu e nós vamos vencer de novo”, enfatizou a presidente do CPERS.

Além da mobilização contra a transferência de escolas estaduais para a gestão municipal, o ato demandou reajuste salarial para os servidores(as) públicos. Em nove anos, com uma inflação acumulada no período de 67,06%, o funcionalismo estadual recebeu apenas 6% a título de reposição da inflação em 2022.

“Estamos com um déficit salarial imenso, uma sobrecarga de trabalho cada vez maior e é desumano que continuemos assim. Por isso, a Frente dos Servidores Públicos está junto com o CPERS lutando por mais justiça”, declara o secretário-geral do Sindjus, Fabiano Zalazar.

A inflação, aliada à decisão de Eduardo Leite (PSDB) de exigir maior tempo de contribuição dos trabalhadores(as) e à aprovação da reestruturação do IPE Saúde, levou o salário dos servidores(as) a uma desvalorização sem precedentes. 

O presidente do Sindicaixa, Érico Corrêa, ressalta a importância do engajamento de toda sociedade na luta da FSP-RS. “Precisamos pedir socorro aos gaúchos e gaúchas para que forcem o governador Eduardo Leite a negociar com as categorias e conceder o reajuste tão urgente para todos nós”, completa. 

Os portões da 46ª Expointer foram ocupados por dezenas de membros das organizações presentes, que distribuíram panfletos e expuseram suas faixas e bandeiras a fim de conscientizar sobre a essencialidade da escola pública enquanto instância democratizante e sobre a valorização dos servidores(as) enquanto mantenedores de serviços públicos primordiais.

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A convite da setorial do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, visitou o Instituto Educar, na última sexta-feira (25). Localizada no Assentamento da Fazenda Annoni, em Pontão, a instituição forma jovens no Ensino Superior na área de Agronomia.

Situada no mesmo assentamento, está a EEEF 29 de Outubro, visitada no início deste mês. A partir desses encontros, o CPERS vem buscando estreitar os laços com a luta dos movimentos do campo por uma educação pública inclusiva e que respeite a realidade dos educandos. 

O Sindicato vem acompanhando com preocupação o fechamento de escolas no campo. A infraestrutura e a manutenção desses espaços, a garantia do transporte escolar para os estudantes, além da formação de professores(as) e o fortalecimento do quadro de funcionários(as) e equipe diretiva suficientes para atender as demandas escolares também são questões fundamentais no fortalecimento da aprendizagem na zona rural. 

“Nós estamos falando de uma educação que está conectada com a realidade daquelas pessoas que vivem nas áreas de assentamento”, salienta Alex Saratt. 

Essa proposta educacional, mencionada pelo 1º vice-presidente e implementada no Instituto Educar, é chamada de Pedagogia da Alternância, que prevê a união de teoria e prática através da intercalação entre períodos na comunidade e na universidade. Outras duas iniciativas de mesma caracterização ocorrem em Pelotas, por meio do curso de Medicina Veterinária, e, em Viamão, a partir da graduação de História. 

Às vésperas da Conferência Nacional Extraordinária de Educação (CONAEE) e da formulação do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que acontecerão em 2024, o propósito do CPERS é fortalecer as relações, tanto organizativas e políticas, quanto fomentar o debate sobre educação pública junto a estes atores. É preciso articular um projeto de educação que seja também um projeto de desenvolvimento nacional.

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Realizada no IE Polivalente, em Soledade (28º Núcleo), a etapa regional da 5ª edição da Mostra Pedagógica do CPERS, desta sexta-feira (25), contou com a apresentação de oito projetos, exaltando a riqueza e a qualidade dos trabalhos desenvolvidos no chão da escola.

A abertura foi realizada pelos alunos(as) da pré-escola do IE Polivalente, que emocionaram os presentes com uma exibição coreográfica da música “Oh! Chuva”.

O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt e a diretora Sandra Severo Régio prestigiaram a iniciativa e destacaram a importância da Mostra para que a qualidade dos trabalhos realizados nas escolas da rede pública gaúcha ultrapassem os muros das instituições e possam transformar a sociedade.

