A luta continua: Conselho Geral do CPERS debate próximos passos da defesa da escola pública


Conectados desde os 42 núcleos do CPERS em todo o estado, mais de 100 conselheiros(as) do CPERS reuniram-se, na última sexta-feira (27) para debater os rumos da luta da categoria, avaliar a conjuntura estadual e nacional e deliberar os próximos passos da defesa da escola pública.

Pautado pelos crescentes ataques à educação, o Conselho Geral ocorreu no mesmo dia em que Bolsonaro assinou uma portaria que zera o reajuste do Piso Nacional do Magistério para 2021.

 

A medida está alinhada com a política da tesoura que governa o estado. Eduardo Leite (PSDB), por mais de uma vez, foi a Brasília para tentar mudar a forma de cálculo do índice.

“A dois dias da eleição, o governador fez uma live para avisar que pagaria em dia. É o que deveria ter feito desde que assumiu. É fácil pagar em dia depois de confiscar dinheiro dos aposentados, pagar o piso com o nosso próprio salário, congelar os contracheques até 2022 e economizar com atrasos recordes”, avalia a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

No plano estadual, a terceirização avança nas escolas, as vidas da comunidade são desconsideradas com a flexibilização de protocolos sanitários, não há informações sobre o pagamento do 13º e os salários permanecem congelados há seis anos e solapados pela crescente inflação.

A demora na regulamentação do novo Fundeb também preocupa o Sindicato, que soma esforços à CNTE para assegurar a aprovação dos parâmetros antes do recesso do final do ano.

Nas propostas aprovadas, o Conselho reafirmou a defesa intransigente da vida da comunidade escolar, contra a retomada das aulas presenciais. Outros tópicos incluem campanha por reposição salarial, valorização dos funcionários(as) de escola, denúncia das terceirizações e pressão por concursos públicos, entre outros.

Confira as deliberações

  1. Contra a abertura das escolas e pela defesa da vida!
  2. Campanha salarial pelo pagamento do reajuste do piso salarial nacional do magistério, com vigência a partir de janeiro. Luta pela integralização de todas as perdas salariais do período de congelamento do salário, ou seja, dos últimos seis anos. Exigir os mesmos índices para funcionários/as de escola.
  3. Desencadear movimento para elaboração e aprovação de Lei de data base de reajuste aos funcionários/as, agregado ao Plano de Carreira dos Funcionários de Escola.
  4. Frente antirracista organizada a partir dos núcleos no intuito de articular os movimentos em torno do combate ao racismo e todas as formas de discriminação étnico-racial.
  5. Intensificar a denúncia contra a terceirização do serviço público, a precarização das relações de trabalho e o peso na privatização da escola pública.
  6. Continuar fazendo a luta para o pagamento dos dias de greve já recuperados.
  7. Moção de Repúdio ao Grupo Carrefour pelo assassinato de João Alberto e por terceirizar seus serviços de segurança sem estabelecer a estas empresas Protocolos de Abordagem a seus clientes, principalmente quando pretos. Exigir justiça para Beto.
  8. Moção de apoio pela continuidade da liberação remunerada do presidente do Sindicato de Jornalistas de São Paulo.
  9. Moção de solidariedade aos colegas da APP Sindicato do Paraná que estavam em greve de fome contra a política do Governo Ratinho JR(PSC) que está levando ao corte em torno de trinta mil contratos de trabalho dentre professores e funcionários.
  10. Ampla mobilização com a CNTE, buscar a FAMURS e outras entidades em defesa da regulamentação do FUNDEB.
  11. Criar uma comissão com professores, gestores, funcionários e setores (SOE e SSE) para acompanhar as decisões da SEDUC e CREs, possibilitando amparo pedagógico e, ao mesmo tempo, enfrentando os ataques privatistas através de ensino híbrido, plataformas, etc.
  12. Retomar, com insistência, a solicitação de concurso público, além da docência e funcionários, para supervisão e orientação educacional. Justificativa: a tabela apresentada pela SEDUC exibe que temos como número absoluto de especialistas 1215 para todo o estado (menos de um por escola no RS)

Notícias relacionadas

AVANTE EDUCADORAS(ES), DE PÉ! Com o tema “Exigir nossos direitos …

22/05/2026

A tentativa de transformar salas de aula em espaços permanentes …