Com o tema “Plano Nacional de Educação 2024-2034: Política de Estado para garantia da Educação como direito humano, com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável”, a Conferência Nacional de Educação Extraordinária (CONAE) será realizada de 28 a 30 de janeiro de 2024, em Brasília. O evento é promovido pelo Ministério da Educação e organizado pelo Fórum Nacional de Educação (FNE).

O CPERS e as entidades que compõem o Fórum Estadual de Educação (FEE) convocam a sociedade civil para participarem dos debates que serão realizados em todas as regiões do estado.

Com foco em contribuir para a elaboração do novo Plano Nacional de Educação (PNE), o FEE promoverá as etapas municipais da Conae 2024 até o dia 29 de outubro. Já a Conferência Estadual ocorrerá nos dias 16 e 17 de novembro.

O objetivo é refletir sobre os desafios da educação brasileira e construir coletivamente propostas que serão levadas à Conferência Nacional.

Para saber como participar, contate o seu núcleo do CPERS, a Secretaria de Educação ou o Fórum Municipal de Educação do seu município.

▶️ Saiba mais nos links:

>> Fórum Nacional de Educação
>> Participe das etapas regionais e estadual da Conferência Nacional de Educação
>> Fórum Nacional de Educação divulga documento-referência e vídeos sobre eixos temáticos
>> Lançamento da etapa municipal em Porto Alegre marca retomada da participação popular e valorização da educação
>> Transformando a educação: conferências municipais da Conae 2024 vão até 29 de outubro

➡️  Confira abaixo os documentos que regem as Conferências:

>> Documento-referência
>> Ofício nº 71 Planejamento e realização da Conferência Nacional Extraordinária de Educação
>> Decreto 11697 CONAEE
>> Orientações para a Organização das Etapas Preparatórias da CONAEE 2024
>> Regimento CONAEE
>> Informativo FEE RS para Municipios CONAEE 2023

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O Fórum Municipal de Educação de Porto Alegre realizou, na tarde desta quarta-feira (18), a cerimônia de Lançamento da Conferência Nacional de Educação Extraordinária – CONAE 2024 – Etapa Municipal de Porto Alegre.

O evento, realizado na Faculdade de Educação da UFRGS, é mais um marco na retomada dos espaços de participação social, após um período de desmonte promovido por governantes sem compromisso com a educação brasileira.

Com foco em contribuir para a elaboração do novo Plano Nacional de Educação (PNE), até o dia 29 de outubro, serão realizadas etapas municipais e regionais em todo o Rio Grande do Sul. Já a Conferência Estadual ocorrerá nos dias 16 e 17 de novembro.

O objetivo é refletir sobre os desafios da educação brasileira e construir coletivamente propostas que serão levadas à Conferência Nacional, marcada para os dias 28, 29 e 30 de janeiro, em Brasília.

A professora da Faced e Coordenadora-geral do Fórum Municipal de Educação de Porto Alegre, Sônia Ogiba, realizou a abertura do encontro com uma retrospectiva das ações do Fórum e os desafios para o futuro da educação no Rio Grande do Sul.

“Estamos aqui, em um espaço de construção de um novo Plano Nacional de Educação, que definirá os rumos da educação no Brasil nos próximos 10 anos e, após a Conferência Nacional, estaremos novamente aqui, reunidos para a construção do Plano Municipal de Educação”, destacou Sônia.

O 1° vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, apresentou três pontos que considera essenciais para esse momento de construção dos rumos da educação, tanto em nível estadual quanto nacional.

“Temos alguns pontos específicos que merecem muito a nossa atenção. Primeiramente, destaco o problema da evasão, que se intensificou na pandemia, não somente entre os alunos, mas também entre os professores. Em um segundo momento, temos a questão da jornada dos educadores, que se intensificou e está acabando com a saúde dos nossos colegas. Isso pede um estudo aprofundado sobre o tema. Temos ainda a questão da tecnologia, o controle dessa pauta tem que ser nosso, do contrário as grandes empresas da educação dominarão nossas escolas”.

Alex ainda reforçou: “Esse momento é muito importante, temos 518 inscritos para a Conferência Municipal de Porto Alegre. Estes espaços serão essenciais para fazermos a luta, a proposição e a disputa dos rumos e projetos para a educação. O plano, que está em extinção, mal conseguiu cumprir a sua função. Por isso, precisamos enfrentar esse desafio”.

Antes da explanação das entidades representativas presentes, a professora da Faced/UFRGS, Jaqueline Moll, realizou a palestra “Plano Nacional de Educação 2024-34: política de Estado para a garantia do direito à Educação como Direito Humano, com Justiça Social e Desenvolvimento Sócioambiental Sustentável”.

Jaqueline fez uma retrospectiva da construção do Plano Nacional de Educação, que está em vigência e a dura realidade do seu insucesso.

“Começamos o debate sobre esse plano que está em extinção muito antes de 2010 e agora voltamos para a arena de reconstrução. As conferências são um grande exercício de diálogo, principalmente após o golpe, onde tudo o que havíamos construído foi para o chão. A nossa grande resposta revolucionária para tudo isso será fazer com que as escolas sejam um espaço de construção e nenhuma criança fique sem aprender”.