“A Mostra sintetiza aquilo que a escola representa de melhor, que é a aproximação e a união das pessoas, no sentido de aprender, compartilhar e evoluir uns com os outros. Até pouco tempo, a educação e os educadores eram criminalizados, discriminados e alvos de uma série de ataques. É gratificante constatar que a escola pública sobrevive, resiste e desabrocha. A Mostra fortalece todos os movimentos que realizamos enquanto Sindicato, nas causas trabalhistas, de direitos humanos e sociais, mas fundamentalmente na defesa da escola pública”, considerou Saratt.

“A Mostra Pedagógica expõe a qualidade e a beleza que existe nas escolas públicas estaduais. Temos enfrentado ataques de vários governos, que tentam cotidianamente retirar direitos, tanto dos educadores quanto dos alunos e iniciativas como essa demonstram a força da nossa resistência e do ensino público do Rio Grande do Sul”, observou Sandra.

Dedicação: educadores e estudantes expõem com orgulho os trabalhos desenvolvidos

O objetivo e o desenvolvimento dos projetos foram expostos pelos educadores(as) que coordenaram as ações e pelos estudantes que executaram os trabalhos.

A professora de Matemática, do IE Polivalente, Liziane Moraes, destacou a importância da Mostra para educadores(as) e alunos. “É muito gratificante participar deste projeto organizado pelo CPERS. Nossos estudantes, assim como nós, enquanto instituição, só temos a ganhar. É através dos nossos estudantes que contemplamos um mundo melhor. A sementinha está sendo lançada aqui hoje e eu fico muito feliz em fazer parte”, frisou.

Letícia Andrade, aluna do 2º ano do Ensino Médio, do IE Polivalente, afirmou que o sentimento de apresentar seu projeto no evento é de grande satisfação. “É muito gratificante como aluna, participar desta experiência e representar o projeto que desenvolvemos com tanta dedicação”, observou.

Ana Maria Garbini Kruger, também professora do IE Polivalente e orientadora do projeto Recicle, Crie e Recrie, explicou o trabalho realizado com os alunos(as).  “Nosso trabalho fala sobre a reciclagem de papel. O objetivo foi ensinar para as crianças os processos de reciclagem, onde retiramos o papel que iria parar nas lixeiras e reciclamos, deixando como novo.  Momentos como esses, proporcionados pela Mostra Pedagógica, são muito importantes, pois sempre há uma grande troca de experiências e conhecimentos”, destacou.

“Nosso projeto está ajudando muito a escola e o meio ambiente. Estou achando muito legal participar dessa Mostra e quero vir mais vezes”, disse a aluna do 4º ano do IE Polivalente, Pâmela Moraes, de nove anos.

Além dos representantes da Direção Central do CPERS, participaram da atividade a diretora do 28º Núcleo, Magale Eicheler da Rocha, a vice-diretora Rosa Maria Quevedo Giovanoni, a secretária Marlene Morais Scorsatto e as diretoras aposentadas Ana Maria de Godoi Moraes e Carmem Ignez Braganholo.

Após a avaliação dos projetos, analisados pela Comissão Julgadora, composta pelas educadoras Carmem Ignez Brganholo, Edeltrudes Bertol Terhorst e Rosane Beatriz Gradascho, foram selecionados para a etapa estadual da 5ª Mostra Pedagógica do CPERS, que será realizada em dezembro, em Porto Alegre, os seguintes trabalhos:

>> Categoria Ensino Médio:

– Projeto Casa Sustentável (EEEM Érico Verísssimo)

>> Categoria Ensino Fundamental (séries finais):

– Projeto Reciclagem Divertida (IE Polivalente)

>>Categoria Ensino Fundamental (séries iniciais):

– Projeto: Brincadeiras e Aprendizagens no Mundo da Reciclagem (EEEM Júlia Lopes de Almeida)

>> Confira os projetos inscritos:

– Casa Sustentável (EEEM Érico Veríssimo – Ensino Médio;
– Arquitetura sustentável e placas solares (IEE São José – Ensino Fundamental);
-Horta Inteligente (EEEM Joaquin Gonçalves ledo – Ensino Médio);
-Recicle, crie e recrie (IE Polivalente – Ensino Fundamental);
-Reciclagem divertida (IE Polivante – Ensino Fundamental);
-Ecovalente (IE Polivalente – Ensino Médio);
– Brincadeiras e aprendizagem no mundo da reciclagem (EEEM Júlia Lopes de Almeida – Ensino Fundamental);
-Parque de Energia Sustentável/Renovável (IE São José – Ensino Médio).

