Acampamento da Resistência: alunos da escola Ildo Meneghetti, de Porto Alegre, levam apoio aos educadores gaúchos


Hoje o dia foi de demonstração de apoio e carinho aos educadores(as) gaúchos que seguem na luta no Acampamento da Resistência.

Além das tradicionais atividades, como o sinetaço e o almoço coletivo, nesta sexta-feira (1°), alunos da EEEFM Eng. Ildo Meneghetti, de Porto Alegre, somaram forças aos educadores(as), à direção central e aos núcleos de Cachoeira do Sul, Santiago, Santa Maria e São Gabriel que seguem acampados na Praça da Matriz.

A professora de espanhol e representante do sindicato na escola, Patricia Mazzoca, diz que o objetivo da visita era, além de levar carinho aos acampados, dar uma aula pública aos alunos do ensino médio e tentar uma agenda na Assembleia Legislativa, para protocolar um abaixo-assinado de apoio aos educadores e contra o pacote de desmonte da educação.

As aulas públicas foram realizadas na Praça mesmo e ministradas pelos professores de história da Ildo Meneghetti, Ranir dos Santos Rodrigues e Helena Bonetto.

A diretora do CPERS, Sandra Regio, responsável pelo almoço de hoje, ressaltou a importância da visita dos alunos e o apoio deles a causa dos educadores(as). “Precisamos que a comunidade entenda a real situação. Querem tirar o pouco que temos. Espero que cada vez mais alunos, assim como os do Ildo Meneghetti perceberam, é a educação pública que está em jogo”, ressaltou.

Instalado no Dia do Professor, o Acampamento da Resistência é o marco inicial da greve, a ser deflagrada se Eduardo Leite enviar os projetos de mudança no Plano de Carreira ou na Previdência Estadual. Ao longo desta semana, as atividades são mantidas pelos núcleos de Cachoeira do Sul, Santiago, Santa Maria e São Gabriel.

Abaixo-assinado de apoio aos educadores e contra o pacote de desmonte da educação

Após a aula pública no Acampamento, portando cartazes e frases de luta, os alunos conseguiram ser recebidos pela coordenadora da Comissão de Educação da AL, Rose Freitas, e pelo assessor, Luis Almeida.

“O abaixo assinado foi uma iniciativa dos alunos após uma aula-cidadã realizada na escola. Eles se sensibilizaram com a nossa condição de miserabilidade e entenderam que deveriam se somar a nossa luta”, afirma a professora Patricia.

Os estudantes conseguiram reunir cerca de 1.200 assinaturas entre alunos, pais e a comunidade da Restinga. 

Em dos trechos da chamada do abaixo-assinado os alunos reforçam que estão na luta junto aos educadores, “a precarização do trabalho dos educadores, além de atingir suas vidas pessoais, também atinge a educação como um todo”.

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