Ao fim da cerimônia, as entidades do movimento social, sindical e estudantil firmaram o compromisso pela mobilização e participação na etapa municipal da Conferência, que será realizada nos dia 27 e 28 de outubro, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa.

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Dedicação, entusiasmo, comprometimento e criatividade são alguns dos adjetivos conferidos nos projetos dos educadores e estudantes da região do 12º Núcleo (Bento Gonçalves), na 5ª Mostra Pedagógica do CPERS, etapa regional. A atividade aconteceu na tarde desta quarta-feira (18), na EEEF General Bento Gonçalves da Silva, e reuniu estudantes de cinco escolas da região, distribuídos em nove projetos.

A diretora do CPERS, Sandra Regio, deu as boas-vindas aos educadores(as) e estudantes e ressaltou a alegria em prestigiar a Mostra Pedagógica do Sindicato, em Bento Gonçalves. “Estamos aqui para mais uma etapa regional da Mostra, que retrata a beleza dos trabalhos realizados dentro da sala de aula. Nossos educadores e estudantes estão de parabéns pelos projetos expostos, feitos com dedicação e comprometimento. A força da escola pública está em nossas mãos”, concluiu Sandra.

Preocupação com o meio ambiente

A estudante Raíssa de Campos Ribeiro, apresentou o projeto Ecobag, da EEEM Onze de Agosto, na categoria Ensino Médio. Ela destacou a importância do trabalho para o meio ambiente. “Durante o ano cerca de 1,5 milhões de sacolinhas são usadas em mercados e farmácias. O nosso projeto visa reduzir esse uso, para que não fiquem tantas sacolas no meio ambiente, já que o plástico demora cerca de 450 milhões de anos para se decompor”, explica a estudante.

Aproximação da escola

A professora de matemática Marta De Gasperi, orientadora do projeto “Foguetes com propulsão a ar e água”, da EEEF General Bento Gonçalves da Silva, detalha que o trabalho foi desenvolvido com todas as disciplinas, com o apoio da Universidade de Caxias do Sul (UCS), a qual concedeu uma mini oficina de como confeccionar foguetes e com o envolvimento de familiares de estudantes e da comunidade escolar.

“Os alunos tiveram que arrecadar garrafas pet para fazer os foguetes. Esse foi um jeito de aproximar a comunidade escolar e as famílias da escola, além de estabelecer uma amizade maior entre os estudantes. Eles assimilaram conceitos de uma forma mais prazerosa e lúdica. Fizemos o lançamento dos foguetes na UCS e neste dia foram as famílias. Foi bem divertido, tivemos um envolvimento da comunidade escolar e dos familiares em nosso projeto”, ressaltou a educadora.

“O objetivo do nosso trabalho foi aproximar mais a escola dos nossos familiares e também a escola dos alunos. Os familiares ajudaram com a arrecadação dos materiais, e os alunos aprenderam de uma forma mais lúdica, se envolvendo mais com a escola”, detalha a estudante Larissa da Silveira Lazzarotto, do projeto “Foguetes com propulsão a ar e água”.

Comunicação e utilização das tecnologias na aprendizagem

Vinícius Batistelo, professor de matemática e orientador do projeto “Prismas em criação”, da EEEM Mestre Santa Bárbara, explica a metodologia do trabalho exposto na Mostra Pedagógica do CPERS.

“Os alunos desenvolveram diversos vídeos, apresentando uma propaganda, um noticiário, ou uma venda de algum produto relacionado aos sólidos estudados em sala de aula. Criamos, através do projeto, estratégias de comunicação e de uso de tecnologias digitais para a construção dos audiovisuais, desenvolvendo, assim, as habilidades dos estudantes”, reforçou Vinícius.

Os projetos foram avaliados pelos educadores Alexandre Misturini, coordenador da 16° CRE, Neiva Casagranda Tesse, representante dos aposentados do 12º Núcleo, e Leda Terezinha Vivan Grapiglia, representante do Sindicato dos Servidores(as) do Município de Bento Gonçalves (Sindiserp).

Participaram da etapa regional da 5ª  Mostra Pedagógica do CPERS, em Bento Gonçalves, o diretor do 12º Núcleo, Leonildo da Luz de Moura, a vice- diretora Terezinha Lunelli Tureck, a secretária Tânia Maria Ferronato e as diretoras Lúcia Marobin e Katiuska Izaguirry Marçal.

Confira os projetos selecionados pera a etapa estadual:

Séries Iniciais Ensino Fundamental:
Projeto: Profissões
Escola: EEEF General Bento Gonçalves da Silva
Categoria: Séries Iniciais Ensino Fundamental

Séries Finais Ensino Fundamental:
Projeto: Sistema de filtragem pluvial
Escola: CE Padre Colbachini
Categoria: Séries Finais Ensino Fundamental

Ensino Médio:
Projeto: Ecobag
Escola: EEEM Onze de Agosto
Categoria: Ensino Médio

Etapas Regional e Estadual

Os 42 núcleos do CPERS realizarão mostras regionais até novembro e os educadores(as) devem se inscrever com até cinco dias de antecedência ao evento na sua região. Os projetos e trabalhos mais significativos terão lugar na etapa estadual da Mostra. As experiências selecionadas também serão compiladas em uma publicação especial.

️ INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

1) Somente sócios(as) do CPERS terão suas inscrições validadas para a Mostra Pedagógica;
2) Os anexos (como documentos, trabalhos por escrito ou em PowerPoint, fotos e vídeos) devem ser enviados para o e-mail mostracpers5@gmail.com;
3) As inscrições podem ser realizadas com até 5 (CINCO) dias de antecedência à Mostra Regional do seu núcleo. Clique aqui para conferir o cronograma das etapas regionais da Mostra;
4) Clique aqui para acessar o regulamento completo da Mostra Pedagógica;
5) Se tiver dificuldades no preenchimento do formulário ou outras dúvidas, entre em contato pelo e-mail secgeral@cpers.org.br ou pelo fone (51) 3254.6000.

     

     

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Com o objetivo de pressionar deputados e deputadas estaduais pelo reajuste do Salário Mínimo Regional, representantes das centrais sindicais do Rio Grande do Sul – entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT) -, da qual o CPERS é filiado, reuniram-se na manhã desta quarta-feira (18), na Praça da Matriz em Porto Alegre, para um ato simbólico.

Na ocasião, as entidades repudiaram a manobra de parlamentares aliados a Eduardo Leite (PSDB), que em conluio com poderosos empresários, dificultam a votação do projeto que prevê um reajuste de 9% para o chamado Piso Regional.

O protesto ocorreu em frente ao Salão Nobre da Catedral Metropolitana, ao lado do Palácio Piratini, onde federações empresariais, que defendem o fim do Mínimo Regional, pagaram um café da manhã para deputados(as) da base aliada do governo.

Os dirigentes abordaram os parlamentares que chegavam para o evento e realizaram a entrega de um manifesto pedindo que o PL 290/2023 seja votado com urgência.

>> Clique aqui para conferir a íntegra do documento intitulado “Salário Mínimo Regional: desenvolvimento e distribuição de renda”.

O projeto, que também altera a data base do reajuste de 1º de fevereiro para 1º de maio, foi enviado à Assembleia Legislativa com atraso e sem regime de urgência. Atualmente, a pauta tramita em ritmo lento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e vem sendo alvo de sucessivas e descabidas manobras que impedem a votação. Nesta terça-feira (17), pela terceira semana consecutiva, a CCJ não debateu o aumento por falta quórum.

Negar o mínimo regional é negar o direito à reposição da inflação

Além de faixas e bandeiras, as centrais exibiram um banner denunciando que o atraso na votação significa negar o direito a um litro de leite e três pãezinhos por dia para cerca de 1,5 milhão de trabalhadores e trabalhadoras que recebem o Mínimo Regional.

“Os empresários querem acabar com o Piso Regional e hoje estão promovendo um café da manhã com os deputados da base do governo para negar os 9% do reajuste do Piso aos trabalhadores mais empobrecidos e mais vulneráveis da sociedade gaúcha, como os funcionários e as funcionárias de escolas estaduais”, disse o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci. 

O dirigente ainda lembrou que “o Rio Grande do Sul paga hoje o menor Piso Regional na região Sul do Brasil” e criticou “as manobras de pedir vistas na CCJ, adiando a decisão para a semana seguinte, quando, na verdade, querem empurrar o reajuste para o ano que vem”.

Piso Regional do RS é R$ 300 menor que o do Paraná

O deputado estadual Miguel Rossetto (PT) também participou da manifestação e comparou os valores do Piso Regional no Sul do Brasil. 

“No Paraná, que é um estado com economia e população semelhantes ao Rio Grande do Sul, os trabalhadores e as trabalhadoras de lá, desde o dia 1º de janeiro, estão recebendo o Piso reajustado e lá ninguém recebe menos que R$ 1.750. Nós estamos entrando em outubro de 2023 e não tivemos reajuste neste ano. Aqui, o Piso é de R$ 1.443. São R$ 300 a menos que o do Paraná”, alertou.

Reajuste do Mínimo Regional impacta diretamente no salário dos funcionários(as) de escola do RS 

Ao utilizar de manobra inédita e totalmente desumana, excluindo agentes educacionais do reajuste do Piso da Educação, Eduardo Leite (PSDB) aprofunda ainda mais a miséria destes educadores(as), pois, agora, dependem exclusivamente do reajuste do Mínimo Regional.

Atualmente, cerca de 75% dos funcionários(as) de escola ganham abaixo do Piso Regional. São mais de 15 mil servidores(as) de escola que recebem este completivo, em um universo de aproximadamente 25 mil.

“Ao impedir o reajuste do Piso Regional, a base aliada do governo arrocha ainda mais o salário destes profissionais, que se encontram sobrecarregados. Hoje, eles não conseguem comprar mais nada e mal pagam as contas, pois precisam usar os parcos recursos que possuem quase que exclusivamente para comer”, denuncia a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

A diretora do Departamento de Funcionários(as) da Educação do CPERS, Sonia Solange Viana, destaca que ao não pagar na data correta e abaixo da inflação, a atual gestão desrespeita a Constituição Federal. 