Etapas Regional e Estadual

Os 42 núcleos do CPERS realizarão mostras regionais até novembro. Os educadores(as) devem se inscrever com até cinco dias de antecedência ao evento na sua região. Os projetos e trabalhos mais significativos terão lugar na etapa estadual da Mostra, que ocorrerá em Porto Alegre em data a ser definida. As experiências selecionadas também serão compiladas em uma publicação especial.

️ INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

  1. Somente sócios(as) do CPERS terão suas inscrições validadas para a Mostra Pedagógica;
  2. Os anexos (como documentos, trabalhos por escrito ou em PowerPoint, fotos e vídeos) devem ser enviados para o e-mail mostracpers5@gmail.com;
  3. As inscrições podem ser realizadas com até 5 (CINCO) dias de antecedência à Mostra Regional do seu núcleo.. Clique aqui para conferir o cronograma das etapas regionais da Mostra;
  4. Clique aqui para acessar o regulamento completo da Mostra Pedagógica;
  5. Se tiver dificuldades no preenchimento do formulário ou outras dúvidas, entre em contato pelo email secgeral@cpers.org.br ou pelo fone (51) 3254.6000.

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Realizada nesta quinta-feira (24), no 30º Núcleo (Vacaria), a etapa regional da 5ª Mostra Pedagógica do CPERS contou com a participação de 36 projetos, apresentados por cinco escolas da região.

A iniciativa, realizada no Salão de Atos da Secretaria Municipal de Educação (Smed), reuniu educadores(as) e alunos(as) com o objetivo de apresentar a riqueza das experiências pedagógicas produzidas no chão das escolas estaduais.

Entre os projetos apresentados, estava o denominado “Resíduos x Reciclagem”, desenvolvido pelo professor, Edgar Bueno Silveira, com a participação dos estudantes do 5º ano do IEE Irmão Getúlio. “Iniciamos o projeto observando as dúvidas dos alunos, que eram sobre o lixo hospitalar e para onde iam os materiais reciclados. Construímos hipóteses, pesquisamos, fizemos a fundamentação teórica e através dela respondemos às perguntas norteadoras. Após isso, montamos um painel conforme a metodologia científica”, explicou.

Uma das alunas participantes do projeto, Isadora Venson, relatou a satisfação em participar da Mostra. “Além de desafiar o nosso aprendizado no dia a dia da escola, temos a experiência da competição. Estou achando tudo muito enriquecedor, uma ótima experiência”.

A EEEM Professor José Fernandes de Oliveira levou 17 projetos do Ensino Médio e dois das séries finais do Ensino Fundamental para a Mostra. A professora, Juliana Seco, classificou a iniciativa como positiva. “Os nossos alunos estão engajados na apresentação dos projetos e, além disso, há a importante troca de experiências entre as escolas. Os temas são bastante pertinentes e os alunos estão demonstrando total conhecimento sobre as temáticas desenvolvidas”, avaliou.

Alex Corrêa do Nascimento, aluno do 1° ano na EEEM Professor José Fernandes de Oliveira, falou sobre a experiência de levar para a Mostra o projeto sobre energia nuclear. “Está sendo muito interessante, pois reúne muitos estudantes e professores com trabalhos de diversas áreas. Isso amplia nosso conhecimento e até mesmo nossas amizades, pois há muita troca de experiências”, expôs.

O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, destacou a dedicação dos educadores(as) aos projetos desenvolvidos, mesmo diante de tantos ataques do governo Eduardo Leite (PSDB) e o importante empenho dos estudantes.

“Mesmo com todas as dificuldades impostas pelo governo, os professores demonstram o quanto acreditam no seu trabalho, que é fundamental para afirmar perspectivas para o presente e o futuro dos nossos alunos. A Mostra tem o objetivo, desde sua primeira edição, de conectar a educação com a arte, a cultura, a filosofia e o conhecimento científico. É gratificante ver que na edição atual temos um número muito significativo de participações. ”, pontuou.

“É dever de todos nós defender a escola pública. Não podemos admitir que o governo siga atacando os professores e os funcionários de escola, tentando incessantemente retirar direitos históricos. Como dizia Paulo Freire, a educação só acontece com amor. E é isso que constatamos aqui hoje, com educadores e estudantes mostrando a qualidade do ensino público gaúcho”, destacou a diretora do Sindicato, Sandra Régio.

A direção do 30º Núcleo esteve presente na Mostra com a participação do vice-diretor, Osmar Emilio Mussatto, da tesoureira, Nelita Ferreira da Costa, da secretária, Marivone Gonçalves de Lima e das representantes dos aposentados(as), Helena Caon e Erondina Nery.

Roda de Conversa debate ataques aos educadores e a educação pública

No período da tarde, a Mostra contou também com a realização de uma roda de conversa. Em debate, situações que impactam a educação pública gaúcha como a municipalização, a reforma do Novo Ensino Médio (NEM), os ataques do governo Eduardo Leite (PSDB) aos educadores(as) e a necessária luta em defesa dos direitos dos professores(as) e funcionários(as) de escola, da ativa e aposentados(as).

Participaram da Roda de Conversa a professora Rita Campos Pedreira, prefeita do município de Muitos Capões, os professores(as) Cleber Camargo, Cristina Turra, Taciana Velho, Olívia Maciel Carraro, Samara Perim Parisotto, Mario Minuzzo e Edgar Bueno Silveira, além de educadores(as) representantes das escolas participantes da Mostra.

Comissão julgadora seleciona projetos para a etapa estadual da Mostra

Para avaliar os trabalhos, a Comissão Julgadora contou com a participação de diversos educadores(as) da regão. Confira abaixo:

– Professora Adriana Duarte, representante do Conselho Municipal de Educação;
– Professora Alcione Maria Paim, secretária municipal de Educação;
– Professora Maristela Boaventura Mendes, representante do Sindicato dos Municipários de Vacaria;
– Professor Adair Adams, do Instituto Federal de Educação;
– Professoras Fabiana Fonseca e Carla Azambuja, da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul;
– Professor Marco André Pegorini, da Universidade de Caxias do Sul; e
– Fabiana Fernandes, representante da Secretaria Municipal de Educação de Campestre.

Após a avaliação dos jurados(as), foram selecionados para a etapa estadual da 5ª Mostra Pedagógica do CPERS, que será realizada em dezembro em Porto Alegre, os seguintes projetos:

>> Categoria EJA:

– Projeto “Educando para a Liberdade – Além das Grades” (NEEJA – Presídio Estadual de Vacaria).

>> Categoria Ensino Médio:

– Projeto “Jogando com a Lei” (IEE Irmão Getúlio).

>> Categoria Ensino Fundamental – Anos Finais:

– Projeto “Cantinas sustentáveis, gostosuras conscientes” (EEEF Conde Afonso Celso).

>> Categoria Ensino Fundamental – Anos Iniciais: 

– Projeto “Eco Esponja” (EEEF Jardim América)

Etapas Regional e Estadual

Os 42 núcleos do CPERS realizarão mostras regionais até novembro e os educadores(as) devem se inscrever com até cinco dias de antecedência ao evento na sua região. Os projetos e trabalhos mais significativos terão lugar na etapa estadual da Mostra. As experiências selecionadas também serão compiladas em uma publicação especial.

️ INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

1) Somente sócios(as) do CPERS terão suas inscrições validadas para a Mostra Pedagógica;
2) Os anexos (como documentos, trabalhos por escrito ou em PowerPoint, fotos e vídeos) devem ser enviados para o e-mail mostracpers5@gmail.com;
3) As inscrições podem ser realizadas com até 5 (CINCO) dias de antecedência à Mostra Regional do seu núcleo. Clique aqui para conferir o cronograma das etapas regionais da Mostra;
4) Clique aqui para acessar o regulamento completo da Mostra Pedagógica;
5) Se tiver dificuldades no preenchimento do formulário ou outras dúvidas, entre em contato pelo e-mail secgeral@cpers.org.br ou pelo fone (51) 3254.6000.

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Ausência de foco, atraso na implementação e deficiências de ordem técnica e operacional do MEC. Estas foram algumas das conclusões da auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a governança do Novo Ensino Médio (NEM), divulgada na última quarta-feira (23).

Segundo o TCU, a avaliação, liderada pelo ministro Walton Alencar Rodrigues, contou com a participação de 15 cortes do Tribunal do país, dos estados do Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia e Rio Grande do Sul.