“O governo Leite precisa respeitar a Constituição em seu artigo 37, que prevê reajuste anual sempre na mesma data, garantindo ao menos a inflação do período. Os funcionários não podem ficar reféns de um governo atrelado à classe empresarial e que não aplica o reajuste do Piso Regional no tempo e percentuais que minimamente atendam às necessidades da classe trabalhadora”.

Sonia ainda destaca: “Os funcionários da educação, principalmente contratados, só conseguem vislumbrar reajuste real, mesmo sofrendo descontos vergonhosos das verbas indenizatórias, com o reajuste do Piso Regional do RS”.

Para o CPERS, reajustar o Salário Mínimo Regional não é algo limitado apenas ao âmbito econômico. Este reajuste reflete diretamente na qualidade de vida e na dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras do nosso estado. Seguiremos, juntos às centrais, pressionando o governador Eduardo Leite (PSDB) e sua base aliada por justiça, salário digno e valorização para todos os educadores(as). É preciso unidade na luta!

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O Fórum Nacional de Educação (FNE) publicou, nesta terça-feira (17), o documento-referência para a realização da Conferência Nacional de Educação Extraordinária – CONAE 2024. O objetivo é que o texto seja utilizado nas Etapas Municipal e Estadual da Conae, para a realização do debate sobre os macroproblemas da educação, construindo subsídios para o novo Plano Nacional de Educação (PNE).

Com o tema “PNE 2024-2034: Política de Estado para garantia da Educação como direito humano, com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável”, a Conae será realizada de 28 a 30 de janeiro de 2024, em Brasília. O evento é promovido pelo Ministério da Educação e organizado pelo FNE.

>> Clique aqui para acessar o documento-referência

“É com o espírito de diálogo, convergência e reconstrução de políticas públicas e processos democráticos, que o FNE submete à apreciação da sociedade brasileira este Documento-Referência e convida profissionais da educação, mães, pais e responsáveis, estudantes, dirigentes, parlamentares, movimentos e demais atores sociais que se preocupam e ocupam com a educação, para dialogar, refletir e propor uma agenda de Estado para a educação brasileira”, diz o texto de apresentação do documento.

O FNE espera que o próximo Plano Nacional de Educação seja um “garantidor de direitos e, por isso mesmo, suas metas deverão ser estruturantes visando à garantia do direito à educação, básica e superior, com qualidade social”.

>> Calendário:

Antes da fase nacional, serão realizadas as conferências estaduais, distritais e municipais. No Rio Grande do Sul, estes encontros acontecem até o dia 29 de outubro e a Conferência Estadual ocorrerá nos dias 16 e 17 de novembro.

Para saber como participar, contate o seu núcleo do CPERS, a Secretaria de Educação ou o Fórum Municipal de Educação do seu município. 

>> Eixos temáticos:

Conforme o documento-referência da Conae 2024, o próximo PNE terá como centralidade metas que respondam aos desafios relacionados com a redução das desigualdades, valorização das diversidades e a emergência ambiental.

As discussões também devem orientar a formulação dos planos estaduais e municipais de educação, “visando ao fortalecimento da cooperação federativa em educação e do regime de colaboração entre os sistemas”.

Vídeos temáticos produzidos pelo Fórum Nacional de Educação abordam cada um dos sete eixos da Conferência e contribuem para subsidiar estes debates. Confira abaixo:

Eixo I – O PNE como articulador do Sistema Nacional de Educação (SNE), sua vinculação aos planos decenais estaduais, distrital e municipais de educação, em prol das ações integradas e intersetoriais, em regime de colaboração interfederativa; 

Eixo II – A garantia do direito de todas as pessoas à educação de qualidade social, com acesso, permanência e conclusão, em todos os níveis, etapas e modalidades, nos diferentes contextos e territórios;

Eixo III – Educação, Direitos Humanos, Inclusão e Diversidade: equidade e justiça social na garantia do Direito à Educação para todos e combate às diferentes e novas formas de desigualdade, discriminação e violência;

Eixo IV – Gestão Democrática e educação de qualidade: regulamentação, monitoramento, avaliação, órgãos e mecanismos de controle e participação social nos processos e espaços de decisão;

Eixo V – Valorização de profissionais da educação: garantia do direito à formação inicial e continuada de qualidade, ao piso salarial e carreira, e às condições para o exercício da profissão e saúde;

Eixo VI – Financiamento público da educação pública, com controle social e garantia das condições adequadas para a qualidade social da educação, visando à democratização do acesso e da permanência;

Eixo VII – Educação comprometida com a justiça social, a proteção da biodiversidade, o desenvolvimento socioambiental sustentável para a garantia da vida com qualidade no planeta e o enfrentamento das desigualdades e da pobreza.