O relatório aponta falhas no monitoramento e avaliação da implantação do NEM, com baixa transparência e possível ampliação de desigualdades educacionais. Para o TCU, há alto risco de inexecução ou descontinuidade do modelo de ensino.

Transparência às informações

Com base na auditoria, o Tribunal determinou que o MEC implemente, em 180 dias, uma solução informatizada de monitoramento e avaliação do NEM. “O MEC deverá ampliar o acesso público aos dados tratados nessa solução, em respeito à transparência. Ela terá de possuir, entre outras, a funcionalidade de levantamento de informações nas secretarias estaduais e do DF”, informa o TCU.

Além disso, o Ministério da Educação “também deve instituir e fazer funcionar, na esfera federal, em até 60 dias, o Comitê de Monitoramento e Avaliação do Programa de Apoio ao Novo Ensino Médio (ProNEM). A finalidade é acompanhar as ações de implementação do NEM, discutir e propor ajustes ao ProNEM, de acordo com a realidade de cada unidade federada, bem como estabelecer o diálogo federativo com o DF e os Estados”.

Nota pública da CNTE

No dia 7 de agosto, o Ministério da Educação divulgou os principais resultados da Consulta Pública sobre o Novo Ensino Médio e a CNTE se manifestou, dizendo que a maior parte do que foi avaliado pelo MEC sobre a consulta “está em consonância com as pautas defendidas pelo Movimento Nacional de Revogação do NEM”. 

No entanto, a Confederação também alertou para o movimento de entidades contrárias às mudanças do NEM. No último dia 21 de agosto, pronunciamento conjunto do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), do Conselho Nacional de Educação (CNE) e do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais e Distrital de Educação (Foncede) discorda das propostas do MEC em relação à Consulta, “apresentando alternativas que fogem completamente dos resultados da Consulta Pública”, afirmou a CNTE, em nota pública.

A CNTE requer do MEC e de todos que participaram da Consulta Pública respeito aos resultados apontados pela sociedade e a comunidade escolar, a fim de que o projeto de lei para alterar e revogar a reforma do ensino médio seja elaborado e enviado ao Congresso Nacional, o quanto antes.

Informações: CNTE

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O segundo e último dia do 3º Encontro Estadual de Funcionárias(os) da Educação do CPERS, realizado nesta quinta-feira (24), em Porto Alegre, teve como ponto principal a aprovação da Carta em defesa destes trabalhadores(as).

De forma unânime, centenas de educadoras e educadores aprovaram o documento que tem como título “Respeito e valorização a quem move a educação” e reivindica os justos direitos desta parcela tão significativa da categoria.

Para dar início às atividades, houve a apresentação dos grupos de dança “Sempre Ativas”, composto por educadoras aposentadas do 38º e 39º Núcleos (Porto Alegre) e “As Marias”, grupo do 24º Núcleo (Pelotas). Ambos participantes do Desafio de Danças Folclóricas Internacionais, iniciativa realizada durante os Encontros de Aposentados(as) do Sindicato.

Em seguida, a psicóloga Mayte Raya Amazarray, ministrou a palestra “Violência e assédio moral nos ambientes de trabalho”. 

“O assédio moral é uma forma de violência extrema, que causa imensos danos e prejuízos, tanto que é classificada pela Organização Mundial da Saúde como um grave problema de saúde pública”, explicou.

“A violência psicológica, quando acontece de forma repetida, é classificada como assédio moral no trabalho. Ela atinge as pessoas na sua integridade física e psíquica e os efeitos são de muitos danos às pessoas e às relações. Os colegas e o ambiente de trabalho, como um todo, são atingidos”, destacou.

Entre as condições que caracterizam o assédio moral, Mayte destacou vivências de humilhação e de ofensa à dignidade, com possíveis constrangimentos e efeitos sobre a saúde e o bem-estar. “Algumas categorias profissionais, servidores públicos, por exemplo, sofrem violências e assédios estruturais”, pontuou.

Por fim, a psicóloga apontou os níveis de prevenção e de enfrentamento, a diversidade de estratégias e as políticas antiassédio e deixou algumas questões para a reflexão dos participantes, que também relataram situações chocantes que já vivenciaram em suas escolas. 

IPE Saúde e IPE Prev: mudanças e consequências

Dando sequência às atividades do dia, os educadores(as) acompanharam dois debates sobre temas de extrema relevância para a categoria, as mudanças no IPE Saúde e os serviços do IPE Prev. 

A diretora e representante do CPERS no Conselho Administrativo do IPE Saúde, Vera Lessês, expôs as principais mudanças no Instituto, após a aprovação da Lei Complementar (LC) 15.970/2023, aprovada em julho deste ano. 

A educadora apresentou diversos dados do Instituto, como o número de usuários(as) – que representa quase um milhão de gaúchos e gaúchas -, a quantidade de profissionais e instituições credenciadas, além de tabelas de coparticipação, referentes ao PAC e ao PAMES. 

“Esse ano, o governo impôs e a Assembleia Legislativa aprovou uma nova reestruturação do IPE Saúde, que piora muito a situação dos servidores. Isso ocorre porque, por exemplo, passará a ser cobrada a taxação dos nossos dependentes. A verdade é que o governador tornou o IPE Saúde atrativo para quem ganha mais e pesou no bolso daqueles que ganham menos”, expôs.

Já o 2º vice-presidente do CPERS e representante do Sindicato no Conselho de Administração do IPE Prev, Edson Garcia, explanou sobre questões referentes ao Instituto de Previdência. Entre os aspectos salientados, o dirigente ressaltou a estrutura organizacional de algumas das atividades realizadas pela autarquia, além das previstas nas legislações específicas. 

“A intenção em dividir os institutos de Previdência e Saúde não foi a de somar, mas sim de nos onerar ainda mais. Vendemos a nossa força de trabalho para recebermos em troca o que nos é de direito, um salário digno e benefícios sociais, mas na realidade não é isso que ocorre. Ainda bem que temos a força da nossa categoria, representada pelo CPERS, para fazer a luta necessária pelos nossos direitos”, frisou.

Absurdo: projeto-piloto do governo coloca em risco o futuro dos funcionários da educação

Durante o Encontro, a diretora do Departamento de Funcionários(as) da Educação do CPERS, Juçara Borges, denunciou ainda mais um ataque do governo Eduardo Leite (PSDB) contra os funcionários(as) de escola e a educação pública do Rio Grande do Sul.

“Ontem o governo anunciou um convênio de parceria público-privada, que será implantado em 2025, onde 100 escolas estaduais terão sua administração cedida para a iniciativa privada.  Através de um contrato com duração de até 30 anos, essas empresas farão a manutenção das instituições. São postos de trabalho que corremos o risco de perder. Temos que lutar ainda mais contra esses ataques”, afirmou.

Unidade na luta por direitos e valorização 

O encerramento do evento foi marcado pela emoção e o firmamento do compromisso com a resistência em defesa da educação, por valorização salarial e respeito a todos os funcionários(as) de escola, através da aprovação da Carta do 3º Encontro Estadual de Funcionárias(os) da Educação do CPERS. 

As diretoras do Departamento de Funcionários(as) da Educação do Sindicato, Sônia Solange Viana e Juçara Borges, realizaram a leitura do documento, que foi aprovado por unanimidade.

“Construímos a Carta a partir de tudo que foi colocado pelos funcionários durante este Encontro. Tivemos dois dias de debates intensos e muito ricos. Saímos muito gratos e fortalecidos para seguirmos firmes na defesa intransigente dos direitos dos funcionários da educação”, afirmou a diretora Sônia.

>> Clique aqui para conferir a íntegra da Carta do 3º Encontro Estadual de Funcionárias(os) da Educação do CPERS

Após o encerramento do evento, representantes da direção central do Sindicato e da categoria, dirigiram-se ao Palácio Piratini para realizar a entrega da Carta. O secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, não se encontrava, mas receberá os educadores(as) na próxima semana.

No local, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou a importância do documento e reforçou que o Sindicato fará a pressão necessária para a urgente valorização desta parcela essencial da categoria. 

“Essa carta de reivindicações, construída nos dois dias de Encontro, por mais de 400 funcionários, será entregue ao núcleo duro do governo para nós podermos fazer essa cobrança e garantir os direitos dos nossos funcionários, que são invisíveis para o governo, mas nunca para o CPERS”, destacou.

O Encontro também contou com a presença da tesoureira do CPERS, Rosane Zan, da secretária-geral, Suzana Lauermann, e dos diretores Cássio Ritter e Amauri Pereira da Rosa.

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