>> Confira abaixo os documentos que regem as Conferências:

➡️ Documento-referência
➡️ Ofício nº 71 Planejamento e realização da Conferência Nacional Extraordinária de Educação
➡️ Decreto 11697 CONAEE
➡️ Orientações para a Organização das Etapas Preparatórias da CONAEE 2024
➡️ Regimento CONAEE
➡️ Informativo FEE RS para Municipios CONAEE 2023

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Na tarde desta terça-feira (17), educadores(as) do 9º Núcleo do CPERS celebraram a inauguração de sua sede própria em Santo Ângelo. Localizada na Rua Marquês do Herval, n.º 2322, no centro da cidade, o local oferece uma ampla estrutura para proporcionar um excelente atendimento aos mais de 1.300 sócios(as) dos nove municípios de abrangência na região.

A tesoureira do CPERS, Rosane Zan, participou do evento e salientou que as aquisições das sedes próprias para os núcleos, que já somam 13 na atual gestão, têm o objetivo de ofertar melhor atendimento e comodidade para os professores(as) e funcionários(as) de escola sócios(as) do Sindicato.

“Trabalhamos desde a primeira gestão com o propósito de usar com transparência e responsabilidade a contribuição sindical dos nossos sócios, além de pagarmos os movimentos da nossa luta diária por melhores condições salariais e funcionais, também aumentamos o patrimônio do CPERS Sindicato”, afirmou.

A diretora-geral do 9º Núcleo, Maria Celeste Pereira Ramos Paiva, destacou que a compra da sede é a realização de um sonho que se tornou realidade. “Somente foi possível essa conquista graças ao empenho da direção do Núcleo e da Direção Central, que buscou meios para que hoje pudéssemos estar aqui inaugurando este espaço maravilhoso. Meu agradecimento a todos que tornaram esse sonho em realidade”, concluiu a diretora.

Além do atendimento ao público, a sede de Santo Angelo também disponibiliza alojamento para os seus associados(as). São dois quartos com cama de casal, climatizados, sendo um deles suíte.

Entre o período de 2015 a 2023, a atual direção do CPERS já adquiriu 14 sedes próprias. Confira abaixo os núcleos que foram agraciados com essa grande conquista:

  1. Santa Maria
  2. Pelotas
  3. Erechim
  4. São Leopoldo
  5. Ijuí
  6. Santa Cruz do Sul
  7. Santiago
  8. Uruguaiana
  9. Caxias do Sul
  10. Santo Ângelo
  11. Taquara
  12. Palmeira das Missões
  13. Cerro Largo
  14. Santana do Livramento

Representando o CPERS, participaram do evento todos os membros da direção do 9º Núcleo (Santo Ângelo), a diretora do 10º Núcleo (Santa Rosa), Eloisa Maria Womer, o diretor do 35º Núcleo (Três de Maio), Marino Simon, a diretora do 36º Núcleo (Cerro Largo), Romi Genice Rohleder Gertz, e o diretor do 29º Núcleo (Santiago), Leandro Wesz Parise.

Também estavam presentes a Coordenadora da 14ª CRE (Santo Ângelo), Rosa Maria de Souza, a diretora da ETE Presidente Getúlio Vargas, Rosamari Rossatto, a diretora da ETE de Entre Ijuís, Cristina Fiorin Calegaro, e representantes de Sindicatos locais.

 

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O primeiro município da Serra Gaúcha a receber a edição de 2023 da Mostra Pedagógica do CPERS foi Caxias do Sul (1º Núcleo), que apresentou às comunidades escolares e sindical quase 30 trabalhos de diferentes áreas, nesta terça-feira (17). 

A EEEM Evaristo de Antoni sediou a atividade, reunindo projetos elaborados por estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico, que desenvolveram iniciativas antenadas à sustentabilidade, à saúde e à psicologia. 

O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, ressaltou o objetivo da Mostra Pedagógica, que, em sua quinta edição, segue reforçando a atuação de educadores(as) e educandos(as). “Que a gente possa ter aqui mais um momento de convivência e de troca muito ricos, para que a escola pública saia fortalecida e consigamos enfrentar os desafios das condições de trabalho, de salário e de ensino-aprendizagem”, destacou.

“O importante aqui é que a gente está desenvolvendo pesquisa, projeto e trabalho em grupo, abrindo muitas portas para o futuro de vocês”, mencionou o 2º vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia. 

Consciência ambiental desde a infância

Os projetos expostos no ginásio da escola Evaristo de Antoni, localizada no bairro São José, em Caxias do Sul, propuseram diversas estratégias criativas para reutilizar materiais.

É o caso do trabalho Horta Sustentável, da EEEM São Caetano, que soluciona a falta de espaço em apartamentos para quem deseja plantar, reciclando garrafas pet e um cano. A aluna, Júlia Soriano, foi quem apresentou a iniciativa durante a Mostra. 

A professora Raquel Zaccaria, orientadora dos trabalhos “Cultivar Lixobô” e “Combatendo a Dengue”, articulados na EEEM Santana, explicou o tema dos trabalhos.

“Este ano, em especial, a gente quer retratar a sustentabilidade através do projeto Cultivar Lixobô e chamar atenção para a questão social também, por conta do mosquito da dengue, que tem se espalhado bastante na região”, esclareceu. A instituição onde Raquel dá aula é uma escola do Campo, no interior de Antônio Prado.

Estudantes das Séries Iniciais do Ensino Fundamental da EEEM São Caetano, Pablo Lafuente e Pierre Martins, apresentaram o trabalho “Reutilização e reaproveitamento de materiais recicláveis na construção de objetos e brinquedos”, demonstrando que basta ser criativo para que o cuidado com o meio ambiente torne-se hábito. 

“Ao invés de você descartar uma sacola ou uma garrafa, recicle elas. Eu fiz meu brinquedo com seis prendedores, tampinhas e isopor”, ilustrou Pierre. 

Cuidado com a saúde mental e respeito ao que é único

A importância das pequenas coisas foi pauta no projeto “Small things matter!”, da EEEM João Triches. A atividade recebeu o prêmio Darcy Ribeiro da Câmara Municipal de Caxias do Sul.

“O projeto é baseado na vida de um artista que é negro, tinha autismo e dislexia e desenvolveu uma técnica de fazer microesculturas na ponta de agulhas e alfinetes. A partir disso, os alunos fizeram uma reflexão sobre respeito, empatia e valorização das pequenas coisas”, relatou a professora organizadora do trabalho, Silvia Gubert.

Com o intuito de conscientizar as pessoas sobre uma série de riscos que a pornografia pode trazer a longo prazo, alunos(as) da EET Caxias do Sul elaboraram uma pesquisa robusta, diante do alto número de mulheres e homens que consomem esse tipo de conteúdo.

“As pessoas normalmente veem a pornografia como um entretenimento comum na vida delas e nem sabem o quanto isso pode fazer mal para a saúde mental”, afirma a estudante Gyovanna Adelungue. Entre os problemas apurados pelo grupo de estudantes, destaca-se a normalização da violência de gênero e da cultura da pedofilia.  

O desafio de selecionar os projetos que vão para a etapa estadual da 5ª Mostra Pedagógica do CPERS ficou na mão dos educadores(as) Eva Vargas Rocha, Maria Aparecida Berriel, Rafael Nunes, Alzira Silva, Ana Luiza Ennes, Thaís dos Santos Leite e Laura de Oliveira.

O diretor-geral do 1° Núcleo (Caxias do Sul), David Carnizela, a vice-diretora, Solange da Silva Carvalho, a secretária, Alessandra Maria Lazzari, a diretora, Thais dos Santos Leite, e o tesoureiro, Higor Edmundo Silva de Campos, também prestigiaram o evento.

>>> Confira os trabalhos escolhidos:

– Séries Iniciais Ensino Fundamental

Projeto: Cultivar- Lixobô
Escola: EEEM Santanna
Categoria: Séries Iniciais Ensino Fundamental

– Séries Finais Ensino Fundamental

Projeto: Os benefícios do hortifruti: cultive uma saúde de ferro com os incríveis benefícios de ter sua própria
Escola: EEEM São Caetano
Categoria: Séries Finais Ensino Fundamental

– Ensino Médio 

Projeto: A importância da revogação do ensino médio
Escola: EET Caxias do Sul
Categoria: Ensino Médio

– EJA

Projeto: Conhecendo a Nossa Escola
Escola: EEEM Presidente Vargas
Categoria: EJA

Etapas Regional e Estadual

Os 42 núcleos do CPERS realizarão mostras regionais até novembro e os educadores(as) devem se inscrever com até cinco dias de antecedência ao evento na sua região. Os projetos e trabalhos mais significativos terão lugar na etapa estadual da Mostra. As experiências selecionadas também serão compiladas em uma publicação especial.

️ INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

1) Somente sócios(as) do CPERS terão suas inscrições validadas para a Mostra Pedagógica;
2) Os anexos (como documentos, trabalhos por escrito ou em PowerPoint, fotos e vídeos) devem ser enviados para o e-mail mostracpers5@gmail.com;
3) As inscrições podem ser realizadas com até 5 (CINCO) dias de antecedência à Mostra Regional do seu núcleo. Clique aqui para conferir o cronograma das etapas regionais da Mostra;
4) Clique aqui para acessar o regulamento completo da Mostra Pedagógica;
5) Se tiver dificuldades no preenchimento do formulário ou outras dúvidas, entre em contato pelo e-mail secgeral@cpers.org.br ou pelo fone (51) 3254.6000.

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O Governo Federal lançou uma consulta pública para ouvir a opinião dos brasileiros(as) a respeito do uso consciente de telas e dispositivos eletrônicos por crianças e adolescentes. Até o dia 10 de novembro, serão aceitas contribuições da população na plataforma Participa + Brasil. As informações coletadas serão usadas para a construção de um Guia Oficial com orientações sobre o tema.

Coordenado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o projeto é uma iniciativa conjunta da Secretaria de Comunicação Social (Secom) e dos ministérios da Saúde, da Educação, da Justiça e Segurança Pública, dos Direitos Humanos e da Cidadania e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Durante o lançamento do projeto, no Palácio do Planalto, o secretário de Políticas Digitais da Secom da Presidência, João Brant, expressou que o uso excessivo ou inadequado de dispositivos eletrônicos está ligado a uma série de problemas, como:

  • o aumento dos índices de ansiedade e depressão, principalmente entre meninas;
  • distúrbios de atenção;
  • atraso no desenvolvimento cognitivo e da linguagem;
  • miopia;
  • sobrepeso;
  • problemas de sono;
  • riscos de abuso e vitimização sexual;
  • ameaças à privacidade e ao uso de dados pessoais;
  • risco de vício em jogos eletrônicos ou em uso de aplicativos;

Para a secretária de Assuntos Educacionais da CNTE, Guelda Andrade, há uma expectativa de que a pesquisa consiga abranger o olhar da população em seus resultados, mas para isso é necessário que o processo seja bem assistido e bem cuidado nos seus debates e na mediação.

“Vemos hoje muitas famílias entregando celulares nas mãos de crianças que ainda são muito pequenas. Às vezes a criança está com 1 ano, ou até menos, e já está tendo acesso às telas. Isso é muito perigoso, é um risco ao desenvolvimento dessa criança”, alerta.

Entretanto, para a secretaria de Políticas Digitais da Secom, o uso de telas não é restrito a malefícios. Os dispositivos digitais também podem ser bons aliados em relação às possibilidades para o meio educacional e pedagógico, permitindo uma maior inclusão de crianças e adolescentes com deficiência, e ter formas diferentes de produção e distribuição de comunicação.

Para Brant, “os problemas decorrem do modelo de negócio das plataformas baseado na economia da tensão, em que os produtos são desenhados para maximizar o engajamento e o tempo de uso desses dispositivos”, explica.

Segundo ele, muitas vezes, o objetivo de mercado desses produtos não leva em consideração o bem-estar das crianças e adolescentes. “Essa é a questão que a gente precisa tratar de forma equilibrada”, declara.

Guelda chama atenção para o movimento de alguns países europeus que têm abolido o uso de dispositivos digitais nos métodos de educação em sala de aula, após pesquisas apontarem prejuízos causados pelas telas entre as crianças e adolescentes.

“A tecnologia tem que vir para contribuir com a organização curricular e com o desenvolvimento pedagógico, mas ela não pode ser o tema central. Para questões que vão além disso, o uso dos livros exercita mais esse contato, pois traz para criança uma apropriação para além do simbólico”, afirma.

Guia Oficial 

Um grupo de trabalho formado por especialistas no assunto irá auxiliar na construção de um Guia, ao longo de um ano. De acordo com o secretário, o documento não será de imposições, mas sim de orientações às famílias sobre o uso saudável de dispositivos eletrônicos por um público tão jovem.

Para a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, o projeto desempenha grande importância, levantando atenção para o “uso não cuidado, não monitorado e não supervisionado […] e os efeitos colaterais adversos na saúde física e mental das crianças”.

“Isso nos preocupa muito. O que queremos é uma conscientização e mobilização da sociedade no sentido de conduzirmos o processo da cultura e do uso das mídias digitais”, ressaltou.

Para Guelda, “o que realmente precisa ser feito é uma dosagem do uso desses dispositivos. As crianças não podem ficar vulneráveis ali ao uso excessivo de celular, notebook, tablets e tudo mais”, explica.

O ideal é que crianças e adolescentes socializem fora das telas como entretenimento principal, como em parques de diversões e brincadeiras que auxiliem o desenvolvimento de coordenação motora, do diálogo e da convivência.

“Isso se dá em parques, com leitura e nas práticas de atividades físicas. Esse é um movimento mais saudável para as crianças e adolescentes, do que ficarem fechados em um lugar, com uso excessivo de telas, mas se for usar, que esse momento seja sempre mediado por um adulto e por tempo limitado”, declara.

“O interesse da criança e do adolescente deve prevalecer em todas as nossas iniciativas”, reforça o secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Cláudio Augusto Vieira da Silva.

Segundo a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Kátia Helena Schweickardt, a consulta pública e o Guia elaborado com as contribuições ainda deverão auxiliar escolas do país em suas decisões sobre o uso de dispositivos eletrônicos em práticas pedagógicas nas escolas.

“Precisamos conseguir nas escolas públicas, em especial, que os professores se sintam capazes de entender qual a melhor forma de uso de tecnologia e passar isso para os alunos para que eles possam ter um uso saudável. Esse é um dos princípios da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas“, finalizou.

Fonte: CNTE

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Na manhã desta segunda-feira (16), a Direção Estadual do CPERS se reuniu com representantes das Direções do SIMPA e da ATEMPA, entidades que representam os trabalhadores(as) em educação do município de Porto Alegre, para debater o avanço e traçar estratégias contra a municipalização do Ensino Fundamental na capital, bem como casos injustificáveis de tentativas de transferências de mantenças.

O CPERS vem lutando fortemente contra o crescimento destes processos, que seguem a passos largos em todo o Rio Grande do Sul, aumentados no governo Eduardo Leite (PSDB) e que encontram um aliado na figura do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB).

Realizado na sede da ATEMPA, o encontro contou com a presença do 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, o 2º vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia, e a diretora, Sonia Solange Viana. Representando a ATEMPA, estavam presentes as diretoras Isabel Letícia Medeiros e Camila Reis, e pelo SIMPA, a diretora Cindi Regina Sandri.

O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, alertou quanto ao fato de que as municipalizações avançam, principalmente, em governos neoliberais como o de Britto (PMDB), Yeda (PSDB), Sartori (MDB) e Leite (PSDB): “Municipalização, parcerias público-privadas, terceirizações, fechamento de escolas, tudo isso faz parte de um mesmo projeto com táticas e nuances diferenciados, mas com um único objetivo, a negação do direito à educação para as jovens gerações e também uma tentativa de privatização e mercantilização da educação pública por parte do governo de Eduardo Leite. Estaremos juntos com a comunidade escolar mobilizados contra a municipalização”.

O 2º vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia, frisou que o governo Leite (PSDB) não fornece informações e tampouco divulga dados oficiais sobre o tema. “Este processo faz parte de um desmonte intencional da educação pública estadual. O governo Leite não está nem aí para a educação pública e para os nossos estudantes. Depois querem saber o porquê de tanta evasão escolar. Sempre buscamos ingressos e permanências”.

A diretora do SIMPA, Cindi Regina Sandri, expôs as escolas de Porto Alegre que estão ameaçadas de municipalização: EEEF Professora Leopolda Barnewitz, EEEF Coronel Tito Marques Fernandes, EEEF Paul Harris, EEEF Espírito Santo, EEEF Vila Jardim Renascença e a EEEF Anita Garibaldi. “Essas são as escolas que neste momento têm grande chance de serem municipalizadas pelos governos estadual e municipal”, reforça Cindi.

A diretora do CPERS, Sônia Solange Viana, destacou que em casos de municipalização, alguns educadores(as) não se envolvem no processo por medo de retaliações do governo Leite (PSDB), mas aponta que o caminho para evitar a troca de mantença está na resistência. “O CPERS já conseguiu reverter muitas municipalizações, mas em todas tivemos o apoio da comunidade escolar. Se os funcionários, professores, pais e estudantes se unirem contra a municipalização, o governo não consegue fechar a escola”, afirma Sonia.

A diretora da ATEMPA, Camila Reis, relata que a maioria das escolas municipais estão com os seus prédios precarizados e que não suportariam a quantidade de estudantes do Ensino Fundamental das escolas estaduais.  “Nossas escolas estão tão precarizadas, a ponto dos professores terem que subir no telhado para encher a caixa d’água com mangueira. Temos de 800 a 1.200 estudantes por escola. Não está sobrando vagas na rede municipal, então como supriremos esses estudantes do Estado?”, ressaltou Camila.

“O que fica claro é que o governo estadual quer se livrar da responsabilidade com o Ensino Fundamental, e o município, mesmo sem ter condições financeiras e estruturais, quer trazer esses estudantes para as escolas municipais”, relata Isabel Letícia Medeiros, diretora da ATEMPA.

Ao fim do encontro, os representantes das entidades definiram que a próxima reunião para traçar as estratégias contra o avanço da municipalização na capital acontecerá nos próximos dias.

Para as entidades, muito antes da municipalização, é imprescindível que os governos Leite (PSDB) e Melo (MDB) invistam efetivamente na infraestrutura das escolas, valorizem educadores(as), tracem planos de combate à evasão escolar (intensificada pela falta de políticas aplicadas aos estudantes, como é o caso do desconto no valor da passagem escolar) e respeitem a gestão democrática das instituições de ensino estaduais e municipais.

 

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O Enem 2023 está chegando e os participantes que irão tentar uma vaga no ensino superior já podem consultar a Cartilha de Redação do exame. O material reúne informações importantes sobre a avaliação, focando nas particularidades dos textos escritos, os aspectos para correção das redações, além de exemplos de textos que receberam pontuação máxima em 2022.

A cartilha foi produzida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia responsável pelo Enem, e já está disponível para download no portal da instituição.

O Inep ainda disponibiliza outras três cartilhas voltadas a correção de redações de participantes com dislexia, surdez ou deficiência auditiva e com transtorno do espectro autista (TEA).

>> Clique aqui para saber mais!

A produção das redações acontecerá no primeiro dia de aplicação das provas, em 5 de novembro, junto com a prova de linguagens e códigos e ciências humanas. Nessa etapa, os participantes deverão escrever um texto dissertativo-argumentativo, com até 30 linhas, de acordo com o tema proposto pelo exame, e com base nos textos motivadores.

A pontuação máxima que uma redação pode receber é de 1000 (mil) pontos, seguindo os critérios estabelecidos. A nota da redação de um participante pode diminuir até zero em caso de fuga ao tema, apresentação de trechos desconectados com o tema, desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa, desrespeito à seriedade do exame e textos entregues com até 7 linhas.

De acordo com a cartilha, um texto com boa avaliação deve obedecer as seguintes competências listadas abaixo:

  • Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;
  • Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa;
  • Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;
  • Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;
  • Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Cada avaliador poderá atribuir valores de 0 a 200 para cada uma dessas exigências. A nota final do participante será resultado da média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores do texto.

Com informações do Inep e do Ministério da Educação

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